Correio B

AGENDA CULTURAL

Fim de semana tem bazar, feira, shows, dança, exposição de dragões e muito mais

Às vésperas do feriado de Tiradentes, Campo Grande terá um fim de semana repleto de atrações gratuitas, com cultura e lazer para todas as idades e gostos

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Quem gosta de garimpar poderá aproveitar amanhã a 4ª edição do Bazar Vip Beneficente das 13h às 17h, no Clube Estoril (Jardim Autonomista).

Uma camisa do Santos Futebol Clube autografada por Neymar Jr. será leiloada, além de itens de alto padrão como bolsas da Calvin Klein, carteiras Guess, um Trend Coach da Burberry e relógios Fossil e Michael Kors.

Beneficente bazar vip - Camisa do Santos Futebol Clube autografada por Neymar Jr. será leiloada amanhãBeneficente Bazar Vip - Camisa do Santos Futebol Clube autografada por Neymar Jr. será leiloada amanhã
Foto: Divulgação

O bazar conta ainda com mais de 9 mil itens entre roupas femininas, masculinas e infantis, sapatos, bolsas, acessórios, decoração e perfumaria Victoria’s Secret. Marcas como Animale, Tommy Hilfiger, Zara, Nike, Adidas, Le Lis, Osklen e Michael Kors estarão com preços acessíveis. Também serão vendidos smartwatches, fones bluetooth e celulares.

Parte dos recursos será revertida para a Casa da União – Lar de Santana, que atende crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social no Jardim Monte Alegre, com oficinas, distribuição de alimentos (Sesc Mesa Brasil) e o projeto Notas de Alegrias.

NO SESC

A programação cultural em Campo Grande ainda reserva opções para todos os gostos.

Hoje, às 19h, o Sesc Teatro Prosa recebe a “Vogue Night com House of Hands Up”, parte do Circuito Ecoball. A noite de Vogue contará com apresentações nas categorias Vogue Performance APT, Runway Beginner APT e Baby Vogue APT, sem dresscode. Classificação: 12 anos.

Ainda hoje, o Sesc Sabor e Arte – Camillo Boni será palco da Seresta 60+, um evento gratuito dedicado ao público com mais de 60 anos.

A programação contará com apresentação do músico sul-mato-grossense Marlon Maciel, com repertório de boleros, serestas, chorinhos, chamamé, polcas e guarânias. O restaurante do Sesc oferecerá delícias especiais para a ocasião.

Amanhã, às 16h, o público infantil poderá se divertir com o espetáculo “Turma do Bolonhesa apresenta Dom Quixote”, com a Cia Teatro do Mundo.

A atração, com classificação livre, é uma adaptação do clássico de Miguel Cervantes, utilizando palhaçaria, música e interação com a plateia. Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis no Sympla.

MOSTRA PRETOU

“Campo Grande não é mais uma cidade morena, é uma cidade negra”. A afirmação do artista e produtor Fábio Castro dá o tom da segunda edição da Pretou – Mostra de Artes Pretas, que chega ampliada e ainda mais diversa, reunindo artistas e públicos em torno da produção negra em Mato Grosso do Sul.

Após o sucesso da primeira edição em 2024, a mostra retorna com programação ampliada, entrada gratuita e atividades acessíveis em Libras.

Com programação hoje e amanhã, no Teatro do Mundo (Rua Barão do Melgaço, nº 177, no Centro), a Pretou se consolida como um espaço de encontro, visibilidade e afirmação.

Mais do que um evento cultural, a mostra se firma como um território de diálogo social, onde diferentes linguagens artísticas se cruzam para evidenciar histórias, memórias e potências muitas vezes invisibilizadas.

A diversidade da programação se traduz na presença de artistas que atuam em diferentes frentes. A abertura acontece ao som da DJ Lady Afro (hoje, das 16h às 18h), transformando a pista em espaço de afirmação e resistência com sets que transitam entre afrobeat, funk, hip hop e dancehall. “Quando eu toco, penso na energia da pista, mas também na representatividade. Ser uma mulher preta, periférica e LGBTQIAPN+ ocupando esse espaço é uma forma de resistência”, destaca.

