Correio B

agenda cultural

Fim de semana terá hip-hop, cinema nacional e teatro

Hip-Hop Night, nesta sexta-feira, com DJ Chico, SoulRa e outras atrações, e o encontro do DJ TGB com o Rockers Sound System, na Esplanada Ferroviária, são destaques na programação da Capital

Continue lendo...

Além de ser sinônimo de caminhonete, a palavra picape, que deriva do inglês pick-up, também significa toca-discos. O termo é muito utilizado principalmente no universo dos DJs, das pistas de dança, dos sound systems e da cultura hip-hop.

Feitas as devidas explicações, agora é só passar os olhos na agenda cultural deste fim de semana e escolher o seu destino para acelerar na curtição.

Ao menos duas baladas bem cotadas prometem atualizar quem busca diversão na música de artistas que fazem a festa a partir do som produzido pelo leitor elétrico de discos de vinil, que transforma as vibrações acústicas gravadas em tensões elétricas correspondentes.

Ou seja, baladas para quem gosta do som da turma das picapes, ou dos notebooks, já bastante utilizados há algum tempo.

HIP-HOP NIGHT

Um dos eventos é a Hip-Hop Night, hoje, a partir das 22h, no Barcelona Pub. Anunciada como a primeira noite de hip-hop do pub, a festa terá quatro atrações musicais. Além da cantora SoulRa, de Dourados, que promete “tombar a boate” com o seu R&B, a casa recebe DJ Chico, Veloster e RCR.

O Barcelona Pub fica na Rua José Eduardo Rolim, nº 201, Chácara Cachoeira. Os ingressos estão à venda pela plataforma Sympla, por R$ 20 (compra antecipada) mais R$ 2,50 de taxa de conveniência.

TGB CONVIDA

Outro evento de destaque para se ligar no que uma picape é capaz é a festa a céu aberto pilotada pelo DJ TGB, com acesso gratuito, na Esplanada Ferroviária, neste domingo, a partir das 16h. Trata-se do projeto DJ TGB Convida nas Praças, para o qual o anfitrião escalou, desta vez, o Rockers Sound System.

Em atividade desde 2008, o combo de dub-reggae e outros ritmos jamaicanos costuma unir diferentes tribos em um só balanço quando põe as picapes para rodar e anunciou que, para a apresentação deste domingo, vai levar a sua aparelhagem (literalmente o sound system, em português) completa.

O projeto do DJ TGB foi contemplado com recursos do Fundo de Investimentos Culturais de Mato Grosso do Sul (FIC-MS).

QUEM ESCREVEU?

Na Casa de Ensaio, o Grupo Casa segue, até domingo, em temporada de estreia de “As Preciosas”. O espetáculo teatral, dirigido por Ligia Prieto, põe em cena as atrizes Lívia Lopes, Renata Cáceres e Kelly Figueiredo, respectivamente, como as personagens Eva, Madalena e Luci.

Baseado no livro “Na Companhia de Bela”, de Susana Ventura, Cassia Leslie e Roberta Asse, o enredo da peça apresenta três funcionárias de uma grande máquina de feição arcaica – amparada, no fundo do palco, por uma imagem da Terra projetada em vídeo – na batalha para “sincronizar a consciência humana com o período cronológico histórico”.

Por trás da fabulação da dramaturgia, também assinada por Ligia, o texto original resgata a autoria de vários contos de fada dos séculos 17 e 18 para as suas verdadeiras escritoras, a exemplo da Madame Leprince de Beaumont (1711-1776) e de Gabrielle-Suzanne de Villeneuve (1695-1755), francesas que legaram o clássico “A Bela e a Fera”.

A montagem não se esquiva de informações do retrospecto histórico de séculos.

Mas procura ir além do factual na trama que enreda as três jovens atrizes, mais experimentadas nas linguagens da dança e do circo do que no teatro dramático, em torno da estrutura de cinco metros feita de andaimes e “equipada” com ampulhetas, manivelas e um telescópio.

