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Da caminhada ao rapel, conheça 21 trilhas para se aventurar em MS

Mais: Especialista dá dicas essenciais para ter um passeio seguro em meio à natureza

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O universo trilheiro esteve em alta na última semana com o caso de Roberto Farias Tomaz, jovem de 19 anos que ficou desaparecido por cinco dias em um dos trechos de Mata Atlântica mais preservados do mundo, após se aventurar em uma trilha no Pico do Paraná, o ponto mais alto do Sul do país. 

Para quem deseja encarar as trilhas de Mato Grosso do Sul sem correr o risco de se perder, o Correio B separou uma lista com dicas de rotas e de segurança para ter uma aventura sem grandes surpresas.

O estado possui diversas rotas que conectam belezas naturais como rios, serras e cachoeiras e podem ser percorridas a pé, de bicicleta, ao estilo off road e até mesmo de barco.

Há desde opções de percursos para iniciantes que querem somente caminhar e tomar um banho de rio aos mais radicais que incluem rapel, escalada, ciclismo de montanha e outras atividades do turismo de aventura.

Além de trilhas com diferentes níveis de dificuldade, há ainda rotas que abrigam sítios arqueológicos, belezas históricas e culturais, que se somam ao grande potencial de ecoturismo de inúmeros municípios.

A maioria parte das trilhas conta com cursos de água em seu trajeto e muitas oferecem o bônus de várias cachoeiras. A possibilidade de se refrescar é de grande ajuda para quem não possui condicionamento físico para longas caminhadas.

TRILHAS

Para iniciantes

Trilha da Usina Abandonada (Campo Grande) – Apontada como a mais indicada para iniciantes, possui cerca de cinco quilômetros de extensão e quatro cachoeiras. Além do contato com a natureza, tem valor histórico, pois abriga as usinas da primeira usina hidrelétrica da Capital. A trilha inclui escalada e travessia do Córrego Ceroula. 

Trilha da Conquista (Sidrolândia) – Distante 40 km de Campo Grande, o trajeto é de 4,5 km em meio à mata nativa onde existem duas nascentes. O passeio passa por uma cachoeira de dois metros e termina com duas corredeiras.

Trilha do Los Pagos (São Gabriel do Oeste) – Com uma cachoeira de 70 metros em propriedade particular, tem fácil acesso e é um dos pontos turísticos mais visitados do município.

Trilha nas Cachoeiras do Jatobá (Jaraguari) – É um roteiro de ecoturismo com diversas quedas d'água e piscinas naturais no Rio Jatobá, ideal para fugir do calor perto de Campo Grande, com trechos que vão do fácil ao mais desafiador, incluindo subidas, pedras e trechos dentro d'água.

Trilha nas Cachoeiras do Arrependido (Jaraguari) – Também próxima a Campo Grande, a trilha é traçada em meio a natureza preservada e possui cachoeiras para banho ao longo do trajeto.

Vista do Morro do Paxixi | Fonte: Reprodução/262 Aventuras

Morro do Paxixi (Piraputanga) – Com acesso pela Estrada Parque de Piraputanga, a trilha leva a vários mirantes e em sua maior parte oferece opção de acesso com motocicleta.

Gruta do Lago Azul (Bonito) – É um passeio contemplativo que envolve uma curta caminhada inicial de 200m, seguida por uma descida de cerca de 300 degraus até o lago, com retorno pela mesma escadaria, totalizando aproximadamente 1h30 de duração. É um dos cartões-postais da região com formações rochosas impressionantes. 

Terceira Lagoa (Bonito) – É um percurso de natureza com águas cristalinas na Serra da Bodoquena, ideal para contemplação e flutuação (em pontos específicos). Acessível por veículos 4x4 ou quadriciclos, possui lagoas azuladas cercadas por mata nativa.

Intermediárias

Inferninho (Campo Grande) – Apesar do nome pouco atrativo, o local possui uma bela cachoeira com cerca de 30 metros de altura utilizada para a prática de rapel. Aberto à visitação, mas sem infraestrutura.      

