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MTV Brasil retoma veia musical para pagar as contas

MTV Brasil retoma veia musical para pagar as contas

FOLHA.COM

03/10/2011 - 02h00
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A MTV foi um bebê engraçadinho, uma adolescente desejada e, às vésperas de chegar a maioridade, enfrenta a crise dos 20 e poucos anos. O canal musical tem de tomar um rumo e sair da barra da saia da mamãe à beira de completar 21 anos.

Depois de anos áureos, entre 2000 e 2006, quando teve faturamento e audiência em alta, a MTV foi perdendo a rebeldia, o viço, mas não saiu da terra do nunca.

Em busca dos jovens perdidos, investiu em dramaturgia, moda, reality shows. Fez animação, correu para a internet, promoveu barracos, debates, protestos, descobriu talentos, perdeu parte deles, os aceitou de volta... Acertos, erros e muitos gastos. A fatura demorou, mas chegou.

"Para recuperar a queda de audiência de anos anteriores, a MTV fez escolhas mais abrangentes, foi buscar a classe C, capitaneada pelos programas de humor", diz a diretora-geral da emissora, Helena Bagnoli, sobre a diminuição da aposta em música.

"Quando cheguei, a audiência estava em recuperação, o crescimento publicitário, abaixo do previsto, e os custos, elevados. Tivemos de nos redimensionar."

Helena assumiu em 2010 o posto ocupado durante 19 anos por André Mantovani. Os planos dele para o canal não eram os mesmos do Grupo Abril, proprietário da MTV.

"A MTV gastava muito, mas faturava muito. Não estávamos nos melhores anos, mas é uma marca forte, vai se recuperar", diz Mantovani. "O momento da emissora é como o do pai que troca de emprego e ganha menos. Tudo muda de tamanho."

Caber no seu quadrado não é fácil. Vinda das revistas da Abril, Helena trouxe na bolsa um kit-reestruturação.

Em sua gestão, que está completando um ano, a MTV realizou dois grandes cortes de funcionários.

Dispensou VJs mais antigos, contratou novos. Na última leva, foram embora 40 funcionários. Cortou atrações e começou a flertar com produções independentes.

O canal então refez o teste vocacional e optou por música, seu DNA original.

"Se não dá para falar com a massa, é preciso investir em qualificação, programação menos abrangente e mais sofisticada", diz Helena Bagnoli. "Queremos recuperar a expertise em música. Os músicos estavam sem casa."

Para a nova direção, o canal corria o risco de perder a identidade por abrir demais seu leque de programação.

O ex-diretor André Mantovani discorda. "Não acredito na hipersegmentação. É retorno ao passado."

O resultado, segundo Helena, está à caminho. Mesmo assim, a audiência deste ano caiu. "Perdemos aquele público que não tinha identificação com a marca, o que era esperado", diz. "O faturamento ainda não veio forte, a conta ainda não fechou. Mas o caminho é a música."

A força desse torniquete em busca da musicalidade não são só clipes, e sim músicos, como Arnaldo Antunes, no comando de atrações.

"Faz uns sete anos que a quantidade de videoclipes no ar é a mesma", diz Zico Góes, diretor de programação da MTV. "Quando fui acusado de 'matar o videoclipe' (em reportagem da Folha de 2006), quis dizer que o videoclipe virou commodity, que o que importa é a música e o jeito como a tratamos."

A crise dos 20 e poucos anos também tem outro desafio. Em 2012, o Grupo Abril tem de renovar (e pagar) a licença para usar a marca MTV Brasil, que é da Viacom.

"A MTV não vai sumir do mapa", diz Helena. "Estamos justamente fazendo a lição de casa para que sobrevivamos muitos e muitos anos", continua. "A MTV quer ser moderna, bacana e lucrativa. Quer pagar a conta."

Saúde Correio B+

Quando a dor de ouvido exige atenção? Especialista explica os riscos da otite média

Comum após episódios de gripe, a infecção pode afetar pessoas de todas as idades, mas tem maior incidência na primeira infância

14/06/2026 15h00

Quando a dor de ouvido exige atenção? Especialista explica os riscos da otite média

Quando a dor de ouvido exige atenção? Especialista explica os riscos da otite média Foto: Magnifique

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Com a chegada do inverno e o aumento da circulação de vírus, cresce também a incidência de complicações associadas a gripes e resfriados, entre elas, a otite média.

