Correio B

Entrevista

Ministra da Cultura fala sobre as polêmicas de sua recém- iniciada gestão

Ministra da Cultura fala sobre as polêmicas de sua recém- iniciada gestão

Estadão

27/03/2011 - 21h20
Continue lendo...

"A Lei Rouanet viciou o mercado", afirma a ministra da Cultura

Ana de Hollanda sabia que o jogo seria violento. Seu irmão Chico Buarque avisou. Seus melhores amigos alertaram. "E, olha, confesso que está sendo mais violento do que imaginei", diz. A vaidade denunciada no cuidado com as unhas e o batom, a voz macia de cantora desde a juventude e a aparência de fragilidade escondem a determinação de enfrentar os conflitos gerados desde sua posse.

Poucas vezes se viu um início de gestão de tamanha turbulência na pasta da Cultura. Antes mesmo de tomar pé dos problemas herdados e ainda sem saber de qual orçamento disporia, foi alvo de furiosa campanha de segmentos insatisfeitos com seu primeiro ato: a retirada do selo Creative Commons do site do ministério.

O CC oferece uma relação mais livre dos usuários com as obras artísticas, mas repassando o custo ao autor, instado a reduzir seus direitos autorais. O gesto lhe valeu a pecha de "ministra do Ecad", para classificá-la de retrógrada.

Esse e outros episódios resultaram na desistência da contratação do sociólogo e cientista político Emir Sader - convidado por ela própria para dirigir a Fundação Casa de Rui Barbosa- que a chamou pelos jornais de "meio autista". Uma ala do PT disse que a dispensa de Sader foi do Palácio do Planalto. Ana, aqui, diz que foi dela.

A aprovação de captação de R$ 1,3 milhão em incentivos para Maria Bethânia elaborar um blog de poesia reabriu velhas e espinhosas discussões referentes à Lei Rouanet. Ana considera o episódio "uma tempestade em copo d"água."

Na semana passada, ela ouviu do governo norte-americano, durante a visita de Barack Obama ao Brasil, preocupações em torno de propostas de flexibilização dos direitos autorais apresentadas por seu antecessor, Juca Ferreira. Na visão dos americanos, elas poderiam representar um estímulo à pirataria.

Nessa entrevista ao Estado, a ministra aborda diretamente esses e outros temas, garantindo que a ação do governo em relação aos direitos autorais terá como limite a não intervenção nas relações contratuais privadas.

A senhora até agora falou pouco e ouviu muito. Está sendo um começo difícil?

Qualquer anúncio de mudança gera insegurança. Por mais que tentemos esclarecer que estamos estudando as questões, as pessoas querem respostas imediatas. Aí começam a sair versões do que poderia estar certo ou errado. Eu nunca tive uma situação como temos agora, de sentar para responder.

Qual foi sua primeira impressão ao ler o projeto de lei do ex-ministro Juca Ferreira, que pede mudanças na atual lei dos direitos autorais?

Aquela proposta me assustou um pouco. O direito do autor está previsto na Constituição, é uma cláusula pétrea. Ele tem que ser respeitado. Comentava-se muito no meio cultural que as mudanças estavam deixando o autor em uma situação frágil em vários aspectos.

Por exemplo?

Quando se falava das cópias de um livro, por exemplo. Se essa obra for editada sem autorização, pela lei vigente, a obra seria recolhida e o infrator pagaria uma multa de, se não me engano, o equivalente a 30 mil cópias. A proposta de reforma já falava em multa de até 30 mil livros. Ou seja, a multa poderia ser de um, dez ou 30 mil. São detalhes que deixam o detentor dos direitos em situação frágil.

As mudanças da lei propostas por Juca davam ao presidente da República poder para conceder os direitos de obras em casos especiais. A senhora já retirou esse poder do presidente e o repassou ao Judiciário. Qual é o limite da participação do Estado em questões ligadas aos direitos autorais?

Sinto ainda que existe uma interferência muito forte do Estado no projeto de lei e isso, de uma certa forma, vai infringir a Constituição. O direito de associação de artistas é permitido pela lei, é livre. Então o intervencionismo do Estado (na fiscalização do Ecad) é muito complicado. Mas entendo que é necessário haver, sim, uma transparência para os autores sobre seus rendimentos.

A senhora está dizendo que o Estado vai fiscalizar o Ecad?

