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arte para todos

Não é só o ensino regular que retornou, confira cursos disponíveis na Capital

Com diferentes propostas, formatos e tempo de duração, cursos e oficinas para formação em diferentes linguagens transformam Campo Grande em uma grande laboratório de formação e experimentação artística

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Composições antológicas de Beethoven e Vivaldi, clássicos populares de Chico Buarque (“Minha Canção”), Luiz Gonzaga (“Asa Branca”), Renato Teixeira e Almir Sater (“Tocando em Frente”), canções natalinas de apelo universal e até trilhas sonoras de sucessos do cinema (“Missão Impossível”).

Essa é uma parte do repertório que os novos alunos do projeto Músicos do Amanhã estarão dominando dentro de mais ou menos seis meses.

Eles têm entre 10 e 17 anos e são todos iniciantes nos instrumentos a serem praticados nas turmas deste ano, com aulas, na Plataforma Cultural e no bairro Noroeste, a partir desta semana (violino, viola e violoncelo) e em março (violão).

Também não vai demorar muito para que os participantes do curso de Audiovisual do Sesc Lageado, uma novidade entre as formações artísticas oferecidas pelo espaço, estejam manipulando câmeras, programas de edição e outros equipamentos de criação de trabalhos em vídeo.

E mais: aulas de teatro para crianças, adolescentes, adultos e para a terceira idade. Aliás, quem tem mais de 55 anos, o projeto Ativa Idade, da Fundação Manoel de Barros (FMB), oferece de canto à inclusão digital, passando pelo tai chi chuan.

Há ainda muito mais o que aproveitar no vasto cardápio de cursos e oficinas em diversas linguagens, com diferentes propostas, formatos e tempo de duração, que transformam Campo Grande em um grande laboratório de formação e experimentação artística nesta temporada.

Algumas opções são gratuitas e para iniciantes ou não, mas de qualquer idade. Acompanhe a seguir e, se for possível, aproveite.

MÚSICA DE CONCERTO

“As aulas começam agora já, a partir desta segunda-feira [hoje]”, anuncia o maestro Eduardo Martinelli, recém-chegado de uma turnê pela Europa, em que esteve acompanhado, nas apresentações em Barcelona, na Espanha, justamente de dois instrumentistas que são ex-alunos dos cursos de Música de Concerto da Fundação Barbosa Rodrigues (FBR). É Martinelli quem coordena as turmas, e ele não perde a chance de exaltar a iniciativa pioneira, de 15 anos atrás, da FBR.

Por lá, na sede da fundação, localizada na Rua Ourinhos, nº 159, Vila Santa Luzia, começam as aulas para as turmas de violão e violino para crianças e adolescentes. Amanhã, terão início as aulas de piano. E nesta sexta-feira, para o mesmo público, começarão as turmas dedicadas à musicalização.

Para essas, não há mais como se inscrever, mas ainda é possível participar das novas turmas de musicalização para pais e filhos (e fora do segmento, também há aulas de tear), com inscrições ainda abertas e com início das aulas em março. Mais informações pelo telefone (67) 3321-3030.

Assim como na FBR, todas as aulas são gratuitas no Músicos do Amanhã, e o projeto, do mesmo modo, é viabilizado por meio de parcerias e doações. 

A iniciativa parte da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) da Capital, que paga o salário do maestro Rafael Fontinele, coordenador do projeto, e de outros professores envolvidos. A ideia é formar instrumentistas para a Orquestra Jovem de Campo Grande.

“O projeto teve início em maio do ano passado, com a seleção de alunos iniciantes para aulas de aprendizagem de violino, viola, violoncelo, contrabaixo e flauta doce. Ao todo, 150 alunos participam das aulas”, diz Fontinele, que também é professor de cordas no Sesc Lageado. Ainda é possível fazer a inscrição, até esta sexta-feira, por meio do link disponível nos perfis do projeto e da Plataforma Cultural no Instagram.

