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Hipnose pode ajudar a controlar a ansiedade? Psicóloga diz o que é preciso saber antes de aplicar

Profissional explica como a hipnose pode ser utilizada como recurso complementar no cuidado com a saúde mental e quais cuidados devem ser considerados

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A ansiedade faz parte da vida e pode surgir diante de situações de pressão, mudanças, incertezas e desafios. O problema aparece quando a preocupação se torna frequente, intensa ou começa a interferir no sono, no trabalho, nos relacionamentos e na qualidade de vida.

Nesse cenário, cresce também a busca por alternativas que ajudem a lidar com o excesso de pensamentos, a tensão e a dificuldade de relaxar. Entre elas está a hipnose.

Mas afinal, a hipnose pode ajudar no controle da ansiedade? Para a psicóloga e hipnoterapeuta Adriana de Araújo, a técnica pode ser utilizada como um recurso complementar dentro de uma estratégia de cuidado emocional, desde que aplicada de forma responsável e considerando as características de cada pessoa.

“A hipnose pode favorecer um estado de maior concentração e relaxamento, permitindo que a pessoa direcione a atenção para determinados pensamentos, emoções e comportamentos. Mas é importante compreender que não existe uma técnica única que funcione da mesma maneira para todas as pessoas”, explica Adriana.

O que acontece durante a hipnose?

Ao contrário da imagem popular de que uma pessoa hipnotizada perde completamente o controle sobre si mesma, a hipnose envolve um estado de atenção concentrada e maior receptividade a sugestões.

Na prática, exercícios guiados podem conduzir a pessoa a momentos de relaxamento e concentração, criando um espaço para observar pensamentos e emoções de outra maneira.

Dependendo da abordagem e dos objetivos estabelecidos, podem ser trabalhadas questões relacionadas à ansiedade, medos, hábitos e outras dificuldades emocionais.

Para Adriana, um dos pontos importantes é justamente desmistificar a hipnose.

“Hipnose não significa apagar a consciência ou entregar o controle para outra pessoa. O objetivo é utilizar o direcionamento da atenção e das sugestões de maneira estruturada, respeitando os limites e a individualidade de quem está sendo atendido”, afirma.

Ansiedade: quando é hora de procurar ajuda?

Sentir ansiedade ocasionalmente é diferente de apresentar sintomas persistentes que comprometem a rotina. Preocupação excessiva, sensação constante de alerta, dificuldade de relaxar, alterações no sono e pensamentos recorrentes podem ser sinais de que é necessário olhar com mais atenção para a saúde mental.

Por isso, a psicóloga ressalta que recursos como a hipnose não devem ser tratados como substitutos de avaliação ou tratamento profissional.

A técnica pode fazer parte de uma abordagem complementar, mas a indicação depende da situação individual. Pessoas que apresentam sintomas intensos ou persistentes devem buscar avaliação de um profissional habilitado.

Cinco cuidados antes de experimentar a hipnose

Entenda o objetivo da prática
A hipnose pode ter diferentes aplicações. É importante saber qual é a finalidade do exercício ou atendimento.

Procure profissionais qualificados
Quando utilizada em contexto terapêutico, a técnica deve estar inserida dentro de uma atuação profissional responsável.

Não abandone tratamentos em andamento
Um recurso complementar não deve substituir, por conta própria, acompanhamento psicológico, psiquiátrico ou outras formas de tratamento indicadas.

Desconfie de promessas de resultado garantido
Questões de saúde mental são individuais. Não há garantia de que uma mesma técnica produzirá o mesmo efeito em todas as pessoas.

Observe os sinais do próprio corpo e da mente
Se os sintomas de ansiedade forem intensos, persistentes ou estiverem comprometendo a rotina, é importante procurar avaliação profissional.

Hipnose não é mágica — é uma ferramenta

Para Adriana de Araújo, a principal questão é retirar a hipnose do campo do misticismo e compreendê-la dentro de uma perspectiva de cuidado que exige responsabilidade e conhecimento.

A técnica pode ser uma ferramenta para favorecer relaxamento, concentração e reflexão sobre determinadas experiências, mas seus limites precisam ser respeitados.

“O mais importante é que a pessoa não procure a hipnose como uma solução mágica. O cuidado com a saúde mental envolve conhecimento, acompanhamento adequado e, principalmente, olhar para aquilo que está acontecendo com cada indivíduo”, destaca a psicóloga.