Eles devem apresentar um balanço público (sobre o que arrecadam em direitos autorais).

O que a senhora discutiu com o secretário do comércio dos EUA, Gary Locke, durante a visita de Obama ao Brasil?

Ele estava muito preocupado com a questão da liberação dos direitos. De como a flexibilização no direito autoral pode acarretar mais tolerância com a pirataria. Isso não preocupa só os americanos, preocupa nossa indústria cinematográfica, editorial, fonográfica. Estão com medo de que essa produção seja fragilizada. É muito preocupante essa possibilidade de a gente liberar para o mundo nossa produção. Isso pode desestimular os artistas. Por que vão editar obras no Brasil se o Brasil não as protege?

Foi pensando assim que a senhora mandou retirar o selo do Creative Commons, que propõe maior liberdade nos licenciamentos de obras artísticas, do site do Ministério da Cultura?

Eu achei muito estranha a gritaria que esse caso criou. Aquele selo era uma propaganda dentro do site do MinC. Não existe a possibilidade de você fazer propaganda ali. A responsável agora sou eu e eu não podia permitir que isso continuasse.

A decisão da senhora então não foi ideológica?

Não, foi administrativa.

Então, ideologicamente, o que a senhora pensa dessa nova relação de direitos autorais proposta pelo Creative Commons?

A questão que me preocupa é que a concessão de direitos no Creative é irreversível. Há sempre um prazo para uso de direitos autorais. Eu posso ceder minha obra para tal uso por cinco, dez anos e depois eu posso reaver essa obra. Mas é bom dizer que essa decisão, de usar o Creative Commons, cabe unicamente ao autor.

Palavras da senhora no discurso de posse: "É importante democratizar tanto a produção quanto o consumo da cultura". A reforma na lei dos direitos autorais e o Creative Commons são em tese democratizantes, no sentido de que garantiriam que a cultura chegaria a mais pessoas. Democratizar está sendo mais difícil do que a senhora imaginou?

A democratização é possível sempre, mas ela tem de prever também o pagamento àqueles que criam. Um autor de um livro que trabalha dez anos com pesquisa vive disso. O direito autoral é o salário dele.

A internet foi o paraíso para muita gente, já que o preço de um CD se tornou inacessível para muitos. Como fazer com que esse consumo continue sem prejuízo para os autores?

Essa é uma questão, sim, que tem de ser estudada nos próximos passos que vamos dar. Agora há pouco, vi um estudo no Canadá que sugere cobrança dos direitos de provedores. Estamos nesse impasse entre a proibição absoluta - que é quase impossível, já que as pessoas estão baixando - e uma liberação que não prevê o pagamento de direitos.

Maria Bethânia teve a aprovação do Ministério da Cultura para captar via Lei Rouanet R$ 1,3 milhão para criar um blog de poesia. Qual a opinião da senhora sobre isso?

Isso foi uma tempestade em copo d"água. Projetos assim são aprovados mensalmente. A lei, que tem também modificação pedida no Congresso, prevê essa possibilidade. Não cabe a mim analisar ou interferir em uma questão que é julgada por uma comissão, que antes passa por pareceristas que analisam os preços e se o projeto é cultural ou não. E o mérito não é de qualidade, mas se é cultural ou não é cultural. Se os preços foram aprovados, está ok.

Ninguém contesta que o projeto de Bethânia seja legal, mas esse dinheiro não deveria ser garantido a artistas com menos recursos?

Olha, isso tudo está sendo revisto nessa reforma da lei que está no Congresso. Queremos favorecer mais o Fundo Nacional de Cultura, que poderá facilitar essa divisão melhor e que atenderia aos produtores que normalmente não atraem o patrocínio das empresas privadas. As empresas querem associar seus nomes a artistas consagrados, faz parte das leis de mercado.

E assim os departamentos de marketing acabam definindo a política cultural do País.

Sim, isso. A atual Lei Rouanet tem esse viés, que era necessário ser equilibrado. Chega a ser perigosa porque quase que exclusivamente se faz atividade cultural no País através da Lei Rouanet. Passou a ser imperiosa. Quando falamos da necessidade da cultura ser autossustentável, vejo como a Lei Rouanet foi prejudicial. Qualquer evento que se faz começa a ficar um megaevento e a ter custos mais altos. E para os artistas se inserirem nisso, precisam ter o nome forte. Agora, uma atividade mais experimental, nova, que não estiver no gosto do mercado, vai ter uma difícil aceitação. A Lei Rouanet viciou o mercado a trabalhar só através dela.

