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Mônica Iozzi: "recebi convite para posar nua, mas não quero"

Apresentadora tem roubado a cena no 'Vídeo Show'

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Antes conhecida como “a repórter do CQC ”, Mônica Iozzi agora se tornou o motivo de muitos telespectadores permanecerem diante da telinha no horário da tarde. Irreverente, inteligente e um pouco maluquinha. Será que é assim também fora da TV? Ela garante que não. Jura que não se considera uma intelectual, que muita coisa faz parte de um personagem criado diante das câmeras. Depois de recusar um papel que abrilhantou Claudia Raia, a moça fala que quer “outros vôos”. Em uma entrevista exclusiva ao Terra , ela fala de auto-estima, trabalho e sensualidade.

Terra - O Vídeo Show ganhou uma linguagem bem diferente da anterior, quando era apresentado por Zeca Camargo. Como isso foi planejado? Qual era a perspectiva da direção do programa? Queriam mais humor, mais descontração. Como foi feito o convite para dividir a bancada com o Otaviano Costa? 
Mônica Iozzi
- Não sei exatamente como esta transição foi planejada. Quando me envolvi no projeto do novo Vídeo Show tudo já estava definido, exceto a apresentadora. Recebi o convite do Boninho numa terça-feira, gravamos o piloto na quinta e estreamos na segunda-feira seguinte. Foi bem assim mesmo: sem ensaio, meio no susto. Mas talvez esta aparente falta de preparação tenha nos ajudado. Naquele momento o Ota e eu não sabíamos muito bem o que fazer, o que buscar. Então apostamos na nossa espontaneidade. A direção não pediu que fossemos engraçados em momento nenhum, queria apenas que ficássemos bem à vontade. Esta assinatura divertida do programa foi surgindo sozinha, como resultado do nosso jogo, do nosso improviso.

Terra - Suas "tiradas" ou "cantadas" quando algum galã aparece no programa acabaram virando uma atração à parte. Você está namorando agora, nunca levou uma chamada por conta disso? Tipo: "Mônica, estou vendo tá"? 
Mônica Iozzi
- Estou namorando há um ano, mas meu namorado me conhece há muito mais tempo. Ele sabe que, apesar do programa não ser uma obra de ficção, não sou exatamente eu ali, sempre tento construir uma espécie de persona. No CQC eu era uma repórter atrevida, que se arriscava e falava o que queria para os políticos. Já no Vídeo Show sou uma apresentadora um pouquinho perdida e deslumbrada com os galãs das novelas , quase uma fã. Quando conheço alguém, costumo ouvir: "Poxa... Quem te vê na televisão, não imagina que você seja tão séria." Eu respondo: "Pois é, imagina se eu fosse mesmo aquela maluca?!" (risos)

Terra - Você acha que a mulher que segue a linha do humor na TV sofre um "certo preconceito". Será que muitos não separam a "engraçada" da "sexy". Dificilmente encontramos as musas do humor em ensaios sensuais, já observou isso? 
Mônica Iozzi
- Não acho que chega a ser um preconceito, mas parece que temos dificuldade em aceitar que humor e sensualidade podem andar juntos. Talvez porque, quem trabalha com comédia, tem que estar livre de vaidades, sabe? O auto-deboche é uma ferramenta muito boa para se fazer rir. Com isso acabamos deixando o nosso lado mais sexy um pouco de lado. Mas ele continua lá, intacto. Mas quem sabe daqui a pouco isso não muda? Algumas atrizes que já fizeram muitos papéis cômicos são referência de sensualidade e beleza lá fora: Drew Barrymore, Cameron Diaz , Tina Fey, Jennifer Aniston , Lucille Ball. Já recebi convites para posar nua, mas não tenho interesse. Claro que quero me sentir bonita, desejada. Mas não me sentiria bem tão exposta assim. Nada contra, mas não combina comigo.

