Alunos de escola de Delmiro Gouveia durante a produção (Foto:Divulgação)
Cinco escolas de Campo Grande (MS) estão participando do projeto Inventar com a Diferença que objetiva capacitar educadores de estabelecimentos públicos de ensino para trabalhar com audiovisual em sala de aula. A proposta é uma iniciativa da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), iniciada em janeiro deste ano e que entra, agora, em sua segunda fase.
O projeto tem como tema os Direitos Humanos.
De Campo Grande, segundo a assessoria do projeto, foram selecionadas as escolas estaduais Joaquim Murtinho e Clarinda Mendes de Aquino, bem como as municipais Licurgo de Oliveira Bastos, Elpídio Reis e Fauze Scaff Gattass Filho.

De acordo ainda com as informações do projeto ,o Inventar com a Diferença foi iniciado em janeiro deste ano, em 29 cidades, com a capacitação de cerca de 500 professores de 300 escolas públicas brasileiras dos ensinos médio e fundamental.
Guiados por 30 mediadores ao longo de janeiro e fevereiro, os educadores participaram de oficinas de vídeo e tiveram acesso ao material pedagógico impresso – também disponível online.
Na sala de aula
Nesta segunda fase, que vai até o próximo mês de junho, o projeto entra efetivamente em sala de aula. É o momento dos professores compartilharem o conhecimento apreendido com os alunos, que ganham a oportunidade de enxergarem o cinema não apenas como recurso didático ligado ao conteúdo dos filmes, mas também como experiência inventiva e estética
O material é em formato de fichário, assim facilita o manuseio e traz exercícios instigantes, como o Minuto Lumière, onde o educando deve produzir um vídeo de até um minuto com câmera fixa no tripé. Isso ensina sobre a possibilidade de produção de conteúdo e de sentidos mesmo com pouco ou em condições precárias.
A produção dessas imagens pelos alunos é livre. Trata-se de provocar a percepção de si e do outro, a singularidade do olhar para as diferenças, potencializando a dimensão crítica em relação ao mundo e às imagens que os cercam.
Para o coordenador-geral do projeto e chefe do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF, professor Cezar Migliorin, o Inventar traz a possibilidade de recolocar constantemente a pergunta sobre o que são os direitos universais das mulheres e homens do planeta.
Toda a produção realizada será enviada à UFF, coordenadora-geral e criadora do Inventar, que intermediará a troca dos filmes realizados entre as escolas, assim como fará a seleção para exibição no site do projeto e para integrá-los à programação da 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul deste ano.

O curso
O Curso de Cinema da UFF foi criado em 1968 por Nelson Pereira dos Santos, quando encontrou em Niterói abrigo para suas ideias de criação de uma escola. Foi na sala de exibição do antigo Cassino Icaraí que o Setor de Arte Cinematográfica foi articulada e dali surgiu o Instituto de Arte e Comunicação Social, congregando a comunicação social (com suas habilitações cinema, publicidade e jornalismo) e também biblioteconomia e documentação.
Desde 1992, Cinema e Vídeo passou a ser um departamento do Instituto, em 2005 o currículo foi totalmente reformulado e em 2007 foi criado o Curso de Cinema e Audiovisual, incorporando a tecnologia digital e expandindo para a pós-graduação. Em 2008, transformou-se oficialmente em curso, seguindo um processo de autonomia. Em 2012 agregou-se a titulação em Licenciatura em Cinema e Audiovisual, despontando como a primeira do Brasil.