Morro do Ernesto (Campo Grande) – Situado na Fazenda Córrego Limpo, propriedade privada a 20 quilômetros Capital, o local é aberto à visitação mediante pagamento de uma pequena taxa. O trajeto é de 8km passando por uma cachoeira de quatro metros e duas corredeiras. O trajeto pode ser feito a pé ou bicicleta e o diferencial é a permissão para animais de estimação participarem do passeio.

Trilha do Córrego Rico (Rio Negro) – Com caminhada sobre pedras, apresenta nível de dificuldade médio por exigir equilíbrio. Também exige conhecimento prévio do local devido ao risco de enchente repentina. Mas tomados os devidos cuidados, recompensa os visitantes com duas cachoeiras sobrepostas e um pequeno cânion de um quilômetro.

Trilha dos Mirantes (Piraputanga) – Situada em uma propriedade rural chamada Chácara dos Mirantes, possui sítio arqueológico e trilha com acesso a quatro mirantes, além de outras trilhas secundárias.

Boca da Onça (Bonito) – Consiste em uma trilha com oito cachoeiras de água cristalina (a famosa Cachoeira Boca da Onça é a mais alta) e cinco paradas para banho.

Trilha no Cânion do Rio Salobra (Bodoquena) – É um Acqua Trekking espetacular no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, combinando caminhada por mata preservada, travessia dentro do rio de águas cristalinas com paredões imponentes (Muralha de Jericó) e paradas para banho e mergulho, com percurso total de 7km.

Trilha da Fenda Escondida (Corguinho) – Guardada em meio a mata nativa, possui paredões esverdeados de quase 50 metros de altura. Pela trilha, é possível conhecer os Mirantes do Vale e da Cachoeira, que mostram os encantos do Vale do Bugio e do Gavião de Penacho.

Trilha das Cachoeiras do Ceuzinho | Fonte: Reprodução/262 Aventuras

Trilha das Cachoeiras do Ceuzinho (Campo Grande) – Distante apenas 13 km do Centro de Campo Grande, a trilha explora o córrego Ceroula, com diversas quedas d'água e as ruínas da antiga Usina do Ceroula.

Desafiadoras

Trilha da Pintura Rupestre (Rio Negro) – Possui cerca de 10 quilômetros incluindo ida e volta e abriga um sítio arqueológico. Situada em propriedade privada, oferece opção de rapel na cachoeira Rio do Peixe.

Caminho das Antas (Piraputanga) – Trilha contemplativa sobre um dos morros da Serra de Maracaju. É conhecida por ser desafiadora e íngreme em certas partes, como na crista da Serra.

Rapel no Morro do Totem | Fonte: Reprodução/262 Aventuras

Trilha para o Rapel no Morro do Totem (Piraputanga) – Com 90 metros, oferece uma vista privilegiada da bacia do Pantanal e Rio Aquidauana.

Trilha para o Rapel 97 (Piraputanga) – Como o nome sugere, é um rapel de 97 metros de altitude.

Bônus - Trilha aquática

Rota dos Pioneiros – A Rota dos Pioneiros é a maior trilha aquática do Brasil, com cerca de 400 km, percorrendo os rios Paraná, Paranapanema e Ivinhema, conectando unidades de conservação em MS, PR e SP, ideal para canoagem e caiaque, explorando a beleza natural e a história da ocupação da região, com trechos que passam por áreas como o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema. 

Dicas de segurança

Os cuidados necessários para a trilha começam na preparação com a vestimenta adequada (calças compridas, tecidos leves e tênis), passando pelos equipamentos de segurança (lanternas, cordas e até antialérgicos em alguns casos) e a presença de alguém com conhecimento prévio do local.

O condutor de turismo da agência 262 Aventuras, Moisés de Melo Pinasso, destaca que os trilheiros devem: 

  • possuir liberação médica para a prática da atividade, estar bem alimentados e hidratados; 
  • em caso de alergia a picada de insetos, ter sempre o antialérgico que costuma usar e comunicar os organizadores no momento da reserva;
  • nunca, em hipótese alguma, se afastar do grupo;
  • contratar uma empresa ou condutor que conheça bem a região, possua seguro aventura e seja cadastrado no Cadastur.