Terra - Você toparia fazer algo desse tipo, posar de lingerie , fazer caras e bocas? Caso a resposta seja negativa. Por quê? 
Mônica Iozzi
- Não posaria nua não, mas faria um ensaio mostrando quão feminina, delicada e sexy eu posso ser. Por que não? É gostoso se sentir bonita!

Terra - Você falou em uma entrevista que queria ser chamada de gostosa. Já contou com algum problema de baixa auto-estima ? Chegou a invejar alguma gostosa, pensar coisas do tipo " Bem que eu podia ter a cara de fulana, a bunda igual a de tal, o cabelo de outra"? 
Mônica Iozzi
- Uahahaha! Pois é, falei isso mesmo. Me sinto muito feliz e lisonjeada por ser considerada inteligente, mas eu sou como qualquer mulher, poxa! A gente é sempre um pouquinho carente... E claro que já tive problemas com a minha auto-estima. A adolescência é um período bem conturbado em relação a isso, mas ando bem satisfeita comigo. Na verdade, nunca me senti tão bem neste sentido, mas apesar de toda essa segurança, adoraria ter o cabelo da Juliana Paes !

Terra - Como você lida com a sua vaidade? Faz ginástica, dieta ? Vai ao salão de beleza com que frequência? 
Mônica Iozzi
- Sou uma verdadeira lástima! Não faço exercícios regularmente há um tempão e também não tenho conseguido comer muito bem. É difícil manter a alimentação saudável em dia com uma rotina tão maluca quanto a minha. A sorte é que não engordo facilmente, senão... (risos). Já com os cuidados do salão eu sou mais Caxias: sempre hidrato o cabelo, faço limpeza de pele , desenho as sobrancelhas. O problema são as unhas . Não consigo parar de roer, mas ainda não desisti!

Terra - É verdade que você foi cotada para fazer a Tancinha (personagem de Cláudia Raia) no remake de Sassaricando? Como recebeu essa notícia? 
Mônica Iozzi
- Recebi o convite do Silvio de Abreu e do Daniel Ortiz no final do ano passado. Fiquei muito feliz e aceitei na hora! Mas, apesar da ótima oportunidade, pensei um pouquinho e decidi abrir mão da Tancinha. Ninguém entendeu nada: "Como assim? Tá doida?". A questão é que desde quando entrei na TV venho trabalhando com humor: CQC , o quadro no BBB14 , a personagem Scarlett na novela Alto Astral . Ando sentindo uma necessidade muito grande de buscar outras coisas. Não quero ser vista apenas como humorista, na verdade, nem me considero uma. Posso ser uma atriz que faz papéis cômicos (inclusive o de uma apresentadora maluquinha), mas preciso variar. Quero me desafiar.

Terra - Tem algum sonho romântico do tipo casar na igreja, ter a casa cheia de filhos. Já pensou sobre isso de forma concreta? Faz plano? 
Mônica Iozzi
- Nunca fui de fazer muitos planos. Não tenho certeza se quero me casar ou ter filhos... Mas isso também não significa que eu não queira. Amo meu namorado, adoro criança, mas ainda não senti  "aquela" vontade, sabe?

Terra - Você já falou também que seu lado "intelectual" afastava os meninos na sua adolescência. Depois de adulta, acha que isso mudou? É mais complicado uma mulher inteligente "arrumar" ou "manter" um relacionamento sério? 
Mônica Iozzi
- Ainda bem que "intelectual" apareceu entre aspas. Não chego nem perto de ser uma intelectual, sou apenas uma mocinha interessada (risos). Mas voltando à pergunta... Não sei! Não acho que seja uma regra, mas comigo foi assim. Só fui ter meu primeiro namorado sério aos 20 anos. Mas será que teria sido diferente se eu fosse uma menina mais preocupada com as minhas roupinhas do que com as aulas de teatro? Não sei. Toda mulher deve respeitar o seu tempo, o seu jeito de ser. Melhor demorar pra achar o cara certo, do que desencalhar com o errado, né? É o que minha avó diria!

