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Culinária regional

Conheça as verdadeiras comidas típicas de Mato Grosso do Sul

Veja 15 receitas típicas do nosso estado

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Com influências indígenas, paraguaias, bolivianas e gaúchas, as receitas típicas do Mato Grosso do Sul combinam ingredientes frescos e sabores autênticos, criando pratos únicos e deliciosos.

A variedade gastronômica do estado vai desde a suculenta peixada pantaneira, que destaca os peixes frescos dos rios locais, até a chipa, um pãozinho de queijo perfeito para acompanhar o café, a cozinha de Mato Grosso do Sul é uma celebração da cultura e da história local.

Se você está em busca de sabores autênticos, aqui está um compilado de receitas típicas da região que certamente vão conquistar seu paladar.

Sobá

O sobá é um prato japonês que foi adaptado pelos imigrantes para se tornar uma iguaria local em Campo Grande. Essa receita é um caldo de macarrão com carne de porco, ovo e cebolinha. Um prato reconfortante que aquece o corpo e a alma.

Ingredientes:

  • 200g de macarrão para sobá
  • 300g de carne de porco
  • 2 ovos cozidos
  • Cebolinha picada
  • 1 litro de caldo de carne
  • Shoyu a gosto

Modo de preparo:

  1. Cozinhe o macarrão conforme as instruções da embalagem.
  2. Em uma panela, aqueça o caldo de carne e adicione shoyu a gosto.
  3. Cozinhe a carne de porco até ficar macia.
  4. Monte o prato com o macarrão, carne, ovos cozidos e cebolinha. Sirva com o caldo quente.

Caribéu 

O caribéu é uma sopa rica feita com milho verde, carne seca, mandioca e diversos temperos. Um prato tradicional do Pantanal que reflete a história e a cultura da região.

Ingredientes:

  • 500g de milho verde
  • 300g de carne seca dessalgada
  • 300g de mandioca
  • Alho, cebola e cheiro-verde a gosto
  • Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:

  1. Cozinhe a mandioca e o milho verde até ficarem macios.
  2. Em outra panela, refogue o alho e a cebola, adicione a carne seca e deixe dourar.
  3. Adicione a mandioca e o milho cozidos à panela com a carne.
  4. Tempere com sal, pimenta e cheiro-verde.
  5. Cozinhe por mais alguns minutos até os sabores se misturarem bem. Sirva quente.

Peixada Pantaneira 

A peixada pantaneira é um prato típico do Pantanal, feito com peixes frescos da região, como o pintado. É uma refeição que destaca os sabores naturais dos ingredientes locais.

Ingredientes:

  • 1kg de pintado em postas
  • 2 tomates
  • 1 pimentão
  • 1 cebola
  • Alho, sal e pimenta a gosto
  • Cheiro-verde a gosto
  • Suco de 2 limões

Modo de preparo:

  1. Tempere o peixe com sal, pimenta e suco de limão.
  2. Em uma panela, refogue o alho, cebola, tomate e pimentão.
  3. Adicione o peixe e cozinhe até ficar macio.
  4. Salpique cheiro-verde por cima e sirva com arroz branco.

Chipa 

A chipa é um pãozinho de queijo típico da região, perfeito para acompanhar um bom café da tarde.

Ingredientes:

  • 500g de polvilho doce
  • 300g de queijo meia-cura ralado
  • 3 ovos
  • 100g de manteiga
  • Sal a gosto

Modo de preparo:

  1. Misture todos os ingredientes até formar uma massa homogênea.
  2. Modele pequenas porções em formato de ferradura.
  3. Asse em forno preaquecido a 180°C por cerca de 20 minutos ou até dourar.

