Correio B

SKINCARE

Conheça as novas tendências de cuidados para a pele

Busca por tratamentos para a face cresce com a popularização de vídeos e produtos na internet, como máscaras e séruns

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Os tutoriais de maquiagem são famosos em praticamente todas as redes sociais da Internet, mas recentemente as bases e sombras estão cedendo espaço para os produtos de cuidado para a pele, denominados de skincare. O termo em inglês remete a uma rotina adotada por muitos, que inclui cremes, séruns e máscaras faciais para acalmar os poros, melhorar a aparência e até diminuir o uso de maquiagens para disfarçar possíveis imperfeições. 

Enquanto as influenciadoras digitais mudam gradativamente a abordagem em relação à maquiagem – pregando uma pele mais natural –, a busca por produtos que auxiliam nessa transformação também é beneficiada. Para a médica dermatologista Daniele Almeida Magnani, o crescimento no acesso aos meios de comunicação, como a internet, possibilitou o aumento da curiosidade do público pelo cuidado com a pele. 

“As blogueiras de produtos de beleza geram interesse no público, principalmente entre as mulheres. Porém, para realizar esses cuidados normalmente é necessário uma avaliação do dermatologista para identificar o tipo de pele e o produto ideal para cada pessoa”, explica Daniele.

A professora Patrícia de Oliveira Cavalcante, 19 anos, foi uma das fisgadas pela rotina de skincare. “Minha pele sempre teve muito cravinho e dava uma balançada na minha autoestima. Adorei o skincare para resolver isso mesmo”, explica.

A rotina de Patrícia incluía um gel de limpeza facial todos os dias, protetor solar diariamente, uma máscara de argila e esfoliação por semana e uma limpeza de pele com esteticista uma vez por mês. 

“No começo foi por conta mesmo. Mas, depois que eu comecei a fazer a limpeza de pele, todo mês eu pegava indicações com minha esteticista”, relembra. Apesar da divulgação na internet, Patrícia também investia nas visitas as lojas de cosméticos. “Eu procurava os produtos para o meu tipo de pele e ia testando as marcas”, diz.

Agora, ela confessa que desanimou um pouco. “Deu resultado e eu fui relaxando, agora preciso voltar”, conta.

O que funciona

A dermatologista explica que os produtos como máscaras e séruns não são apenas marketing e realmente funcionam. 

“As máscaras estão cada vez mais presentes. Elas são opções simples que podem nos ajudar na rotina de cuidados. Existem diversas opções no mercado e também receitinhas caseiras que funcionam, como aquelas máscaras com mel, aveia e óleo de coco”, explica Daniele. 

De acordo com a fisioterapeuta dermato funcional Cláudia Massolim, as máscaras coreanas – que estão em alta –também costumam funcionar.

“As máscaras funcionam, sim, e são ótimas para melhor hidratação, oleosidade e elasticidade da pele. As argilas são máscaras que dão um efeito maravilhoso e são baratas. Mas tem que saber utilizar, pois cada cor tem um benefício. As coreanas estão na moda. Eu já testei algumas e gostei delas. Ajudam a melhorar a pele se usadas corretamente; [quando] indicadas por um profissional, elas são bem-vindas, podendo unir a tratamentos em clínicas – os resultados serão bem melhores”, afirma Cláudia. 

Nem tudo são flores no mercado skincare, já que a maior parte dos produtos tem um preço elevado.

“A maioria dos produtos faciais tem um valor alto. Mas o mercado está aumentando a cada dia e, com isso, muitos produtos bons e com valores melhores surgem. Vale lembrar que esses produtos demoram muito para acabar, então vale muito a pena o investimento. Mas temos que saber comprar para não jogar o dinheiro fora, porque um produto pode ser bom para uma amiga, mas nem sempre vai fazer o mesmo efeito em você. O importante é se sentir bem, bonita e saudável. E sempre procurar um bom profissional antes de usar qualquer produto”, acredita. 

Cinema

Estúdio norte-americano confirma Top Gun 3

Terceira edição do filme norte-americano continua com Tom Cruise como protagonista

16/04/2026 16h23

Tom Cruise, protagonista de Top Gun

Tom Cruise, protagonista de Top Gun Arquivo

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Durante seu painel na CinemaCon, evento em que estúdios apresentam seus próximos projetos para donos de cinema, a Paramount confirmou uma nova sequência de Top Gun estrelada por Tom Cruise.

Além do retorno de Cruise como Pete "Maverick" Mitchell, a continuação de Top Gun também terá a volta do produtor Jerry Bruckheimer. Ehren Kruger, que trabalhou no longa, está atualmente desenvolvendo o roteiro, segundo o Deadline.

