Correio B

Capa da semana Correio B+ - Especial

Entrevista exclusiva com o diretor de cinema Nilson Rodrigues

Bonito CineSur faz de MS o coração do cinema sul-americano. Em sua quarta edição, festival cresce, atrai estrelas e transforma cinema em formação, encontro, memória e desenvolvimento local

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Quantos filmes equatorianos você conhece? Quantos venezuelanos já assistiu? E quantas produções do Paraguai, país que divide fronteira com Mato Grosso do Sul, chegaram às salas de cinema ou às plataformas brasileiras?

As perguntas lançadas por Nilson Rodrigues, idealizador e diretor do Bonito CineSur, parecem simples, mas revelam um dos grandes paradoxos culturais do continente: a América do Sul produz filmes reconhecidos nos principais festivais do mundo, mas seus países ainda conhecem muito pouco o cinema realizado pelos próprios vizinhos.

“Quantos filmes equatorianos você conhece? Quantos filmes venezuelanos já viu? Quantos colombianos ou chilenos? A gente vê muito pouco”, provoca Nilson em uma conversa exclusiva para o Caderno B+ diretamente de Bonito.

“Não é que não exista uma produção relevante. O Paraguai foi premiado em Berlim, o Chile vai ao Oscar, a Colômbia vai ao Oscar. Existe uma produção argentina incrível, uma produção brasileira muito forte. O que existe é uma enorme barreira de circulação.”

Foi para começar a romper essa barreira que o Bonito CineSur nasceu, em 2023. Em apenas quatro edições, o Festival de Cinema Sul-Americano transformou Bonito, já conhecida mundialmente por suas belezas naturais, em um território de encontro entre realizadores, produtores, atores, distribuidores, críticos e públicos de diferentes países.

Na edição de 2026, realizada entre 24 de julho e 1º de agosto, o festival recebeu o recorde de 905 filmes inscritos. Na primeira edição, foram 657, o que representa crescimento de 37%. O público também mais do que dobrou: passou de 4.200 pessoas, em 2023, para 9 mil em 2025, alta de 114%.

Antes mesmo de contabilizar os resultados deste ano, mais de 18.200 pessoas já haviam participado das atividades do CineSur.

A quarta edição selecionou 32 produções competitivas de dez países da América do Sul, distribuídas entre longas e curtas sul-americanos, cinema ambiental e filmes de Mato Grosso do Sul.

A produção regional conquistou um espaço ainda maior: oito obras sul-mato-grossenses entraram na competição, duas a mais do que no ano anterior. Mas, para Nilson, os números são apenas uma parte da história.

“A gente partiu de uma tese: reunir a produção sul-americana recente e criar um ambiente de encontro entre produtores, atores, atrizes e realizadores. Um lugar onde também fosse possível discutir projetos e estimular coproduções”, explica. “Existe uma barreira muito grande entre os países. O festival nasce para criar condições de aproximação.”

Nilson Rodrigues: Bonito CineSur faz de MS o coração do cinema sul-americano. Em sua quarta edição, festival cresce, atrai estrelas e transforma cinema em formação, encontro, memória e desenvolvimento local - Fotografando Bonito - Divulgação

Uma vida dedicada ao cinema

O CineSur também é resultado de uma trajetória de mais de quatro décadas. Produtor, exibidor e gestor cultural, Nilson Rodrigues começou a trabalhar com festivais ainda nos anos 1980.

Foi coordenador e diretor de diferentes edições do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, idealizou o Festival de Inverno de Bonito e o Festcine Pantanal, em Campo Grande, além de ter integrado a Diretoria Colegiada da Agência Nacional do Cinema, a Ancine, entre 2005 e 2009.

Como exibidor, fundou o Cine Cultura de Campo Grande e, posteriormente, o Cine Cultura Liberty Mall, em Brasília, voltado especialmente ao cinema brasileiro e à produção independente mundial. Como produtor, participou de títulos como Tainá 3 – A origem, O outro lado do paraíso e O pastor e o guerrilheiro.