Sopa Paraguaia

A sopa paraguaia, curiosamente, não é uma sopa líquida como o nome sugere, mas sim uma espécie de torta salgada feita à base de milho e queijo. É um prato tradicional e delicioso que você pode fazer em casa. Aqui vai a receita:

Ingredientes:

  • 2 xícaras de flocão de milho
  • 1 ½ xícaras de leite
  • 1 xícara de óleo vegetal
  • 4 ovos
  • 3 cebolas grandes picadas
  • 300g de queijo fresco ralado (pode ser queijo coalho ou minas)
  • Sal a gosto
  • 1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de Preparo:

  1. Em uma panela, refogue a cebola no óleo até que ela fique dourada e macia.
  2. Em uma tigela grande, misture o leite, os ovos e o sal. Adicione o flocão de milho, o queijo ralado e a cebola refogada, mexendo bem.
  3. Acrescente o fermento e misture até a massa ficar homogênea.
  4. Despeje a massa em uma forma untada e enfarinhada.
  5. Asse em forno preaquecido a 180°C por cerca de 45 minutos ou até que a superfície esteja dourada e um palito saia limpo ao ser inserido no centro.
  6. Deixe esfriar um pouco antes de cortar e servir.

Arroz Carreteiro

O arroz carreteiro é um prato típico de Mato Grosso do Sul, herdado de imigrantes gaúchos. É uma refeição saborosa e nutritiva que se originou com os antigos carreteiros, que precisavam de uma comida prática e energética para suas longas viagens.

Ingredientes:

  • 500g de carne-seca (ou charque)
  • 2 xícaras de arroz
  • 1 cebola grande picada
  • 3 dentes de alho picados
  • 2 tomates sem pele e sem sementes picados
  • 1 pimentão verde picado
  • Cheiro-verde a gosto
  • Sal e pimenta a gosto
  • Azeite ou óleo para refogar
  • Água quente o suficiente para cozinhar o arroz

Modo de Preparo:

  1. Deixe a carne-seca de molho em água por cerca de 12 horas, trocando a água várias vezes. Cozinhe a carne na panela de pressão por aproximadamente 30 minutos ou até que esteja macia. Deixe esfriar e desfie.
  2. Em uma panela grande, aqueça o azeite ou óleo e refogue a cebola e o alho até dourarem.
  3. Acrescente a carne-seca desfiada e refogue bem.
  4. Adicione os tomates e o pimentão, cozinhando até que estejam macios.
  5. Adicione o arroz à panela e misture bem. Acrescente água quente suficiente para cobrir o arroz e ajuste o sal e a pimenta.
  6. Deixe cozinhar em fogo baixo, com a panela semi-tampada, até que o arroz esteja cozido e a água tenha sido absorvida.
  7. Antes de servir, salpique cheiro-verde a gosto e mexa bem.

Churrasco

Também herdado dos gaúchos, o churrasco é uma das tradições mais queridas do Mato Grosso do Sul, famoso por seus sabores autênticos e carnes suculentas. 

Ingredientes:

  • 1 peça de costela de boi (aproximadamente 5 kg)
  • Sal grosso a gosto
  • Pimenta-do-reino moída (opcional)
  • Linguiças de carne e de porco
  • Picanha (aproximadamente 1 kg)
  • Maminha (aproximadamente 1 kg)
  • Pão de alho (para acompanhar)

Modo de Preparo:

1. Preparação da Carne:

  • Costela: Tempere a costela apenas com sal grosso, esfregando bem em toda a superfície. Deixe descansar por alguns minutos.
  • Picanha e Maminha: Tempere com sal grosso e, se desejar, um pouco de pimenta-do-reino. Deixe descansar por alguns minutos.
  • Linguiças: As linguiças não precisam de tempero adicional, apenas ajuste o sal se necessário.

2. Acendendo a Churrasqueira:

  • Utilize carvão vegetal de boa qualidade. Acenda e deixe formar brasas bem quentes antes de colocar a carne.

3. Assando a Costela:

  • Coloque a costela no espeto ou grelha, com o osso voltado para baixo. Deixe assar lentamente, virando ocasionalmente, por cerca de 4 a 6 horas. A costela deve ficar macia e suculenta.

4. Assando as Carnes:

  • Coloque as peças de picanha e maminha na grelha, primeiro com a gordura voltada para cima. Asse por cerca de 10 minutos e vire. Continue a assar até atingir o ponto desejado.
  • As linguiças devem ser assadas até ficarem bem douradas e cozidas por dentro.

