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Culinária regional

Conheça as verdadeiras comidas típicas de Mato Grosso do Sul

Veja 15 receitas típicas do nosso estado

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Com influências indígenas, paraguaias, bolivianas e gaúchas, as receitas típicas do Mato Grosso do Sul combinam ingredientes frescos e sabores autênticos, criando pratos únicos e deliciosos.

A variedade gastronômica do estado vai desde a suculenta peixada pantaneira, que destaca os peixes frescos dos rios locais, até a chipa, um pãozinho de queijo perfeito para acompanhar o café, a cozinha de Mato Grosso do Sul é uma celebração da cultura e da história local.

Se você está em busca de sabores autênticos, aqui está um compilado de receitas típicas da região que certamente vão conquistar seu paladar.

Sobá

O sobá é um prato japonês que foi adaptado pelos imigrantes para se tornar uma iguaria local em Campo Grande. Essa receita é um caldo de macarrão com carne de porco, ovo e cebolinha. Um prato reconfortante que aquece o corpo e a alma.

Ingredientes:

  • 200g de macarrão para sobá
  • 300g de carne de porco
  • 2 ovos cozidos
  • Cebolinha picada
  • 1 litro de caldo de carne
  • Shoyu a gosto

Modo de preparo:

  1. Cozinhe o macarrão conforme as instruções da embalagem.
  2. Em uma panela, aqueça o caldo de carne e adicione shoyu a gosto.
  3. Cozinhe a carne de porco até ficar macia.
  4. Monte o prato com o macarrão, carne, ovos cozidos e cebolinha. Sirva com o caldo quente.

Caribéu 

O caribéu é uma sopa rica feita com milho verde, carne seca, mandioca e diversos temperos. Um prato tradicional do Pantanal que reflete a história e a cultura da região.

Ingredientes:

  • 500g de milho verde
  • 300g de carne seca dessalgada
  • 300g de mandioca
  • Alho, cebola e cheiro-verde a gosto
  • Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:

  1. Cozinhe a mandioca e o milho verde até ficarem macios.
  2. Em outra panela, refogue o alho e a cebola, adicione a carne seca e deixe dourar.
  3. Adicione a mandioca e o milho cozidos à panela com a carne.
  4. Tempere com sal, pimenta e cheiro-verde.
  5. Cozinhe por mais alguns minutos até os sabores se misturarem bem. Sirva quente.

Peixada Pantaneira 

A peixada pantaneira é um prato típico do Pantanal, feito com peixes frescos da região, como o pintado. É uma refeição que destaca os sabores naturais dos ingredientes locais.

Ingredientes:

  • 1kg de pintado em postas
  • 2 tomates
  • 1 pimentão
  • 1 cebola
  • Alho, sal e pimenta a gosto
  • Cheiro-verde a gosto
  • Suco de 2 limões

Modo de preparo:

  1. Tempere o peixe com sal, pimenta e suco de limão.
  2. Em uma panela, refogue o alho, cebola, tomate e pimentão.
  3. Adicione o peixe e cozinhe até ficar macio.
  4. Salpique cheiro-verde por cima e sirva com arroz branco.

Chipa 

A chipa é um pãozinho de queijo típico da região, perfeito para acompanhar um bom café da tarde.

Ingredientes:

  • 500g de polvilho doce
  • 300g de queijo meia-cura ralado
  • 3 ovos
  • 100g de manteiga
  • Sal a gosto

Modo de preparo:

  1. Misture todos os ingredientes até formar uma massa homogênea.
  2. Modele pequenas porções em formato de ferradura.
  3. Asse em forno preaquecido a 180°C por cerca de 20 minutos ou até dourar.

