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Centenário de Marilyn Monroe: Revendo Marilyn Monroe em 5 filmes

Em 2022, quando completaram 60 anos da morte de Marilyn Monroe, separei cinco filmes que a ajudaram a construir sua persona. Vale recuperar a lista!

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Marilyn Monroe, nascida Norma Jeane Mortenson em 1º de junho de 1926, completaria seu centenário. A data é celebrada globalmente com exposições, leilões de itens pessoais e homenagens. Em 2022, quando completaram 60 anos da morte de Marilyn Monroe, separei cinco filmes que a ajudaram a construir sua persona. Vale recuperar a lista!

Torrente de Paixão (Niagara Falls), 1953.

Neste drama cheio de suspense, Marilyn está mais sexy do que nunca, com cenas ousadas para época e com uma personagem antipática, vilanesca, claramente infiel ao marido. Nua na cama ou no chuveiro, o filme não mostra nada, mas vemos tudo.

Está linda, está incrível e quando canta Kiss, bom, pobre Jean Peters de estar ao seu lado. Aos 26 anos, no auge de sua beleza, Marilyn emendou essas filmagens com Os Homens Preferem as Loiras e virou a grande estrela que permanece até hoje.

Os Homens Preferem as Loiras (Gentlemen Preer the Blonde), 1953

Depois do megasucesso de Torrente de Paixão, Marilyn Monroe conseguiu o disputado papel de Lorelei Lee, a aparente oportunista loira atrás de um marido rico que é alucinada por diamantes.

O musical, co-estrelado por Jane Russell, é o mais clássico dos clássicos de Marilyn, com seu vestido rosa e a icônica cena de Diamonds are a Girl’s Best Friend, copiada décadas depois.

Ironicamente, apesar do título se referir a ‘ela’, Marilyn só foi escolhida porque era uma opção mais barata que Betty Grable (que não quis fazer o filme) e tinha salário mais de 10 menor do que o de Jane Russell. As duas atrizes se deram bem, mas estar ao lado de uma Marilyn no auge não era um desafio fácil para ninguém. Só olhamos para ela. Precisa ser visto e revisto.

O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch), 1956

Com o sucesso estrondoso de Os Homens Prefererem as Loiras, Marilyn emendou com dois outros excelentes filmes, mais difíceis de achar, Como Agarrar Um Milionário (How to Marrry A Millionaire), O Mundo da Fantasia (There’s No Business Like The Show Business) e O Rio das Almas Perdidas (River of No Return), portanto quando Billy Wilder a escolheu para O Pecado Mora Ao Lado (The Seven year Itch), em 1956, Marilyn Monroe já era a mulher mais famosa do mundo.

E, por muitos anos, foi esse clássico da comédia onde a atriz nem canta nem dança que criou sua imagem mais famosa: a do vestido branco de Norman Norell esvoaçante.

Uma adaptação do sucesso da Broadway, o filme tem uma base que hoje culturalmente é questionável. Um homem casado há sete anos, sozinho na cidade enquanto a mulher está longre, fantasia um romance com a jovem vizinha.

A personagem de Marilyn, sem nome, era no papel para ter 22 anos e atriz tinha 29 na época, já preocupada em “ser velha” e estar perdendo papéis.

As filmagens não foram nada tranquilas. Marilyn se atrasou todos os dias, esquecia suas falas e tudo isso causou um prejuízo de milhões (recuperados nas bilheterias). Seu camento com Joe DiMaggio também não ia bem e ele teria dado um escândalo quando viu a cena do vestido ser registrada por fotógrafos do mundo todo. Logo depois os dois se divorciaram.

Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot),

Hoje a comédia é mais conhecida pelo drama dos bastidores do que sua trama de dois músicos que, para se esconderem de mafiosos que querem matá-los, se disfarçam como mulheres em uma banda liderada pela sexy SugarKane Kowalczyk (Marilyn Monroe). Cheio de momentos divertidos, tem a clássica cena da atriz cantando I wanna be Loved by you.

Na época casada com Arthur Miller, Marilyn estava grávida (perdeu o bebê durante as filmagens), dependente de remédios e depressiva. Se atrasava mais de 3h para começar a gravar e esquecia tanto suas falas que, para dizer “It’s Me, Sugar”, precisou de 47 tomadas até acertar.

A partir desse filme seu declínio ficou ainda mais claro, com a atriz sendo encontrada morta apenas 4 anos depois. Ainda fez mais dois filmes completos após Quanto Mais Quente Melhor, mas o clássico é para muitos, a sua grande despedida.

