Correio B

SAÚDE E ALIMENTAÇÃO

Nutricionista dá dicas para o preparo de lanches domésticos e escolares mais saudáveis

Relatório de 2025 da Unicef mostra que a má alimentação levou população jovem à nova estatística: no mundo todo, 9,4% das crianças estão com quilos a mais, enquanto 9,2% estão abaixo do peso

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Matar um leão por dia, quem nunca ouviu essa expressão? Com o excesso de atividades e com pouco dinheiro no bolso, algumas preocupações ficam para segundo plano como, por exemplo, se alimentar bem.

Por falta de tempo, no lanche da escola, muitos pais optam por opções mais práticas, como os fast-foods ou comidas industrializadas, que são ultraprocessadas e apresentam em sua composição aditivos e conservantes que, se consumidos em excesso, podem ser prejudiciais à saúde em longo prazo.

Na hora de preparar a lancheira do seu filho, ou mesmo em casa, lembre-se que a má alimentação provoca doenças associadas à obesidade, como diabetes, pressão arterial elevada e doenças do fígado.

O último relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado em setembro de 2025, mostra que o número de jovens de 5 a 19 anos está acima do peso. No mundo todo, 9,4% das crianças estão com quilos a mais, enquanto que 9,2% estão abaixo do peso.

Em 2000, o relatório apresentava 13% de crianças do mundo com desnutrição e 3% com excesso de peso. A causa desses diagnósticos antagônicos é a mesma: a má alimentação. A obesidade infantil é resultado de uma alimentação hipercalórica, com poucos nutrientes.

Para combater essa tendência nada agradável, alimentos preparados em casa ajudam pais e filhos a terem hábitos alimentares saudáveis.

A nutricionista Thaisa Braz, para isso, indica substituições como a troca da farinha branca pela integral ou usar aveia se for fazer alguma torta ou bolo. Outras opções são chips feitos com batata doce e palito de legumes.

“As frutas também são opções para levar na lancheira e, para hidratação, sucos naturais ou água de coco”, diz Thaisa, que atua no Grupo Pereira (Fort Atacadista e Comper).

O EXEMPLO

Nada melhor que proporcionar e incentivar uma vida saudável para os pequenos com eles vendo esses costumes dentro de casa. Esses hábitos quando consolidados na vida de uma criança podem segui-los por toda a vida.

A nutrição da criançada é baseada nos mesmos princípios da alimentação dos adultos. Todos precisam dos mesmos tipos de nutrientes – como vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e gorduras. A diferença é que as crianças precisam de quantidades específicas desses nutrientes de acordo com a idade.

PROTEÍNAS

Os pais devem se preocupar com alimentos que tenham nutrientes fundamentais como carboidratos, proteínas, frutas, verduras e legumes. A orientação é evitar guloseimas para não estragar o apetite da molecada.

“Evitar a oferta de alimentos industrializados, principalmente os ricos em açúcar refinado, porque trazem muitos malefícios para as crianças. Quando temos uma alimentação mais saudável para os pequenos, isso contribui para o aprendizado, traz melhoras na concentração e fortalece o sistema imunológico”, afirma a nutricionista.

Vilões: refrigerantes, biscoitos recheados e bolos com recheio e cobertura possuem baixo teor nutritivo e aumentam a irritabilidadeVilões: refrigerantes, biscoitos recheados e bolos com recheio e cobertura possuem baixo teor nutritivo e aumentam a irritabilidade - Foto: Reprodução

Para o crescimento, desenvolvimento cerebral e dos ossos nas crianças são fundamentais as proteínas de origem vegetal, encontradas na soja, quinoa ou brócolis. Apesar de serem incompletas, possuem outras propriedades fundamentais na nutrição.

As proteínas de origem animal, como as encontradas nas carnes, ovos e laticínios, possuem todos os aminoácidos essenciais; aqueles que nosso corpo não é capaz de produzir, mas precisa para funcionar.

