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Capa da semana Correio B+ - Especial

Entrevista exclusiva com o diretor de cinema Nilson Rodrigues

Bonito CineSur faz de MS o coração do cinema sul-americano. Em sua quarta edição, festival cresce, atrai estrelas e transforma cinema em formação, encontro, memória e desenvolvimento local

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Quantos filmes equatorianos você conhece? Quantos venezuelanos já assistiu? E quantas produções do Paraguai, país que divide fronteira com Mato Grosso do Sul, chegaram às salas de cinema ou às plataformas brasileiras?

As perguntas lançadas por Nilson Rodrigues, idealizador e diretor do Bonito CineSur, parecem simples, mas revelam um dos grandes paradoxos culturais do continente: a América do Sul produz filmes reconhecidos nos principais festivais do mundo, mas seus países ainda conhecem muito pouco o cinema realizado pelos próprios vizinhos.

“Quantos filmes equatorianos você conhece? Quantos filmes venezuelanos já viu? Quantos colombianos ou chilenos? A gente vê muito pouco”, provoca Nilson em uma conversa exclusiva para o Caderno B+ diretamente de Bonito.

“Não é que não exista uma produção relevante. O Paraguai foi premiado em Berlim, o Chile vai ao Oscar, a Colômbia vai ao Oscar. Existe uma produção argentina incrível, uma produção brasileira muito forte. O que existe é uma enorme barreira de circulação.”

Foi para começar a romper essa barreira que o Bonito CineSur nasceu, em 2023. Em apenas quatro edições, o Festival de Cinema Sul-Americano transformou Bonito, já conhecida mundialmente por suas belezas naturais, em um território de encontro entre realizadores, produtores, atores, distribuidores, críticos e públicos de diferentes países.

Na edição de 2026, realizada entre 24 de julho e 1º de agosto, o festival recebeu o recorde de 905 filmes inscritos. Na primeira edição, foram 657, o que representa crescimento de 37%. O público também mais do que dobrou: passou de 4.200 pessoas, em 2023, para 9 mil em 2025, alta de 114%.

Antes mesmo de contabilizar os resultados deste ano, mais de 18.200 pessoas já haviam participado das atividades do CineSur.

A quarta edição selecionou 32 produções competitivas de dez países da América do Sul, distribuídas entre longas e curtas sul-americanos, cinema ambiental e filmes de Mato Grosso do Sul.

A produção regional conquistou um espaço ainda maior: oito obras sul-mato-grossenses entraram na competição, duas a mais do que no ano anterior. Mas, para Nilson, os números são apenas uma parte da história.

“A gente partiu de uma tese: reunir a produção sul-americana recente e criar um ambiente de encontro entre produtores, atores, atrizes e realizadores. Um lugar onde também fosse possível discutir projetos e estimular coproduções”, explica. “Existe uma barreira muito grande entre os países. O festival nasce para criar condições de aproximação.”

Nilson Rodrigues: Bonito CineSur faz de MS o coração do cinema sul-americano. Em sua quarta edição, festival cresce, atrai estrelas e transforma cinema em formação, encontro, memória e desenvolvimento local - Fotografando Bonito - Divulgação

Uma vida dedicada ao cinema

O CineSur também é resultado de uma trajetória de mais de quatro décadas. Produtor, exibidor e gestor cultural, Nilson Rodrigues começou a trabalhar com festivais ainda nos anos 1980.

Foi coordenador e diretor de diferentes edições do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, idealizou o Festival de Inverno de Bonito e o Festcine Pantanal, em Campo Grande, além de ter integrado a Diretoria Colegiada da Agência Nacional do Cinema, a Ancine, entre 2005 e 2009.

Como exibidor, fundou o Cine Cultura de Campo Grande e, posteriormente, o Cine Cultura Liberty Mall, em Brasília, voltado especialmente ao cinema brasileiro e à produção independente mundial. Como produtor, participou de títulos como Tainá 3 – A origem, O outro lado do paraíso e O pastor e o guerrilheiro.

Agora, vive um momento especialmente movimentado com dois novos filmes. Nilson é produtor de Honestino, dirigido por Aurélio Michiles e protagonizado por Bruno Gagliasso nas sequências dramatizadas, e de Justino – Nos Bastidores do Reino, novo longa de José Eduardo Belmonte.