5. Preparação do Pão de Alho:

  • Faça cortes superficiais no pão, passe uma mistura de manteiga com alho e sal, e asse na grelha até dourar.

6. Servindo:

  • Retire as carnes e deixe descansar por alguns minutos antes de fatiar. Sirva com farofa, vinagrete e pão de alho.

Caldo de piranha

O caldo de piranha é um prato típico da região do Pantanal. A receita é famosa por ser extremamente afrodisíaca, pois a cabeça da piranha é rica em fósforo, um mineral que estimula a libido. O prato chega a ser conhecido como “viagra dos rios.”

Ingredientes:

  • 1 kg de piranha limpa
  • 1 cebola picada
  • 2 tomates picados
  • 1 pimentão verde picado
  • 2 dentes de alho amassados
  • Coentro e cebolinha a gosto
  • Sal e pimenta a gosto
  • Suco de 1 limão
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 2 litros de água

Modo de preparo:

  1. Tempere as piranhas com sal, pimenta e suco de limão. Deixe marinar por 30 minutos.
  2. Em uma panela grande, aqueça o azeite e refogue a cebola, o alho, o tomate e o pimentão até dourar.
  3. Adicione as piranhas e refogue por alguns minutos.
  4. Acrescente a água e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 30 minutos, até o peixe desmanchar.
  5. Retire as espinhas e bata o caldo no liquidificador.
  6. Volte com o caldo para a panela, ajuste o sal e deixe ferver.
  7. Acrescente o coentro e a cebolinha picados antes de servir.

Arroz com pequi

Arroz com pequi é um prato icônico da culinária do cerrado brasileiro, especialmente popular em estados como Goiás, Mato Grosso e Tocantins. O pequi, com sua casca dura e polpa amarela, é conhecido pelo sabor forte e aroma único.

Ingredientes:

  • 2 xícaras de arroz
  • 5 pequis
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho amassados
  • Sal a gosto
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • 4 xícaras de água

Modo de preparo:

  1. Lave bem os pequis e, com cuidado, retire as polpas das sementes.
  2. Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e o alho até dourarem.
  3. Adicione as polpas de pequi e refogue por alguns minutos.
  4. Acrescente o arroz e continue refogando.
  5. Adicione a água e o sal. Cozinhe em fogo baixo até a água secar e o arroz ficar cozido.

Paçoca de carne seca

A paçoca de carne seca é uma herança da culinária indígena. Em tupi, "paçoca" é uma palavra que significa "esmigalhar".

Ingredientes:

  • 500 g de carne seca dessalgada e desfiada
  • 1 cebola picada
  • 3 dentes de alho amassados
  • 2 colheres de sopa de manteiga de garrafa
  • 2 xícaras de farinha de mandioca
  • Sal e pimenta a gosto
  • Coentro ou cebolinha para decorar

Modo de preparo:

  1. Em uma panela, aqueça a manteiga de garrafa e refogue a cebola e o alho até ficarem dourados.
  2. Adicione a carne seca desfiada e refogue bem.
  3. Acrescente a farinha de mandioca aos poucos, mexendo sempre para incorporar e ficar homogêneo.
  4. Ajuste o sal e a pimenta.
  5. Cozinhe em fogo baixo por alguns minutos, mexendo sempre para não queimar.
  6. Sirva quente, decorado com coentro ou cebolinha.

Doce de jaracatiá

O doce de jaracatiá é uma iguaria rara e tradicional do cerrado brasileiro, feito com o fruto da árvore jaracatiá, também conhecida como mamoeiro-bravo.

Ingredientes:

  • 1 kg de jaracatiá descascado e picado
  • 800 g de açúcar
  • 500 ml de água
  • 1 pau de canela
  • 4 cravos-da-índia

Modo de preparo:

  1. Em uma panela, coloque o jaracatiá picado, o açúcar, a água, a canela e os cravos.
  2. Leve ao fogo médio, mexendo ocasionalmente, até o açúcar dissolver completamente.
  3. Cozinhe por cerca de 40 minutos, ou até que o doce atinja a consistência desejada e o jaracatiá esteja bem macio.
  4. Retire a canela e os cravos.
  5. Deixe esfriar antes de armazenar em potes esterilizados.

