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Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com Erica Montanheiro, ela integra o elenco de "Elize, Sombras de uma Mulher"

"Essa personagem me atravessou profundamente. Ela não é construída para ser julgada ou absolvida, mas para revelar como relações familiares adoecidas podem atravessar gerações".

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Depois de uma trajetória consolidada nos palcos, a atriz, diretora, dramaturga e preparadora de elenco Erica Montanheiro faz sua estreia em uma grande produção audiovisual vivendo a mãe de Elize no filme “Elize, Sombras de uma Mulher”, da Netflix.

Dirigido por Vellas, o longa alcançou repercussão internacional e permanece entre os filmes mais assistidos da plataforma, ocupando o primeiro lugar no ranking global de produções de língua não inglesa.

Na trama, Erica interpreta uma personagem fundamental para a construção da narrativa. Embora apareça em momentos pontuais, sua presença ajuda a revelar o passado de Elize, marcado por abusos sofridos dentro de casa e pela ausência de acolhimento materno.

A relação entre mãe e filha expõe um ambiente familiar atravessado pela violência, pela competição e por ciclos de abuso que ajudam a compreender a complexidade emocional da protagonista, sem, em nenhum momento, justificar os crimes que marcaram sua história.

“Essa personagem me atravessou profundamente. Ela não é construída para ser julgada ou absolvida, mas para revelar como relações familiares adoecidas podem atravessar gerações. Fazer parte de uma obra que provoca tantas reflexões e que alcançou um público tão grande é um marco muito importante na minha trajetória”, afirma Erica Montanheiro.

Reconhecida por sua sólida carreira no teatro, Erica é formada pela École Philippe Gaulier, na França, além de ser bacharel em Letras pela USP e em Cinema e Audiovisual.

Ao longo da carreira, trabalhou com alguns dos principais nomes das artes cênicas brasileiras, entre eles Jô Soares, com quem integrou o elenco de cinco produções entre 2011 e 2022, e Miguel Falabella, parceiro frequente em projetos como atriz, diretora assistente e preparadora de elenco.

                                           Com Jô Soares - Divulgação GShow - Divulgação

Além do sucesso de “Elize, Sombras de uma Mulher”, Erica vive uma fase intensa de novos projetos. Em outubro, estreia como atriz o espetáculo “Cansei de Ser Belo”, com direção de Kleber Montanheiro, no Teatro YouTube.

Também integra a equipe criativa do musical “Gil – Andar com Fé”, dirigido por Miguel Falabella, como preparadora de elenco, e prepara o antropólogo Michel Alcoforado para sua estreia nos palcos com a aula-espetáculo “Coisa de Rico: Outras Histórias”, inspirada no best-seller homônimo.

Erica construiu uma carreira marcada pela versatilidade, transitando entre atuação, direção, dramaturgia e preparação de elenco. Agora, com sua participação em “Elize, Sombras de uma Mulher”, amplia sua atuação para o audiovisual em um projeto de alcance internacional, consolidando um novo capítulo em sua trajetória artística.

A atriz é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista com o Caderno ela fala sobre carreira, escolhas e o filme sucesso na Netflix sobre Elize Matsunaga.

A atriz Erica Montanheiro é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Caio Oviedo - Diagramação - Denis Felipe
Por - Flávia Viana

CE - Sua carreira transita por atuação, direção, dramaturgia e preparação de elenco. Em que momento você percebeu que não precisava escolher apenas uma dessas funções e que essa multiplicidade poderia ser justamente a sua identidade artística?
EM -
 Atuação é algo que nunca se deixa de estudar. Com o passar do tempo percebi essa conexão: enquanto ensinava, aprendia também, era uma maneira de estar sempre refletindo sobre meu ofício. Dou aulas de teatro desde que comecei a fazer teatro, depois fui me interessando mais pela formação de atores.

Em 2017, fui convidada por duas atrizes a dirigir um espetáculo e nunca mais parei. A dramaturgia veio através do meu solo Inventário, uma peça sobre a escultora francesa Camille Claudel (faço uma apresentação na mostra Palcos em SP no final desse mês). Pesquisei muito sobre ela e apresentei o material para um amigo dramaturgo e ele me disse: quem tem que escrever essa peça é você. 