Sopa Paraguaia

A sopa paraguaia, curiosamente, não é uma sopa líquida como o nome sugere, mas sim uma espécie de torta salgada feita à base de milho e queijo. É um prato tradicional e delicioso que você pode fazer em casa. Aqui vai a receita:

Ingredientes:

  • 2 xícaras de flocão de milho
  • 1 ½ xícaras de leite
  • 1 xícara de óleo vegetal
  • 4 ovos
  • 3 cebolas grandes picadas
  • 300g de queijo fresco ralado (pode ser queijo coalho ou minas)
  • Sal a gosto
  • 1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de Preparo:

  1. Em uma panela, refogue a cebola no óleo até que ela fique dourada e macia.
  2. Em uma tigela grande, misture o leite, os ovos e o sal. Adicione o flocão de milho, o queijo ralado e a cebola refogada, mexendo bem.
  3. Acrescente o fermento e misture até a massa ficar homogênea.
  4. Despeje a massa em uma forma untada e enfarinhada.
  5. Asse em forno preaquecido a 180°C por cerca de 45 minutos ou até que a superfície esteja dourada e um palito saia limpo ao ser inserido no centro.
  6. Deixe esfriar um pouco antes de cortar e servir.

Arroz Carreteiro

O arroz carreteiro é um prato típico de Mato Grosso do Sul, herdado de imigrantes gaúchos. É uma refeição saborosa e nutritiva que se originou com os antigos carreteiros, que precisavam de uma comida prática e energética para suas longas viagens.

Ingredientes:

  • 500g de carne-seca (ou charque)
  • 2 xícaras de arroz
  • 1 cebola grande picada
  • 3 dentes de alho picados
  • 2 tomates sem pele e sem sementes picados
  • 1 pimentão verde picado
  • Cheiro-verde a gosto
  • Sal e pimenta a gosto
  • Azeite ou óleo para refogar
  • Água quente o suficiente para cozinhar o arroz

Modo de Preparo:

  1. Deixe a carne-seca de molho em água por cerca de 12 horas, trocando a água várias vezes. Cozinhe a carne na panela de pressão por aproximadamente 30 minutos ou até que esteja macia. Deixe esfriar e desfie.
  2. Em uma panela grande, aqueça o azeite ou óleo e refogue a cebola e o alho até dourarem.
  3. Acrescente a carne-seca desfiada e refogue bem.
  4. Adicione os tomates e o pimentão, cozinhando até que estejam macios.
  5. Adicione o arroz à panela e misture bem. Acrescente água quente suficiente para cobrir o arroz e ajuste o sal e a pimenta.
  6. Deixe cozinhar em fogo baixo, com a panela semi-tampada, até que o arroz esteja cozido e a água tenha sido absorvida.
  7. Antes de servir, salpique cheiro-verde a gosto e mexa bem.

Churrasco

Também herdado dos gaúchos, o churrasco é uma das tradições mais queridas do Mato Grosso do Sul, famoso por seus sabores autênticos e carnes suculentas. 

Ingredientes:

  • 1 peça de costela de boi (aproximadamente 5 kg)
  • Sal grosso a gosto
  • Pimenta-do-reino moída (opcional)
  • Linguiças de carne e de porco
  • Picanha (aproximadamente 1 kg)
  • Maminha (aproximadamente 1 kg)
  • Pão de alho (para acompanhar)

Modo de Preparo:

1. Preparação da Carne:

  • Costela: Tempere a costela apenas com sal grosso, esfregando bem em toda a superfície. Deixe descansar por alguns minutos.
  • Picanha e Maminha: Tempere com sal grosso e, se desejar, um pouco de pimenta-do-reino. Deixe descansar por alguns minutos.
  • Linguiças: As linguiças não precisam de tempero adicional, apenas ajuste o sal se necessário.

2. Acendendo a Churrasqueira:

  • Utilize carvão vegetal de boa qualidade. Acenda e deixe formar brasas bem quentes antes de colocar a carne.

3. Assando a Costela:

  • Coloque a costela no espeto ou grelha, com o osso voltado para baixo. Deixe assar lentamente, virando ocasionalmente, por cerca de 4 a 6 horas. A costela deve ficar macia e suculenta.