A doença é caracterizada por uma infecção na orelha média, região localizada atrás do tímpano e responsável pela transmissão dos sons até a orelha interna.

A otite média pode ter origem viral ou bacteriana e costuma se desenvolver durante ou após infecções das vias respiratórias superiores.

Isso acontece porque o processo inflamatório pode comprometer o funcionamento da tuba auditiva, estrutura que conecta o ouvido à parte posterior do nariz e ajuda a equilibrar a pressão na orelha média. 

“Quando há obstrução, ocorre o acúmulo de secreções, criando um ambiente propício para infecções”, explica o otorrinolaringologista Caio Simão, do Hospital HSANP. 

“Embora possa acometer pessoas de todas as idades, as crianças de até três anos estão entre as mais vulneráveis devido à imaturidade do sistema imunológico e às características anatômicas da tuba auditiva nessa faixa etária. A exposição à fumaça do cigarro e a ambientes com elevados níveis de poluição também pode aumentar o risco de desenvolver a doença”, acrescenta.

Segundo o especialista, algumas medidas ajudam a reduzir as chances de infecção.

"A prevenção passa principalmente pelo controle das infecções respiratórias. Manter o calendário vacinal atualizado, incentivar a higienização frequente das mãos e evitar a exposição à fumaça do cigarro são atitudes importantes, especialmente para crianças pequenas", orienta.

Entre os principais sintomas da otite média estão dor intensa no ouvido, febre, redução da audição, irritabilidade, dificuldade para dormir e diminuição do apetite. Em crianças menores, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

Quando a dor de ouvido exige atenção? Especialista explica os riscos da otite médiaDor de ouvido em crianças - Divulgação

"O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica e do exame com otoscópio, que permite observar alterações na membrana timpânica. O tratamento varia de acordo com a idade do paciente, a intensidade dos sintomas e a gravidade do quadro. Em alguns casos, podem ser indicados analgésicos e antibióticos", explica o médico.

De acordo com Caio Simão, o acompanhamento médico é fundamental para evitar complicações e garantir a recuperação adequada.

"Diante de sintomas persistentes ou dor intensa, é importante buscar avaliação especializada. O diagnóstico precoce contribui para um tratamento mais assertivo e reduz o risco de recorrências e de prejuízos auditivos", finaliza.

Moda Correio B+ - Especial 5 anos

Quando a roupa fala antes de você: por que os dress code ainda importa

Vestir-se adequadamente não significa abrir mão da personalidade. Significa compreender o contexto.

14/06/2026 13h30

Quando a roupa fala antes de você: por que os dress code ainda importa

Quando a roupa fala antes de você: por que os dress code ainda importa Foto: Divulgação

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Celebrar cinco anos de um caderno dedicado à cultura, comportamento e estilo é também uma oportunidade para refletir sobre algo que nos acompanha diariamente, mesmo quando não percebemos: a forma como nos vestimos.

Antes de um aperto de mão, de uma apresentação ou de uma conversa, existe uma mensagem que já foi transmitida: a sua imagem. A roupa que escolhemos vestir fala sobre contexto, intenção, pertencimento e até respeito pela ocasião. Em uma época que celebra a individualidade e a liberdade estética, pode parecer que os dress code perdeu a relevância. Mas será que isso é verdade?

Embora as regras tenham se tornado mais flexíveis nas últimas décadas, os códigos de vestimenta continuam presentes em nossa vida social e profissional. Eles não existem apenas para determinar o que vestir, mas para criar uma linguagem comum entre pessoas, ambientes e ocasiões.

Afinal, vestir-se adequadamente não significa abrir mão da personalidade. Significa compreender o contexto.

Quando a roupa fala antes de você: por que os dress code ainda importa     Casual: conforto sem descuido - Divulgação

O casual é provavelmente o dress code mais presente no dia a dia. Jeans, camisetas, vestidos leves, tênis e peças confortáveis fazem parte desse universo.

