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Felpuda

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Roberto Shinyashiki - escritor brasileiro

"A grande verdade é que você é a pessoa que escolhe ser. Todos os dias você decide se continua do jeito que é ou muda. A grande glória do ser humano é poder participar de sua autocriação”.

 

FELPUDA

O ninho tucano está praticamente vazio, pois muitos prefeitos e vice-prefeitos “bateram as asas” e foram se abrigar no PL. Já deputados estão “treinando” a retirada dos bicos para seguir o mesmo caminho ou voar em outra direção. Enquanto isso, alguns remanescentes estão brigando para “comandar” um ninho que, como tudo indica, estará entregue às moscas que estão voando ao redor, satisfeitas que só. Nos meios políticos, tem gente ironizando, dizendo que é a primeira vez que existe uns e outros brigando por “espólio que inexiste”. Como diria vovó: “Nem Freud explica...”

Atitude

No entendimento de alguns políticos do segmento da direita, o modo de agir do deputado federal Marcos Pollon (PL) sobre episódios ocorridos na Câmara Federal contribuem para prejudicar seu projeto de querer entrar na disputa do governo do Estado. 

Mais

O parlamentar responde por obstrução e ofensa, quando da ocupação da plenário e por declarações difamatórias contra o presidente da Casa. Na hora das consequências, porém, alega problemas de saúde e não comparece para ser ouvido no Conselho de Ética. Aí...

Cristianne e Rinaldo Modesto de Oliveira
Isabella Suplicy

 Mudanças

No início do próximo ano, o governador Eduardo Riedel deverá fazer uma minirreforma em seu secretariado. É que alguns secretários, além de diretores, deverão deixar os cargos para se preparar visando disputar as eleições. Embora tenha equipe em sua maioria técnica, há casos em que integrantes do primeiro escalão já manifestaram interesse de tentar conquistar mandato, seja na Assembleia Legislativa de MS, seja na Câmara dos Deputados.

Dupla

Dois dos interessados na disputa eleitoral do ano que vem são o titular da Semadesc, Jaime Verruck, filiado ao PSD, que pensa no Senado ou em uma das cadeiras da Câmara Federal, e o secretário Marcelo Miranda, da Setesc, de olho no Legislativo estadual. O governador Riedel já falou das pretensões de ambos e que a saída deles deverá ocorrer ainda no primeiro trimestre de 2026. Verruck e Marcelo são remanescentes da gestão do ex-tucano Reinaldo Azambuja.

Estratégia

O gesto do governo do Estado em adiantar recursos para o município de Campo Grande e colocar fim à greve no transporte coletivo foi visto como uma ação estratégica para que o PP, partido da prefeita, e seu colega de sigla, o governador Riedel, não saíssem, digamos, “chamuscados”. Com as próximas eleições se aproximando e com o tamanho de uma crise dessa, que causou transtorno a milhares de pessoas, não seria de bom tom que Administração Municipal continuasse sangrando. Afinal...