Macarrão de comitiva

O macarrão de comitiva é um prato típico das comitivas de peões e tropeiros do Pantanal, conhecido pela simplicidade e pelo saborrústico. A comitiva, grupo de pessoas que acompanha o gado durante o transporte pelas estradas do interior, precisava de refeições práticas e nutritivas.

Ingredientes:

  • 500 g de macarrão (tipo espaguete ou talharim)
  • 300 g de carne seca dessalgada e desfiada
  • 2 cebolas picadas
  • 2 tomates picados
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 pimentão verde picado
  • Sal e pimenta a gosto
  • Cheiro-verde picado a gosto
  • Óleo para refogar

Modo de preparo:

  1. Cozinhe o macarrão em água com sal até ficar al dente. Escorra e reserve.
  2. Em uma panela grande, aqueça o óleo e refogue a cebola, o alho, o tomate e o pimentão até ficarem macios.
  3. Acrescente a carne seca desfiada e refogue bem.
  4. Adicione o macarrão cozido à panela e misture tudo, ajustando o sal e a pimenta.
  5. Finalize com o cheiro-verde picado e sirva quente.

Farofa de banana da terra

A farofa de banana da terra é um prato típico brasileiro, especialmente popular no Nordeste e Centro-Oeste. Ela combina a doçura da banana com a crocância da farinha de mandioca, criando uma mistura de sabores que é ao mesmo tempo doce e salgada.

Ingredientes:

  • 3 bananas da terra maduras
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 xícaras de farinha de mandioca
  • Sal e pimenta a gosto
  • Cheiro-verde picado a gosto (opcional)

Modo de preparo:

  1. Descasque e corte as bananas em rodelas.
  2. Em uma frigideira grande, derreta a manteiga e doure as rodelas de banana. Reserve.
  3. Na mesma frigideira, adicione a cebola e o alho, e refogue até ficarem dourados.
  4. Acrescente a farinha de mandioca e mexa bem, deixando tostar levemente.
  5. Tempere com sal e pimenta a gosto.
  6. Adicione as bananas douradas e misture delicadamente.
  7. Se desejar, finalize com cheiro-verde picado.

Moqueca pantaneira

A moqueca pantaneira é uma variação deliciosa da moqueca tradicional, feita com peixes frescos do Pantanal, como pintado ou pacu. O uso do azeite de dendê e do leite de coco dá ao prato um sabor rico e cremoso, enquanto os pimentões, tomates e cebolas adicionam frescor e cor.

Ingredientes:

  • 1 kg de peixe fresco (como pintado ou pacu), cortado em postas
  • Suco de 2 limões
  • Sal e pimenta a gosto
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 cebola grande cortada em rodelas
  • 1 pimentão verde cortado em rodelas
  • 1 pimentão vermelho cortado em rodelas
  • 2 tomates cortados em rodelas
  • 200 ml de leite de coco
  • 2 colheres de sopa de azeite de dendê
  • Coentro picado a gosto

Modo de preparo:

  1. Tempere as postas de peixe com o suco de limão, sal, pimenta e alho. Deixe marinar por 30 minutos.
  2. Em uma panela grande, faça uma camada com metade das rodelas de cebola, pimentões e tomates.
  3. Coloque as postas de peixe por cima dessa camada.
  4. Cubra com o restante das rodelas de cebola, pimentões e tomates.
  5. Regue com o leite de coco e o azeite de dendê.
  6. Tampe a panela e leve ao fogo médio, cozinhando por cerca de 20 a 30 minutos, até que o peixe esteja cozido.
  7. Finalize com coentro picado antes de servir.