Na entrevista, ele brincou com a coincidência entre os nomes: “Honestino e Justino. Honesto e justo”. “Estou muito animado. Um dos filmes entra nas salas de cinema e o outro inicia sua carreira nos festivais”, conta.

Esse trânsito entre festivais, salas de exibição, produção e políticas públicas deu a Nilson uma visão ampla das dificuldades enfrentadas pelo audiovisual.

“O mercado é ocupado pelo cinema hegemônico dos Estados Unidos, e nem pelo cinema norte-americano em toda a sua diversidade. O cinema independente dos Estados Unidos também é muito potente.

O que recebemos aqui é aquilo que vem da grande indústria”, observa. “E, da mesma forma que essa indústria ocupa o mercado brasileiro, ocupa também a Argentina, o Paraguai, a Bolívia e o Chile.”

O CineSur não pretende resolver sozinho um problema que envolve legislação, distribuição, investimento, regulação das plataformas e políticas públicas. Nilson é o primeiro a reconhecer os limites de um festival.

“O festival não resolve os problemas do mercado, da circulação ou da regulação. Mas conecta as pessoas. Estimula a produção e também a aquisição dos filmes”, afirma.

Um exemplo concreto aconteceu após a edição anterior, quando um filme chileno premiado em Bonito despertou o interesse de uma distribuidora brasileira. Para um longa que talvez não encontrasse espaço no Brasil, o encontro representou uma possibilidade real de chegar a um novo público.

“Isso tem importância. Precisamos trazer mais distribuidores para ver esses filmes, além de mais produtores. Mas isso também depende das condições econômicas do festival, da ampliação dos apoios e dos patrocínios”, diz Nilson.

Estrelas do continente em Bonito

A força de um festival também se mede por sua capacidade de reunir os grandes nomes do cinema sem afastá-los do público. Em 2026, Bonito recebeu artistas conhecidos nacional e internacionalmente, mas manteve sessões, debates e encontros com acesso gratuito.

A abertura foi apresentada por Reynaldo Gianecchini e pela atriz e coordenadora geral Andrea Freire. O primeiro fim de semana teve ainda a presença de Bruno Gagliasso e do diretor Aurélio Michiles, que apresentaram a pré-estreia nacional de Honestino, filme sobre o líder estudantil Honestino Guimarães, sequestrado e desaparecido durante a ditadura militar.

João Moreira Salles participou de uma aula magna sobre o documentário e apresentou Minha terra estrangeira, codirigido por Louise Botkay. A programação também reuniu o documentarista Vincent Carelli, criador do projeto Vídeo nas Aldeias; o cineasta Luiz Carlos Lacerda, o Bigode; além de produtores, curadores, críticos e realizadores de vários países.

Até o encerramento, o festival ainda recebe Paulo Betti, responsável por uma conversa sobre interpretação para cinema e televisão, e Valentina Herszage, atriz de Ainda Estou Aqui, que apresenta com ele a cerimônia de premiação.

A grande homenageada da edição foi a chilena Paulina García, vencedora do Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim por Gloria. Atriz, diretora teatral e dramaturga, ela recebeu o Troféu Pantanal na abertura, que exibiu Querido Trópico, coprodução de Panamá e Colômbia na qual interpreta uma mulher que enfrenta o avanço da demência.

“Paulina é uma atriz incrível, maravilhosa, um orgulho para a América Latina e para a América do Sul”, afirma Nilson. “Esses momentos são especiais porque nos colocam diante daqueles que fizeram e continuam fazendo a história do nosso cinema. São artistas que revelam a grandeza da nossa produção.”

O festival também celebrou o cineasta argentino Luis Puenzo com uma sessão de A História Oficial, primeiro filme latino-americano a vencer o Oscar de melhor produção internacional. Lançada em 1985, a obra expôs o sequestro de crianças durante a ditadura argentina e ajudou o país a enfrentar uma memória que ainda estava aberta.

“O impacto desse filme na Argentina foi enorme”, ressalta Nilson. “Quando A História Oficial revelou o sequestro das crianças e a brutalidade dos militares, contribuiu para que o país olhasse para aquilo que havia acontecido.”

