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CULTURA

Neste domingo, Sarau do Parque oferece atrações gratuitas na Capital

O Festival tem sido realizado na Capital desde julho e terá duração até dezembro, fechando com 25 edições

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Neste domingo (25), acontece a 13ª edição do Festival Sarau Cidadania e Cultura – Sarau do Parque. O evento gratuito acontece das 16h às 20h, na Praça das Hortênsias, na região do bairro Aero Rancho.

O Festival tem sido realizado na Capital desde julho e terá duração até dezembro, fechando com 25 edições.

Conforme informado pela Secretaria de Estado de Cidadania e Cultura de Mato Grosso do Sul (Secic), a realização de saraus leva arte e cultura às comunidades periféricas.

Os saraus transpassam a sua finalidade artística e ganham também um contexto social, um movimento para dar voz à população que muita das vezes se sente invisibilizada.

Desse modo, o Sarau do Parque, em Campo Grande, está percorrendo os bairros da cidade aos domingos. Veja a programação de hoje. 

Uma das atrações confirmadas é a Orquestra Guarani, de Caarapó, que apresenta um pouco do repertório de um projeto criado há 26 anos, com o objetivo de valorizar a identidade cultural e os valores artísticos dos jovens Guarani Kaiowá. 

Segundo  o professor Edson Alencar, a orquestra conta com 150 estudantes. 

“A música clássica não é muito comum dentro da etnia, mas, a gente tem conseguido conciliar essa prática das aulas de violão com os talentos que os alunos já têm”, disse. 

Outra atração é o Grupo Anastadance, que nasceu em 2006 como um projeto social, no município de Anastácio e, hoje, já vem se destacando no cenário nacional. 

O grupo foi vice-campeão na seletiva, online, para a Copa do Mundo da Dança, que acontecerá no México, em 2023. 

Outras atrações:

  • Grupo Raízes do Samba; 
  • Thauanne Castro e Caco Nogueira (Sertanejo); 
  • Banda Jool Azul (Nova MPB e Rock Alternativo); 
  • Projeto Livres Banda Percussão (Rock);
  • Alex Silveira (Black Music); 
  • Gio Rasquim; Palhaço Gabinete (Circo);
  • Grupo Senta que o Leão é Manso (Teatro/UCDB); 
  • Lucas Cabral (Rockdance/Cultura Hip Hop);
  • Matheus Leony Cardoso (Grafite).

Estandes:

  • Chereza Sposito (Brincantes); 
  • Dona Negra (Moda e Design); 
  • CAAM - Confraria da Arte e Artesanato das Moreninhas; James Vieira (Artes Visuais);
  • Causadores da Alegria (Gastronomia).

Saiba 

Segundo o  secretário da Secic, Eduardo Romero, a proposta do evento tem sido cumprida. 

“Temos conseguido agregar as mais diferentes linguagens artísticas, em todas as suas faixas etárias, gêneros e estilos, porque é assim que a cidadania se faz presente, quando ela agrega ao público tudo aquilo que o nosso MS tem de bom. Lembrando que os artistas ainda podem fazer inscrição para as edições que vão até dezembro”, destacou. 

Das 25 cinco edições desenhadas dentro do projeto, doze já foram realizadas. A previsão é que mais de 400 talentos passem tanto pelo palco como pelas tendas do Sarau. 

Quem quiser conferir outras informações da 13ª edição do Sarau do Parque, basta acessar o Instagram ou o Facebook (@saraunoparquems).

 

Correio B

Novo filme de M. Night Shyamalan com brasileiro indicado ao Oscar ganha data de estreia

O filme Remain, teve sua data de lançamento alterada e agora estreia nos cinemas em 5 de fevereiro de 2027

08/02/2026 22h00

Remain estreia nos cinemas em 5 de fevereiro de 2027

Remain estreia nos cinemas em 5 de fevereiro de 2027 Divulgação

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O novo filme de M. Night Shyamalan, Remain, teve sua data de lançamento alterada e agora estreia nos cinemas em 5 de fevereiro de 2027.

Antes, a Warner Bros. trabalhava com a previsão de chegada do longa em 23 de outubro de 2026, mas o estúdio optou por transferir o lançamento para o início do ano seguinte, período próximo ao Valentine’s Day, o Dia dos Namorados nos Estados Unidos.

O projeto marca mais uma parceria do diretor com a Warner e contará com fotografia do brasileiro Adolpho Veloso, indicado ao Oscar por Sonhos de Trem.

Thriller romântico será baseado em história original

Ainda sem título confirmado no Brasil, Remain será um thriller romântico com elementos sobrenaturais, desenvolvido a partir de uma história criada por Shyamalan em colaboração com o escritor Nicholas Sparks, conhecido por romances best-sellers.

