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Musical

Estreia de 'Vital O Musical dos Paralamas' faz público celebrar a amizade

Premiado espetáculo emociona o público com humor, nostalgia e mais de 30 sucessos de Os Paralamas do Sucesso; montagem segue em cartaz nesta sexta-feira (7), no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo

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Estreado na última noite no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, o espetáculo "Vital – O Musical dos Paralamas" é um daqueles dignos de agradar até mesmo quem não é fã de musicais.

Ao longo de duas horas de apresentação, os intérpretes são capazes de levar o público do riso ao choro – e do choro ao riso – de uma cena para outra. Os momentos de maior tensão da história são contrapostos pela exuberância da emoção do público, que é levado a cantar e dançar pelo auditório.

Afinal, como defende Rodrigo Salva, intérprete de Herbert Vianna, o teatro é do público, feito pelo público e para o público.

A estreia em Campo Grande confirmou o sucesso da montagem vencedora do Prêmio APTR de Melhor Musical Brasileiro. Depois de temporadas consagradas no Rio de Janeiro e em São Paulo e de uma turnê por diversas cidades do País, "Vital" chegou à Capital sul-mato-grossense para mostrar que a história de Os Paralamas do Sucesso vai muito além dos palcos e dos discos: trata-se, acima de tudo, da amizade entre Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, construída ainda na adolescência e preservada ao longo de mais de quatro décadas.

MAIS QUE UMA BIOGRAFIA

Dirigido por Pedro Brício, com texto de Patrícia Andrade e direção musical de Daniel Rocha, o espetáculo foge da estrutura tradicional das biografias musicais.

Em vez de seguir uma ordem cronológica, a narrativa acompanha as lembranças dos personagens, alternando passado e presente. A memória conduz a história, aproximando momentos de sucesso, conflitos, descobertas e superação.

Entre os episódios retratados estão os primeiros ensaios da banda, a ascensão durante os anos 1980, a consolidação como um dos principais grupos do rock brasileiro e o grave acidente de ultraleve sofrido por Herbert Vianna em 2001, um dos momentos mais emocionantes da montagem.

Também ganha destaque a figura de José Fortes, empresário da banda desde o início da carreira e frequentemente apontado pelos próprios músicos como o "quarto Paralama".

HOMENAGEM APROVADA

Um dos grandes diferenciais de "Vital" é que a produção contou com a participação dos integrantes da banda durante o processo de criação.

Segundo Franco Kuster, que interpreta João Barone, os músicos acompanharam os ensaios e contribuíram para dar legitimidade à homenagem.

"É uma responsabilidade enorme falar de pessoas que estão vivas e continuam fazendo shows. Eles estiveram muito presentes durante o processo, assistiram ao espetáculo várias vezes e isso enriqueceu muito o nosso trabalho", afirmou.

O ator relembra que José Fortes acompanhou uma das primeiras leituras do musical antes da estreia oficial.
"Nós estávamos muito apreensivos porque aquele era um momento importante. Quando ele assistiu, ficou muito emocionado. Aquilo deu uma segurança enorme para todo mundo", contou.

Para o elenco, a proximidade com os artistas retratados tornou possível construir personagens mais humanos do que caricatos.

"A gente pôde olhar nos olhos deles e agradecer pela obra que construíram. Fazer uma homenagem em vida é muito importante", acrescentou.

RENOVAÇÃO

A temporada de 2026 marca também a chegada de Arthur Berges ao papel de Bi Ribeiro.

O ator foi escolhido após uma seleção nacional realizada de forma virtual. Ele gravou cenas, interpretou uma música dos Paralamas e precisou aprender o repertório de baixo exigido pela produção.

"Eu já conhecia o musical e sempre tive vontade de participar. Quando surgiu essa oportunidade, gravei os testes sem criar muita expectativa, porque imaginava que escolheriam alguém do Rio de Janeiro. Quando fui aprovado, fiquei muito feliz", contou o estreante.

Apesar de entrar em um espetáculo que já estava consolidado havia dois anos, Berges conta que foi recebido de forma acolhedora pelos colegas.

"Eles me abraçaram desde o primeiro dia. Essa troca acaba trazendo um frescor para a peça", afirma.

CAMPO GRANDE NO ROTEIRO

Para boa parte do elenco, esta também foi a primeira oportunidade de conhecer Campo Grande.

Antes da estreia, os atores passaram pelo Mercado Municipal, experimentaram produtos regionais e aproveitaram para conhecer um pouco da cultura sul-mato-grossense.

"Como artista, poder conhecer outras cidades e outras culturas é uma das melhores partes da turnê", destacou Rodrigo Salva.

Arthur Berges também elogiou a receptividade da Capital.

"Estou adorando a cidade. Ainda tivemos pouco tempo para conhecer tudo, mas já fomos ao Mercadão, compramos erva para tereré e queremos conhecer a Feira Central."

