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Descubra qual a relação entre as dores de cabeça e o sono

Médica neurologista explica o porquê a cabeça dói quando dormimos mal e orienta sobre a hora certa de procurar por ajuda

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Já não é uma novidade que dormir bem é um dos principais fatores para uma vida mais saudável. Isso porque, é durante o sono que acontecem atividades importantes para a vida do organismo como: a regulação da produção de hormônios, a síntese de proteínas e a reparação celular, por exemplo.

Tudo para que o corpo possa enfrentar um novo dia bem.

O que muita gente ainda não sabe é que, quanto pior for a qualidade do seu sono, maior será a incidência de dores de cabeça. Mas, qual a relação entre o sono e a cefaleia?

Segundo a Dra. Natália Longo, neurologista pela Santa Casa de São Paulo e neurofisiologista pelo HCFMUSP, o corpo descansa e a mente continua trabalhando durante o sono.

Então, no momento em que este processo noturno é prejudicado, todo o organismo sofre as consequências, que acabam gerando sintomas comuns como a cefaleia.

“Durante o sono ocorre o aumento da atividade do sistema nervoso parassimpático, que é responsável pelo processo de descanso do corpo, diminuindo a frequência cardíaca e promovendo o relaxamento, a fim de armazenar energia e regular as funções do organismo. Quando o paciente apresenta algum distúrbio do sono ou apenas dorme mal, acontece o inverso e o sistema nervoso simpático é ativado, sendo responsável pelos sinais de alerta. Assim, o organismo não consegue realizar as funções necessárias e de forma correta durante o sono”, explicou.

Dormir bem é um dos principais fatores para uma vida mais saudável - Foto Pinterest

A insônia pode causar muita cefaleia, mas o excesso de sono também pode causar ou ser um gatilho para as crises de enxaqueca.

Por isso, muitas pessoas acordam com dores de cabeça quando dormem uma ou duas horas a mais do que de costume.

Diferente da enxaqueca, a cefaleia hípnica é um tipo mais raro de dor de cabeça, mas que costuma prejudicar bastante a qualidade de vida de quem sofre com ela, já que a dor surge de repente durante o sono.

Normalmente a pessoa está dormindo e é despertada no meio da madrugada com uma dor de cabeça intensa, geralmente no mesmo horário.

Um outro tipo muito mais comum é a cefaleia tensional.

Nestes casos, a pessoa sente como se tivesse um peso na cabeça e como o próprio nome sugere, ocorre uma tensão muscular, muitas vezes associada ao estresse ou ansiedade, que consequentemente prejudica a qualidade do sono e causa a dor de cabeça.

Além disso, simples mudanças de hábitos, como não utilizar travesseiros altos ou colchões inadequados podem fazer com que haja melhora da dor de cabeça que é tão comum.

Dra. Natália Longo Dra. Natália Longo - Divulgação

“Em todos os casos de cefaleia quando o paciente percebe que a dor se tornou frequente e insistente, eu sempre recomendo uma investigação médica. Pois, quando não é tratada desde o início, a dor pode piorar e se tornar incapacitante, dependendo do caso.Mas, o que comumente acontece é que as pessoas se tornam dependentes de analgésicos, causando um outro tipo de dor de cabeça e consequentemente, tornando o tratamento da dor um pouco mais complexo, quando na verdade deveriam procurar ajuda logo quando começar a dor para que possa ter o tratamento adequado e a melhora da sua qualidade de vida.”, finalizou a especialista.

Felpuda

A famosa frase "chegou agora e já quer sentar na janelinha"...leia na coluna de hoje

Confira a coluna desta sexta-feira (5)

05/06/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Augusto Branco escritor brasileiro - "O mundo é o que você enxerga, mas principalmente o que você quer enxergar e o que você quer fazer dele”.

Felpuda

A famosa frase “chegou agora e já quer sentar na janelinha” virou lei em Campo Grande e, desta vez, em favor do conforto e da segurança das mulheres. A partir de agora, passageiras terão a prioridade dos assentos ao lado das janelas nos ônibus urbanos, conforme estabelece legislação municipal.