Os Desajustados (The Misfits), de 1961

O último filme completo de Marilyn Monroe e também de Clark Gable, que faleceu assim que as filmagens terminaram, Os Desajustados foi dirigido por John Huston e escrito para Marilyn por Arthur Miller. Na época ela queria mais do que tudo se provar como atriz dramática, mas, em vida, nunca conseguiu o reconhecimento.

A produção sofreu não apenas com agora o crônico e cada vez maior atraso da atriz, mas com os problemas de alcoolismo de Montgomery Clift também. A história, dura, pesada, sobre uma mulher disputada por dois homens, fazia muitas refrências cruéis à Marilyn como pessoa, a deixando mais deprimida e insegura.

Para piorar, ela que já tinha problemas para memorizar cenas simples, tinha que decorar longos e complicados diálogos que Miller reescrevia praticamente na hora de gravar. Acabou sendo hospitalizada por 10 dias, atrasando as gravações e levando “a culpa” pelo desgaste de saúde de Clark Gable. Embora inocente, ela nunca se perdoou.

O casamento com Arthur Miller, sem surpresa, chegou ao fim junto com o filme. Marilyn viria a morrer um ano e meio depois, antes de terminar Something’s Gotta Give. Porque hoje se sabe dos bastidores, alguns citam essa como a melhor atuação de Marilyn Monroe.


Aqui é importante ver sua despedida, seu esforço e sua infelicidade registradas na tela.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Rui Ricardo Diaz destaque na série "Impuros"

"Podem pensar que "Impuros" é uma série sobre o combate ao tráfico somente. Mas, para mim, ela é uma série, sobretudo, de personagens muito fortes".

31/05/2026 16h00

Entrevista exclusiva com o ator Rui Ricardo Diaz destaque na série

Entrevista exclusiva com o ator Rui Ricardo Diaz destaque na série "Impuros" Foto: Helena Barreto

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Rui Ricardo Diaz atravessa um dos momentos mais prolíficos da carreira em 2026. Presente em três produções que chegam ao público nos próximos meses, ele se divide entre o cinema e a televisão em personagens que transitam por universos distintos – da criminalidade do Rio de Janeiro ao narcotráfico no Pará.

Nos cinemas, Rui integra o elenco de dois longas que chegam em breve. Um dos destaques é “Cinco Tipos de Medo”, dirigido por Bruno Bini, no qual o ator assume um dos papéis centrais da trama.

O filme, vencedor de quatro Kikitos no Festival de Gramado — incluindo Melhor Filme —, acompanha a história de uma comunidade da periferia de Cuiabá que se mobiliza para libertar um líder local (Xamã), considerado peça-chave para manter a segurança do bairro. A produção estreou nos cinemas no dia 2 de abril.

Ainda nas telonas, Rui também está no elenco de “Rio de Sangue”, thriller amazônico dirigido por Gustavo Bonafé, que chega aos cinemas em 16 de abril. Ambientado no Pará, o filme aposta em uma narrativa de ação e suspense sobre narcotráfico. A produção é estrelada por Giovanna Antonelli e Alice Wegmann e conta ainda com nomes como Felipe Simas, Antônio Calloni e Ravel Andrade no elenco.

Na televisão, o ator retorna como um dos protagonistas da sexta temporada de “Impuros”, uma das séries brasileiras de maior repercussão internacional, que estreia em 1º de maio de 2026.

Com uma carreira marcada por escolhas intensas e personagens complexos, Rui Ricardo Diaz vem consolidando sua presença em produções de destaque.

No cinema, protagonizou títulos como “Aos Ventos Que Virão” e interpretou Luiz Inácio Lula da Silva em “Lula, o Filho do Brasil”, papel que lhe rendeu indicação a melhor ator pela ACIE. Também esteve em filmes como “De Menor”, premiado no Festival do Rio, e “A Floresta Que Se Move”.

Recentemente, o ator expandiu sua atuação para o mercado internacional com o filme “Anaconda”, lançado mundialmente no fim de 2025, ao lado de nomes como Jack Black, Paul Rudd e Selton Mello. E, neste ano, começou a filmar o longa “Amalia y El Diablo”, dirigido por Rodrigo Spagnuolo – uma coprodução de Espanha, Argentina, Uruguai e Brasil.

Na televisão e no streaming, Rui construiu uma trajetória consistente em produções como “Amar é Para os Fortes”, “Notícias Populares”, “Pedaço de Mim”, além de séries como “Sentença”, “Segunda Chamada” e “Irmãos Freitas”.

