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Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o Chef Henrique Fogaça

"A caveira representa o que ele leva como lema em sua vida, por baixo dessa pele, independentemente da cor, credo ou classe social, somos todos iguais. O que importa é a nossa luta diária de querer fazer o melhor para o próximo e a si mesmo."

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Poucos personagens da cena brasileira conseguiram construir uma trajetória tão plural quanto Henrique Fogaça. Chef de cozinha, empresário, músico e um dos rostos mais conhecidos da televisão, ele transformou escolhas arriscadas em uma carreira marcada pela autenticidade e pelo inconformismo. Da decisão de abandonar a estabilidade de um banco para empreender na gastronomia ao sucesso dos restaurantes, da popularização da alta cozinha por meio do MasterChef ao envolvimento com projetos de impacto social, Fogaça fez da reinvenção uma constante.

Nesta conversa, ele revisita os principais capítulos dessa história, reflete sobre as mudanças da gastronomia brasileira, fala sobre a responsabilidade de inspirar novas gerações e compartilha como a experiência ao lado da filha Olívia deu origem ao Komunidade, plataforma dedicada ao acesso à informação sobre cannabis medicinal. Em uma entrevista franca, o chef revela que, mais importante do que colecionar conquistas, é construir uma trajetória guiada por propósito, coragem e pela disposição de transformar a própria experiência em ferramenta para mudar a vida de outras pessoas.

O Chef Henrique Fogaça é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Henrique Tarricone - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Fogaça, sua trajetória profissional reúne diferentes frentes de atuação, gastronomia, empreendedorismo, televisão, música e projetos de impacto social. Quando olha para trás, quais foram os momentos mais decisivos na construção da sua carreira?
HF -
 Com certeza, foi sair do meu emprego no banco e me dedicar integralmente à gastronomia, com a tentativa de negócio da Kombi, onde vendia lanches. Foi a partir dessa decisão que tudo foi acontecendo na minha vida.

Depois veio o desafio de empreender e abrir meus próprios restaurantes, o Sal Gastronomia e o Cão Véio. A entrada no MasterChef também foi um marco importante, porque ampliou minha visibilidade e me permitiu levar a gastronomia para um público muito maior.  

Mas existem outros momentos igualmente transformadores. A música sempre fez parte da minha vida e o Oitão é uma expressão muito autêntica de quem eu sou. E, mais recentemente, o projeto Komunidade que representa uma fase muito especial, porque nasceu de uma experiência pessoal e do desejo de gerar impacto positivo na vida das pessoas. 

CE - Você está há mais de uma década no MasterChef e acompanha o programa desde suas primeiras temporadas. O que mudou na sua forma de atuar como jurado ao longo desses anos?
HF - 
Muita coisa mudou. No começo, eu estava muito focado na técnica. Com o passar dos anos, fui entendendo melhor o impacto que o programa tem na vida dos participantes e passei a olhar também para o potencial de cada um, para a capacidade de evoluir sob pressão e para a dedicação que demonstram ao longo da competição. Continuo sendo exigente, porque a gastronomia exige disciplina e comprometimento, mas hoje tenho uma visão mais ampla sobre o processo de formação de um cozinheiro.

CE - A 13ª temporada do MasterChef chega em um cenário em que a gastronomia se tornou ainda mais popular. Como você avalia a evolução dos participantes e do próprio público ao longo dessa trajetória?
HF -
 A gastronomia ganhou muito espaço nos últimos anos. Hoje os participantes chegam mais preparados, com mais referências e acesso a informações que antes não eram tão fáceis de encontrar. Muitos já conhecem técnicas, ingredientes e tendências do mundo todo.

Ao mesmo tempo, o público também evoluiu. As pessoas entendem mais sobre comida, valorizam os processos, se interessam pela origem dos ingredientes e acompanham o universo gastronômico de forma muito mais próxima. Isso eleva o nível da competição e torna o programa ainda mais interessante.

CE - Depois de tantos anos avaliando cozinheiros e acompanhando carreiras nascerem dentro do programa, quais características você considera essenciais para quem deseja construir uma trajetória sólida na gastronomia?
HF -
 Antes de qualquer talento, é preciso ter disciplina. A gastronomia é uma profissão que exige muito trabalho, resiliência e capacidade de aprender todos os dias. Também considero fundamental ter humildade para ouvir, evoluir e entender que ninguém sabe tudo.