Na gastronomia, a pesquisadora Hilbaty Rodrigues conduz a oficina “Mato não! Comida” (hoje, das 17h às 19h), propondo um olhar sensível sobre alimentação, território e memória a partir das Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs).

Nas artes cênicas, o ator e pesquisador Marcelo de Jesus conduz a palestra “Dramaturgias Negras” (amanhã, das 17h às 18h30min), abordando o teatro como ferramenta de reflexão e transformação social. 

A mostra reúne ainda exposição de artes visuais, feira criativa, exibição de cinema negro com debate, literatura, poesia e performances.

O destaque hoje é para a exibição de filmes de cineastas negros sul-mato-grossenses (às 18h), roda de conversa “Letra Preta” (às 20h15min), Slam Camélias (às 21h) e show com Afrofino (às 21h30min). Amanhã, apresentação da DJ TGB (às 16h), dança “Corpos em Território” (às 19h) e show da artista SoulRa (às 21h).

DANÇA

O projeto e espetáculo de mesmo nome, “Rompendo Silêncios”, da Ginga Cia de Dança, passa por Dourados e Ponta Porã neste fim de semana e por Campo Grande no próximo mês, unindo arte, reflexão social e formação de público.

Além das apresentações artísticas, as cidades receberão ações formativas com oficinas gratuitas de dança contemporânea e bate-papo após cada sessão.

A obra, que leva o mesmo nome do projeto, já alcançou mais de 5.500 espectadores e utiliza a dança como linguagem para gerar reflexões sobre a violência contra as mulheres. O espetáculo foi apresentado recentemente em Miranda e Anastácio, e quatro vezes na Capital.

A nova etapa chega à fronteira, graças ao recurso da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), do governo Federal, via Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), com parceria do Núcleo de Artes Cênicas da UFGD e da Prefeitura de Ponta Porã.

“Rompendo Silêncios” é uma obra de dança contemporânea que investiga as estruturas invisíveis das relações humanas, tensionando narrativas sobre poder, gênero e identidade. Os corpos em cena transitam entre opostos, rompendo com a lógica fixa de vítima e opressor.

O projeto leva ainda a oficina “Corpo (In)submissos”, que investiga como o corpo absorve, reage e ressignifica experiências de opressão. Aberta a artistas, estudantes e público geral a partir de 16 anos, com vagas limitadas.

Hoje, em Dourados, oficina às 9h (UFGD) e às 20h, espetáculo (Caixa Cênica da UFGD). Amanhã, em Ponta Porã, às 9h, oficina (Sala de Dança, Rua General Osório, nº 2.150) e às 19h, espetáculo (Auditório do Centro Internacional de Convenções).

No dia 29, em Campo Grande, oficina (Ginga Espaço de Dança) e no dia 1º de maio, às 19h, espetáculo (Aracy Balabanian). Entrada gratuita para todos os espetáculos (retirada de ingressos 30 minutos antes).

FEIRA

No dia 19, a Feira Bosque da Paz ganha um novo sabor: a inauguração da nova Praça Gastronômica, com quatro praças de alimentação abertas ao público e mais de 20 operações gastronômicas oferecendo sabores autorais.

A feira acontece das 9h às 15h, na Rua Kame Takaiassu, nº 500 (Praça Bosque da Paz), com entrada gratuita.

Além do artesanato e música ao vivo, o evento contará com feira de adoção de animais em parceria com o grupo protetor Anjos da Dani. A feira acontece todo terceiro domingo do mês.

FESTIVAL FEMININO

A força criativa das mulheres da música autoral sul-mato-grossense ganha destaque na 8ª edição do Festival Cerrado Alternativo, que acontece hoje, a partir das 21h, no Buteco do Miau.

