Correio B

Cultura

Museu do índio ganhará sessão de Ciências Naturais

Atualmente, o complexo conta com um acervo de aproximadamente 40 mil peças

DA REDAÇÃO

10/03/2015 - 15h45
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O Museu das Culturas Dom Bosco (MCDB), localizado no Parque das Nações Indígenas será ampliado e receberá a sessão de Ciências Naturais. O governo do Estado será um dos parceiros no projeto.

O governador Reinaldo Azambuja visitou o espaço nesta terça-feira (10), a pedido das instituições mantenedoras do local, a Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT) e a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

Reinaldo conheceu as instalações do museu onde está exposta a coleção de Ciências Humanas. Ele também visitou a parte externa do prédio, onde será implantada, futuramente, a sessão de Ciências Naturais. “Tem uma proposta para nós consolidarmos o espaço das Historias Naturais, pois tem um acervo grande a ser disponibilizado para visitação”, disse.

Atualmente, o complexo conta com um acervo de aproximadamente 40 mil peças, mas nem todas estão à disposição da contemplação do público por causa do espaço físico do museu. “Hoje temos inaugurada e funcionando a parte etnográfica. Mas a parte de Ciências Naturais, que tem animais empalhados, fósseis, borboletas, conchas, não está completa”, disse o reitor da UCDB, padre José Marinone.

Parceria público-privada

O governador anunciou que existe o projeto de parceria público-privada para a ampliação do Museu das Culturas Dom Bosco. “É um projeto viável, cabe a nós construirmos uma parceria, o poder público e a iniciativa privada, para que se conclua essa etapa final”, disse. Reinaldo pediu para os secretários de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, estudarem a execução do projeto de expansão com a reitoria da UCDB e a Missão Salesiana.

“Queremos que o Estado, juntamente conosco, possa fazer com que essa ideia se concretize o mais breve possível. Existe vontade política de fazer e concretizar a obra, então vamos em frente. É uma parceria que queremos fazer: Missão Salesiana, UCDB e Governo do Estado”, completou o padre Marinone.

Museu

Popularmente conhecido como Museu do Índio, o Museu das Culturas Dom Bosco foi inaugurado nas dependências do Colégio Dom Bosco de Campo Grande no ano de 1951. Em 1978, o acervo foi transferido para um prédio na Rua Barão do Rio Branco, no Centro da Cidade, e em 2009 passou a funcionar dentro do Parque das Nações Indígenas.

O local recebe, em média, 200 mil visitantes por ano. Segundo a conservadora da Coleção de Etnologia do museu, Carla Calarge, a sessão de Ciências Humanas do Museu das Culturas Dom Bosco mostra um pouco da história dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul: ofaié, kinikinau, guató, kadiwéu, terena, atikum e guarani-kaiowá.

“É uma exposição contextualizada, que explica um pouco da história mítica e de como esses povos pensam o mundo. A coleção Bororo, por exemplo, tem toda a representação da aldeia, as duas metades, os clãs que compõem essa etnia e os objetos do ritual funeral. Os próprios indígenas vieram e participaram da confecção da exposição”, explicou.

CAMPO GRANDE

Evento reúne 200 carros antigos com exposição de Fusca e outras relíquias

Evento é gratuito e aberto ao público; veja local, dia e horário

25/02/2026 09h25

Exposição de fuscas no Shopping Norte Sul

Exposição de fuscas no Shopping Norte Sul Foto: Confraria Apaixonados por Fuscas e Derivados

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Exposição de carros antigos acontecerá neste fim de semana em Campo Grande.

Ao todo, 200 relíquias estarão expostas ao público. Fusca, Opala, Ford ‘bigode’, Chevette, Kombi, Variant, Ford Corcel, Fiat 147, Gol ‘quadrado’, Brasília e Ford Del Rey serão alguns dos veículos exibidos.

Quem é apaixonado por carros antigos não pode perder esta oportunidade. A expectativa é reunir centenas de visitantes.

Na ocasião, amantes de antigomobilismo ainda podem se reunir e trocar experiências de viagens, peças, manutenções preventivas, além de fazer novas amizades com outras pessoas que são “loucas” por carros antigos.

O evento é aberto ao público e gratuito. Esta é a quinta edição do evento, realizado pela Confraria Apaixonados por Fuscas e Derivados Mato Grosso do Sul, em parceria com o Shopping Norte Sul.

Durante a exposição, haverá show da banda de rock Alzira’s, mostra de miniaturas de automóveis, mercado de pulgas de peças usadas, praça de alimentação e área kids.

O evento de carros antigos ocorre neste sábado (28), das 15h às 20h, no estacionamento do Shopping Norte Sul Plaza, localizado a avenida Presidente Ernesto Geisel, número 2300, Jardim Jockey Club, em Campo Grande (MS).