Com formação em teatro pela PUC-SP e especialização em mímica corporal em Londres, o ator também mantém uma forte ligação com os palcos, onde desenvolveu trabalhos autorais e adaptações, como o solo “A Hora e Vez”, elogiado pela crítica por sua abordagem poética da obra de Guimarães Rosa.

Rui é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ao fala sua carreira, estreias e também do sucesso de Impuros e Rio de Sangue.

Entrevista exclusiva com o ator Rui Ricardo Diaz destaque na série "Impuros" O ator Rui Ricardo Diaz é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você faz parte do elenco do premiado filme “Cinco Tipos de Medo”. Conte mais sobre esse projeto.
RR -
 “Cinco Tipos de Medo” é um filme sobre justiça. São cinco personagens, figuras comuns do nosso dia a dia, onde suas vidas se entrecruzam por um fato trágico. E aí eles decidem fazer justiça com as próprias mãos. Todos eles vão ter que lidar com muitos dilemas, e um desses dilemas é a questão moral.

A moral que cada um carrega vai ser colocada em xeque em função da tragédia que envolve os cinco personagens. E o Ivan, meu personagem, lida com essa moralidade o tempo todo, ele é advogado. Construir isso é muito prazeroso porque são personagens complexos e profundos, características inerentes ao ser humano.

Quando o roteirista consegue trazer isso para o papel, ele joga para os atores a responsabilidade de construir e dar essa dimensão plural para o personagem, o que é o trabalho mais legal para qualquer ator. Tivemos uma preparação longa e para nós todos foi um prazer contar essas histórias.

CE - E sobre “Rio de Sangue”, o que pode destacar?
RR -
 "Rio de Sangue” trata de uma questão muito importante e atual do nosso país, que é a questão da preservação das terras e da cultura dos povos originários. E eu tenho o privilégio de interpretar o Edenir, um indigenista que dedicou a sua vida — mudou de lugar, de Estado — para trabalhar na preservação das terras, da cultura desses povos.

Obviamente ele vai enfrentar ali um ambiente de garimpo ilegal, fazendeiros, que o veem como um inimigo. Esse personagem é a mola propulsora dentro do filme, pois é ele que promove o ato que vai escorrer no conflito central da trama. Então, é maravilhoso. Personagem bastante forte, contundente e contemporâneo.

CE - “Impuros” estreou sua sexta temporada, com uma sétima temporada já sendo gravada. Para você, o que explica o sucesso - nacional e internacional - dessa produção?
RR -
 Sempre que a gente se encontra — os atores, os produtores, os roteiristas, os diretores —, a gente discute como a série se tornou esse sucesso de público. Acho que, no audiovisual, não existe uma fórmula. Mas podemos pensar em pistas que explicam esse sucesso.

Podem pensar que “Impuros” é uma série sobre o combate ao tráfico somente. Mas, para mim, ela é uma série, sobretudo, de personagens muito fortes. Uma série que retrata figuras que estão à margem e que tem dificuldade de lidar com quem eles são essencialmente, o que dificulta a relação deles com suas esposas, seus maridos, seus filhos e etc.

A cada temporada, vamos nos aprofundando mais nesses dramas familiares dos personagens. Acho que isso cria uma conexão muito forte com o espectador, porque são figuras muito humanos. Não existe um maniqueísmo em “Impuros”, não tem o que é o bom, o que é o herói, o que é o bandido, está tudo misturado.

CE - Esse é um personagem que você interpreta já há alguns anos. Como é se relacionar com um mesmo papel há tanto tempo? 
RR -
 É um privilégio dar vida a um personagem tão profundo e complexo como o Vítor Morello por tantos anos. Creio que já são mais sete anos, uma das séries mais duradouras do Brasil. É um presente poder, anualmente, reencontrar-me com esse personagem, um dos protagonistas da série, e com seus inúmeros dilemas e dramas.

Construir um personagem ao longo dos anos é como participar de um projeto contínuo, semelhante ao filme “Boyhood" do diretor Richard Linklater. É um processo fascinante, pois o personagem amadurece, ganha novas camadas e envelhece, assim como eu que o interpreto. A cada ano, descubro novas nuances em mim e as empresto ao personagem. O tempo é um aliado fundamental na construção e criação do Morello.

