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Nos círculos mais fechados da política, comentários são que em Mato Grosso... Leia na coluna de hoje

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Zíbia Gasparetto - escritora brasileira

A humanidade encontra-se dividida em dois grandes grupos: os que sabem e os que ignoram, ou seja, os que já entenderam e os que estão cegos”

Felpuda

Nos círculos mais fechados da política, comentários são que em Mato Grosso do Sul tem uns e outros batendo de porta em porta, oferecendo suplências e outras “futuras facilidades” a quem topar seguir na mesma jornada. Pelo que se sabe, os “assediados” estão preferindo manter contato é pelo “olho mágico” e dispensando interlocutores. Isso significa que ainda é válido o antigo ditado: “Diga-me com quem andas, que te direi quem és”. Sendo assim...

Transparência

A Câmara dos Deputados analisa a proposta que altera o decreto-lei que define a responsabilidade de prefeitos e vereadores. Pelo texto, os gestores poderão ser punidos com prisão de seis meses a dois anos.

Mais

A pena poderá ser aumentada até a metade se a conduta for praticada com a participação de outras pessoas ou beneficiar terceiros. Resta saber se em ano eleitoral essa proposta “cola”.

Há quase dois anos, Amanda Bruno Domingues tem se dedicado muito para o seu desenvolvimento no hipismo. A amazona treina na Cavalaria da PM e na EHCG. No ano passado, ela conquistou o 1º lugar na última etapa do Campeonato Estadual e também garantiu a 1ª colocação no ranking geral. Ao lado do seu cavalo Canário, Amanda tem avançado no esporte, fortalecendo ainda mais a parceria e o entrosamento entre ambos. Para 2026, a atleta busca saltos maiores e almeja subir para categorias mais avançadas, com o objetivo de continuar sua ascensão no hipismo.

Ruth Maranho

 

Isabella Fiorentino

Começou

Com o reinício das atividades legislativas em todos os níveis, a política partidária que estava em ebulição vai vazar e causar queimaduras aqui, ali, lá e mais além. É o período em que as lideranças estarão buscando definições pontuais e aguardando março para iniciar a cooptação de nomes para “vitaminar” suas hostes, batendo martelo até o início de abril. A partir daí, é traçar estratégias para buscar a simpatia do eleitor.

“Folga”

Projeto de lei que tramita na Câmara Federal assegura ao trabalhador que precisa cuidar de familiar doente o direito a até 15 dias de licença remunerada a cada 12 meses. Aplica-se a casos de doença comprovada por atestado médico de cônjuge, pais, f ilhos ou dependentes. A proposta altera a CLT. O texto dá ainda ao trabalhador a opção de substituir a licença remunerada pelo regime de teletrabalho, desde que as atividades desempenhadas sejam compatíveis.

Investigando

O Ministério Público entrou em campo no município de Sete Quedas para apurar denúncias de alguns moradores sobre a água, após ativação de novo poço no sistema de abastecimento. De acordo com as queixas, foram verificadas presença de resíduos sólidos e escurecimento de panelas durante o cozimento, forte odor e “gosto salobro”. A 1ª Promotoria de Justiça do município abriu procedimento preparatório para investigar a qualidade da água fornecida pela concessionária responsável pelo serviço público.

