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Gastronomia

Livro lançado na Capital resgata várias receitas de imigrantes da Ilha de Okinawa

Obra reúne pratos, histórias e tradições preservadas por gerações de imigrantes e que, até hoje, permaneciam restritas ao ambiente familiar

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Os sabores e saberes da culinária okinawana, mantidos por décadas dentro das casas de famílias imigrantes, ganham agora registro inédito em livro. A obra “Kwachi Sabirá – Culinária, histórias e receitas dos primeiros imigrantes okinawanos em Campo Grande” será lançada neste sábado, a partir das 18h, na Associação Okinawa de Campo Grande, reunindo receitas, memórias e tradições que atravessaram gerações.

O lançamento marca um momento histórico para a cidade, que abriga a segunda maior comunidade okinawana do Brasil. Ao longo dos anos, a presença desses imigrantes ajudou a construir uma identidade cultural singular, resultado da fusão entre costumes trazidos da ilha de Okinawa e influências locais – combinação que tem como maior símbolo o sobá, reconhecido como patrimônio imaterial de Campo Grande.

Embora muitas vezes associada à culinária japonesa, a gastronomia de Okinawa possui características próprias. Isso porque a ilha foi, por séculos, um reino independente, com língua, cultura e tradições distintas do Japão. Essa singularidade também se reflete nas receitas reunidas no livro, que preserva, inclusive, a nomenclatura original dos pratos na língua okinawana.

De acordo com uma das autoras, Renata Kawano, a imigração japonesa em Campo Grande teve uma característica particular: cerca de 70% dos imigrantes que chegaram à cidade eram oriundos de Okinawa. “No livro usamos os nomes na língua de Okinawa, como uma forma de resgatar esses termos”, explica.

A publicação é resultado de aproximadamente um ano de trabalho e contou com a participação ativa da comunidade. Assinam a obra Marcel Arakaki Asato, Dirce Kimié Guenka, Nilton Kiyoshi Shirado e Renata Naomi Otto Kawano. O livro surge como um esforço coletivo para preservar uma herança cultural que corria o risco de se perder com o tempo.

“Este livro nasceu da necessidade urgente de preservar, registrar e transmitir a rica herança culinária trazida pelos milhares de imigrantes okinawanos que chegaram a Campo Grande há mais de um século. Eles trouxeram histórias, danças, músicas, receitas de comidas simples e uma forma de cozinhar que sustentava o corpo e as memórias da terra natal”, destaca Marcel Arakaki.

Como parte desse resgate, a equipe entrevistou membros mais antigos da comunidade, todos com mais de 90 anos, que compartilharam lembranças sobre os hábitos alimentares e o cotidiano das primeiras gerações.

Entre eles estão Cândida Adania, Jorge Tetsu Taira e Nobukatsu Higa, cujos relatos ajudaram a reconstruir parte dessa história.

O livro apresenta receitas emblemáticas da culinária okinawana, como o castirá – bolo de rapadura bastante conhecido entre descendentes, mas hoje pouco consumido até mesmo em Okinawa; o andagui, bolinho doce semelhante ao bolinho de chuva brasileiro; o arroz vermelho, tradicional em celebrações por simbolizar prosperidade; e a sopa de cabrito, antes preparada apenas em ocasiões especiais e atualmente servida na festa junina da associação.

Também não poderia faltar o sobá, prato que se tornou um dos maiores símbolos gastronômicos de Campo Grande, embora sua versão local tenha se transformado ao longo do tempo, distanciando-se da receita original da ilha.

A ideia de reunir esse patrimônio em livro surgiu após a visita de chefs de Okinawa à cidade, quando os autores perceberam que diversas receitas já haviam sido adaptadas pelas famílias locais. A constatação reforçou a urgência de documentar essas transformações e preservar as origens.

A obra contou ainda com apoio do governo de Okinawa, especialmente por meio dos autores Dirce Kimié Guenka e Nilton Kiyoshi Shirado, que atuam como Embaixadores da Boa Vontade da província.

Publicado em português, inglês e japonês, o livro busca alcançar não apenas leitores brasileiros, mas também descendentes e interessados em outras partes do mundo.

Castirá (bolo de rapadura okinawano)

Ingredientes

 

  •  1 rapadura (500 g);
  •  5 xícaras de água;
  •  1 ovo;
  •  4 colheres (de sopa) de óleo;
  •  1 colher (de sopa) de bicarbonato de sódio;
  •  4 xícaras de farinha de trigo;
  •  Gengibre ralado (opcional);
  •  Gergelim para finalizar.