CE - O que há em comum entre esses seus “novos” trabalhos é que todos carregam muita tensão e violência. Parece que há uma tendência a escalarem você para esse tipo de papel. O que acha disso?
RR -
 De fato, os personagens Vitor Morello, da série "Impuros", Edenir, do filme "Rio de Sangue", e Ivan, de "Os Cinco Tipos de Medo", são confrontados com a violência em suas histórias. Acredito que o audiovisual brasileiro, como qualquer arte, demonstra atenção às questões urgentes do mundo contemporâneo.

E a violência, infelizmente, é um tema recorrente, especialmente em um cenário global marcado por tantos conflitos. Essas três obras ilustram essa realidade, mostrando personagens diversos que enfrentam a violência em suas múltiplas facetas locais, de diferentes perspectivas e com características próprias.

Entrevista exclusiva com o ator Rui Ricardo Diaz destaque na série "Impuros" O ator Rui Ricardo Diaz é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Helena Barreto - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você esteve recentemente em Anaconda. Como foi estar em uma superprodução como essa, ao lado de grandes astros? Onde foi filmado? Como era o clima das filmagens?
RR -
 “Anaconda” é filme dirigido por Tom Gormican. Ele também dirigiu "O Peso do Talento", estrelado por Nicolas Cage e Pedro Pascal, onde Cage interpreta a si mesmo, numa metalinguagem excepcional. E o Gormican traz isso da metalinguagem também para “Anaconda”. 

É uma mega produção. Estar em um set com uma infraestrutura grandiosa, de Hollywood, com diálogos em inglês e português, foi uma experiência fantástica. As filmagens ocorreram na Austrália por quase quatro meses e o clima era ótimo.

O Jack Black é um cara fascinante, um ator muito querido. Paul Rudd também. O elenco todo.  Então, foi um clima muito legal, não só nas filmagens, mas no backstage, no dia a dia, enfim, nos passeios, nos jantares. Foi um momento muito, muito legal, de uma troca muito especial e única na minha carreira.

CE - Atualmente, você está filmando “Amalia y El Diablo”, que é todo em espanhol. Como está sendo essa experiência?
RR -
 Eu acabei de voltar da viagem de “Amalia y El Diablo”. Depois desses quatro meses na Austrália filmando “Anaconda”, fui para o Uruguai rodar essa coprodução Argentina, Espanha, Brasil e Uruguai. E acho que é uma quebra de paradigma.

Porque a gente tem cultuado a ideia de que é difícil esse intercâmbio entre países da América Latina em função da língua, e eu acho que a gente tem que fazer mais isso. Esse era um desejo meu e foi uma experiência incrível.

Estávamos uma pequena Torre de Babel latina, com atores espanhóis, argentinos, uruguaios, brasileiros e a gente se entendendo super bem. É um filme bastante forte, introspectivo, com personagens muito densos, e que se passa no século XIX.

CE - O que te motiva quando escolhe um personagem?
RR -
 O que mais me motiva é justamente a complexidade humana do personagem. Gosto de personagens que me desafiem, que tenham muitas camadas, contradições, conflitos interno, que nos coloquem pra refletir.

Como disse, acho interessante quando o personagem não é nem “bom”, nem “mau”, mas alguém atravessado por dilemas morais, emocionais e sociais. Me atraem projetos que tenham histórias fortes pra contar, que tratem do nosso tempo, das relações humanas, que tratem do mundo que estamos vivendo.

No fim, o que me move é a possibilidade de mergulhar em universos diferentes e construir personagens que sejam sensíveis, divertidos e profundos. Está tudo ligado. São camadas.. e meu trabalho é preenche-las. 

CE - Tem algum papel que você ainda sonha em fazer?
RR -
 Ah, eu acho que um personagem Shakespeareano, um Hamlet, um Ricardo III, eu adoraria. São figuras muito complexas, né? Esses personagens são sensacionais e para qualquer ator é um presente, eu adoraria.

CE - Quais são os próximos planos?
RR - 
Atualmente, estou rodando a sétima temporada de "Impuros", que deve estrear ano que vem. Recentemente terminei de gravar em uma série da Netflix, sob a direção de Mauro Mendonça, com José de Abreu, Luciana Paes, Marieta Severo, Alice Wegmann, Nanda Costa e tantos atores queridos.

A data de lançamento dessa série ainda não está definida. Além de “Amalia y El Diablo”, tem a estreia de "Makunaima XXI", dirigida por Filipe Bragança, uma adaptação contemporânea da obra de Mário de Andrade, também com previsão para final desse ano ou início do próximo.