O LANCHE DE CASA

Um bom omelete no lanche da tarde funciona muito bem e é simples de fazer. Não esqueça que durante as refeições para seus filhos, escolha os cortes de carne sem gordura, frango sem pele, peixes oleosos como salmão, queijos brancos e iogurtes.

Para as crianças que se recusam a comer vegetais, a nutricionista dá uma dica valiosa: incorporar à receita alguns vegetais. “incorporar na massa de uma panqueca, a abobrinha, e no recheio de carne moída, colocar legumes picadinhos ou até mesmo ralados” explica Thaisa.

O mesmo pode ser feito com hambúrguer caseiro, recheios de tortas ou gratinados.

O LANCHE ESCOLAR

Para levar alimentos fresquinhos e deixar o lanche com boa aparência, uma dica é preparar a merenda no mesmo dia da aula. Se for levar frutas, o ideal é que elas não estraguem em altas temperaturas ou amassem com facilidade.

Sanduíches com queijo, presunto de peru ou geleia sem açúcar alimentam sem fazer mal. Iogurte e leite também podem ser incorporados como opção para a merenda. Frutas secas, castanhas, nozes ou amêndoas têm a gordura boa que a molecada precisa.

Se a criança quiser biscoitos ou bolos, prefira os feitos em casa, sem recheio ou cobertura.

O QUE EVITAR?

Alguns exemplos de alimentos que devem ser evitados nos lanches das crianças, são frituras, pizza, cachorro quente e hambúrgueres, que possuem muitas gorduras e são lanches de difícil digestão e podem prejudicar o aprendizado na escola.

Refrigerantes, biscoitos recheados e bolos com recheio e cobertura são ricos em açúcar, o que faz com que a criança fique novamente com fome passado pouco tempo após o recreio e isso aumenta a irritabilidade e dificuldade em se concentrar nas aulas, e por isso, também devem ser evitados.

HIDRATAÇÃO 

A concentração de água no organismo de um adulto é de 65%, e de 80% de concentração em uma criança. A nutricionista diz que “é por esse motivo que os pais devem ficar atentos e insistir que as crianças bebam bastante líquidos, pois precisam repor a água do organismo com mais frequência”.

No caso de sucos, prefira os naturais e se possível caseiros usando frutas frescas.

*Saiba

A má nutrição infantil possui três dimensões: a desnutrição (crônica, quando há atraso de crescimento, ou aguda, quando há emagrecimento extremo); o sobrepeso e/ou obesidade; e a fome oculta ou deficiências de micronutrientes.

Fonte: Unicef

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Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Cássio Scapin, o eterno Nino, do Castelo Rá Tim Bum da TV Cultura

"Hoje quero inspirar. Falar de persistência, de beleza que vem do tempo, de como a arte salva  e de como a vida continua plena, curiosa e rica depois dos 60. Quero ser voz para quem tem medo do futuro. Porque eu também tive"

18/01/2026 17h00

Entrevista exclusiva com o ator Cássio Scapin, o eterno Nino, do Castelo Rá Tim Bum da TV Cultura

Entrevista exclusiva com o ator Cássio Scapin, o eterno Nino, do Castelo Rá Tim Bum da TV Cultura Foto: Divulgação

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Formado pela Escola de Arte Dramática (EAD) da Universidade de São Paulo (USP), Cássio trabalhou em mais do que 20 espetáculos no Brasil e na Itália. Cássio recebeu os prêmios Mambembe, Governador do Estado, Troféu APCA, sendo que, em 1998, foi escolhido como Melhor Ator nos prêmios Apetesp e Shell, por sua interpretação em Memórias Póstumas de Brás Cubas, comédia musical de Machado de Assis.

Ele também participou de telenovelas, filmes e minisséries. Para muitos e gerações diversas, ele será o eterno personagem Nino, do programa infantil Castelo Rá Tim Bum da TV Cultura, e o ator participou da Novela Deus Salve o Rei, interpretando o personagem Héber.