A medida vale para toda a frota do sistema de transporte coletivo da Capital. A prioridade, no entanto, não é exclusiva: os bancos poderão ser ocupados por outros passageiros, quando não houver mulheres no embarque ou durante o trajeto. Sei não...

DiálogoFelpuda

E?...

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) voltou a defender a instalação imediata de uma CPI na Câmara Municipal. Segundo ela, os recursos destinados à Sesau são consumidos integralmente, mas a população continua enfrentando falta de medicamentos, demora em exames, etc e tal...

Mais

Isso, sem contar o atendimento precário. A investigação pretende apurar suspeitas de desvio de R$ 156,8 milhões, dívidas de cerca de R$ 200 milhões com fornecedores, contratos sob questionamento e o descumprimento de decisões judiciais.

DiálogoJucimara Palieraqui / Arquivo Pessoal 

 

DiálogoDra. Rochelle Teixeira / Foto: Arquivo Pessoal 

Sinalizando

Tudo indica que o deputado federal Marcos Pollon estaria se preparando para desistir do projeto de ser indicado pelo seu partido, o PL, à disputa de uma das vagas ao Senado. O recuo de sua esposa Naiane Bittencourt da pré-candidatura à Câmara dos Deputados seria uma sinalização de que a vaga teria de ficar à disposição para futura acomodação do preterido na convenção da escolha do nome. Pollon, que teria apoio do ex-presidente Bolsonaro, aparece em situação não muito confortável nas pesquisas sérias de intenções de voto.

Cifras

A Assembleia Legislativa de MS começou a analisar a LDO de 2027, enviada pelo governo do Estado. A proposta projeta orçamento global de R$ 28,84 bilhões para o próximo exercício, alta de 6,06% em relação a este ano. Sem considerar a Previdência, a receita estimada é de R$ 25,17 bilhões. A arrecadação de impostos, taxas e contribuições deverá alcançar R$ 14,83 bilhões, crescimento de 7,37%. O texto servirá de base para a elaboração do orçamento estadual

Dívidas

No que se relaciona às despesas, Mato Grosso do Sul prevê gastar R$ 24,52 bilhões em 2027, dos quais R$ 12,27 bilhões serão destinados ao pagamento de pessoal e encargos. A proposta aponta deficit primário de R$ 124,9 milhões sem o RPPS, mas registra superavit de R$ 177,2 milhões quando a Previdência é incluída nas contas. Outro dado que chama atenção é a dívida consolidada do Estado, estimada em R$ 11,6 bilhões, avanço de 7,24% sobre o exercício anterior.