Em 2024, eu, Kleber Montanheiro e Marília Toledo produzimos o musical da Broadway Cabaret, no 033 Rooftop, em SP. Kleber dirigiu a montagem e me propôs preparar o elenco.

Essas outras funções foram surgindo como desdobramentos, mas acabei percebendo que as (os) artistas que eu sempre admirei são aqueles que exercem funções múltiplas:  Miguel Falabella, Yara de Novaes, Grace Passô, Isabel Teixeira, Kleber Montanheiro, Jô Soares. 

CE - Você estudou na École Philippe Gaulier, na França, uma formação bastante particular dentro das artes cênicas. O que daquela experiência permanece vivo na profissional que você se tornou hoje? 
EM - 
A escola era dirigida por um palhaço chamado Philippe Gaulier. Tudo que estudávamos tinha o olhar de fora de um palhaço nos conduzindo. Isso significa aprender a rir de si mesmo, não se levar tão a sério.

Mesmo que estejamos fazendo um drama. Depois trabalhei com Jô Soares em 4 espetáculos, e ter sido dirigida por ele também foi um aprendizado enorme, especialmente sobre timing de comédia. Miguel Falabella com quem trabalho há alguns anos é um artista com múltiplos talentos.

E os três me ensinaram a olhar a cena e as personagens pela lente da comédia. Toda situação trágica pode conter algo de ridículo. A vulnerabilidade do ser humano pode ser muito patética. E, às vezes, esse patético desperta o riso. Às vezes, desperta piedade e comoção.

CE - Ao longo de uma carreira tão diversa, existem personagens ou trabalhos que você considera verdadeiros divisores de águas? O que eles transformaram na sua maneira de enxergar a profissão? 
EM -
 Estudei muito a escultora francesa Camille Claudel, e ter criado esse solo foi um divisor de águas na minha carreira: além do amadurecimento como atriz que um solo exige, passei a enxergar o trabalho das mulheres de uma forma diferente em um mundo tão machista.

A história dela é muito triste: uma artista brilhante que fazia os pés das esculturas assinadas por Rodin, com quem teve um romance. Ela terminou a vida em um asilo psiquiátrico, renegada pela família. O trabalho no filme Elize também é um divisor porque é minha primeira experiência num projeto audiovisual de grande porte. 

Flavio Tolezani e Erica Montanheiro - Divulgação

CE - Como preparadora de elenco, você trabalha diretamente com atores na construção de personagens. O que essa experiência nos bastidores acrescenta quando você volta a ocupar o lugar de atriz?
EM -
 As múltiplas funções que exerço na arte compõem quem eu sou como artista. Uma coisa alimenta a outra. E penso todas as funções a partir da arte do ator. Escrevo pensando na voz que vai dizer aquele texto, dirijo tendo como eixo central o corpo dos atores.

Quando preparo os atores penso na construção das personagens e quando vejo o resultado me sinto lá em cena com eles, naqueles corpos, em cada gesto construído, em cada tempo de piada, em cada emoção conquistada por eles. Quando volto a ocupar o palco carrego um pouquinho do humor de cada um deles comigo. A gente se contamina. 

CE - Você está envolvida em projetos bastante diferentes entre si, da atuação à preparação de elenco. Como faz para mudar de universo e manter a disponibilidade criativa necessária para cada trabalho?
EM -
 Atuar sempre me dá frio na barriga. Aquela adrenalina gostosa de uma montanha-russa. E isso já é um alimento à criatividade: pensar sobre o trabalho do ator. Apesar da diversidade das funções e dos projetos, meu olhar sempre parte do ator.

Além disso, cada trabalho traz assuntos diferentes e isso é enriquecedor: acabei de preparar o antropólogo Michel Alcoforado para sua primeira aula-espetáculo; ler seu livro (Coisa de Rico) e ouvi-lo falar sobre antropologia foi um motor criativo. A criatividade é um músculo que precisa ser estimulado e a cultura é estímulo.  

