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arte e lazer

Festival do Teatro Brasileiro chega a Campo Grande

Festival do Teatro Brasileiro chega a Campo Grande

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Campo Grande recebe, pela segunda vez, o Festival de Teatro Brasileiro, com atividades culturais e apresentações de espetáculos, oficinas, bem como debates sobre as artes cênicas. O evento já acontece desde primeiro de maio em várias partes da cidade. De 15 a 25 a programação se intensifica especialmente com a apresentação de espetáculos, a maior parte com entrada franca, outros com valores simbólicos. A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul é uma das co-realizadoras do evento.

No ano passado o evento foi apresentado em Mato Grosso do Sul. Foram 24 apresentações de dez espetáculos e quatro performances de oito diferentes grupos de teatro do Distrito Federal.

A Mostra de Teatro da Bahia pode ser considerada a primeira edição do Festival e foi realizada em 1999. Os resultados alcançados levaram à realização em 2000 da segunda edição. Com intervalo de dois anos o projeto alcançou um importante grau de amadurecimento, passando a se chamar Festival do Teatro Brasileiro (FTB) para a partir daí estabelecer intercâmbio com outros Estados.

Nessas primeiras edições destacaram-se a participação do então promissor ator Wagner Moura, Rita Assemany, com o espetáculo Oficina Condensada e Nilda Spencer, grande nome do teatro brasileiro. Desde então o Festival tem chegado a diversas capitais, levando espetáculos, oficinas, palestras, bem como contribuindo para a formação de público em eventos culturais.

As inscrições para as oficinas podem ser feitas por meio do site www.festivaldoteatrobrasilieiro.com.br .

Programação:

15/05
Calçadão da Rua Barão do Rio Branco
10h – Abertura do FTB – apresentação do Espetáculo Remendo Remendó | Gratuito
Espetáculo de rua com influência da cultura popular
 

A Outra companhia de Teatro
Sinopse: Numa pequena cidade do interior, chamada Remendo Remendó, o prefeito organiza um festival de contadores de histórias. Ele reúne, então, as melhores mentes da região: suas filhas, a extrovertida Porcia e o intelectual Corisco, o sábio cego Firmino e o divertido Alexandre, que se desdobram contando suas melhores histórias numa disputa pelo prêmio.

11h – Apresentação do resultado da oficina de musicalização | Gratuito

16/05

Feira Livre do Jardim Aeroporto
19h – Espetáculo Remendo Remendó | Gratuito
A Outra companhia de Teatro

17/05
Teatro Aracy Balabanian
20h – Espetáculo Seu Bomfim | Gratuito

Território Sirius Teatro
Sinopse: Um contador de histórias chamado Seu Bomfim, um velho e errante homem do sertão, narra um episódio sobre um “homem do rio” que deixou sua família para se colocar numa canoa, no meio do rio. A partir dessa história Seu Bomfim, narra acontecimentos do seu passado, expõe pensamentos sobre várias questões e revela através de suas ações que desenvolveu uma realidade paralela. Suas estórias, seu humor, questionamentos e ações colocam em evidência seu drama humano que se encontra enraizado numa cultura sertaneja – nordestina – brasileira.

Bate papo com a plateia após a apresentação.

18/05
Teatro Aracy Balabanian
20h – Espetáculo Sebastião | Gratuito

Território Sirius Teatro
Sinopse: Um Nordestino, Sebastião, vê-se envolvido em uma trama de perseguição depois que participa do saque de um avião que caiu com R$ 5,6 milhões. Devoto do Padre Cícero, viciado em jogos e totalmente endividado, ele, recebe um tesouro “dos céus” que acaba sendo o motivo de sua tragédia. Um presente que vira uma maldição. Esta encenação constitui-se de uma teatralização de dados e fatos verídicos, que aconteceram quando uma aeronave se espatifou nas terras de Maracangalha (Bahia), e ao invés de felicidade, trouxe desespero e terror para os moradores locais. Sebastião trata sobre a natureza humana estabelecendo reflexões sobre o poder, o dinheiro, os direitos humanos e a ética. Bate papo com a plateia após a apresentação.

21/05
Teatro Aracy Balabanian
20h – Espetáculo Entre Nós – Uma comédia sobre a diversidade | Gratuito

ENTRE NÓS – Uma comédia sobre a diversidade
Sinopse: Vencedor em três categorias do Prêmio Braskem de Teatro 2012 (Melhor Espetáculo, Melhor Ator – Igor Epifânio – e Melhor Texto), Entre Nós – uma comédia sobre diversidade tem texto, direção, iluminação e figurino de João Sanches. O elenco é formado por Igor Epifânio e Anderson Dy Souza no papel de atores que tentam inventar na hora uma história de amor entre dois jovens gays. Para isso, eles enfrentam uma série de situações conflitantes e engraçadas até decidirem o destino dos personagens.