“Essa máquina emperra toda hora e elas precisam encontrar saída, e é o que a gente vive hoje. A gente está em uma máquina velha na humanidade, repetindo as mesmas coisas, e não consegue encontrar saída que, de fato, resolva os problemas que o feminismo e todos os outros lugares de questionamentos sociais enfrentam. A máquina é a quarta atriz, esse quarto elemento em cena que conta a história junto”, crava Ligia.

“As Preciosas” é uma montagem que integra o projeto Mulheres em Cena – Manutenção do Grupo Casa, contemplada pelo Fomteatro 2021, da Prefeitura de Campo Grande, e fica em cartaz até domingo, com duas sessões diárias, às 19h e às 20h30min. A Casa de Ensaio fica na Rua Visconde Taunay, nº 203, Amambai.

Os ingressos, a R$ 20 (inteira), estão disponíveis pelo Sympla. As apresentações contarão com intérprete de libras e 10% dos ingressos são destinados a pessoas surdas. Outros 10%, como contrapartida contratual, são destinados à Secretaria de Cultura e Turismo de Campo Grande.

NO TEATRO DO MUNDO

Na Estação Cultural Teatro do Mundo (Rua Barão de Melgaço, nº 177, Centro), segue em cartaz a peça “Como Nascem as Estrelas”, solo escrito e interpretado por Laura Santoro, sob a direção da mesma.

Estreia de Laura nos palcos, a montagem revela uma atriz (e dramaturga) promissora, que instiga a plateia com sua agilidade na movimentação de palco e a serviço de uma dicção febril, verborrágica e exasperante a dar conta dos medos e das ambições em torno do desejo de se tornar uma estrela, no espelhamento com Glauce Rocha (1930-1971), para muitos a maior figura do teatro brasileiro a ter nascido em Campo Grande.

“Uma mulher que se descobre atriz na terra de Glauce Rocha. Entre felicidades e angústias, como se manter firme na carreira artística? Na busca por alguma resposta, ela encontra-se com Clarice Lispector, outra importante referência. No fim, todas se misturam, Laura, Clarice, Glauce”, diz a sinopse do espetáculo.

De quinta-feira a domingo, até 2 de abril, sempre às 20h. Ingressos a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia e lista amiga). Reservas: (67) 99696-9774.

COCAÍNA E COMÉDIA

“John Wick 4”, “Pânico 6”, “Creed 3”, “Gato de Botas 2” e por aí vai. Blockbusters hollywoodianos que estrearam há semanas permanecem em cartaz nas salas de cinema dos shopping centers da Capital. Uma das poucas novidades é a comédia brasileira “La Situación”, com direção de Tomas Portella. 

Confira a sinopse: “Ana, uma mulher que está infeliz com a vida pessoal e profissional, é surpreendida com a notícia de que tem direito à herança da avó que morava na Argentina. Ela decide embarcar junto da amiga Letícia, que também está insatisfeita com sua vida de mãe de família, e de sua prima excêntrica Yovanka. Quando chegam lá, até descobrirem que é uma fazenda de produção de cocaína, elas passam por uma sequência de perrengues e de situações perigosas e ao mesmo tempo hilárias, ao se envolverem, sem saber, com traficantes locais”.

No elenco, entre outros nomes, estão Natália Lage, Júlia Rabello, Thati Lopes e Dudu Azevedo.

Assine o Correio do Estado

Diálogo

Petista que posa de vestal da moral e dos bons costumes vem colecionando... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (15)

15/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

Continue Lendo...

Margaret Thatcher - Política britânica

"Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas quem você é, você não é”.

FELPUDA 

Petista que posa de vestal da moral e dos bons costumes vem colecionando revés na Justiça Eleitoral. Em vez  de apresentar propostas e mostrar ao eleitor o que pretende fazer na Câmara Federal, caso seja eleito, prefere se perder em intrigas e tentativas de desestabilizar adversários, segundo político que conhece bem os bastidores. A estratégia, pelo visto, tem sido mais de conversa do que de conteúdo. Detalhe: o dito-cujo, a cada eleição, tenta conquistar um mandato, mas nunca consegue. Como se vê, discurso inflamado nem sempre é suficiente para convencer o eleitor.