Aniversariantes 

Lilia Villela Pacheco Ilgenfritz
Juliano Tannus
Nádia Silva Bronze
Regis de Carvalho
Sumara Bonani Vilela Andrade
Ivone de Oliveira Moreira
Alexandre Cabral
Arize da Conceição Alves da Silva
Deacil de Oliveira Lopes
Eugênia Maria Yamasato
Ione Zadra Lamonato Machado
José Carlos Bueno
Ieda Garcia Oliveira Guimarães
Luiz Shigueharu Akamine
Marilza Ferreira de Sousa dos Santos
Dr. Sérgio Cação de Moraes
Marilda Zampieri Vieira
Ubirajara Ferreira
Sérgio Tatsuo Akieda
Maria de Lourdes Serejo
Dr. Erlon Carmona Gomes
Jucilene Barbosa Rui Dias
Pilar Velasquez
Alba Dias Jamal Mohamed
Alfredo Fernandes
Dina Figueiredo Mascarenhas
Juraci Lemes de Oliveira
Paulo de Tarso Pinheiro de Rezende
Antonio Marcos Minami
Rosa Maria da Silva
Dr. Vladimir Rossi Lourenço
Marcos Hans
João Batista Moreira Dourado
Maria Lúcia Calixto Massud
Jorge Batistoti
Lucimar Gonçalves Dantas
Merci dos Reis Ribeiro Lugo
Iracema Ramona Bueno
José David Rosa Gelman
Pedro Martins Filho
Mário Cassol Neto
Hércules Durval Ghizzi
Solange Neide Pereira
Dra. Jacira de Souza Weinmann
José André de Alcantara
Dr. Paulo Marcio Bacha
Maria de Lourdes Rodrigues
Raquel Dalto Sobradiel
Marilene Alvarenga
André Luiz Ferrari de Araújo
Maria Aparecida Furlan
Estella Dias Ribeiro e Silva
Juliana de Souza Macedo
Maria Cristina Abuhassan
Carlos da Costa Perez
Mário Flávio de Almeida
Elza Mendonça Arruda
Carolina Pereira Maciel
Dr. Guido Marks
Juliano Duarte Lins Barros
Paulo Carvalho Afonso
Júlio Cesar Martins Barros
Eder Benites de Mattos
Antônio Arruda Júnior
Maria Auxiliadora Corrêa de Lima
Luiz Eduardo Ferreira Coelho
Colmar Almeida e Silva
Augusto Novis de Figueiredo
Nelson Trad Neto
Jorge Cardoso Ramalho
Alexandre Radtke
Sebastião Inácio da Silva
Heitor Carneiro Gomes Rosani
Alexandre da Silva Mendes
Edgar José de Azevedo
Germíno Luiz da Silva
Manoel Barreto da Silva
Gustavo Nogueira Lyrio
Caroline Gomes Chaves Bobato
Eduardo Kanashiro
Marco Félix Daige
Naura Jafar
Aldevina Roque Valério
Juvenal Almeida
Milton Sanabria Pereira
Cezar de Souza Almeida
Antonio Carlos Zonatto
Inês Sampaio do Nascimento
Andreia Albertoni Nunes
Renato Oliveira Mendes
Euze Márcio Carvalho
Sara Mara Argerim
Catarina Barbosa Neves
Jarbas Monteiro
Oswaldo Luiz Benez Junior
Milton José de Oliveira
Kátia Maria Amaral Junqueira
Elenaldo de Lima
Gilvan Pereira Deiro
Alejandro César Rayo Werlang
Jurandir dos Santos Tosta
Cláudia Cristina Figueiredo Chrysostomo
Tháttyce Dezzyrre Castelão Almeida Pinto
Geraldo Pedro de Melo
Joana Mara Tavares Pereira
Riva de Araújo Manns
Evaristo Tolentino de Almeida Neto
Silvania Maria Schumaher
Emerson Cabanhas

Colaboração: Tatyane Gameiro.

 

história da dança

Acervo digital de Mato Grosso do Sul preserva legado de Sarah Abussafi Figueiró

Projeto conduzido pela neta Maria Fernanda Figueiró digitaliza mais de 33 horas de fitas VHS, além de documentos históricos, folders e registros administrativos que ajudam a contar a história da dança em Mato Grosso do Sul

04/06/2026 10h09

Sarah Abussafi Figueiró foi a primeira presidente da Associação Sul-Mato-Grossense dos Profissionais da Dança

Sarah Abussafi Figueiró foi a primeira presidente da Associação Sul-Mato-Grossense dos Profissionais da Dança Reprodução/Acervo pessoal

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Mais de duas décadas depois de a professora e produtora cultural Sarah Abussafi Figueiró doar ao Museu da Imagem e do Som (MIS) um conjunto de documentos que registram parte da construção da cena artística sul-mato-grossense, esse patrimônio volta a ganhar vida por meio de um projeto de digitalização idealizado por sua neta, a bailarina, pesquisadora e produtora cultural Maria Fernanda Figueiró.

A iniciativa, intitulada Acervo da Dança Sul-Mato-Grossense, foi contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab) e nasceu do desejo de preservar e democratizar o acesso a uma coleção documental que reúne décadas de trabalho, articulação e resistência de artistas que ajudaram a consolidar a dança como expressão cultural no Estado.