Em 2020, durante a pandemia do coronavírus, o ator apresentou o monólogo “Eu Não Dava Praquilo” e o espetáculo "Os Malefícios do Fumo". Cássio Scapin vive um lindo momento os 60 anos... Ator, diretor e representante da Parada LGBT+ de SP reflete com o B+ sobre invisibilidade, afetos, saúde mental e o direito de continuar existindo com voz, beleza e desejo.

Quando foi que envelhecer se tornou sinônimo de desaparecer? Em um mundo que ainda trata juventude como capital estético e existencial, poucas vozes têm coragem (e elegância) de dizer que o tempo pode ser potência. Cássio Scapin é uma dessas vozes.

O ator, diretor e produtor completou 60 anos em dezembro de 2024. No mesmo ciclo, tornou-se representante da 28ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, a maior do mundo, cujo tema foi: “Envelhecer LGBT+: Memória, Resistência e Futuro.” A escolha não foi aleatória, foi coerente com tudo o que ele representa: longevidade, presença, consciência e arte em estado de reinvenção.

Com 40 anos de carreira, Scapin é conhecido por personagens que marcaram gerações - de Nino, no inesquecível Castelo Rá-Tim-Bum, ao Santos Dumont da minissérie Um Só Coração, passando por produções teatrais aclamadas e premiadas. Mas talvez seu papel mais importante seja o que vive agora: o de provocar uma conversa pública sobre o envelhecer fora do padrão.

“Falar de longevidade não é falar apenas com quem já chegou lá. É falar com quem ainda tem tempo. Tempo de cuidar de si, de rever crenças, de pensar sobre o que estamos fazendo com a vida que temos”, afirma.

Disciplinado, Scapin mantém um corpo cênico admirável, esculpido por uma rotina de balé, alimentação saudável e exercícios diários. Mas seu discurso vai muito além da estética: fala de saúde mental, de afetos, de persistência, de propósito. “Envelhecer na comunidade LGBTQIAPN+ ainda é tabu. Não nos ensinaram a imaginar o depois. Mas ele existe. E pode ser pleno.”

Entrevista exclusiva com o ator Cássio Scapin, o eterno Nino, do Castelo Rá Tim Bum da TV CulturaNino, do programa infantil Castelo Rá Tim Bum da TV Cultura - Divulgação

Com sensibilidade e inteligência emocional, o artista criou nas redes sociais o quadro “Reflexões no Meu Divã”, onde compartilha questões íntimas que nascem em sua terapia e tocam muitas outras vidas.

Medo, finitude, invisibilidade, o julgamento dos corpos maduros, o paradoxo entre experiência e juventude, o desejo aos 60 anos,  são alguns dos temas abordados. “Percebi que as perguntas que eu levava para a análise eram perguntas que muita gente se fazia, mas não tinha com quem falar. O divã virou partilha. Uma tentativa de dizer: você não está só.”

O tom é íntimo, mas não confessional; é público, mas não expositivo. Scapin usa sua experiência como ponte e não como palco.

Com uma trajetória marcada por prêmios, Cássio se prepara para uma nova fase: rodas de conversa, palestras e encontros com o público em que compartilha sua jornada artística e humana, sua fé, sua visão de mundo.

“Hoje quero inspirar. Falar de persistência, de beleza que vem do tempo, de como a arte salva  e de como a vida continua plena, curiosa e rica depois dos 60. Quero ser voz para quem tem medo do futuro. Porque eu também tive. E continuo aprendendo todos os dias.”

Mais do que envelhecer, Cássio Scapin está expandindo. Amadurece sem amargura. Provoca sem hostilidade. E emociona sem esforço. Representa não apenas uma geração, mas uma possibilidade: a de que existir com plenitude é um direito, é uma arte, em todas as idades.

O ator é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ele fala sobre longividade, sáude, sucessos, carreira e escolhas.