CE - Em outubro, você estreia como atriz em “Cansei de Ser Belo”, com direção de Kleber Montanheiro. O que te atraiu nesse projeto e o que esse trabalho desperta em você que talvez seja diferente dos personagens que interpretou anteriormente?
EM -
 O que me atraiu logo de cara foi a oportunidade de trabalhar de novo com o Kleber Montanheiro (diretor, meu irmão). Mas além disso, o texto é uma comédia ácida de Emílio Boechat, faz rir e traz reflexões sobre os limites da vaidade, do ego, das aparências.  Faço todas as personagens femininas da peça, o que é um parque de diversões. 

CE - Você também está na equipe criativa do musical “Gil – Andar com Fé”, como preparadora de elenco. O que representa para você participar de uma obra dedicada a um artista tão importante para a cultura brasileira e quais são os desafios de preparar um elenco para contar uma história como essa?
EM - 
Estar na equipe criativa de uma obra sobre  Gilberto Gil é imenso. Gil é uma universidade.  Ele não é “só música” — é história do Brasil, é resistência, é reinvenção constante.

O trabalho da preparação no teatro musical tem basicamente três eixos: o primeiro é pré-ensaios - estudos sobre a personagem/ contexto histórico e treinamento vocal / corporal para a composição da personagem; esse primeiro momento é pra levantar material.

O segundo é diretamente na sala de ensaio, compreendendo o que a direção quer e ajustando o trabalho dos atores, “traduzindo” o que a direção precisa para conduzir o ator no percurso e alcançar o resultado final.

Por fim, tem o trabalho de interpretação de texto: compreensão do percurso, embocadura, criação de imagens no trabalho com a palavra. Esse espetáculo foi ainda mais desafiador porque tem muitas figuras reais retratadas ali: o jogo foi encontrar o equilíbrio entre a mimesis de personalidades da nossa cultura (Gil, Caetano, Gal, Bethânia, Rita Lee, Elis) e a verdade de cada performer.

É o Gil do Gui Ventura, a Rita Lee da Mariel, o Caetano do Henrique. Cada ator/atriz traz sua particularidade e história no diálogo com o artista que ele está interpretando. 

A atriz Erica Montanheiro é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação - Denis Felipe
Por - Flávia Viana

CE - Depois de tantos anos dedicados ao teatro e agora ampliando sua presença no audiovisual, como você enxerga o atual momento da carreira? É uma fase de consolidação, de reinvenção ou de abertura para possibilidades que antes não estavam no seu radar?
EM -
 Eu diria que é um pouco das três coisas. Tem consolidação, porque anos de teatro me deram um repertório técnico e emocional que uso hoje com mais segurança. Tem reinvenção, porque são linguagens diferentes: no teatro a energia é construída para se sustentar num arco contínuo diante do público ao vivo; no audiovisual, o organismo vivo é a câmera - é preciso saber jogar com ela.

E sim, é preciso estar aberta para esse novo mundo, para conhecer os profissionais que fazem o audiovisual brasilileiro. Acho que depois de um tempo de carreira a gente para de ter medo de sair do lugar onde já é reconhecido, e isso é libertador.

CE - “Elize, Sombras de uma Mulher” parte de uma história real que já é muito conhecida pelo público brasileiro, mas apresenta novas camadas e perspectivas sobre essa trajetória. Na sua visão, o que o filme consegue revelar sobre essa história que talvez ainda não tivesse sido tão explorado?
EM - 
Acho que antes de qualquer coisa é preciso lembrar que Elize foi julgada e condenada pelo crime que cometeu. Não cabe a nós, atores e atrizes do filme, qualquer opinião sobre isso. Não há justificativa e é preciso respeitar a dor da família da vítima.

Mas dito isso, podemos olhar pro cinema como um lugar que provoca atravessamentos e reflexões. O público já conhece essa história pelas manchetes, pelo julgamento midiático que ela sofreu na época. O filme tenta fazer o caminho inverso: sair da manchete e entrar na pessoa.

A gente teve acesso a camadas que o noticiário não teve tempo ou interesse de explorar: o histórico familiar violento de Elize molda quem ela se tornou. Olhar para a história familiar de Elize levanta questionamentos sobre nossa sociedade. As relações abusivas na linhagem de mulheres desta família me chamou atenção e me sensibilizou. A mãe tem um histórico de relações abusivas e violentas.