Em 2025, Christopher McQuarrie, que coassinou o roteiro do longa de 2022 ao lado de Kruger e Eric Warren Singer, já havia dito que a história do novo longa já tinha sua "moldura" pronta.

Na apresentação, o CEO da Paramount, David Ellis, reforçou a importância que Top Gun: Maverick teve na reabertura dos cinemas após a pandemia da Covid-19 e disse que o terceiro capítulo da franquia receberá a mesma atenção em sua distribuição.

 

Quando estreia 'Top Gun 3'?


Apesar de confirmar Top Gun 3, a Paramount não deu previsão para a estreia.
 

Onde assistir?
 

Primeiro filme da franquia, Top Gun: Ases Indomáveis está disponível para streaming na Netflix, no Paramount+ e no MercadoPlay.

O segundo filme, Top Gun: Maverick, está disponível para compra e aluguel nas plataformas digitais.

SAÚDE

Especialistas e pacientes dizem que diagnóstico ainda é uma barreira para hemofílicos no Brasil

No Dia Mundial da Hemofilia, especialistas e pacientes alertam que identificar a doença precocemente pode evitar sequelas graves e transformar a qualidade de vida

16/04/2026 08h35

Pacientes hemofílicos têm dificuldade de produzir adequadamente a proteína que estanca o sangue em feridas

Pacientes hemofílicos têm dificuldade de produzir adequadamente a proteína que estanca o sangue em feridas Freepik

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Amanhã é o Dia Mundial da Hemofilia e, neste ano, a campanha global reforça o diagnóstico como a primeira etapa do cuidado, um ponto considerado essencial por especialistas e pacientes. Apesar dos avanços no tratamento, a identificação da doença ainda é um desafio e, muitas vezes, tardia.

Segundo a Federação Mundial de Hemofilia, mais de 75% das pessoas com a condição no mundo ainda não foram diagnosticadas. No Brasil, o cenário é mais estruturado, mas ainda enfrenta entraves.

O País possui a quarta maior população de pacientes com hemofilia do mundo, com cerca de 13,8 mil pessoas cadastradas, de acordo com o Ministério da Saúde, e o tratamento é realizado majoritariamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A hemofilia é uma doença genética que afeta a coagulação do sangue. De acordo com a médica Vanessa Monteiro, especialista em hemostasia, isso ocorre porque o organismo não produz adequadamente proteínas essenciais para estancar sangramentos, como o fator VIII (hemofilia A) ou o fator IX (hemofilia B).

Na prática, isso se traduz em sangramentos prolongados, que podem surgir após pequenos traumas ou até espontaneamente, especialmente nos casos mais graves.

Embora seja hereditária, a doença nem sempre apresenta histórico familiar claro. Cerca de 30% dos casos são resultados de mutações espontâneas, o que dificulta ainda mais o reconhecimento precoce. “Muitas vezes, os sinais iniciais são sutis. Hematomas podem ser interpretados como comuns, principalmente em crianças”, explica a especialista.

DIAGNÓSTICO

A dificuldade no diagnóstico é um dos principais fatores que influenciam a trajetória dos pacientes. Isso se deve tanto à baixa suspeita clínica quanto à desigualdade no acesso a exames especializados, especialmente fora dos grandes centros urbanos.

Os sinais de alerta incluem hematomas frequentes sem causa aparente, sangramentos prolongados após cortes leves, sangramento após vacinas ou procedimentos simples e, principalmente, sangramentos nas articulações, condição conhecida como hemartrose.

“Na dúvida, é sempre melhor investigar”, orienta Vanessa Monteiro. Isso porque o diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento preventivo, conhecido como profilaxia, que evita sangramentos e reduz drasticamente o risco de sequelas permanentes.

A história de Neder Gustavo dos Santos, presidente da Associação de Pessoas com Hemofilia e Outras Coagulopatias Hereditárias de Mato Grosso do Sul (Aphems), ilustra bem os desafios enfrentados por quem convive com a doença.

Pacientes hemofílicos têm dificuldade de produzir adequadamente a proteína que estanca o sangue em feridasSinal inicial da hemofilia, hematomas podem ser interpretados como comuns, principalmente em crianças - Foto: Freepik

Diagnosticado aos cinco anos de idade, após um episódio grave de sangramento, ele relembra que o processo até a confirmação foi longo e cheio de incertezas.