Agora, vive um momento especialmente movimentado com dois novos filmes. Nilson é produtor de Honestino, dirigido por Aurélio Michiles e protagonizado por Bruno Gagliasso nas sequências dramatizadas, e de Justino – Nos Bastidores do Reino, novo longa de José Eduardo Belmonte.

Na entrevista, ele brincou com a coincidência entre os nomes: “Honestino e Justino. Honesto e justo”. “Estou muito animado. Um dos filmes entra nas salas de cinema e o outro inicia sua carreira nos festivais”, conta.

Esse trânsito entre festivais, salas de exibição, produção e políticas públicas deu a Nilson uma visão ampla das dificuldades enfrentadas pelo audiovisual.

“O mercado é ocupado pelo cinema hegemônico dos Estados Unidos, e nem pelo cinema norte-americano em toda a sua diversidade. O cinema independente dos Estados Unidos também é muito potente.

O que recebemos aqui é aquilo que vem da grande indústria”, observa. “E, da mesma forma que essa indústria ocupa o mercado brasileiro, ocupa também a Argentina, o Paraguai, a Bolívia e o Chile.”

O CineSur não pretende resolver sozinho um problema que envolve legislação, distribuição, investimento, regulação das plataformas e políticas públicas. Nilson é o primeiro a reconhecer os limites de um festival.

“O festival não resolve os problemas do mercado, da circulação ou da regulação. Mas conecta as pessoas. Estimula a produção e também a aquisição dos filmes”, afirma.

Um exemplo concreto aconteceu após a edição anterior, quando um filme chileno premiado em Bonito despertou o interesse de uma distribuidora brasileira. Para um longa que talvez não encontrasse espaço no Brasil, o encontro representou uma possibilidade real de chegar a um novo público.

“Isso tem importância. Precisamos trazer mais distribuidores para ver esses filmes, além de mais produtores. Mas isso também depende das condições econômicas do festival, da ampliação dos apoios e dos patrocínios”, diz Nilson.

Estrelas do continente em Bonito

A força de um festival também se mede por sua capacidade de reunir os grandes nomes do cinema sem afastá-los do público. Em 2026, Bonito recebeu artistas conhecidos nacional e internacionalmente, mas manteve sessões, debates e encontros com acesso gratuito.

A abertura foi apresentada por Reynaldo Gianecchini e pela atriz e coordenadora geral Andrea Freire. O primeiro fim de semana teve ainda a presença de Bruno Gagliasso e do diretor Aurélio Michiles, que apresentaram a pré-estreia nacional de Honestino, filme sobre o líder estudantil Honestino Guimarães, sequestrado e desaparecido durante a ditadura militar.

João Moreira Salles participou de uma aula magna sobre o documentário e apresentou Minha terra estrangeira, codirigido por Louise Botkay. A programação também reuniu o documentarista Vincent Carelli, criador do projeto Vídeo nas Aldeias; o cineasta Luiz Carlos Lacerda, o Bigode; além de produtores, curadores, críticos e realizadores de vários países.

Até o encerramento, o festival ainda recebe Paulo Betti, responsável por uma conversa sobre interpretação para cinema e televisão, e Valentina Herszage, atriz de Ainda Estou Aqui, que apresenta com ele a cerimônia de premiação.

A grande homenageada da edição foi a chilena Paulina García, vencedora do Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim por Gloria. Atriz, diretora teatral e dramaturga, ela recebeu o Troféu Pantanal na abertura, que exibiu Querido Trópico, coprodução de Panamá e Colômbia na qual interpreta uma mulher que enfrenta o avanço da demência.

“Paulina é uma atriz incrível, maravilhosa, um orgulho para a América Latina e para a América do Sul”, afirma Nilson. “Esses momentos são especiais porque nos colocam diante daqueles que fizeram e continuam fazendo a história do nosso cinema. São artistas que revelam a grandeza da nossa produção.”