4. Assando as Carnes:

  • Coloque as peças de picanha e maminha na grelha, primeiro com a gordura voltada para cima. Asse por cerca de 10 minutos e vire. Continue a assar até atingir o ponto desejado.
  • As linguiças devem ser assadas até ficarem bem douradas e cozidas por dentro.

5. Preparação do Pão de Alho:

  • Faça cortes superficiais no pão, passe uma mistura de manteiga com alho e sal, e asse na grelha até dourar.

6. Servindo:

  • Retire as carnes e deixe descansar por alguns minutos antes de fatiar. Sirva com farofa, vinagrete e pão de alho.

Caldo de piranha

O caldo de piranha é um prato típico da região do Pantanal. A receita é famosa por ser extremamente afrodisíaca, pois a cabeça da piranha é rica em fósforo, um mineral que estimula a libido. O prato chega a ser conhecido como “viagra dos rios.”

Ingredientes:

  • 1 kg de piranha limpa
  • 1 cebola picada
  • 2 tomates picados
  • 1 pimentão verde picado
  • 2 dentes de alho amassados
  • Coentro e cebolinha a gosto
  • Sal e pimenta a gosto
  • Suco de 1 limão
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 2 litros de água

Modo de preparo:

  1. Tempere as piranhas com sal, pimenta e suco de limão. Deixe marinar por 30 minutos.
  2. Em uma panela grande, aqueça o azeite e refogue a cebola, o alho, o tomate e o pimentão até dourar.
  3. Adicione as piranhas e refogue por alguns minutos.
  4. Acrescente a água e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 30 minutos, até o peixe desmanchar.
  5. Retire as espinhas e bata o caldo no liquidificador.
  6. Volte com o caldo para a panela, ajuste o sal e deixe ferver.
  7. Acrescente o coentro e a cebolinha picados antes de servir.

Arroz com pequi

Arroz com pequi é um prato icônico da culinária do cerrado brasileiro, especialmente popular em estados como Goiás, Mato Grosso e Tocantins. O pequi, com sua casca dura e polpa amarela, é conhecido pelo sabor forte e aroma único.

Ingredientes:

  • 2 xícaras de arroz
  • 5 pequis
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho amassados
  • Sal a gosto
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • 4 xícaras de água

Modo de preparo:

  1. Lave bem os pequis e, com cuidado, retire as polpas das sementes.
  2. Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e o alho até dourarem.
  3. Adicione as polpas de pequi e refogue por alguns minutos.
  4. Acrescente o arroz e continue refogando.
  5. Adicione a água e o sal. Cozinhe em fogo baixo até a água secar e o arroz ficar cozido.

Paçoca de carne seca

A paçoca de carne seca é uma herança da culinária indígena. Em tupi, "paçoca" é uma palavra que significa "esmigalhar".

Ingredientes:

  • 500 g de carne seca dessalgada e desfiada
  • 1 cebola picada
  • 3 dentes de alho amassados
  • 2 colheres de sopa de manteiga de garrafa
  • 2 xícaras de farinha de mandioca
  • Sal e pimenta a gosto
  • Coentro ou cebolinha para decorar

Modo de preparo:

  1. Em uma panela, aqueça a manteiga de garrafa e refogue a cebola e o alho até ficarem dourados.
  2. Adicione a carne seca desfiada e refogue bem.
  3. Acrescente a farinha de mandioca aos poucos, mexendo sempre para incorporar e ficar homogêneo.
  4. Ajuste o sal e a pimenta.
  5. Cozinhe em fogo baixo por alguns minutos, mexendo sempre para não queimar.
  6. Sirva quente, decorado com coentro ou cebolinha.

Doce de jaracatiá

O doce de jaracatiá é uma iguaria rara e tradicional do cerrado brasileiro, feito com o fruto da árvore jaracatiá, também conhecida como mamoeiro-bravo.