Feijão tropeiro

O feijão tropeiro é uma herança dos tropeiros que passavam pelo estado em suas longas viagens de transporte de gado. Hoje, ele é bastante popular em festas juninas e eventos tradicionais, além de ser uma delícia apreciada em almoços em família.

Ingredientes:

  • 500 g de feijão carioquinha
  • 200 g de bacon picado
  • 200 g de linguiça calabresa fatiada
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 4 ovos
  • 1 maço de couve picada
  • 2 xícaras de farinha de mandioca
  • Sal e pimenta a gosto
  • Cheiro-verde picado a gosto
  • Óleo para refogar

Modo de preparo:

  1. Cozinhe o feijão até ficar macio, escorra e reserve.
  2. Em uma frigideira grande, frite o bacon até ficar dourado e crocante. Adicione a linguiça e frite até dourar.
  3. Acrescente a cebola e o alho, refogando até dourarem.
  4. Quebre os ovos na frigideira e mexa bem, cozinhando até ficarem firmes.
  5. Adicione a couve e refogue rapidamente.
  6. Misture o feijão cozido e a farinha de mandioca, mexendo bem para incorporar todos os ingredientes.
  7. Tempere com sal e pimenta a gosto.
  8. Finalize com cheiro-verde picado.

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Felpuda

A situação atingiu um nível que chega a ser hilário. Não é que a Polícia...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (5)

05/05/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Oscar Wilde - escritor irlandês

"Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo”.

 

FELPUDA

A situação atingiu um nível que chega a ser hilário. Não é que a Polícia Federal deflagrou a Operação Fraudis, com mandados de busca e apreensão cumpridos em Cascavel (PR), para, veja só, investigar suspeita de fraude em concurso da própria corporação? O caso teve início no Paraná, mas foi encaminhado à Justiça Federal em Campo Grande, onde os investigados fizeram as provas. Durante as diligências, foram apreendidos celulares e computadores. As investigações continuam para apurar a extensão das irregularidades e identificar outros envolvidos.

Ruído

Em sua “trincheira” na internet, o pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PT, Fábio Trad, vem dando suporte ao trio de parlamentares do seu partido.

Mais

Ele não poupou críticas à atuação da base aliada do governador, que rejeitou requerimento do deputado Kemp, pedindo informações sobre certo convênio. Como se vê...

DiálogoApresentando releituras de intérpretes da música brasileira e internacional, promovendo conexões entre artistas de diferentes épocas, a cantora campo-grandense Bell Éter se apresenta na sexta-feira, às 19h, no Sesc Teatro Prosa. O repertório inclui nomes como Maria Bethânia, Marília Mendonça, Djavan, Liniker, Whitney Houston e Sam Smith. O show “Bell Éter canta Grandes Vozes” é aberto ao público e tem classificação livre. Os ingressos podem ser retirados gratuitamente no Sympla. Bell Éter iniciou sua trajetória com o lançamento de músicas autorais em plataformas digitais a partir de 2022 . Em 2025, ela ganhou projeção nacional ao chegar à final do programa “The Voice Brasil”.
DiálogoMaria Clara Alvares e Fabiana Gibran

 

DiálogoDra. Cindia Bérnardelli

Querendo

Nos bastidores, apesar de se ouvir sobre a possibilidade do ex-secretário Jaime Verruck vir a integrar a chapa majoritária de Eduardo Riedel como vice governador, em meio a uma ala de políticos integrantes do grupo os comentários são outros. O desejo seria menos de Verruck e mais de lideranças do sistema Fiems, que há muito, segundo dizem, tentam emplacar nomes em cargos com maior visibilidade na classe política. 

Na real

O próprio Verruck demonstrou estar mais preocupado em cuidar de sua campanha a deputado federal. Ele sabe que para avançar com olhos em uma vaga majoritária teria que “convencer” trio de lideranças que é quem dá as cartas nas eleições deste ano: a senadora Tereza Cristina, o governador Riedel e o presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja. Eles têm a real dimensão do cenário eleitoral e não pretendem fomentar possíveis “ruídos” sobre vagas nas chapas.