Terra - Você deixa o Vídeo Show em dezembro. Isso é definitivo? Quais seus planos para depois disso? 
Mônica Iozzi
- Apesar de estar adorando fazer o Vídeo Show, pretendo sair de lá em dezembro mesmo. Preciso voltar a me dedicar a minha carreira de atriz. Acho muito difícil conseguir isso apresentando o programa ao vivo de segunda a sexta-feira. Este ano mesmo fui obrigada a abandonar dois projetos, um filme e um musical no teatro, porque seria impossível conciliar tudo. Às vezes temos que fazer escolhas difíceis, né? Mas tenho seguido meu coração e vem dando tudo certo. Agora é esperar e ver o que 2016 reserva pra mim.

Correio B+

Gastronomia B+: Você comeu pizza com cobertura de pinhão e carne seca? Aprenda como fazer.

A dica do chef Davi Leão proporciona à pizza um sabor bem brasileiro na semana de celebração do Dia da Pizza

14/07/2024 11h00

A dica do chef Davi Leão proporciona à pizza um sabor bem brasileiro na semana de celebração do Dia da Pizza

A dica do chef Davi Leão proporciona à pizza um sabor bem brasileiro na semana de celebração do Dia da Pizza Foto: Divulgação

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A mais popular das iguarias italianas, a pizza ganhou uma receita especial e tipicamente brasileira na versão do chef Davi Leão em parceria com a EKMA. Para o Correio B+, ele preparou uma receita de pizza que combina pinhão com carne seca, ingredientes bem com a cara do nosso país.

Orgulhosamente brasileiro, o pinhão vem de uma árvore típica do Sul do país. A pinha é, na realidade, o verdadeiro fruto da araucária, onde o pinhão se forma.
Se você não conhece e nunca experimentou, corre pra anotar essa receita que vale a pena!
Veja o passo a passo da receita...

Pizza de Pinhão com Carne Seca

Ingredientes

Para massa:

  • 250g farinha de trigo
  • 3g sal
  • 3g açúcar
  • 10g azeite
  • 130g água
  • 3g fermento biológico seco

Cobertura:

  • 50g molho de Tomate Triturado 
  • 200g queijo muçarela
  • 100g pinhão inteiro cozido
  • 150g carne seca picada
  • 80g tomate cereja
  • 50g cebola roxa picada

Modo de preparo

- Em uma tigela grande, misture a farinha de trigo, o sal e o açúcar. Faça um buraco no centro da mistura.

- Em outro recipiente, misture o azeite e a água. Aqueça ligeiramente essa mistura, mas não deixe ferver.

- Despeje a mistura de água e azeite no buraco feito na farinha. Adicione o fermento biológico seco também no buraco. Com uma colher ou com as mãos, comece a misturar os ingredientes no centro do buraco. Continue misturando até que a massa comece a se formar.

- Transfira a massa para uma superfície enfarinhada e comece a amassar com as mãos. Sove a massa por aproximadamente 10 minutos, até que fique lisa e elástica.

- Modele a massa em uma bola e coloque-a de volta na tigela. Cubra com um pano limpo e deixe descansar em um local morno por cerca de 1 hora, ou até que a massa dobre de tamanho.

- Após o período de descanso, preaqueça o forno a 220°C. Retire a massa da tigela e coloque-a em uma superfície enfarinhada novamente. Abra a massa usando um rolo ou as mãos, até obter o formato desejado para a pizza.

- Transfira a massa aberta para uma assadeira ou pedra de pizza.

- Em caso de forno doméstico, preasse a massa da pizza antes de colocar a cobertura. Leve a pizza ao forno preaquecido e asse por aproximadamente 15 a 20 minutos, ou até que a massa esteja dourada.