ANIVERSARIANTES

Luciane Cano Martins,
Londres Machado, 
Beatrice de Carvalho Sayd, 
Ricardo Gomes Xavier,
Tânia Mara Garib,  
Claudia Veiga Castelão,
Arildo Brás Flores,  
Alcir José Bispo Salviano,
Eudocio Gonzalez Neto,
Maria da Conceição Evangelista,
Almir de Oliveira Periano,
Maximino Maldonado de Deus,
Nei Scariot,
Raniele de Araujo Marques,
Rubens Coelho Grossi,
Gislaine Martinez Ocampos,
Odorico Braz Cacho,
Bianca da Costa Santiago,
Rizia Melissa Monteiro e Silveira,
Marcílio Mendonça Estadulho,
José André Lopes Chaves,
Maria Naura Andrade Marinho Canteiro,
Maria Célia de Souza Salomão, 
Sumaya Garcia Esgaib,  
Jorge Chaia Filho, 
Sofia Rosa Gattas Costa,  
Sônia Maria de Castro Oliveira, 
Heloisa Helena Salamene,
Lourival Duarte de Alvarenga, 
Silvia Márcia Thomaz, 
Dirce Bilherdeke, 
Maria de Lourdes 
Chemas Hindi,
Orlando Vieira Marques,
Alcione Nascimento Pithan, 
Marcelo da Cruz Bandeira, 
Tânia Mara Mussi, 
Roselene Nunes da Luz, 
Sérgio Roberto Omizolo, 
João José Ferreira,
Aparecida Sampaio 
Costa Souza Lima,
Juliana Albuquerque de Oliveira,
Adegair Sampaio Costa,
Milton Ramires,
Ana Lúcia Bianchessi,  
Adalto José Manzano,
Maria de Paula Nantes,
Orlando Rodrigues Junior,
Salomão Wilson Marques de Souza,
Aldenisio Segatto,
Gilmar do Nacimento Cezimbra,
Camila Radaelli da Silva,
Flávio Eduardo Anfilo Pascoto,
Altair Andrade Sasso,
Sérgio Jacintho Costa,
Alberico Cordeiro Barbosa,
Eldenir de Souza Santana,
Ronaldo Domingues Figueiredo,
Paulo Sérgio França Júnior,
Ivan Maksoud,
Milena Alencar Onça de Oliveira,
César Augusto Brandão Arão,
Mariana Monteiro Garcia,
Carolina Vieira Bitante,
Natália Lima dos Anjos,
José Ildemar Feide Nunes,
Kenia Aziz Chehoud de Moraes,
Cyntia Luciana Neri Boregas Pedrazzoli,
Adelaide Acácia Leite Vieira,
Edicarlos Gotardi Ribeiro,
Fábio Simões dos Santos,
Elizeu de Andrade,
Andréia Lazari,
Paulo Roberto Carlos da Silva,  
Dalva Regina de Araújo,
Antonio Carlos de Freitas,
Frederico Alberto Gonçales,
Rose Helena Souza de Oliveira Almiron,
Grazielle Alcova Campos,
Wilson Francisco Fernandes,
Juliana Ramalho Gomes,
Laura Luciana Rodrigues Marcelino,
Vera Loureiro de Almeida,
Luzia Pires Maia,
Priscila Rezende de Rezende,
Renê de Lima Franco,
Paulo Roberto Nogueira,
Zilma Corrêa Paes, 
Leslie Caroline Saldanha Araoz Startari,  
Anélia Aparecida Gonzaga Vilalba, 
Elisa Henriques,
Idalina de Morais,
Alexandre Caldeira Lima,
Ilka Almeida de Souza,
Leonardo César Pereira,
Muriel Marques Ferreira,
Elza Barreira Campos,
Jairo Nunes Silva,
Maria Clara Louveira Lopes,
Henriqueta de Oliveira, 
Lucilene Moreira Leite, 
Maria Célia dos Santos Lima, 
Lúcila Flôres Vieira, 
Anita Mesquita Pereira, 
Mário Márcio de Andrade, 
Loreta Teixeira Lima, 
Mário Sérgio Oliveira de Arruda.

*Colaborou Tatyane Gameiro

Diálogo

Nos meios políticos, há quem esteja ironizando desejo do ex-ministro Carlos...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta segunda-feira (2)

02/02/2026 00h01

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Roberto Campos

"O bem que o estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele pode nos dar é sempre menos do que nos pode tirar”.

FELPUDA

Nos meios políticos, há quem esteja ironizando o desejo do ex-ministro Carlos Marun de ver o ex-presidente Michel Temer na ribalta novamente. Estão dizendo que ele deseja fazer a “cruzada do eu sozinho”, até porque nem o MDB nacional cogitou tal possibilidade. Outros dizem que, na realidade, teria sido o próprio “chefe” quem mandou Marun, seu fiel escudeiro, fazer tais declarações para “sondar o mercado”. Em 2016, Temer assumiu a Presidência da República após o impeachment de Dilma, e Marun, então deputado federal por Mato Grosso do Sul, tornou-se seu secretário de Governo.