O festival também celebrou o cineasta argentino Luis Puenzo com uma sessão de A História Oficial, primeiro filme latino-americano a vencer o Oscar de melhor produção internacional. Lançada em 1985, a obra expôs o sequestro de crianças durante a ditadura argentina e ajudou o país a enfrentar uma memória que ainda estava aberta.

“O impacto desse filme na Argentina foi enorme”, ressalta Nilson. “Quando A História Oficial revelou o sequestro das crianças e a brutalidade dos militares, contribuiu para que o país olhasse para aquilo que havia acontecido.”

Nilson Rodrigues: Bonito CineSur faz de MS o coração do cinema sul-americano. Em sua quarta edição, festival cresce, atrai estrelas e transforma cinema em formação, encontro, memória e desenvolvimento local - Fotografando Bonito

Cinema que chega à comunidade

Embora as estrelas ajudem a projetar o evento nacionalmente, uma das iniciativas mais importantes do CineSur acontece longe dos tapetes vermelhos.

O Bonito CineSur Educa oferece gratuitamente oficinas, palestras, debates e sessões dirigidas especialmente a estudantes, crianças, jovens, profissionais do audiovisual e moradores da cidade.

Nesta edição, a programação formativa incluiu oficinas de realização de documentário, roteiro, desenvolvimento de projetos audiovisuais e mercado. As chamadas “charlas cinematográficas” discutiram temas como protagonismo feminino, aquisição e licenciamento de conteúdo, crítica de cinema, memória, interpretação e os 40 anos do projeto Vídeo nas Aldeias.

Uma oficina de cinema de animação foi levada ao Projeto Garoto Cidadão, iniciativa que atende no contraturno escolar crianças e adolescentes da rede pública e em situação de vulnerabilidade social. Durante cinco manhãs, os participantes tiveram contato com técnicas de criação e produção de animações.

Os trabalhos desenvolvidos pelas crianças serão apresentados ao público na Mostra Comunidade, ao lado dos documentários realizados por moradores durante o festival.

A iniciativa muda a relação da população com o evento. Em vez de apenas receber artistas e filmes vindos de fora, Bonito também passa a produzir suas próprias imagens, registrar suas histórias e formar novos realizadores.

O festival promoveu ainda sessões infantojuvenis gratuitas, com filmes como Colegas e o herdeiro, Eu e meu avô Nihonjin e Dentro da caixinha – Mundo de Papel. Ao abrir espaço para crianças que muitas vezes não têm acesso regular a uma sala de cinema, o CineSur transforma a experiência cultural em uma ação de inclusão.

“Precisamos produzir cinema, produzir séries e nos ver”, resume Nilson. “É muito estranho viver em um país e ficar experimentando apenas aquilo que supostamente acontece nos Estados Unidos. Precisamos das nossas imagens e das nossas histórias.”

Meio ambiente, identidade e território

Realizar um festival em Bonito também significa assumir uma responsabilidade ambiental. Por isso, o CineSur criou uma mostra competitiva dedicada ao tema, reunindo filmes que discutem mudanças climáticas, contaminação das águas, exploração de recursos naturais, preservação dos territórios e resistência dos povos originários.

“A gente não poderia fazer um festival de cinema em Bonito sem criar uma mostra ambiental”, diz Nilson. “O cinema é uma grande ferramenta de debate e reflexão sobre a necessidade de preservação do planeta e sobre as responsabilidades ambientais que temos.”

O diretor destaca que as urgências não são iguais em todos os países. O Chile enfrenta determinadas questões, enquanto a Amazônia brasileira, colombiana e equatoriana apresenta outras. Bolívia, Argentina e Paraguai também chegam ao festival com seus próprios conflitos ambientais.

“Nos filmes, você vê cada país trazendo suas urgências. O cinema participa desse debate e permite que a gente conheça realidades diferentes das nossas”, afirma.