“A única exigência é que os alunos frequentem a escola [regularmente] e que tenham participação ativa [no projeto]. O objetivo é tornar populares esses instrumentos que ficaram estigmatizados como de elite, de pessoas com [alto] poder financeiro, e preparar novos músicos para atuarem no mercado e, quiçá, no futuro, para compor a [Orquestra] Sinfônica de Campo Grande. As aulas são coletivas, com a parte teórica inclusa na prática. Os arranjos são elaborados de acordo com o nível dos alunos, que já aprendem a tocar em grupo desde 
o início”, afirma o maestro.

O custo total do projeto, se fosse quantificado em dinheiro, seria estimado em R$ 60 mil na operação do ano passado. Porém, em vez de recursos financeiros, valem – uma vez mais – as parcerias e as doações.

Um dos apoiadores é a Casa da Amizade. Os instrumentos são da Orquestra Fontinele e da Ação Social pela Música do Brasil. O Instituto Superior de Tecnologia e Gestão (Isteg) doou os uniformes.

ARTES CÊNICAS

Nos quatro primeiros sábados de março (dias 2, 9, 16 e 23/3), das 9h às 11h, a atriz Liz Nátali Sória conduz, no Museu da Imagem e do Som (MIS), a oficina gratuita “Dançar o Descanso – Percepção Corporal, Movimento e Ações Poéticas”, para a qual não é necessária nenhuma experiência prévia.

“A oficina é um convite para a pausa, a suspensão e o autoconhecimento corporal diante de um tempo em que impera o cansaço, o excesso e o produtivismo”, detalha a atriz, diretora e eutonista. As vagas serão preenchidas conforme ordem de inscrição via link. Um formulário (forms.gle/tHmWYFLdzg6Rvc2D6) está disponível no perfil da artista no Instagram, via @liz.natali.soria.

“As vivências de autopercepção têm fundamento na pedagogia do corpo intitulada eutonia, idealizada por Gerda Alexander, que atua na consciência corporal. O percurso é composto por estudos de movimento e experimentações poéticas em dança a partir do tema descanso”, explica Liz, que cursa doutorado na Universidade de São Paulo (USP). Mais informações pelo telefone (11) 99189-7555.

O Ginga Espaço de Dança realiza, de 29/2 a 3/3, também gratuitamente, a oficina de dança contemporânea “Rompendo Silêncios”, que dá início ao projeto de mesmo nome. Ela será ministrada pela argentina Irupé Sarmiento, com bailarinos e profissionais da dança de MS como público-alvo. Serão ofertadas 20 vagas para a oficina, e a carga horária é de 20 horas.

“Serão prestigiados preferencialmente os candidatos que puderem cumprir integralmente essa carga horária, visando o melhor aproveitamento dos conteúdos e das trocas a serem estabelecidas”, diz o informe no perfil @gingaespacodedanca, por onde os interessados também encontrarão o formulário de inscrição.

Irupé começou a dançar aos 10 anos e tem vasta experiência como dançarina em seu percurso profissional na Argentina, na Alemanha e no Brasil.

“Convido a cada um a explorar cada passo, cada gesto, dentro do movimento energético no nosso cotidiano, como ferramentas de autoexploração, descobrindo um terreno vasto e infinito dentro de nós mesmos. Que cada movimento seja uma revelação, e que cada respiração nos conecte mais profundamente com a essência única que reside em cada um de nós”, afirma a artista, que foi premiada, em 2022, pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Em março, o ator e diretor André Tristão, especializado na Técnica Klauss Vianna e premiado, no ano passado, com o solo “EPOVME – Eu Preciso Que Vocês Me Escutem”, inicia três turmas da oficina teatral “Ser o Tempo”, no Ateliê Cênico (Rua Joaquim Murtinho, nº 2.204, Itanhangá Park).

As turmas 1 e 2 começam, respectivamente, nos dias 5 e 9/3, com aulas sempre às terças-feiras (para a turma 1), das 19h às 21h30min, e aos sábados (para a turma 2), das 9h às 11h30min. Ambas são para iniciantes e trabalharão improvisação, criação de cenas e outros elementos.

Já a turma 3 é voltada para pessoas com experiência profissional e tem como objetivo final a montagem e a apresentação de um espetáculo. Valores e outras informações podem ser adquiridos pelo telefone (21) 97513-3502.