Aniversariantes

José Marcio Benevides,
Rosana Mara Cristófaro de Moreira e Marinho,
Luciana Rondon,
Cândice Gabriela Arósio,
Jorgeana Lobato Falcão, 
Alfredo Antonio Ferreira,
Francisco Luis do Nascimento (Saci), 
Anézio Napi, 
José Inácio dos Santos,
Carlos de Aquino,
Maria Ivone Ibanhes,
Gustavo Beroni Felix,
Julio Higuti,
Vicente de Paulo Rinhel,
Maria Lino da Silva,
Walter Pinto da Silva,
Paulo Ramos Pedroza,
João Pereira Queiroz,
Maria de Lourdes Almeida Cardoso,
Oswaldo Marques de Figueredo Filho
Maria Eduarda Figueiredo Massud, 
Tânia Serra Cantero,  
Aldo Villalba,
Anderson do Prado Castilho,
Ramão Centurion,
Antônio Guedes de Melo,
Luana Cella de Souza,
João Cesar de Almeida Cassiano,
Masatoshi Azuma,
Nelson Garcia de Freitas,
Claudemir José de Souza,
Jandira de Oliveira Silva, 
Clodoaldo Martins,
Fabiana Katayama,
Anita Muniz de Souza Burille,
Nilce Mesquita Carriço Garcia Dias,
Cláudio Henrique Fialho Canale,
Valdir de Souza,
Amanda Vilela Pereira,
Elza Garabini de Oliveira,
Mário Gomes de Arruda,
Laura Cristina Pancoti,
Maria Cândida Caetano,
Camila Mansour Echeverria,  
Carlos Ailton de Pieri,
Dr. Ulisses Schwarz Viana,
Rui Barbosa Junior,
Antônio João Borges Daniel,
Ramona Loubet de Almeida,
João Eduardo de Moraes Marques,
Luciana Cristina Rockenbach,
Tênisson Waldow de Souza,
Poliana Zapata,
Filadelfo Franklin Canela,
Roberta Nigro Franciscatto,
Maria Elisa Lorenzo de Azevedo,
Dirce Brustolim,
Vera Lúcia Corrêa Aranda,
Tomiyo Zumilka Gomes Ishiyama,
Eduardo da Silva Pegaz,
Renata Malhado Dalavia,
Aparecida Martins Nascimento,
Esmênia Geralda Dias,
Honorato Ovelar Solaliendres,
Plinio Oto Klafke Júnior,
Edivaldo Cangussu Meira,
Dra. Norma Suely Gomes,  
Joana Maria Torres de Assis,
Dalva Francisca Mendes Alves,
Paulo Henrique Vanzelli,
Tânia Severina Almeida,
Guilherme Rodrigues Cândido,
Catarina de Melo Meira,
Luis Barros de Freitas,
Renato Toniasso,
Írio José Eich,
Dalveliza Leite Ferreira,
Carlos Geraldi Vieira,
Linor Centurião de Rezende,
Cacyla Aparecida Baur Arfux Maluf,
Jesus Teodoro Barbosa,
Márcio de Araújo Pereira,
Cleonice Camillo,
Adriano Wilian Volpini,
Marli Kaiper Cruz,
Carlos Celso de Moura,
Juliana de Lima Cordeiro,
Lúcia Antonia Ribeiro,
Yara Silva dos Santos,
Luciele Senefonte Bernardinelli, 
Silvio Puk Pereira, 
Cecília Barcellos Teixeira,
Regina Augusto dos Santos,
Leocir Luiz Cigerza,
Cleber José de Oliveira,
Manuel Mendes Marchesi,
Andréia Yuri Ono Hirsch,
Marisa Zucherato,
Rodrigo Kalinovski de Oliveira,
Abadio Baird,
Gilmar Trevizan,
David Chadid Warpechowski, 
Alcides de Pinho Victorio Neto,
Christiane Vera de Andrea, 
Flaviano Lugo,
Ninive Amanda Moreira Cabrera,
Mariana Vechi de Toledo,
Thaís Pagliusi Paes de Lima, 
José Ladimir Lopes Estefanes
 

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

TRATAMENTO MEDICINAL

Evento sobre cannabis medicinal reúne especialistas na UFMS

Projeto itinerante da Divina Flor em parceria com a Universidade Federal de Matro Grosso do Sul, "Divina na Estada" promove atualização científica sobre prescrição, pesquisas e regulamentação no estado

05/03/2026 17h43

Thiago Dragão

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Com o objetivo de ampliar o debate científico e a qualificação profissional sobre o uso terapêutico da cannabis, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) recebe, nesta sexta-feira (6), o projeto “Divina na Estrada – Cannabis Medicinal na Prática Clínica: Bases Científicas e Aplicações Terapêuticas”. O encontro será realizado das 8h às 17h, no Anfiteatro Multiuso 1, na Cidade Universitária, em Campo Grande.

A iniciativa é promovida pela Associação Divina Flor em parceria com a UFMS e marca o fortalecimento da colaboração entre a entidade e a universidade para o desenvolvimento de pesquisas e ações de extensão voltadas à cannabis medicinal. O projeto possui caráter itinerante e deve percorrer, ao longo do ano, municípios de Mato Grosso do Sul que possuem câmpus da universidade, levando capacitação técnica a profissionais da saúde, estudantes, pesquisadores, pacientes e demais interessados.

De acordo com a diretora da Associação Divina Flor, Fátima Carvalho, o crescimento da busca por tratamentos à base de cannabis no Brasil tem aumentado a demanda por atualização científica entre profissionais da saúde. Ainda assim, o tema segue cercado por lacunas de informação.

“Com o aumento da procura por terapias à base de cannabis, médicos e outros profissionais têm buscado compreender melhor o sistema endocanabinoide, as indicações clínicas e os aspectos regulatórios. Em Mato Grosso do Sul ainda existem muitas dúvidas sobre legislação e produção nacional de preparados, o que impacta diretamente o acesso dos pacientes a tratamentos seguros e baseados em evidências. Por isso queremos levar essa capacitação para diferentes regiões do Estado”, explica.

Além da formação clínica, o evento também está ligado a pesquisas desenvolvidas na UFMS que investigam o conteúdo de fitocanabinoides — substâncias presentes na Cannabis sativa — e analisam, em laboratório, as atividades biológicas de óleos e resíduos provenientes do processamento da planta para uso medicinal. O objetivo é ampliar o conhecimento científico sobre a composição química, qualidade e possíveis aplicações terapêuticas desses produtos.

PROGRAMAÇÃO MULTIDISCIPLINAR

A programação reúne especialistas de diferentes áreas do conhecimento, incluindo pesquisadores, médicos e profissionais que atuam diretamente com a temática da cannabis medicinal.