Nilson Rodrigues: Bonito CineSur faz de MS o coração do cinema sul-americano. Em sua quarta edição, festival cresce, atrai estrelas e transforma cinema em formação, encontro, memória e desenvolvimento local - Divulgação

Impacto além das telas

O CineSur também movimenta hotéis, restaurantes, transporte, serviços técnicos e profissionais da economia criativa. Em 2025, a programação reuniu 63 filmes de dez países, somou 120 horas de atividades gratuitas e envolveu 60 instituições públicas e privadas.

Foram contratados 250 serviços profissionais ligados à produção, equipamentos, hospedagem, alimentação e deslocamento. O evento alcançou 9 mil pessoas presencialmente e mais de 619 mil nas redes sociais.

Os resultados ajudam a demonstrar que cultura e turismo não são forças concorrentes. Ao contrário: um festival amplia o calendário da cidade, atrai visitantes, gera renda, cria empregos temporários e oferece novas experiências a quem chega a Bonito.

A logística, porém, é um desafio. Passagens aéreas caras, distâncias e a necessidade de transformar espaços em salas com padrão de exibição cinematográfica aumentam os custos.

“É claro que fica mais caro. Trazer as pessoas para cá é desafiante. Mas Bonito está no coração da América do Sul”, defende Nilson. “Mato Grosso do Sul faz fronteira com dois países. O festival tinha que ser feito aqui. Estamos construindo, aos poucos, um território de encontro dessas cinematografias sul-americanas. Nunca tive dúvida disso.”

As próximas pontes

Para a quinta edição, Nilson quer ampliar a presença de distribuidores, instituições de fomento e autoridades responsáveis pelas políticas cinematográficas dos países. O objetivo é avançar não apenas nas coproduções, mas também na codistribuição.

“A coprodução é fundamental porque, quando um filme é realizado entre dois países, ele passa a ter duas nacionalidades e pode ser tratado como produto nacional nos dois lugares”, explica. “Ainda fazemos poucas coproduções entre os países sul-americanos.”

O próximo passo seria criar mecanismos para que os filmes também fossem distribuídos em conjunto.

“Já temos alguns programas e editais de coprodução entre Brasil, Argentina e Uruguai, mas precisamos avançar. Está faltando pensar a codistribuição: criar estímulos para que o filme seja distribuído lá e aqui. Assim ampliamos as possibilidades de conhecer aquilo que produzimos.”

Nilson lembra uma frase de Luiz Carlos Barreto, homenageado na abertura do festival poucos dias depois de sua morte: um país que não produz seu próprio cinema é como uma casa sem espelhos, na qual as pessoas não conseguem se ver.

O Bonito CineSur amplia essa imagem. Um continente que não assiste ao próprio cinema também perde a capacidade de se reconhecer.

Em quatro anos, o festival ainda não derrubou todas as barreiras de circulação, e jamais prometeu fazer isso sozinho. Mas já mostrou que, entre as fronteiras de Mato Grosso do Sul, é possível criar um espaço no qual a América do Sul finalmente começa a olhar para si mesma.

Agenda Cultural

Programação do fim de semana reúne literatura, teatro, show de metal, feiras e mais

De feira sobre o universo da maternidade a show de death metal, programação conta com encontros literários, feira de adoção e muitas peças teatrais

14/08/2026 08h30

Jogos Original Games: Atividades envolvem habilidades físicas, raciocínio e competências socioemocionais

Jogos Original Games: Atividades envolvem habilidades físicas, raciocínio e competências socioemocionais Foto: Divulgação

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Quem estiver procurando opções de cultura e lazer para este fim de semana encontrará uma programação diversificada em Mato Grosso do Sul. Entre hoje e domingo, Campo Grande, Dourados, Bonito e Corumbá recebem atividades que passam por literatura, teatro, música, artes circenses, exposições, jogos, inclusão, debates sobre maternagem e ações de proteção animal.

LITERATURA

A literatura ganha destaque hoje, em Campo Grande, com o lançamento oficial de “O Código Salvador Dalí”, novo romance do escritor Ewerton Carvalho.

O evento começa às 18h, na Cafeteria Doce Lembrança, localizada na Rua Dom Aquino, nº 2.055, no Centro, e terá apresentação da obra, bate-papo com o autor e sessão de autógrafos.