DiálogoFoto: Reprodução

Disponível gratuitamente para toda a população, a AEDO – Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos – feita em cartório pode ser consultada, via CPF do falecido, pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, diretamente na Central Nacional de Doadores de Órgãos. A iniciativa, que busca ajudar as pessoas que atualmente aguardam na fila por transplante de órgão, pode ser solicitada digitalmente em qualquer um dos Cartórios de Notas do Brasil. O interessado preenche um formulário diretamente no site www.aedo.org.br, que é recepcionado pelo cartório selecionado. Em seguida, o tabelião agenda uma sessão de videoconferência para identificar o interessado e coletar a sua manifestação de vontade. Por fim, o cidadão e o notário assinam digitalmente a AEDO, que fica disponível para consulta do Sistema Nacional de Transplantes. É possível ainda escolher qual órgão deseja doar –medula, intestino, rim, pulmão, fígado, córnea, coração ou todos. No Brasil, a maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes aguarda a doação de um rim, seguido por fígado, coração, pulmão e pâncreas, Pela legislação vigente, quem autoriza a doação em caso de morte encefálica é a família, que precisava estar ciente da intenção da pessoa em doar seus órgãos e/ou tecidos. Com a AEDO esta manifestação de vontade fica registrada dentro de uma base de dados acessada pelos profissionais da Saúde, que terão em mãos a comprovação do desejo do falecido para apresentar à família no momento do óbito. A plataforma está acessível 24 horas por dia, 7 dias por semana, de qualquer dispositivo com acesso à internet.

Diálogo Mônica, Marcela e Eduardo Riedel - Foto: Arquivo Pessoal

 

Diálogo Dra Juliana Lusvarghi - Foto: Arquivo Pessoal

Termômetro

A sucessão da prefeita Adriane começa a entrar no radar político de Campo Grande com vistas a 2028, embora a movimentação mais efetiva deva ocorrer a partir de 2027. Ainda não se sabe  se os partidos que hoje integram o arco de alianças do governador Riedel estarão novamente do mesmo lado. Algumas figuras já andam assanhadas e ensaiam colocar o bloco na rua. A eleição deste ano poderá servir para medir força e espaço dos candidatos. 

Cadeiras

Se for reeleito, o governador Riedel poderá entrar na disputa por uma das vagas ao Senado em 2030. A cadeira que estará em jogo será a da senadora Tereza Cristina, com o final do seu mandato. Ela, por sua vez, também poderá entrar na disputa pelo Governo de MS. Assim, as eleições deste ano já produzem reflexos sobre a montagem do cenário de 2030. Como na política ninguém costuma olhar apenas para a próxima curva...

Responsa

Está nas mãos dos irmãos Fábio e Marcos Trad, hoje em partidos de esquerda, parte importante da responsabilidade de ampliar o espaço político da família nestas eleições. Fábio disputa o Governo, enquanto Marcos busca uma vaga na Câmara dos Deputados. O senador Nelson Trad Filho, por sua vez, desistiu do confronto direto e agora integra uma chapa majoritária como suplente. Se os dois irmãos não obtiverem sucesso nas urnas, o legado político da família poderá sofrer um forte revés. A eleição, portanto, servirá para medir a força do sobrenome.