- Espalhe uma camada uniforme de molho de tomate triturado Ekma sobre a massa, deixando uma borda livre para a crosta.

- Cubra o molho de tomate com uma camada generosa de queijo muçarela ralado. Distribua o pinhão cozido por cima do queijo muçarela. Espalhe a carne seca de maneira uniforme sobre a pizza.

- Acrescente os tomates cereja e a cebola roxa. Leve ao forno preaquecido a 300ºC por 2m30s.

- Retire do forno e deixe a pizza descansar por alguns minutos antes de cortar e servir.
 

Observação: Lembre-se de ajustar as quantidades dos ingredientes de acordo com o tamanho da pizza que deseja fazer e com as preferências pessoais.

Para brindar, sirva a pizza acompanhada de um bom vinho tinto. Bom apetite!

 

Correio B+

Comportamento B+: Abandono afetivo: como a lei estabelece que o direito a proteção seja cumprido

Advogado especialista em Direito de Família esclarece as principais dúvidas sobre abandono afetivo e a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente para a garantia do direito na assistência afetiva dos jovens

13/07/2024 19h00

Abandono afetivo: como a lei estabelece que o direito a proteção seja cumprido

Abandono afetivo: como a lei estabelece que o direito a proteção seja cumprido Foto: Divulgação

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O abandono afetivo é quando ocorre uma negligência emocional ou psicológica de uma pessoa em relação à outra, sendo muito comum entre pais e filhos. Nesses casos, pode gerar em traumas psicológicos aos filhos, além de diversos problemas enfrentados no dia a dia por milhões de mães e pais solos no Brasil.

Para garantir o direito a uma paternidade ou maternidade digna aos jovens, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi alterado através do Projeto de Lei 700/2007, caracterizando o abandono afetivo como ilícito civil e penal, conforme explica o Dr. Daniel Oliveira, especialista em Direito de Família.

“A relação familiar deveria ser de forma natural e não imposta. Porém, como muitos responsáveis não encaram dessa maneira, é necessário que a legislação tome algumas medidas, como as estabelecidas no ECA, a fim de incentivar, ainda que sob o julgo de leis e determinações judiciárias, o exercício dos direitos da criança e adolescente”, pontua o advogado.

1. O que é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)?

O Estatuto da Criança e do Adolescente foca principalmente na proteção integral dos direitos das crianças e dos adolescentes, incluindo direitos à convivência familiar saudável, à educação, à saúde, entre outros aspectos fundamentais para o desenvolvimento.

2. Como caracterizar um caso de abandono afetivo?

Provar a relação parental: mostrar a relação de parentesco entre o genitor e o filho. Demonstrar o abandono: apresentar evidências que confirmem o descumprimento das obrigações emocionais e de cuidado. Comprovar danos: apresentar provas dos danos emocionais sofridos pela criança ou adolescente devido ao abandono.

3. A pensão alimentícia já não garante os direitos dos filhos?

A pensão alimentícia não esgota os deveres dos pais em relação a seus filhos. Os cuidados devidos às crianças e adolescentes compreendem atenção, presença e orientação. Reduzir a atenção apenas à assistência financeira é fazer uma leitura muito superficial da legislação e um prejuízo muito grande para os filhos.

4. Após o divórcio e a fixação de visita, pais que deixam de visitar os filhos podem ser penalizados pela justiça?

Sim. A visitação não é apenas um direito dos pais, mas um dever a ser cumprido com os filhos, cujo descumprimento consiste em infração administrativa.

No Brasil, só em 2023, foram registradas mais de 172,2 mil crianças sem nome do pai, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil. A maior proporção de pais ausentes foi registrada no Norte do país: 10% do total, ou 29.323 deles, seguida do Nordeste, com 8% de pais ausentes do total de nascimentos, ou 52.352. “É dever dos pais ou responsáveis assegurar esses direitos e quando há negligência afetiva grave por parte dos pais ou responsáveis”, finaliza o advogado.

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