Integração

Hoje, às 8h, ocorre o lançamento do Observatório Econômico de Campo Grande, pela Semades. A iniciativa busca fortalecer o planejamento estratégico com base em dados e indicadores socioeconômicos. O espaço será voltado à análise e ao monitoramento de informações que orientem decisões públicas. A implantação será gradual e reunirá dados de fontes municipais, estaduais e nacionais. A proposta é a integração e a ampliação do acesso a informações estratégicas.

Aniversariantes

Sandra Maria Monteiro Serrano,
Luiz Augusto Lima Scarpanti (Guto),
Karyn Vanessa Ferreira Goulart,
Felipe Ramos Vollkopf da Silva,
Marli Suene Martins Lima,
Luana Paula da Silva,
Dr. Carlos Henrique Guidolin,
Ana Cristina Escobar Marques,
Daniel D´Oliveira Vieira,
Maria Rosa Seabra Gomes,
Osvaldo Barbosa dos Santos,
Regina Maria Pierette Camara,
Marilene Rezek,
Roberto de Souza Bastardo,
Pedro César Kemp Gonçalves,
Maria Heloisa Vasques Saldanha,
Antônio Lucio Neto,
Antônio Rodrigues da Rocha,
Ecilda Barbosa Bueno,
Onofre Sabino de Araujo,
Requelina Geremia Gasparetto,
Evanil Soares,
Gilberto Carneiro de Castro,
Luísa Massocatto Figueiredo Gameiro,
Leide Matsunaka Dias,
Mariana Gomes de Souza,
Guadalupe Oliveira,
Nilva Assis Soares,
Luana dos Santos,
Carlos Augusto Renck Brufatto,
Nerone Maiolino Simioli,
Alex Sander Ferreira de Souza,
Mariza Gonçalves Roryz,
Alexandre Pereira de Andrade,
Renato Neves Preza,
Paulo Ricardo Klein,
Marcelo Campos Monteiro,
Hamilton Queiroz de Castro,
Roberto Chinelli Pereira,
Rosemeire Alves Rodrigues,
Sandra Velho Mondragon,
Diógenes Lovato Nogueira,
Sebastião Luis de Melo,
Jorge de Oliveira Souza,
Fernando César Rodrigues,
Arlete Albuquerque Adames,
Vana Charbel Moura,
Nilton de Jesus Oliveira,
Antônio Gabriel El Daher,
Nelson Luiz Martins,
Marcello Brandão de Souza Chamorro,
Walter Soares,
Osvaldo Augusto Pereira,
Jussara Alves Corrêa,
Renato Ribas Dangui,
Antônio Abrão,
Adriano Azambuja,
Elias Santiago,
Maria Elisa Cação dos Reis,
André Luiz Saab,
Valéria Cristina Azambuja,
Luis Audi Nunes,
Marileide de Albuquerque Corrêa,
Volney Arruda,
Consuelo Aparecida Saab,
Élin Teruko Tokko,
Gecleine Godoy,
Atamaril Amaral Marques (Tatá Marques),
Zenaide Antonia Rosa,
Maria Luiza Rosa de Souza,
Altair Monteiro,
Célia Cristina de Souza Almeida,
Fernando Luiz Mendes,
Jorge Luiz Fernandes de Moraes,
Ivone Alves Rios,
Maria Jose Feliciano,
Luciene Rodrigues Fernandes,
Cleodete Coelho,
Marcelo Mori,
Jair Lemes de Souza,
Nereu de Oliveira Fonseca Júnior,
Elde Severino Corrêa,
Wilson Thomas,
Cledinair de Paula Silva,
Renato Sérgio Bruno,
Zoraida de Brito Silva Obara,
Bruno de Oliveira Garilan,
Maria Hammoud Brandão,
Lauro Malaquias Veloso,
Denise Hugueney Dal Farra,
Helin Fernanda de Souza Godoy,
Jair Ricartes de Oliveira,
Luiz Ricardo Rios Brandão Faria,
Neuza Uesato Kawahira,
Odete Rita de Almeida,
Valmir Cano,
Eder Luiz Redó,
Nazih El Kadri,
João Gonçalves Migueis,
Jezi Ferreira Alencar Xavier,
Silvia Maehara Abe,
Roberto Massakatsu Nishikawa,
Eugene Uwimana,
Jorge Luiz Martin,
Walter Yoshiro Kadoi,
Judite Barbosa Verlindo,
Ruth Mourão Rodrigues Marcacini,
Sérgio Luis Velasques Bruzadin,
Marcelo Miranda Cândia. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