Já disponível nas plataformas digitais, o livro combina suspense, investigação, fatos históricos e ficção em uma narrativa que atravessa o Brasil, a Espanha e os Estados Unidos. A história acompanha Valentina, uma médica cuja vida é profundamente marcada pelo assassinato de pessoas próximas. 

Outro destaque literário do fim de semana é o escritor três-lagoense Gilberto Arsiolli, que participa de dois encontros com leitores. Hoje ele estará em Dourados, na 6ª Feira da Literatura de Mato Grosso do Sul (Felit-MS), realizada na Câmara Municipal. Amanhã, às 14h, o autor segue para Campo Grande, onde participa de uma conversa na Hamurabi Livraria, na Rua 14 de Julho, nº 1.680, no Centro.

Os encontros têm como foco o romance histórico “Volte quando o Eco Acabar”, publicado neste ano, após cerca de uma década de construção. A obra percorre diferentes momentos da formação do território sul-mato-grossense, partindo do século 17 e chegando a 1932, período da Revolução de Maracaju.

TEATRO

Hoje será apresentado no Sesc Teatro Prosa “Vermelho, Branco e Preto”, da paulista Cibele Mateus.

A montagem utiliza elementos do Cavalo-Marinho pernambucano para construir uma narrativa que combina humor, identidade, ancestralidade e crítica social. 

Amanhã, às 16h, o espaço recebe o público infantil para “Solo Protocolo”, do carioca Ricardo Gadelha. A apresentação reúne palhaçaria, malabares, perna de pau, música e interação direta com a plateia.

Os dois espetáculos têm entrada gratuita, com ingressos disponíveis para retirada pelo Sympla.

NO INTERIOR

Em Corumbá, este sábado será dedicado à arte circense, com a quinta edição de “O Circo Tem Várias Caras”. O espetáculo começa às 19h, no Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, e reúne professores, alunos, escolas e projetos sociais em uma apresentação no formato de cabaré artístico.

Idealizado pelo Espaço Vivart de Atividades Circenses, o evento surgiu em 2018 com o objetivo de reunir em um mesmo palco diferentes artistas e iniciativas ligadas ao circo na cidade. Desde então, passou por quatro edições, realizadas em 2018, 2019, 2023 e 2024, reunindo mais de 30 artistas e um público superior a 500 pessoas.

O teatro também ocupa espaços públicos de Bonito neste fim de semana, com novas apresentações de “Jurema e a Criação do Mundo”. Hoje, às 9h30min, a montagem será apresentada na Escola Municipal Professor Francisco Anísio Corrêa Ferreira, no distrito de Águas do Miranda.

Amanhã, às 17h, o espetáculo chega à Praça da Marambaia, em Bonito, em uma sessão gratuita com intérprete de Libras.

A peça mistura teatro, palhaçaria, música e contação de histórias para acompanhar a jornada da Palhaça Jurema em busca de respostas para uma das perguntas mais antigas da humanidade: como surgiu o mundo?

Dourados também terá uma programação especial neste sábado. O Pontão de Cultura Casulo realiza a terceira rodada do 4º Festival de Música Indígena e a 21ª edição da Feira das Pulgas. As atividades começam às 13h e seguem até as 22h, com entrada gratuita, na Rua Reinaldo Bianchi, nº 398, no Parque Alvorada.

Durante a tarde, o Festival de Música Indígena terá aulas de capoeira, oficinas de artes visuais e cineclube infantil. 

Jogos Original Games: Atividades envolvem habilidades físicas, raciocínio e competências socioemocionaisFFESTIVAL DE MÚSCA INDIGENA: Em Dourados, crianças terão aulas de capoeira, oficinas de artes visuais e cineclube infantil - Foto: Casulo

A partir das 17h, a programação se integra à Feira das Pulgas, que nesta edição selecionou 60 empreendimentos, entre mais de 100 inscritos. 