Batizada de Cerrado das Minas, a edição reúne as artistas Gio Resquin (Brasiguaia), SoulRa, Becky Bee e o power trio Leca Harper & A Cozinha Cabeluda.

Com ingressos a R$ 20, toda a renda da bilheteria será dividida igualmente entre as atrações, reforçando o compromisso com a valorização de artistas independentes. Idealizado por Fabio Silva e com produção de Karla Velasco, o festival é uma vitrine da música local.

Serão atração no evento, Gio Resquin e DJ Gaiezza (reggaeton, pop latino), Becky Bee e DJ Najja (hip hop), Leca Harper & A Cozinha Cabeluda (rock autoral) e SoulRa e DJ Ella (rap, afrobeat).

Uma Kombi gastronômica com pizzas e pastéis (tradicionais e veganos) estará no local, e a Rafiusk Livraria Sebo Itinerante levará livros com promoções, entre elas, a promoção de três livros por R$ 20.

SHOPPING

Em comemoração à Semana do Exército, o Shopping Bosque dos Ipês recebe hoje e amanhã uma exposição impressionante com veículos e materiais de emprego militar.

A ação, que acontece no Acesso A e no corredor em frente à academia Positivamente, oferece ao público a oportunidade única de conhecer de perto estruturas e equipamentos utilizados pelas Forças Armadas.

A atividade é totalmente gratuita e foi pensada especialmente para o público infantil e famílias. Crianças e adultos poderão interagir com os equipamentos, tirar fotos e entender um pouco mais sobre o trabalho de segurança e defesa realizado pelo Exército Brasileiro. É uma chance rara de aproximar a sociedade civil da rotina e da tecnologia empregada pelos militares.

Outro grande atrativo que segue em cartaz até o dia 21 é a Exposição Internacional – “Dragões”, instalada na Praça Central do shopping. A mostra inédita em Campo Grande apresenta criaturas gigantes robotizadas, que se movimentam, emitem sons e impressionam pela riqueza de detalhes.

O destaque fica por conta do maior dragão da exposição, que chega a cinco metros de altura e solta fumaça pela boca, criando uma atmosfera digna de filmes de fantasia e séries de sucesso.

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Cinema

Estúdio norte-americano confirma Top Gun 3

Terceira edição do filme norte-americano continua com Tom Cruise como protagonista

16/04/2026 16h23

Tom Cruise, protagonista de Top Gun

Tom Cruise, protagonista de Top Gun Arquivo

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Durante seu painel na CinemaCon, evento em que estúdios apresentam seus próximos projetos para donos de cinema, a Paramount confirmou uma nova sequência de Top Gun estrelada por Tom Cruise.

Além do retorno de Cruise como Pete "Maverick" Mitchell, a continuação de Top Gun também terá a volta do produtor Jerry Bruckheimer. Ehren Kruger, que trabalhou no longa, está atualmente desenvolvendo o roteiro, segundo o Deadline.

Em 2025, Christopher McQuarrie, que coassinou o roteiro do longa de 2022 ao lado de Kruger e Eric Warren Singer, já havia dito que a história do novo longa já tinha sua "moldura" pronta.

Na apresentação, o CEO da Paramount, David Ellis, reforçou a importância que Top Gun: Maverick teve na reabertura dos cinemas após a pandemia da Covid-19 e disse que o terceiro capítulo da franquia receberá a mesma atenção em sua distribuição.

 

Quando estreia 'Top Gun 3'?


Apesar de confirmar Top Gun 3, a Paramount não deu previsão para a estreia.
 

Onde assistir?
 

Primeiro filme da franquia, Top Gun: Ases Indomáveis está disponível para streaming na Netflix, no Paramount+ e no MercadoPlay.

O segundo filme, Top Gun: Maverick, está disponível para compra e aluguel nas plataformas digitais.

