Correio B

MÚSICA

Duo Vozmecê faz show de lançamento do seu primeiro álbum hoje, no Teatro Glauce Rocha

Com quase seis anos de estrada, duo Vozmecê faz show de lançamento do seu primeiro álbum, "Tropicapolca", hoje, no Teatro Glauce Rocha, com entrada franca; faixas e vídeos já estão disponíveis no Spotify e no YouTube

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Com quase seis anos de estrada, e após rodar por 17 estados do Brasil, dormindo em uma van e tentando viver da arte de rua, o duo Vozmecê chega ao primeiro álbum, “Tropicapolca”, definido por Namaria Schneider e Pedro Fattori, as duas metades do duo, como um registro de suas “vivências culturais nômades”. 

As 15 faixas do projeto estão disponíveis desde terça-feira no Spotify, e o show de lançamento será hoje, às 20h, no Teatro Glauce Rocha, com entrada franca, integrando a programação do Festival Mais Cultura.

Namaria é formada em música pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e Pedro fez licenciatura e mestrado em Letras na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Eles são casados e produziram “Tropicapolca”, com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG), repassados pela Prefeitura de Campo Grande, em seu próprio home studio.

Das 15 canções do álbum, todas de autoria da dupla, 13 são inéditas, e cada uma ganhou um videoclipe também já disponível no canal do Vozmecê no YouTube. 

Vale a pena conferir como o duo se reinventa visualmente em cada vídeo, de produção sempre despojada, buscando uma expressão particular para cada faixa, em que aparecem os parceiros convidados que vão marcar presença no show desta quinta-feira.

REPERTÓRIO

O repertório mergulha em temas que acabam tecendo, nas palavras do duo, “uma crônica crítica sobre a vida urbana e rural sul-mato-grossense, com críticas ácidas e letras engajadas a questões sociais e existenciais, o que, junto às enérgicas e ritmadas melodias, traz tom de sátira às composições”.

Uma das canções é a guarânia “Pantaneira”, que questiona o apagamento social da mulher nos processos históricos de formação de uma identidade regional. Já o samba “Vida É Show!” levanta a atual temática da dependência das redes sociais e da autoexposição desenfreada, transformando a vida em um reality show pessoal e plástico.

Miscigenando do “país tropical” ao “Brasil Profundo”, a apresentação geral de “Tropicapolca” apresenta uma proposta estética peculiar. No álbum, o Vozmecê entoa ritmos de várias regiões do Brasil pelas quais viajou e bebeu diretamente nas fontes (MPB, 
neotropicalismo, samba, baião, frevo, maracatu, axé, carimbó), fusionando-os às raízes identitárias de Mato Grosso do Sul, sua terra natal.
Como artistas da região fronteiriça Brasil-Paraguai, Vozmecê têm influência intrínseca de ritmos sul-americanos ternários, principalmente da polca paraguaia, da guarânia e da já miscigenada polca-rock. 
Nas canções do novo álbum, os artistas propõem novos desdobramentos à estilística fronteiriça, misturados a elementos do rock alternativo e de várias brasilidades.

CONVIDADOS

O álbum traz ainda diversas participações especiais, com artistas de diferentes gerações da música sul-mato-grossense. São eles: Beca Rodrigues, Jerry Espíndola, Maria Alice, Rodrigo Teixeira, Ossuna Braza, Dovalle, Jimmy Andrews, Silveira e Franke. 

Em sua mais recente formação para o show “Tropicapolca”, Vozmecê conta com uma banda formada por Ju Souc (bateria), Paula Fregatto (guitarra), André Fattori (baixo), Gustavo Gauto (trompete) e Ossuna Braza (harpa paraguaia e charango boliviano).

Namaria e Pedro prometem a quem for ao espetáculo de lançamento de “Tropicapolca” uma experiência “exótica” com a nova música sul-mato-grossense, “dançante e crítica, em um remelexo filosófico pulsante e inovador”.  A conferir.

