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Especial Oscar B+: Oscar e o dilema: Todo ano é a mesma coisa... e é mesmo?

O Oscar alcança 96 anos mantendo seu prestígio, mas também previsibilidade

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A cada março ou fim de fevereiro, se voltar aos meus posts e colunas encontraremos as palavras de previsível, sem graça, tedioso, arrastado quando falarmos da festa do Oscar. Sabe aquele famoso que a gente acompanha cada passo, mas fica reclamando que é chato e exibido? Esse é o Oscar.

O prêmio da academia tem 96 anos. São quase 10 décadas, gente. Nasceu no tempo do rádio, ganhou popularidade com a TV, foi adaptado e depois criticado pelas regras da TV e agora está vivendo a fase da Era Digital sem perder sua relevância. Podemos questioná-la, mas nós mesmos a alimentamos. O Oscar merecia um Oscar.

Por causa de seu prestígio foram surgindo outros prêmios semelhantes, próximos em data e com os mesmos convidados. Ainda assim, o que importa é o Oscar.

O Oscar é ‘justo’? Nem Sempre.

O Oscar é inclusivo? Vem tentando.

O Oscar é previsível? Não por culpa própria.

Em 2024, assim como os anos anteriores, só vai ganhar sozinho o bolão quem apostar muito fora da caixa e DU-VI-DO que tenham sido muitos os loucos dizendo que Moonlight tiraria o prêmio de La La land em 2016.

Ou que Olivia Colman ganharia de Glenn Close em 2019. Ou até mesmo Anthony Hopkins tirar a homenagem póstuma à Chasewick Boseman como melhor ator em 2021 por Pai. Isso porque falar de mérito e Oscar pode cair em paradoxos fáceis.

Mas então o que esperar da noite de 10 de março? A consagração de Christopher Nolan com Oppenheimer. A essa altura, é difícil evitar a lavada técnica e artística do filme. E como Nolan faz campanha contra as plataformas digitais, insistindo não apenas na manutenção das janelas de cinema como sempre foram (6 meses antes da plataforma) e que filmes como o dele tenham salas IMAX em todo o mundo, ele é o Don Quixote lutando contra os moinhos. Conhece a máxima que Hollywood só gosta de uma coisa mais do que si mesma: falar bem de Hollywood. E Hollywood é, em sua alma, cinema.


Portanto alerto que as categorias de possíveis azarões estão restritas à de Melhor Ator e Melhor Atriz. Os coadjuvantes já estão definidos, assim como Diretor e Melhor Filme. Correndo o risco de errar, aqui vão os meus palpites. E fica o aviso: adoro errar!

Oscar 2024 - Divulgação

Melhor Filme

Ficção Americana 

Anatomia de uma Queda

Barbie

Os Rejeitados

Assassinos da Lua das Flores

Maestro

Oppenheimer

Vidas Passadas

Pobres Criaturas

Zona de Interesse


Melhor Diretor 

Justine Triet — “Anatomia de uma Queda”  

Martin Scorsese — “Assassinos da Lua das Flores”  

Christopher Nolan — “Oppenheimer”  

Yorgos Lanthimos — “Pobres Criaturas” 

Jonathan Glazer — “A Zona de Interesse”  


Melhor Ator

Bradley Cooper — “Maestro”  

Colman Domingo — “Rustin” 

Paul Giamatti — “Os Rejeitados”  

Cillian Murphy — “Oppenheimer”  

Jeffrey Wright — “Ficção Americana”  
 

Melhor Atriz 

Annette Bening — “Nyad”  

Lily Gladstone — “Assassinos da Lua das Flores”  

Sandra Hüller — “Anatomia de uma Queda”  

Carey Mulligan — “Maestro” 

Emma Stone — “Pobres Criaturas”  
 

Ator Coadjuvante

Sterling K. Brown — “Ficção Americana”  

Robert De Niro – “Assassinos da Lua das Flores”  