Ingredientes:

  • 1 kg de jaracatiá descascado e picado
  • 800 g de açúcar
  • 500 ml de água
  • 1 pau de canela
  • 4 cravos-da-índia

Modo de preparo:

  1. Em uma panela, coloque o jaracatiá picado, o açúcar, a água, a canela e os cravos.
  2. Leve ao fogo médio, mexendo ocasionalmente, até o açúcar dissolver completamente.
  3. Cozinhe por cerca de 40 minutos, ou até que o doce atinja a consistência desejada e o jaracatiá esteja bem macio.
  4. Retire a canela e os cravos.
  5. Deixe esfriar antes de armazenar em potes esterilizados.

Macarrão de comitiva

O macarrão de comitiva é um prato típico das comitivas de peões e tropeiros do Pantanal, conhecido pela simplicidade e pelo saborrústico. A comitiva, grupo de pessoas que acompanha o gado durante o transporte pelas estradas do interior, precisava de refeições práticas e nutritivas.

Ingredientes:

  • 500 g de macarrão (tipo espaguete ou talharim)
  • 300 g de carne seca dessalgada e desfiada
  • 2 cebolas picadas
  • 2 tomates picados
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 pimentão verde picado
  • Sal e pimenta a gosto
  • Cheiro-verde picado a gosto
  • Óleo para refogar

Modo de preparo:

  1. Cozinhe o macarrão em água com sal até ficar al dente. Escorra e reserve.
  2. Em uma panela grande, aqueça o óleo e refogue a cebola, o alho, o tomate e o pimentão até ficarem macios.
  3. Acrescente a carne seca desfiada e refogue bem.
  4. Adicione o macarrão cozido à panela e misture tudo, ajustando o sal e a pimenta.
  5. Finalize com o cheiro-verde picado e sirva quente.

Farofa de banana da terra

A farofa de banana da terra é um prato típico brasileiro, especialmente popular no Nordeste e Centro-Oeste. Ela combina a doçura da banana com a crocância da farinha de mandioca, criando uma mistura de sabores que é ao mesmo tempo doce e salgada.

Ingredientes:

  • 3 bananas da terra maduras
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 xícaras de farinha de mandioca
  • Sal e pimenta a gosto
  • Cheiro-verde picado a gosto (opcional)

Modo de preparo:

  1. Descasque e corte as bananas em rodelas.
  2. Em uma frigideira grande, derreta a manteiga e doure as rodelas de banana. Reserve.
  3. Na mesma frigideira, adicione a cebola e o alho, e refogue até ficarem dourados.
  4. Acrescente a farinha de mandioca e mexa bem, deixando tostar levemente.
  5. Tempere com sal e pimenta a gosto.
  6. Adicione as bananas douradas e misture delicadamente.
  7. Se desejar, finalize com cheiro-verde picado.

Moqueca pantaneira

A moqueca pantaneira é uma variação deliciosa da moqueca tradicional, feita com peixes frescos do Pantanal, como pintado ou pacu. O uso do azeite de dendê e do leite de coco dá ao prato um sabor rico e cremoso, enquanto os pimentões, tomates e cebolas adicionam frescor e cor.

Ingredientes:

  • 1 kg de peixe fresco (como pintado ou pacu), cortado em postas
  • Suco de 2 limões
  • Sal e pimenta a gosto
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 cebola grande cortada em rodelas
  • 1 pimentão verde cortado em rodelas
  • 1 pimentão vermelho cortado em rodelas
  • 2 tomates cortados em rodelas
  • 200 ml de leite de coco
  • 2 colheres de sopa de azeite de dendê
  • Coentro picado a gosto

Modo de preparo:

  1. Tempere as postas de peixe com o suco de limão, sal, pimenta e alho. Deixe marinar por 30 minutos.
  2. Em uma panela grande, faça uma camada com metade das rodelas de cebola, pimentões e tomates.
  3. Coloque as postas de peixe por cima dessa camada.
  4. Cubra com o restante das rodelas de cebola, pimentões e tomates.
  5. Regue com o leite de coco e o azeite de dendê.
  6. Tampe a panela e leve ao fogo médio, cozinhando por cerca de 20 a 30 minutos, até que o peixe esteja cozido.
  7. Finalize com coentro picado antes de servir.