Bate papo com a plateia após a apresentação.

22/05
Teatro Aracy Balabanian
20h – Espetáculo Entre Nós – uma comédia sobre a diversidade | Gratuito

23/05
Teatro Aracy Balabanian
20h – Espetáculo O Indignado | Gratuito

Sinpose: Em cena, o baiano Frank Menezes encarna um ator cômico indignado com a situação atual do país e do mundo, trazendo uma reflexão crítica sobre temas do nosso cotidiano. O monólogo tem texto assinado por Cláudio Simões e Djaman Barbosa, direção de Fernando Guerreiro e trilha sonora de André T.

Bate papo com a plateia após a apresentação.

24/05
Teatro Aracy Balabanian
20h – Espetáculo O Indignado | R$ 10,00 e R$ 20,00.
Teatro Dom Bosco

16h – Espetáculo infantil Da Ponta da Língua à Ponta do Pé | R$ 5,00 e R$ 10,00.
Núcleo Viladança

Sinopse: Com toques de comédia romântica a história é contada a partir da saga do garoto Zé, um estudante que ao se apaixonar pela bailarina Isadora, decide aprender mais sobre o universo da dança, a fim de aproximar-se de sua amada. Para isso, ele conta com a ajuda de uma professora. Zé passeia por toda a história e magia presentes na dança até chegar às transformações desenvolvidas por sua amada Isadora, ao estabelecimento de tal arte como profissão, diversas áreas de atuação e produções contemporâneas.Bate papo com a plateia após a apresentação.

25/05
Teatro Dom Bosco
16h – Espetáculo infantil Da Ponta da Língua à Ponta do Pé | R$ 5,00 e R$ 10,00.

10 a 13/05
Centro Cultural José Octávio Guizzo
Direção Teatral para Espetáculos Infantis, com Fernanda Paquelet
13h às 18h

Dança Contemporânea, com Leandro Oliveira

20 a 23/05 - 14h às 18h

24/05 - 9h às 13h

Ciclo de dramaturgos baianos

Centro Cultural José Octávio Guizzo

Luciana Comin

 

12 a 14/05 - 19h às 22h

Luiz César Marfuz

 

15 e 16/05 - 19h às 22h

17/05 – 14h às 18h

Gil Vicente

 

19 a 21/05

19h às 22h

14/05

Museu da Imagem e do Som/MIS

14h às 17h – Encontro com a Classe Teatral de Campo Grande com Eliane Coelho representante da Gerência de Patrocínio da Petrobras Distribuidora para apresentação do Programa Petrobras Distribuidora de Cultura. 

MÚSICA

De Campo Grande ao Top do Spotify: quem escreveu "Flash", a música da trend dos perfumes

Gabriel Guima conta como a música nasceu em uma sessão em Goiânia, como chegou a Hugo & Guilherme e o que muda na vida de quem compõe quando uma canção explode

13/10/2026 14h37

ARQUIVO PESSOAL

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No dia em que terminaram de escrever "Flash", em 18 de agosto de 2025, os quatro compositores criaram um grupo de mensagens chamado "FLASH - TOP 1". Pouco mais de um ano depois, a música gravada por Hugo & Guilherme está entre as mais ouvidas do país e virou trilha da trend em que famosos e anônimos mostram suas coleções de perfume nas redes. Por trás dela estão quatro amigos que saíram de Campo Grande para compor em Goiânia.

Um deles é Gabriel Guima, de 30 anos, nascido em Campo Grande e criado na região do Monte Castelo.

"A Flash nasceu de quatro amigos que saíram de Campo Grande pra escrever esse sucesso em Goiânia", conta. Os parceiros são Atayde Filho e Rafa Conter, também nascidos na Capital, e Will Andrade, que nasceu em Rondonópolis (MT), mas sempre morou em Campo Grande.

Lançada pela dupla em agosto, a faixa já soma mais de 23 milhões de reproduções no Spotify e ocupa o 3º lugar do ranking diário da plataforma no Brasil, com quase 1 milhão de execuções por dia, segundo o levantamento de domingo (11).

A primeira gravação da música, feita pela dupla Lucas & Higor, também está entre as mais ouvidas do país, com mais de 20 milhões de reproduções. Somadas, as duas versões passam de 43 milhões de plays só no Spotify. No YouTube, o clipe oficial de Hugo & Guilherme já passava de 23 milhões de visualizações na semana passada.

No último domingo (11), a música ganhou uma versão em forró gravada por Zé Vaqueiro, com participação de Hugo & Guilherme, durante o DVD "Diamante – Ao Vivo em Belém".