Nilson Rodrigues: Bonito CineSur faz de MS o coração do cinema sul-americano. Em sua quarta edição, festival cresce, atrai estrelas e transforma cinema em formação, encontro, memória e desenvolvimento local - Fotografando Bonito

Cinema que chega à comunidade

Embora as estrelas ajudem a projetar o evento nacionalmente, uma das iniciativas mais importantes do CineSur acontece longe dos tapetes vermelhos.

O Bonito CineSur Educa oferece gratuitamente oficinas, palestras, debates e sessões dirigidas especialmente a estudantes, crianças, jovens, profissionais do audiovisual e moradores da cidade.

Nesta edição, a programação formativa incluiu oficinas de realização de documentário, roteiro, desenvolvimento de projetos audiovisuais e mercado. As chamadas “charlas cinematográficas” discutiram temas como protagonismo feminino, aquisição e licenciamento de conteúdo, crítica de cinema, memória, interpretação e os 40 anos do projeto Vídeo nas Aldeias.

Uma oficina de cinema de animação foi levada ao Projeto Garoto Cidadão, iniciativa que atende no contraturno escolar crianças e adolescentes da rede pública e em situação de vulnerabilidade social. Durante cinco manhãs, os participantes tiveram contato com técnicas de criação e produção de animações.

Os trabalhos desenvolvidos pelas crianças serão apresentados ao público na Mostra Comunidade, ao lado dos documentários realizados por moradores durante o festival.

A iniciativa muda a relação da população com o evento. Em vez de apenas receber artistas e filmes vindos de fora, Bonito também passa a produzir suas próprias imagens, registrar suas histórias e formar novos realizadores.

O festival promoveu ainda sessões infantojuvenis gratuitas, com filmes como Colegas e o herdeiro, Eu e meu avô Nihonjin e Dentro da caixinha – Mundo de Papel. Ao abrir espaço para crianças que muitas vezes não têm acesso regular a uma sala de cinema, o CineSur transforma a experiência cultural em uma ação de inclusão.

“Precisamos produzir cinema, produzir séries e nos ver”, resume Nilson. “É muito estranho viver em um país e ficar experimentando apenas aquilo que supostamente acontece nos Estados Unidos. Precisamos das nossas imagens e das nossas histórias.”

Meio ambiente, identidade e território

Realizar um festival em Bonito também significa assumir uma responsabilidade ambiental. Por isso, o CineSur criou uma mostra competitiva dedicada ao tema, reunindo filmes que discutem mudanças climáticas, contaminação das águas, exploração de recursos naturais, preservação dos territórios e resistência dos povos originários.

“A gente não poderia fazer um festival de cinema em Bonito sem criar uma mostra ambiental”, diz Nilson. “O cinema é uma grande ferramenta de debate e reflexão sobre a necessidade de preservação do planeta e sobre as responsabilidades ambientais que temos.”

O diretor destaca que as urgências não são iguais em todos os países. O Chile enfrenta determinadas questões, enquanto a Amazônia brasileira, colombiana e equatoriana apresenta outras. Bolívia, Argentina e Paraguai também chegam ao festival com seus próprios conflitos ambientais.

“Nos filmes, você vê cada país trazendo suas urgências. O cinema participa desse debate e permite que a gente conheça realidades diferentes das nossas”, afirma.

Nilson Rodrigues: Bonito CineSur faz de MS o coração do cinema sul-americano. Em sua quarta edição, festival cresce, atrai estrelas e transforma cinema em formação, encontro, memória e desenvolvimento local - Divulgação

Impacto além das telas

O CineSur também movimenta hotéis, restaurantes, transporte, serviços técnicos e profissionais da economia criativa. Em 2025, a programação reuniu 63 filmes de dez países, somou 120 horas de atividades gratuitas e envolveu 60 instituições públicas e privadas.

Foram contratados 250 serviços profissionais ligados à produção, equipamentos, hospedagem, alimentação e deslocamento. O evento alcançou 9 mil pessoas presencialmente e mais de 619 mil nas redes sociais.

Os resultados ajudam a demonstrar que cultura e turismo não são forças concorrentes. Ao contrário: um festival amplia o calendário da cidade, atrai visitantes, gera renda, cria empregos temporários e oferece novas experiências a quem chega a Bonito.