Gastronomia Correio B+

Cachaça não é tudo igual: de amendoim a louro, conheça 10 versões para harmonizar à mesa

Além do tradicional carvalho, diferentes tipos de madeira influenciam aromas, sabores e características da bebida brasileira

13/09/2026 10h34

Cachaça não é tudo igual: de amendoim a louro, conheça 10 versões para harmonizar à mesa

Cachaça não é tudo igual: de amendoim a louro, conheça 10 versões para harmonizar à mesa Foto: Divulgação

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Você sabia que a cachaça vai muito além da famosa caipirinha? Para ganhar diferentes aromas, sabores e características, a madeira onde fica armazenada a ‘água ardente’ influencia diretamente no paladar e no perfil da bebida.

Em celebração ao Dia Nacional da Cachaça, celebrado hoje 13 de setembro, Delfino Golfeto, cachacier e fundador da Água Doce Sabores do Brasil, revela 10 espécies brasileiras utilizadas no envelhecimento do destilado e indica pratos que podem harmonizar com cada versão.

“A madeira tem papel importante no envelhecimento da cachaça, já que o contato com a bebida pode influenciar a cor, o aroma e o sabor. O resultado varia de acordo com o tipo utilizado, o tempo de contato, as condições de armazenamento, entre outros fatores. Por isso, uma mesma cachaça pode apresentar características diferentes conforme a madeira escolhida e o período de maturação”, revela Delfino.

Amendoim: para um perfil equilibrado

Apesar do nome, o amendoim também é uma madeira utilizada no envelhecimento de cachaça. Considerada uma madeira "neutra", ela diminui a acidez e amacia o destilado sem alterar de forma drástica a cor ou o sabor original da cana-de-açúcar, sendo excelente para coquetelaria. A espécie contribui para uma bebida equilibrada e de perfil mais macio, que pode ser harmonizada com frango assado, carne suína, castanhas, queijos semiduros e sobremesas de chocolate ou caramelo.

Grápia: suavidade com toque amadeirado

Considerada uma madeira neutra a semineutra, ela altera pouco a cor da cachaça, deixando um tom amarelo-palha bem claro, e reduz a acidez da bebida, mantendo o sabor original da cana-de-açúcar com notas suavemente adocicadas. Pode contribuir para as características amadeiradas do destilado, sem necessariamente resultar em um perfil excessivamente intenso. Na mesa, pode acompanhar carnes assadas, queijos semiduros e sobremesas com caramelo, mel ou frutas secas.

Peroba: uma opção pouco conhecida

Entre as espécies menos familiares ao consumidor, a peroba também aparece entre as madeiras utilizadas para armazenamento de cachaça. É uma madeira que confere uma coloração amarelada e um toque sutilmente amargo e seco ao destilado. Ela ajuda a amaciar a cachaça sem mascarar o seu perfil original. Por seu perfil menos explorado, pode ser apresentada em degustações acompanhadas de petiscos, carnes brancas, queijos e pratos de intensidade média.

Louro: aromas que pedem pratos bem temperados

Mais conhecido como tempero, o louro também pode aparecer como madeira utilizada no armazenamento da bebida. Esta madeira transfere para a cachaça notas marcadamente florais e de especiarias, como o cravo-da-índia e canela, além de proporcionar um fundo levemente adstringente e medicinal. Seu perfil aromático pode combinar com carnes de panela, pratos com ervas, feijão, preparos com molhos e receitas tradicionais brasileiras.

Amburana: para quem gosta de aromas marcantes

Uma das madeiras mais conhecidas entre os apreciadores de cachaça, a amburana pode conferir notas adocicadas e de especiarias ao destilado. Ela reduz a acidez e confere um fundo floral e marcadamente adocicado, com aromas que lembram baunilha e canela. O perfil aromático combina com carne suína, costela com molho agridoce, queijos curados e sobremesas com doce de leite ou caramelo.

Bálsamo: intensidade para acompanhar sabores fortes

O bálsamo pode proporcionar características herbais e amadeiradas, de especiarias, como cravo, e uma sensação levemente picante e adstringente ao paladar dando mais personalidade à bebida. Por isso, a sugestão é servi-lo com carnes vermelhas, embutidos, queijos maturados e pratos com temperos mais intensos.