Robert Downey Jr. — “Oppenheimer”  

Ryan Gosling — “Barbie”  

Mark Ruffalo — “Pobres Criaturas”  
 

Atriz Coadjuvante

Emily Blunt — “Oppenheimer”  

Danielle Brooks — “A Cor Púrpura”  

America Ferrera – “Barbie”

Jodie Foster — “Nyad”  

Da’Vine Joy Randolph — “Os Rejeitados”  


Roteiro Adaptado

“Ficção Americana” 

“Barbie”

“Oppenheimer”

“Pobres Criaturas” 

“A Zona de Interesse” 
 

Roteiro Original

“Anatomia de uma Queda”

“Os Rejeitados”

“Maestro”

“May December”

“Vidas Passadas”
 

Fotografia

“El Conde” – Edward Lachman

“Assassinos da Lua das Flores” – Rodrigo Prieto

“Maestro” – Matthew Libatique

“Oppenheimer” – Hoyte van Hoytema

“Pobres Criaturas” – Robbie Ryan
 

Canção Original

“The Fire Inside” 

“I’m Just Ken” 

“It Never Went Away”

“Wahzhazhe (A Song For My People)” 

“What Was I Made For?” 

Figurino 

“Barbie” – Jacqueline Durran

“Assassinos da Lua das Flores” – Jacqueline West

“Napoleon” – Janty Yates and Dave Crossman

“Oppenheimer” – Ellen Mirojnick

“Pobres Criaturas” – Holly Waddington

Som

“The Creator”

“Maestro” 

“Mission: Impossible – Dead Reckoning Part One” 

“Oppenheimer” 

“A Zona de Interesse” 


Melhor Trilha Sonora 

“Ficção Americana” – Laura Karpman

“Indiana Jones and the Dial of Destiny” John Williams

“Assassinos da Lua das Flores” – Robbie Robertson

“Oppenheimer” – Ludwig Göransson

“Pobres Criaturas” – Jerskin Fendrix
 

Melhor Filme Internacional

“Io Capitano” (Italy)  

“Perfect Days” (Japan)  

“Sociedade da Neve” (Spain)  

“The Teachers’ Lounge” (Germany) 

“A Zona de Interesse” (United Kingdom) 


Melhor Maquiagem 

“Golda” 

“Maestro” 

“Oppenheimer” 

“Pobres Criaturas” 

“Sociedade da Neve” 
 

Cenários

“Barbie”

“Assassinos da Lua das Flores” 

“Napoleon” 

“Oppenheimer” 

“Pobres Criaturas” 
 

Edição

“Anatomia de uma Queda” – Laurent Sénéchal

“Os Rejeitados” – Kevin Tent

“Assassinos da Lua das Flores” – Thelma Schoonmaker

“Oppenheimer” – Jennifer Lame

“Pobres Criaturas” – Yorgos Mavropsaridis


Efeitos Visuais

“The Creator”

“Godzilla Minus One”
 
“Guardians of the Galaxy Vol. 3”
 
“Mission: Impossible – Dead Reckoning Part One” 

“Napoleon” 

                          Oscar 2024 - Divulgação

Cinema Correio B+

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína

Rio de Sangue marca a entrada da atriz no thriller de ação com uma personagem que não busca agradar

18/04/2026 14h00

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína Foto: Divulgação

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Ao longo de mais de duas décadas de carreira, Giovanna Antonelli construiu uma trajetória rara no audiovisual brasileiro. Entre novelas de grande alcance, como O Clone, e séries que atravessam diferentes registros, sua presença sempre esteve associada a personagens de forte identificação popular: mulheres que, de alguma forma, organizam a narrativa ao seu redor.