Entrevista exclusiva com o ator Cássio Scapin, o eterno Nino, do Castelo Rá Tim Bum da TV CulturaO ator Cássio Scapin é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Carlo Locatteli - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - 40 anos de carreira, como é olhar para trás? Qual a sensação dessa carreira premiada, personagens que o público tem memoria afetiva, já fez um balanço desses 40 anos?
CS -
Olhar pra trás é muito estranho, são mais de 40 anos. Olha, é muito estranho, eu não consigo muito olhando pra trás identificar o que foi esse percurso, tudo parece que a dimensão do tempo é muito relativa, ela se concentra e se compacta numa sequência de memórias, de personagens, junto de  tanta gente que existiu  nessa trajetória, nesse percurso de carreira, que foram super importantes para mim.

Eu não gosto de olhar muito pro passado de uma forma estática, o passado de alguma maneira ele é móvel, é mutável na minha cabeça, isso é muito relativo essa questão do passado. Mas esses 40 anos estão embutidos no que eu sou agora no presente e eu estou satisfeito com o que eu vejo hoje, do que eu sou enquanto ser humano, pessoa, com todos percaussos que uma existência não nos deixa escapar mas eu olho para mim com um olhar presente e com uma sensação de ok, estamos indo bem, esta tudo certo! 

CE - Chegar aos 62 anos como símbolo que o país ama, exemplo em longevidade, qualidade vida, qual a missão desses 62?
CS - 
Olha eu acho que a missão desses 62 anos é tentar reconfigurar esse padrão  de imagem e de entendimento do que as pessoas tem de uma pessoa com 62 anos, os tempos são outros, 62 anos na minha época eram pessoas, o homem era aquele senhor que jogava bocha, a mulher a vovó que fazia tricô, isso também foi na geração de minha mãe, minha avó morreu com 55 anos, meu avô com 60 e poucos, então essa questão da longevidade estabelecida por causa dos avanços tecnológicos, avanços da medicina, da possibilidade de se prolongar a vida de uma maneira mais útil, mais saudável, nesses 62 anos minha vontade, meu desejo é que se reconfigure esta imagem, esse entendimento de que ainda, sempre, tem um pulso que pulsa, a sexualidade pulsa, o humor, o afeto pulsam.

Hoje mais que nunca a questão da idade é bastante relativa. Hoje me relaciono, inclusive profissionalmente com pessoas muito mais jovens que eu. Acabei de fazer um show falando da vida de Noel Rosa, que era um jovem, um jovem antigo e no palco estavam la comigo jovens de diversas idades.

É como você reconfigura e entende essa dinâmica. A minha aula de dança, toda classe é muito jovem, importante é reconfigurar sua cabeça para esses novos tempos e sua forma de olhar para o mundo.

CE - O quadro em suas redes sociais, "Conversa no Divã", tem trazido grandes reflexões e necessidades de fala e pensamento como surgiu essa ideia?
CS -
Reflexões no meu Divã, surgiu da minha relação na terapia e de um amigo, meu videomaker Mateus Martini, da gente fazer essa brincadeira. E tem funcionando muito, porque nada que vai ao ar foi ensaiado ou combinado, no máximo penso no tema e na questão que gostaria de falar, antes de gravar penso 2 minutinhos e sai, absolutamente são questionamentos verdadeiros, assim como essa entrevista, ela não é elaborada ou pensada anteriormente pra que a resposta seja dada.

É uma pergunta que me faço e tento máximo possível pensar que estou conversando de fato com alguém. Acredito que tenham outras pessoas que tenham as mesmas dúvidas, da mesma interrogação sobre determinada questão, embutido de uma sinceridade, muito espontânea, é honesto, não é nenhum personagem, amigos discordam muitas vezes dos meus pensamentos, e eu penso que tudo ok, vida que segue, foi um quadro criado pra debate mesmo e explanar o meu olhar, meu modo de pensar.