Jatobá: madeira brasileira para bebidas complexas

Conhecido pela resistência de sua madeira, o jatobá também pode ser utilizado no envelhecimento de cachaças. Se trata de uma madeira densa que confere à cachaça uma coloração âmbar ou avermelhada muito bonita e intensa. No paladar, traz robustez com notas que remetem a frutas secas, especiarias e um leve toque amadeirado resinoso. Sua influência pode resultar em notas amadeiradas e especiadas, que conversam bem com carnes assadas, costelas, queijos de sabor intenso e chocolate amargo.

Jequitibá: equilíbrio para pratos delicados

Com influência mais discreta, o jequitibá é uma opção para quem prefere perceber com maior clareza as características originais da cachaça. Há duas versões que podem ser utilizadas. O Jequitibá-branco preserva as características originais da cachaça sem alterar sua cor. Já o Jequitibá-rosa confere uma coloração dourada sutil e sabores macios semelhantes aos do carvalho. Por isso, ambas podem acompanhar peixes, aves, saladas, frutos do mar e queijos suaves.

Freijó: leveza que valoriza o destilado

O freijó apresenta influência mais suave sobre a bebida, contribuindo para um perfil equilibrado. Bastante utilizada na região Norte e Nordeste, funciona de forma semelhante ao Jequitibá-branco. É uma madeira que praticamente não solta cor ou aromas fortes, focando em reduzir a agressividade do álcool e amaciar o destilado, preservando a pureza da cana. É uma alternativa para acompanhar entradas, peixes, frutos do mar, queijos frescos e pratos leves.

Ipê: personalidade para pratos grelhados

O ipê, tanto amarelo quanto roxo, também aparece entre as espécies brasileiras utilizadas no armazenamento de cachaça. Transfere uma coloração dourada escura ou alaranjada à bebida. O ipê amacia consideravelmente o destilado, agregando notas de especiarias e aromas que lembram nozes e castanhas, com um final de boca macio e aveludado. Por seu potencial de conferir maior estrutura ao destilado, pode ser combinado com carnes grelhadas, linguiças, preparos defumados e queijos curados.

Há uma curiosidade na produção da bebida brasileira. O carvalho é o principal tipo de madeira usado no envelhecimento e armazenamento da cachaça, embora seja uma madeira importada principalmente das variedades Carvalho Americano e Carvalho Europeu. Ele lidera o mercado por ser o padrão mundial na maturação de destilados e por agregar notas muito apreciadas de baunilha, coco, mel e caramelo. No Brasil, a castanheira frequentemente é chamada de "carvalho brasileiro", sendo utilizada na produção e trazendo notas intensas de castanhas, chocolate e amêndoas.

“A cachaça é um dos produtos que mais representam a nossa cultura e tem uma diversidade que muitas vezes não é conhecida pelo consumidor. Quando falamos das diferentes madeiras utilizadas em seu processo, mostramos que uma mesma bebida pode proporcionar experiências muito distintas. E isso também abre possibilidades interessantes para a gastronomia, com harmonizações que vão muito além da caipirinha”, finaliza Delfino.

Saúde Correio B+

Do álcool ao sono: cinco hábitos que podem envelhecer o rosto antes da hora

Sono ruim, estresse, álcool, cigarro eletrônico, alimentação e até a velocidade do emagrecimento podem interferir no envelhecimento facial

12/09/2026 16h00

Do álcool ao sono: cinco hábitos que podem envelhecer o rosto antes da hora

Do álcool ao sono: cinco hábitos que podem envelhecer o rosto antes da hora Foto: Divulgação

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Cuidar da pele, usar protetor solar e manter uma rotina de skincare já fazem parte dos cuidados de muitas pessoas que querem preservar a aparência do rosto ao longo dos anos.

Mas o envelhecimento facial não acontece apenas por causa da exposição ao sol ou pela passagem do tempo. Hábitos presentes na rotina também podem influenciar a forma como a face muda, e alguns deles passam longe daquilo que normalmente associamos às rugas e à flacidez.

Sono ruim, estresse constante, consumo excessivo de álcool, cigarro eletrônico, alimentação desequilibrada, excesso de telas e perda de peso acelerada estão entre os fatores que merecem atenção. O impacto não está restrito à pele, pois o envelhecimento envolve diferentes camadas do rosto, incluindo gordura, músculos e estruturas responsáveis pela sustentação facial.