A proposta também se destaca pelo formato: enquanto Shyamalan escreveu o roteiro do filme, Sparks trabalhou em um romance inspirado na mesma história, com os dois projetos sendo desenvolvidos de forma independente.

Enredo acompanha arquiteto em busca de recomeço

De acordo com sinopse divulgada pelo site World of Reel, a trama gira em torno de Tate Donovan, um arquiteto de Nova York que tenta retomar a vida após passar por uma clínica psiquiátrica. Abalado pela morte da irmã, ele viaja até Cape Cod para projetar uma casa de veraneio para uma amiga.

No local, ele conhece Wren, descrita como uma jovem misteriosa que interfere diretamente na estabilidade emocional do protagonista e coloca em dúvida sua visão de mundo.

O elenco será liderado por Jake Gyllenhaal e Phoebe Dynevor, que devem dividir o protagonismo no longa.

Shyamalan produzirá Remain ao lado de Ashwin Rajan, com Theresa Park e Marc Bienstock também creditados como produtores. Nicholas Sparks participa como produtor executivo.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz destaque na novela Três Graças da Rede Globo Alana Cabral

"Três Graças representa um encontro muito bonito entre maturidade e responsabilidade. Profissionalmente, é um passo importante, de una entrega, exposição e, sobretudo, muito aprendizado"

08/02/2026 19h30

Entrevista exclusiva com a atriz destaque na novela Três Graças da Rede Globo Alana Cabral

Entrevista exclusiva com a atriz destaque na novela Três Graças da Rede Globo Alana Cabral Foto: Divulgação

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Alana Cabral é um dos nomes mais promissores da nova geração de atrizes brasileiras e vive um momento decisivo em sua trajetória artística ao integrar o núcleo protagonista de Três Graças, novela das 9 da Globo.

Jovem, talentosa e com um olhar sensível para histórias que dialogam diretamente com a realidade social do país, a atriz consolida sua presença no audiovisual ao dar vida à Joélly, personagem que ganha cada vez mais força e complexidade na trama.

Na novela, Joélly começa a encarar com mais intensidade desafios profundos e delicados: a gestação na adolescência, o bullying, o medo de não conseguir continuar os estudos e as pressões impostas a uma menina periférica e a uma jovem mulher preta que precisa amadurecer rapidamente.

Questões que atravessam a vida de milhares de adolescentes brasileiras são retratadas com humanidade e responsabilidade, colocando a personagem no centro de debates urgentes e necessários.

O desafio de viver Joélly marca um ponto de virada na carreira de Alana. Em um horário de enorme alcance e impacto cultural, a atriz leva para o horário nobre uma narrativa potente sobre juventude, desigualdade, maternidade precoce e resistência.

Seu protagonismo em uma novela das 9 carrega um simbolismo importante: a presença de uma jovem mulher preta ocupando um espaço de destaque, com uma história complexa, longe de estereótipos, refletindo avanços e discussões essenciais do Brasil contemporâneo.

Antes de Três Graças, Alana já vinha construindo uma trajetória consistente no audiovisual. Recentemente, ela integrou o elenco do elogiadíssimo Salve Rosa, filme que chama atenção por abordar de forma contundente a relação de crianças e adolescentes com as redes sociais, fazendo um alerta necessário sobre exposição, limites e saúde emocional no ambiente digital. A obra dialoga diretamente com o público jovem e foi reconhecido por sua abordagem sensível e atual.

Outro destaque de sua carreira é o filme Quatro Meninas, exibido no Festival de Brasília, um trabalho potente que reúne meninas negras em uma narrativa sobre afeto, descobertas, identidade e pertencimento.

O projeto reforça o compromisso de Alana com histórias que ampliam representatividade e dão visibilidade a vivências frequentemente invisibilizadas no audiovisual brasileiro.

Com escolhas artísticas alinhadas a temas sociais relevantes, Alana Cabral se apresenta como uma atriz em plena ascensão, que alia talento, consciência e presença cênica.

Seu trabalho em Três Graças não apenas amplia sua projeção nacional, como também reforça a importância de narrativas plurais, capazes de emocionar, provocar reflexão e gerar identificação com o público.

Alana é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre carreira, escolhas e seu papel como uma das protagonistas de Três Graças.