Medos e pensamentos recorrentes;

Hipnose como recurso complementar para a saúde mental;

Cuidados antes de utilizar áudios de hipnose;

Diferença entre ansiedade cotidiana e sintomas que exigem atenção profissional.

Gastronomia Correio B+

Da cozinha à mesa: educação alimentar ajuda a transformar hábitos e valorizar a comida de verdade

Nutricionista explica como variedade, planejamento e prazer nas refeições podem fazer parte da sua rotina

18/10/2026 09h30

Da cozinha à mesa: educação alimentar ajuda a transformar hábitos e valorizar a comida de verdade

Da cozinha à mesa: educação alimentar ajuda a transformar hábitos e valorizar a comida de verdade Foto: Divulgação

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Escolher os ingredientes, descobrir novas formas de preparo e reservar tempo para uma refeição são atitudes que também ensinam a comer melhor. No Dia Mundial da Alimentação, que celebramos em 16 de outubro, Claudia Mulero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, destaca a importância da educação alimentar para aproximar o conhecimento sobre os alimentos, com as escolhas feitas todos os dias. A proposta é valorizar uma alimentação variada e possível de manter, que considere as necessidades de cada pessoa.

“Quando falamos em educação alimentar, precisamos mostrar como esse conhecimento chega ao prato. Esse processo precisa considerar as preferências, as condições de acesso e a cultura de cada família. O prazer em comer e a valorização das receitas regionais são parte desse cuidado”, explica Claudia.

A discussão envolve tanto a composição das refeições quanto a relação construída com a comida. O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, orienta que alimentos in natura e minimamente processados sejam a base da alimentação, com variedade e predominância de opções de origem vegetal.

Isso abre espaço para ingredientes presentes na culinária brasileira, como arroz, feijão, mandioca, milho, frutas, verduras e legumes, combinados em preparações que respeitem os costumes de cada região.

Explorar diferentes alimentos amplia o repertório sem abandonar sabores familiares. Um legume pode aparecer em uma salada, em um refogado ou assado; o feijão pode dar lugar, em algumas refeições, à lentilha ou ao grão-de-bico; e as frutas podem variar conforme a oferta local. Essas experiências mostram, na prática, como diversificar o cardápio com opções comuns.

Os hábitos de consumo mostram que ainda há espaço para aproximar essas orientações do cotidiano. Segundo o Vigitel Brasil 2024, do Ministério da Saúde, 31,4% dos adultos relataram consumir frutas e hortaliças em cinco ou mais dias da semana. Já 21% atingiram o indicador de consumo recomendado pela pesquisa, de cinco ou mais porções diárias.

Para levar a educação alimentar à prática, o planejamento das compras é um bom ponto de partida. Na hora das compras, conferir o que já existe em casa e montar uma lista a partir das refeições previstas ajuda a organizar o uso dos ingredientes. Comparar preços e observar a oferta de frutas e hortaliças da estação ajuda a diversificar conforme o orçamento.

Na cozinha, a dica é começar por preparações simples e ampliar as possibilidades aos poucos. Quem costuma consumir cenoura apenas crua, por exemplo, pode experimentá-la cozida ou assada. Ervas e temperos, como salsa, cebolinha e alho, acrescentam aromas e sabores às receitas.

Dividir tarefas e trocar conhecimentos com familiares ou amigos também transforma o preparo em uma oportunidade de aprendizado, em vez de concentrar toda a responsabilidade em uma única pessoa.

À mesa, vale reservar um momento para comer com atenção, perceber os sabores e reduzir distrações, como o uso do celular. Sempre que possível, compartilhar a refeição fortalece a convivência e permite conversar sobre ingredientes e receitas.

Com as crianças, experiências como conhecer diferentes tipos de alimentos em barracas de uma feira, observar e participar de tarefas adequadas à idade despertam a curiosidade sobre a origem e o preparo da comida.

Os adultos também ensinam pelo exemplo e pela forma como apresentam a comida. Por isso, é importante comer verduras, legumes e frutas junto com os pequenos, pois isso pode estimular um novo hábito na fase de desenvolvimento.

A valorização da alimentação passa ainda pelo reconhecimento da cultura brasileira. Receitas transmitidas entre gerações carregam histórias, modos de preparo e conhecimentos sobre ingredientes locais.