Feijão tropeiro

O feijão tropeiro é uma herança dos tropeiros que passavam pelo estado em suas longas viagens de transporte de gado. Hoje, ele é bastante popular em festas juninas e eventos tradicionais, além de ser uma delícia apreciada em almoços em família.

Ingredientes:

  • 500 g de feijão carioquinha
  • 200 g de bacon picado
  • 200 g de linguiça calabresa fatiada
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 4 ovos
  • 1 maço de couve picada
  • 2 xícaras de farinha de mandioca
  • Sal e pimenta a gosto
  • Cheiro-verde picado a gosto
  • Óleo para refogar

Modo de preparo:

  1. Cozinhe o feijão até ficar macio, escorra e reserve.
  2. Em uma frigideira grande, frite o bacon até ficar dourado e crocante. Adicione a linguiça e frite até dourar.
  3. Acrescente a cebola e o alho, refogando até dourarem.
  4. Quebre os ovos na frigideira e mexa bem, cozinhando até ficarem firmes.
  5. Adicione a couve e refogue rapidamente.
  6. Misture o feijão cozido e a farinha de mandioca, mexendo bem para incorporar todos os ingredientes.
  7. Tempere com sal e pimenta a gosto.
  8. Finalize com cheiro-verde picado.

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Moda Correio B+

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?

Existe uma tendência de associarmos sofisticação à formalidade. Como se fosse necessário um blazer, um salto ou uma peça especial para que uma mulher pareça bem-vestida.

20/09/2026 16h00

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta? Foto: Divulgação

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Você provavelmente já encontrou uma mulher vestindo apenas camiseta branca, jeans e uma sandália simples e pensou: como ela consegue parecer tão elegante com tão pouco? Enquanto isso, outra pessoa pode estar usando peças caras, bolsa de grife e uma produção muito mais elaborada não consegue transmitir a mesma impressão.

A diferença está em algo que repito com frequência no meu trabalho: elegância não está necessariamente na roupa, mas na maneira como fazemos a roupa funcionar a nosso favor.

Existe uma tendência de associarmos sofisticação à formalidade. Como se fosse necessário um blazer, um salto ou uma peça especial para que uma mulher pareça bem-vestida. Mas, muitas vezes, são justamente as produções mais simples que revelam melhor o cuidado com a imagem.

Quando há menos elementos para chamar atenção, percebemos mais facilmente o caimento, a qualidade do tecido, os acabamentos, os acessórios e, principalmente, quem está usando aquela roupa.

Uma camiseta, por exemplo, parece a peça mais básica do mundo, mas existem enormes diferenças entre elas. A posição da manga, a abertura da gola, o comprimento, a gramatura do tecido e a maneira como ela acompanha o corpo interferem completamente no resultado.

E não existe uma modelagem universalmente perfeita: existe aquela que funciona melhor para o seu corpo, seu estilo e a mensagem que você deseja transmitir.

Aos detalhes da roupa soma-se algo que não compramos em nenhuma loja: postura. A maneira de caminhar, sentar, falar e ocupar um espaço participa da nossa imagem tanto quanto aquilo que vestimos.

Não adianta procurar a peça perfeita se ela está amassada, mal conservada ou se quem a veste parece desconfortável dentro dela. Elegância também tem relação com cuidado e naturalidade.

As mulheres que já entenderam isso,  não precisam acrescentar informação o tempo inteiro para construir uma imagem mais elegante e de presença. Existe coerência entre roupa, corpo, personalidade e ocasião. A roupa não tenta transformá-las em outra pessoa; apenas acompanha quem elas são.