As oficinas do Grupo Fulano di Tal começam ao longo desta semana, a partir de amanhã, para várias faixas etárias, desde os oito anos.

Além de teatro para iniciantes, o grupo oferece aulas de circo e, para pessoas a partir de 18 anos, uma turma de montagem de espetáculo. As aulas seguem até dezembro.

Confira os professores: Douglas Moreira, Nicoli Dichoff, Nathália Maluf, Edner Gustavo, Marcelo Leite e Luana Miranda. Endereço da sede é na Rua Rui Barbosa, nº 3.099, Centro, quase esquina com a Rua Maracaju. Mais informações pelo telefone (67) 98129-7263.

Já o Ateliê Ramona Rodrigues (R. 14 de Julho, nº 1.431, Centro), com turma de acrobacias aéreas, circo e teatro para crianças acima de 4 anos, é outro espaço que inicia as oficinas nesta semana. Mais informações via (67) 99334-8301 e (67) 99903-3550.

Por fim, no teatral Grupo Casa (R. Visconde de Taunay, nº 306, Amambaí), também seguem abertas as inscrições para turmas que atendem desde a primeira infância até a terceira idade. Mais informações pelo telefone (67) 98185-9774.

ATIVA IDADE

Para pessoas a partir dos 55 anos, com vagas abertas e gratuitas, o projeto Ativa Idade, da Fundação Manoel de Barros, oferece aulas de canto, ginástica e dança, pilates, tai chi chuan e inclusão digital, além de palestras e outras atividades.

Em breve, a FMB abrirá vagas para oficinas de costura e teatro pelo projeto. Segundo Thaiza Abalem, coordenadora do Ativa Idade, a proposta busca promover a autoestima e a autoconfiança da pessoa idosa. Mais informações pelo telefone (67) 98166-0166. 

A FMB fica na Av. Ceará, nº 119, Jardim Bela Vista.

 

Gastronomia Correio B+

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa

Quase unanimidade nas mesas brasileiras, o famoso pão de queijo ganha um recheio ainda mais saboroso

23/08/2026 09h30

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa Foto: Divulgação

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MINEIRINHO DE COSTELA

Ingredientes:

Massa

  • 2 xícaras de chá de polvilho azedo
  • ½ xícara de chá de leite
  • ¼ xícara de chá de óleo
  • 1 ovo
  • 1 xícara de chá de queijo meia-cura ralado
  • ½ colher de chá de sal

Recheio de costela

  • 250 gramas de costela bovina cozida e desfiada
  • ½ cebola pequena picada
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 2 colheres de sopa do caldo do cozimento da costela
  • 1 colher de sopa de cheiro-verde picado
  • Pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Comece aquecendo o leite com o óleo até levantar fervura. Coloque o polvilho em uma tigela e despeje a mistura quente, mexendo bem para escaldá-lo. Deixe amornar e acrescente o ovo, o sal e o queijo. Misture e amasse até obter uma massa homogênea e fácil de modelar.

Para o recheio, aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho. Acrescente a costela desfiada e um pouco do caldo do cozimento. Refogue até a carne ficar úmida e suculenta, mas sem excesso de líquido. Finalize com cheiro-verde e pimenta.

Montagem:

Pegue uma porção da massa, abra na palma da mão e coloque uma quantidade generosa de costela no centro. Feche cuidadosamente e modele no formato de pão de queijo.

Disponha as unidades em uma assadeira, deixando espaço entre elas. Asse em forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente 25 a 30 minutos, ou até os pães de queijo crescerem e ficarem dourados. Espere amornar e sirva.

Obs importante: Tempo de preparo: 45 minutos (Considerando a costela já cozida)
Fonte Água Doce Cachaçaria 

Moda Correio B+

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália?

A pergunta parece uma provocação sobre preço, mas fala de algo muito maior: como atribuímos valor às coisas que vestimos?

22/08/2026 17h30

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália?

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália? Foto: Divulgação

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Uma sandália preta, de linhas mínimas, que deixa praticamente todo o pé à mostra e cobre apenas o calcanhar. A história muda quando descobrimos que ela é Chanel e custa cerca de R$ 8 mil? 