“Quando falamos em envelhecimento do rosto, é importante entender que não estamos falando apenas de rugas. A face passa por mudanças em diferentes tecidos ao longo do tempo, e fatores externos podem contribuir para que algumas dessas alterações apareçam ou se acentuam mais cedo”, explica a Dra. Isadora Ragognete, médica atuante em dermatologia. Confira, a seguir, os sete hábitos que podem contribuir para o envelhecimento facial antes da hora, segundo a especialista:

Dormir pouco e não tirar a maquiagem antes de dormir

Dormir poucas horas e não remover a maquiagem antes de dormir acelera o processo de envelhecimento e você não tem percebido. “ Durante o período noturno é onde a gente tem o aumento de alguns hormônios que são responsáveis pela reparação do nosso sono e pela reparação textual, então processos celulares de renovação celular acontecem durante esse período. Se você tem a maquiagem algo ocluindo, isso vai prejudicar muito a renovação celular da sua pele e do seu rosto”, explica a Dra. Isadora Ragognete.

Não usar filtro solar todos os dias e tomar muito sol

A exposição excessiva ao sol e a falta de proteção solar diária estão entre os principais fatores que contribuem para o envelhecimento da pele e do câncer de pele. “Não usar filtro solar todos os dias, já é habitual para algumas pessoas, além de  tomar muito sol no corpo, o sol é o principal fator que vai prejudicar as nossas células, ele vai promover uma elastose solar, que é as fibras de colágeno que estão todas organizadas e o sol vai quebrando elas ao longo do tempo, a transformando essas fibras que eram lineares, hidratadas em algo fragmentado, ressecado e mais envelhecido. Esses dois fatores a gente precisa tomar muito cuidado. Além é claro da prevenção do câncer de pele”, explica Isadora.

Tabagismo e excesso de bebida alcoólica

O tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas são hábitos que podem prejudicar o organismo como um todo e também impactar a saúde da pele. “Tabagismo e bebida alcoólica são coisas que andam juntas e que prejudicam muito nosso corpo como um todo, mas também a nossa pele. Eles aumentam muito o estresse oxidativo do nosso corpo e isso tudo vai prejudicar o funcionamento do nosso organismo como um todo e envelhecer muito mais rápido”, pontua a especialista.

Não manter uma alimentação equilibrada, hidratação e atividade física

Uma rotina de cuidados com a saúde também passa por hábitos básicos, como manter uma alimentação equilibrada, beber água e praticar atividade física. Embora sejam recomendações conhecidas, a constância nesses cuidados também pode fazer diferença na saúde do organismo e, consequentemente, na aparência da pele ao longo do tempo. “Não ter uma alimentação equilibrada, uma rotina de hidratação, atividade física, isso é óbvio, acho que todo mundo já sabe, mas é importante reforçar que isso também te envelhece sem você perceber”, diz.

Postergar o início dos procedimentos estéticos

Os procedimentos estéticos podem ser aliados na manutenção da jovialidade e da naturalidade do rosto quando realizados de forma adequada e individualizada. “Postergar muito o início dos procedimentos estéticos. Eles são excelentes aliados para a naturalidade, a jovialidade do rosto, de uma maneira que traduz a quem você é sem mudar sua expressão, sem mudar sua aparência, mas mantendo muito mais saudável, muito mais jovem por mais tempo. Então não postergue nenhuma dessas medidas que eu falei aqui”, conclui a doutora.

Para a especialista, entender o envelhecimento facial dessa maneira ajuda a tirar o assunto do campo exclusivamente estético e colocá-lo também dentro de uma perspectiva de saúde e prevenção.

“O envelhecimento é inevitável, mas a forma como ele acontece é influenciada por diversos fatores. Genética e passagem do tempo têm um papel importante, mas nossos hábitos também fazem parte dessa equação. Cuidar do rosto não significa apenas pensar em rugas ou procedimentos, mas olhar para a saúde de maneira mais ampla”, conclui a médica.

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