Caso do Pico do Paraná

Após se perder de uma amiga que o acompanhava na trilha, o jovem Roberto Farias Tomaz caminhou e cruzou, em cinco dias, o Vale do Cacatu, que fica entre as montanhas do Parque Estadual do Pico do Paraná. 

Ele seguiu o curso do rio e, em um dos pontos, precisou pular uma cachoeira com 30 metros de altura. O jovem realizou algumas ações estratégicas para sobreviver, como encher a garrafa com água da cachoeira e outros meios.

O jovem desapareceu no dia 1º de janeiro, quando descia a trilha que leva até o Pico Paraná. Segundo um bombeiro que trabalhou no resgate, ele andou cerca de 20 quilômetros até chegar a uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina, na segunda-feira (5), onde pediu um celular emprestado, ligou para a irmã e comunicou que estava vivo.

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Diálogo

A senadora Soraya Thronicke (PSB) não conseguiu renovar o seu mandato. Em ... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta sexta-feira (9)

09/10/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Roberto Campos - Economista brasileiro

"Quando cheguei ao Congresso, queria fazer o bem. Hoje acho que o que dá para fazer é evitar o mal”.

FELPUDA

A senadora Soraya Thronicke (PSB) não conseguiu renovar o seu mandato. Em 2018, chegou ao Senado com 373.712 votos e o apelido de “Senadora do Bolsonaro”. Desta vez, já alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, somou 340.788 votos. A mudança de lado não bastou para mantê-la em Brasília. Além do mais, como ensina o dito popular: “Quem resolve trocar de cavalo no meio do rio,  dificilmente consegue alcançar a margem”. Portanto...

Diálogo

Distância

A deputada federal eleita Rose Modesto continua querendo distância da prefeita da Capital, Adriane Lopes, apesar das duas serem filiadas a partidos aliados. Rose preside o União Brasil em MS, que está colado em Adriane, por causa do “casamento”.  Vai daí...

Reforço

O governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) chegaram a reta final da campanha buscando votos para seus candidatos a deputados estadual e federal. As redes sociais ficaram recheadas de vídeos desses líderes pedindo votos para candidatos de partidos aliados.

DiálogoNelly Braga de Souza e Claudio de Souza - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoMaria Laura Neves - Foto: Lu Prezia

Reprovados

Fracassou o plano da ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), que trocou MS por São Paulo para tentar voltar ao Senado. Os eleitores paulistanos e paulistas não quiseram saber dela, o que resultou na perda da disputa, mesmo com apoio do presidente Lula. Ela foi derrotada por lá e o seu marido, Eduardo Rocha (PSDB), não teve êxito na sua tentativa de ser eleito deputado estadual por aqui. Ele recebeu apenas 15.782 votos. Como se vê...

Cativos

O deputado estadual Londres Machado (PP) foi reeleito para o seu 14° mandato. Um recorde, porque na política de Mato Grosso do Sul não tem ninguém com mais tempo na Assembleia Legislativa. Ele já está há 52 anos no exercício parlamentar e ganhou mais quatro anos com a sua reeleição. Depois de Londres, aparece José Teixeira, que foi o campeão de votos. Com 32 anos na Assembleia, ele conquistou mais quatro nas eleições deste ano e vai cumprir seu nono mandato. 

Sem nome

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula (PT) como “muito acirrada”. ”É uma grande vitória, bem apertada, mas uma grande, grande vitória. Incrível”, disse Trump a jornalistas ao deixar a Casa Branca, sem contudo mencionar o nome de Flávio. Tão incrível que o nome do vencedor ficou para depois. Ele terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os brasileiros voltam às urnas no dia 25 de outubro.É esperar para ver.