Diálogo

Fortalecido

O Republicanos inicia o ano em alta. Além de receber em suas fileiras, em breve, o vice-governador Barbosinha, pode também ter em suas hostes o deputado federal Beto Pereira (PSDB) e o deputado estadual Pedrossian Neto (PSD), que tentarão a reeleição.

Mais

Do partido, dois vereadores por Campo Grande pensam alçar voos mais altos: Herculano Borges (estadual ou federal) e Neto Santos (federal). Esse time é considerado como forte para manter a representatividade do partido, que é braço político da Igreja Universal.

DiálogoGaby Alves e Tommy Menegazo. Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoDudu Bertholini e Andrea Pinheiro. Foto: Denise Andrade

Esperança

O governador Eduardo Riedel espera que nas eleições deste ano, quando a oposição se apresentar, o debate seja sobre gestão, governo e projetos para a sociedade, e não uma discussão rasa, conforme afirmou em entrevista ao Correio do Estado. E acrescentou que sempre combateu debates que não constroem. O problema é saber se o “outro lado” está disposto a agir assim, até porque a maioria tem demonstrado que está “com sangue nos olhos.”

Reforço

A bancada do PL na Assembleia Legislativa de MS deverá dobrar de tamanho neste ano. Aos três deputados que a formam atualmente – Coronel David, João Henrique Catan e Neno Razuk –, deverão fazer companhia Mara Caseiro, José Teixeira e Jamilson Name, que deixarão o PSDB com a abertura da janela partidária. Não está descartada a possibilidade de que a sigla venha a ser “encorpada” com outros parlamentares, diante de mudanças que estão acontecendo, em nível nacional.

Presença

O PT de Mato Grosso do Sul vai apostar na participação feminina na chapa majoritária que deverá disputar o governo do Estado. A indicada para a vaga de vice é Gilda Miranda dos Santos. Ela é presença marcante do partido e esposa do deputado estadual José Orcírio dos Santos. Sua participação no embate eleitoral deste ano é considerada importante porque poderá “aquecer” mais a militância, que, segundo dizem, anda um tanto quanto “fria”.