Modo de Preparo

  • Coloque a rapadura picada em uma panela com as 5 xícaras de água. Ferva até dissolver completamente. Desligue o fogo e deixe esfriar. Separe meia xícara desse caldo e reserve para a finalização. 
  • Em uma tigela grande, coloque o restante do caldo de rapadura já frio. Acrescente o ovo, o óleo e o bicarbonato. Misture delicadamente. Adicione a farinha aos poucos, mexendo com colher de pau ou espátula – sem bater, apenas incorporando. Se desejar, coloque um pouco de gengibre ralado.
  • Despeje a massa em uma assadeira untada e enfarinhada. Leve ao forno médio (180 °C) por aproximadamente 35 minutos a 45 minutos, ou até firmar e dourar levemente.
  • Retire do forno e, ainda quente, regue a superfície com o meio copo do caldo de rapadura reservado, espalhando com uma colher. Polvilhe gergelim por cima – o caldo ajuda a fixar.

Observações:

O castirá deve ficar firme, mas úmido por dentro. O gengibre é opcional, mas bastante tradicional entre as famílias antigas.

Sobá

Ingredientes

Para o macarrão (aprox. 1 kg)

  •  1 kg de farinha de trigo branco comum;
  •  3 ovos (ou 6 ovos, se não usar água de cinzas);
  •  2 colheres (de chá) de sal;
  •  Água, apenas o suficiente para dar o ponto;
  •  2 colheres (de sopa) de óleo;
  •  Ajinomoto a gosto;
  •  Opcional da tradição: água de cinzas.

Preparo: 

Ferver 1 litro de água com 1 xícara de cinzas de carvão ou lenha. Deixar decantar e usar apenas o líquido claro.

Proporção: Para 1 kg de trigo, usar 1 xícara de café dessa água.

Para o caldo (rende cerca de 5 tigelas)

  •  1 kg de osso de vaca;
  •  500 gramas de osso de porco;
  •  Meio copo americano de shoyu;
  •  Hondashi a gosto;
  •  Sal, se necessário.

Para servir

  •  Omelete fina fatiada;
  •  Cebolinha picada;
  •  Carne de porco, costelinha ou carne bovina cozida e fatiada;
  •  Alga kombu ou kamaboko, conforme costume familiar (opcional).

Modo de Preparo

Macarrão

  • Misture a farinha, o sal, os ovos, o óleo e o ajinomoto.
  • Vá adicionando água (ou água de cinzas + água) aos poucos, até formar uma massa firme e homogênea.
  • Sove bem até ficar lisa.
  • Abra a massa com rolo ou cilindro e corte em tiras próprias para sobá.
  • Polvilhe farinha para não grudar e reserve.

Caldo

  • Aqueça uma panela grande sem óleo e coloque os ossos diretamente sobre o fundo quente.
  • Deixe queimar levemente, mexendo sempre. Essa etapa dá profundidade ao sabor.
  • Acrescente água até cobrir os ossos e deixe ferver.
  • Vá retirando a espuma que se forma na superfície.
  • Cozinhe por 2 a 3 horas, até a carne se desprender dos ossos.
  • Tempere com hondashi e shoyu. Ajuste o sal se necessário.
  • Coe o caldo, se desejar, e reserve.

Montagem

  • Cozinhe o macarrão em água fervente até ficar al dente.
  • Divida o macarrão em tigelas.
  • Cubra com o caldo quente.
  • Finalize com:
  • Omelete fatiada;
  • Cebolinha;
  • Carne fatiada (porco, costela ou bovina);
  • Sirva bem quente.

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crônica

Ave Minas

23/06/2026 08h15

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Há algo neste tempo acelerado que me inquieta.

Especialistas mundo afora apontam que a escassez de amizades na vida adulta nasce dessa combinação entre o tempo comprimido e a vida mediada pelas telas. Não é que não queiramos amigos — é que deixamos de cultivá-los com a paciência que eles exigem.

Aristóteles, já no século IV a.C., colocava a amizade entre as virtudes mais altas da vida humana, acima, em certos sentidos, até dos laços de sangue. Não parecia exagero.

Quem mais sente essa falta de um interlocutor de verdade são justamente os adultos ocupados, que vão descobrindo, com o tempo, que a vida pode ser funcional — e ainda assim profundamente solitária.

Minha última viagem a Minas me trouxe uma espécie de contraexemplo disso.

Consegui reunir quatro amigas de infância em um dia de aniversário no Inhotim — um museu a céu aberto, em Brumadinho, tão belo que parece desafiar a própria ideia de museu. E tão perto de um lugar que carrega uma das maiores tragédias recentes do país. Beleza e devastação quase vizinhas. Como a vida, talvez.

Mas naquele dia, o que prevaleceu foi outra geografia.