A senhora, como cantora, tentou emplacar projetos pela Lei Rouanet?

Eu não. Bem, até vi em um jornal que houve um proponente de um projeto meu que não foi aprovado, também porque a Lei Rouanet tem uma série de trâmites complicados. Acho que isso foi no período em que eu estava com o projeto de um disco e aí depois consegui trabalhá-lo de outras formas. Foi um projeto para ser aprovado, era um disco meu, sim, que depois acabei fazendo.

O grande público, alheio a Creative Commons, Lei Rouanet, direitos autorais, percebe que entra e sai ministério e uma coisa não muda: cinema, shows e teatro são cada vez mais caros. Como se muda isso?

Mas aí você está falando dos grandes, né? A Cinemateca, por exemplo, tem um acervo fantástico que distribui filmes para os pontos de cultura (centros de cultura nas periferias), os cineclubes estão crescendo. Você está falando das grandes estrelas.

Foi da senhora ou do Planalto a decisão de desistir da contratação do sociólogo Emir Sader para a Casa Rui Barbosa? (Em entrevista, Emir se referiu à ministra como "meio autista")?

Não, eu agi. Levei, conversei com o Palácio, sim, mas deixei claro que a decisão era minha, cabia a mim.

A senhora fala muito dos pontos de cultura, mas a situação deles é caótica, o dinheiro de alguns nunca chegou...

Já tive encontro com os representantes dos pontos. É assustador, porque são trabalhos em comunidades carentes. O princípio dos pontos é maravilhoso. O governo vai à comunidade e reconhece um trabalho cultural que já está sendo desenvolvido. Fazemos um trabalho para auxiliá-los, ajudamos a se equiparem melhor. Agora, alguns estão sem receber há algum tempo.

Não chegou o dinheiro de 2010.

Há outros que estão sem receber desde 2008. Alguns com problemas com documentação, mas há uma parte legal. E tem nosso orçamento que está bastante restrito, não só da Cultura, mas houve um corte grande.

Esse dinheiro chega este ano?

Já está sendo liberado. Vamos quitar com eles essa dívida.

Como a senhora, uma artista de formação e berço, chega para fazer política em Brasília?

Eu tive várias etapas da minha vida em que já passei por algumas experiências como esta. Estive envolvida na política pública em São Paulo.

Sim, mas Brasília é diferente. A senhora não sente dificuldades no jogo político?

Olha, em Osasco era um microcosmo disso, eu sentia lá também a pressão da sociedade, dos artistas, do executivo querendo fazer uma coisa mega. Eu sei que vou incomodar, você não pode atender a gregos e troianos. Agora, o fato de ser mulher ou ter um jeito delicado no falar não quer dizer que eu seja fraca ou insegura. Não sou nem um pouco insegura.

A senhora divide assuntos com seu irmão, Chico Buarque?

Eu acho que tudo o que ele não quer é que eu fique falando dos problemas do ministério (risos).

O Chico não queria que a senhora aceitasse o convite para ministra, certo?

Ele ficou assustado não por ele. Aliás, não só ele. Somos sete irmãos, todos ficaram assustados porque sabiam que o jogo era violento. E confesso que é mais violento do que eu imaginava. Porque esses movimentos organizados agiram com uma agressividade muito grande. E estão agindo ainda.

A senhora tem amigos na cúpula da música brasileira. Como ministra, está disposta a comprar briga com eles?

Eu acho que eles não vão brigar comigo, não. Como amigos, eu não os perco.


QUEM É

ANA DE HOLLANDA
CANTORA E COMPOSITORA

Nascida em São Paulo, em 1948, estreou musicalmente em 1964, no palco do Teatro do Colégio Rio Branco, no show Primeira Audição, integrando o grupo vocal Chico Buarque e As Quatro Mais. Já lançou quatro discos.



Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 05 e 11 de outubro. Portal 10/10, movimento e transformação

O Ás de Paus pede coragem para começar. Uma ideia ganha força, um desejo reacende e novos caminhos podem se abrir. Aproveite a energia do portal 10/10 para transformar intenção em movimento e dar o primeiro passo!

