Correio B

Férias escolares

Em Corumbá, Colônia de Férias está com inscrições abertas

Atividades ocorrerão entre os dias 17 e 31 de julho, voltadas para crianças e jovens atendidos pelos programas locais

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A Cidade Dom Bosco, em Corumbá (MS), está com inscrições abertas para sua Colônia de Férias até o dia 12 de julho. As atividades ocorrerão entre os dias 17 e 31 de julho, voltadas para crianças e jovens atendidos pelos programas locais.

Pais e responsáveis pelos participantes do Programa Crianças e Adolescentes Felizes (PCAF) e/ou do Programa Adoção a Distância devem se inscrever na recepção da Organização até a próxima sexta-feira, 12 de julho.

A Colônia de Férias, destinada a crianças, adolescentes e jovens de 6 a 18 anos, possui um cronograma variado conforme a faixa etária. Para adolescentes e jovens de 12 a 18 anos, as atividades serão realizadas das 7h às 15h, de 17 a 23 de julho. Já para as crianças de 6 a 12 anos, as atividades ocorrerão das 7h às 12h, de 25 a 31 de julho.

Fernando Melgar, Coordenador da Cidade Dom Bosco, destacou a importância das atividades: “Com nossas atividades regulares, atendemos essas crianças e jovens no contraturno escolar, pois acreditamos que proporcionar trocas e experiências lúdicas contribuem para o seu desenvolvimento. Durante as férias escolares, essa responsabilidade aumenta, já que nem todos os responsáveis têm uma rede de apoio em casa enquanto precisam trabalhar”.

A programação da Colônia de Férias inclui uma olimpíada focada no direito de acesso ao esporte, conforme assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), visando desenvolver as habilidades dos participantes e agitar a rotina com atividades esportivas e recreativas.

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Correio B+

Cinema B+: O Urso merece 10 estrelas: uma receita perfeita

O Urso é uma série complexa sobre saúde mental e gastronomia, com diálogos cativantes e personagens intrigantes e está incrível na 3ª temporada

20/07/2024 13h00

O Urso merece 10 estrelas: uma receita perfeita

O Urso merece 10 estrelas: uma receita perfeita Foto: Divulgação

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Volta e meia fenômenos se destacam em meio à concorrência e passam para um patamar de unanimidade inatingível. É o caso de O Urso, a série que está agora na plataforma da Disney Plus e que vem colecionando todos os prêmios em Hollywood há dois anos. Em 2024, bateu o recorde de indicações no Emmy Awards (o Oscar da TV) e na festa, em setembro, é a franco favorita em sai categoria. O que me leva a um paradoxo...

O Urso merece todos os elogios e prêmios, porém está – na minha opinião – na categoria errada. Uma mancha em sua trajetória lendária. Por alguma razão, ninguém entende qual, mesmo sendo um melodrama, a série está em todos os prêmios como “Comédia” e com isso não deixa para ninguém na concorrência. Sério, os risos escassos que damos, em geral, são de nervoso.

No mais passamos aguando os pratos e chorando com as tragédias pessoais de todas personagens, que incluem suicídio, dependência química, bipolaridade e ansiedade, para citar poucos. A piada é achar que tudo isso poderia estar em uma série cômica.

Tirando essa ressalva, festejo a chegada ao Brasil da terceira temporada, com um mês de atraso em relação aos Estados Unidos. E agora só pode ser vista na plataforma unificada da Disney Plus.

Eu AMO The Bear e se fosse crítica do Michelin, como sou de TV e Cinema, daria 10 estrelas sem sequer ter dado uma única garfada nos pratos do chef neurótico que dá nome à série. É uma receita (quase) perfeita de um estudo sobre saúde mental tanto o quanto é sobre gastronomia. Um prato cheio para fãs de conteúdo inteligente e instigante se deliciar.

O Urso  navega na frágil e complexa saúde mental do chef Carmy Berzatto (Jeremy Allen White), um talentoso cozinheiro que saiu de Chicago e ganhou o mundo, tendo conseguido uma estrela do Michelin em Nova York, mas sendo obrigado à voltar para casa (na 1ª temporada) após o suicídio do irmão mais velho. Carmy, cheio de problemas e ansiedade ele mesmo, tem que lidar com a dor da perda e herdar os negócios mal administrados e confusos da lanchonete que o irmão deixou pra trás.

O Urso merece 10 estrelas: uma receita perfeitaDivulgação

Nessa primeira etapa o que fica óbvio é que o motor de todas as relações pessoais e profissionais da família Berzatto é tóxico, mas ainda assim irresistível. Que o diga Sydney Adamu (Ayo Edebiri), fã de Carmy e atual parceira de cozinha dele.

A segunda temporada mostrou um Carmy intenso, mas pelo menos apaixonado, empenhado em transformar o pulgueiro que era a lanchonete da família em um restaurante de luxo. Foi uma temporada menos focada nele, trazendo chefs fictícios e verdadeiros em um desfile de pratos e bebidas que torna impossível assistir sem ter fome.

Acompanhamos as vidas e as transformações da equipe e das pessoas ao redor de Carmy, assim como deparamos com o furacão materno e desesperador que é Donna (Jamie Lee Curtis). E sim, na noite mais importante para o restaurante Carmy fica preso no congelador, lidando com seus demônios internos e destruindo a única coisa positiva em sua vida.