Entrevista exclusiva com o ator Cássio Scapin, o eterno Nino, do Castelo Rá Tim Bum da TV CulturaO ator Cássio Scapin é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Carlo Locatteli - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Viajar o país palestrando, voz ativa em etarismo, sonhos, sucesso, longevidade, o que busca compartilhar em suas palestras e como ser um exemplo, como atingir ao publico alvo?
CS -
O que busco nas minhas palestras eu busco na verdade entender o tempo que a gente vive. Sobretudo entender que na maior parte das vezes, nós brasileiros ja nascemos com o "não", como pressuposto para muitas coisas, então eu compartilho sobre ir buscar o "sim" , ir buscar a realização!

Eu venho de uma origem bastante humilde, que se eu tivesse me contentado com a vida que me estava reservada seria muito triste pela realidade que vivia, contra monte de questões eu falei: eu vou nessa! E continuo indo! O que interessa é a trajetória que trilhamos, e é isso que compartilho. Como é importante a trajetória, como é que você faz esse percurso com dignidade com valores, uma lista de questões que tento falar com isso.

Longevidade é uma questão que falo que não começa aos 60 anos, ela começa aos 15, na idade em que se aflora a consciência, entendendo dia a dia, qual a melhor maneira de fazer um percurso bacana, como ser humano. Ser correto entre tantos valores e princípios.

Hoje quero inspirar, por meio das minhas palestras, falo de persistência, da beleza do tempo, de como a arte salva  e de como a vida continua plena, curiosa e rica depois dos 60. Quero ser voz para quem tem medo do futuro. Porque eu também tive. E continuo aprendendo todos os dias.

CE - 40 anos carreira, prêmios acumulados, dos maiores atores de sua geração, existe algum projeto, sonho a se realizar ainda?
CS -
Pois é! Tive sorte e muito suor, foi perseverança, insistência, foi abdicar de muitas coisas. Fui muito premiado, os prêmios nos endossam e nos legitimam, num determinado período e momento, mas vivemos em um país que não bastam ter prêmios, somos um país que não preserva memória, ser premiado não é uma coisa cumulativa, não aumenta seu valor profissionalmente, fui premiado, ótimo. Mas nesse momento, vivemos tempos que vale mais um número de algorítimos do que uma trajetória. As coisas não estão estáveis nunca, os sonhos continuam, para esse ano tenho dois projetos; "O Avarento" e "Distopia Hughie", ambos 

estão em fase de captação, a Distopia é sobre Inteligência artificial e o avarento vai falar sobre etarismo, uma releitura preservando o texto original, mas com um olhar do que é este homem novo de 70 anos e como é que o ciclo econômico dialoga com essa figura do poder. Dois projetos interessantíssimos em busca de recursos, as palestras em viagem pelo país .

CE - Recentemente declarou a revista Caras Brasil a importância do Nino e o carinho que recebe ate hoje por esse personagem, o Cássio de hoje, pensa ou tem qual visão do Castelo?
CS -
Sem duvida o Castelo Ra-tim-bum  foi um marco na tv brasileira e ouso dizer na tv da América latina, em conteúdo infantil e infanto juvenil, acho que foi um divisor de águas, tanto no que se diz respeito a qualidade de programação infantil pra televisão aberta como também na minha vida, como uma realização de um grande trabalho , que a gente raramente consegue fazer na televisão. 

CE - Hoje vivemos uma fase de novos formatos, novelas verticais, streaming, como você ve tudo isso? Algum personagem no áudio visual que gostaria de ainda viver?
CS -
Olha eu acho que a gente tem que se adequar aos novos formatos, a gente como artista e  pensador do teu tempo, essas linguagens novas estão chegando, se instalando e temos que estar abertos a experimentar pois faz parte do nosso oficio.

A gente não sabe se vira um padrão, não sabemos se vieram pra ficar, mas também dialogar e estar inserido nessas novas linguagens faz parte do estar atento ao progresso e que nos diz respeito. Primeiro na questão quanto a nossa profissão, quanto ao oficio, jeito de fazer e depois ao que atende ao público, fomos da tela do cinema, pra tela da televisão e agora na tela da mão, a microtela e temos sim que experimentar esses novos projetos e formatos.

