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Literatura & Desenvolvimento Pessoal

Livro sobre superação de limites, de Roberto Cunha, será lançado oficialmente

Obra do advogado e faixa preta em judô convida a superar limites e reencontrar propósito; lançamento oficial será no dia 16 em Campo Grande

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O advogado, escritor e judoca faixa-preta Roberto Cunha realiza no próximo dia 16 de setembro, às 19h, o lançamento oficial de seu livro Mais Forte aos 40. O evento será na Livraria Leitura, no Shopping Campo Grande, e estará aberto ao público.

A obra chega ao mercado após um pré-lançamento intimista, realizado no último dia 9 de setembro no Restaurante Olívia, também na Capital. Na ocasião, cerca de 200 leitores que garantiram seus exemplares na pré-venda participaram do encontro e tiveram contato direto com o autor.

Roberto Cunha compartilhou com os presentes a missão e o propósito que o levaram a escrever o livro, refletindo sobre disciplina, fé e reconstrução pessoal. Ele destacou que a obra nasce de sua própria experiência de vida, oferecendo ensinamentos que dialogam com homens e mulheres em busca de reencontrar propósito.

Mais do que uma leitura tradicional, Mais Forte aos 40 apresenta uma proposta prática e desafiadora. Cada capítulo estimula reflexões e sugere desafios que levam o leitor a experimentar, passo a passo, o que significa ser mais forte — no corpo, na mente e no espírito.

Com essa abordagem, o livro busca se tornar não apenas uma fonte de inspiração, mas também uma ferramenta para quem deseja trilhar um caminho de transformação pessoal.

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Streamming

Conheça trama e inspiração de '23.000 Vidas", o novo filme da Netflix

O drama acompanha um grupo de amigos que, indignado com as constantes mortes de refugiados durante a travessia entre a África e a Europa, organiza uma campanha de financiamento coletivo para comprar um barco de resgate

21/07/2026 14h11

Novo filme da Netflix

Novo filme da Netflix

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Após conquistar o público mundial como Jonas Kahnwald na série Dark, Louis Hofmann retorna à Netflix em um projeto inspirado em acontecimentos reais. Em 23.000 Vidas, o ator interpreta um jovem que decide abandonar a rotina para liderar uma missão humanitária em meio à crise migratória no Mar Mediterrâneo, dando origem a uma história marcada por solidariedade, coragem e controvérsias.

Dirigido por Markus Goller, o drama acompanha um grupo de amigos que, indignado com as constantes mortes de refugiados durante a travessia entre a África e a Europa, organiza uma campanha de financiamento coletivo para comprar um barco de resgate. Embora a narrativa utilize personagens ficcionais, ela é baseada na trajetória da ONG alemã Jugend Rettet, responsável por salvar cerca de 23 mil pessoas entre 2016 e 2017.

Jugend Rettet (Juventude ao Resgate) é uma organização criada em Berlim por jovens voluntários que decidiram agir diante da crise humanitária no Mediterrâneo.

Sem experiência em operações marítimas, eles arrecadaram recursos para adquirir um antigo barco pesqueiro, que foi reformado e transformado no Iuventa, embarcação destinada a localizar refugiados em situação de risco no mar. Durante pouco mais de um ano de atuação, a equipe participou de diversas missões de busca e salvamento e auxiliou aproximadamente 23 mil pessoas, número que inspirou o título do filme.

O personagem de Louis Hofmann existiu?


Apesar de a produção retratar acontecimentos reais, o protagonista Lukas, vivido por Louis Hofmann, não representa uma única pessoa.

O personagem foi criado a partir da combinação de histórias, experiências e características de diferentes integrantes da Jugend Rettet. A estratégia permitiu que o longa condensasse uma trajetória coletiva em uma narrativa centrada em um único personagem, sem perder a essência dos acontecimentos.


Envolvimento dos verdadeiros integrantes da ONG


Para tornar a produção mais fiel aos fatos, a equipe buscou trabalhar lado a lado com pessoas que participaram das missões originais.

Louis Hofmann passou por treinamentos de navegação e conviveu com antigos membros da tripulação do Iuventa antes das gravações Em entrevista ao podcast Whathefilm, o ator revelou que a experiência foi essencial para compreender a dimensão humana da história.

"Desde o início da produção, ficou claro que haveria uma colaboração estreita com os próprios membros da tripulação do Iuventa. Tive a oportunidade de conversar quase diariamente com o capitão e com o chefe da missão. Ouvir suas histórias foi uma experiência que me enriqueceu profundamente, também em nível pessoal", afirmou.

Além disso, parte dos figurantes que interpretam refugiados no longa passou por experiências semelhantes às retratadas na trama, contribuindo para uma representação mais próxima da realidade.