Foi uma mulher presa em um ciclo — o que ela não via/não queria ver, decisões que ela toma/deixa de tomar são elementos que constituem o que Elize vive na adolescência e na vida adulta, como por exemplo, os abusos sofridos por parte do padrasto.

Acho que o filme revela principalmente isso: que por trás de qualquer caso que vira notícia existe uma trajetória de vida, com dores, escolhas e circunstâncias que não cabem em uma manchete. 

CE - Como você acredita que o filme contribui para que o público enxergue Elize para além do crime pelo qual foi condenada?
EM - 
Eu acho que o grande papel do filme é humanizar sem justificar. A gente não está ali para absolver ninguém, mas para mostrar que uma pessoa não se resume ao pior momento da sua vida. Espero que quem assista saia enxergando a Elize como uma mulher inteira — uma mãe com história, com feridas, com contradições — e não só como a personagem de um caso policial. 

CE - A mãe de Elize aparece em momentos pontuais, mas sua presença é determinante para compreender algumas das feridas que acompanham a protagonista. Na sua visão, o que essa personagem representa dentro da narrativa e por que era importante que o público conhecesse também esse lado da história de Elize?
EM -
 O desafio foi encontrar humanidade sem justificar a omissão da mãe diante do padrasto abusivo e a relação dele com Elize. Expor essas contradições em uma relação mãe e filha (que deveria ser o lugar de acolhimento e afeto) foi o foco da construção da personagem.

Com pouco tempo de tela, cada gesto, cada silêncio e cada olhar precisa carregar a história da personagem e a relação com a protagonista de maneira objetiva. Tem que ser uma flecha! Não dá tempo de fazer mistério pra entregar depois.

É preciso aproveitar cada segundo expondo a intenção e o sentido de cada ação, tudo tem que ter um porquê. É preciso trabalhar  o que  não é dito — o que ela evita olhar, o que ela finge não perceber — para que o público sinta o histórico de dor das personagens imediatamente. Preciso aqui ressaltar a beleza do encontro com Lorena Comparato.

Que atriz magnífica, que artista sensível e comprometida, que pessoa bonita pra se ter na vida. Nosso jogo e química dentro e fora do set foram de extrema beleza e troca - muito diferente da relação tóxica da Elize e sua mãe na narrativa. Retratar a mãe e a relação de Elize com ela é, de certa forma, mostrar de onde vêm essas sombras que dão nome ao filme.





 

 

AGENDA CULTURAL

Fim de semana tem "Rock in Gil", Beatles Maníacos e show de mágica para a família

Programação na Capital traz desde show que revive famoso quarteto de Liverpoool, com Beatles Maníacos, até oficinas de slime e pintura de ecobag criativa já no ritmo do Dia das Crianças

09/10/2026 08h30

"Xico e Mixirica em Truques e Trapalhadas" é um show com diversos elementos circenses e também muita mágica para toda a família, amanhã, a partir das 16h Divulgação / 220 Assessoria

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Neste fim de semana, em Campo Grande, a diversão é garantida para todas as idades, com a programação cultural trazendo opções que vão desde shows que rememoram ícones musicais atemporais para os papais e mamães, com “Rock in Gil” e Beatles Maníacos, até uma agenda com show de mágica e palhaçadas.

Entre hoje e domingo, há atrações para o entretenimento de toda a família, com feira e oficinas para os pequenos, já entrando no ritmo do dia das crianças.

“ROCK IN GIL”

"Xico e Mixirica em Truques e Trapalhadas" é um show com diversos elementos circenses e também muita mágica para toda a família, amanhã, a partir das 16hCantora baiana Larissa Luz traz o lado rock de Gilberto Gil em novas versões para grandes clássicos - Foto: Divulgação

Hoje, no Sesc Teatro Prosa, acontece a segunda apresentação da cantora baiana Larissa Luz com o show “Rock In Gil”, um espetáculo gratuito, às 19h, que navega por diversas etapas da carreira musical do ícone da música popular brasileira cocriador do movimento da Tropicália.

Amantes da música ligam de cara Larissa Luz à banda Ara Ketu, da qual foi vocalista. Em carreira solo, acumula uma série de colaborações com ícones da música nacional, transitando desde Adriana Calcanhotto até nomes da nova geração como Pitty e Emicida.