A noite terá ainda a Pupa Filosófica, às 18h, com a escritora indígena Jadi Ribeiro e a empreendedora de moda circular Juliana Mazzarim, do Ateliê Sutis. 

Às 18h30min, o grupo de rap indígena Odiados, formado por Marinn, Discreto, Vidau e Guisf, apresenta suas músicas autorais. Encerrando a programação musical, das 20h às 22h, a banda Made in 90 apresenta clássicos do rock das décadas de 1990 e 2000.

EXPOSIÇÃO

Campo Grande recebe a partir de hoje a exposição-jogo “Água de A a Z”, no Centro Cultural José Octávio Guizzo. A abertura oficial ocorre às 15h, com entrada gratuita e classificação livre.

A proposta é transformar conhecimentos sobre água, recursos hídricos, meio ambiente e sustentabilidade em uma experiência interativa e educativa. A estreia terá a participação de estudantes da rede pública.

A exposição poderá ser visitada deste sábado a 18 de setembro. De terça a sexta-feira, o espaço funciona das 8h às 18h e, aos sábados, das 14h às 20h.

JOGOS E DESAFIOS

A partir de hoje, o Shopping Bosque dos Ipês recebe o Original Games, experiência inspirada em jogos medievais, desafios de parques, carnival games, quermesses e festas populares.

A atração foi desenvolvida para pessoas de diferentes idades, entre 6 anos e 80 anos, reunindo atividades que envolvem habilidades físicas, raciocínio e competências socioemocionais.

FEIRA DE ADOÇÃO 

Para quem prefere incluir solidariedade na programação, hoje também acontecerá uma feira de adoção, organizada pela Amicats. O evento acontece das 17h às 21h, na Cobasi, em Campo Grande, reunindo 15 filhotes com idade média de 6 meses.

Os animais foram resgatados e receberam cuidados da equipe da ONG. Todos estão vermifugados e passaram por exames para FIV e FeLV, com resultados negativos. Dois já estão castrados e vacinados.

A adoção segue critérios de segurança. Os gatos devem ser destinados a lares sem acesso à rua. Em apartamentos, é obrigatória a instalação de telas em janelas e sacadas. Para casas, a família precisa comprovar que não há possibilidade de fuga.

Os interessados devem apresentar documentos pessoais e comprovante de residência, além de imagens do imóvel. Também é obrigatório levar o animal para casa em caixa de transporte.

MATERNIDADE

Entre amanhã e domingo, Campo Grande recebe a primeira edição da Materne, evento gratuito dedicado a discutir maternagem, saúde mental, direitos das mulheres e desenvolvimento infantil.

A programação será realizada no Ondara Buffet Master, na Chácara Cachoeira, e terá rodas de conversa, palestras, oficinas e cursos. A iniciativa é idealizada pela médica ginecologista e obstetra Maria Auxiliadora Budib e pretende tratar da maternidade para além da romantização e do consumo.

A entrada é gratuita, mas as vagas são limitadas a 200 pessoas por hora de programação. É necessário realizar inscrição prévia.

As inscrições podem ser feitas pelo Instagram @maternems.

LITERATURA INFANTIL

Hoje, a Associação de Pais e Amigos do Autista (AMA) recebe o lançamento do livro infantil “Um Mundo Especial”, da escritora e bibliotecária Raiza Franco. A contação de histórias começa às 14h, na Avenida Bandeirantes, nº 215, no Bairro Amambaí.

Inspirada na história do filho da autora, Kalel, a obra acompanha um dia da rotina do menino e busca apresentar o autismo de maneira leve, afetiva e acolhedora.

ROCK

Para os fãs de música pesada, o sábado reserva uma apresentação da banda brasileiro-canadense de death metal Ophiolatry, na Taberna Rock Pub, a partir das 20h.

A banda retorna à capital sul-mato-grossense após quase duas décadas. A última apresentação em Campo Grande ocorreu em 2009. Desta vez, o grupo chega com o repertório de “Serpent’s Verdict”, primeiro álbum de inéditas depois de um hiato de 17 anos.