A apreensão do navio e a batalha na Justiça
 

Em agosto de 2017, as autoridades italianas apreenderam o navio Iuventa e acusaram integrantes da ONG de favorecer a imigração irregular e colaborar com traficantes de pessoas. Os voluntários sempre negaram as acusações, afirmando que todas as operações respeitavam o direito marítimo internacional e tinham como único objetivo salvar vidas.

O processo judicial se estendeu por cerca de sete anos. Em abril de 2024, os integrantes da organização foram absolvidos, e o caso acabou arquivado. Poucos meses depois, o navio foi devolvido à ONG, encerrando um dos episódios mais emblemáticos envolvendo organizações humanitárias que atuam no Mediterrâneo.


Elenco e duração


Com 1h52 de duração, 23.000 Vidas reúne nomes conhecidos do cinema alemão. Além de Louis Hofmann, o elenco conta com Mala Emde, Katharina Stark, Frederick Lau, Maria Dragus, Franka Potente, Corinna Harfouch e Katja Riemann.

O filme propõe uma reflexão sobre solidariedade, direitos humanos e os desafios enfrentados por organizações civis em meio a uma das maiores crises migratórias da história recente.

TEATRO

Odilon Wagner interpreta o pai da psicanálise em montagem que já teve mais de 180 mil espectadores

Ator interpreta o pai da psicanálise em montagem que já reuniu mais de 180 mil espectadores e defende o teatro como espaço para reflexão, escuta e convivência em tempos de polarização

21/07/2026 08h30

Para Odilon Wagner, o maior desafio para interpretar Freud foi fugir da caricatura criada sobre ele

Para Odilon Wagner, o maior desafio para interpretar Freud foi fugir da caricatura criada sobre ele João Caldas

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Depois de conquistar mais de 180 mil espectadores, ultrapassar 420 apresentações e percorrer o País em três turnês nacionais, o espetáculo “A Última Sessão de Freud” chega a Campo Grande para apenas três apresentações, nos dias 7, 8 e 9 de agosto, no Teatro Glauce Rocha.

Estrelada por Odilon Wagner e Marcello Airoldi, com direção de Elias Andreato, a montagem imagina um encontro entre Sigmund Freud e o escritor britânico C. S. Lewis para discutir fé, razão, espiritualidade e o sentido da existência.

Para Odilon Wagner, interpretar o pai da psicanálise está entre os maiores desafios de sua carreira. Mais do que reproduzir uma figura histórica conhecida mundialmente, o ator buscou revelar a humanidade de Freud e fugir da imagem estereotipada construída ao longo das décadas.

“Poucas vezes na vida um ator tem a possibilidade de fazer um personagem tão potente como Freud. O grande desafio foi justamente não fazer uma caricatura, porque ele é talvez o personagem mais caricaturado do planeta. Quisemos mostrar quem era esse homem aos 83 anos, com toda a sua profundidade, sem transformá-lo apenas em um símbolo”, afirma.

Ambientada em 1939, pouco depois de Freud deixar a Áustria para fugir da perseguição nazista, a peça acompanha o intelectual já debilitado por um câncer, mas ainda vigoroso em suas ideias.

Segundo Wagner, a montagem opta por destacar a força do pensamento do psicanalista, em vez de concentrar-se em sua fragilidade física.

“Nós optamos por fazer um Freud ainda muito vigoroso para mostrar suas ideias e seus pensamentos. Isso é o mais importante na peça: confrontar essas ideias com as de alguém que pensa completamente diferente”, defende.

Na trama, Freud recebe a visita de C. S. Lewis, professor de Oxford e futuro autor de “As Crônicas de Nárnia”. Ex-ateu, Lewis converteu-se ao cristianismo, tornando-se um dos principais defensores da fé baseada na razão. É justamente essa mudança que desperta a curiosidade de Freud.

“O tema central é esse. Freud convida Lewis porque quer entender por que ele se converteu. Como alguém que era ateu passa a defender a fé cristã? A partir daí eles discutem o sentido da vida, a existência ou não de Deus, espiritualidade, morte, sofrimento e relações humanas”, explica Odilon.

UM ELOGIO AO DIÁLOGO

Embora trate de temas filosóficos e religiosos, Odilon faz questão de destacar que o espetáculo não busca convencer o público de nenhuma posição. Pelo contrário: o foco está na capacidade de dialogar.

“O espetáculo é um elogio ao diálogo. São dois homens que pensam completamente diferente, têm visões de mundo distintas, mas jamais ultrapassam a linha do respeito. Eles debatem com inteligência, ironia e bom humor”, conta.

Na avaliação do ator, essa talvez seja a principal mensagem da peça para os dias atuais.