O projeto digitalizou documentos históricos, registros administrativos da Associação Sul-Mato-Grossense dos Profissionais da Dança (ASMPD), folders de espetáculos, programas de festivais e cerca de 33 horas de conteúdo audiovisual armazenado em fitas VHS. 

A descoberta

Em 2023, enquanto realizava pesquisas para a criação do espetáculo "Chafica", produzido pela Cia do Mato em homenagem à avó, Maria Fernanda encontrou uma antiga reportagem publicada em 2002 com a manchete "História da dança vai para o MIS". 

A notícia despertou a curiosidade da pesquisadora, que decidiu visitar o museu para conhecer o acervo. O encontro com os documentos transformou uma simples investigação artística em um compromisso pessoal com a preservação da memória. 

"Fiquei impressionada com a quantidade de registros, documentos e fitas VHS. Inclusive, consegui assistir a algumas dessas gravações no próprio MIS. Foi quando percebi a importância de contribuir para a digitalização desse patrimônio", explica Maria Fernanda.

Até aquele momento, ela desconhecia que Sarah havia doado todo aquele material à instituição. "Minha avó nunca chegou a comentar comigo sobre essa doação. Descobri esse gesto de cuidado por meio de uma reportagem de jornal. Foi ali que nasceu o desejo de digitalizar o acervo e ampliar o acesso público a esse patrimônio", relembra Maria Fernanda.

A urgência do projeto também está relacionada com as características físicas dos suportes originais. As fitas VHS, mesmo quando armazenadas em condições ideais, possuem vida útil estimada entre 20 e 30 anos. O mesmo ocorre com documentos em papel, que naturalmente sofrem desgaste ao longo do tempo.

"O objetivo foi evitar que esse material se perdesse, transferindo-o para o ambiente digital e ampliando suas possibilidades de preservação e acesso. Conhecer nossa história fortalece o sentimento de pertencimento e a relação com o território onde atuamos", afirma.

Reencontro

Durante a execução do projeto, uma coincidência carregada de simbolismo emocionou a idealizadora. Ao retirar as fitas VHS do MIS para a digitalização, Maria Fernanda assinou o termo de empréstimo do acervo em 7 de agosto de 2025.

O documento original de doação, assinado por Sarah Abussafi Figueiró, está datado de 6 de agosto de 2002. Uma diferença entre os dois registros de exatamente 23 anos e um dia.

"Foi emocionante perceber que, duas décadas depois, eu estava voltando à mesma instituição para dar continuidade ao gesto iniciado por ela: preservar e compartilhar a memória da dança sul-mato-grossense", conta.

Para Maria Fernanda, o mergulho nesse acervo também representou um reencontro com uma faceta da avó que ela ainda não conhecia.

"Quando assisti às entrevistas que ela concedeu para divulgar os festivais nos jornais da época, percebi uma mulher que existia para além da avó presente que marcou minha infância. Eu nunca havia visto minha avó jovem, trabalhando, atuando e defendendo aquilo em que acreditava. Isso deu um novo significado à nossa relação", afirma.

Ela conta que o processo de digitalização foi frequentemente interrompido pela emoção.

"Constantemente eu me sensibilizava diante do cuidado e da dedicação que ela teve ao preservar esse acervo. Os documentos estavam extremamente organizados, algo que também é fruto do trabalho realizado pelo MIS", destaca.

Pioneira

Filha de imigrantes libaneses que chegaram ao Brasil pelo porto de Corumbá, Sarah Abussafi Figueiró nasceu em Campo Grande e construiu uma trajetória marcada pela atuação em diversas frentes culturais.

Professora de artes, foi a primeira presidente da Associação Sul-Mato-Grossense dos Profissionais da Dança, primeira presidente da Associação Artística e Cultural de Mato Grosso do Sul, fundadora da Associação dos Pintores de Porcelana e presidente da Associação dos Artistas Plásticos de Mato Grosso do Sul.