No show, focado principalmente na parte rock da discografia de Gilberto Gil, o público confere novas versões de sucessos como

“Back in Bahia” e “Punk da Periferia” e clássicos como “Palco” e “Barracos” com arranjos reinventados na interpretação da artista. Para esse espetáculo, que tem classificação indicativa de 14 anos, os ingressos podem ser retirados gratuitamente por meio da plataforma Sympla.

DE LIVERPOOL PARA CAMPO GRANDE

Também hoje, no Sesc Camillo Boni, Campo Grande recebe uma apresentação que revive memórias, referências visuais e, claro, a música do popular quarteto de Liverpool com o show da banda Beatles Maníacos.

Projeto fundado há mais de duas décadas, idealizado pelo multi-instrumentista e compositor Jaime Miguel, o Miguelito, em 2002, a Beatles Maníacos busca resgatar os sucessos da carreira do quarteto, incorporando toda a autenticidade visual da icônica banda britânica durante as apresentações.

Com Miguelito na bateria e na voz, a Beatles Maníacos é composta por Eloy Paulucci (guitarra e voz), Daniel Aigner (baixo, gaita e voz), Guilherme Baioni (guitarra, violão e voz) e Ana Gabriella Floriano Santos (teclados e percussão).

Os clássicos da banda prometem animar a noite do Happy Hour Sesc Sabor & Arte, com entrada gratuita e opções de pratos selecionados, bebidas e porções, a partir das 18h.

CIRCO PARA A FAMÍLIA

Amanhã há programação para aproveitar com toda a família, com mágicas e trapalhadas circenses em um show voltado para o público infantil, mas que promete agradar a todas as idades.

“Xico e Mixirica em Truques e Trapalhadas” é um espetáculo de surpresas para o público, ou melhor, de tentativas, já que nem sempre as coisas saem conforme o esperado.

A trupe mostra justamente que, por meio dos erros e tentativas, muitas vezes atrapalhadas, é possível construir brincadeiras marcantes.

Com elementos circenses e mágica, o espetáculo mostra que a diversão também pode nascer daquela tentativa que muitas vezes dá errado.

Desse jeito, o público se torna parte das descobertas dessa dupla, que promete animar amanhã, no Sesc Teatro Prosa, a partir das 16h. Para o espetáculo, que é gratuito, é necessário retirar os ingressos na plataforma Sympla.

OFICINAS INFANTIS

Para já entrar no dia das crianças, neste fim de semana, há ainda uma programação inteira focada na infância, com atividades programadas para amanhã e segunda-feira, em celebração da data especial dedicada aos pequenos.

Voltado para crianças entre 3 e 12 anos, o evento Arte e Diversão traz dois dias de atrações, que acontecem na sala 115 do primeiro piso do Pátio Central Shopping.

Amanhã, a programação traz uma oficina de slime, que se estende das 12h até as 16h, em um evento que é gratuito, mas tem vagas limitadas.

Amanhã também acontece uma oficina de pintura criativa de ecobags, com duas horas a mais de duração, das 11h até as 17h. Importante frisar que as vagas são limitadas e garantidas por ordem de chegada.

Essa oficina de pintura criativa de ecobags se repete no Dia das Crianças, na segunda-feira, tendo início às 10h e se estendendo até as 16h.

DIA DAS CRIANÇAS

Para o Dia das Crianças há ainda uma versão especial da Feira Sementes Criativas, que teve sua terceira edição que aconteceria em setembro cancelada e volta nesta segunda-feira com muitas atrações, na praça do Jardim Colibri II.

Feira de cultura e economia criativa, o evento especial para as crianças, que acontece das 17h até as 22h, terá duas horas de brinquedos gratuitos, além de apresentação circense, música e espaço de praça de alimentação.

MÚSICA

Depois de promover um verdadeiro circuito com concertos didáticos e atividades educativas pelas escolas da Rede Municipal de Ensino (Reme) da Capital, o projeto batizado de Entre o Rural e o Urbano: Música e Poesia nas Canções de Almir Sater e Chico Buarque traz uma última apresentação, em encerramento que acontece no começo da próxima semana.