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?Sabrina Sato - Divulgação

5 detalhes que deixam até a camiseta mais elegante

1. Observe o caimento antes da etiqueta

Veja onde a manga termina, como a gola se posiciona e se o tecido acompanha o corpo sem apertar ou criar volume onde você não deseja. Uma pequena alteração de modelagem pode mudar completamente uma peça básica.

2. Preste atenção ao estado da roupa

Bolinha, gola deformada, tecido transparente demais, manchas e peças excessivamente amassadas comprometem rapidamente uma produção. Básicos precisam estar especialmente bem conservados.

3. Use acessórios com intenção

Um bom brinco, um relógio, um colar, um cinto ou uma bolsa podem dar acabamento ao look. Não é preciso usar tudo ao mesmo tempo: muitas vezes, um único elemento bem escolhido é suficiente.

4. Cuide da postura e da presença

Ombros, maneira de caminhar, tom de voz e até a forma como você se senta interferem na leitura da sua imagem. Nenhuma roupa trabalha sozinha.

5. Busque coerência, não perfeição

A mulher elegante não é necessariamente aquela que está impecável o tempo inteiro. É aquela cuja imagem parece fazer sentido: para sua personalidade, para seu corpo, para sua rotina e para o ambiente em que está.

No fim, a pergunta mais importante é: quanto da elegância que admiramos realmente vem da roupa? A roupa pode ser a moldura, mas é a maneira como nos apresentamos ao mundo que completa a imagem.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV

"Ele é uma personagem que tem fascínio pelo poder, e um gosto particular pelos jogos políticos"

20/09/2026 15h12

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV Foto: Divulgação

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Gustavo Falcão é um dos destaques do filme ‘Elize: Sombras de Uma Mulher’, que estreou no dia 22 de julho na Netflix. Dando vida a Heitor, melhor amigo de Marcos Matsunaga, ele mergulhou na complexidade emocional de seu personagem, um homem que caminha entre as sombras e a luz. Ele revela: “Heitor é um personagem que representa uma área cinzenta.

O maior desafio foi retratar seu lado animalesco e instintivo, mantendo sua humanidade. Ele é perigoso e sedutor, sempre observando ao seu redor, pronto para capturar novas oportunidades. É esse estranhamento que eu busquei transmitir ao público”.

Além do filme, Gustavo também está presente na nova adaptação de 'Ben Hur', que estreia em outubro na Univer, e em seguida na RecordTV. Nela interpreta Élio, o governador romano da Judeia. "Élio é extremamente hedonista e adora o poder. Ele é um político habilidoso, que sabe que a roda da política gira rapidamente, e esse conhecimento o torna ainda mais astuto e perigoso", comenta.

Ele descreve seu personagem como alguém que tem prazer em explorar os meandros do poder e que, por isso, se destaca em meio ao ambiente de tensões entre romanos e judeus. "A liberdade criativa que tive nesta produção foi uma experiência deliciosa, permitindo-me dar vida a um personagem sarcástico e multifacetado."

Natural de Recife, Falcão destaca a importância de sua terra natal em sua trajetória. "Cresci em um ambiente cultural rico, onde artistas como Ariano Suassuna e Francisco Brennand foram grandes influências. A cena artística pernambucana me moldou e me deu as bases para a carreira que tenho hoje", afirma. Ele começou sua trajetória profissional em 1995, com a peça "Os Biombos", de Jean Genet, dirigida por Antonio Cadengue. "Esse foi meu primeiro contato com o palco e uma experiência transformadora", relembra.

Com 31 anos de carreira, ele continua conectado com sua comunidade e está atualmente desenvolvendo um projeto especial lá. "Estou trabalhando na adaptação para o cinema da vida do pintor pernambucano Cícero Dias, em parceria com meu irmão e a REC Produtores", compartilha. "Queremos filmar grande parte da história no Recife, trazendo à tona não só a figura de Cícero, mas também a riqueza cultural da nossa cidade", enfatiza.

