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De festivais gastronômicos a show de reggae, fim de semana terá atrações para todos os gostos

De festivais gastronômicos e shows de rock a apresentações de dança, espetáculos infantis, reggae e celebrações religiosas, fim de semana terá atrações para todos os gostos

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Quem ainda não decidiu o que fazer neste fim de semana em Campo Grande terá uma ampla variedade de opções entre hoje e domingo.

A programação cultural da Capital reúne eventos para todos os públicos, com destaque para a chegada do Torresmofest, um dos maiores festivais gastronômicos do País, a reta final do Prêmio Onça Pintada da Dança MS, apresentações musicais gratuitas no Sesc Teatro Prosa, o lançamento do bloco de Carnaval Jahcarezando e uma celebração histórica que marca o retorno do Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ao altar do Santuário Estadual.

As atrações incluem gastronomia, rock, reggae, música latino-americana, dança, espetáculo infantil, atividades culturais e manifestações religiosas, consolidando o primeiro fim de semana de junho como um dos mais movimentados do calendário cultural de Campo Grande.

Torresmofest

Um dos eventos mais aguardados do fim de semana é o Torresmofest, que acontece até domingo no Espaço Municipal de Cultura Vila Morena. Com entrada gratuita e funcionamento das 12h às 23h, o festival reúne gastronomia, música ao vivo e entretenimento para toda a família.

Reconhecido por percorrer diversas cidades brasileiras, o evento já realizou mais de 660 edições e soma um público superior a 10 milhões de visitantes. Em Campo Grande, a edição deste ano traz o tema “Lendas do Rock”, reunindo bandas cover e tributos a artistas que marcaram gerações.

Embora o torresmo seja a grande estrela da festa, o cardápio vai muito além do tradicional petisco. Mais de 20 expositores oferecem pratos como costela fogo de chão, baião de dois, feijão-tropeiro, hambúrgueres de torresmo ou shimeji, lanches de costela, batatas recheadas, doces artesanais e diversas sobremesas, além de chopp artesanal.

Hoje, a programação musical começa às 12h30min com Kleber Almeida em apresentação acústica. Às 18h, a banda Haiwanna sobe ao palco para homenagear a Legião Urbana, enquanto a noite termina com um especial dedicado ao Skank, interpretado pela banda Bortoti.

Amanhã a Banda Control A abre as apresentações às 12h30min com clássicos do rock das décadas de 1970 e 1980. Às 15h, a American Radio presta tributo à cantora canadense Alanis Morissette.

Em seguida, às 17h30min, a Banda Alziras Rock revive os sucessos dos Mamonas Assassinas. Encerrando a programação, a Hitma Rock apresenta um show especial em homenagem ao Bon Jovi.

O domingo traz mais uma sequência de atrações: Banda Alziras, com repertório de rock nacional; tributo ao Charlie Brown Jr., com a banda Kefla; especial Tim Maia, interpretado por Plebheus; e o encerramento com a Banda On The Road, que leva ao palco grandes sucessos do Queen.

Sesc Teatro Prosa

Outra opção gratuita para o fim de semana está no Sesc Teatro Prosa, que preparou uma programação voltada para diferentes públicos e linguagens artísticas.

Hoje, às 19h, acontece o show “Pulsar Latino”, do Projeto Kzulo. O grupo, formado por músicos brasileiros e colombianos, apresenta composições autorais que misturam ritmos latino-americanos e dialogam com temas como identidade cultural, fronteiras, meio ambiente e cotidiano.

KSULOMúsica Projeto Kasulo - Grupo formado por músicos brasileiros e colombianos apresenta composições autorais que misturam ritmos latino-americanos no Teatro Sesc Prosa
Foto: Duka Martins

O repertório inclui músicas já conhecidas da trajetória da banda, como “GAIA”, “Santa Caminhada” e “Deus do Carnaval”, além de canções inéditas que integram o novo espetáculo.

Já amanhã, às 16h, a programação é dedicada às crianças e às famílias com o espetáculo circense “Caminhos”, estrelado pelo Palhaço Sequinho, de Pernambuco.

A montagem combina mágica, malabares, poesia e humor para contar a história de um cozinheiro que transforma seu trabalho em uma forma de felicidade. A classificação é livre e a proposta busca emocionar crianças e adultos por meio de uma narrativa sobre sonhos, escolhas e realização pessoal.

Todos os ingressos para as atrações do Sesc são gratuitos e podem ser retirados pela plataforma Sympla.

Jahcarezando

jacah (1)Bloco Jahcarezando - Lançamento do bloco Jahcarezando terá show dos idealizadores e artistas locais Manuzera e Sandim
Foto: Bre AragãokProd

No sábado, a partir das 16h, o Jardim Secreto recebe o lançamento oficial do bloco Jahcarezando, projeto criado para fortalecer a cena reggae sul-mato-grossense e ampliar a presença da cultura preta no carnaval de Campo Grande.

A iniciativa nasce com a proposta de criar um espaço permanente para artistas ligados ao reggae, à cultura urbana e às manifestações culturais periféricas, dialogando com valores como coletividade, diversidade e resistência.