Uma ideia, um violão e um refrão pronto

Segundo Gabriel, a música foi montada em etapas, cada parceiro somando uma parte. Atayde Filho chegou com a história e leu a ideia para o grupo. Gabriel pegou o violão e criou a melodia do começo. Will Andrade mexeu na entrada da segunda parte. O refrão veio de uma vez só. "O Rafa saiu do quarto e soltou o refrão inteiro", lembra. Depois, os quatro definiram juntos a repetição do refrão e fecharam a canção.

"Quando terminamos, todos estávamos convictos de que tínhamos feito algo especial ali", diz.
A música foi gravada primeiro pela dupla Lucas e Higor, que não tinha exclusividade sobre ela. Foi por esse registro, de acordo com Gabriel, que Hugo & Guilherme conheceram "Flash" e decidiram gravá-la com exclusividade.

A trend dos perfumes, segundo ele, partiu de Guilherme, que coleciona fragrâncias, e de Zé Vaqueiro, e se espalhou de forma orgânica, sem ação de marca. "Sempre acreditamos muito no potencial dela, mas essa proporção que tomou acredito que ninguém imaginava", afirma. Para ele, o que está acontecendo é inédito no mercado da composição, "e acreditamos que está só no começo".

Sobre a versão em forró, a avaliação é positiva. "Acho que encaixou perfeitamente. Acredito que deu outro gás pra música, em todos os sentidos."

Do palco para a composição

Gabriel começou a compor profissionalmente em 2019, quando ainda cantava em dupla com Marco Antônio, que hoje segue carreira solo com o projeto CountryBoy. Marco escrevia desde os 13 anos, e os dois precisavam de repertório para gravar um DVD. Foi assim que Gabriel entrou no processo de criação. "Comecei a entender como funcionava e o quão importante era a composição, que é onde a música nasce", diz.

Em 2023, ele se mudou para Goiânia para ficar mais perto do mercado. Em 2025, deixou os palcos para se dedicar só à composição. Hoje, segundo ele, são praticamente 100 músicas gravadas, entre elas "Tem Amor, Tem Volta", de Jorge & Mateus, no álbum Check-in (2024); "Oposto", do Grupo Menos é Mais, no Churrasquinho 3; "Vai que Bate um Vento", de Fiduma & Jeca com Rio Negro & Solimões; e "Piscininha" e "Cessar Fogo", de João Gustavo & Murilo.

O compositor e o sucesso

Quando uma música vira trend, explica Gabriel, a divulgação e o consumo da obra aumentam, e o retorno financeiro acompanha. Em "Flash", os direitos são divididos de forma igual entre os quatro autores.

Perguntado se o compositor ainda é invisível no sertanejo, ele discorda, mas faz ressalvas. "Não somos invisíveis, mas acredito que muitas coisas em relação a isso podem melhorar e precisam mudar. O importante é o compositor saber o seu valor e dar o devido valor à sua obra."

A letra de "Flash" brinca com o duplo sentido. Sobre críticas, Gabriel defende a liberdade de quem escreve. "Pra nós, o limite e a interpretação ficam pra quem ouve. Por isso, nós, compositores, temos o direito de explorar a licença poética."

A rota Campo Grande–Goiânia

Gabriel afirma que existe uma cena de composição sertaneja em Mato Grosso do Sul, mas que ela já foi mais forte. Ele conhece muitos compositores de Campo Grande que hoje vivem em Goiânia, que aponta como um dos principais polos do setor, ao lado de Londrina, Fortaleza e São Paulo.

Para quem está começando no Estado, o conselho é unir "estratégia, persistência e estudo de mercado", usar a internet para divulgar as músicas e criar contato com artistas, e, sempre que possível, passar temporadas em Goiânia para compor por lá.
Sobre os próximos passos, ele não adianta nomes. "Tem muita coisa boa pra vir, muita música boa saindo. Se Deus quiser, em breve estarei contando muitas novidades."

Outubro Rosa

Saiba os tratamentos e os cuidados médicos após diagnóstico de câncer de mama

Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima até 78,6 mil novos casos até 2028; pesquisas apontam paralelamente redução no número de mamografias entre pacientes próximas da melhor idade

13/10/2026 08h45

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo Foto: Banco de Imagens

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Como de costume, o período entre o dia 1° até o 31 deste mês é colorido de rosa, parte da campanha de conscientização e alerta voltada principalmente às mulheres, sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero. 

Apesar dos esforços, o País vê uma tendência crescente nos registros de casos dessa doença, diante ainda de um cenário paralelo de cada vez mais mulheres próximas da melhor idade deixando de fazer exames de mamografias e preventivos, sendo que ainda há toda uma vida e uma rotina de cuidados oncológicos após o diagnóstico. 

Análises estimativas feitas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que, até 2028, o Brasil deve atingir a marca de 78.610 novos casos dessa doença em todo o País, tornando o câncer de mama o tipo mais incidente entre brasileiras, depois de tumores de pele não melanoma. 