Em novelas o ator de 50 anos deixou sua marca como Faísca em "As Filhas da Mãe", onde encarnou um surdo mudo com uma sensibilidade própria, além de interpretar Jonas em "Cobras & Lagartos", um jovem dividido entre a religiosidade e a malandragem de sua família. "Ambos os papéis exigiram um equilíbrio delicado entre drama e humor, e me permitiram explorar áreas muito diferentes da atuação", destacou.

Gustavo também é um diretor ativo, tendo liderado montagens como "Partiu 90!" e a remontagem de "A Máquina". "Dirigir essas peças foi um processo enriquecedor que ampliou minha visão sobre a atuação e a colaboração entre os elencos", enfatiza ele. Além disso, dirigiu e roteirizo o curta metragem ‘30 Moedas’ ao lado de Marcos Arzua Barbosa, a produção narra um embate no meio do mar entre dois personagens de classes sociais distintas e orientações ideológicas deformadas pela corrupção política, religiosa e social sistêmica dos tempos atuais.

"Criar um ambiente onde a arte possa florescer e impactar a vida das pessoas é uma missão que me motiva profundamente", completa.

Gustavo é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista exclusiva ao Caderno, ele fala sobre papéis, carreira e estreias.

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em O ator Gustavo Falcão é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabí Souza - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - Você tem 31 anos de carreira, como você vê sua trajetória até agora?
GF - 
Vejo minha trajetória profissional repleta de realizações, mas também olho em frente. Ao mesmo tempo, penso no passado e também no futuro. Percebo que construí uma carreira sólida e realizei trabalhos diversos e muito especiais em tantas frente, mais de uma centena de projetos em cinema, teatro, tv, audiolivros, arte e educação, atuando, produzindo, dirigindo, dando aulas e oficinas - mas também miro o que ainda desejo fazer.

Depois de tanto tempo de estrada - e o percurso de um artista é inevitavelmente dinâmico, repleto altos e baixos, de recomeços e redescobertas - tenho muita consciência do que já fiz e vivi, mas também do que ainda quero viver e fazer.

CE - Além de atuar em diferentes frentes do audiovisual, você tem um trabalho junto ao Lunático. Pode falar mais dele?
GF -
 O Lunático é um espaço cultural que fundei no Rio em 2007 com minha companheira e parceira Juliana Féres, dedicado ao ensino e difusão das mais diversas manifestações culturais, em vários formatos - cursos, oficinas, exposições, palestras, mostras, espetáculos…

Hoje estamos em 17 instituições de ensino do Rio de Janeiro com aulas de circo, tecido acrobático, cinema, teatro, stop Motion. É gratificante compartilhar continuamente vivências artísticas com quase trezentas crianças e adolescentes e promover a transformação que a arte provoca na vida delas.

CE - Fala mais sobre o seu personagem em 'Ben hur'?
GF -
 Élio é o governador romano da região que compreende a Judéia, cuja capital é Antioquia, uma das maiores cidades do Império Romano no oriente naquele tempo (séc. I). Devido às agitações provocadas pela resistência dos judeus, que não aceitam se submeter às regras de Roma - especialmente as religiosas - Élio se transfere para Jerusalém a fim de acompanhar mais de perto a questão.

Ele é uma personagem que tem fascínio pelo poder, e um gosto particular pelos jogos políticos. A relação com Pôncio Pilatos, funcionário do império responsável pela região da Judeia, por exemplo, se sustenta em uma tensão constante de colaboração e rivalidade.

Élio é estratégico, astuto e gosta de ser sarcástico. Gosta de submeter seus antagonistas, gosta de levar vantagem e se dar bem em tudo que faz. Gosta também de aproveitar ao máximo os prazeres, inclusive os carnais, que advém de sua posição. 