04/10/2026 00h00

A energia do Tarô da semana entre 05 e 11 de outubro. Portal 10/10, movimento e transformação

A energia do Tarô da semana entre 05 e 11 de outubro. Portal 10/10, movimento e transformação Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Ás de Paus: quando a chama volta a acender

O Ás de Paus é um sinal verde. Esta carta surge quando o fogo criativo está pronto para ser canalizado para algo concreto — um projeto, um relacionamento, uma nova direção — e a energia que sustenta esse movimento é genuína, e não apenas fruto de uma expectativa.

Sem dúvida é uma carta extremamente poderosa, associada a êxito, ganho e conquista, que anuncia movimento em direção ao novo. Quando aparece, existe energia para fazer acontecer, entusiasmo para começar e uma sensação de que alguma coisa finalmente sai do lugar.

O Ás de Paus é a centelha que inaugura um ciclo. Traz a força de quem percebe uma oportunidade e sente que vale a pena apostar nela. É uma carta de iniciativa, coragem e impulso criativo, mas também de confiança: aquela sensação íntima de que existe uma possibilidade real de avanço.

Ela não fala apenas de começar, mas de começar com potência, disposição e desejo de chegar a algum lugar.

Na imagem criada por Pamela Colman Smith para o baralho Rider-Waite, uma mão surge de uma nuvem e oferece um bastão vivo, do qual já despontam folhas verdes. É uma imagem de força, potencial e começo.

E esse crescimento não é apenas uma metáfora: a carta anuncia algo vivo que chega até você, uma possibilidade que carrega em si a força de se desenvolver.

O que nascerá a partir dela, porém, depende do que você escolher fazer com essa energia. Toda chama precisa de combustível. Toda semente, de cuidado. E todo começo pede coragem para ser levado adiante.

E justamente por representar esse movimento de renovação, o Ás de Paus encontra um céu que também fala de mudanças, embora por um caminho mais profundo. Enquanto Vênus retrógrado em Escorpião convida a rever relações, valores e desejos, o Ás pergunta o que, depois de toda essa revisão, ainda merece ser escolhido. O que permanece vivo? O que ainda empolga?

E esse chamado encontra um céu particularmente intenso. A semana começa com Vênus retrógrado em Escorpião, movimento que coloca relacionamentos, desejos, valores e questões financeiras sob uma lente mais profunda.

Vênus entrou em retrogradação em 3 de outubro e permanecerá nesse movimento ao longo das semanas seguintes, convidando a rever sentimentos, escolhas afetivas e aquilo que realmente tem valor.

A carta traz fogo. Escorpião traz profundidade. O encontro dos dois sugere que aquilo que desperta agora não deve ser ignorado, mas também não precisa ser imediatamente transformado em ação.

O céu da semana fala de revisão; o Ás de Paus fala de renovação. Uma coisa não contradiz a outra. Pelo contrário. Às vezes, é justamente quando olhamos honestamente para o que ficou para trás que conseguimos descobrir para onde queremos ir.

Mercúrio também está em Escorpião e se aproxima de Vênus retrógrada, com uma conjunção exata na quarta-feira (7/10). É um aspecto que favorece conversas sobre sentimentos, desejos e assuntos que estavam guardados. Mas a profundidade escorpiana também pode tornar as palavras mais cortantes e as conversas mais carregadas de emoção.

Por isso, nesta semana, falar pode ser tão importante quanto saber quando ficar em silêncio.

O Ás de Paus não é uma carta de explicações intermináveis. Ele é uma carta de energia. Quando aparece, alguma coisa dentro de nós já sabe que precisa se mover. O desafio é não confundir impulso com urgência. Nem toda vontade precisa ser atendida imediatamente. Algumas precisam primeiro ser compreendidas.

Em uma leitura sobre o amor, o Ás de Paus indica uma conexão nova e estimulante, muitas vezes iniciada por uma forte atração física ou energética.

É aquela química que pode ser sentida antes mesmo de uma única palavra ser dita. A pergunta da semana é simples, embora nada fácil: você deseja essa pessoa ou a sensação que ela provoca?

Para quem já está em um relacionamento, essa carta costuma indicar o início de um novo capítulo: desejo renovado, uma viagem espontânea a dois, a decisão de começar uma família ou uma nova aventura compartilhada. A faísca é real.

O convite é agir sobre ela, em vez de pensar demais. Sob a energia do Ás de Paus, o amor pede movimento, não excesso de análise.

