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GASTRONOMIA

Cuscuz paulista

Inovador, ousado, prático e sustentável, mas para muitos... um crime culinário!

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O cuscuz paulista é um prato tradicional da culinária brasileira, especialmente popular no estado de São Paulo. Sua origem remonta ao período colonial, quando os portugueses trouxeram o cuscuz para o Brasil, adaptando-o aos ingredientes locais e aos costumes indígenas e africanos.

A palavra cuscuz vem do termo keskesou, da língua berbere, usada para descrever um prato típico do Norte da África feito à base de sêmola de trigo. Quando os portugueses colonizaram o Brasil, trouxeram essa receita, que foi adaptada com ingredientes locais e métodos de preparo utilizados por indígenas e africanos.
O cuscuz paulista, em sua versão atual, começou a tomar forma no século 19, quando o milho se popularizou como um alimento básico nas mesas brasileiras. 

No entanto, diferentemente do cuscuz nordestino, que é preparado apenas com farinha de milho e água, o cuscuz paulista é uma receita elaborada, enriquecida com ingredientes diversos, como sardinha, camarão, palmito e até mesmo frango desfiado, o que reflete a diversidade e a riqueza da culinária paulista.
Ao longo do tempo, o cuscuz paulista passou a ser um prato versátil, podendo ser servido como entrada, acompanhamento ou até prato principal em eventos festivos e reuniões familiares.

O prato é conhecido pela sua apresentação colorida e pelo seu sabor rico, resultante da mistura de ingredientes como vegetais, ervilhas, milho, azeitonas, ovos cozidos, camarões, sardinhas e temperos variados. 

A sua preparação envolve cozinhar os ingredientes em uma panela e moldá-los em uma forma, resultando na aparência de bolo salgado.

UM PRATO PRÁTICO

O cuscuz, em suas mais diversas formas, desempenha um papel fundamental na alimentação de muitas regiões do Brasil. 

No Nordeste, é consumido diariamente, muitas vezes no café da manhã, acompanhado de manteiga ou leite de coco. No Sudeste, especialmente em São Paulo, o cuscuz paulista é um prato mais festivo, preparado para graças especiais e almoços em família.

O cuscuz paulista, além de ser delicioso, também é um prato que promove a sustentabilidade alimentar, pois permite o aproveitamento de sobras e a utilização de ingredientes locais e acessíveis. Esse aspecto faz com que ele seja um prato querido não apenas pelo sabor, mas também por sua praticidade.

VARIAÇÕES DA RECEITA

É difícil elencar uma receita tradicional, já que o cuscuz paulista é um prato variado por natureza. Mas aqui estão algumas sugestões:

Cuscuz paulista com camarão: substitua a sardinha ou atum por camarão, que pode ser refogado com alho, cebola e pimentão. Essa variação é especialmente popular em regiões litorâneas e dá um toque mais sofisticado ao prato.

Cuscuz paulista vegano: para aqueles que seguem uma dieta vegana, é possível substituir os ingredientes de origem animal por versões à base de plantas. O palmito, o milho, a ervilha e o tomate começam na receita, e é possível adicionar cogumelos, grão-de-bico e tofu defumado para dar sabor e textura.

Cuscuz paulista com frango: uma variação mais robusta em que o frango desfiado é incorporado ao cuscuz, proporcionando uma refeição mais completa e nutritiva.

DICAS

Aqui estão algumas dicas para garantir que seu cuscuz paulista fique delicioso.

Escolha dos ingredientes: utilize sempre ingredientes frescos e de boa qualidade. O sabor do cuscuz depende muito da qualidade dos vegetais, dos frutos do mar ou das carnes utilizadas.

Preparação das farinhas: a farinha de milho deve ser de flocos médios, que dará a textura ideal ao prato. Misturar um pouco de farinha de mandioca ajuda a dar liga ao cuscuz.

Uso do caldo: o caldo utilizado para cozinhar os ingredientes é fundamental para dar sabor ao prato. É possível usar caldo de legumes, de peixe ou de frango, dependendo da escolha dos ingredientes principais.
Decoração da forma: para um visual bonito e apetitoso, capriche na decoração da forma com ovos cozidos, rodelas de tomate e azeitonas. Esse cuidado na apresentação faz toda a diferença, especialmente em ocasiões especiais.

Compactação na forma: pressione bem a massa na forma para que o cuscuz fique compacto e não desmanche ao ser desenformado. Deixe-o esfriar um pouco antes de desenformar para que mantenha a forma.