Além disso, é importante desenvolver identidade própria. Técnica se aprende, mas personalidade, visão e propósito são o que diferenciam um profissional no longo prazo. Quem consegue unir dedicação, consistência e autenticidade tem muito mais chances de construir uma carreira sólida e duradoura.

CE - Vamos falar sobre o projeto Komunidade. A sua história como pai da Olívia, de 19 anos, teve um papel fundamental no surgimento dele. Como a experiência da sua família com a cannabis medicinal transformou sua visão sobre saúde, qualidade de vida e acesso à informação?
HF -
 A minha relação com a cannabis medicinal começou dentro de casa, com a Olívia. Quando você vive de perto os desafios de uma condição de saúde complexa como é o caso dela, passa a enxergar as coisas de outra forma.

Eu vi na prática como a informação de qualidade, o acompanhamento correto e o acesso ao tratamento podem fazer diferença na vida de uma pessoa e de toda a família. Essa experiência ampliou muito a minha visão sobre saúde e qualidade de vida. Também me mostrou que ainda existe muita desinformação e preconceito em torno do tema.

O projeto Komunidade é um ecossistema digital criado com objetivo de democratizar o acesso aos tratamentos com cannabis medicinal e ampliar o debate no Brasil, reunindo profissionais de saúde habilitados, informação qualificada, acolhimento, suporte para pacientes e familiares.

Ele nasceu justamente da minha vivência, da vontade de ajudar outras pessoas a encontrarem informação séria e caminhos mais acessíveis na busca por uma melhor qualidade de vida.

O Chef Henrique Fogaça é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Henrique Tarricone - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - O que mais te motiva em usar sua visibilidade para ampliar a informação sobre cannabis medicinal e ajudar a reduzir os preconceitos que ainda existem em torno do tema?
HF -
 O que me motiva é saber que existem muitas famílias passando pelas mesmas dúvidas e dificuldades que nós enfrentamos. Quando você tem visibilidade, também tem responsabilidade. Eu poderia simplesmente guardar essa experiência para mim, mas acredito que compartilhar conhecimento e abrir espaço para o diálogo pode ajudar muita gente.

A cannabis medicinal não deveria ser discutida a partir de preconceitos ou desinformação, mas sim com base em ciência, evidências e nas histórias reais de pessoas que tiveram suas vidas impactadas positivamente. Se eu puder contribuir para que esse debate seja mais consciente e acessível, já vale a pena.

CE - Além de ampliar o debate sobre cannabis medicinal, o Komunidade também tem um forte compromisso com acolhimento e impacto social, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade. Como você enxerga o papel do empreendedorismo na construção de soluções que podem transformar a vida das pessoas?
HF -
Eu sempre enxerguei o empreendedorismo como uma ferramenta de transformação. Um negócio tem que gerar impacto positivo, criar oportunidades e resolver problemas reais. No caso do Komunidade, existe um propósito muito claro de democratizar o acesso à informação e aproximar as pessoas de soluções que muitas vezes parecem distantes ou inacessíveis. Para mim, esse é um dos caminhos mais poderosos do empreendedorismo hoje: usar conhecimento, inovação e gestão para melhorar a vida das pessoas de forma concreta.

CE - Ao longo da vida, você construiu uma imagem de alguém muito determinado e resiliente. De que forma os desafios enfrentados dentro e fora do ambiente profissional moldaram a pessoa que você é hoje?
HF -
 Os desafios foram fundamentais para me transformar na pessoa que sou hoje. Nada na minha trajetória aconteceu de forma fácil ou rápida, mas cada obstáculo trouxe aprendizado, maturidade e fortalecimento. Aprendi que resiliência não é nunca cair, mas encontrar forças para continuar seguindo em frente, mesmo quando as circunstâncias não são favoráveis. Hoje valorizo muito mais o processo do que os resultados.

CE - Você é pai da Olívia, da Maria Letícia e do João. Como a paternidade influenciou suas prioridades e suas decisões ao longo da carreira?
HF -
 A paternidade mudou completamente a minha forma de enxergar o mundo. Quando você se torna pai, passa a entender que suas decisões não impactam apenas a sua vida. Meus filhos sempre foram uma grande fonte de motivação e aprendizado.

A Olívia, a Maria Letícia e o João me ensinaram sobre responsabilidade, empatia, paciência e amor incondicional. Hoje procuro equilibrar melhor a vida profissional e pessoal porque entendo que estar presente é tão importante quanto as conquistas. 