Literatura

Três-lagoense Gilberto Arsiolli Júnior lança romance histórico sobre Mato Grosso do Sul

Autor sul-mato-grossense apresenta obras que atravessam história, mito e linguagem, em narrativas que questionam versões oficiais e colocam o território como protagonista

04/05/2026 08h30

Divulgação

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Natural de Três Lagoas, o escritor Gilberto Arsiolli Júnior acaba de lançar seus mais recentes livros: “Volte quando o Eco Acabar” e “Capitolina – Memórias Pervertidas”.

As obras, resultado de uma década de pesquisa e escrita, revelam um autor interessado em tensionar memória, história e identidade por meio de narrativas densas, experimentais e profundamente enraizadas no território.

O lançamento oficial acontece neste sábado, às 17h, na Sebinho Livraria, Cafeteria e Bistrô, em Brasília (DF), reunindo leitores, amigos e admiradores em uma noite dedicada à literatura.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Arsiolli optou por não seguir a carreira jurídica e voltou-se para as letras. Atuou como professor de idiomas e viveu em Manaus por cinco anos e em Macapá por um ano e meio – experiências que contribuíram para a ampliação de seu repertório cultural e literário.

Atualmente, reside em Brasília, onde cursa Letras na Universidade de Brasília (UnB).

Filho de educadores e proprietários de uma tradicional escola de idiomas em Três Lagoas, o contato com a linguagem começou cedo. Alfabetizado em português e inglês ainda na infância, cresceu cercado por livros, o que ajudou a moldar uma relação precoce com a literatura.

Essa formação se reflete em sua escrita, que combina erudição, experimentação e múltiplas referências.

ROMANCE FUNDACIONAL

Capa do romance histórico “Volte quando o Eco Acabar” - Foto: Divulgação

Considerado seu projeto mais ambicioso até agora, “Volte quando o Eco Acabar” nasce da inquietação do autor diante da ausência de uma grande narrativa literária que representasse Mato Grosso do Sul. Inspirado por obras fundacionais de outras regiões da América do Sul, Arsiolli decidiu construir sua própria epopeia.

O romance é estruturado em cinco partes e escrito em forma helicoidal, misturando diferentes gêneros e linguagens – da narrativa tradicional ao teatro, passando por documentos fictícios e fragmentos poéticos.

A proposta é acompanhar a formação histórica e simbólica do território sul-mato-grossense, desde o avanço dos bandeirantes no século 17 até eventos do século 20, como a Revolução de Maracaju.

A história se inicia com o massacre de uma aldeia indígena, cena que inaugura um território marcado pela violência e a disputa.

A partir daí, personagens atravessam diferentes épocas e contextos: Gaspar, movido por ambição e desorientação; soldados da Guerra do Paraguai consumidos pela fome e a doença; o imigrante japonês Nakano Jigorokoshi Osu, que leva disciplina e tradição à Serra de Maracaju; e figuras como Emaíra e Guavira Bravo, que representam tensões entre permanência e ruptura.

Pantanal, fronteira platina e Serra de Maracaju deixam de ser cenários para se tornarem agentes ativos, influenciando decisões, comportamentos e destinos.

A proposta do autor é tratar o espaço como método narrativo, rompendo com o regionalismo descritivo e apostando em uma abordagem mais simbólica e estrutural.

ENTRE MITOS E HISTÓRIAS

Para construir essa narrativa complexa, Arsiolli recorreu a uma ampla pesquisa, que inclui lendas indígenas, mitologia grega, história regional e cultura popular. Inspirado pelo conceito de antropofagia cultural, ele mistura diferentes tradições para criar uma obra híbrida e original.