A logística, porém, é um desafio. Passagens aéreas caras, distâncias e a necessidade de transformar espaços em salas com padrão de exibição cinematográfica aumentam os custos.

“É claro que fica mais caro. Trazer as pessoas para cá é desafiante. Mas Bonito está no coração da América do Sul”, defende Nilson. “Mato Grosso do Sul faz fronteira com dois países. O festival tinha que ser feito aqui. Estamos construindo, aos poucos, um território de encontro dessas cinematografias sul-americanas. Nunca tive dúvida disso.”

As próximas pontes

Para a quinta edição, Nilson quer ampliar a presença de distribuidores, instituições de fomento e autoridades responsáveis pelas políticas cinematográficas dos países. O objetivo é avançar não apenas nas coproduções, mas também na codistribuição.

“A coprodução é fundamental porque, quando um filme é realizado entre dois países, ele passa a ter duas nacionalidades e pode ser tratado como produto nacional nos dois lugares”, explica. “Ainda fazemos poucas coproduções entre os países sul-americanos.”

O próximo passo seria criar mecanismos para que os filmes também fossem distribuídos em conjunto.

“Já temos alguns programas e editais de coprodução entre Brasil, Argentina e Uruguai, mas precisamos avançar. Está faltando pensar a codistribuição: criar estímulos para que o filme seja distribuído lá e aqui. Assim ampliamos as possibilidades de conhecer aquilo que produzimos.”

Nilson lembra uma frase de Luiz Carlos Barreto, homenageado na abertura do festival poucos dias depois de sua morte: um país que não produz seu próprio cinema é como uma casa sem espelhos, na qual as pessoas não conseguem se ver.

O Bonito CineSur amplia essa imagem. Um continente que não assiste ao próprio cinema também perde a capacidade de se reconhecer.

Em quatro anos, o festival ainda não derrubou todas as barreiras de circulação, e jamais prometeu fazer isso sozinho. Mas já mostrou que, entre as fronteiras de Mato Grosso do Sul, é possível criar um espaço no qual a América do Sul finalmente começa a olhar para si mesma.

Dança Correio B+

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo

Inspirado na obra Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, La Esmeralda é um dos grandes títulos do repertório do ballet clássico.

20/09/2026 14h30

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo Foto: Sergio Bemfica

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Escola que transformou o ballet adulto em espaço de arte, acolhimento e realização celebra uma década de história com apresentação nos dias 26 e 27 de setembro, no Teatro Ítalo-Brasileiro.

Há dez anos, o BLA – Ballet Livre Adulto nasceu com uma proposta que ia muito além dos passos, das posições e da técnica do ballet clássico: mostrar que não existe idade para dançar, aprender, se desafiar e realizar sonhos.

Ao longo de uma década, o BLA que tem como sócias a bailarina, professora e coreógrafa Márcia Ylana, e as bailarinas Thais Natale e Larissa Santo André que construíram uma trajetória marcada pela paixão pela dança, pelo incentivo de bailarinos adultos e, principalmente, pela criação de um ambiente em que diferentes histórias se encontram em torno de um mesmo propósito: viver a experiência do ballet de maneira plena e transformadora.

Para celebrar seus 10 anos de existência, o BLA leva ao palco o clássico La Esmeralda e Divertissement, espetáculos que serão apresentados nos dias 26 e 27 de setembro, no Teatro Ítalo-Brasileiro, em São Paulo.

Inspirado na obra Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, La Esmeralda é um dos grandes títulos do repertório do ballet clássico. A história de amor, paixão, conflitos e preconceitos envolvendo a jovem Esmeralda ganha vida no palco por meio da dança, da música e da interpretação.

A montagem representa também um momento especial para os bailarinos do BLA.
Para um grupo formado por adultos, muitos dos quais retomaram a dança após anos de afastamento ou iniciaram a prática já na vida adulta, estar em cena em uma obra clássica de grande porte representa a realização de um sonho que, por muito tempo, pareceu distante

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São PauloAs sócias do BLA – Thais Natale – Márcia Ylana e Larissa Santo André – Foto: Sérgio Bemfica

“O BLA nasceu para mostrar que o ballet não precisa ter idade. Cada pessoa chega com uma história, um sonho e um motivo diferente para dançar. Ao longo desses dez anos, fomos construindo uma família através da dança e provando que sempre é tempo de começar, recomeçar e se permitir viver o palco”, destaca a direção do Ballet Livre Adulto.