“Meus pais relatam que eu tinha vários episódios de sangramento nas articulações e manchas pelo corpo, mas ninguém sabia o que era”, conta. O diagnóstico só veio após um acidente doméstico, quando ele caiu, mordeu a língua e apresentou um sangramento intenso e persistente.

“Fiquei internado por bastante tempo até suspeitarem de hemofilia”, lembra.

Na época, as opções de tratamento eram limitadas. “Era basicamente transfusão de sangue. Era muito complicado, um período difícil para mim e para meus pais”, diz. Neder tem hemofilia grave, ou seja, seu organismo praticamente não produz o fator de coagulação necessário.

TRATAMENTO

Ao longo dos últimos 30 anos, o cenário mudou significativamente. Na infância, Neder levava uma vida restrita, sem poder brincar ou praticar atividades comuns. “Eu ficava muito em casa, com cuidado constante. Não jogava bola, não podia me arriscar”, relata.

Com o avanço da medicina e a chegada de terapias de reposição de fator, a realidade começou a melhorar. Inicialmente, o tratamento era feito sob demanda, ou seja, apenas após o sangramento. “A gente vivia sem saber quando [eu] ia sangrar de novo”, diz.

A grande virada veio com a introdução da profilaxia, que passou a prevenir os episódios. “Isso mudou tudo. Comecei a pensar diferente, a ter mais autonomia, a viver uma vida mais próxima do normal”, afirma.

Hoje, Neder realiza a própria aplicação do medicamento em casa, mas ainda enfrenta desafios. O tratamento exige infusões frequentes, geralmente três vezes por semana, e é feito por via intravenosa. “Já existem medicamentos de longa duração, mais práticos, que poderiam melhorar ainda mais a qualidade de vida”, destaca.

SEQUELAS

Apesar dos avanços, o diagnóstico tardio deixou marcas. Neder convive com sequelas articulares, comuns em pacientes que passaram anos sem tratamento adequado. Ele já realizou cirurgia para colocação de prótese no joelho e tem limitações nos movimentos.

“Tenho artrose no cotovelo, no tornozelo. Isso dificulta caminhar, dirigir, ficar sentado por muito tempo. A gente vai se adaptando, mas deixa de fazer muitas coisas do dia a dia”, relata.

Essas complicações poderiam ser evitadas com diagnóstico e tratamento precoces. “Quando conseguimos intervir cedo, evitamos danos permanentes nas articulações”, reforça Vanessa Monteiro.

A hemofilia também afeta a saúde mental e a vida social dos pacientes. Neder conta que já enfrentou episódios de ansiedade e síndrome do pânico, principalmente quando não tinha acesso regular à medicação.

“A gente nunca sabia quando [eu] ia estar bem ou mal. Isso afetava escola, trabalho, tudo”, afirma. Hoje, com o tratamento contínuo, a rotina é mais estável, mas ainda exige adaptações.

REDE DE CUIDADO

Diante dos desafios, a criação da Aphems foi um passo importante para fortalecer o apoio aos pacientes em Mato Grosso do Sul. A iniciativa surgiu a partir do contato entre pessoas com a mesma condição, que perceberam a necessidade de união.

“A gente começou a entender que precisava se organizar, buscar melhorias, levar informação”, explica Neder. A associação atua em parceria com o Hemocentro, promovendo capacitações e ampliando o conhecimento sobre a doença.

O atendimento multidisciplinar também é um diferencial no tratamento. Além do hematologista, pacientes contam com fisioterapeutas, educadores físicos, enfermeiros e ortopedistas. “Não é só o medicamento. É todo um conjunto de cuidados que melhora a qualidade de vida”, destaca.

DESAFIO PERSISTENTES

Apesar de o Brasil ter uma estrutura consolidada para o tratamento da hemofilia, ainda existem desafios importantes. Entre eles estão o diagnóstico tardio, as desigualdades regionais e a necessidade de ampliar o acesso a centros especializados.

Outro ponto crítico é o tratamento das sequelas. “Muitos pacientes precisam de cirurgias ortopédicas e não conseguem acesso. Isso acaba levando à deficiência física”, alerta Neder.

Para especialistas e pacientes, o diagnóstico precoce é fundamental. Ele não apenas salva vidas, como evita complicações que podem comprometer permanentemente a qualidade de vida.

“Quanto antes identificar, melhor. Isso permite iniciar o tratamento, orientar a família e evitar sequelas”, reforça Neder.

Com os avanços atuais, pessoas com hemofilia podem estudar, trabalhar, praticar atividades físicas e ter uma vida plena. Mas isso só é possível quando o cuidado começa no momento certo.

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