Correio B

CINE MULHERES

"Flor do Deserto"

Filme de 2009 dirigido por Sherry Hormann ganha exibição e debate no terceiro encontro de projeto de extensão da UFMS, nesta quinta-feira, no MIS, com entrada franca; a dançarina Maria Fernanda Figueiró participa da conversa com o público

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Projeto de extensão da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o Cine Mulheres, Glauces e Leilas*** realiza, nesta quinta-feira (27), o seu terceiro e último encontro de 2025, com a exibição do longa-metragem “Flor do Deserto” (2009, 120min), de Sherry Hormann, no Museu da Imagem e do Som (MIS) - Av. Fernando Corrêa da Costa, 559, Vila Carvalho, 3°. andar. A sessão é aberta ao público, com entrada gratuita, e começa às 18h30.

A partir da história real da modelo Waris Dirie, o filme apresenta como tema central de sua narrativa a mutilação genital feminina, prática ainda comum na atualidade em países da África e do Oriente Médio, que também tem registros de ocorrência em regiões da Ásia e da América Latina. Polêmico e pouco debatido, o assunto poucas vezes vem à tona como deveria, já que envolve tabus culturais e a intimidade do corpo feminino, além de necessariamente provocar uma reflexão crítica de combate a tradições muito arraigadas.

AUTOBIOGRAFIA

Daí decorre a importância de “Flor do Deserto”, que baseia sua narrativa no livro autobiográfico de mesmo nome lançado pela modelo - em coautoria com Cathleen Miller - em 1998, e que ganhou publicação no Brasil no ano de 2001 pela editora Hedra. Nascida numa família nômade no deserto da Somália, país localizado no nordeste do continente africano, Waris Dirie sofreu mutilação genital, aos quatro anos de idade, como muitas garotas de sua tribo.

Para fugir de um casamento não desejado, ela foge, aos 13 anos, atravessando a pé o deserto até chegar à capital, Mogadíscio, e de lá partindo para a Inglaterra. Apesar de todos os solavancos porque passou, Waris consegue sobreviver em Londres, onde se tornaria modelo de projeção internacional, chegando a integrar o elenco de um dos filmes da franquia 007 - “Marcado para a Morte” (1987), de John Glen.

O FILME

Em “Flor do Deserto”, o filme, Waris é interpretada pela também modelo Liya Kebede, que figura no elenco de “O Bom Pastor” (2006), produção dirigida e estrelada por Robert De Niro. Ela vaga pelas ruas da capital inglesa com as vestes típicas de seu país. Quando conhece Marilyn (Sally Hawkins), uma vendedora que sonha em ser bailarina, seu destino começa a mudar. Marilyn acaba hospedando Waris em seu quarto de pensão.

Longa-metragem destaca também a sororidade - Foto: Divulgação

Terry (Timothy Spall), um fotógrafo importante, nota a beleza da futura modelo no café onde Waris trabalha. A carreira começa de um jeito promissor, mas a jornada rumo ao estrelato nas passarelas é atravancada por problemas no visto. Nesse meio tempo, a jovem somali cai nas graças de uma agente ególatra, arranja um pretendente, frustrando-se em seguida, e, sobretudo, se (re)descobre enquanto mulher, contando, muitas vezes, para isso com a cumplicidade que estabelece com Marilyn.

O passado de menina aldeã é recobrado em flashbacks que ajudam o espectador na compreensão do xis do problema. Há humor, thrilling e muita emoção no longa-metragem da diretora germano-norte-americana, que, se não busca escapar de uma certa linearidade na condução da história, consegue ter força suficiente para fazer as plateias dialogarem com um tema tão controverso e delicado, tornando-se um peça de trabalho bem eficiente para iniciativas como o Cine Mulheres Glauces e Leilas***.

O CINECLUBE

Coordenado pela psicóloga e professora Jacy Curado, o projeto busca, por meio de obras audiovisuais e de “perspectiva psicossocial”, abordar temas candentes do universo feminino contemporâneo, a exemplo de “relacionamentos afetivos, sexualidade, questão racial, desigualdade de gênero, trabalho precário, etarismo, solidão, solitute, solteirice, participação política e democracia”. A dançarina e psicóloga Maria Fernanda Figueiró participa da sessão desta quinta-feira para interagir com o público durante o debate após a projeção.