Formada em 1998, no interior de São Paulo, a Ophiolatry construiu trajetória no underground internacional e realizou turnês pela Europa e a América do Norte.

O trabalho mais recente aborda temas como ancestralidade, resistência indígena, espiritualidade e impactos da colonização sobre os povos originários.

A apresentação integra a South America Serpent’s Verdict Tour 2026 e reúne ainda nomes da cena pesada do Centro-Oeste. O line-up terá a cuiabana Dying Order, a campo-grandense Katastrofe e a Sacratory. Ingressos disponíveis pela plataforma Articket.

Diálogo

Ninguém estranhe se a Assembleia Legislativa de MS ganhar plateia... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta sexta-feira (14)

14/08/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Rita Lee - escritora e cantora brasileira

"A inocência não dura a vida inteira. Brinque de ser sério e leve a sério a brincadeira”.

FELPUDA

Ninguém estranhe se a Assembleia Legislativa de MS ganhar plateia reforçada durante o período eleitoral. Nos bastidores, há quem aposte em manifestações e muito barulho, dentro e fora do plenário, combustível ideal para vídeos e narrativas nas redes sociais. Mas o roteiro poderá ter um segundo ato. Aliados do governador Riedel afirmam guardar documentos sobre cargos, salários e desempenho real à frente de órgãos ocupados pelos petistas, para citar alguns,  sobre a relação que o PT manteve com o governo. Se vier o embate, dizem, haverá resposta. E sai de baixo!...

Diálogo

Cadeiras

Na composição da chapa para deputado estadual, o PT vem com repeteco dos três parlamentares que já ocupam cadeiras na Assembleia de MS. A esses foram homologados mais 18 nomes das hostes petistas e três do PV.

Mais

Do total daqueles que estão na disputa, quatro são mulheres, incluindo a candidata que vai disputar a reeleição. E uma vereadora de Campo Grande entra na briga, com intenção de alçar voo para alcançar um degrau mais alto.

DiálogoLuiz Antônio Saldanha Rodrigues, que hoje está comemorando 80 bem vividos anos - Foto: Arquivo pessoal

 

DiálogoMarina Liberman - Foto: André Ligeiro

Na mira

Depois de ver as apostas invadirem celulares, eventos e até conversas de família, a Assembleia Legislativa de MS decidiu colocar freio nos recursos públicos destinado às bets. O projeto impede propaganda oficial e até a contratação de pessoas ligadas às plataformas de apostas. A medida chega quando o vício em jogos preocupa, e muito, inúmeras famílias. Melhor tarde do que nunca. Afinal, se o Estado combate dependências, não faz muito sentido patrocinar quem vive delas.

Boné

O bloco das desistências já começou, pouco depois das convenções e quase no apagar das luzes para o registro das candidaturas, no dia 15. Quem puxou a fila foi o vereador Veterinário Francisco. Literalmente foi às lágrimas ao anunciar que renunciou a disputa para deputado estadual. Disse que é por motivos pessoais, mas maioria sabe que o motivo se chama falta de dindim e logística. Nos bastidores, fala-se que outros nomes estariam querendo  seguir mesmo caminho. O da roça...

Mingau

As queixas dão conta de que prometeram estrutura, entregaram grupo de WhatsApp. A história política é mestre em mostrar que em eleição, quem não tem caldo vira mingau. E mingau ninguém quer na chapa. Assim, a debandada começa antes mesmo da campanha ir para as ruas. Candidato que jurava que iria “até o fim” tem trocado discurso por atestado médico. Outros inventaram viagem, problema de família, negócio novo. Tradução: não veio legenda, não veio verba, não veio voto. Candidatura fraca afoga até quem sabe nadar.