Entre as atrações confirmadas está o DJ Cleiton Rasta, considerado atualmente um dos principais nomes do reggae nacional e que fará sua primeira apresentação em Mato Grosso do Sul. O evento também contará com shows dos artistas locais Manuzera e Sandim, idealizadores do projeto.

Além das apresentações musicais, a programação inclui slackline livre e uma oficina de reggae dancehall ministrada por Marcos Nathaniel.

Os organizadores pretendem que o Jahcarezando se torne uma nova tradição do carnaval campo-grandense, ocupando futuramente os dias de domingo e segunda-feira da festa popular.

Prêmio Onça Pintada

O Teatro Glauce Rocha, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), continua recebendo as atividades do 10º Prêmio Onça Pintada da Dança MS – Mostra Internacional do MS.

Considerado um dos principais festivais do segmento no Centro-Oeste, o evento reúne bailarinos, grupos, companhias, diretores e coreógrafos de diversas cidades brasileiras, além de representantes do Paraguai e da Argentina.

Durante o fim de semana, o público poderá acompanhar apresentações de ballet clássico, ballet neoclássico, dança contemporânea, jazz, estilo livre, danças urbanas e danças populares.

Além da mostra competitiva, o festival promove oficinas, cursos, vivências e atividades formativas voltadas para estudantes, professores e profissionais da dança.

O encerramento acontece no domingo, às 9h, com a cerimônia de premiação e a tradicional Gala dos Premiados, que reúne no palco os grandes destaques desta décima edição.

Fé e patrimônio

Para quem busca uma programação ligada à fé e ao patrimônio histórico, o domingo também reserva um momento simbólico para a comunidade católica de Mato Grosso do Sul.

Após quase três meses passando por um processo de restauração artística e conservativa, o histórico Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro retorna ao altar do Santuário Estadual.

A programação começa às 8h, na Plataforma Cultural da antiga Estação Ferroviária, com uma exposição sobre a chegada da imagem ao Estado há 96 anos.

Às 8h30min será apresentada oficialmente a obra restaurada, permitindo que os fiéis conheçam o resultado do trabalho de conservação que recuperou características visuais encobertas pelo desgaste do tempo.

Na sequência, às 9h, acontece uma procissão memória pelas avenidas Calógeras e Afonso Pena, recriando simbolicamente o trajeto realizado pelos primeiros missionários redentoristas quando trouxeram a imagem para Campo Grande.

O encerramento ocorre às 10h, com a Santa Missa e a cerimônia de entronização do ícone no Santuário Estadual Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ato que também marca a abertura oficial da IX Festa da Padroeira de Mato Grosso do Sul.

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Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

26/07/2026 14h00

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção Foto: Divulgação

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Durante muito tempo, muitos meninos cresceram ouvindo mensagens semelhantes: “engole o choro”, “seja forte”, “homem não demonstra fraqueza”. Embora essas frases pareçam inofensivas, elas ensinam algo profundo: que sentir deve ser escondido.

O problema é que emoções não desaparecem quando são reprimidas. Elas apenas encontram outras formas de se manifestar. Muitas vezes surgem como irritação, agressividade, isolamento ou dificuldade para construir relacionamentos saudáveis.

Quando falamos sobre prevenção da violência, saúde mental e relações mais equilibradas, também estamos falando sobre educação emocional. Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

A cultura costuma valorizar nos homens características como autonomia, coragem e firmeza. Todas elas são importantes. Mas podem coexistir com empatia, sensibilidade e capacidade de pedir ajuda. Uma habilidade não exclui a outra.

Pais, mães e educadores têm papel fundamental nesse processo. Quando acolhem emoções em vez de ridicularizá-las, ajudam a construir uma relação mais saudável com o próprio mundo interno. Quando demonstram que tristeza, medo e vulnerabilidade fazem parte da experiência humana, oferecem uma importante ferramenta de proteção emocional.

Isso também contribui para relações futuras. Adultos que conseguem identificar sentimentos tendem a comunicar necessidades com mais clareza, lidar melhor com frustrações e construir vínculos mais respeitosos.

Educar meninos para sentir não é apenas uma questão individual. É uma escolha que impacta famílias, relacionamentos e a sociedade como um todo. Afinal, homens emocionalmente conectados consigo mesmos costumam ser mais capazes de se conectar de forma saudável com os outros.

Talvez uma das maiores formas de proteção que possamos oferecer seja permitir que eles descubram que sentir não diminui ninguém. Humaniza.

Vamos desatar esses nós?

Moda Correio B+ - Entre Costuras & CuLtura

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus?

No verão italiano, dificilmente encontramos pessoas usando tecidos sintéticos de baixa qualidade durante o dia. O linho, algodão, seda leve e viscose de boa procedência dominam as vitrines e os guarda-roupas.

26/07/2026 13h00

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus?