Mais do que uma celebração, os dez anos do BLA representam uma trajetória de dedicação, amizade, superação e amor pela dança. O grupo se tornou um espaço de encontro para pessoas que encontraram no ballet uma nova forma de expressão e também uma maneira de se reconectar consigo mesmas.

A escolha de La Esmeralda para marcar essa data especial reforça a essência do projeto que nasceu há 10 anos, sendo o primeiro espetáculo da escola a subir no palco, que agora vem com nova roupagem, elenco, maturidade e as três sócias do BLA: Márcia Ylana, Larissa Santo André e Thaís Natale que estarão entre as oito Esmeraldas do espetáculo.
  
Uma nova oportunidade para unir a tradição do ballet clássico à realidade e à potência dos bailarinos adultos.

Em cena, técnica, emoção e histórias de vida que se encontram para celebrar uma década de BLA e reafirmar uma mensagem que acompanha o grupo desde sua criação: dançar é também realizar sonhos — em qualquer idade.

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São PauloBallet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo - Foto: Sergio Bemfica

SERVIÇO

BLA – Ballet Livre Adulto | 10 anos

Espetáculo: La Esmeralda (sábado) e Divertissement (domingo)

26/09 – 19h e 27/09 – 17h30

Teatro Ítalo-Brasileiro – São Paulo (SP)

BLA – Ballet Livre Adulto

Ingressos à venda: https://ingresso-master.com/70/la-esmeralda-divertissement-spazio-italia/



 

Destinos B+

Além das flores: conheça 5 destinos na América do Sul para viver a primavera com os cinco sentidos

Hemisfério Sul ganham novas cores com a chegada da primavera, que, neste ano, se inicia no dia 22 de setembro.

20/09/2026 14h00

Além das flores: conheça 5 destinos na América do Sul para viver a primavera com os cinco sentidos

Além das flores: conheça 5 destinos na América do Sul para viver a primavera com os cinco sentidos Foto: Divulgação

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As paisagens do Hemisfério Sul ganham novas cores com a chegada da primavera, que, neste ano, se inicia no dia 22 de setembro. Mas uma viagem pode ser marcada por muito mais do que aquilo que se vê. O aroma das flores, um sabor descoberto à mesa, um som percebido apenas no silêncio ou uma sensação difícil de reproduzir fora daquele lugar também podem se transformar em lembranças especiais das férias.

O B+ e a Booking.com, empresa de reservas de hotéis, aluguel de temporada, voos e outros serviços de turismo, selecionou cinco destinos na América do Sul para explorar a estação por meio dos cinco sentidos.

Ver Buenos Aires ganhar novas cores

Belas paisagens naturais e atividades ao ar livre são uma motivação de viagem para 94%* dos viajantes brasileiros, e a primavera oferece uma oportunidade de enxergar Buenos Aires sob novas cores. No Rosedal de Palermo, dentro do Parque Tres de Febrero, cerca de 18 mil roseiras de diferentes variedades compõem um dos cenários mais coloridos da capital argentina. Inaugurado em 1914 e considerado um dos jardins de rosas mais importantes da América Latina, o espaço reúne caminhos arborizados, lagos, pontes e pérgolas cobertas por flores.

A primavera é uma das melhores épocas para visitar o roseiral, quando ele está em plena floração. Fora do parque, vale olhar para cima durante os passeios: no fim do inverno, os lapachos começam a florescer em pontos como a Avenida Figueroa Alcorta e, em novembro, os jacarandás tingem de azul-violeta vias e parques da cidade. Entre um passeio e outro, atrações como a Casa Rosada, o Caminito e o Teatro Colón ajudam a completar a visita à capital. Para se hospedar, o BE Jardin Escondido By Coppola, em Palermo, conta com jardins que reforçam as cores da primavera portenha.