CE - Entre restaurantes, televisão, música, empreendedorismo e iniciativas como o Komunidade, qual legado você gostaria de deixar para seus filhos e para as próximas gerações?
HF -
 Mais do que qualquer conquista profissional, gostaria de ser lembrado como alguém que teve coragem de seguir seus próprios valores e construir sua trajetória com autenticidade. Quero que meus filhos entendam que sucesso não está apenas nos resultados, mas na forma como você conduz sua vida, trata as pessoas e enfrenta os desafios.

Se eu puder deixar como legado a importância da disciplina, do trabalho duro, da honestidade e da capacidade de se reinventar sem perder a essência, já vou me sentir realizado. Também espero inspirar as próximas gerações a acreditarem nos seus projetos, a empreenderem com propósito e a entenderem que é possível gerar impacto positivo enquanto se constrói uma carreira sólida.

 

Cultura Correio B+

Nureyev, maior bailarino do século 20, ganha exposição inédita em Joinville

Registros cedidos por instituições europeias formam a mostra que integra o 6º Projeto Artes do Palco, que abre em 15 de julho na Sociedade Harmonia-Lyra

11/07/2026 15h00

Nureyev, maior bailarino do século 20, ganha exposição inédita em Joinville

Nureyev, maior bailarino do século 20, ganha exposição inédita em Joinville Foto: Francette Levieux

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Joinville e todo o Estado de Santa Catarina poderão conhecer momentos da arte genial e revolucionária de Rudolf Nureyev, o maior bailarino do século 20. Entre 15 e 31 de julho, a capital brasileira da dança recebe a exposição “Nureyev - Lord of Dance”, mostra inédita no Brasil composta, na maior parte, de imagens vindas da Europa especialmente para este fim.

Sediada novamente na Sociedade Harmonia-Lyra iniciativa faz parte da sexta edição do Projeto Artes no Palco, que ainda contará com aulas da estrela do Teatro Alla Scala de Milão, Isabel Seabra, bailarina que trabalhou com Nureyev nos anos 1980.

A exposição que chega à Joinville representa esse universo artístico em mais de 60 fotografias históricas, reunindo registros de balés de repertório como “Giselle”, “O Lago dos Cisnes”, “O Corsário”, “La Sylphide”, entre outros. Uma mostra que celebra a genialidade, a beleza e o legado de um artista que revolucionou a dança no mundo.

As fotografias foram cedidas pela Rudolf Nureyev Foundation, com sede na Suíça, e pelo Teatro Alla Scala, de Milão, que pela primeira vez disponibilizam seus acervos no Brasil. A exposição conta ainda com uma coleção de fotos que capturam Nureyev com artistas brasileiros.

A realização de “Nureyev - Lord of Dance” em Joinville é de Darling Quadros, diretor do Projeto Artes no Palco. Acostumado a visitar a Europa para acompanhar apresentações de balé e visitar instituições culturais, ele conheceu, no ano passado, uma exposição dedicada a Rudolf Nureyev em Paris. A qualidade curatorial, o rigor na apresentação e o respeito demonstrado na preservação da memória artística chamaram sua atenção.

“Essa experiência despertou em mim o interesse em desenvolver um projeto expositivo dedicado a esse artista, reconhecido como uma das figuras mais relevantes da dança no século 20”, conta Darling, que manteve contatos com personalidades da dança que conviveram com Nureyev, entre elas Dalal Achcar, Tatiana Leskova e Isabel Seabra.

Uma parceria com a Fundação Rudolf Nureyev, que cedeu um acervo de grande valor, acabou viabilizando a exposição em solo catarinense. Além da exposição, a edição deste ano do Projeto Artes no Palco terá aulas de balé clássico ministradas pela estrela internacional Isabel Seabra, primeira e única bailarina brasileira a ingressar no Corpo de Baile do Teatro Alla Scala, em Milão, e que atuou com Nureyev em diversos momentos.

Nureyev, maior bailarino do século 20, ganha exposição inédita em JoinvilleNureyev, maior bailarino do século 20, ganha exposição inédita em Joinville - Foto: Francette Levieux 

Ela orientará bailarinas de todo o Estado entre os dias 27 e 31 de julho, tendo ao lado o pianista convidado Eduardo Boechat, atual pianista da companhia de ballet Am Rhein, na Alemanha, e com enorme experiência internacional. As inscrições para os níveis intermediário e avançado devem ser feitas no site sympla.com.br.