E é imediatamente após essa turbulenta despedida que encontramos Carmy mais neurótico do que nunca, obcecado por conseguir sua segunda estrela em tempo recorde, agora alucinando e alienando a todos que o cercam.

A terceira temporada deixa clara algumas receitas básicas de O Urso: diálogos atropelados na escola de Robert Altman (o diretor de cinema que adora conversas naturais, com personagens falando um em cima do outro), e uma trilha sonora espetacular, mesmo que o uso de música ininterrupta em todas as cenas às vezes irrite.

Esses ingredientes são usados sem moderação, numa panela de narrativa não linear que aos poucos vai fazendo sentido e termina em um prato perfeito: na aparência e paladar.

Dito isso, a série também tem dado mais espaço para ainda outras personagens cuja trajetória desconhecíamos, como a linda história de Tina (Liza Colón-Zayas), em um dos melhores episódios da temporada, dirigido por ninguém menos do que a atriz Ayo Edbiri.

Porém, mesmo que divertidos, os irmãos Neil (Matty Matheson) e Theo Fak (Ricky Staffieri), com a ponta de John Cena como Sammy, tenham ganhado voz fica claro que é a saída estratégica dos roteiristas para justificar o fato de que esse melodrama poderia estar classificado como comédia. Não cola.

Vou evitar contar em detalhes como é a jornada de cada um porque estragaria a experiência. Em O Urso, cada cena precisa ser surpresa para ser apreciada em sua profundidade.

Falarei mais em detalhes à frente, para evitar os spoilers, mas aviso que terminamos, como sempre, com um nó no estômago, com a faca no pescoço e angustiados para saber como os nós serão desatados. Tenho minhas teorias. Por hora, recomendo consumo imediato de O Urso!

GASTRONOMIA

Bolo de tapioca

Conheça um pouco sobre as origens da tapioca e aprenda a fazer um delicioso bolo com a principal iguaria da culinária nordestina, que se tornou item obrigatório nas mesas de todo o País

20/07/2024 10h00

Foto: Divulgação

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Considerada a principal iguaria da culinária nordestina, a tapioca tem mais de 500 anos de história e surgiu no território brasileiro bem antes dos portugueses invadirem. A tapioca tem como matéria-prima a mandioca, raiz rica em nutrientes como fibras, carboidratos, potássio e cálcio. Dela é feita a farinha, ou goma, que, quando peneirada, origina o prato que quebrou as fronteiras do Nordeste e hoje é consumido por todo o Brasil.

 

RIO MADEIRA

A mandioca tem origem na América do Sul, mas muitos estudiosos afirmam que a primeira vez que os europeus tiveram contato com a mandioca foi em terras brasileiras, o que pode significar que a mandioca seja especificamente brasileira, precisamente das imediações do Alto Rio Madeira, em Rondônia.
Os registros contam que há muito tempo a mandioca era um alimento consumido pelos indígenas de diferentes formas, como tapioca, que não era a preferida, com frutas, peixes, carnes, e eles já preparavam o biju, primo da tapioca, que tem a mesma forma de preparo, só que fica aberto.

 

SIGNIFICADOS

Não faltam significados para a palavra tapioca. É o nome que se dá à farinha obtida a partir do amido da mandioca. Também designa as panquequinhas típicas da culinária nordestina, feitas com esse ingrediente. Fora do Brasil, tapioca pode ainda ser a própria raiz da mandioca. Do tupi tïpï’og (coágulo), a tapioca representa, enfim, uma herança indígena versátil e muito bem aproveitada.

Nas primeiras décadas pós-descobrimento, viajantes estrangeiros já registravam a existência dos beijus, preparados pelos índios com a goma da mandioca. Adotado pelas senhoras portuguesas por sua semelhança com o já conhecido filhó e pela falta de pão de trigo que acompanhasse as refeições, o beiju saiu das aldeias e entrou nos alpendres e nas varandas, alargando as possibilidades do paladar europeu.

Diferentemente da farinha comum, produzida a partir das fibras da mandioca, a farinha de tapioca provém do amido. A goma, depois de retirada, é peneirada sobre um tacho de cobre bem quente. Quando caem sobre o metal, esses resíduos fininhos estouram como pipocas, fazendo bastante barulho.

 

OLINDA

Durante o período colonizador português, a tapioca se espalhou e acabou virando alimento dos escravos que passaram pelas terras do Brasil. Nesse período, por volta de 1500, o coco foi incorporado à iguaria e ficou bem popular nas regiões Norte e Nordeste. 
Com o passar do tempo e através de todas as revoluções históricas, foi adotada pela cultura nordestina e hoje é símbolo e patrimônio cultural, como é o caso de Olinda, cidade-irmã da capital do estado de Pernambuco, Recife.

Tanto que, em 2006, a tapioca tornou-se oficialmente patrimônio imaterial e cultural da cidade. A Constituição do Brasil, no artigo 216, assegura que “todo bem material e imaterial, produzido individualmente ou em conjunto que referencia memória, práticas e costumes dos grupos sociais nativos, pode ser reconhecido como patrimônio”.
Anualmente ocorre o Festival da Tapioca de Olinda, que geralmente reúne mais de 100 tapioqueiras e, junto ao comércio de artesanato, movimenta mais de R$ 3 milhões na economia local.

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