Criada para aproximar as novas gerações de crianças e adolescentes da música brasileira, a iniciativa amplia o acesso à cultura e leva arte, literatura e educação para escolas das regiões rurais e urbana, focada naqueles bairros classificados como de maior vulnerabilidade socioeconômica em Campo Grande.

Nesse show, o público acompanha releituras que passam pelas obras do prata da casa Almir Sater até chegar a Chico Buarque, um espetáculo interpretado pelo violinista doutor em Música Marcelo Fernandes.

Considerado um dos principais solistas brasileiros contemporâneos, ele conta com participação da regente doutora em Regência Ana Lúcia Gaborim.

Diálogo

A senadora Soraya Thronicke (PSB) não conseguiu renovar o seu mandato. Em ... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta sexta-feira (9)

09/10/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Roberto Campos - Economista brasileiro

"Quando cheguei ao Congresso, queria fazer o bem. Hoje acho que o que dá para fazer é evitar o mal”.

FELPUDA

A senadora Soraya Thronicke (PSB) não conseguiu renovar o seu mandato. Em 2018, chegou ao Senado com 373.712 votos e o apelido de “Senadora do Bolsonaro”. Desta vez, já alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, somou 340.788 votos. A mudança de lado não bastou para mantê-la em Brasília. Além do mais, como ensina o dito popular: “Quem resolve trocar de cavalo no meio do rio,  dificilmente consegue alcançar a margem”. Portanto...

Diálogo

Distância

A deputada federal eleita Rose Modesto continua querendo distância da prefeita da Capital, Adriane Lopes, apesar das duas serem filiadas a partidos aliados. Rose preside o União Brasil em MS, que está colado em Adriane, por causa do “casamento”.  Vai daí...

Reforço

O governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) chegaram a reta final da campanha buscando votos para seus candidatos a deputados estadual e federal. As redes sociais ficaram recheadas de vídeos desses líderes pedindo votos para candidatos de partidos aliados.

DiálogoNelly Braga de Souza e Claudio de Souza - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoMaria Laura Neves - Foto: Lu Prezia

Reprovados

Fracassou o plano da ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), que trocou MS por São Paulo para tentar voltar ao Senado. Os eleitores paulistanos e paulistas não quiseram saber dela, o que resultou na perda da disputa, mesmo com apoio do presidente Lula. Ela foi derrotada por lá e o seu marido, Eduardo Rocha (PSDB), não teve êxito na sua tentativa de ser eleito deputado estadual por aqui. Ele recebeu apenas 15.782 votos. Como se vê...

Cativos

O deputado estadual Londres Machado (PP) foi reeleito para o seu 14° mandato. Um recorde, porque na política de Mato Grosso do Sul não tem ninguém com mais tempo na Assembleia Legislativa. Ele já está há 52 anos no exercício parlamentar e ganhou mais quatro anos com a sua reeleição. Depois de Londres, aparece José Teixeira, que foi o campeão de votos. Com 32 anos na Assembleia, ele conquistou mais quatro nas eleições deste ano e vai cumprir seu nono mandato. 

Sem nome

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula (PT) como “muito acirrada”. ”É uma grande vitória, bem apertada, mas uma grande, grande vitória. Incrível”, disse Trump a jornalistas ao deixar a Casa Branca, sem contudo mencionar o nome de Flávio. Tão incrível que o nome do vencedor ficou para depois. Ele terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os brasileiros voltam às urnas no dia 25 de outubro.É esperar para ver.