ANIVERSARIANTES 

  • Leni Fernandes, 
  • Déo José Rimoli Filho,
  • Neiba Ota,
  • Marcus Vinicius Saucedo Perez, 
  • Dalila Felix Damian Miragaia, 
  • Adirson Moreno Peixoto,
  • Gete Ottano da Rosa,
  • Francisca Cosma de LIma Cordeiro,
  • João Yossimitu Chimabuco,
  • José Pereira de Viveiros,
  • Oilson Rizzo,
  • Paulo Cesar Coelho,
  • Rodrigo Seabra Gomes,
  • Josefina Antonia Toledo da Silva,
  • Julianne de Souza Espindola,
  • Cleusa Araujo Clark,
  • Yassuo Noguchi,
  • Silvia Kozima,
  • Gilza Nuria Marroni,  
  • Paulo Sergio França,
  • Jurandir Calixto da Cruz,
  • Osny Duarte Ribeiro,
  • Carlos Hamilton Pereira,
  • Dr. José Rizkallah, 
  • Dr. Jorge Eduardo Rodrigues,
  • Mauro Antônio Zaionc, 
  • Eliane Del Greco Michelazzo,
  • Roberto Pinheiro de Lima,  
  • Wilson Marques Barbosa,     
  • Ana Cecília Mascarenhas Moreira,
  • Vanir Pato dos Santos,
  • Ricardo Ferreira,
  • Sueli Higa, 
  • Orlando Costa Marques Leite,
  • Rochelle Costa,
  • Vanildo Neves Barbosa,
  • Raimundo Nonato Teixeira,
  • Lecir Regenold Martins, 
  • João Pereira Guimarães Neto,
  • Gislene Maria de Macedo,
  • Maurilio Nicomedes da Cunha,
  • Neuza Maria Trindade Benites,
  • Luiza Miyahira,
  • Eliane Novaes Guimarães,
  • Hélio Arthur Bacha,
  • Alex Addor,
  • Nelson Buianain Filho, 
  • Arides Gonçalves Gattis,
  • Dr. Victor Hugo Andrade de Oliveira,
  • Cleber José Ferreira Aguilar,
  • João Nunes,
  • Ramão Barbosa de Souza,
  • Josias dos Santos Rosa,
  • Cleiton Alves Rodrigues,
  • Roberto de Paula Almeida, 
  • Vera Brum,
  • Dr. Aristóteles Ferreira,
  • Maria Cristina Andrade Lopes,
  • Wilson Gomes,
  • Anibal do Nascimento Reis,
  • Maria Antonieta Assunção,
  • Silvio Bezerra Silva,
  • Edison Nepomuceno,
  • Rosiane Nogueira Escobar,
  • Hilda Silveira Gomes,
  • Marisa Mendes Gonçalves,
  • Orcílio Pereira de Queiroz,
  • Dácio Barbosa,
  • Antônio Cotrim Júnior,
  • Dra. Jussara Toshie Hokama, 
  • Elsi Abussafi dos Santos,
  • Márcio César Gonzaga,
  • Pedro Sorrilha Nantes,
  • Sérgio Adalberto Oliskovicz,
  • Hudson Oliveira,
  • Maria de Lurdes Teófilo Tavora,
  • Pedro Paulo Batista,
  • Carmem Fonseca,
  • Soraia Aparecida Chrun Silva,
  • Cristina Xavier da Silva,
  • Emanuel Kilkner Xavier Correa,
  • Altair Carvalho de Oliveira,
  • César Glauco dos Santos Braga,
  • Hans Edgar Bacahenheimer Aguilera,
  • João Edson Vitti,
  • Arnaldo Oscar Drews,
  • João Sguissardi da Rosa,
  • Milton dos Santos de Souza,
  • Roseli Douxera Aquino,
  • José Carlos Oliveira Junior,
  • Manoel Afonso, 
  • Janete Bellini D´Oliveira,
  • Plinio de Arruda Junior,
  • José Carlos Sena,
  • Zito Manuel da Silva,
  • Fabiano Battiston,
  • Oscar Aparecido Santana,
  • Waldelino Pereira Fernandes,
  • Alexandre Rodrigues Favilla,   
  • Nailor Holsback Pereira,          
  • Ayrton Assunção Matos Júnior,     
  • Cassiano Zambam Biglia,
  • Jair de Almeida Serra Neto,
  • Laralice da Rocha Aidar,
  • Jucyliana Cristine Arantes,
  • Mozart Stefani, 
  • Taís Gouvêa Assunção, 
  • Lourdes Peres Benaduce,
  • Roberta Moreschi,
  • Samanta Viki Ramos,
  • Marlene Meneses de Almeida.

Colaborou com Tatyane Gameiro

crônica

Cidade Afeto

14/09/2026 15h05

Arquivo

Continue Lendo...