Mas casual não é sinônimo de desleixo. Mesmo nos ambientes mais informais, a escolha das roupas comunica organização, cuidado e coerência com a situação. Uma peça bem ajustada ao corpo e em bom estado pode transmitir muito mais elegância do que um look excessivamente elaborado.

Smart Casual: a elegância contemporânea

Se existe um dress code que representa o nosso tempo, talvez seja o smart casual. Ele combina a praticidade do casual com elementos mais sofisticados. Um blazer usado com jeans, uma calça de alfaiataria combinada com tênis ou um vestido elegante usado de maneira descomplicada são exemplos dessa proposta.

É o código que domina restaurantes modernos, eventos culturais, lançamentos, encontros profissionais e ambientes criativos.

Quando a roupa fala antes de você: por que os dress code ainda importa                    Smart Casual: a elegância contemporânea - Divulgação

Business Casual: profissionalismo com leveza

O business casual nasce do ambiente corporativo. Seu objetivo é transmitir profissionalismo e credibilidade sem a rigidez dos antigos códigos empresariais. Ele surgiu como uma alternativa ao tradicional terno e gravata. A proposta é transmitir credibilidade sem excesso de formalidade.

Camisas, blazers, vestidos estruturados, calças de alfaiataria e sapatos elegantes fazem parte desse universo. Esporte Fino: equilíbrio para ocasiões especiais Muito comum em casamentos durante o dia, eventos corporativos e comemorações sociais, o esporte fino ocupa um espaço intermediário entre o casual e o formal.

Para as mulheres, vestidos, conjuntos elegantes e peças de alfaiataria costumam funcionar bem. Para os homens, camisas, blazers e sapatos de couro são escolhas seguras. A palavra-chave aqui é equilíbrio.

Quando a roupa fala antes de você: por que os dress code ainda importa                             Business Casual: profissionalismo com leveza - Divulgação

Black Tie: a formalidade como experiência

Premiações, bailes, cerimônias e alguns casamentos noturnos ainda preservam um dos códigos mais tradicionais da moda. O black tie pede smoking para os homens e vestidos longos ou de festa para as mulheres. Mais do que uma exigência estética, ele faz parte da experiência do evento, criando um ambiente de celebração e solenidade.

Quando a roupa fala antes de você: por que os dress code ainda importa   Black Tie: a formalidade como experiência - Divulgação

White Tie: tradição em seu nível máximo. Pouco comum atualmente, o white tie permanece reservado para cerimônias de Estado, eventos diplomáticos e ocasiões extremamente formais. É o mais sofisticado dos dress codes e representa tradições que atravessaram séculos.

Muito além das roupas, os dress codes são frequentemente vistos apenas como regras de moda, mas sua origem está muito mais ligada ao comportamento e à cultura.

Assim como aprendemos algumas palavras do idioma local ao visitar outro país, compreender os códigos de vestimenta é uma forma de entender a linguagem social de cada ambiente.

Saber interpretar essas referências demonstra respeito pela ocasião, consideração pelos anfitriões e consciência da mensagem que desejamos transmitir. Quando a roupa fala antes de você, vale a pena prestar atenção ao que ela está dizendo.

Quando a roupa fala antes de você: por que os dress code ainda importa
White Tie: tradição em seu nível máximo. Pouco comum atualmente, o white tie permanece reservado para cerimônias de Estado, eventos diplomáticos e ocasiões extremamente formais. É o mais sofisticado dos dress codes e representa tradições que atravessaram séculos - Divulgação

5 dicas para não errar no dress code

  • 1. Observe o convite

Muitas vezes a formalidade esperada está indicada nas entrelinhas: horário, local e tipo de evento oferecem pistas valiosas.

  • 2. Considere o ambiente

Uma celebração em um hotel pede uma leitura diferente de um evento ao ar livre ou em uma fazenda.

  • 3. Em caso de dúvida, escolha a elegância

É mais fácil suavizar um visual sofisticado do que corrigir um look excessivamente informal.

  • 4. Respeite o horário

Eventos diurnos costumam permitir tecidos leves, cores claras e menor formalidade. À noite, a sofisticação naturalmente aumenta.

  • 5. Adapte o dress code à sua personalidade

Acessórios, cores, modelagens e texturas permitem que você respeite a ocasião sem abrir mão da sua identidade.

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