Recuperar esses saberes, conhecer a origem de um prato e experimentar alimentos de diferentes regiões são fatores que ampliam a relação com a comida e dão à refeição um significado que vai além de cumprir uma etapa da rotina.

“Uma boa alimentação se constrói em escolhas que conseguimos repetir e adaptar à nossa realidade. Pode começar com uma fruta disponível em casa, um novo preparo para o legume ou uma refeição feita com mais atenção. Quando as pessoas compreendem suas escolhas e encontram prazer em comer, o cuidado com a alimentação ganha espaço na vida. A mesa também é lugar de aprender, compartilhar histórias e criar lembranças”, finaliza Claudia Mulero.

Moda Correio B+ - Especial SPFW

Entre Costuras e CuLtura: Amir Slama: um espetáculo de moda, memória e brasilidade

Carmen Miranda serviu como inspiração para uma coleção que celebrava a brasilidade.

17/10/2026 16h00

Entre Costuras e CuLtura: Amir Slama: um espetáculo de moda, memória e brasilidade

Entre Costuras e CuLtura: Amir Slama: um espetáculo de moda, memória e brasilidade Foto: Divulgação

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A moda tem a capacidade de transformar memórias em novas narrativas. Na última sexta-feira, 16 de outubro, tive o prazer de prestigiar, a convite do Amir Slama, seu desfile na 61ª edição da São Paulo Fashion Week, representando o Caderno B+.

Uma experiência que ultrapassou a apresentação de uma coleção e se transformou em uma verdadeira celebração da moda, da memória e da identidade brasileira.

Ao revisitar uma coleção histórica apresentada em Nova York, no ano 2000, o estilista mostrou que a criatividade não depende necessariamente de romper com o passado, mas também de reinterpretá-lo sob novas perspectivas.

Há 26 anos, à frente da Rosa Chá, Slama ajudava a projetar a moda praia brasileira internacionalmente, levando às passarelas uma identidade marcada pela sensualidade, pelas cores e pela exuberância tropical.

Naquela apresentação, Carmen Miranda serviu como inspiração para uma coleção que celebrava a brasilidade. Agora, o estilista recupera essa memória e acrescenta novas referências, especialmente a figura de Iemanjá, símbolo profundamente ligado às águas e ao imaginário cultural brasileiro.

Na passarela, maiôs e biquínis com recortes estratégicos dividiram espaço com babados, rendas, franjas, bordados e aplicações de pedrarias. A cartela de cores percorreu tons vibrantes de vermelho, laranja e amarelo, além de azuis e verdes que remetem à natureza tropical.

Entre os destaques, a releitura de um maiô emblemático usado por Adriana Lima no desfile original, agora apresentado em três tonalidades de pele. Um detalhe que também permite refletir sobre as transformações na maneira como a moda representa a diversidade.

Outro aspecto interessante foi o encontro entre gerações. A presença de modelos como Carol Ribeiro, que participou da apresentação original, reforçou a ideia de continuidade e memória. Slama demonstrou como uma criação pode adquirir novos significados à medida que a sociedade e seus códigos estéticos se transformam.

Entre Costuras e CuLtura: Amir Slama: um espetáculo de moda, memória e brasilidadeDesfile Amir Slama - 2026 - Divulgação

O desfile também trouxe uma reflexão importante sobre a identidade da moda brasileira. Durante décadas, nossas referências tropicais foram frequentemente associadas a uma visão estereotipada do país.

Hoje, revisitá-las com consciência histórica e liberdade criativa representa uma oportunidade de valorizar a riqueza de nossas manifestações culturais, sem limitar a brasilidade a uma única estética.

Estar presente nessa apresentação foi uma experiência profundamente emocionante. A trilha sonora estava em perfeita sintonia com a proposta do desfile, envolvendo a plateia e dando ainda mais força à narrativa construída na passarela.

A beleza das peças, a riqueza dos detalhes e a sensibilidade de cada criação me emocionaram profundamente. Havia uma harmonia especial entre música, movimento e moda. Foi um verdadeiro espetáculo, daqueles que nos lembram por que a moda também é uma forma de arte.

Entre costuras, memórias e referências culturais, Amir Slama nos lembra que a moda não precisa abandonar sua história para continuar relevante. Afinal, a verdadeira força de uma criação está também na capacidade de atravessar o tempo, dialogar com novas gerações e encontrar diferentes maneiras de contar uma mesma história.

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