Caminhamos entre obras e jardins como quem atravessa o tempo. Rimos alto sem cerimônia. Paramos diante de uma instalação sem saber muito o que dizer — e isso também era conforto. Havia algo de raro ali: o direito de não performar nada.

Depois de certa idade, amizade exige cuidado. Não acontece por acaso.

Ela precisa ser chamada, lembrada, sustentada. E isso dá trabalho. Mas há um alívio profundo em encontrar pessoas que nos reconhecem antes mesmo da frase terminar — e, mais ainda, que nos aceitam inteiros, sem negociação.

A internet ajuda a manter contato, mas também cria a ilusão de que ele já basta. Uma mensagem no WhatsApp parece suficiente. Não é. Foi-se o tempo das conversas longas ao telefone, das cartas, até dos e-mails que exigiam um pouco mais de presença.

O que permanece insubstituível é o encontro. Sentar à mesa, revisitar histórias antigas, rir das mesmas bobagens de sempre, comentar o corpo que mudou sem precisar pedir desculpas por isso. Lembrar receitas da avó, professores, paixões antigas, tudo misturado, sem ordem nem protocolo.

Amizades assim têm uma estranha permanência: mesmo com longas ausências, o tempo não consegue estragá-las. Elas retomam o ponto exato onde ficaram.

Já dizia Aristóteles — de novo ele — que o amigo é “uma única alma habitando dois corpos”. Não sei se acredito nisso literalmente, mas naquele dia em Inhotim foi quase isso: algo que nos lembrava quem éramos antes de tudo virar urgência.

Voltei de lá com uma espécie de paz difícil de explicar. Os cabelos já brancos, o riso mais solto, o vinho compartilhado, a leveza possível.

Minas, naquele dia, foi isso: um lugar de recomeço afetivo.

Ave Minas!
 

Diálogo

Na bolsa política de apostas, a agitação é grande sobre quem ficará... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (23)

23/06/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Pablo Neruda - escritor chileno

"Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias”.

FELPUDA 

Na bolsa política de apostas, a agitação é grande sobre quem ficará na ventania catando papéis, ou seja, será defenestrado da disputa para o Senado na chapa do PL. A cada dia que passa, as especulações são muitas, mas pelo menos já ficou definido que as ordens virão de Brasília sobre o “ungido”. Enquanto se aproxima a derradeira hora para saber quem o ex-presidente Bolsonaro, o chefe maior do PL, dará o seu aval, os dois pré candidatos o deputado federal Marcos Pollon e o ex-deputado Capitão Contar vão tentando “vender seu peixe”. É esperar para ver.

Chegando

Nesta terça-feira (23), acontecerá a apresentação e comemoração da abertura do mais novo hotel de Campo Grande: o Plaza Belmar.

Mais

Localizado na esquina das ruas Barão do Rio Branco e 13 de Junho, ele tem como proposta marcar novo capítulo neste segmento. 

DiálogoFoto: Divulgação

O deputado estadual Londres Machado recebeu a Comenda de Grande Oficial da Ordem do Mérito Eleitoral, uma das mais importantes distinções concedidas pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul. A homenagem, na noite do dia 19, foi entregue pelo presidente do TRE-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar, responsável também pela indicação do nome do parlamentar à honraria. Em seu 13º mandato, Londres já viu governadores passarem, legislaturas terminarem e gerações inteiras chegarem à política. Presidiu a Assembleia Constituinte, que elaborou a primeira Constituição Estadual, comandou o Legislativo por sete vezes e exerceu, em duas ocasiões, o cargo de governador substituto. A condecoração reconhece sua trajetória, que se confunde com a própria história política e institucional de Mato Grosso do Sul.

Diálogo Lorena Ibrahim e Roberto Cunha - Foto: Arquivo Pessoal

 

Diálogo Tayara Cristina - Foto: Arquivo Pessoal

Aval

A senadora Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (PP) reforçou a chegada de novos recursos para Campo Grande, oriundos de emenda com participação popular. Segundo ela, estão previstos R$ 45 milhões para obras de recapeamento e tapa-buraco em diferentes regiões da cidade. A parlamentar  sinalizou que novos repasses já estão encaminhados e a articulação com a bancada federal foi decisiva.

No comando

Por ser do mesmo partido da prefeita Adriane e do governador Riedel, Tereza Cristina sinaliza que neste ano eleitoral, estaria assumindo o controle dos encaminhamentos políticos, numa tentativa de oferecer protagonismo político à gestão municipal, considerada como catastrófica até agora. A ação dela tende a facilitar o andamento de projetos estratégicos. Além disso, poderá contribuir para reduzir os entraves administrativos. 