Lendas dos povos guarani-kaiowá, histórias de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e narrativas do norte amazônico são entrelaçadas com referências clássicas da Grécia antiga. O resultado é uma espécie de “caldeirão narrativo”, no qual cosmologias distintas dialogam e se transformam.

A música também desempenha papel importante. Em um dos capítulos, por exemplo, um churrasco sul-mato-grossense é embalado por ritmos como chamamé, guarânia, polca paraguaia e sertanejo, reforçando a presença da cultura popular na construção da identidade regional.

Além disso, o autor cria elementos ficcionais que dialogam com a realidade, como a origem mítica do sobá – prato tradicional da região e patrimônio cultural e imaterial de Campo Grande –, atribuída a um personagem imigrante japonês.

MEMÓRIA E HERANÇA

A obra também carrega marcas autobiográficas. Bisneto de indígena, Arsiolli reconhece a influência da bisavó, pertencente ao povo terena, na construção de seu imaginário. Foi com ela que teve contato com muitas das lendas que hoje permeiam sua escrita.

Lápide de um dos primeiros imigrantes libaneses de Três Lagoas, que serviu para a criação do personagem Nemer Wahir - Foto: Divulgação

Três Lagoas, sua cidade natal, aparece de forma recorrente no romance, inclusive com referências a locais reais, como o Bar do Zé Miguel Piapara, onde um dos personagens toca violão. O autor chegou a pesquisar túmulos no cemitério da cidade para desenvolver personagens inspirados em famílias históricas da região.

O processo de escrita foi intenso e, em sua etapa final, exigiu isolamento. Entre dezembro de 2025 e fevereiro deste ano, Arsiolli se retirou para o sítio da família em Três Lagoas para concluir o livro, mergulhando completamente na narrativa.

Gilberto já começa a trabalhar na continuação, intitulada “Estação Abandono”. A sequência de “Volte quando o Eco Acabar” deve se passar em Três Lagoas e começar em 1933, ampliando ainda mais o universo narrativo criado pelo autor.

REESCRITA DE UM CLÁSSICO

Se “Volte quando o Eco Acabar” olha para a formação de um território, “Capitolina – Memórias Pervertidas” volta-se para a revisão de um dos maiores clássicos da literatura brasileira. A obra parte de uma provocação: e se Capitu, de Machado de Assis, pudesse contar sua própria versão da história?

Ambientado parcialmente no Cairo de 1975, o romance acompanha o arqueólogo Ezequiel Bento Santiago, que descobre os cadernos de sua mãe.

“Capitolina” é inspirada na obra “Dom Casmurro”, de Machado de Assis - Foto: Divulgação

 

A partir desses escritos, emerge a voz de Capitolina, decidida a recontar sua trajetória desde a juventude na Rua das Ciganas até os conflitos que envolvem Bentinho e Escobar.

A narrativa revisita temas como amor, ciúme, ambição e memória, mas sob uma nova perspectiva, a de quem foi historicamente silenciada. Ao dar voz à personagem, Arsiolli questiona a ideia de verdade única e propõe uma leitura mais complexa e contraditória dos acontecimentos.

O romance acompanha o desenvolvimento de um triângulo amoroso marcado por tensões crescentes, em meio a uma São Paulo em transformação. Casamento, suspeita, escândalo e exílio afetivo são alguns dos elementos que compõem a trama, que se estende por décadas.

No fim, quando a narrativa retorna aos cadernos desenterrados, o passado já não pode mais ser interpretado de forma linear. A história se reabre como um campo de disputa, onde memória e narrativa se entrelaçam.

>> Serviço

Os lançamentos e o livro de poemas “Poemas para Assistir ao Fim do Mundo”, também escrito por Gilberto Arsiolli, podem ser adquiridos on-line, pelo site da Amazon (www.amazon.com).

Mais informações podem ser encontradas no Instagram do autor: @gilbertoarsiolli.autor

 

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