Entrevista exclusiva com a atriz destaque na novela Três Graças da Rede Globo Alana Cabral  A atriz Alana Cabral é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Guilherme Leme - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Três Graças marca um momento importante da sua carreira. O que essa novela representa para você hoje, pessoal e profissionalmente?
AC -
 Três Graças representa um encontro muito bonito entre maturidade e responsabilidade. Profissionalmente, é um passo importante, de muita entrega, exposição e, sobretudo, muito aprendizado. Pessoalmente, me atravessa porque é uma história que fala de temas reais, urgentes, e me fez olhar para muitas questões com mais empatia e escuta. É um trabalho que vem me transformando. 

CE - Joélly enfrenta gravidez precoce, bullying e muitas pressões. Como foi construir essa personagem emocionalmente sem perder a delicadeza dela?
AC -
 Eu tentei olhar para a Joélly sempre a partir do afeto. Mesmo nos momentos mais duros, ela tem uma delicadeza muito própria, uma sensibilidade que não pode ser apagada pela dor. Foi um trabalho de escuta — escutar o texto, a direção, as histórias reais que inspiram essa trajetória — e de entender que a força também pode ser silenciosa.

CE - A personagem amadurece muito cedo. O que viver esse processo em cena te ensinou como atriz e como mulher?
AC -
 Me ensinou que amadurecer à força deixa marcas, mas também revela uma capacidade enorme de resistência. Como atriz, foi um exercício de sutileza, de mostrar transformações internas sem precisar verbalizar tudo. Como mulher, me fez refletir sobre quantas meninas no Brasil passam por isso todos os dias e seguem em frente, muitas vezes sem rede de apoio.

CE - Você sente que Joélly dialoga diretamente com a realidade de muitas adolescentes brasileiras? Como tem sido o retorno do público?
AC -
 Muito. E o retorno tem sido uma das partes mais emocionantes desse trabalho. Recebo mensagens de meninas que se veem nela, de mães, de educadores. Pessoas que dizem “essa história é a minha” ou “eu queria ter visto algo assim quando era mais nova”. Isso dá um sentido enorme para o que a gente faz.

CE - Houve alguma cena da novela que tenha sido especialmente desafiadora para você?
AC -
 Sim, as cenas em que a Joélly se sente completamente sozinha foram muito difíceis. Aquela solidão que não é só física, mas emocional. São momentos que exigem muito cuidado, porque você precisa acessar lugares sensíveis sem perder o controle emocional para continuar contando a história com verdade.

CE - O protagonismo na novela das 9 mudou algo na sua rotina ou na forma como você encara a profissão?
AC - 
Mudou a rotina, claro, mas principalmente ampliou meu senso de responsabilidade. A novela das 9 tem um alcance muito grande, então passei a encarar ainda mais o meu trabalho como um espaço de diálogo com o público. Isso não tira a leveza, mas traz mais consciência sobre o impacto do que estamos contando.

Entrevista exclusiva com a atriz destaque na novela Três Graças da Rede Globo Alana Cabral  A atriz Alana Cabral é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Guilherme Leme - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Pelas redes sociais, dá para perceber um clima de amizade e descontração entre o elenco do núcleo da Chacrinha. Como é o processo de gravação ali nos bastidores e que relações você construiu com esse grupo?
AC
- O clima é muito bom. A Chacrinha é um núcleo intenso, com cenas emocionalmente fortes, então esse ambiente de afeto e leveza nos bastidores é fundamental. A gente conversa muito, troca experiências, ri, se apoia. Construí relações de muita parceria e confiança, que acabam refletindo diretamente em cena.

CE - Seus trabalhos costumam tocar em temas sociais. Isso é uma escolha consciente ou algo que foi acontecendo naturalmente na sua trajetória?
AC -
 Acho que foi acontecendo de forma natural, mas hoje é algo que faço com mais consciência. Sempre me interessaram histórias que conversam com a realidade, que provocam reflexão e empatia. Quando um trabalho tem esse impacto social, ele ganha um sentido ainda maior para mim.

CE - Fora do set, quem é a Alana? O que você gosta de fazer no tempo livre, hobbies, hábitos que te ajudam a recarregar as energias?
AC -
 Sou uma pessoa simples, muito ligada à minha família e aos meus amigos. Gosto de ficar em casa, ouvir música, assistir filmes e séries, ler, caminhar. Esses momentos mais tranquilos me ajudam a organizar as emoções e a voltar para o trabalho com mais presença. E não abro mão de um contato com a natureza, como banho de mar ou cachoeira.

CE -  Olhando para frente, que tipo de personagem ou história você ainda sonha em contar?
AC - 
Tenho muita vontade de continuar contando histórias que toquem as pessoas de alguma forma. Personagens femininas complexas, contraditórias, que não se fecham em rótulos. Histórias que provoquem conversa, reflexão e, se possível, transformação.

 

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