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpoDra. Fernanda Ronchi, chefe do serviço de oncologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie - Foto: Divulgação/FEMPAR

Como bem relata a chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (Huem), dra. Fernanda Ronchi, que também é professora da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (Fempar), a doença e seus subtipos estão cada vez mais “mapeadas”, com os diagnósticos tornando-se cada vez mais precisos.

Ela ressalta a oportunidade do Outubro Rosa, de falar sobre tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo. “Estejam atentas a alterações e procurem atendimento quando houver qualquer sinal de alerta. É importante mostrar que, quando o câncer é diagnosticado, temos hoje muito mais ferramentas para enfrentá-lo”, afirma.

Em comparativo da estimativa até 2028, há dois anos, o País encerrou 2024 com 20.849 mortes registradas pela doença, conforme dados compilados pelo Inca. Nesse mesmo período houve 4,4 milhões de mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com cerca de quatro milhões de exames voltados para o rastreamento de mulheres sem sinais ou sintomas da doença.

Porém, quando o assunto é sobre preventivos há dois movimentos opostos em paralelo a esse cenário.

Levantamento feito pela Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (Fidi) segundo raios-x sobre as mamografias no País: enquanto o número desses exames apresentou uma crescente de quase trinta por cento (28,1%) entre as mulheres de 40 a 49 anos, na faixa etária já mais próxima da melhor idade, entre 50 anos e 69 anos, houve uma queda de mais de 20% no total de mamografias realizadas.

Houve ainda uma queda de aproximadamente 11% no que diz respeito à busca pela realização desse procedimento nesse mesmo período. 

DIAGNÓSTICO PRECOCE

Importante frisar que a mamografia se mantém como pilar indispensável à saúde da mulher, mesmo com avanços na área, pois possibilita a identificação de alterações ainda em fases iniciais, antes mesmo até que os primeiros sintomas apareçam, como frisa a médica radiologista especialista em mama da Fundação, dra. Vivian Milani. 

“É importante que a mamografia não seja vista apenas como um exame a ser realizado diante de uma suspeita ou de algum sinal de alerta. Mesmo quando o resultado é negativo, o acompanhamento deve continuar de forma regular, respeitando a periodicidade indicada para cada mulher. É o que aumenta as chances de identificar precocemente eventuais alterações e, quando necessário, iniciar o tratamento o quanto antes”, diz.

Deste o começo deste ano é assegurado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o acesso à mamografia para mulheres na faixa etária entre 40 anos e 49 anos, ainda que essas não apresentem sintomas iniciais, desde que seja uma decisão tomada em compartilhamento com o médico, já que para o chamado rastreamento mamográfico populacional a orientação é que o exame seja feito a cada dois anos em mulheres ente 50 anos e 74 anos.

Das novidades para o tratamento aparecem medicamentos cada vez mais inteligentes, já especificamente direcionados para subtipos da doença. A mais frequente, o câncer de mama luminal, apresenta os chamados receptores hormonais positivos. No cenário metastático a inovação fica por conta do remédio que aparece na classe dos “conjugados anticorpo-fármaco, ou ADCs”: o datopotamab deruxtecan.

Essa tecnologia combina anticorpo capaz de reconhecer características específicas das células tumorais com uma substância quimioterápica, para transportar a quimioterapia mais direcionadamente até o tumor.

ALÉM DO DIAGNÓSTICO

O mês salienta cuidados que passam por horas de sono e até pela sexualidade, que as mulheres precisam estar atentas mesmo após um diagnóstico de câncer de mama, como reforça a ginecologista e mastologista Fernanda Bauk.

Ela lembra que a atenção à saúde mamária necessariamente precisa estar conectada às demais necessidades das pacientes que: “continuam tendo menopausa, sexualidade, sintomas geniturinários, alterações metabólicas e questões de qualidade de vida. O câncer não apaga a mulher”.

Há tratamentos que provocam ou intensificam os sinais da menopausa, como mostra revisão sistemática com meta-análise publicada neste ano no The Journal of Sexual Medicine, reunindo 36 estudos que envolveram 9.749 mulheres sobreviventes de câncer de mama.

O estudo estimou prevalência combinada de disfunção sexual em 70% do público-alvo. Ou seja, uma combinação de fadiga e alteração da imagem corporal podem se somar a episódios de dores nas relações, ressecamento vaginal e mudanças de desejo que afetam o cotidiano feminino. 

Por isso, Fernanda faz questão de explicar que a terapia hormonal sistêmica para sintomas de menopausa geralmente não é recomendada após o câncer de mama. Sobre as possibilidades, a médica lista medidas que vão desde hidratantes e lubrificantes vaginais, fisioterapia do assoalho pélvico, educação sexual e apoio psicológico ou sexológico, conforme a necessidade.

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