E quanto aos personagens eu fui muito feliz e me realizei com Odorico Paraguaçu, Do Bem Amado, me diverti muito fazendo. Eu adoraria fazer um remake se tivesse, da Saramandaia, que eu acho uma coisa maravilhosa, as coisas do realismo fantástisco na televisão eu acho muito interessante.

CE - Você acabou de estrear dando vida a Noel Rosa, em 3 sessões na Pinacoteca, como foi esse projeto e haverá nova temporada?
CS - 
Sim, pretendemos voltar em temporada por todo país, divido palco com Jefferson Rodrigues e mais 4 músicos. Celebrando os 115 anos de Noel Rosa  em um formato de pocket show, com roteiro de Cássio Junqueira, revisitando a vida e a obra do compositor que transformou o samba e revelou, com ironia e sensibilidade, as contradições do homem brasileiro. Entre os 19 e 26 anos de vida, Noel compôs mais de 300 canções, eternizando clássicos como “Com Que Roupa”, “Conversa de Botequim”, “Último Desejo”, “Feitiço da Vila” e “Filosofia”.

Gosto de destacar que o espetáculo parte da palavra (a poesia que vem antes da música) explorando a força literária e a atualidade do autor. Noel foi um poeta antes de ser um músico. Toda a obra dele é estruturada nas letras das canções, e nelas está um olhar sobre o Brasil que continua muito atual.

A arte tem o poder de permitir um trânsito social, uma movimentação que o samba proporcionou a Noel. O Brasil de hoje ainda se parece muito com o Brasil de Noel Rosa — e isso torna o olhar dele ainda mais potente. Um espetáculo que adoro fazer e seguiremos neste ano!

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 19 e 25 de janeiro. Oportunidades e atitudes com clareza.

O Oito de Paus como carta regente indica avanço rápido e situações que finalmente se destravam. As oportunidades surgem de repente e pedem ação imediata, mas sem perder a clareza para não agir por impulso.

18/01/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 19 e 25 de janeiro. Oportunidades e atitudes com clareza.

A energia do Tarô da semana entre 19 e 25 de janeiro. Oportunidades e atitudes com clareza. Foto: Divulgação

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O Oito de Paus indica que as lutas e tensões representadas pelo Sete de Paus finalmente começam a se dissipar. Agora, você recupera a liberdade e o espaço necessários para avançar novamente com seus planos.

Trata-se de uma carta extremamente dinâmica, carregada de uma energia intensa que o impulsiona rumo aos seus objetivos em um ritmo muito mais acelerado do que antes. O período tende, portanto, a ser bastante agitado, mas é aquele tipo de “correria boa”, em que o entusiasmo cresce à medida que os resultados aparecem.

Com o Oito de Paus como carta regente, esta é, sem dúvida, uma semana de movimento, rapidez e desbloqueios. Situações que estavam paradas tendem a ganhar impulso, trazendo respostas, convites, mensagens e avanços inesperados.

O Oito de Paus fala de fluxo acelerado: tudo acontece ao mesmo tempo, exigindo foco e agilidade para aproveitar as oportunidades.

Oito de Paus — Simbolismo e Descrição Visual da Carta

O Oito de Paus é uma daquelas cartas que parecem vibrar de energia à primeira vista. No baralho tradicional de Rider-Waite-Smith, vemos oito bastões de madeira cruzando o céu em diagonal, deslocando-se rapidamente do canto superior esquerdo para o inferior direito da carta. Há movimento evidente ali — e mais do que isso: um movimento com direção, propósito, nada caótico.

O que mais chama atenção, curiosamente, é aquilo que não está presente. Não há figuras humanas. Ninguém lança esses paus, ninguém os aguarda do outro lado. Essa ausência é significativa. Ela sugere que a energia representada pelo Oito de Paus não depende mais do esforço pessoal direto. Algo já foi colocado em movimento. Os paus estão no ar, suspensos nesse instante eletrizante entre o impulso inicial e o ponto de chegada.