 

Correio B

Altos da Afonso Pena ganha nova feira a partir desta sexta-feira

Primeira edição contará com mais de 20 feirantes e música ao vivo

29/01/2026 17h30

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Será inaugurada nesta sexta-feira (30) a Feirinha da Casa Hub, uma feira livre criada para valorizar a cultura local e atender à demanda de uma nova feira em um dos principais pontos turísticos de Campo Grande: os Altos da Afonso Pena.

Idealizada pela HUB Incorporações, a feira acontece na Casa HUB, das 17h às 22h, com entrada gratuita e uma programação pensada para toda a família.

Atualmente, Campo Grande possui 63 feiras livres, distribuídas por todas as regiões da cidade, segundo levantamento do Sisgra (Sistema Municipal de Indicadores de Campo Grande). A ideia da Feirinha da Casa Hub surgiu a partir da percepção dos sócios proprietários Jordano Prado e Pedro Naciff sobre essa forte relação dos campo-grandenses com as feiras.

Para Pedro, o público encontrará muito mais do que compras e gastronomia. “Os visitantes viverão uma experiência completa, com o melhor da gastronomia, cultura, espaço kids e ainda a possibilidade de visitar o espaço dos decorados do empreendimento Bueno Parque dos Poderes, o lançamento da Hub Incorporações, no Jardim Veraneio. Tudo está sendo preparado com muito carinho, aliando tradição e modernidade”, explica.

Primeira edição

Com pelo menos 20 comerciantes, a Feirinha da Casa Hub terá música ao vivo, espaço kids e uma curadoria que une tradição e inovação.

Entre os nomes confirmados estão as influenciadoras Nádia Ayumi Arakaki e Bruna Gasparini, criadoras do perfil Comer em CG, que há nove anos compartilham dicas gastronômicas e valorizam a produção local. 

“É muito importante uma feira como esta, para fortalecer ainda mais a cultura e dar visibilidade a pequenos empreendedores, movimentando assim a gastronomia. É nas feiras que conhecemos quem está por trás dos produtos e isso só enriquece nossa cidade”, afirma Nádia.

A programação gastronômica é diversa e promete agradar todos os paladares, com opções como sobá, espetinho, quitutes da fazenda, cookies, panquecas, tortas, cones recheados, manga temperada, pastel, massas artesanais, algodão doce, burgers e cerveja artesanal.

Além da gastronomia, o público encontrará velas aromáticas, maquiagens, acessórios e até mesmo um sebo itinerante.

A trilha sonora do evento fica por conta de Paulo Prado e Luiz Acosta, que levam ao palco um repertório recheado de sucessos nacionais e internacionais, garantindo um clima leve e acolhedor para o público.

A entrada é gratuita e os produtos serão comercializados conforme os valores praticados pelos feirantes convidados.

A primeira edição será o termômetro que avaliará a recepção da feira pelo público. No entanto, a ideia é que o evento tenha recorrência mensal.

Serviço

Feirinha da Casa Hub
Data: 30 de janeiro de 2026 (sexta-feira)
Horário: das 17h às 22h
Local: Avenida Afonso Pena, 2842 – Campo Grande/MS
Informações: @hubincorporacoes

SAÚDE

Especialista comenta benefícios dos exercícios físicos matinais

A prática de exercícios físicos matinais proporciona bom humor e aumenta a produtividade pessoal ao longo de todo o dia, melhora o ânimo, a concentração e a qualidade da rotina

29/01/2026 10h00

Começar o dia em movimento pode ser o primeiro passo para dias mais produtivos e equilibrados

Começar o dia em movimento pode ser o primeiro passo para dias mais produtivos e equilibrados Divulgação

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Para quem busca mais disposição, foco e equilíbrio emocional ao longo do dia, a prática de exercícios físicos logo pela manhã pode ser uma aliada decisiva. Além de ajudar a organizar a rotina, o movimento nas primeiras horas do dia provoca respostas no corpo e no cérebro que impactam diretamente o humor, a concentração e a produtividade.

Segundo o preparador físico e professor Marcelo Carneiro, o exercício matinal influencia de forma significativa o funcionamento do organismo. “Do ponto de vista fisiológico, a atividade física pela manhã ativa o sistema nervoso central, estimula a circulação sanguínea e aumenta a oxigenação cerebral. Isso favorece maior estado de alerta, disposição e sensação de energia ao longo do dia”, explica Marcelo Carneiro, que é coordenador do curso de Educação Física da Faculdade Estácio.