PARA ACOMPANHAR

O cuscuz paulista pode ser acompanhado de diversas bebidas e pratos que complementam seu sabor.
Vinho branco: um vinho branco leve e fresco harmoniza bem com o cuscuz paulista, especialmente se a receita incluir frutos do mar.

Cervejas artesanais: cervejas do tipo witbier ou pilsner são ótimas opções para quem prefere uma bebida mais refrescante.

Saladas verdes: uma salada verde com alface, rúcula e tomate-cereja adiciona um toque de frescor ao prato.
Sobremesas tropicais: para finalizar a refeição, sobremesas à base de frutas tropicais, como uma salada de frutas com sorvete de coco, complementam bem o cuscuz paulista.

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LITERATURA

Psicanalista e patrono do Museu de Freud, Antonio Quinet lança nova obra na Capital

O psicanalista, dramaturgo e patrono do Museu de Freud em Londres, Antonio Quinet, lança nova obra na Capital e participa de jornada nacional sobre clínica psicanalítica

01/06/2026 08h30

Antonio Quinet

Antonio Quinet Divulgação/Editora Zahar

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Campo Grande receberá, no fim deste mês, uma das figuras mais influentes da psicanálise contemporânea brasileira. Médico, psiquiatra, psicanalista, filósofo, dramaturgo e pesquisador, Antonio Quinet estará na capital sul-mato-grossense para o lançamento de seu mais novo livro, “O que Faz o Psicanalista: Ato, Semblante e Interpretação”, em uma noite de autógrafos aberta ao público.

O encontro acontece no dia 26, das 19h às 23h, no Olivia Rooftop Eat & Drink, localizado na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

Além de apresentar a nova obra, Quinet conversará com leitores e admiradores de seu trabalho, que atravessa diferentes campos do conhecimento, reunindo reflexões sobre psicanálise, literatura, teatro, filosofia e cultura.

A visita à cidade ocorre em um momento particularmente simbólico de sua trajetória intelectual e artística.

Em maio deste ano, Quinet tomou posse na Academia de Letras e Artes do Estado do Rio de Janeiro, assumindo a cadeira que homenageia o poeta Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores nomes da literatura nacional.

A nomeação representa um reconhecimento que ultrapassa os limites da clínica psicanalítica e consolida a presença do autor no cenário cultural brasileiro. Durante seu discurso de posse, Quinet destacou a importância da arte, da literatura e da escuta como instrumentos de transformação humana.

“As artes duram. As letras curam. As letras escritas, faladas, encenadas. O que nos impedem, senão as pedras no meio do caminho, de sermos o que somos? E o que somos? Poetas, seresteiros, psicanalistas, portadores de sonhos, desejo e utopias”, afirmou.

Em seguida, estabeleceu uma ponte entre a psicanálise e a obra de Drummond.

“Desempedre-se. Conheça teus caminhos num divã para que suas pedras se deixem contar, só-letrar. Pois como diz Drummond: ‘Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar’. E assuma: vai ser gauche na vida”, complementou Quinet, em referência ao termo que ficou associado ao poeta mineiro.

ANALISTA EM FOCO

No centro da programação em Campo Grande está o lançamento de “O que Faz o Psicanalista: Ato, Semblante e Interpretação”, obra que propõe uma reflexão aprofundada sobre o papel do analista na clínica contemporânea.

Ao longo do livro, Quinet questiona o psicanalista como uma figura neutra e silenciosa que apenas observa. Em vez disso, apresenta o analista como alguém que participa ativamente do processo analítico por meio de atos, intervenções e interpretações que produzem efeitos na experiência do paciente.

A obra dialoga diretamente com conceitos desenvolvidos pelo psicanalista francês Jacques Lacan, mas o faz por meio de uma escrita acessível, marcada pela presença de referências artísticas e teatrais.

Segundo a proposta do autor, o ato analítico não se reduz a uma técnica ou procedimento. Trata-se de uma intervenção capaz de romper padrões repetitivos e abrir novas possibilidades de elaboração subjetiva.

Já o semblante aparece como um elemento fundamental para sustentar a transferência – conceito central na psicanálise – enquanto a interpretação ganha contornos de gesto poético, capaz de deslocar sentidos cristalizados.

O resultado é uma obra que aproxima clínica e arte, revelando a dimensão criativa presente na prática psicanalítica.

Essa aproximação não é novidade na trajetória de Quinet. Ao longo de décadas de produção intelectual, ele tem se dedicado a explorar as conexões entre o inconsciente e diferentes manifestações culturais, especialmente o teatro e a literatura.