ANIVERSARIANTES

Luiz Antônio Saldanha Rodrigues,
Isa Amélia Sá e Silva de Azambuja,
João Geraldo Abussafi (Jota),
Maria Thereza Maia dos Santos,
Euclides Piva,
Maria Edilene Paiva Da Silva,
Eliane Salete Detoni Rocha,
Gerson Miyasato,
Laureane de Queiroz Schimidt,
Helena Molina,
Lucas Adriano Lucena Avalos,
Ricardo Saab Palieraqui,
Mário Roberto Serra Portugal,
José Carlos Viana,
Cláudia Maria Lopes,
Joaquin Diez Villanueva,
Francisco Pereira de Souza,
Adeli Rose Possetti de Souza Dias,
Nely Amaral Santos Velho,
Waldir Rodrigues de Vasconcellos,
Marisa Maia Selingardi Espíndola,
Eduardo Gauna,
Irma Aguilera,
Maria Licínia Tomé Verissimo Gonçalves,
Dra. Jussimar Mendes de Aquino,
Osmar Ferreira da Luz,
Alexandre Cezar Pavon,
Maurício Serrano Machado,
Cláudio Oliveira Sobral,
Dra. Vilma Fátima de Carvalho,
Rovilson Alves Correa,
Waldir Ramos de Mendonça,
Diogo Robalinho de Queiróz,
Vivian de Oliveira,
Mário Alberto Kruger,
Wladimir de Souza Volk,
Eurípedes Ferreira Falcão,
Eduardo Galhardo,
Terezinha da Glória Bettega Bergo,
Lana Stefani Rodrigues Lopes,
Umberto Machado Araripe,
Ângelo da Silva,
Selmira Fristch Rodrigues,
Adelina Brigatti Dias,
Daniela Eloiza Bruschi,
Jean Rossi Gomes da Silva,
Annelise Guizzo Couto Comparin,
Fernanda Ávila Tussi,
Antonio Humberto Alves Pinto,
Anna Maria Simões,
Danielle Camargo,
Luiz de Morais Botelho,
Vitor Luiz Fachini,
Eusébia Nascimento Cerenza,
Maria José Santos Ferreira,
Lauro Benjamin Corrêa Quadros,
Argeu Aparecido Ricci,
Valdir Ferreira Gonçalves,
Bernadete Costa da Silva,
Cristian Marques Lacerda,
Magno Fernando Garcia de Brito,
Delfim da Graça Leite,
Inocêncio José de Oliveira,
Jamil Natalio Abrão,
Naufel Elias Seba,
Zilka Pereira Rondon,
José Tamanaha,
Andrea Bernardo,
Dra. Flávia Midori Arakaki Ayres Tavares do Couto,
Christiane Ito Gorski,
Nilson de Paula Almeida,
Mariney Azevedo da Silva,
Caio Inácio do Amaral,
Débora Monteiro Saraiva,
Patrícia Pereira da Costa Nantes,
Dra. Marlene Coura,
Murilo da Silva Corrêa,
Eduardo Tsuneo Myashiro,
Helena Ayumi Gawa,
Orasil Romeu Bandini,
Vilma Helena Krawis Vilela,
Zenilda Mariola Eugenio,
Arnon de Souza Goes,
Luiz Fernandes Accurcio,
Renato do Nascimento,
Iuslaine Fortini de Figueiredo Silva,
Luiz Claudio Candido da Cunha,
Afonso José Souto Neto,
Clarice Tiemi Ojima,
Ronaldo Miranda de Barros,
Dr. Américo Geleilate,
Américo Monteiro Salgado,
Ariana Mosele,
Cláudia Abrahão Barbosa,
Victor Hugo Pietnozka Rodrigues,
Samuel Leenkon dos Santos,
David Mário Amizo Frizzo,
Eduardo Samuel Faustini,
Gilberto Júlio Sarmento,
Tatiana Adaila Alli Nogueira,
Hildebrando Carminati Neto,
Inês Aparecida Tozetti,
Dinorah Josephina Franco Giometti,
Renata Toscano de Brito Simões Corrêa,
Cláudia Suely Egito Thomé,
Sérgio Fabyano Bogdan,
Clédina Marinelli,
Carlos Camargo Arteman,
Fabiano Pinheiro Bernardon.

Colaborou com Tatyane Gameiro

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