MÚSICA AO VIVO

Ao longo de aproximadamente duas horas, o espetáculo apresenta mais de 30 canções que marcaram diferentes fases da carreira dos Paralamas.

Clássicos como "Vital e Sua Moto", "Meu Erro", "Óculos", "Alagados", "Lanterna dos Afogados", "Busca Vida", "Romance Ideal" e "Tendo a Lua" aparecem integrados à narrativa.

Os atores também executam instrumentos ao vivo durante diversas cenas, reforçando a sensação de que o público assiste, ao mesmo tempo, a uma peça teatral e a um grande show de rock.

Essa combinação ajuda a explicar a reação da plateia na estreia. Em diversos momentos, o público acompanhou as músicas em coro, aplaudiu ainda durante as cenas e transformou o teatro em uma extensão dos shows que fizeram dos Paralamas uma das bandas mais importantes da música brasileira.

SERVIÇO

Vital – O Musical dos Paralamas
Data: Hoje
Horário: 20h
Local: Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo – Parque dos Poderes
Duração: 1h50
Classificação indicativa: 12 anos
Ingressos: disponíveis pelo Sympla

Saúde Correio B+

Nutricionista e cientista social fala sobre ciência e escuta à mulher a partir dos 35 anos

"Passei a vida ouvindo mulheres dizerem que estavam bem quando não estavam e construí uma empresa para mudar isso".

28/09/2026 15h05

Nutricionista e cientista social fala sobre ciência e escuta à mulher a partir dos 35 anos

Nutricionista e cientista social fala sobre ciência e escuta à mulher a partir dos 35 anos Foto - Pinterest

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Vanessa Costa é nutricionista, cientista social e empresária. CEO-fundadora da NutrAlive, marca de suplemento alimentar para mulheres a partir dos 35 anos, ela criou a empresa para levar ao mercado e à comunicação a leitura que já fazia no consultório: a de que saúde da mulher não cabe só no exame.

“Eu nunca consegui olhar para a saúde da mulher só pelo prato ou pelo exame. Sempre olhei também para o contexto social: o que a sociedade espera dela, o que ela fala e o que ninguém pergunta”, explica.

“Eu via o mesmo padrão se repetir: mulheres competentes, informadas, que faziam tudo certo e mesmo assim não reconheciam as respostas do próprio corpo. O que faltava não era esforço delas, era explicação e escuta. Foi aí que eu entendi que a resposta que eu dava individualmente, no consultório, podia ser estruturada em formação de profissionais, conteúdo e comunidade”, Vanessa.

O suplemento alimentar da NutrAlive é uma dose diária de 6,5 g com 7 ativos: creatina (3000mg), vitamina D (20 μg), cálcio (500mg), beta-glucana (0,8 g), triptofano (200mg), ácido ortossilícico (0,5 mg) e extrato de cranberry (39 mg). A fórmula tem sabor natural de cranberry, sem conservantes, sem adoçantes artificiais e sem corantes. O produto é vendido na loja virtual própria da NutrAlive e na Amazon, com opção de assinatura mensal.

Natural do Rio de Janeiro (RJ), Vanessa Costa, 45, mora atualmente em São Paulo (SP). É casada e mãe de pet. Além da NutrAlive, é fundadora da MenoTech, criada em parceria com o professor e coordenador científico Kelvin Taporosky. A empresa capacita profissionais de saúde para o cuidado da mulher na menopausa, conecta esses profissionais às mulheres que buscam atendimento qualificado e apoia outras companhias a incluírem a saúde da mulher nessa fase em suas agendas de bem-estar. Vanessa também fundou uma comunidade que reúne mulheres que atravessam a transição, e é colunista da Gazeta de S. Paulo e do FitFeed, onde escreve sobre menopausa.

“A menopausa me escolheu antes de eu escolher o tema: ela apareceu na minha própria história como o assunto que ninguém tinha nomeado. Ali eu percebi que o problema não era falta de ciência — a ciência existe, é robusta e está publicada. O problema era falta de tradução e de escuta. Menopausa não é um evento clínico isolado: é um marco de longevidade que condiciona as décadas seguintes de saúde óssea, cardiovascular, metabólica e cognitiva da mulher”, completa.

Nutricionista e cientista social fala sobre ciência e escuta à mulher a partir dos 35 anosVanessa Costa - Divulgação

 

CLÁSSICO

Ópera italiana "Cavalleria Rusticana" será apresentada no Teatro Glauce Rocha

Espetáculo do Coro Lírico Cant'Arte e da Companhia de Ópera do Pantanal será apresentado amanhã e nesta quarta-feira, com entrada solidária de 1 quilo de alimento não perecível

28/09/2026 10h15

A obra de Pietro Mascagni retrata uma cena do intermezzo da ópera

A obra de Pietro Mascagni retrata uma cena do intermezzo da ópera "Cavalleria Rusticana", com dois personagens em trajes tradicionais italianos dançando em uma rua de arquitetura clássica Wikimedia

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A música clássica e o teatro se encontram em Campo Grande amanhã e nesta quarta-feira, com a apresentação de “Cavalleria Rusticana”, ópera de Pietro Mascagni, no Teatro Glauce Rocha.