ANIVERSARIANTES 

  • Dra. Dileta Terezinha Souza Thomaz,
  • Adriana Sawaris, 
  • Dra. Luciana Nakao Odashiro, 
  • Dra. Camila do Amaral Nunes,
  • Fernanda Garcia Arguello, 
  • Dra. Eliane Takako Kanasiro, 
  • Silvio Aracaqui,
  • Nalda Ferreira Gonçalves,
  • Rosimar Aparecida Ramos,
  • Ney Inácio da Silva,
  • Anderson Lacerda da Silva,
  • Danilo Nunes Duraes,
  • Dr. Algacyr Torres Pissini Neto,
  • Manoel Santana,
  • Francisco Vieira Gabriel,
  • Yoneo Cesco,
  • Guilherme Alves de Arruda,
  • Bruno da Silva Bezerra,
  • Giancarlo Camillo, 
  • Marcus Garcia Gomes, 
  • Ir. Zenaide Laurentina Mayer, 
  • Thaline da Cruz Queiroz,
  • Dr. Rubem Arnez Arandía,
  • Iolanda Marins Consentini,
  • Ivan Martins de Souza,
  • Ivanete Ferreira Gonçalves da Silva,
  • Jaime de Brito,
  • José Luiz Ribeiro de Leon,
  • Waldemir Lúcio Rômulo,
  • Ronnie Garcia Ferreira,
  • Maria Ely Rodrigues Antunes,
  • Ricardo Medeiros Rocha,
  • Darcila de Oliveira,
  • Cristiano Gledson Sena Ribeiro,
  • Ivan Francisco Leite de Moraes,
  • Janilda dos Santos Araujo,
  • Natalielena Frey,
  • Orisvaldo Ferreira Gonçalves,
  • Reinaldo Cezar Pedrosa,
  • Diana Mara Ferreira,
  • Isabelino Rios Lemes,
  • Marina Alves Goulart,
  • Silvio Fernandes Castro,
  • Odenir da Silva Araujo,
  • Nilza Terezinha Miyasato,
  • Pedro Merem, 
  • Dr. Carlos Alberto Mizoguti, 
  • Sônia Maria Méca,
  • Rafael Calixto Aguena,
  • Maria Monteiro,
  • Émerson Jamil Zarour,
  • Célio Roberto da Silva,
  • Marcelo Leite Teixeira,
  • Charles Poveda,
  • Mauricio de Souza,
  • Vasti de Oliveira,
  • Mirella Xavier Rodrigues,
  • Adilson da Costa Oliveira,
  • Sílvio Pinheiro,
  • Claudir Peccini,
  • Bruno Corrêa Reiner,
  • Maria Helena de Souza,
  • José Ricardo Peralta,
  • Maria Cileide Bataglia,
  • José Adolar de Castro Filho,
  • Rita de Cássia da Silva,
  • Edison de Araujo Junior,
  • Ana Silvia Pessoa Salgado,
  • Dr. Arlindo D`Avila Filho, 
  • Priscila de Souza Afonso Baggio,
  • Thaís de Macedo Coimbra, 
  • Elaine Teixeira Barbosa Ramires,
  • Antonio Giovani Diniz da Rocha,
  • Janaína José Mota,
  • Deusdedith Francisco de Oliveira,
  • Juracy dos Santos Pereira,
  • Dionizio Recalde,
  • Alexandre Amaral Evangelista,
  • Dr. Reinaldo de Assis Espindola,
  • Joab Barbosa de Azevedo,
  • Andréia Silva Madeira Zamek,
  • Edna Lucia Oliveira Rodrigues,
  • Jorge Justino Diogo,
  • Ricardo Eboli Gonçalves Ferreira,
  • Bruno Ernesto Silva Vargas,
  • Manoel Ribeiro Bezerra,
  • Renata Shimni Gomes,
  • Noely Aparecida Gandolfo Jareta,
  • Seila Aparecida Leal,
  • Nilo Eduardo Zardo,
  • Max Antonio Souza Morais,
  • Dr. Pedro Vendramini Neto, 
  • Vânia Guilhermino Ventura, 
  • Luiz Laerte Mendes,
  • Nelson Barbosa de Souza,
  • Rosilene Borges Machado,
  • Carolina Franco Panovich,
  • Elis Regina Dias de Freitas Coelho,
  • Ivano Moreira Raulino,
  • Kênia Camilo Pereira Paim,
  • José Garcia Bergueti,
  • Alonso Pereira de Matos,
  • Letícia Lacerda Nantes Franceschini,
  • Jean Marcos Saut,
  • Nilton Leopoldino Rodrigues,
  • Alexandre Souza Soligo,
  • Rogério Risse de Freitas,
  • Samir Jorge,
  • Zélia Pereira Renovato da Silva.

