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Isa Scherer: "Estou muito feliz, não imaginei que fosse curtir tanto a gravidez"

A nossa Capa do Correio B+ desta semana é ainda mais especial porque comemoramos uma data onde celebramos o maior amor do mundo, o amor de mãe

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O rosto e o jeito são de menina. Apaixonada pela gastronomia, se encontrou nesse universo quando ganhou o maior reality de culinária em sua versão brasileira em 2021, o Masterchef, transmitido pela TV Bandeirantes.

Isabella Scherer, 26 anos, já foi atleta de natação e pensou em seguir carreira como o pai, o nadador Xuxa, mas depois de alguns anos se descobriu como atriz.

“Eu pensei durante alguns anos da minha vida que acabaria sendo atleta, porque com uns 10 anos eu comecei a nadar e eu me apaixonei pela natação, e comecei a competir. Cheguei a nadar no brasileiro. Só que aí aos 15, resolvi largar as piscinas para começar a fazer teatro”, relembra.

Isa, como é carinhosamente chamada, é apaixonada por moda, chegou a fazer faculdade, mas trancou para se dedicar a sua outra escolha, a de ser atriz. 

Ela fez novelas como Malhação e Bom Sucesso, ambas na TV Globo, mas também esteve no Disney Channel, Cartoon Network e Canal Futura.

“Eu amei e eu amo trabalhar com TV, amo atuar é uma área da minha carreira”, explica.

 

Mas a sua paixão pela gastronomia e pela culinária falou mais alto, e esse é o caminho que ela vem construindo e realizando atualmente, já que toda essa ligação com a cozinha começou desde pequena.

“A minha história com a cozinha acho que começou desde que eu nasci. A minha mãe e minhas avós sempre cozinharam muito em todas as refeições em casa. Então eu cresci nesse ambiente”, relembra.

 

Há pouco tempo Isa anunciou sua gravidez de gêmeos, fruto da sua relação com o modelo e surfista Rodrigo Calazans, sendo assim, esse será o seu primeiro dia das mães, e sem dúvida está radiante.

“Eu sempre quis muito ser mãe, não estava nos meus planos exatamente agora, eu estava pensando em engravidar daqui uns dois anos, mas estou muito feliz, não imaginei que fosse curtir tanto a gravidez, está sendo um dos momentos mais especiais da minha vida, com certeza.

Isabella adora produzir conteúdo para o seu público e também gosta muito de comer o que cozinha. 

O resultado? Muitos planos para continuar atuando na área de gastronomia, é claro!

A nossa Capa do Correio B+ desta semana é ainda mais especial porque comemoramos uma data onde celebramos o maior amor do mundo, o amor de mãe, sentimento único que a Isa Scherer compartilhou com exclusividade com a gente, além de muitos outros momentos que viveu e está vivendo no profissional e com sua a família.

 

CE - Você pensou em ser uma atleta da natação?

IS- Eu pensei durante alguns anos da minha vida que acabaria sendo atleta, porque com uns 10 anos eu comecei a nadar e eu me apaixonei pela natação, e comecei a competir. 

Cheguei a nadar no brasileiro. Só que aí aos 15, resolvi largar as piscinas para começar a fazer teatro.

 

CE - Em que momento resolveu parar e porquê?

IS - Eu resolvi em parar porque as rotinas dos treinos eram muito cansativas, então para eu conseguir fazer teatro, eu teria que abrir mão da natação. 

Eu até tentei durante uns meses fazer os dois, mas foi impossível. Eu ficava muito cansada. Então eu acabei optando pelo teatro.

 

CE - O que levou você para a escola de atores do Wolf?

IS - A escola de atores Wolf Maia foi onde eu me formei. Eu acabei escolhendo por causa da rotina do colégio, então eram os horários que eu conseguiria fazer o colégio, sair correndo, almoçava no carro e já ia para aula de teatro. Foi meio que uma questão de logística, assim eu acabei escolhendo.

 

CE - Com apenas 15 anos você lançou seu canal no YouTube?

IS - Com 14 anos, eu participei de uma webserie da Capricho chamada It Girls, onde a protagonista tinha um blog de moda. Então era uma tendência que estava começando. 

Tinha pouquíssimos blogs no Brasil e começando essa moda mais fora do país. Então eu pensei: “Acho que vou entrar nessa onda e vou criar um blog”, e eu criei um blog e um canal no Youtube, onde eu postava esses conteúdos em vídeos e aí eu repostava no meu blog.