O céu claro, sem nuvens ou tempestades, reforça a ideia de condições favoráveis: nada bloqueia a luz ou desvia a trajetória. Para muitos tarólogos, isso indica que as circunstâncias externas finalmente se alinham.

O número oito remete à manifestação e à conclusão de ciclos, mas, nesta carta, os paus ainda estão em movimento. Em pleno voo, sugerem que algo atravessa suas etapas finais antes de se concretizar. A inclinação diagonal reforça o dinamismo: não há queda nem resistência, apenas um avanço rápido, preciso e intencional, guiado por um propósito invisível, porém claro.

O Oito de Paus costuma indicar uma mudança clara de ritmo. Situações que estavam estagnadas ou avançavam lentamente podem, de repente, ganhar velocidade. Esta carta convida você a observar onde o impulso está se formando em sua vida, onde a energia antes dispersa começa a se organizar em uma direção definida.

Há um entusiasmo natural associado a esse arcano. Ele representa aquele momento em que várias peças de um quebra-cabeça se encaixam quase ao mesmo tempo — não por esforço, mas porque o tempo certo finalmente chegou. Se você vinha se dedicando a algo sem enxergar resultados concretos, o Oito de Paus sugere que essa fase de espera está chegando ao fim. As respostas aparecem, e talvez mais rápido do que o esperado.

A comunicação é um tema central aqui. Essa carta frequentemente aponta para mensagens a caminho: e-mails, ligações, conversas ou notícias importantes. Mas o simbolismo vai além do literal. Pode indicar também um fluxo intenso de ideias, lampejos de inspiração criativa ou uma clareza mental repentina após um período de confusão. Se você aguardava um retorno, este arcano sugere atenção redobrada — ao inbox externo e ao interno.

O Oito de Paus também está associado a deslocamentos e viagens. Nem sempre físicas, embora possam ser. Muitas vezes, ele simboliza transições rápidas entre fases da vida, mudanças de estado emocional ou expansões súbitas de perspectiva.

Um aspecto especialmente interessante desse arcano é sua relação com o controle. Diferente de cartas que mostram personagens em ação, aqui a energia flui sem mãos visíveis conduzindo o processo. Isso pode ser libertador. O Oito de Paus lembra que, em certos momentos, o melhor que podemos fazer é sair do caminho e permitir que os acontecimentos sigam seu curso natural — que, neste caso, é acelerado.

Isso me lembra o coelhinho de Alice no País das Maravilhas: sempre de olho no relógio, sempre apressado, atento ao tempo que escorre enquanto repete, aflito: “É tarde, é tarde…”.

O tempo é um fator-chave. Essa carta costuma sinalizar que o agora é importante, que oportunidades surgidas neste momento podem não permanecer disponíveis por muito tempo. Se uma chance aparece, o Oito de Paus convida à ação consciente, em vez da procrastinação.

Energeticamente, este arcano fala de alinhamento. Ele indica que diferentes elementos de uma situação estão sincronizados de forma favorável. Obstáculos se dissolvem, resistências cedem, e o fluxo começa a trabalhar a seu favor.

Não é sobre forçar resultados, mas sobre reconhecer quando a corrente muda de direção — e escolher nadar junto com ela.

Por fim, o Oito de Paus também propõe uma reflexão pessoal: como você reage à velocidade? Algumas pessoas funcionam bem em meio a mudanças rápidas; outras se sentem sobrecarregadas. A carta não julga nenhuma dessas respostas.

Ela apenas pede consciência. Entender sua própria relação com o ritmo e o movimento pode ser essencial para atravessar períodos de transformação acelerada com mais lucidez e equilíbrio.