Troco

Lula resolveu ironizar a situação de Neymar, que ainda não entrou em campo pela Seleção por causa de lesão, dizendo que ele seria o primeiro jogador convocado em regime de home office. Mas, o troco veio de fora. Em entrevista a um site americano, Donald Trump classificou o petista como “volátil”. Na química e na física, o termo define substâncias que evaporam facilmente à temperatura ambiente. Já no comportamento humano, refere-se a quem muda de opinião com frequência. Caiu como uma luva...

ANIVERSARIANTES 

Dr. João Batista da Costa Marques;
Hermantina da Costa Queiroz;
Zulmira de Almeida Hokama;
Victória Brum de Queiroz;
Dione Marly Gandolfo Hashioka;
Audeniza Barbosa Arantes Insuela (Iza Insuela);
Raphael Salles Russo;
Ana Cristina Cançado Soares;
Lúcia Prado de Abreu;
Ana Camargo de Castro;
Joana Durcilei Bolognes Couto;
Aldemir Lemos;
João Batista Barbosa;
Dr. Ernesto Coutinho Puccini;
Paulo Prado;
Francisco Itenagoras de Almeida;
Hermínia Vargas Aleixo;
Marcia Mariko Otubo Pereira;
Adenice Eugênio da Silva Lima;
Ana Lefevre;
João Batista da Rocha;
Marta Rocha;
Conrado Jacobina Stephanini;
Dr. Miguel Antonio Menezes E’gues;
Samuara Alves de Morais;
Osvaldo Espíndola Pleutim;
Dr. João Batista Botelho de Medeiros;
José Carlos Chinzarian;
Dra. Denise Aparecida de Almeida Tamazato;
Maria de Lourdes Cruz Macedo;
Sebastião Pereira da Silva;
Honorato Siqueira Campos;
João Edgar Leite;
Rosemary Alves de Oliveira;
João Rodrigues de Carvalho;
Carlos Faraco Fernandes;
Ana Lúcia de Moraes;
Romy Souza Barbosa;
Agripina Moreira;
Sandra Souza;
Ed Augusto Braga;
Lauro Nelson de Paula;
Nilce Maria Bortolato de David;
Doralice Martins (Dora);
Regina Aparecida Câmara Rodrigues;
Plínio Queiroz Junqueira;
Edilberto de Freitas Reverdito;
Rafael da Costa Fernandes;
Mauro José Capelari;
Antônio Carlos Lopez de Carvalho;
Suzi Magali Moura Vendas;
Archimedes Lemes Soares;
Iove Coelho;
Johnny Erick Ferreira;
Ana Maria Alves de Souza;
Joalina Duailibi;
Pedro Gregol da Silva;
Samir Renam Ribeiro Coelho;
Ana Maria de Araújo Souza;
Edison Pereira da Fonseca;
Ivan Ferreira de Souza;
João Carlos de Moraes Cavalheiro;
Patrícia de Melo Coelho;
Raquel Melez Martins;
Paulo Henrique Alves da Silva;
Adriana Maria Restelatto Zamban;
Luiz Carlos Cobalchini;
Pedro Augusto Moura;
Sandra Maria de Lima;
Alina da Silva Pontes;
Benedito Augusto Domingos;
Valdir Osvaldo Júnior;
João Ramão Moura Cristaldo;
Matheus de Barros Pinheiro;
Hidekaza Kaku;
Flávio Henrique Martins Cantarin;
Joana de Souza Oliveira;
Ângelo Montanher Neto;
Márcia Cristina Michelle Soriano;
Simone Storti Pereira;
Lucynava Aparecida da Conceição;
Odilon Cardoso Alves;
Eduardo Osmar de Oliveira;
João Batista Cardoso;
Nilmare Daniele da Silva Irala;
João Batista Pires;
Silvana Gino Fernandes de Cesaro;
Fátima Cardoso Scarcelli;
Karine Midori Sasaki;
Paulo Roberto Stangarlin Fernandes;
Sônia Aparecida Teixeira de Medeiros;
Ceila Maria Kataoka;
Hamilton Portella Júnior;
Marcela Narciso da Silva;
Ademar Katuji Yassuda Júnior;
Sílvia Valéria Pinto Scapin;
Lourdes Rosalvo da Silva dos Santos;
Luciana de Araújo Arruda;
Carlos Salviano Urbanin;
Lenira Micharki;
Rosângela Damiani;
Mauro Yukiharu Suyama;
Luciwaldo da Silva Althoff;
Fernanda Sant’Ana Robles;
Mário Antonio Scarabucci Ribeiro.

Colaborou com Tatyane Gameiro

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