No cinema, essa relação também se consolidou em produções voltadas ao grande público, como S.O.S. Mulheres ao Mar, que reforçaram sua conexão com histórias mais leves e acessíveis. É justamente por isso que Rio de Sangue marca um deslocamento interessante dentro de sua carreira. Ao assumir uma protagonista em um thriller físico, marcado por tensão constante e exigência corporal, Antonelli entra em um território que, embora próximo em intensidade emocional, raramente havia sido explorado por ela dessa forma.

Mas o que chama mais atenção não é apenas a mudança de registro. Em vez de se apoiar na ideia de força que costuma acompanhar personagens femininas em narrativas de ação, Rio de Sangue apresenta uma mulher que não nos conquista desde o início. Patrícia não é construída para agradar o espectador. Ela entra na história em queda, tentando reorganizar a própria identidade ao mesmo tempo em que precisa reagir a uma situação limite.

É a partir desse ponto que o filme se estrutura e é também desse lugar que Giovanna Antonelli fala com o CORREIO B+ sobre a personagem: não como uma heroína, mas como alguém em sobrevivência. O que a atrai não é a força da personagem, mas justamente o contrário: o fato de que ela não tenta agradar, não busca empatia imediata e se apresenta, desde o início, como alguém em sobrevivência.
Uma Giovanna bem diferente das que estamos acostumados a ver.

CORREIO DO ESTADO: Como esse projeto chegou até você e o que te fez escolher esse papel?

Giovanna Antonelli: Eu recebi o roteiro do Gustavo Bonafé, nunca tinha trabalhado com ele antes. A gente conversou e ele me disse: “Giovanna, eu tenho um personagem, você pode ler?”. Eu li e me apaixonei, porque adoro thrillers de ação. Quando vi, pensei: “Como vão filmar isso em cinco semanas?”. É um filme muito rico em ação.

E ele ainda falou que queria que me vissem de um jeito que nunca tinham visto na minha carreira. Aquilo me provocou. Foi a oportunidade de sair de uma caixinha, de fazer minha estreia no gênero com duas mulheres protagonizando esse tipo de história, com esse pano de fundo de amor entre mãe e filha.

CORREIO DO ESTADO: A Patrícia não é apresentada como uma heroína tradicional. Como você construiu essa personagem?

Giovanna Antonelli: O que mais me atraiu nela é que ela é apresentada com erro. É uma anti-heroína. Ela não faz esforço para agradar o público. E isso é raro, porque muitos personagens são construídos para conquistar o espectador. Aqui não. Ela está em sobrevivência.

É uma mulher que ruiu e precisa se reinventar. A relação com a filha também não é rasa — são duas pessoas muito diferentes, que não tentam se agradar. Precisaram de um evento extremo para se reconectarem. Eu gosto dessa imperfeição, porque torna tudo mais humano e mais identificável.

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroínaGiovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína - Divulgação

CORREIO DO ESTADO: Existe uma tensão entre força e vulnerabilidade o tempo todo. Como você trabalhou esse equilíbrio?

Giovanna Antonelli: A sobrevivência está na frente. É uma mulher que, quando tudo desmorona, precisa se reconstruir. Então não tem muito espaço para pensar em como ela é vista. Ela está reagindo ao que está acontecendo, tentando se reorganizar emocionalmente enquanto tudo acontece ao mesmo tempo.

CORREIO DO ESTADO: A relação entre mãe e filha é o eixo emocional do filme. O que te interessou nessa dinâmica?

Giovanna Antonelli: Essa história não fica no raso. São duas pessoas completamente diferentes, com discursos diferentes, que não tentam se agradar. Existe uma distância ali, um espaço de ar entre elas. E elas precisaram de um evento extremo para se reconectarem. Talvez, de outra forma, isso não acontecesse.

CORREIO DO ESTADO: As cenas de ação impressionam. Como foi trabalhar tecnicamente esse lado do filme?

Giovanna Antonelli: É importante dizer que as armas eram descarregadas. Tudo foi inserido na pós-produção. Então você precisa interpretar sem o som real, reagindo a comandos. Exige muita concentração e coordenação. Se você se distrai, perde o tempo da cena. É difícil, mas é uma delícia. A gente se diverte muito.