 

CE - A sua marca de roupas veio com a sua paixão pela moda?

IS - Eu sempre amei moda, sempre fez parte da minha vida. Eu acho que é uma forma de se expressar, uma maneira de se comunicar para algo que sempre tive vontade, em algum momento da minha vida.  

CE - Seu último trabalho na TV foi em 2019 na primeira fase da novela Bom Sucesso, aí veio a pandemia... Como foi sua experiência na TV?

IS - Eu amei e eu amo trabalhar com TV, amo atuar é uma área da minha carreira que por enquanto eu dei uma pausa para focar na culinária, que com certeza é minha maior paixão, mas é algo que eu amo muito fazer e que eu morro de vontade de voltar a atuar algum dia.

CE - Isa, sua história com a cozinha, quando e como aconteceu?

IS - A minha história com a cozinha acho que começou desde que eu nasci. 

A minha mãe e minhas avós sempre cozinharam muito em todas as refeições em casa. 

Então eu cresci nesse ambiente. Tanto de ficar dentro da cozinha fazendo companhia para elas, observar elas cozinhando, consequentemente eu ia aprendendo as receitas só de olhar. Só que eu comecei a cozinhar e ter um interesse maior com uns 16, 17 anos.

CE - E como foi parar no Masterchef em 2021?

IS - Eu sempre quis participar do Masterchef, mas eu nunca tive coragem de me inscrever. 

Até que sugeriram que eu fizesse a inscrição. Eu falei: "Quer saber eu vou me inscrever". 

Aí eu fiz e fui passando a cada etapa, quando eu vi, eu tinha sido aprovada e estava dentro, foi muito do nada, meio inesperado, mas era algo que eu queria muito que acontecesse um dia. Sempre sonhei em participar.

CE - Hoje você se tornou também uma grande influenciadora no mundo digital, como é pra você?

IS - Eu amo trabalhar produzindo conteúdo, fazendo meus vídeos de cozinha, dando dicas, conversando com o meu público. 

Eu acho que a internet abriu um caminho muito bom de diálogo, entre o influenciador e o seu público, então a gente consegue realmente ter uma troca muito direta. 

Eu acho que com a cozinha e compartilhando o meu conhecimento de culinária, foi onde eu mais me encontrei. Então eu estou amando trabalhar com isso e ter esse carinho direto com as pessoas.

CE - O que mais gosta de cozinhar e o que mais gosta de comer?

IS - Eu amo cozinhar coisas de ensopados, então, carnes ensopadas, molhos, tudo que é molhadinho. São minhas comidas preferidas. Tanto de fazer, quanto de comer.

CE - Gosta sua comida?

IS - Sim, eu gosto bastante da minha comida. 

Eu acho que fui aprendendo a fazer as receitas de família e aí eu fui realmente conseguindo aprender a como chegar nos sabores que eu gosto. Então eu gosto muito da minha comida.

CE – O que significou ganhar o Masterchef pra você?

IS - Para mim ganhar o Masterchef significa que estou no caminho certo, que realmente eu tenho que fazer o que eu amo que é cozinhar, e me ensinou muito a confiar em mim mesma, por mais arriscada que fosse a minha ideia de fazer um menu vegano, que aquilo era o que eu deveria fazer e seguir o meu feeling. 

Eu acho que me deu uma confiança muito grande, de eu acreditar mais em mim, e nas coisas que eu acredito ir com elas até o final, independente do resultado.

CE - O que o Marterchef mudou na sua vida?

IS - O Masterchef mudou totalmente a minha vida, desde a certeza do que eu amo fazer e que meu dom mesmo é a cozinha, é cozinhar, que eu nasci para isso, e com ele eu consegui também descobrir esse meu lado influenciador com comida ensinando as pessoas a cozinharem em casa e incentivando. 

Além disso, foi muito importante por mais que eu já gostasse de cozinhar antes do Masterchef. 

Eu acho que eu nunca conseguiria entrar nesse ramo, ser respeitada se não fosse o Masterchef, se não fosse a minha jornada lá dentro. Então foi muito importante...

CE - Um momento no programa que você nunca vai esquecer...

IS - Eu nunca vou me esquecer do Tacaca doce que eu fiz, foi de todas as provas a mais especial. 