Colaborou com Tatyane Gameiro

cinema

Em "Hotel Amor", Marcelo Adnet encara comédia portuguesa dirigida pelo brasileiro Hermano Moreira

Quando o hotel onde uma mulher viciada em trabalho trabalha é vendido, ela precisa mostrar suas habilidades para gerenciar funcionários não profissionais, cuidar de hóspedes excêntricos e lidar com fantasmas do passado

08/10/2026 09h00

Adnet interpreta uma versão de si mesmo em nova comédia nacional

Adnet interpreta uma versão de si mesmo em nova comédia nacional Foto: Reprodução

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Doze minutos. É esse o tempo do plano mais longo de “Hotel Amor”, comédia dirigida pelo brasileiro Hermano Moreira e rodada em um hotel de Lisboa. Durante esse período, atores, câmera, equipe de som e figurantes precisam executar uma coreografia sem espaço para erros. Se alguma coisa dá errado no minuto 11, todo o trabalho é perdido e o take precisa começar novamente.

Para Marcelo Adnet, que interpreta no filme uma versão de si mesmo, é justamente aí que está a graça. “Acho o plano-sequência maravilhoso, fantástico, porque me sinto num jogo. Você está sempre com uma adrenalina a mais, aquela excitação de ‘vamos acertar essa cena de primeira’”, conta. “Se algo sai errado no minuto 11, todos aqueles minutos não valeram de nada e tem que fazer tudo de novo”.

“Hotel Amor”, que chegou aos cinemas brasileiros no dia 24 de setembro, conta a história de Catarina (Jessica Athayde), gerente de um tradicional hotel lisboeta que vê a sua rotina virar de cabeça para baixo quando o estabelecimento é vendido. Para mostrar serviço à nova administração, ela precisa administrar uma equipe imprevisível, hóspedes excêntricos e um fantasma do passado que reaparece pelos corredores.

Adnet, enquanto isso, surge como um comediante brasileiro que chega a Lisboa para fazer um show e, por acaso, se hospeda justamente no hotel onde tudo parece dar errado.

Um hotel cheio de histórias

Adnet interpreta uma versão de si mesmo em nova comédia nacional

A ideia de fazer um filme ambientado em um hotel surgiu da relação antiga de Moreira com esse tipo de espaço. Quando criança, ele associava hotéis a férias, viagens e à possibilidade de conhecer pessoas novas. Na vida adulta, a experiência ganhou outro significado, ligado também às viagens profissionais.

A ideia ganhou forma em Portugal, em 2022. Na época, Moreira dirigiu uma campanha publicitária para um hotel pertencente à mesma rede do Hotel Roma, onde “Hotel Amor” seria posteriormente filmado. O diretor estava encantado com “The White Lotus” e chegou a conversar com o proprietário sobre a possibilidade de transformar aquele universo em uma série.

A resposta, porém, veio acompanhada de uma alternativa: três meses de filmagem seriam inviáveis, mas um longa poderia ser realizado em cerca de um mês. Foi assim que começou o projeto.

“Além de mostrar os bastidores de um hotel, as pessoas que trabalham freneticamente para te proporcionar o melhor na sua estadia, me interessavam as histórias inusitadas de hóspedes que fui colecionando”, afirma Moreira.

Para desenvolver o roteiro, o diretor chamou Bruno Bloch. Moreira criou a ideia original, enquanto Bloch ficou responsável pelo roteiro. Por coincidência, a mulher do roteirista trabalha em um hotel – e acabou se tornando uma fonte involuntária de histórias.