De acordo com Cristiano Heleno, organizador do evento, a proposta é prestigiar o antigomobilismo.

“Os carros antigos são muito amados pois nos resgatam memórias familiares. Teremos diversos parceiros expositores de verdadeiras relíquias, então, com certeza, será mais uma edição para ficar na história de nossa cidade”, afirmou.

SERVIÇO

  • Evento: Exposição de carros - 5ª edição
  • Data: sábado, 28 de fevereiro de 2026
  • Horário: a partir das 15h - avenida Presidente Ernesto Geisel, número 2300, Jardim Jockey Club, em Campo Grande (MS)
  • Local: Estacionamento do Shopping Norte Sul, próximo à Cinépolis/Riachuelo
  • Entrada: Gratuita

EXPOSIÇÃO

Fotógrafo e documentarista que registrou mais de quatro décadas da história de MS é homenageado

Fotógrafo e documentarista que registrou mais de quatro décadas da história de Mato Grosso do Sul, Rachid Waqued é homenageado com exposição fotográfica no MIS

25/02/2026 08h10

Rachid Waqued, fotógrafo e documentarista

Rachid Waqued, fotógrafo e documentarista Divulgação

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O Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS) abre as portas amanhã, às 19h, para a exposição “Fotografia e Memória”, uma homenagem ao fotógrafo Rachid Waqued, reconhecido como um dos principais documentaristas da história sul-mato-grossense.

Com entrada gratuita e visitação aberta até 30 de abril, a mostra marca oficialmente o início do ciclo de celebrações pelos 50 anos de criação de Mato Grosso do Sul, que serão comemorados no dia 11 de outubro de 2027.

A exposição integra o projeto Rota Cine MS, iniciativa estratégica da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) voltada ao fortalecimento do audiovisual, à democratização do acesso à cultura, ao fomento da economia criativa e à valorização da diversidade regional.

“Essa exposição é um reconhecimento à importância da fotografia para a construção da memória e da identidade sul-mato-grossense. Valorizar os fotógrafos de Mato Grosso do Sul reforça nosso compromisso com a preservação e a difusão da cultura. Que esta imersão na obra de Waqued e de seus contemporâneos inspire a todos nós, fortalecendo o orgulho de pertencermos a este território e o desejo de continuarmos a construir, juntos, uma história de ainda mais realizações culturais e criativas”, frisa Eduardo Mendes Pinto, diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).

Com curadoria de Melly Senna, Cris Freire, Ligia Rocha, Pedro Ortale, Elis Regina e do próprio Rachid Waqued, a mostra reúne dezenas de registros fotográficos que atravessam mais de quatro décadas de história.

Para além da trajetória individual do fotógrafo, a exposição apresenta um recorte significativo de um dos mais importantes acervos visuais sobre a formação cultural, política, social e urbana de Mato Grosso do Sul.

Ao longo de sua carreira, Waqued consolidou-se como um cronista visual das transformações do Estado.

Seu trabalho acompanha desde o crescimento urbano de Campo Grande até manifestações culturais tradicionais, passando por obras de infraestrutura, retratos políticos e cenas cotidianas que hoje ajudam a compreender a identidade sul-mato-grossense.

A mostra propõe ao visitante não apenas contemplar imagens isoladas, mas percorrer uma narrativa que conecta passado e presente às vésperas do cinquentenário estadual.

Rachid Waqued, fotógrafo e documentaristaApós dois meses fechado para reforma, Museu da Imagem e do Som reabre para o público - Foto: Graciana Goedert

A EXPOSIÇÃO

O recorte curatorial evidencia o olhar documental e sensível do fotógrafo. As imagens estão organizadas em seis eixos temáticos: Cultura, Natureza, Indústrias e infraestrutura, Colaboradores de MS, Coordenadores de MS e Arquitetura urbana.

Cada núcleo revela uma camada distinta da construção histórica de Mato Grosso do Sul e, juntos, compõem um panorama das transformações sociais, políticas e econômicas do território.

No eixo Cultura, o público encontra registros de manifestações que ajudaram a moldar a identidade regional, como celebrações religiosas, expressões populares e personagens marcantes da vida artística e social.

Entre os destaques estão imagens ligadas às tradições pantaneiras, às raízes árabes presentes em Campo Grande e a momentos simbólicos de fé e pertencimento, como a entrega da Bandeira do Divino em Coxim.

São fotografias que capturam gestos, rituais e rostos que traduzem o sentimento de pertencimento a um território plural.

Ao avançar para o núcleo Natureza, o olhar se amplia para paisagens emblemáticas, como o Pantanal do Rio Negro. A força ambiental que sustenta o imaginário sul-mato-grossense aparece registrada com rigor documental e sensibilidade estética.

A natureza não surge apenas como cenário, mas como elemento estruturante da identidade do Estado, dialogando com modos de vida, tradições e processos econômicos.