ANIVERSARIANTES 

  • Dra. Dileta Terezinha Souza Thomaz,
  • Adriana Sawaris, 
  • Dra. Luciana Nakao Odashiro, 
  • Dra. Camila do Amaral Nunes,
  • Fernanda Garcia Arguello, 
  • Dra. Eliane Takako Kanasiro, 
  • Silvio Aracaqui,
  • Nalda Ferreira Gonçalves,
  • Rosimar Aparecida Ramos,
  • Ney Inácio da Silva,
  • Anderson Lacerda da Silva,
  • Danilo Nunes Duraes,
  • Dr. Algacyr Torres Pissini Neto,
  • Manoel Santana,
  • Francisco Vieira Gabriel,
  • Yoneo Cesco,
  • Guilherme Alves de Arruda,
  • Bruno da Silva Bezerra,
  • Giancarlo Camillo, 
  • Marcus Garcia Gomes, 
  • Ir. Zenaide Laurentina Mayer, 
  • Thaline da Cruz Queiroz,
  • Dr. Rubem Arnez Arandía,
  • Iolanda Marins Consentini,
  • Ivan Martins de Souza,
  • Ivanete Ferreira Gonçalves da Silva,
  • Jaime de Brito,
  • José Luiz Ribeiro de Leon,
  • Waldemir Lúcio Rômulo,
  • Ronnie Garcia Ferreira,
  • Maria Ely Rodrigues Antunes,
  • Ricardo Medeiros Rocha,
  • Darcila de Oliveira,
  • Cristiano Gledson Sena Ribeiro,
  • Ivan Francisco Leite de Moraes,
  • Janilda dos Santos Araujo,
  • Natalielena Frey,
  • Orisvaldo Ferreira Gonçalves,
  • Reinaldo Cezar Pedrosa,
  • Diana Mara Ferreira,
  • Isabelino Rios Lemes,
  • Marina Alves Goulart,
  • Silvio Fernandes Castro,
  • Odenir da Silva Araujo,
  • Nilza Terezinha Miyasato,
  • Pedro Merem, 
  • Dr. Carlos Alberto Mizoguti, 
  • Sônia Maria Méca,
  • Rafael Calixto Aguena,
  • Maria Monteiro,
  • Émerson Jamil Zarour,
  • Célio Roberto da Silva,
  • Marcelo Leite Teixeira,
  • Charles Poveda,
  • Mauricio de Souza,
  • Vasti de Oliveira,
  • Mirella Xavier Rodrigues,
  • Adilson da Costa Oliveira,
  • Sílvio Pinheiro,
  • Claudir Peccini,
  • Bruno Corrêa Reiner,
  • Maria Helena de Souza,
  • José Ricardo Peralta,
  • Maria Cileide Bataglia,
  • José Adolar de Castro Filho,
  • Rita de Cássia da Silva,
  • Edison de Araujo Junior,
  • Ana Silvia Pessoa Salgado,
  • Dr. Arlindo D`Avila Filho, 
  • Priscila de Souza Afonso Baggio,
  • Thaís de Macedo Coimbra, 
  • Elaine Teixeira Barbosa Ramires,
  • Antonio Giovani Diniz da Rocha,
  • Janaína José Mota,
  • Deusdedith Francisco de Oliveira,
  • Juracy dos Santos Pereira,
  • Dionizio Recalde,
  • Alexandre Amaral Evangelista,
  • Dr. Reinaldo de Assis Espindola,
  • Joab Barbosa de Azevedo,
  • Andréia Silva Madeira Zamek,
  • Edna Lucia Oliveira Rodrigues,
  • Jorge Justino Diogo,
  • Ricardo Eboli Gonçalves Ferreira,
  • Bruno Ernesto Silva Vargas,
  • Manoel Ribeiro Bezerra,
  • Renata Shimni Gomes,
  • Noely Aparecida Gandolfo Jareta,
  • Seila Aparecida Leal,
  • Nilo Eduardo Zardo,
  • Max Antonio Souza Morais,
  • Dr. Pedro Vendramini Neto, 
  • Vânia Guilhermino Ventura, 
  • Luiz Laerte Mendes,
  • Nelson Barbosa de Souza,
  • Rosilene Borges Machado,
  • Carolina Franco Panovich,
  • Elis Regina Dias de Freitas Coelho,
  • Ivano Moreira Raulino,
  • Kênia Camilo Pereira Paim,
  • José Garcia Bergueti,
  • Alonso Pereira de Matos,
  • Letícia Lacerda Nantes Franceschini,
  • Jean Marcos Saut,
  • Nilton Leopoldino Rodrigues,
  • Alexandre Souza Soligo,
  • Rogério Risse de Freitas,
  • Samir Jorge,
  • Zélia Pereira Renovato da Silva.

Colaborou com Tatyane Gameiro

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