Eu descobri o meu amor pela confeitaria, que sou boa fazendo doce, eu achei que não era. Foi muito marcante poder ganhar um prêmio Masterchef com um menu totalmente vegano e de ter tido a coragem de seguir com a minha ideia e com a mensagem que eu queria passar.

CE - Pretende voltar a faculdade ou para a TV?

IS - Pretendo voltar para a TV. Não sei se como apresentadora, com um programa de culinária ou atuando, mas faculdade eu não sei, tenho vontade de estagiar em restaurante. Talvez fazer um curso de gastronomia, mas por enquanto, faculdade está fora.

CE - Quais os seus planos com a gastronomia?

IS - Meus planos eram estagiar esse ano, mas por conta da gravidez dos gêmeos, eu tive que adiar um pouco porque é uma rotina muito cansativa, e eu fiquei um pouco insegura, porque é um ambiente muito quente, com faca, e eu estou meio desligada, minha cabeça não tá muito boa, porque é normal na gravidez. 

Então como eu nunca trabalhei em uma cozinha profissional, eu fiquei com medo da minha primeira experiência já chegar grávida e com essas alterações. 

Então esse plano foi adiado para depois que eu parar de amamentar. 

Eu pretendo continuar ensinando meus vídeos na internet, estou com um programa novo no UOL, então pretendo continuar produzindo conteúdo de gastronomia, por enquanto.

CE - Você pensava nisso, em ser mãe?

IS - Eu sempre quis muito ser mãe, não estava nos meus planos exatamente agora, eu estava pensando em engravidar daqui uns dois anos, mas estou muito feliz, não imaginei que fosse curtir tanto a gravidez, está sendo um dos momentos mais especiais da minha vida, com certeza.

CE - Como imagina que vai ser depois que os bebês nascerem?

IS - Eu não faço ideia de como vai ser a minha vida depois que os bebês nascerem, a única coisa que eu tenho certeza, é que vai ter muito amor envolvido, mas de resto, eu não faço ideia do que me espera.

CE - E ser mamãe, como está sendo lidar com esse sentimento?

IS - Está sendo maravilhoso dividir esse momento com o meu namorado que é muito parceiro, que cuida muito de mim, nos momentos difíceis da gravidez. Minha família está super empolgada, super feliz. Está sendo um momento especial para todo mundo.

“Feliz dia das mães”...

Pet Correio B+

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos

Veterinário alerta sobre alimentos típicos da data que podem intoxicar os pets

04/04/2026 15h00

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos Foto: Divulgação

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Com a chegada da Páscoa, cresce também a preocupação com a alimentação dos animais de estimação. Tradicional na celebração, o chocolate, presente no formato de ovos, bombons, barras e em sobremesas, está entre os alimentos que nunca devem ser oferecidos a cães e gatos, por representar sérios riscos à sua saúde.

Apesar de muitas pessoas associarem o perigo ao açúcar, o principal vilão é a teobromina, uma substância encontrada no cacau. Segundo Gustavo Quirino, médico-veterinário que atua na capacitação técnica da Adimax, fabricante de alimentos para cães e gatos, o organismo dos pets não é capaz de metabolizá-la de forma eficiente.

“A teobromina tem efeito estimulante, semelhante ao da cafeína, mas cães e gatos são muito mais sensíveis a ela. Por isso, mesmo pequenas quantidades podem causar alterações importantes no organismo”, explica.

Quirino destaca ainda que chocolates com maior teor de cacau, considerados mais saudáveis para os seres humanos, são justamente os mais perigosos para os animais. “Quanto mais cacau, maior a concentração de teobromina e, consequentemente, maior o risco de intoxicação”, completa.

Os sinais clínicos variam de acordo com a quantidade ingerida. Em casos leves, podem ocorrer vômito e diarreia. Já em situações mais graves, o animal pode apresentar alterações cardíacas, convulsões e até risco de morte.

Para quem deseja incluir o pet nas comemorações, a recomendação é optar por produtos desenvolvidos especialmente para eles.

O mercado pet oferece uma variedade de opções seguras, como biscoitos, bifinhos e alimentos úmidos, além de petiscos funcionais, que associam sabor a benefícios para a saúde. Há ainda itens temáticos, inspirados no formato de ovos de Páscoa, mas elaborados sem chocolate e adequados ao consumo animal.

Ainda assim, a moderação é essencial. “Mesmo os petiscos apropriados devem ser oferecidos conforme a recomendação do fabricante, respeitando a quantidade diária indicada”, orienta Quirino.