Recentemente, Margaret Qualley apareceu usando o modelo e a imagem circulou pelas redes sociais. Mas, olhando para aquele sapato, fiquei pensando: se retirássemos a etiqueta Chanel, quanto estaríamos dispostos a pagar por ele?

A pergunta parece uma provocação sobre preço, mas fala de algo muito maior: como atribuímos valor às coisas que vestimos? Se encontrássemos exatamente aquela sandália sem identificação em uma pequena loja, talvez passássemos por ela sem prestar muita atenção.

Coloque o nome de uma das maisons mais desejadas do mundo e, de repente, o objeto ganha história, desejo, exclusividade e alguns milhares de reais no preço.

É claro que seria simplista dizer que uma peça de luxo vale apenas por causa da etiqueta. Quando compramos Chanel, não estamos comprando somente couro, salto e algumas tiras.

Existe por trás daquele nome mais de um século de história, savoir-faire, construção de imagem, desfiles, campanhas e uma influência enorme sobre a maneira como mulheres se vestiram ao longo de gerações. Tudo isso também compõe o valor de um produto.

Mas quanto desse valor conseguimos enxergar no objeto e quanto enxergamos porque sabemos quem o assinou?

Durante muito tempo, riqueza precisava parecer riqueza. Tecidos preciosos, bordados, joias, detalhes elaborados e peças que denunciavam imediatamente seu valor. Hoje, parte do luxo parece brincar justamente com o contrário. Uma camiseta branca pode custar milhares, um tênis pode chegar à loja com aparência de usado. Uma bolsa pode parecer propositalmente desgastada e uma sandália pode ser reduzida a quase nada.

Há nisso também uma espécie de código cultural. Quem conhece moda reconhece a peça, a coleção, a assinatura, a referência. 

A pergunta que não quer calar é: Será que desejamos determinadas peças porque realmente as consideramos bonitas e especiais ou aprendemos a desejá-las depois que descobrimos quem as criou? A moda sempre viveu de símbolos. Uma bolsa nunca foi apenas uma bolsa, assim como um relógio de luxo nunca serviu apenas para mostrar as horas. Vestir também é comunicar pertencimento, repertório, aspiração e identidade.

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália?

Não vejo problema em desejar uma Chanel. Muito pelo contrário: a moda também é feita de sonho, história e emoção. Mas talvez seja saudável, de vez em quando, retirar mentalmente a etiqueta daquilo que desejamos. Olhar apenas para o objeto e perguntar: eu ainda gostaria disso se não soubesse a marca?

Antes de pagar pela etiqueta: 5 perguntas para fazer a si mesma

1. Eu compraria se não soubesse a marca?

Faça o exercício de retirar mentalmente o logo e a etiqueta. Você ainda acha a peça bonita e especial? Se a resposta for sim, há grandes chances de existir um desejo genuíno pelo design.

2. Estou pagando por qualidade ou principalmente por desejo?

No luxo, o preço não é determinado apenas pelo material e pela fabricação. História, exclusividade, marketing e prestígio também entram nessa conta. Entender isso ajuda a fazer uma escolha mais consciente.

3. Essa peça conversa com o meu estilo?

Uma tendência pode desaparecer e uma it-piece pode perder relevância rapidamente. Antes de investir, pense em quantas vezes e de quantas maneiras aquela peça realmente entraria no seu guarda-roupa.

4. O custo por uso faz sentido?

Uma bolsa cara usada durante dez anos pode representar um investimento mais coerente do que uma peça mais barata usada uma única vez. Divida mentalmente o preço pela quantidade de vezes que imagina usá-la.

5. Eu quero a peça ou quero o que ela representa?

Talvez seja a pergunta mais difícil. Às vezes desejamos um objeto; outras vezes, desejamos pertencimento, status ou a imagem associada a ele. Nenhuma dessas respostas precisa ser julgada, mas vale saber qual delas está guiando a compra.

No fim, na minha opinião é fundamental conhecer suficientemente o próprio estilo para decidir quando uma etiqueta importa e quando ela não importa.

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