ANIVERSARIANTES

Angelice Maria Nery Da Silva,

Jabes Moreira De Brum,

Natália Guido Gameiro,

Altair Perondi,

Gisele Marciano Inacio,

Erivelto Duim,

Alzira Batista Da Rocha,

Alberto Youssef,

Deyvis Ecco,

Ione Hildebrano Nantes,

Alfredo Tobji,

Maria Aurea Pinheiro Araujo,

Ana Maria Bernardelli,

Victório Broch,

Luiz Gomes,

Avenir Ferreira,

Maria Salete Da Silva Vinhofen,

Reginaldo Gomes Do Carmo,

Angela De Oliveira Franco,

Ângela Jabrayan Schmidt,

Anderson Chadid Warpechowski,

Camila Ferreira,

Karolyne Moreno De Oliveira,

Paulo César Coutinho Almeidinha,

Pe. Carlos Eduardo Asato Higa,

Arabelly De Souza Medeiros,

Sônia Maria Ranzi,

Milena Maria Carvalho Tosta,

Roberto Costa,

Eudas De Faria,

Luciana Barbosa Lyrio,

Mauriene Gonçalves Moura,

Deborah Fonseca Araújo,

Jandaíra Carla Dos Santos,

Deonice Candelaria Da Silva,

Michele Crochemore,

Alice Farias Da Rosa,

Carlos Oscar Lopes,

Valdir Paulo Soligo,

Sônia Maria De Castro,

José Candelário Ferraz,

Ney Luzardo,

Antônio Pio Da Silva,

Edmilson Pereira De Souza,

Cleide Costa Ávila,

Aldemir Ribeiro,

Rose Colombo Azevedo,

Luiz Alves Corrêa Filho,

Olivio De Oliveira Júnior,

Dalva Saab Guedes,

Helio Albarelo,

Enéias Francisco Bello,

José Pires Hildebrand,

Elizabeth Mascarenhas,

José Augusto Corrêa Júnior,

Elisangela Dias Filgueiras

Dos Santos,

Ivo Marcos Vieira,

Jussara Martins Gonçalves,

Eneida Helena Müller Marques

Troncoso,

Antônio Da Silva Gonçalves,

José Nolasco De Sena Filho,

Neuza Gamarra Ferreira,

Silvia Aparecida Ibanez Martins,

Tereza Cristina Barbosa,

Alonso Tavares Lima,

Francisco Ribeiro Da Silva,

Caroline Machado Siviero

Enrico De Rosa Silva Dacal,

Laura Vieira,

Jorge Kendor Ferreira,

Samantha Gomes,

Mario Cabral Costa Mello,

Luíz Guilherme Barbosa Espíndola,

Jailma Soares De Sousa,

Deodato Cunha Da Rocha,

Alício Rocha De Sousa,

Eldomar Grau,

Luiz Divino Ferreira,

Mauricio Godoy,

Rafael Chimenes Figueiredo,

Moisés Campos Da Silva,

Ari Ibanhes Xavier,

Jurandir Pereira Cabral,

Geni Do Nascimento Lobo,

Andréia Akemi Chiapinotto Imai,

Leila Alves Arenales,

Renato Gil Arruda Vieira,

Rosane Karine Caires Oliveira,

Celson Ribeiro Da Silva,

Osmar Lachi

Camila Da Silva Neves Congro,

Jamara Cardoso Figueredo Curcio,

João Candelário Dos Santos,

Rosimeire Cecília Da Costa,

Zilda Cristina Da Silva,

Roseli De Oliveira Pinto,

Valnete Galdino,

Cláudio De Oliveira,

Marcelo Anguita Borges,

Adelmo Salvino De Lima,

Adelina Bazan Deniz,

Tereza Corrêa Marques,

Luíza Maria Mendes De Souza,

Alice Maria Barbosa Ferreira,

Pedro Paulo Soares Cunha Flôres,

Karine Maria Dos Santos,

José Henrique Soares Pereira,

Paola Lopes Da Rosa,

Renilda Campos Arruda,

Liliane De Souza Lopes.

* Colaborou Tatyane Gameiro

Moda Correio B+

Quando a alta-costura fala sobre o nosso tempo

Paris, o berço da moda recebeu por 4 dias no final de janeiro desfiles icônicos e bastante aguardados. A consultora de moda Gabriela Rosa analisa as apresentações que aconteceram na Cidade Luz.

01/02/2026 19h00

Quando a alta-costura fala sobre o nosso tempo

Quando a alta-costura fala sobre o nosso tempo Foto: Divulgação

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Enquanto Paris encerra mais uma Semana de Moda de Alta-Costura, vale fazer uma pausa antes de olhar apenas para bordados, silhuetas ou números de horas dedicadas a uma única peça. A pergunta mais interessante talvez seja outra: o que essa temporada nos contou sobre o mundo em que vivemos?

A alta-costura sempre foi mais do que roupa. Ela nasce do excesso, do gesto artesanal extremo e da liberdade criativa, mas também funciona como termômetro cultural. O que vimos em Paris foi uma moda menos preocupada em parecer “nova” e mais interessada em construir narrativas.

Narrativas sobre memória, história, identidade e presença. Nesse sentido, o desfile da Valentino, sob a direção criativa de Alessandro Michele, talvez tenha sido um dos comentários mais diretos e contemporâneos desta temporada.

Ao abandonar a passarela tradicional e conduzir o público a observar os looks por pequenas aberturas circulares, Michele nos colocou diante de uma metáfora clara: estamos olhando a vida por janelas cada vez menores. No desfile, uma janelinha física. No cotidiano, a tela do celular.

Quando a alta-costura fala sobre o nosso tempoQuando a alta-costura fala sobre o nosso tempo - Divulgação

A proposta nos força a refletir sobre como consumimos imagens, moda e até experiências humanas hoje: de forma fragmentada, mediada, filtrada. A alta-costura ali não pedia um olhar apressado, mas o contrário exigia presença, atenção, tempo. Um gesto quase político em uma era dominada pelo scroll infinito. Valentino não falou apenas de roupa, falou de como vemos e do quanto deixamos de ver.