Isabel também participará de um bate-papo com o público mediado pelo bailarino, coreógrafo e diretor Tíndaro Silvano no dia 29, às 10h, no foyer Liselott Trinks. Completando a programação, Eliana Caminada faz palestra sobre a vida e a obra de Rudolf Nureyev no dia 28, às 10h, também no foyer Liselott Trinks.

Eliana é uma referência da dança no Brasil, tendo feito história como bailarina, professora, pesquisadora e autora do livro “História da Dança – Evolução Cultural”. O Projeto Artes do Palco é realizado por meio do PIC - Programa de Incentivo à Cultura, da Fundação Catarinense de Cultura, Governo do Estado de Santa Catarina, e tem como incentivadores Ciser, IHCS, Nidec e Rede Cooper.

Sobre Rudolf Nureyev

Rudolf Nureyev foi um dos bailarinos mais influentes do século 20. Nasceu na antiga União Soviética, em 1938, e formou-se em Leningrado, na prestigiada Academia Vaganova, na qual desenvolveu a técnica e a expressividade que marcariam sua trajetória artística.

Em 1958, ingressou como solista no Ballet Kirov (atual Mariinsky), destacando-se rapidamente em obras do repertório clássico, como “O Lago dos Cisnes” e “O Corsário”. Seu talento singular e sua intensa presença cênica projetaram-no no cenário internacional.

Um momento decisivo de sua carreira ocorreu em 1961, durante uma turnê em Paris, quando solicitou asilo político no aeroporto de Le Bourget, rompendo com a União Soviética. No Ocidente, seu encontro com Margot Fonteyn no Royal Ballet de Londres tornou-se um dos mais emblemáticos da história da dança.

Em 1983, assumiu a direção do ballet da Ópera de Paris, promovendo uma renovação artística marcada pela valorização do repertório clássico, pelo resgate da herança dos Ballets Russes de  Diaghilev, pela incorporação de novas obras e por uma inédita popularização do ballet.

Além de intérprete, destacou-se como coreógrafo, sendo responsável por remontagens de consagrados ballets russos, às quais imprimiu vigor dramático e sofisticação técnica.
Rudolf Nureyev faleceu em 1993, em Paris. Seu legado permanece como referência incontornável na história da dança, influenciando gerações de artistas em todo o mundo.
 

Nureyev, maior bailarino do século 20, ganha exposição inédita em JoinvilleNureyev, maior bailarino do século 20 - Foto: Francette Levieux 

Sobre Isabel Seabra

A carioca Isabel Seabra integrou o Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e posteriormente mudou-se para Paris, onde se aperfeiçoou com o grande mestre Raymond Franchetti. Em seguida, transferiu-se para a Itália e ingressou no Corpo de Baile do Teatro alla Scala, em Milão, na produção de “Dom Quixote, com coreografia de Rudolf Nureyev, em 1980. É até hoje, a primeira e única bailarina brasileira a ingressar na prestigiada companhia italiana, onde obteve o título de Estrela.

Ao longo de sua carreira no Scala, foi protagonista de inúmeras obras-primas do repertório clássico, entre as quais “O Lago dos Cisnes”, no qual teve Nureyev como partner. Ainda participou, por três vezes, das prestigiadas turnês mundiais “Rudolf Nureyev and Friends”, atuando como intérprete principal ao lado do próprio Nureyev.

 Há mais de 18 anos atua como professora de dança clássica, desenvolvendo um método próprio que reúne a experiência adquirida com grandes mestres da dança, Foi docente na Universidade Paolo Grassi e colaborou com a Accademia Teatro alla Scala em workshops e masterclasses. Em 2013, recebeu o Prêmio de Carreira em Alassio e, em 2018, no Teatro Ariston, em Sanremo.

Nureyev, maior bailarino do século 20, ganha exposição inédita em JoinvilleNureyev, maior bailarino do século 20 - Foto: Francette Levieux 

PROGRAMAÇÃO

Exposição Nureyev - Lord of Dance
De 15 a 31 de julho
Entrada gratuita

Aulas de balé clássico com Isabel Seabra
De 27 a 31 de julho
Nível intermediário: das 14h às 15h30
Nível avançado: das 16h às 17h30
Inscrições gratuitas em sympla.com.br

Palestra Nureyev - Lord of Dance, com Eliana Caminada
Dia 28 de julho, às 10h
Inscrições gratuitas em sympla.com.br

Bate-papo com Tíndaro Silvano e Isabel Seabra
Dia 29 de julho, às 10h
Inscrições gratuitas em sympla.com.br

SERVIÇO

O QUÊ: 6º Projeto Palco das Artes.
QUANDO: De 15 a 31 de julho.
ONDE: Sociedade Harmonia-Lyra, rua 15 de Novembro, 483, Centro.
QUANTO: Gratuito. Mais informações no Instagram @artesdopalco.
 