CE - Você também estará em 'Lá na minha terra', próxima trama das 18h. O que pode falar do seu personagem (sem dar spoilers).
GF -
 Ainda não posso revelar muito, mas aqui vai uma breve apresentação: Josias é um dos vilões da trama de Mário Teixeira, dirigida por Allan Fiterman. Comparsa de Celestina (Lilia Cabral), inicia na novela trabalhando no Jóquei paulistano, onde conhece Ismalia (Camila Morgado). Nascido em São Paulo, sempre teve de se virar pra sobreviver, nem sempre de forma lícita ou legal. 

CE - Você também teve um personagem no filme sobre Elize Matsunaga que estreou na Netflix em julho. Como foi a recepção do público a sua participação?
GF -
 Foi surpreendente a resposta de público ao meu personagem e ao filme. Sabia do potencial pelos apelos da história, o projeto tinha uma equipe e elenco incríveis e a havia uma boa expectativa. O filme ficou incrível, mas ainda assim fiquei surpreso.

O sucesso foi gigantesco. O longa ficou 3 semanas no primeiro lugar como filme mais assistido no mundo inteiro em língua não inglesa dentro da Netflix. A repercussão em torno de meu trabalho foi muito positiva, e fiquei feliz com isso, já que busquei construir um personagem complexo - denso, torpe e com um humor perverso. 

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em O ator Gustavo Falcão é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Record TV - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - O teatro tem um papel bem importante na sua carreira. O que você destaca nesses anos?
GF -
 O teatro é fundamental pra mim. Preciso voltar a ele sempre. É o começo de tudo, e é também recomeço, me nutre de uma forma muito particular. Não dá pra ficar muito tempo longe. Ano passado tive a felicidade de fazer dois espetáculos, e completamente distintos: ‘O Pequeno Circo de Mediocridades’, uma crítica ácida à mesquinhez humana, e o ‘De Perto Ninguém é Normal’, uma comédia divertidíssima inspirado no clássico cinematográfico Arsênico e Alfazema.

CE - Além disso, você também tem uma ligação muito forte com sua terra natal e vai produzir projetos lá. O que pode adiantar deles?
GF -
 Estou o tempo inteiro pensando em maneiras de realizar projetos no Recife e em Pernambuco. No momento estou desenvolvendo um projeto sobre episódios da vida extraordinária do pintor pernambucano Cícero Dias, em parceria com uma produtora pernambucana. Espero que possamos produzir o filme nos próximos anos.

CE - Como você vê esse ano de 2026 na sua carreira?
GF - 
Este tem sido um ano de muito movimento. Filmei a série ‘Ben Hur’, estou começando a novela ‘Lá na minha Terra’, lancei o audiolivro ‘Odisseia’ pela Cia das Letras, participei de uma mesa da FLIP como convidado pela primeira vez, dirigi diversas práticas de montagem, além da coordenação do projeto com o Lunático, meu espaço cultural, que segue em expansão.

CE - Você menciona a importância do longa 'Arido Movie' na sua carreira e como ele te levou para diferentes públicos. Pode falar mais dessa experiência?
GF - 
O ‘Arido Movie’ foi minha primeira experiência em longa-metragem, que rodamos em 2003. Então foi algo especial em minha vida e um marco em minha carreira. Até ali só tinha feito em cinema alguns curtas e tinha experiência em TV, com a novela As Filhas da Mãe, da Globo, de 2001. O Arido foi marcante, era um roteiro sensacional, primorosamente bem dirigido por Lírio Ferreira, com um super elenco.  

CE - Com tantos novos trabalhos chegando no final de 2026, o que você espera de 2027?
GF -
 Espero que 2027 seja um ano de ainda mais trabalho e que a gente siga com o crescimento do setor cultural, tanto em termos das políticas públicas quanto da conexão do público brasileiro com a arte que fazemos no Brasil. É para e pelas pessoas que nos assistem que fazemos o que fazemos e a arte é uma forma de um povo construir sua identidade, se conhecer e entender melhor, como indivíduo e em sua coletividade.

 

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