Casas como a Schiaparelli, por sua vez, transformaram o desfile em verdadeiro espetáculo simbólico. A coleção não se limitou a vestidos exuberantes: trouxe referências históricas explícitas, silhuetas quase escultóricas e uma teatralidade que remetia a museus, relíquias e patrimônios culturais. Ali, a roupa funcionava como veículo de uma história maior, quase como uma instalação artística em movimento.

Antes mesmo de iniciar o processo criativo, o diretor artístico Daniel Roseberry se fez dois questionamentos centrais: como usar a raiva em um mundo tomado por tensões e excessos emocionais? E onde está a graça da criação em uma era que parece exigir aprovação imediata? Para ele, existe muita raiva no mundo e ignorá-la seria uma forma de negação criativa. A coleção nasce exatamente desse lugar de fricção, oscilando entre agonia e êxtase.

Quando a alta-costura fala sobre o nosso tempoQuando a alta-costura fala sobre o nosso tempo - Divulgação

Nada ali busca conforto fácil. A beleza aparece tensionada, quase desconcertante, lembrando que a criatividade raramente nasce da tranquilidade. Já em maisons tradicionais como a Dior, a alta-costura surgiu como exercício de continuidade aliado à experimentação artística.

Ao revisitar e reinventar o icônico New Look, o diretor criativo propôs um diálogo entre herança e inovação, apostando em novas proporções, movimentos e leituras contemporâneas da silhueta feminina. O resultado aponta para um novo romantismo: menos idealizado, mais consciente, onde delicadeza e força coexistem sem nostalgia excessiva.

Em marcas como a Chanel, o desfile assumiu um tom quase poético. A maison recriou um bosque como cenário, trazendo a presença simbólica da natureza para o centro da narrativa.Entre árvores, texturas orgânicas e luz filtrada, os códigos e clássicos da casa: tweeds, laços, volumes conhecidos foram mantidos e reinterpretados. Aqui, a criatividade se manifesta pela continuidade sensível: preservar a identidade enquanto se permite respirar novos ares.

Esses desfiles se comportaram quase como exposições. Cenários cuidadosamente pensados, referências culturais explícitas, escolhas simbólicas em cada detalhe. A roupa, muitas vezes, foi o meio, não o fim. A mensagem estava no conjunto: no espaço, no corpo, na escolha de quem veste e de quem assiste. Isso diz muito sobre o momento atual.

Vivemos uma era saturada de imagens rápidas, descartáveis e pouco profundas. A alta-costura, ao contrário, desacelera. Ela exige tempo, atenção e leitura. É quase um ato de resistência cultural. Mas o que isso tem a ver com o leitor comum, distante do universo do luxo extremo? Tudo.

Porque a lógica é a mesma: imagem é linguagem. E toda linguagem precisa de contexto para ser bem compreendida. Quando uma maison recorre à história, ela não está apenas homenageando o passado, está afirmando valores.

Quando aposta em teatralidade ou contenção, está fazendo uma escolha de comunicação. Quando decide quem ocupa a primeira fila ou quem veste determinada criação, está ampliando o discurso da marca. No cotidiano, fazemos o mesmo, ainda que em outra escala.

A pergunta que fica é: nós também sabemos o que estamos comunicando com nossas escolhas? Aqui entra a prestação de serviço que a moda, quando bem interpretada, pode oferecer. Não se trata de copiar referências da alta-costura, mas de aprender com ela a pensar antes de vestir. Observar contexto. Entender intenção. Alinhar discurso e aparência.

A imagem pessoal funciona da mesma forma que um desfile: ela cria uma narrativa sobre quem somos, o que valorizamos e como queremos ser percebidos. Quando essa narrativa é confusa, o resultado é ruído. Quando é consciente, gera presença. Talvez a maior lição dessa temporada de alta-costura seja justamente essa: menos pressa, mais intenção. Menos anestesia estética, mais significado. Menos tendência, mais coerência.

Quando a alta-costura fala sobre o nosso tempoGabriela Rosa - Consultora de imagem e estilo - Divulgação

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