O espetáculo, realizado pelo Coro Lírico Cant’Arte e pela Companhia de Ópera do Pantanal, começa às 19h30min nos dois dias. A entrada é solidária, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.

Estreada em 1890, em Roma, “Cavalleria Rusticana” é uma ópera em ato único e uma das obras mais conhecidas do chamado verismo italiano, corrente que ganhou força no fim do século 19, ao buscar representar personagens populares, conflitos sociais e situações marcadas por paixões intensas e consequências trágicas.

Com libreto de Giovanni Targioni-Tozzetti e Guido Menasci, a obra foi baseada na novela e na peça homônimas do escritor italiano Giovanni Verga.

A história se passa em um povoado da Sicília, no sul da Itália, durante o Domingo de Páscoa, e acompanha um triângulo amoroso que envolve desejo, ciúme, traição e vingança.

A trama começa com o retorno do soldado Turiddu ao povoado. Antes de partir para a guerra, ele mantinha um relacionamento com Lola, mas, durante sua ausência, ela se casou com Alfio, um carreteiro. De volta à cidade e diante do casamento da antiga paixão, Turiddu se envolve com Santuzza, uma jovem camponesa.

O relacionamento, porém, não se desenvolve de maneira tranquila. Santuzza percebe que Lola continua a se aproximar de Turiddu e passa a desconfiar de uma nova traição. A situação se agrava quando ela revela suas suspeitas a Alfio, que reage com fúria e decide confrontar o rival.

Paixão e ciúme

A ópera se desenvolve ao longo de um único ato, acompanhando os acontecimentos de um Domingo de Páscoa. Enquanto a população se reúne para a celebração religiosa, Santuzza procura Mamma Lucia, mãe de Turiddu, para falar sobre o sofrimento provocado pelo relacionamento.

A jovem conta que Turiddu amava Lola antes de ir para o exército e que, após retornar, passou a se relacionar com ela. Santuzza acredita, porém, que Lola voltou a seduzi-lo.

Quando Turiddu aparece, Santuzza tenta o convencer a não a abandonar. O diálogo entre os dois não resolve o conflito e a situação culmina na revelação feita por Santuzza a Alfio. A partir daí, o confronto entre os dois homens se torna inevitável.

Após a missa, os moradores se reúnem na taverna de Mamma Lucia. Turiddu oferece vinho aos presentes, mas Alfio se recusa a beber, fazendo uma referência à suposta traição de sua esposa. O confronto termina com o desafio para um duelo.

Antes de enfrentar Alfio, Turiddu pede a Mamma Lucia que cuide de Santuzza. O duelo acontece fora de cena e, pouco depois, uma mulher chega trazendo a notícia de que Turiddu foi morto.

Verismo

A estreia de “Cavalleria Rusticana” ocorreu em 17 de maio de 1890, no Teatro Costanzi, em Roma. A obra se tornou um marco do verismo, vertente da ópera italiana associada à representação de histórias mais próximas da realidade cotidiana e de personagens de origem popular.

Em vez de protagonistas ligados à nobreza ou a acontecimentos históricos grandiosos, a obra de Mascagni apresenta camponeses e trabalhadores envolvidos em conflitos pessoais. A narrativa também se caracteriza pela intensidade das emoções e pela presença de um desfecho trágico.

A ópera tem cinco personagens principais: Santuzza, soprano dramático ou mezzo-soprano, camponesa; Turiddu, tenor, aldeão recém-chegado do exército; Mamma Lucia, contralto ou mezzo-soprano dramático, mãe de Turiddu; Alfio, barítono, carreteiro; e Lola, mezzo-soprano, esposa de Alfio.

Em Campo Grande, a montagem será apresentada pelo Coro Lírico Cant’Arte e pela Companhia de Ópera do Pantanal, levando ao palco uma das obras fundamentais do repertório operístico italiano.

A apresentação conta com patrocínio do Correio do Estado, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Sesc-MS, APR Engenharia Elétrica e Consultoria, Concha Móveis, In Dó e Festa Fácil.

O apoio é da Academia Feminina de Letras e Artes de Mato Grosso do Sul (Aflams), da Casa de Ensaio, da Igreja Messiânica Mundial do Brasil e da Premier Viagens.

>> Serviço

“Cavalleria Rusticana”

Data: amanhã e nesta quarta-feira.
Horário: às 19h30min.
Local: Teatro Glauce Rocha, Campo Grande.
Entrada: 1 kg de alimento não perecível.

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