Esse estímulo desencadeia a liberação de hormônios e neurotransmissores fundamentais para o bem-estar, como endorfina, dopamina e serotonina, que atuam na melhora do humor, na redução da ansiedade e no controle emocional.

Também entram em ação a adrenalina e a noradrenalina, responsáveis por aumentar a atenção e a prontidão motora, além do cortisol, que, naturalmente mais elevado pela manhã, quando associado ao exercício de forma equilibrada, contribui para o estado de alerta. “Além dos efeitos fisiológicos, iniciar o dia com uma prática corporal gera sensação de conquista e organização, o que reflete positivamente na motivação diária”, acrescenta o professor.

MAIS FOCO

Do ponto de vista cognitivo, o exercício pela manhã favorece a ativação do córtex pré-frontal, área do cérebro relacionada à atenção, ao planejamento e à tomada de decisão. De acordo com Marcelo Carneiro, esse processo ajuda a explicar por quê muitas pessoas relatam maior capacidade de concentração e rendimento intelectual após o treino matinal. “A prática regular tende a organizar a rotina e a melhorar o desempenho nas tarefas que exigem foco e raciocínio”, afirma.

Embora não exista um horário único ideal para todos, o educador ressalta que a manhã costuma ser estratégica para quem tem dificuldade de manter a regularidade. “O mais importante é a constância. Os benefícios físicos e mentais aparecem quando o exercício se torna hábito, independentemente do horário”, reforça.

Começar o dia em movimento pode ser o primeiro passo para dias mais produtivos e equilibrados“Escutar o corpo é indispensável. Dor não é sinônimo de evolução”

15 A 30 MIN

Mesmo com rotinas intensas, é possível colher os benefícios do exercício matinal. Segundo o professor, de 15 a 30 minutos de atividade física bem estruturada já são suficientes para promover ganhos fisiológicos e mentais. Caminhada rápida, corrida leve, treinos funcionais, exercícios com o peso do corpo, mobilidade articular e atividades aeróbias moderadas são algumas das opções mais indicadas para esse período do dia.

Nesse sentido, dados de pesquisa realizada em 2025 pelo Datafolha ajudam a contextualizar o cenário: a falta de tempo é apontada como o principal motivo para não praticar atividade física, mencionada por quase metade dos entrevistados. Ainda assim, o levantamento mostra que mais da metade dos brasileiros afirma praticar algum tipo de exercício, sobretudo modalidades simples e acessíveis.

A caminhada lidera as preferências, seguida por atividades como musculação e futebol, e a maioria das pessoas relata optar por exercícios ao ar livre. O recorte reforça que a prática não precisa ser complexa nem longa para acontecer, e que o exercício matinal pode, justamente, responder à principal queixa de quem não consegue se movimentar ao longo do dia.

Começar o dia em movimento pode ser o primeiro passo para dias mais produtivos e equilibradosUma pesquisa de 2025 mostra que mais da metade dos brasileiros afirma praticar algum tipo de exercício, sobretudo modalidades simples e acessíveis

ESCUTAR O CORPO

Apesar de ser seguro para a maioria das pessoas, o exercício pela manhã exige atenção em alguns casos. Marcelo Carneiro alerta que indivíduos com doenças cardiovasculares, hipertensão não controlada, arritmias, diabetes, em função do risco de hipoglicemia em jejum, além de pessoas com dores articulares ou histórico de lesões, devem buscar orientação profissional. Iniciantes sedentários também precisam respeitar progressões adequadas.

“O acompanhamento de um profissional de educação física é fundamental para ajustar intensidade, volume e tipo de exercício com segurança”, orienta.

Para que a prática matinal se mantenha ao longo do tempo, a recomendação é começar com metas realistas, priorizar a regularidade, preparar roupas e materiais na noite anterior, respeitar o aquecimento, essencial por conta da rigidez muscular matinal, e variar os estímulos. “Escutar o corpo é indispensável. Dor não é sinônimo de evolução”, destaca o professor.

Do ponto de vista pedagógico, criar significado para a prática é decisivo. “Quando o exercício está associado à saúde, ao bem-estar, à autonomia e à qualidade de vida, ele deixa de ser obrigação e passa a fazer parte do cotidiano”, conclui o coordenador. Em um cenário em que a falta de tempo ainda é um desafio, começar o dia em movimento pode ser o primeiro passo para dias mais produtivos e equilibrados.

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