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Diálogo

O Estado investiu R$ 783,1 milhões em ações e serviços públicos... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta quinta-feira (28)

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François Guizot - escritor francês

"Quando a política penetra no recinto dos tribunais, a justiça se retira por alguma porta”.

 

FELPUDA

O Estado investiu R$ 783,1 milhões em ações e serviços públicos de saúde no primeiro quadrimestre de 2026, segundo números apresentados em audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia. Apesar do alto volume aplicado, o governo não atingiu o mínimo constitucional de 12% da receita em saúde. Pelo relatório, foram liquidados R$ 696,7 milhões em recursos próprios. Para cumprir o índice exigido pela Constituição, seria necessário investir R$ 816,9 milhões. Os dados mostram que o Tesouro estadual segue como principal financiador da saúde pública em MS.

Sem volta

Nos bastidores do PT, cresce a avaliação de que a atual composição do partido na Assembleia Legislativa de MS não será a mesma em 2027. Petistas apostam em mudanças.

Mais

Dizem que após a contagem dos votos, alguém poderá ganhar “aposentadoria política”. O assunto, porém, é tratado em rodas restritas e longe de “ouvidos estranhos”. Afinal, é preciso cautela. E muita!

Foto: Lucas Meneses/Ascom Setur

O sertão de Alagoas vem se consolidando como um dos principais destinos turísticos do país. O Monumento Natural do Rio São Francisco ficou em quinto lugar entre as Unidades de Conservação mais visitadas do Brasil, com mais de 1,1 milhão de visitantes em 2025, segundo levantamento do Governo Federal. A região dos Cânions do São Francisco reúne belezas naturais,  cultura sertaneja, artesanato e gastronomia típica, impulsionando a economia e gerando emprego e renda. O reconhecimento também reflete investimentos em infraestrutura turística, promoção do destino e qualificação profissional. Criado em 2009, o Monumento Natural abrange municípios de Alagoas, Bahia e Sergipe, em área protegida do bioma Caatinga, garantindo preservação ambiental e uso sustentável dos recursos naturais. 

Iara e Luciano Bresciani MachadoIara e Luciano Bresciani Machado - Foto: Studio Vollkopf

 

 Francieli Rossa Francieli Rossa - Foto: Arquivo Pessoal

Quem?

Caso realmente o ex-presidente Jair Bolsonaro divulgue lista com nomes dos seus “ungidos” para o Senado, o impacto será muito grande no PL e significará, conforme os escolhidos, que ele realmente está mandando. A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro tem defendido alguns pré-candidatos, enquanto Waldemar da Costa Neto, presidente nacional da sigla, aposta em outros. Resta esperar para ver.

Meta

Com atuais seis integrantes, o PL vai para a eleição com o objetivo de repetir a dose ou, quem sabe, conquistar sete cadeiras. O partido estava “redondinho”, mas acabou ficando sem João Henrique Catan, que  se filiou ao Novo e é pré-candidato ao governo do estado, e Neno Razuk, que perdeu a vaga devido a anulação de votos de Riquelle Lisboa Trutis. Com exceção de Mara Caseiro, que disputará uma cadeira na Câmara Federal,  os demais vão para reeleição.

Prioridade

Deputados e senadores fizeram a maior pressão ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para que ele lesse os requerimentos para abertura de CPIs mistas sobre o caso Banco Master durante sessão para análise de vetos da LDO de 2026. O parlamentar rejeitou os pedidos e afirmou que a leitura é ato discricionário da presidência. Segundo ele, a prioridade da sessão era a votação de vetos que beneficiam pequenos municípios. O tema gerou reação de oposicionistas e aliados no plenário. Afinal, é preciso saber quem se beneficiou do tal banco. 