Antonio QuinetDivã psicanalítico de Freud, no Museu Freud, em Londres - Foto: Reprodução

ENTRE O DIVÃ E O PALCO

A carreira de Antonio Quinet é marcada justamente pela circulação entre diferentes linguagens.

Além da atuação clínica e acadêmica, ele também desenvolve trabalhos como dramaturgo e diretor teatral. Fundador da Cia. Inconsciente em Cena, Quinet utiliza o palco como espaço de investigação dos processos psíquicos, transformando conceitos da psicanálise em experiências cênicas.

Essa relação entre teatro e análise aparece de forma recorrente em sua produção bibliográfica e também está presente no novo livro. Ao abordar o trabalho do analista, o autor utiliza elementos da cena teatral para pensar o papel da fala, do silêncio, da escuta e da interpretação.

A combinação entre rigor conceitual e sensibilidade artística tornou-se uma das marcas de sua obra e explica o interesse que seus livros despertam para além do público especializado.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão “Um Olhar a Mais”, “Os Outros em Lacan”, “Édipo ao Pé da Letra” e “As 4 + 1 Condições da Análise”, publicados pela Zahar.

Suas publicações são frequentemente adotadas em cursos de formação em psicanálise, mas também encontram leitores interessados em filosofia, literatura e pensamento crítico.

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL

Em 2024, Quinet foi nomeado patrono do Freud Museum, tornando-se o primeiro brasileiro a receber o título.

A instituição preserva a última residência de Sigmund Freud, em Londres, e é considerada um dos principais centros mundiais dedicados à memória e ao legado do criador da psicanálise.

Além disso, o autor atua como pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, onde desenvolve estudos relacionados ao projeto Hilda & Freud – collected words.

Também integra o corpo docente do programa de Mestrado e Doutorado em Psicanálise, Saúde e Sociedade da Universidade Veiga de Almeida.

JORNADA NACIONAL

Além do lançamento do livro, no dia 27, ele será o conferencista da abertura da Jornada Preparatória para o Encontro Nacional da EPFCL/Brasil, evento que reunirá psicanalistas, estudantes, pesquisadores e interessados na área para debater os desafios da clínica contemporânea.

Organizada pelo Ágora Instituto Lacaniano e pelo Fórum do Campo Lacaniano de Mato Grosso do Sul, a jornada terá como tema Clínica Psicanalítica Hoje: Ensino e Transmissão.

A proposta é promover discussões sobre a formação dos analistas, os processos de transmissão do conhecimento psicanalítico e os desafios enfrentados pela prática clínica diante das transformações sociais contemporâneas.

>> Serviço

Noite de Autógrafos com Antonio Quinet.

Data: 26 de junho. 
Horário: das 19h às 23h.
Local: Olivia Rooftop Eat & Drink – Avenida Afonso Pena, nº 4.059, Jardim dos Estados;

A entrada é gratuita e aberta ao público. Os livros do autor estarão disponíveis para compra no local.

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Cinema Correio B+

Centenário de Marilyn Monroe: Revendo Marilyn Monroe em 5 filmes

Em 2022, quando completaram 60 anos da morte de Marilyn Monroe, separei cinco filmes que a ajudaram a construir sua persona. Vale recuperar a lista!

01/06/2026 08h16

Centenário de Marilyn Monroe: Revendo Marilyn Monroe em 5 filmes

Centenário de Marilyn Monroe: Revendo Marilyn Monroe em 5 filmes Foto: Divulgação

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Marilyn Monroe, nascida Norma Jeane Mortenson em 1º de junho de 1926, completaria seu centenário. A data é celebrada globalmente com exposições, leilões de itens pessoais e homenagens. Em 2022, quando completaram 60 anos da morte de Marilyn Monroe, separei cinco filmes que a ajudaram a construir sua persona. Vale recuperar a lista!

Torrente de Paixão (Niagara Falls), 1953.

Neste drama cheio de suspense, Marilyn está mais sexy do que nunca, com cenas ousadas para época e com uma personagem antipática, vilanesca, claramente infiel ao marido. Nua na cama ou no chuveiro, o filme não mostra nada, mas vemos tudo.

Está linda, está incrível e quando canta Kiss, bom, pobre Jean Peters de estar ao seu lado. Aos 26 anos, no auge de sua beleza, Marilyn emendou essas filmagens com Os Homens Preferem as Loiras e virou a grande estrela que permanece até hoje.

Os Homens Preferem as Loiras (Gentlemen Preer the Blonde), 1953

Depois do megasucesso de Torrente de Paixão, Marilyn Monroe conseguiu o disputado papel de Lorelei Lee, a aparente oportunista loira atrás de um marido rico que é alucinada por diamantes.