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus? Foto: Divulgação

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Há alguns dias estou vivendo novamente o verão italiano. E, mesmo depois de tantos anos frequentando o país, uma cena continua chamando minha atenção: enquanto os termômetros ultrapassam os 35 graus, homens e mulheres caminham pelas ruas de cidades italianas com uma elegância que parece quase intuitiva.

Não se trata de um dom, muito menos de uma questão financeira, o segredo está nas escolhas.

Frequentemente associamos calor a roupas excessivamente informais ou ao desconforto de quem acredita que elegância exige sacrifício, os italianos mostram justamente o contrário: é possível vestir-se bem sem abrir mão do conforto.

A explicação começa pelo tecido. No verão italiano, dificilmente encontramos pessoas usando tecidos sintéticos de baixa qualidade durante o dia. O linho, algodão, seda leve e viscose de boa procedência dominam as vitrines e os guarda-roupas.

São materiais que permitem a circulação do ar, absorvem melhor a umidade e acompanham o movimento do corpo.

O curioso é que o linho, tão valorizado pelos italianos, ainda desperta certa resistência no Brasil por amarrotar com facilidade.

Como consultora de imagem acredito que uma das maiores lições seja aceitar que alguns tecidos carregam naturalmente as marcas da vida. Um linho levemente amarrotado transmite autenticidade. É muito mais elegante do que um tecido sintético impecavelmente esticado, mas que denuncia desconforto.

Outro detalhe quase imperceptível para quem visita a Itália é a predominância das cores suaves durante o verão.

Brancos, beges, areia, azul-claro, verde-sálvia, terracota suave e tons inspirados na própria paisagem mediterrânea aparecem constantemente.

Além de refletirem melhor o calor, essas cores conversam entre si. Isso significa que praticamente todas as peças do guarda-roupa podem ser combinadas. O resultado é uma imagem sofisticada sem esforço.

Enquanto muitas pessoas acreditam que precisam de dezenas de roupas para enfrentar uma estação, o italiano demonstra exatamente o oposto.

Existe uma lógica muito presente na cultura italiana: comprar menos e comprar melhor. Ao invés de um armário repleto de tendências passageiras, é comum encontrar poucas peças de excelente qualidade que funcionam em diferentes combinações.

Uma camisa de linho pode ser usada aberta sobre uma camiseta pela manhã, fechada para um almoço, dobrando as mangas para um passeio no fim da tarde ou combinada com um blazer leve para o jantar.

O mesmo vestido muda completamente com um cinto, uma bolsa ou uma sandália diferente.

Essa versatilidade é uma das maiores expressões da elegância contemporânea.

Outro aspecto importante é o caimento.

Roupas excessivamente justas aquecem mais, limitam os movimentos e frequentemente criam uma imagem de desconforto.

Os italianos preferem modelagens que acompanham o corpo sem apertá-lo. Vestidos fluidos, calças amplas em linho, camisas levemente soltas, bermudas de alfaiataria e peças com estrutura bem construída permitem que o ar circule naturalmente.

O importante é a roupa trabalhar a favor do corpo, e não contra ele. Na Itália, a elegância está muito ligada à naturalidade.

Vestir-se -se de maneira apropriada para cada ocasião é respeitar o próprio corpo, o clima e o contexto.

Há beleza em quem caminha confortavelmente por uma praça histórica, toma um café em uma cafeteria de bairro ou atravessa a cidade de bicicleta usando roupas simples, mas bem escolhidas.

O verdadeiro segredo da elegância italiana não está no guarda-roupa. Mas na consciência de que vestir-se bem não significa impressionar os outros, mas viver melhor dentro das próprias roupas.

E por fim 5 lições da elegância italiana para enfrentar o calor com estilo. 

1. Priorize tecidos naturais

Linho, algodão, seda e viscose de qualidade permitem que a pele respire, absorvem melhor a umidade e proporcionam conforto mesmo nos dias mais quentes. Antes de comprar uma peça, leia a etiqueta: a composição faz toda a diferença.

2. Aposte em uma cartela de cores coordenada

Branco, off-white, bege, areia, azul-claro, verde-oliva e tons terrosos claros combinam entre si e facilitam a criação de diversos looks com poucas peças, além de transmitirem frescor e sofisticação.

3. Escolha modelagens que favoreçam o movimento

Peças muito justas retêm calor e limitam a mobilidade. Prefira camisas de linho, vestidos fluidos, calças de pernas amplas e bermudas de alfaiataria com bom caimento. Elegância também é sentir-se confortável.

4. Monte um guarda-roupa inteligente, não um guarda-roupa cheio

Invista em peças versáteis que conversem entre si. Uma camisa de linho, uma calça de alfaiataria leve, um vestido atemporal e uma boa sandália podem render inúmeras combinações. Na moda italiana, qualidade supera quantidade.

5. Lembre-se: elegância é atitude, não sacrifício

A maior lição do verão italiano talvez seja esta: vestir-se bem não significa sofrer com o calor. Estar adequado ao clima, à ocasião e à sua personalidade transmite uma imagem muito mais refinada do que insistir em tendências ou peças desconfortáveis.

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