Ouvir o silêncio do Atacama

Para os 94% dos turistas do Brasil que buscam desacelerar mentalmente durante as férias, uma visita ao Deserto do Atacama, no Chile, pode ser uma oportunidade de parar e prestar atenção aos sons mais sutis do ambiente — ou à própria ausência deles. A cerca de 13 quilômetros de San Pedro de Atacama, o Valle de la Luna reúne dunas e formações de pedra, areia e sal moldadas ao longo de milhões de anos na Cordillera de la Sal.

Com as variações de temperatura do deserto, as formações ricas em sal podem produzir pequenos estalos e rangidos que, em determinadas condições, são percebidos em meio ao silêncio. Além das trilhas do Valle de la Luna, quem visita o destino pode conhecer os Geysers del Tatio, onde colunas de vapor e água quente compõem outro cenário característico do Atacama. Ali, o Hotel La Casa de Don Tomás oferece ambientes tranquilos e piscina ao ar livre.

Sentir o aroma das flores de Medellín

Conhecida como a “Cidade da Eterna Primavera”, Medellín, na Colômbia, tem nas flores uma parte importante de sua identidade. O passeio pode começar pelo Jardín Botánico de Medellín, onde fica o Orquideorama, estrutura arquitetônica projetada para abrigar e exibir orquídeas e outras espécies. Para ampliar o contato com a natureza, o Parque Arví, nos arredores da cidade, conta com trilhas e áreas de bosque, ideais para observação de pássaros e piqueniques.

A cerca de 18 quilômetros de Medellín fica Santa Elena, área rural considerada o berço da cultura dos silleteros, tradição ligada ao cultivo de flores e à criação dos arranjos típicos conhecidos como silletas. Ali, diversas fazendas silleteras mantidas por famílias locais recebem visitantes ao longo do ano para apresentar seus cultivos e contar a história desse costume. Na cidade, o Sui Boutique Hotel combina design colombiano, arte e elementos naturais.

Além das flores: conheça 5 destinos na América do Sul para viver a primavera com os cinco sentidosMedellínMedellín - Divulgação

Provar os sabores do Vale de Casablanca

A gastronomia também pode influenciar a escolha de um destino: 90% dos viajantes brasileiros afirmam que experimentar a cultura gastronômica local é uma motivação para viajar. No Vale de Casablanca, entre Santiago e a costa do Pacífico, essa descoberta por uma das principais áreas vinícolas de clima frio do Chile, conhecida especialmente pela produção de Sauvignon Blanc e Chardonnay.

Vinícolas da região promovem visitas aos vinhedos e às adegas, onde é possível conhecer os processos de produção antes das degustações. E o interesse vai além da taça: entre os viajantes brasileiros interessados em gastronomia, 42% pretendem visitar uma vinícola, cervejaria ou cafeteria local durante uma viagem.

Algumas propriedades de Casablanca também contam com restaurantes e menus harmonizados, que combinam os vinhos do vale com pratos da culinária chilena. Para a hospedagem, o Hotel Boutique Lagunillas Casablanca é uma dessas opções e tem um restaurante que serve menu degustação harmonizado com vinhos da região.

Além das flores: conheça 5 destinos na América do Sul para viver a primavera com os cinco sentidosJalapão - Divulgação

Sentir o corpo flutuar no Jalapão

No Jalapão, no Tocantins, os fervedouros proporcionam uma vivência que precisa ser sentida na pele. Em locais como o Fervedouro Bela Vista e o Fervedouro do Ceiça, a água subterrânea brota com pressão suficiente para dificultar que o corpo afunde, criando uma sensação de flutuação.

O contato com a água continua na Cachoeira do Formiga, com sua piscina natural de águas cristalinas em tons esverdeados, e nas praias de água doce do Rio Novo. Já nas Dunas do Jalapão, formadas por areias douradas, a experiência ganha outra textura e ainda oferece uma vista ampla do Cerrado. Viajantes podem se hospedar na Pousada Águas do Jalapão, que conta com piscina ao ar livre e jardim.

As paisagens do Hemisfério Sul ganham novas cores com a chegada da primavera, que, neste ano, se inicia no dia 22 de setembro. Mas uma viagem pode ser marcada por muito mais do que aquilo que se vê. O aroma das flores, um sabor descoberto à mesa, um som percebido apenas no silêncio ou uma sensação difícil de reproduzir fora daquele lugar também podem se transformar em lembranças especiais das férias.



 

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