“Eu levei as histórias que tinha ouvido e pesquisado, e ele trouxe outras tantas, verdadeiras, contadas por ela. Nosso laboratório foi bem eficiente, e o que não faltou foi história”, diz Moreira. “Ficaram de fora várias histórias tão esdrúxulas quanto as do filme, porque são 90 minutos, e não 300 [minutos], como numa série”.

O funcionamento do hotel também serviu de matéria-prima. Para Moreira, a equipe é tão importante quanto os hóspedes na construção desse universo, já que são os funcionários que precisam lidar diariamente com desejos, reclamações e situações inesperadas.

É nesse ambiente que o diretor também coloca uma personagem que considera central para o filme: Catarina, uma mulher que dedica praticamente toda a vida ao trabalho. A escolha, segundo ele, tem um componente crítico. “Nos tempos modernos, muitas vezes as pessoas colocam todo o seu esforço no trabalho e esquecem o que é mais importante. O trabalho é fundamental, claro, mas não é o mais importante na vida de um ser humano. Aliás, não deve ser”, diz.

Uma comédia sem espaço para erro

A estrutura do filme permitiu a Moreira colocar em prática uma ideia que o acompanha desde a faculdade: o plano-sequência. Filmes como “Arca Russa”, “Festim Diabólico” e “Birdman” alimentaram o interesse do diretor pela técnica, que em “Hotel Amor” aparece com alguns cortes escondidos.

O desafio não ficou restrito aos atores. Os ensaios aconteceram simultaneamente em diferentes frentes: enquanto Moreira trabalhava com o elenco, o diretor de fotografia ensaiava os movimentos da câmera com sua equipe, e o técnico de som estudava como acompanhar a ação pelo elevador, pelas escadas e até do lado de fora do hotel. “Foi muito bacana, porque exige 100% da atenção de todo mundo. Um errinho só, seja de foco, seja de um figurante, estraga o take inteiro”, explica Moreira.

Para Adnet, a experiência criou uma sensação de trabalho coletivo pouco comum. “É uma sensação de ‘caramba, está todo mundo aqui de mão dada para fazer cada take valer’”, afirma.

O ator diz que o desafio técnico não foi, porém, o principal motivo para aceitar o convite. O que mais o interessou foi a possibilidade de trabalhar pela primeira vez fora do Brasil. “Fazer algo inédito para mim, em Portugal, foi o que mais me motivou”, conta.

A experiência também mostrou a Adnet que as diferenças entre uma produção portuguesa e uma brasileira não são tão grandes no cotidiano de um set. Havia, inclusive, vários profissionais brasileiros na equipe, entre eles Moreira e o diretor de fotografia. O contraste maior, segundo ele, estava no contato com atores de outros países lusófonos.

A escolha de trabalhos também mudou com o tempo. Hoje pai, Adnet diz procurar projetos que ofereçam alguma experiência nova, mas que também façam sentido diante do tempo que ficará longe da filha.

“Busco prazer. Uma experiência que me acrescente alguma coisa, com a qual eu possa aprender. Algo desafiador e, ao mesmo tempo, prazeroso”, afirma. “Hoje sou pai e quero muito estar perto da minha filha. Então não pode ser qualquer coisa, porque é isso que vai me deixar longe dela”.

Poderia acontecer em qualquer lugar

Embora “Hotel Amor” seja ambientado em Lisboa e reúna personagens portugueses, brasileiros e americanos, Moreira não vê a história como exclusivamente portuguesa.

“Poderia muito bem se passar no Japão, com personagens coreanos”, diz. Para ele, o filme trata de uma relação reconhecível em qualquer lugar: a convivência entre quem trabalha em um hotel e quem está hospedado nele.

Essa universalidade também é, para o diretor, uma das portas de entrada para o público brasileiro. A expectativa é de que os espectadores reconheçam situações, tipos de hóspedes, funcionários ou até experiências pessoais vividas em hotéis e viagens. “Espero, primeiro, que o público vá ao cinema, assista e se divirta, porque todo o processo foi muito divertido, não só para mim, mas para a equipe inteira”, diz. 

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