Ao aceitar o convite  de Henrique Medeiros, presidente da Academia de Letras de Campo Grande e da amiga   e acadêmica Theresa Hilcar para uma palestra, a memória revirou.  Não imaginava que viveria tantas emoções em dois dias. Momentos diferentes de minha vida vieram à tona. 

Marcia, minha esposa,  e eu percorremos o que foi possível da cidade, a qual estou ligado desde os anos 1970-1980, quando reunido com autores de minha geração atravessávamos o País   fazendo palestras a estudantes e professores em escolas, pátios, quadras, porões, calçadas, praças, estações ferroviárias, resistindo a um regime que tentava nos calar.

Para mim, esta ida, agora, semanas atrás, me trouxe Berlim, onde morei nos anos 1980. Acabara de me separar de  Bia, minha esposa, e ela mudara para o Mato Grosso com meus filhos. Comunicávamo-nos por telefone. Eu fazia a ligação para Daniel e André, à noite nos orelhões berlinenses. Era muitíssimo mais barato. Havia os fusos, porém os meninos me aguardavam ansiosos para transmitir tudo da  cidade deles, tão verde. Enquanto eu estava enregelado, ele ardiam de calor, e riam, não entendiam a diferença. Eu dizia: “estou com um pouquinho de neve na mão”, e eles queriam saber: “Qual  é o gosto da neve”. Berlim era gelada e gelado e Campo Grande, ardia. 

Eu acompanhava as escolas deles, dos jogos de futebol nos terrenos vagos em torno da casa na Rua da Paz, dos passeios.  Contavam dos campeonatos de futebol de salão no colégio. Estavam felizes, a cidade os acolheu. Eu me adaptava a Berlim,  eles a Campo Grande. Havia afeto. Lembro-me rindo de um “castigo” para alunos  rebeldes.  Eram trancados na biblioteca. Daniel e André faziam arrelia para serem  fechados e ali ficavam lendo. Eu sabia da Rua da Paz, onde tinham morado,  jogando futebol nas ruas de terra. Hoje avenidas asfaltadas, em bairro de classe média alta, a casa em que os meninos moravam, desapareceu.

Circulei por uma cidade dominada por um verde exacerbado que me atordoava, eu lembrando o romance “Não Verás País Nenhum”, hoje um clássico da questão ambiental. Assim  circulei em torno do cerrado conservado, milhares de árvores  me envolvendo e ouvia, sim, uvia,  todo aquele verde me  agradecendo pela imensa reserva do Cerrado.  Apego à natureza. 

Aquela época lá atrás foi a  do muro de Berlim com seus belvederes  (observatórios)  aos quais  subíamos do lado de cá, dito democrático, para  observar os “comunistas” do “lado de lá”. Como se fossem animais de zoológico. Loucuras da Guerra Fria.

Na semana passada, em   acordo entre a Academia Brasileira e a de Campo Grande  falei por duas horas para uma sala lotada. Ou seja, as academias estão  se   abrindo,  multiplicando encontros pelo País inteiro.
Terminados os autógrafos  fomos levados para o Território Ristorante, do filho de Theresa Hilcar , Diogo Wendling ,que ficara aberto para nos receber. Lá estavam os chefs e cozinheiros, fora de seus horários, em homenagem à literatura. Os matogrossenses tem ideia do tesouro raro que tem?  Calculam o valor de uma cozinha superior aos mais medalhados de São Paulo, Rio, Nova York? Diogo na cozinha se  pauta pela inovação  sem esquecer o regional.  É um olhar contemporâneo à gastronomia italiana. Marcia e eu hesitamos entre o Torteille di Ossobuco e o Entrecôte di Angus ala Grigia. Decidimos pelo Risoto Pantaneiro que leva carne seca, banana-da-terra, parmesão e pangrattato.  Disputando palmo a palmo com os parisienses “L’Atelier” ou o “Le Perocope”, ”Le Meurice”ou o “JulesVerne”Comida é afeto. Falar é formar leitores  Campo Grande, cidade afeto.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).