Além de sua atuação na dança, Sarah também participou da fundação da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Campo Grande e recebeu o título de Delegada da Associação Interamericana de Dança.

Entre suas maiores contribuições está a organização dos 13 primeiros Festivais Sul-Mato-Grossenses de Dança, realizados entre 1985 e 1998, período em que o Estado ainda buscava consolidar sua identidade cultural.

Sarah faleceu em 2019, aos 85 anos, deixando um legado que continua influenciando novas gerações de artistas.

"Antes de tudo, ela era minha avó. Gostava de contar histórias, ouvir música, conversar e compartilhar memórias. Ela me ensinou a importância da palavra, da história e da memória. Acho que essa foi a maior herança que me deixou", resume Maria Fernanda.

Festivais

Grande parte do acervo digitalizado está relacionada com os históricos Festivais Sul-Mato-Grossenses de Dança, organizados pela ASMPD durante 13 anos consecutivos.

Os eventos funcionavam como grandes espaços de intercâmbio artístico, reunindo academias, grupos e companhias de diferentes regiões do Brasil e oferecendo oficinas, cursos e workshops.

Os festivais receberam importantes companhias nacionais, como Cia. Cisne Negro, Ballet Stagium, Grupo Raça, Quasar Cia. de Dança, Ballet Paula Castro, Grupo Ginga e Nós da Dança.

A comissão julgadora também reunia nomes de destaque do cenário brasileiro, entre eles Beth Oliosi, Toshie Kobayashi, Roseli Rodrigues, Mariana Muniz, Tony Abott, Regina Sawer, Penha de Souza, Valéria Mattos e Lourdes Bastos.

Para Maria Fernanda, esses encontros desempenharam papel decisivo na formação dos artistas locais.

"As oficinas e workshops ampliavam a formação técnica e artística dos participantes. Esses festivais possibilitavam trocas de conhecimento e inseriam Mato Grosso do Sul em circuitos mais amplos de circulação e diálogo artístico", explica.

O acervo também revela a presença de personagens fundamentais para a história da dança sul-mato-grossense, como Chico Neller e a Ginga Cia de Dança, Neide Garrido e o Ballet Isadora Duncan, Maria Helena Pettengill e o grupo Embrujos da España, além de Suzana Leite e Sandramaria Gomes.

"Muitas dessas pessoas continuam atuando até hoje, formando novas gerações e mantendo vivo um legado que atravessa décadas", destaca.

Acervo digital

Como resultado do projeto, foi criada a plataforma digital www.sarahfigueiro.com.br (acesse CLICANDO AQUI), espaço dedicado à preservação e difusão desse patrimônio histórico.

Inicialmente, o site reúne o acervo doado ao MIS, disponibilizando vídeos originalmente armazenados em VHS, folders, documentos administrativos e diversos registros relacionados com a história da dança em Mato Grosso do Sul.

A expectativa, entretanto, é que a plataforma se transforme futuramente em um grande centro de memória da dança sul-mato-grossense, incorporando novos documentos e acervos.

"Neste momento, o projeto contempla exclusivamente o acervo da Associação Sul-Mato-Grossense dos Profissionais da Dança. Tenho a expectativa de que, no futuro, possamos digitalizar também o acervo pessoal que ela deixou, que reúne materiais relacionados não apenas à dança, mas também ao artesanato, às artes plásticas e a outras manifestações culturais", explica.

Para a pesquisadora, a preservação desse patrimônio ultrapassa a simples guarda de documentos.

"Sem memória, nossa atuação artística empobrece. Precisamos conhecer quem veio antes de nós, quem lutou para que hoje tivéssemos mais espaços e possibilidades. A dança que fazemos hoje também é resultado dessas histórias", afirma Maria Fernanda.

Ela acredita que o acervo pode estimular novas pesquisas e fortalecer o sentimento de pertencimento cultural.
"Esses documentos são fontes para que possamos acessar o passado e produzir novas reflexões e conexões com as gerações presentes e futuras",  defende.

 

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