O musical, co-estrelado por Jane Russell, é o mais clássico dos clássicos de Marilyn, com seu vestido rosa e a icônica cena de Diamonds are a Girl’s Best Friend, copiada décadas depois.

Ironicamente, apesar do título se referir a ‘ela’, Marilyn só foi escolhida porque era uma opção mais barata que Betty Grable (que não quis fazer o filme) e tinha salário mais de 10 menor do que o de Jane Russell. As duas atrizes se deram bem, mas estar ao lado de uma Marilyn no auge não era um desafio fácil para ninguém. Só olhamos para ela. Precisa ser visto e revisto.

O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch), 1956

Com o sucesso estrondoso de Os Homens Prefererem as Loiras, Marilyn emendou com dois outros excelentes filmes, mais difíceis de achar, Como Agarrar Um Milionário (How to Marrry A Millionaire), O Mundo da Fantasia (There’s No Business Like The Show Business) e O Rio das Almas Perdidas (River of No Return), portanto quando Billy Wilder a escolheu para O Pecado Mora Ao Lado (The Seven year Itch), em 1956, Marilyn Monroe já era a mulher mais famosa do mundo.

E, por muitos anos, foi esse clássico da comédia onde a atriz nem canta nem dança que criou sua imagem mais famosa: a do vestido branco de Norman Norell esvoaçante.

Uma adaptação do sucesso da Broadway, o filme tem uma base que hoje culturalmente é questionável. Um homem casado há sete anos, sozinho na cidade enquanto a mulher está longre, fantasia um romance com a jovem vizinha.

A personagem de Marilyn, sem nome, era no papel para ter 22 anos e atriz tinha 29 na época, já preocupada em “ser velha” e estar perdendo papéis.

As filmagens não foram nada tranquilas. Marilyn se atrasou todos os dias, esquecia suas falas e tudo isso causou um prejuízo de milhões (recuperados nas bilheterias). Seu camento com Joe DiMaggio também não ia bem e ele teria dado um escândalo quando viu a cena do vestido ser registrada por fotógrafos do mundo todo. Logo depois os dois se divorciaram.

Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot),

Hoje a comédia é mais conhecida pelo drama dos bastidores do que sua trama de dois músicos que, para se esconderem de mafiosos que querem matá-los, se disfarçam como mulheres em uma banda liderada pela sexy SugarKane Kowalczyk (Marilyn Monroe). Cheio de momentos divertidos, tem a clássica cena da atriz cantando I wanna be Loved by you.

Na época casada com Arthur Miller, Marilyn estava grávida (perdeu o bebê durante as filmagens), dependente de remédios e depressiva. Se atrasava mais de 3h para começar a gravar e esquecia tanto suas falas que, para dizer “It’s Me, Sugar”, precisou de 47 tomadas até acertar.

A partir desse filme seu declínio ficou ainda mais claro, com a atriz sendo encontrada morta apenas 4 anos depois. Ainda fez mais dois filmes completos após Quanto Mais Quente Melhor, mas o clássico é para muitos, a sua grande despedida.

Os Desajustados (The Misfits), de 1961

O último filme completo de Marilyn Monroe e também de Clark Gable, que faleceu assim que as filmagens terminaram, Os Desajustados foi dirigido por John Huston e escrito para Marilyn por Arthur Miller. Na época ela queria mais do que tudo se provar como atriz dramática, mas, em vida, nunca conseguiu o reconhecimento.

A produção sofreu não apenas com agora o crônico e cada vez maior atraso da atriz, mas com os problemas de alcoolismo de Montgomery Clift também. A história, dura, pesada, sobre uma mulher disputada por dois homens, fazia muitas refrências cruéis à Marilyn como pessoa, a deixando mais deprimida e insegura.

Para piorar, ela que já tinha problemas para memorizar cenas simples, tinha que decorar longos e complicados diálogos que Miller reescrevia praticamente na hora de gravar. Acabou sendo hospitalizada por 10 dias, atrasando as gravações e levando “a culpa” pelo desgaste de saúde de Clark Gable. Embora inocente, ela nunca se perdoou.

O casamento com Arthur Miller, sem surpresa, chegou ao fim junto com o filme. Marilyn viria a morrer um ano e meio depois, antes de terminar Something’s Gotta Give. Porque hoje se sabe dos bastidores, alguns citam essa como a melhor atuação de Marilyn Monroe.


Aqui é importante ver sua despedida, seu esforço e sua infelicidade registradas na tela.

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