Além do chocolate, outros alimentos comuns em celebrações familiares nesta época também exigem atenção.

“Carnes gordurosas, bacalhau, castanhas, uvas frescas e passas, sementes de frutas, podem causar diferentes problemas de saúde nos pets. Ossos também representam risco, podendo provocar engasgos ou até perfurações no trato digestivo. Já ingredientes como cebola e alho, presentes em grande parte das receitas, podem provocar a destruição das células vermelhas do sangue, podendo causar quadros de anemia”, alerta o veterinário.

Caso o animal ingira algum alimento inadequado ou apresente sinais de mal-estar, a orientação é buscar atendimento veterinário imediatamente.

Cinema Correio B+

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação

Como uma assistente da Vogue transformou bastidores em fenômeno cultural e por que Miranda Priestly continua sendo uma das figuras mais complexas do cinema contemporâneo.

04/04/2026 13h30

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação Foto: Divulgação

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Quando Lauren Weisberger publicou O Diabo Veste Prada em 2003, o que parecia ser apenas mais um romance ambientado no universo da moda rapidamente revelou outra ambição. O livro nascia de uma experiência muito específica, mas tocava em algo mais amplo: a dinâmica de poder em ambientes onde prestígio e exaustão caminham juntos.

Weisberger havia trabalhado como assistente de Anna Wintour na Vogue, um dos cargos mais desejados e, ao mesmo tempo, mais temidos dentro da indústria editorial. Ao transformar essa vivência em ficção, ela encontrou o tom que equilibra fascínio e desgaste.

A protagonista Andrea Sachs não entra apenas em uma revista de moda. Ela entra em uma estrutura que exige devoção absoluta e oferece, em troca, uma promessa de acesso.

O sucesso do livro não se explica apenas pelo glamour. Ele veio da sensação de reconhecimento. Mesmo para leitores fora da moda, havia ali um retrato familiar de ambientes hierárquicos, de chefes inalcançáveis e de jovens profissionais tentando provar valor em condições quase impossíveis. O sucesso foi tanto que a continuação chega aos cinemas ainda nesse mês de abril.

Miranda Priestly e a construção de um mito reconhecível

Desde o início, a associação entre Miranda Priestly e Anna Wintour foi inevitável. Weisberger sempre sustentou que a personagem era uma composição, o que é tecnicamente verdadeiro. Ainda assim, os códigos estavam todos ali, organizados de forma precisa demais para serem ignorados.

O corte de cabelo, os óculos escuros, o silêncio como instrumento de poder, a maneira como uma frase curta pode redefinir o clima de uma sala inteira. Miranda não precisava levantar a voz porque o sistema já estava estruturado ao seu redor para amplificar cada gesto.

A reação de Wintour, por sua vez, foi tão estratégica quanto a personagem que inspirou o debate. Ao comparecer à première do filme vestindo Prada, ela deslocou a narrativa. Em vez de se defender, apropriou-se do momento. Aquilo que poderia ser lido como exposição transformou-se em reafirmação de controle.

O desconforto que o livro provocou

O impacto do romance dentro da indústria foi imediato, embora raramente declarado de forma direta. O problema não era a revelação de um segredo específico, mas a visibilidade de práticas que sempre existiram e eram tratadas como parte do jogo.

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Assistentes submetidas a jornadas exaustivas, demandas absurdas tratadas como testes de lealdade, uma cultura que confunde resiliência com resistência ao desgaste. Weisberger não inventou esse cenário, mas o organizou de forma acessível, o que acabou sendo mais perturbador do que qualquer denúncia frontal.

Houve críticas à autora, acusada por alguns de transformar sua experiência em oportunismo. Ao mesmo tempo, o silêncio institucional sobre os detalhes mais incômodos funcionou como uma confirmação indireta de que o retrato não estava tão distante da realidade quanto muitos gostariam.

O caminho até o cinema e a mudança de tom

A adaptação cinematográfica de 2006, dirigida por David Frankel, entendeu algo essencial que nem sempre está presente em adaptações: não bastava reproduzir a história, era necessário reinterpretá-la.

O filme suaviza Andrea, amplia o universo da revista e, sobretudo, redesenha Miranda. No livro, ela é mais próxima de uma força opressiva constante. No cinema, ela ganha camadas que tornam sua presença mais complexa e, por isso mesmo, mais inquietante.