“Hoje nós temos uma dificuldade enorme de conversar. Parece que todo mundo precisa fazer parte de uma torcida. A pandemia, as eleições, as redes sociais radicalizaram muito os discursos. As pessoas brigam até dentro da própria família. A peça mostra que o outro não é melhor nem pior, ele apenas pensa diferente”, afirma.

Segundo Wagner, a montagem propõe justamente um exercício de escuta.

“O retorno ao bom diálogo é fundamental. Todos os grandes pensadores defendiam isso: conversar, ouvir o outro. Parece uma coisa simples, mas hoje é extremamente rara”, pontua.

FREUD ALÉM DOS ESTEREÓTIPOS

Para construir o personagem, Odilon mergulhou na trajetória do fundador da psicanálise e buscou compreender um aspecto que considera frequentemente ignorado: sua relação complexa com a espiritualidade.

“Freud não era contra a espiritualidade. Ele era contra as religiões institucionalizadas, e isso é diferente”, explica.

O ator lembra que o psicanalista cresceu entre influências distintas: nasceu em uma família judaica ortodoxa, mas foi criado durante parte da infância por uma babá católica.

“Ele viveu sob essas duas pressões religiosas. Passou a vida debatendo essas questões. Estudava cristianismo, islamismo, budismo, religiões orientais e a Torá. Não fazia isso para atacar, mas para compreender e poder dialogar”, afirma.

Na interpretação de Wagner, Freud era um homem profundamente interessado em entender o ser humano.

“Ele dedicou a vida inteira a compreender a alma humana. Não existe nada mais espiritualizado do que isso. Não é religião, é outra dimensão da espiritualidade”, defende.

UM ESPETÁCULO PARA TODOS

Apesar dos temas densos, Odilon rebate a ideia de que a montagem seja voltada apenas para estudiosos da psicanálise ou da filosofia.

“Não é um espetáculo ‘cabeça’. Não é uma aula sobre Freud nem sobre C. S. Lewis. É o encontro entre dois homens extremamente inteligentes e bem-humorados”, esclarece.

Segundo ele, o humor é um dos elementos responsáveis por aproximar o público.

“As pessoas gargalham durante o espetáculo. Os dois se provocam, se analisam mutuamente, ironizam um ao outro. Em alguns momentos o público acha que Freud tem razão; logo depois passa a concordar com Lewis.

No fim, ninguém vence. Não existe vencedor quando estamos falando de ideias”, pontua.

O sucesso da montagem, acredita o ator, está justamente nessa abertura para diferentes interpretações.

“Os dois personagens saem modificados desse encontro. É isso que emociona as pessoas”, afirma.

PEÇA GRANDIOSA

Além do texto, Odilon destaca o impacto visual da produção. O cenário reproduz fielmente o consultório de Freud durante seu exílio em Londres e viaja completo pelo País.

“É praticamente um terceiro personagem. Levamos um caminhão de 12 metros com cenário, iluminação e equipamentos. O consultório foi recriado com livros, obras de arte, lareira, pia funcionando e o famoso divã. O público realmente entra naquele ambiente”, conta.

A interpretação de Odilon Wagner rendeu indicações aos prêmios Shell, APCA e Bibi Ferreira. Para ele, o reconhecimento da crítica é importante, mas o maior prêmio continua sendo a resposta do público.

“Ser indicado representa um reconhecimento ao trabalho, mas nada supera a recepção das pessoas. Estamos chegando perto de 190 mil espectadores depois de mais de quatro anos em cartaz”, afirma.

Para Odilon Wagner, o maior desafio para interpretar Freud foi fugir da caricatura criada sobre eleDescrito por Odilon como um terceiro personagem, o cenário foi criado para simular consultório de Freud - Foto: João Caldas

ESPAÇO DE FORMAÇÃO

A passagem por Campo Grande vai além das apresentações. A equipe promoverá encontros com estudantes da UEMS, UFMS e Unigran para discutir os temas da peça, além de um debate aberto ao público após a sessão de estreia, no dia 7 de agosto.

No palco, participam da conversa o psicanalista e professor da UFMS Tiago Ravanello e o pastor batista Diego Aydos, ampliando as reflexões levantadas em cena.

Para Odilon, essa iniciativa faz parte da missão do espetáculo.

“Queremos estimular os jovens a consumir arte e cultura. Teatro também é formação. Arte, cultura e educação são fundamentais para o desenvolvimento social, humano e até econômico de uma nação”, conclui o ator.

>> SERVIÇO

“A Última Sessão de Freud”

Datas: dias 7 e 8 de agosto, às 20h; dia 9 de agosto, às 17h.
Local: Teatro Glauce Rocha, na UFMS.
Classificação: 14 anos.
Duração: 90 minutos.
Ingressos disponíveis pelo Sympla.

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