Em Indústrias e infraestrutura, Waqued documenta a expansão da malha ferroviária e outras obras que impulsionaram o crescimento econômico. As imagens revelam trilhos, estações, construções e estruturas que conectaram territórios e consolidaram o desenvolvimento estadual.

O registro dessas transformações permite compreender como o espaço físico foi moldado ao longo das décadas.

Já em Arquitetura urbana, o visitante encontra fotografias de edifícios, praças e transformações na paisagem de Campo Grande. A capital é retratada em diferentes momentos de sua expansão, compondo uma narrativa visual que evidencia mudanças no traçado urbano, no perfil arquitetônico e na dinâmica social da cidade.

O eixo Colaboradores de MS valoriza trabalhadores, cidadãos comuns e cenas cotidianas. São fragmentos de uma história construída coletivamente, em que o protagonismo é compartilhado por homens e mulheres anônimos que, com seu trabalho e sua presença, ajudaram a erguer o Estado.

Por fim, o núcleo Coordenadores de MS reúne retratos de todos os governadores do Estado, formando um painel político que atravessa diferentes gestões e momentos decisivos da trajetória sul-mato-grossense.

“Ao longo do tempo, meu trabalho foi credenciando meu nome como alguém com vocação para documentar. Sempre atuei com seriedade, compromisso com a história e pesquisa para descobrir e registrar as coisas, ajudando a divulgar o nosso Estado. Sou um documentarista do meu tempo. Minhas fotos são documentos visuais que acompanham as transformações do espaço urbano e das pessoas na nossa região. Eu fotografo Campo Grande há décadas justamente para registrar essas mudanças. Por isso é tão emocionante receber essa homenagem ainda em plena atividade, e se torna ainda mais especial por integrar as celebrações dos 50 anos de Mato Grosso do Sul, em 2027. Eu acompanhei essa trajetória de perto, fui testemunha ocular desse movimento e dessa construção histórica”, frisa Rachid Waqued.

Além das obras do homenageado, a exposição apresenta um painel com trabalhos de outros 14 fotógrafos e fotógrafas sul-mato-grossenses: André Bittar, Alexis Prappas, Bolivar Porto, Denilson Secreta Nantes, Elis Regina Nogueira, Gabriel Gabino, Luiz Felipe Mendes, Marithê do Céu, Marycleide Vasques, Saul Schramm, Sebastião Guimarães, Vânia Jucá, Wagner Guimarães e Melina Moraes.

Pensada para alcançar públicos diversos, a exposição incorpora recursos de acessibilidade, como piso tátil, intérprete de Libras no vídeo depoimento do homenageado e áudio-descrição das obras.

QUEM É RACHID WAQUED?

Fotógrafo, documentarista e pesquisador, Rachid Waqued nasceu em Campo Grande, em 1953, filho de pai libanês e mãe corumbaense, filha de sírios.

Formado em Engenharia Civil, História e Artes Visuais, construiu ao longo de mais de quatro décadas uma trajetória marcada pelo compromisso com o registro das transformações sociais, políticas e econômicas de Mato Grosso do Sul.

Foi pioneiro na introdução da tecnologia digital na fotografia no Estado e acompanhou momentos decisivos da consolidação sul-mato-grossense.

Parte significativa de sua produção é dedicada à cultura pantaneira e à documentação da malha ferroviária, pesquisa que resultou na obra “Paralelas de Aço: o caminho ferroviário para o Oeste”, referência para estudiosos da história regional.

Waqued também desenvolveu projetos voltados ao resgate dos antigos fotógrafos “lambe-lambe”, contribuindo para a valorização e preservação do patrimônio visual.

Ao se definir como um “contador de histórias visuais”, sintetiza uma carreira construída com rigor técnico, espírito investigativo e paixão pelo ofício.

Atualmente, amplia sua atuação por meio de produções audiovisuais em plataformas digitais, mantendo ativo o trabalho documental e reafirmando seu papel como guardião da memória cultural sul-mato-grossense.

O ROTA CINE MS

A programação do Rota Cine MS terá continuidade ao longo do ano no MIS. Entre maio, junho e julho, o foco será o audiovisual. Já entre agosto, setembro e outubro, a temática será a música, ampliando o escopo do projeto e fortalecendo o museu como espaço permanente de difusão cultural.

A execução do Rota Cine MS é objeto do Termo de Fomento (nº 5499/2025) celebrado entre o governo do Estado, a Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), a FCMS e o Instituto Curumins, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab).

>> Serviço

Exposição “Fotografia e Memória”

Abertura: amanhã, às 19h.
Visitação: até o dia 30 de abril.
Local: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Av. Fernando Corrêa da Costa, nº 559, Vila Carvalho.
Entrada: gratuita.

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