No trabalho, a carta favorece iniciativa, criatividade e a disposição para colocar algo em movimento. Pode surgir uma proposta, um projeto ou uma solução que mude a maneira de encarar uma tarefa. Nem todo começo chega como uma grande oportunidade: às vezes, nasce de uma ideia aparentemente pequena, mas com potencial para crescer.

Para quem pensa em mudar de área, iniciar um projeto ou apresentar uma ideia, a semana pode trazer o estímulo necessário para experimentar novas possibilidades.

Na carreira, o Ás de Paus fala de protagonismo. É, sem dúvida uma das cartas mais estimulantes que podem aparecer. Geralmente aponta para uma nova proposta de trabalho, uma ideia de negócio cujo momento finalmente chegou ou um projeto criativo com potencial concreto.

É a carta que aparece quando você está guardando uma ideia há algum tempo e, finalmente, recebe um sinal para colocá-la em prática. Pode ser uma proposta aprovada, um cliente que desperta entusiasmo ou um plano de negócio que começa a fazer sentido no papel.

Pode ser o momento de apresentar um projeto, retomar uma atividade criativa ou ocupar um espaço com mais confiança. Não significa necessariamente abandonar o que já existe, mas reconhecer onde há potencial de crescimento. Para quem trabalha com comunicação, criatividade, tecnologia ou conhecimento, uma ideia inesperada pode abrir uma nova possibilidade.

Financeiramente, o Ás de Paus é um bom presságio para uma nova fonte de renda ou para uma ideia com potencial financeiro. Esta não é uma carta sobre poupança passiva ou acúmulo lento, mas sobre uma ação inspirada capaz de gerar retorno.

Se você vem pensando em iniciar um projeto paralelo, lançar um produto ou investir em algo alinhado à sua paixão, a carta sugere que o momento é favorável. Existe energia disponível. A ideia tem potencial. O próximo passo é assumir o compromisso de colocá-la em prática.

Mas a carta representa o início do processo: primeiro surge a oportunidade, depois vêm o trabalho e a construção. Por isso, se aparecer uma possibilidade de ganhar dinheiro com algo que você sabe fazer bem, vale investigar seu potencial antes de descartá-la por parecer pequena.

Mais do que falar de conquistas externas, o Ás de Paus traz uma mensagem sobre vitalidade. Ele representa aquilo que volta a despertar interesse, curiosidade e vontade de experimentar. É a faísca que reacende o desejo de viver, criar, descobrir e se lançar ao novo. Afinal, para haver fogo, é preciso primeiro haver uma faísca.

A Lua Nova em Libra, que entra no sábado (10/10), reforça o tema dos novos acordos e das escolhas que buscam mais equilíbrio. Ao mesmo tempo, a tensão entre Vênus e Marte coloca frente a frente desejo e negociação, impulso e reciprocidade.

É nesse cenário que o Ás de Paus encontra o portal 10/10, ambos associados à energia dos recomeços. O 10/10 pode despertar uma vontade repentina de colocar em movimento aquilo que vinha sendo adiado. E o Ás representa justamente o desejo que ganha força e pede ação.

Pode ser um projeto, uma mudança na rotina, um novo hábito, uma relação ou até uma nova maneira de enxergar a própria vida.

Mas o fogo do Ás de Paus pede direção. Recomeçar não significa agir por impulso, e sim reconhecer o que ainda desperta entusiasmo e encontrar uma forma concreta de fazer isso crescer. O portal 10/10 pode marcar a passagem para um novo ciclo; o Ás de Paus acende a chama que dá início a ele.

O Ás de Paus não promete um caminho sem obstáculos. Ele oferece disposição para começar. E começar pode ser algo muito simples: retomar uma ideia, marcar uma conversa, apresentar um projeto, aceitar um convite ou finalmente deixar para trás aquilo que consome energia sem devolver sentido.

A coragem dessa carta não é barulhenta. É a confiança necessária para reconhecer aquilo que ainda desperta entusiasmo e dar a isso uma chance de crescer.

Nesta semana, observe o que desperta sua curiosidade. O que faz você imaginar possibilidades? O que, mesmo depois de algum tempo, continua pedindo sua atenção?

Talvez a novidade que se anuncia não esteja apenas no que acontece fora, mas na descoberta de que alguma coisa dentro de você voltou a querer movimento.