Em muitos casos, o Oito de Paus surge com uma mensagem direta e quase imperativa: “faça o que precisa ser feito”. Escreva os e-mails, conclua a tarefa pendente, pare de procrastinar, arrisque-se, dê aquele passo de fé. Pergunte a si mesmo: estou deixando a ansiedade atrasar meu progresso? Preciso me posicionar ou enfrentar algo para finalmente superar essa situação?

Não se espante se áreas da sua vida que estavam paradas começarem a ganhar velocidade. Resgate sua motivação e aja. Sem desculpas, sem autossabotagem, sem permitir que o medo dite o ritmo. Evitar conflitos e decisões drena seu poder pessoal; hoje, a verdadeira força está em encarar e agir. Aproveite esse embalo e siga confiante em direção ao sucesso.

Oito de Paus no Amor

Novo relacionamento

O Oito de Paus pode indicar uma conexão empolgante, que evolui rapidamente. A pessoa envolvida é estimulante e abre espaço para experiências intensas e cheias de novidade. A comunicação flui com facilidade, trazendo conversas envolventes, interesses em comum e troca de ideias constante.

Relacionamento de longo prazo

Aqui, o Oito de Paus sinaliza mudanças importantes que criam novas oportunidades para você ou para seu par. Pode indicar o retorno da paixão e da comunicação após um período de silêncio ou afastamento emocional. Um novo fôlego chega à relação, trazendo movimento, entusiasmo e renovação. Quando essa carta aparece, o conselho é claro: deixe-se levar pelo fluxo.

Em busca de romance

Se você está solteiro, o Oito de Paus incentiva a agir em vez de pensar demais. Evite a paralisia da análise. Se alguém despertar seu interesse, manifeste-se. Interações online também podem ser um caminho seguro para iniciar contatos, testar o terreno e ganhar confiança antes de mergulhar de vez no universo dos encontros.Parte superior do formulárioParte inferior do formulário

No trabalho e nas finanças

Sob a influência do Oito de Paus, trabalho e dinheiro entram em movimento: negociações avançam, projetos destravam e o fluxo financeiro acelera.

O Oito de Paus convida você a seguir o fluxo, sem resistências. Tudo está se movendo rapidamente, e este é o momento ideal para aproveitar esse impulso e materializar seus sonhos e intenções. Permita que a energia do Universo flua através de você, empurrando-o cada vez mais perto da meta desejada.

Tentar desacelerar por medo do desconhecido ou por sentir que ainda não está pronto apenas desperdiça essa oportunidade. Em vez disso, canalize essa força para promover mudanças positivas e alcançar resultados significativos.

Essa carta também pede foco absoluto. Defina com clareza o que você deseja manifestar e alinhe seus recursos, decisões e energia em torno de um único objetivo. Elimine distrações e dedique-se à tarefa com concentração total, determinação e força de vontade. O potencial produtivo aqui é enorme: muito pode ser realizado em pouco tempo.

Com o Oito de Paus, é possível esperar a conclusão rápida de um projeto em andamento, ao mesmo tempo em que algo novo — e ainda mais estimulante — já se anuncia no horizonte. Você está transbordando energia e ideias, pronto para concluir uma etapa e imediatamente iniciar outra.

Para aproveitar ao máximo esse momento, certifique-se de que suas ações estejam alinhadas com seus objetivos maiores e invista nas escolhas certas, no momento certo. Finalize o que começou antes de partir para o próximo desafio.

O Oito de Paus é orientado para a ação e incentiva decisões rápidas diante das melhores oportunidades. Nada de esperar ou protelar — identifique onde sua energia deve ser aplicada e vá em frente.

Em muitos casos, o Oito de Paus também está associado a viagens aéreas ou deslocamentos rápidos, como uma viagem a trabalho ou um passeio curto e intenso. Pode até indicar experiências aceleradas, como excursões ou roteiros relâmpago, cheios de movimento e novidades.

Esteja pronto para agir. Não procrastine decisões importantes e confie no ritmo dos acontecimentos — o universo está empurrando você para frente. E pra frente é que se anda.

Uma ótima semana e muita luz!

Ana Cristina Paixão

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