Pet Correio B+

Farinha, corante e aditivo: o que evitar na dieta para prevenir alergias nos pets

Tutores devem priorizar rações com boa fonte de proteína; alimentação natural é alternativa, mas precisa de orientação profissional e encaixe na rotina familiar

11/07/2026 14h30

Alguns ingredientes podem piorar sintomas gastrointestinais e dermatológicos em animais sensíveis

Alguns ingredientes podem piorar sintomas gastrointestinais e dermatológicos em animais sensíveis Foto: Divulgação

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Manter uma alimentação equilibrada é o primeiro passo para garantir a saúde e o bem-estar integral dos pets. O mercado conta com diversas opções de rações e petiscos, porém, algumas fórmulas tendem a causar alergias, além de não fornecer todos os nutrientes necessários. Por isso, antes de escolher, o tutor deve estar atento à composição do alimento.

“Na composição fornecida pelo fabricante no pacote, o primeiro ingrediente da lista é o que está em maior proporção na fórmula. Cães e gatos precisam de proteína de boa qualidade, preferencialmente de alta digestibilidade”, explica a médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá.

Embora ingredientes amiláceos e fibrosos ajudem na estrutura da ração e no trânsito intestinal, eles devem estar em equilíbrio no alimento. A farinha de trigo em excesso, por exemplo, favorece a intolerância ao glúten.

Em animais sensíveis, fórmulas com muitos aditivos, corantes ou ingredientes de baixa digestibilidade podem piorar sintomas gastrointestinais e dermatológicos.

Em relação à fonte de proteína, também é preciso escolher com cautela. “O frango é uma das proteínas frequentemente envolvidas em reações alimentares em cães sensíveis, por isso, deve ser evitada em algumas dietas. Peixes como salmão e tilápia, além da proteína de ervilha e farinha de mosca, são opções mais leves e melhor toleradas por animais com predisposição a alergias. Além disso, elas fornecem uma boa saciedade, auxiliando no controle do peso”, afirma Nathália.

Outros nutrientes importantes são fibras, ácidos graxos, prebióticos, vitamina E, ômega-3, ômega-6 e biotina. Alguns ingredientes naturais, como própolis, chlorella e spirulina, estão relacionados ao aumento da imunidade, à melhora da função hepática e ao alívio de alergias, e também são recomendados para uma dieta equilibrada.

Equilíbrio ideal 

A classificação de rações e petiscos entre standard, premium e super premium ajuda os tutores a identificarem as opções mais saudáveis. “Algumas versões premium e super premium oferecem melhor seleção de ingredientes, maior digestibilidade e fórmulas sem transgênicos ou sem glúten”, assinala a médica-veterinária.

Caso o tutor opte pela alimentação natural, é indispensável que o cardápio seja elaborado por um veterinário para garantir o aporte nutricional adequado. 

“Entre a alimentação natural ou com alimentos industrializados, a melhor escolha é aquela que se encaixa na rotina da família. O mais importante é garantir que as refeições sejam equilibradas. Tanto em uma dieta quanto na outra, pode ser necessário incluir complementos alimentares para garantir a saúde e o bem-estar a longo prazo”, orienta Nathália.

Vale lembrar que os petiscos também entram na conta e não devem superar os 10% das calorias totais que o pet consome. Além disso, para evitar o consumo desnecessário de farinhas, a recomendação é optar por peixes desidratados, como tilápia e merluza, iogurte natural congelado e gelatina sem sabor e incolor.

Os primeiros sinais de que o animal não se adaptou ao alimento, ou de que ele não está adequado, são fezes amolecidas, vômitos e coceiras. 

“Mesmo assim, qualquer sintoma físico ou comportamental deve ser devidamente investigado, porque pode indicar um problema mais sério, que exige intervenções que vão além da alimentação”, alerta Nathália Starek, da Vidaá. 

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