Essa transformação passa diretamente por Meryl Streep. Sua interpretação evita o caminho mais óbvio da caricatura e constrói uma personagem baseada em contenção. O poder de Miranda está no que não é dito, no intervalo entre uma ordem e outra, na consciência de que todos ao redor já antecipam suas expectativas.

O famoso discurso sobre o cerúleo sintetiza essa abordagem. Ele desloca a discussão da superfície para a estrutura, explicando como decisões aparentemente banais são resultado de uma cadeia complexa de influência. Ao fazer isso, o filme legitima aquele universo ao mesmo tempo em que o expõe.

Ao lado de Streep, Anne Hathaway conduz a trajetória de Andrea com um equilíbrio entre ingenuidade e ambição, enquanto Emily Blunt oferece uma leitura afiada do custo emocional de se adaptar completamente ao sistema.

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuaçãoO Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação - Divulgação

Resultados e impacto cultural

O filme ultrapassou a marca de 300 milhões de dólares em bilheteria mundial e consolidou-se como um dos títulos mais influentes de sua geração dentro do gênero. Mais do que isso, redefiniu a maneira como histórias ambientadas em ambientes corporativos femininos poderiam ser contadas.

Ele não se limita a criticar ou a celebrar. Ele opera em uma zona ambígua que permite leituras diferentes conforme o tempo passa. Para alguns, Miranda é uma vilã. Para outros, uma líder moldada por um sistema que cobra resultados com a mesma intensidade com que pune fragilidade.

Essa ambiguidade é o que mantém o filme em circulação constante no debate cultural, especialmente em um momento em que discussões sobre liderança, cultura de trabalho e equilíbrio pessoal ganham novas camadas.

A continuação literária e a possibilidade de retorno no cinema

Em 2013, Weisberger retornou a esse universo com Revenge Wears Prada. Andrea já não é a jovem insegura do início. Ela construiu sua própria trajetória profissional, mas descobre que o passado não se dissolve com facilidade, especialmente quando Miranda Priestly decide reaparecer.

A continuação desloca o conflito. Se antes a questão era sobreviver, agora se trata de estabelecer limites. Andrea já conhece as regras do jogo, mas isso não significa que esteja imune ao seu impacto.

A autora ainda expandiu esse mundo com When Life Gives You Lululemons, centrado na personagem Emily, o que reforça a ideia de que aquele universo funciona como um ecossistema mais amplo, onde diferentes trajetórias revelam diferentes formas de lidar com o mesmo tipo de pressão.

No cinema, a ideia de uma sequência do filme original nunca desapareceu completamente. Ela ressurge em ciclos, acompanhando o interesse da indústria em revisitar histórias consolidadas. O desafio, nesse caso, não é apenas reunir elenco e equipe, mas encontrar uma abordagem que dialogue com um mundo transformado.

A figura de Miranda Priestly, construída em um contexto de autoridade incontestável, precisaria ser reposicionada em uma realidade marcada por redes sociais, exposição constante e questionamentos mais diretos sobre estruturas de poder. O que antes era aceito como exigência pode hoje ser interpretado como abuso. Essa tensão oferece material dramático evidente, mas exige uma leitura mais sofisticada.

Entre ficção e realidade, o que realmente ficou

O que torna O Diabo Veste Prada um caso tão duradouro não é a precisão factual, mas a capacidade de traduzir uma experiência coletiva em narrativa. Ele não documenta a Vogue nem pretende fazê-lo. Ele reorganiza percepções sobre trabalho, ambição e pertencimento.

Ao fazer isso, transforma uma história pessoal em algo reconhecível em diferentes contextos. E talvez seja justamente essa capacidade de deslocamento que explica por que, duas décadas depois, ainda se discute não apenas quem inspirou Miranda Priestly, mas o que ela representa.

Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt retornam para a sequência do clássico dos anos 2000

Quase 20 anos depois de sua estreia, a sequência  O Diabo Veste Prada 2  chega aos cinemas brasileiros no dia 30 de abril. A continuação acompanha o retorno de  à revista Runway, ainda sob o comando da implacável editora-chefe Miranda Priestly, mas passando por um momento delicado. A estratégia de “salvar” a Runaway as força a se reconectar com Emily Charlton, a ex-assistente de Miranda, que agora comanda uma marca de luxo que pode ser a chave para manter a Runway ativa. Será que ela já perdoou Andy e Miranda?

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