ANIVERSARIANTES

Cione Machado Mangiolardo;
Fábio Olegário Caminha;
Rosa Ocampos Galvão;
Ricardo Maria Figueiró;
Maria Cristina Godoy Beltran;
Volmar Dalpasquale;
Claudnei Menezes de Rezende;
Elaine Buonarott Ferreira;
José Luiz Viegas London;
Tamio Okiyama;
Paulo Henrique Shimabuco;
Samuel Sandri;
Liliana Scaff Fonseca;
Paula Dalpasquale Zimermann de Almeida;
Jessica Ferreira Lima;
Ercules Leonardo da Costa Florentino;
Tatiane Franco;
Mario Marcio Gonçalves Queiroz;
Cleomenes Nunes da Cunha;
Maura Catharina Gabino e Souza;
Voilice Santine de Oliveira;
Dr. Jorge João Chacha;
Liane Bacha;
Claudio de Carvalho;
Marcio Penha Rodrigues;
Rodiney Maciel Passos;
Sanara Teixeira Martins;
Patricia dos Santos;
Maria de Fátima Carvalho Gabriel;
Anna Carolina Ramos de Arruda;
Rosângela Chagas;
Erika Matiolli;
Marlene Rabelo de Moura Brasil;
Natalia Souza Claudino;
Vilma Teresa Felini;
Renato Zacarias Maffissoni;
Flávio Souto;
Ana Lia Beatriz Alfrane;
Dr. Roberto Alves Corrêa;
Darci Thiele;
Eunice Araujo de Souza;
Djerson Farias de Novaes;
Hailton Alves Rodrigues;
Maria de Lourdes Lorenzette Pires;
Júlio Guenka;
Wladimir Ribeiro Cândia;
Osvaldo Ferreira de Jesus;
Lourdes Gaban;
Andréa Cristina Rodrigues;
Vitória Régia Vieira da Rocha;
Mary Vasconcelos;
Carlos Magno de Oliveira Rodrigues;
Hedy Monteiro Magalhães;
Odaléa Lemes de Souza;
Inaldo Cavalcanti Figueiredo;
Waleska de Carvalho Pereira Oliveira;
Valéria Cristina Caldeira;
Maria Celeste Corrêa;
Érica Nunes Mourão;
Maria Helena Monteiro;
Neide de Brito Magalhães;
Hilton Araujo;
Monique Peixoto;
Carlos Eduardo Moura;
Edgar de Oliveira;
Anita Masaco Arakaki;
Dra. Patrícia Silva de Almeida;
Hélio Moreira;
Adriana Albuquerque;
Regina Pedrosa da Costa;
Cláudio Elvis Camargo Clemente;
Henauth Miguel Franco Filho;
Creuza Franca Goulart;
Rosely Tsuha Oshiro;
José Pereira Domingues Neto;
Maria Madalena Xavier de Almeida;
Neuza Ribeira Barbosa;
Vannice Andrade Cardoso;
Maria de Fátima Ardaia Fagundes de Moraes;
Regina Fernandes Vieira Farias;
Élvio Eloy Lopes;
Kemy Ruama de Deus Ruiz;
Victório Romanini Neto;
Luiz Augusto da Costa Carvalho;
Gonçalo Paschoal Alves Corrêa;
Elaine Cristina dos Santos Cabral;
Antonia Maria da Cruz;
Nayara Crystina Dal Pogetto Freire Thomaz;
Ismael Simão Meireles;
Tânia Maria da Silva Motta;
Terezinha Maria Teixeira;
Ricardo Augusto Bozeli Bittencourt;
Aline da Silva Canhete;
Edgard Paz Borgonha;
Jomas Fulgêncio de Lima Junior;
Márcia Regina Pizzo D’avila;
Lincon Pinhé Leal de Queiroz;
Andressa Cristina Mise;
Susi Rodrigues Hespanhol;
Maria Cristina dos Santos Albertoni;
Tânia Hirano Barbosa;
Elaine de Aquino Grisoste Barbosa Pinheiro;
Vânia Lucia Vargas Souto;
Cristine Chiarello Weffort;
José Alvaro Agi.