CORREIO DO ESTADO: Sair do ambiente urbano e filmar na Amazônia muda a percepção do trabalho?

Giovanna Antonelli: Nada disso seria possível sem a paixão pelo que fazemos. Estar ali é um privilégio. O que poderia ser visto como dificuldade, para a gente era um presente. Fazer cinema também é uma ferramenta social. E quando você está apaixonado pelo que faz, tudo ganha outro sentido.

CORREIO DO ESTADO: E o contato com outras culturas durante as filmagens?

Giovanna Antonelli: Eu sempre tive paixão por conhecer culturas. Desde O Clone, isso me atravessa. Estar ali foi uma conexão espiritual. Eu tenho uma relação forte com a natureza — planto árvores há mais de 20 anos, tenho meliponário.

Esse filme entrou e saiu da minha vida várias vezes, e em determinado momento eu entendi que era porque eu precisava estar ali. Eu acredito muito nisso: estar onde preciso estar.

CORREIO DO ESTADO: O que você leva dessa experiência?

Giovanna Antonelli: Conexão — com o todo e com as pessoas.

CORREIO DO ESTADO: E uma continuação?

Giovanna Antonelli: Claro. Para onde? Quando?

CAMPO GRANDE

'Aniversário' dos 126 anos expõe catálogo original de Lídia Baís

Próxima quarta-feira (22) marca a abertura do projeto "Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos", com exposição aberta até o dia 23 de maio

18/04/2026 12h00

Reprodução/Divulgação

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Data que marca o nascimento da artista pioneira campo-grandense dos ramos da arte e da música, Lídia Baís, o próximo dia 22 de abril trará para a Capital uma exposição do catálogo original de uma das mais importantes figuras femininas locais. 

Essa exposição faz parte da programação especial da Semana Nacional dos Museus, sendo realizada na chamada Casa Amarela , que fica na região central de Campo Grande (MS), na rua dos Ferroviários, número 118. 

A próxima quarta-feira (22) marca a abertura do projeto “Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos”, com exposição aberta até o dia 23 de maio.

Na abertura, à partir das 18h, haverá apresentação pública do catálogo original da única exposição feita por Lídia Baís ainda em vida, como bem esclarece a idealizadora do projeto, Tatiana De Conto.

Esse documento é considerado raro, sem ter sequer uma data precisa, mas que estima-se ter sido produzido entre as décadas de 1930 e 1935. 

"Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período", diz. 

Mês de atividades

No decorrer do mês de maio, dias 6,13 e 22, essa programação irá contar oficinas de arteterapia que serão ministradas por Tatiana De Conto, baseadas em seu livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo”, lançado em 2023.

Ela explica que essa oficina utiliza processos criativos como uma forma de escuta e elaboração emocional.

"Nas oficinas, trabalhamos a partir da vida e da obra de Lídia para acessar questões internas, memória e identidade. São experiências que convidam à criação e ao encontro consigo e com o outro", complementa Tatiana.

Toda essa programação conversa com a Semana Nacional dos Museus, que acontece oficialmente em todo o Brasil entre os dias 18 e 24 de maio, ganhando uma dimensão ampliada na Casa Amarela. 

“Antecipamos o início das atividades para abril e estendemos a Semana dos Museus – de 22 de abril a 23 de maio – porque entendemos que uma semana seria pouco para trabalhar a potência da obra de Lídia e a importância dessa data”, aponta o artista Guido Drummond. 

Serviço: 

22 de abril (quarta-feira)

Abertura exposição – Catálogo de obras de Lídia Baís (18h)
Sarau “Unindo Mundos” – Dia do Arteterapeuta

6, 13 e 20 de maio (quartas-feiras)

Oficina “Tempos do feminino – pontes em Lídia Baís”

23 de maio (sábado)

Documentários – Projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário
**(Com assessoria)


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