SAÚDE

Especialistas e pacientes dizem que diagnóstico ainda é uma barreira para hemofílicos no Brasil

No Dia Mundial da Hemofilia, especialistas e pacientes alertam que identificar a doença precocemente pode evitar sequelas graves e transformar a qualidade de vida

16/04/2026 08h35

Pacientes hemofílicos têm dificuldade de produzir adequadamente a proteína que estanca o sangue em feridas

Pacientes hemofílicos têm dificuldade de produzir adequadamente a proteína que estanca o sangue em feridas Freepik

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Amanhã é o Dia Mundial da Hemofilia e, neste ano, a campanha global reforça o diagnóstico como a primeira etapa do cuidado, um ponto considerado essencial por especialistas e pacientes. Apesar dos avanços no tratamento, a identificação da doença ainda é um desafio e, muitas vezes, tardia.

Segundo a Federação Mundial de Hemofilia, mais de 75% das pessoas com a condição no mundo ainda não foram diagnosticadas. No Brasil, o cenário é mais estruturado, mas ainda enfrenta entraves.

O País possui a quarta maior população de pacientes com hemofilia do mundo, com cerca de 13,8 mil pessoas cadastradas, de acordo com o Ministério da Saúde, e o tratamento é realizado majoritariamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A hemofilia é uma doença genética que afeta a coagulação do sangue. De acordo com a médica Vanessa Monteiro, especialista em hemostasia, isso ocorre porque o organismo não produz adequadamente proteínas essenciais para estancar sangramentos, como o fator VIII (hemofilia A) ou o fator IX (hemofilia B).

Na prática, isso se traduz em sangramentos prolongados, que podem surgir após pequenos traumas ou até espontaneamente, especialmente nos casos mais graves.

Embora seja hereditária, a doença nem sempre apresenta histórico familiar claro. Cerca de 30% dos casos são resultados de mutações espontâneas, o que dificulta ainda mais o reconhecimento precoce. “Muitas vezes, os sinais iniciais são sutis. Hematomas podem ser interpretados como comuns, principalmente em crianças”, explica a especialista.

DIAGNÓSTICO

A dificuldade no diagnóstico é um dos principais fatores que influenciam a trajetória dos pacientes. Isso se deve tanto à baixa suspeita clínica quanto à desigualdade no acesso a exames especializados, especialmente fora dos grandes centros urbanos.

Os sinais de alerta incluem hematomas frequentes sem causa aparente, sangramentos prolongados após cortes leves, sangramento após vacinas ou procedimentos simples e, principalmente, sangramentos nas articulações, condição conhecida como hemartrose.

“Na dúvida, é sempre melhor investigar”, orienta Vanessa Monteiro. Isso porque o diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento preventivo, conhecido como profilaxia, que evita sangramentos e reduz drasticamente o risco de sequelas permanentes.

A história de Neder Gustavo dos Santos, presidente da Associação de Pessoas com Hemofilia e Outras Coagulopatias Hereditárias de Mato Grosso do Sul (Aphems), ilustra bem os desafios enfrentados por quem convive com a doença.

Pacientes hemofílicos têm dificuldade de produzir adequadamente a proteína que estanca o sangue em feridasSinal inicial da hemofilia, hematomas podem ser interpretados como comuns, principalmente em crianças - Foto: Freepik

Diagnosticado aos cinco anos de idade, após um episódio grave de sangramento, ele relembra que o processo até a confirmação foi longo e cheio de incertezas.

“Meus pais relatam que eu tinha vários episódios de sangramento nas articulações e manchas pelo corpo, mas ninguém sabia o que era”, conta. O diagnóstico só veio após um acidente doméstico, quando ele caiu, mordeu a língua e apresentou um sangramento intenso e persistente.

“Fiquei internado por bastante tempo até suspeitarem de hemofilia”, lembra.

Na época, as opções de tratamento eram limitadas. “Era basicamente transfusão de sangue. Era muito complicado, um período difícil para mim e para meus pais”, diz. Neder tem hemofilia grave, ou seja, seu organismo praticamente não produz o fator de coagulação necessário.