 

Bem-estar - Correio B+

Mulheres 50+ devem tomar muito cuidado com a "moda" da magreza extrema, explica especialista

Enquanto muitos aplaudem a magreza extrema em mulheres maduras, perder peso pode não ser a mesma coisa que "envelhecer bem".

31/05/2026 13h30

Mulheres 50+ devem tomar muito cuidado com a

Mulheres 50+ devem tomar muito cuidado com a "moda" da magreza extrema, explica especialista Foto - Pinterest

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Cada vez mais, mulheres maduras deixam de lado estereótipos antiquados de gênero e idade e ocupando espaços de destaque na sociedade, inclusive em ambientes que antes eram muito dominados pelos jovens. E, com isso, essas mulheres também estão, cada vez mais, se preocupando em “envelhecer bem”, tanto no sentido estético quanto no da saúde. 

Porém, nessa era da volta da magreza extrema e das canetas emagrecedoras, na qual muitas pessoas pensam que “envelhecer bem” é a mesma coisa que “envelhecer o mais magra possível”, é preciso tomar muito cuidado. 

Afinal, apresentar costelas aparentes, clavículas salientes e braços finíssimos nem sempre é um sinal de saúde. Ainda mais para mulheres já mais maduras, na época da menopausa, quando o organismo feminino precisa justamente de mais reserva muscular, óssea e metabólica. 

Assim, emagrecer rápido demais e sem supervisão profissional, nessa idade, pode até criar uma fragilidade fisiológica maior e comprometer a longevidade. Também podem surgir doenças e problemas como desnutrição proteica, sarcopenia e baixa densidade óssea. 

“Antes de pensar em emagrecimento, pense em reconexão e saúde. Porque o corpo em paz emagrece. Corpo em guerra estagna”, diz o Dr. Luiz Augusto Junior, médico especialista em saúde da mulher e nutrologia. 

Ou seja, “envelhecer bem” não é só sobre diminuir o peso na balança, mas também sobre preservar músculos, ossos, cognição, autonomia e saúde e qualidade de vida no geral.

Até porque ganhar um pouco de barriga na menopausa, por exemplo, é algo comum e existem formas muito mais saudáveis de resolver isso do que com métodos que tragam uma magreza exagerada e veloz demais.

Mulheres 50+ devem tomar muito cuidado com a "moda" da magreza extrema, explica especialistaMulheres 50+ devem tomar muito cuidado com a “moda” da magreza extrema, explica especialista - Divulgação

A “barriga de menopausa” e o que fazer para combatê-la

A “barriga de menopausa” é algo extremamente comum durante esse período da vida das mulheres - ela afeta  mais de 60% nessa faixa etária. Isso porque as alterações hormonais típicas dessa fase fazem com que a gordura se acumule na região abdominal, e não mais nos quadris e coxas, ocorrendo uma transição do formato corporal “pera” para o “maçã”.

Isso sem contar que o climatério, ou seja, a fase anterior à menopausa, pode trazer sintomas - aumento de fome, sono ruim, mudanças no humor e quadros de ansiedade - que também ajudam a aumentar o peso. 

“Muitas mulheres chegam ao consultório falando sobre peso. Mas, quando começamos a investigar… descobrimos que o problema quase nunca era só a balança. Era o sono ruim há anos. Era a exaustão constante. Era o cortisol alto. Era a insulina desregulada. Era o corpo funcionando em modo sobrevivência”, explica o especialista. 

Além do impacto estético e, consequentemente, muitas vezes na autoestima das mulheres, a gordura visceral, armazenada entre órgãos e tecidos também aumenta as chances de doenças, como as cardiovasculares e a diabetes tipo 2. Então, o que fazer para evitar ou reverter o problema da “barriga de menopausa”?

Siga as dicas do Dr. Luiz Augusto a seguir:

Pergunte a seu médico sobre a necessidade de reposição hormonal, pois isso pode ajudar a reduzir o acúmulo de gordura visceral enquanto mantém a massa magra

Faça atividades físicas, preferencialmente combinando cardio com musculação

Tome cuidado com a alimentação - isso não quer dizer comer pouco para tentar emagrecer rápido, mas sim priorizar alimentos in natura e minimamente processados, limitar coisas como ultraprocessados e açúcar e dar bastante atenção às proteínas, que vão te ajudar a manter a massa magra

Tente ter uma boa rotina de sono, pois o cortisol, hormônio que aumenta com o estresse crônico, é conhecido por piorar o acúmulo de gordura abdominal 

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