Colaborou com Tatyane Gameiro

crônica

Dia das Mães

26/05/2026 15h06

Arquivo

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Ela me pediu ajuda logo cedo. Mal tinha aberto os olhos quando me deparei com a mensagem: vamos nos encontrar? Não era exatamente um pedido explícito, mas, lendo hoje as entrelinhas, era sim um pedido daqueles que podem ser traduzidos como preste atenção em mim, hoje.

Absorvida pelas minhas próprias idiossincrasias e pelas desculpas que arrasto vez por outra, não dei atenção devida. Especialmente naquele dia preferia ficar em casa, quieta. Não estava me sentindo muito bem, o que em parte era verdade. E quem me conhece sabe que datas comemorativas são um incômodo, desde sempre. Fantasmas que não obstante os anos de terapia ainda não consigo enfrentar.

Mas naquela manhã o fantasma não era meu. E eu não percebi. Ou percebi, mas me julguei inapta para lidar com mais um. Suspirei fundo e mandei uma segunda mensagem: não consigo sair, me desculpe. Ela não disse mais nada. Poderia tê-la chamado para ficar em casa juntas, passar pelo trauma de mais um Dia das Mães sem necessariamente tocar no assunto. Mas me recolhi em conchas ao invés de me vestir solidaria. 

Um minuto de desatenção pode ser a gota d’água, como diz no verso da canção de Chico Buarque “Gota D’água”. Volta e meia a gente se depara com mensagens em redes sociais sobre amigos, solidariedade, atenção, cuidados, essas coisas que, normalmente, passamos ao largo, julgamos desnecessárias. Afinal, quem é que não sabe o quanto eles, os amigos, são importantes? O quanto é valioso continuar a cultivá-los?

Pois é, saber a gente sabe. E até dissemos para nós mesmos que o fazemos. Mas em um determinado dia, em um momento específico, nosso olhar está tão voltado para dentro que somos incapazes de ver além das nossas sombras. Não há o que fazer, pensamos. Não há tempestades nem raios, muito menos gritos ou ranger de dentes. O mundo não depende de nós. E as coisas são como são. Melhor colocar a cabeça no travesseiro ou ligar a TV.

Enquanto isto, enquanto nos deleitamos com a ignorância e saudamos a indiferença, uma estrela cai. E para quem não é poeta, uma estrela cadente não faz nenhuma diferença filosófica naquele instante. Aliás, nem estrela cai de verdade. É apenas uma poeira de meteoro, nada que abale a rotina do universo.

O que a gente esquece, mais precisamente o que eu esqueci naquele momento, é que o universo somos todos nós. Tudo nos afeta, de uma forma ou de outra. Por isto ela, sábia que sempre foi, deu o aviso. E eu, ocupada demais com meu próprio vazio, ignorei os sinais. Agora colho, não sem tristeza, o resto da indiferença. A vida, meus caros, não perdoa desatenção.

Literatura

Obra da pesquisadora Etna Gutierres reúne dados inéditos sobre acessibilidade cultural

Obra da pesquisadora Etna Gutierres, "Só o Amor Não Basta" reúne dados inéditos sobre acessibilidade cultural, relatos de professores e reflexões sobre o direito das pessoas com deficiência à música e à arte

26/05/2026 08h30

Para além de uma ferramenta terapêutica, a professora, artista e pesquisadora Etna Marzolla Gutierres defende a música como um direito de todos

Para além de uma ferramenta terapêutica, a professora, artista e pesquisadora Etna Marzolla Gutierres defende a música como um direito de todos Temily Comar

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A manhã de ontem foi marcada por música, emoção e debate sobre inclusão durante o lançamento do livro “Só o Amor Não Basta – Retrato da Educação Musical Inclusiva em Campo Grande”, na Escola Especial Colibri, em Campo Grande.

Resultado de uma pesquisa conduzida pela professora, artista e pesquisadora Etna Marzolla Gutierres, a obra reúne dados inéditos sobre a realidade da educação musical inclusiva na Capital e propõe reflexões sobre acessibilidade, formação docente e políticas públicas culturais.

O evento contou com apresentação do coral Vozes Especiais, formado por alunos da Escola Especial Colibri, além da presença de representantes da universidade, gestores públicos, pesquisadores, familiares e ativistas da área da inclusão.

Realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), o livro parte de uma provocação vivida pela própria autora ao longo da carreira como educadora musical. Segundo Etna, muitos professores relatavam dificuldades para incluir alunos atípicos nas aulas de música sem terem recebido qualquer orientação adequada.

“A proposta do livro veio de uma provocação que eu recebi ao longo dos anos. Eu sempre conversei com muitos professores e eles falavam das dores que tinham, de ter que adaptar tudo no ferro e fogo, sem orientação adequada”, afirmou.

A pesquisadora explicou que o projeto nasceu da necessidade de transformar percepções em dados concretos.

“Quando você pensa em políticas públicas, você precisa trazer números para conseguir fazer propostas. Só impressões não resolvem nada, a gente precisa de números para mostrar isso realmente”, destacou.

MÚSICA COMO UM DIREITO

Um dos pontos centrais defendidos pela autora é a necessidade de romper com a visão limitada de que a música para pessoas com deficiência deve existir apenas em contextos terapêuticos.

“Quando falamos de pessoas com deficiência, normalmente pensamos em saúde, tratamento ou superação, mas pouco se fala sobre o direito à arte e à cultura. A música também precisa ser compreendida como espaço de pertencimento, aprendizado e participação”, disse.

Etna enfatizou que os benefícios da música para pessoas com deficiência são os mesmos proporcionados a qualquer pessoa. “Se você quiser hoje se matricular numa escola de música, você pode. Eles também. A importância da música para eles é a mesma que ela tem para você”, explicou.

Ela reforçou que o foco da pesquisa não é a musicoterapia, mas o acesso à educação musical como direito de cidadania. “O meu objeto de trabalho é a educação musical. Eu trabalho em prol desse direito da pessoa chegar na escola e dizer: ‘Eu quero me matricular’. E o professor responder: ‘Seja bem-vindo’”, defendeu a autora.

A pesquisadora também chamou atenção para o discurso recorrente de que a música “ajuda no desenvolvimento” das pessoas com deficiência, algo que, segundo ela, precisa ser relativizado.

“A música ajuda na concentração? Ajuda. Ajuda no desenvolvimento? Ajuda. Mas ajuda todo mundo, não apenas pessoas com deficiência”, ressaltou.

DADOS

A pesquisa ouviu 95 professores de música de diferentes contextos educacionais e culturais da Capital. Entre os resultados levantados, 88% afirmaram já ter trabalhado com alunos atípicos, enquanto cerca de 73% disseram não ter formação específica em educação inclusiva ou educação musical inclusiva.

Os números, segundo Etna, revelam um cenário em que a inclusão já ocorre nas salas de aula, mas sem suporte suficiente.

“As pessoas estão no escuro. A maioria já inclui, a maioria quer aprender e muitos nunca tiveram sequer um curso sobre isso. Então fica o questionamento: o que nós, enquanto sociedade, universidade e poder público, estamos fazendo por esses professores e pelos alunos?”, questionou.

A pesquisa também identificou barreiras arquitetônicas e institucionais que ainda impedem o acesso pleno à cultura. Entre os relatos coletados, há casos de estudantes cadeirantes que precisaram abandonar aulas por falta de acessibilidade física nos espaços.

“Tivemos o relato de um professor que precisou interromper o atendimento de um aluno porque o prédio não tinha elevador. Existe uma distância muito grande entre o discurso da inclusão e a realidade”, apontou.

Ao mesmo tempo, o livro apresenta experiências bem-sucedidas, como ampliação de partituras para alunos com deficiência visual, adaptação de oficinas culturais e criação de metodologias personalizadas.

“A acessibilidade também está nas atitudes. Estar inteiramente com o outro, compreender suas necessidades e construir caminhos juntos faz parte do processo inclusivo”, afirmou a autora.

EXPERIÊNCIA PESSOAL

Ao longo do evento, Etna também compartilhou sua própria história com a música e a deficiência visual. Segundo a autora, que tem visão monocular, a relação com a inclusão começou ainda na infância, quando uma professora precisou adaptar as aulas para que ela pudesse aprender piano.