TRATAMENTO

Ao longo dos últimos 30 anos, o cenário mudou significativamente. Na infância, Neder levava uma vida restrita, sem poder brincar ou praticar atividades comuns. “Eu ficava muito em casa, com cuidado constante. Não jogava bola, não podia me arriscar”, relata.

Com o avanço da medicina e a chegada de terapias de reposição de fator, a realidade começou a melhorar. Inicialmente, o tratamento era feito sob demanda, ou seja, apenas após o sangramento. “A gente vivia sem saber quando [eu] ia sangrar de novo”, diz.

A grande virada veio com a introdução da profilaxia, que passou a prevenir os episódios. “Isso mudou tudo. Comecei a pensar diferente, a ter mais autonomia, a viver uma vida mais próxima do normal”, afirma.

Hoje, Neder realiza a própria aplicação do medicamento em casa, mas ainda enfrenta desafios. O tratamento exige infusões frequentes, geralmente três vezes por semana, e é feito por via intravenosa. “Já existem medicamentos de longa duração, mais práticos, que poderiam melhorar ainda mais a qualidade de vida”, destaca.

SEQUELAS

Apesar dos avanços, o diagnóstico tardio deixou marcas. Neder convive com sequelas articulares, comuns em pacientes que passaram anos sem tratamento adequado. Ele já realizou cirurgia para colocação de prótese no joelho e tem limitações nos movimentos.

“Tenho artrose no cotovelo, no tornozelo. Isso dificulta caminhar, dirigir, ficar sentado por muito tempo. A gente vai se adaptando, mas deixa de fazer muitas coisas do dia a dia”, relata.

Essas complicações poderiam ser evitadas com diagnóstico e tratamento precoces. “Quando conseguimos intervir cedo, evitamos danos permanentes nas articulações”, reforça Vanessa Monteiro.

A hemofilia também afeta a saúde mental e a vida social dos pacientes. Neder conta que já enfrentou episódios de ansiedade e síndrome do pânico, principalmente quando não tinha acesso regular à medicação.

“A gente nunca sabia quando [eu] ia estar bem ou mal. Isso afetava escola, trabalho, tudo”, afirma. Hoje, com o tratamento contínuo, a rotina é mais estável, mas ainda exige adaptações.

REDE DE CUIDADO

Diante dos desafios, a criação da Aphems foi um passo importante para fortalecer o apoio aos pacientes em Mato Grosso do Sul. A iniciativa surgiu a partir do contato entre pessoas com a mesma condição, que perceberam a necessidade de união.

“A gente começou a entender que precisava se organizar, buscar melhorias, levar informação”, explica Neder. A associação atua em parceria com o Hemocentro, promovendo capacitações e ampliando o conhecimento sobre a doença.

O atendimento multidisciplinar também é um diferencial no tratamento. Além do hematologista, pacientes contam com fisioterapeutas, educadores físicos, enfermeiros e ortopedistas. “Não é só o medicamento. É todo um conjunto de cuidados que melhora a qualidade de vida”, destaca.

DESAFIO PERSISTENTES

Apesar de o Brasil ter uma estrutura consolidada para o tratamento da hemofilia, ainda existem desafios importantes. Entre eles estão o diagnóstico tardio, as desigualdades regionais e a necessidade de ampliar o acesso a centros especializados.

Outro ponto crítico é o tratamento das sequelas. “Muitos pacientes precisam de cirurgias ortopédicas e não conseguem acesso. Isso acaba levando à deficiência física”, alerta Neder.

Para especialistas e pacientes, o diagnóstico precoce é fundamental. Ele não apenas salva vidas, como evita complicações que podem comprometer permanentemente a qualidade de vida.

“Quanto antes identificar, melhor. Isso permite iniciar o tratamento, orientar a família e evitar sequelas”, reforça Neder.

Com os avanços atuais, pessoas com hemofilia podem estudar, trabalhar, praticar atividades físicas e ter uma vida plena. Mas isso só é possível quando o cuidado começa no momento certo.

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