Dentro de cada pessoa existe uma centelha à espera de espaço para crescer e transformar desejo em movimento, coragem em ação e intenção em conquista. O Ás de Paus acende a primeira chama. O que vier depois dependerá de como você escolher alimentá-la.

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Saúde Correio B+

Outubro Rosa: 5 situações em que a dor depois da mastectomia merece atenção

Anestesiologista explica sintomas que podem indicar dor crônica pós-cirúrgica e quando buscar avaliação especializada

03/10/2026 17h00

Outubro Rosa: 5 situações em que a dor depois da mastectomia merece atenção

Outubro Rosa: 5 situações em que a dor depois da mastectomia merece atenção Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O tratamento do câncer de mama chega ao fim, mas a dor nem sempre vai embora. A síndrome dolorosa pós-mastectomia costuma se manifestar como queimação, choques, formigamento e alterações na sensibilidade, e atinge uma parcela expressiva das mulheres operadas.

O Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer e a maioria das pacientes passa por cirurgia.

Uma revisão sistemática publicada em 2025 no Journal of Plastic, Reconstructive & Aesthetic Surgery, que reuniu 91 estudos e 26.132 pacientes, estimou prevalência média de 41,8% de dor crônica após mastectomia e reconstrução mamária.

A causa mais frequentemente identificada é a lesão do nervo intercostobraquial, manipulado no acesso à axila durante a avaliação dos linfonodos, etapa necessária ao tratamento oncológico. A dor pode aparecer horas, semanas ou meses depois do procedimento.

No Outubro Rosa, o alerta também vale para o período após a cirurgia. "A paciente pode acreditar que a dor faz parte do processo e que precisa simplesmente conviver com ela. Mas quando o sintoma persiste ou muda de característica, é importante conversar com o médico, porque existem formas de tratamento", explica o Dr.

Jorge Luiz Andrade, médico anestesiologista, especialista em Dor e vice-presidente executivo da Unimed Nova Iguaçu.

1. A dor continua por mais de três meses

Uma dor que persiste ou retorna por mais de três meses após a cirurgia é considerada crônica e merece avaliação, principalmente quando interfere no sono, na movimentação ou nas atividades do dia a dia.

2. Surge uma sensação de queimação ou ardência

Queimação ou ardência no tórax, na axila ou no braço do lado operado pode estar relacionada a alterações nos nervos envolvidos na cirurgia e deve ser relatada ao médico.

3. A dor parece um choque ou uma fisgada

Sensações semelhantes a choques elétricos, pontadas ou fisgadas são características descritas em quadros de dor neuropática e podem aparecer espontaneamente ou durante determinados movimentos.

4. Um toque leve passa a provocar dor

Quando o contato da roupa ou outro estímulo que normalmente não causaria desconforto passa a provocar dor, pode haver alteração na sensibilidade da região. Formigamento e dormência também são sintomas que merecem atenção.

5. O desconforto começa a limitar a rotina

Evitar movimentar o braço, ter dificuldade para dormir ou deixar de realizar atividades habituais por causa da dor são sinais de que o quadro já está afetando a qualidade de vida e precisa ser investigado. A limitação do movimento, quando se prolonga, pode levar a rigidez de ombro e contribuir para o agravamento do linfedema.

"Descrever a dor ajuda muito na avaliação. Saber onde ela aparece, há quanto tempo, se é uma queimação, um choque ou uma pontada e se existe alteração de sensibilidade são informações importantes para identificar o tipo de dor e definir o tratamento", afirma o especialista.

O cuidado começa antes da cirurgia

A anestesiologia participa do controle da dor antes, durante e depois do procedimento, e diferentes estratégias podem ser utilizadas para melhorar a recuperação. A diretriz de prática clínica publicada em janeiro de 2026 na revista Anesthesiology, da American Society of Anesthesiologists, recomenda fortemente o uso de bloqueios de plano fascial para reduzir a dor e a necessidade de opioides nas primeiras 24 horas após a mastectomia, considerando as características de cada paciente e procedimento.

Para as mulheres que desenvolvem dor persistente, o tratamento é individualizado e pode combinar medicamentos, procedimentos para controle da dor, fisioterapia e reabilitação.

"Dor depois da mastectomia não deve ser normalizada. Se ela persiste, interfere na rotina ou apresenta características diferentes do desconforto esperado no pós-operatório, vale buscar avaliação para entender a causa e tratar", completa o Dr. Jorge.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).