“Eu acredito que minha trajetória com música e deficiência começou quando eu nasci, por ter deficiência visual. Quando comecei a aprender piano, uma professora precisou pensar em como trabalhar comigo. Ela precisou adaptar as coisas sozinha”, relembrou.

Para a pesquisadora, muitas das adaptações feitas hoje pelos professores ainda dependem exclusivamente da iniciativa individual.

“Ela fez isso sozinha, como muitos professores fazem até hoje, e isso deu frutos”, afirmou.

CORAL

A abertura oficial do evento ficou por conta do grupo Vozes Especiais, coral formado por alunos da Escola Especial Colibri. O grupo apresentou músicas como “Ciranda do Nordeste”, “Chalana” e “Sim, Sim Cantar”, emocionando o público presente.

Sob regência de Sandra Helena Bete, o coral é composto por alunos com deficiência intelectual e reúne participantes de diferentes idades.

A diretora da escola, Rosângela Beatriz Espíndola Carvalho, destacou a longa parceria entre Etna, Sandra e a instituição.

“Quero agradecer à Etna, à Sandra e toda a equipe por todos esses anos trabalhando com nossos alunos. Essa apresentação linda acontece graças a esse compromisso com eles”, disse.

A professora e música Sandra Helena Bete, que atua há mais de duas décadas com educação musical inclusiva, afirmou que os dados da pesquisa reforçam a urgência de mais formação para os profissionais da área.

“Todo mundo está tentando incluir. Não há falta de vontade, mas falta de oportunidade de estudar e conhecer mais. Quem sabe agora, com esses dados, a gestão pública possa promover mais cursos nessa direção”, declarou.

Ela também definiu a música como uma poderosa ferramenta de inclusão. “Música é cidadania, música é inclusão. Talvez seja a melhor ferramenta que existe para incluir”, afirmou.

RECONHECIMENTO

Durante a cerimônia, representantes da universidade e de movimentos sociais ressaltaram a importância do livro para a produção científica sobre inclusão.

A coordenadora do curso de Música da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Mariana Stochero, destacou o protagonismo da pesquisadora.

“A Etna é uma das pesquisadoras mais engajadas que eu conheço. Ela não espera alguém mandar fazer pesquisa, ela faz, ela dá voz às pessoas que precisam de evidência na sociedade”, disse.

Segundo Mariana, a obra alia dados estatísticos e relatos humanos de forma acessível.

“É uma obra gostosa de ler porque traz estatísticas, mas nasce da vivência prática dela trabalhando diariamente com música”, pontuou.

Já a ativista Mirella Ballatore, presidente da Associação de Mulheres com Deficiência de Mato Grosso do Sul, emocionou-se ao falar sobre pertencimento e acessibilidade.

“Desde que me entendo por gente, eu luto por acessibilidade e pertencimento. A gente recebe muitos ‘nãos’, mas também recebe momentos como esse, que mostram que estamos plantando sementes”, declarou.

O professor Heitor Romero, responsável pelo prefácio da obra, destacou que a pesquisa ultrapassa os limites acadêmicos.

“A ciência explica parte da realidade, a outra parte está no coração das pessoas. Só o amor não basta, mas o amor é fundamental”, afirmou.

LIVRO ACESSÍVEL

Além da versão impressa, a obra contará com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição, legendas e tradução em Libras em vídeo disponibilizado on-line no YouTube.

Ao fim do evento, Etna agradeceu à equipe envolvida no projeto e reforçou que o objetivo do livro é ampliar o debate público sobre inclusão cultural. “O objetivo sempre foi transformar percepções em dados e dados em discussão pública”, afirmou.

O e-book gratuito de “Só o Amor Não Basta – Retrato da Educação Musical Inclusiva em Campo Grande” pode ser acessado em www.even3.com.br/lancamento-e-download-do-e-book-so-o-amor-nao-basta-744393.

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