A diretora da Divina Flor, Fátima Carvalho, apresenta o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Saúde e Qualidade de Vida da associação. Já a química responsável da entidade, Talita Vilalva Freire, aborda aspectos técnicos relacionados ao cultivo, às análises laboratoriais, ao controle de qualidade e à produção nacional de preparados à base da planta.

A professora Nídia Yoshida, do Instituto de Química da UFMS, discute o cenário atual das pesquisas científicas sobre cannabis medicinal no Brasil. Segundo a pesquisadora, levar o debate para o ambiente universitário é fundamental para ampliar o conhecimento e reduzir desinformações sobre o tema.

“O principal objetivo do evento é apresentar e discutir as pesquisas científicas mais recentes sobre o uso terapêutico da cannabis em diferentes enfermidades, integrando evidências químicas, biológicas, clínicas e regulatórias. Diante do crescimento do interesse social e científico sobre o assunto, é essencial qualificar o debate com base em dados consistentes”, afirma.

Também participam da programação os médicos da família e prescritores Bárbara Rosa e José Ikeda Neto, que irão abordar o funcionamento do sistema endocanabinoide e as aplicações clínicas da cannabis em tratamentos de saúde.

As indicações terapêuticas na medicina humana e veterinária serão discutidas pelas professoras Cláudia Du Bocage, da Faculdade de Medicina da UFMS, e Bruna Fernanda Firmo, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia.

O coordenador jurídico da Divina Flor, Felipe Nechar, apresenta ainda um panorama sobre o papel das associações de pacientes no avanço da regulamentação da cannabis medicinal no Brasil, destacando o protagonismo dessas organizações na ampliação do acesso aos tratamentos.

ACESSO À INFORMAÇÃO

Para os organizadores, o projeto “Divina na Estrada” busca fortalecer o diálogo entre universidade e sociedade ao integrar pesquisa científica, prática clínica e as demandas reais da população que utiliza ou busca terapias com cannabis medicinal.

Nesse contexto, as universidades públicas desempenham papel estratégico na produção de conhecimento qualificado e na orientação técnica da sociedade e de órgãos reguladores, contribuindo para decisões fundamentadas em evidências científicas e responsabilidade social.

A iniciativa também destaca a importância das associações de pacientes na disseminação de informação de qualidade, na redução de estigmas históricos associados à planta e na construção de políticas públicas baseadas em dados científicos.

Ao ampliar o debate sobre os potenciais usos terapêuticos da cannabis, o projeto pretende estimular uma compreensão mais ampla sobre o tema e fortalecer a formação de uma comunidade mais informada, crítica e preparada para discutir os impactos da cannabis medicinal na saúde pública.

O “Divina na Estrada” integra uma agenda estadual que deverá percorrer diferentes municípios sul-mato-grossenses ao longo de 2026.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

8h – 8h30 – RECEPÇÃO
8h30 – 8h45 – ABERTURA
8h45 – 9h – Fátima Carvalho – Diretora da Associação Divina Flor: “O trabalho da Divina Flor no Núcleo de Saúde e Qualidade de Vida.” 
9h - 10h30 - Dra. Talita Vilalva Freire – Química responsável Associação Divina Flor: “Laboratório e Cultivo: Bases Técnicas, Controle de Qualidade e Produção Nacional”;
10h30 – 10h45 - INTERVALO CAFÉ
10h45 – 11h30 – Profa. Nídia Yoshida – Instituto de Química – INQUI/UFMS/Campo Grande: “Pesquisa com Cannabis Medicinal no Brasil: Perspectivas, Desafios e a Contribuição das Instituições de Ensino e Pesquisa”
11h30 - 13h – ALMOÇO
13h - 13h45 – Dra. Dra. Bárbara Rosa – Médica da Família e prescritora / Dr. José Ikeda Neto - Médico da Família e prescritor: “Introdução ao Sistema Endocanabinoide e aplicações clínicas da cannabis”;
13h45 - 14h15 – Profa. Cláudia Du Bocage - Faculdade de Medicina – FAMED/ UFMS/Campo Grande: “Aspectos relacionados à utilização de cannabis medicinal por pacientes da Associação Divina Flor, Campo Grande – MS”
14h15 – 15h15 – Profa. Bruna Fernanda Firmo – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – FAMEZ/UFMS/Campo Grande: “Terapia canabinoide na Medicina Veterinária: indicações terapêuticas”
15h15 - 15h30 - INTERVALO CAFÉ
15h30 – 16h30 – Dr. Felipe Nechar – Coordenador Jurídico Divina Flor: "O Protagonismo das Associações de pacientes na regulamentação da Cannabis no Brasil"   
 

ARTE

Exposição reúne artistas mulheres e propõe reflexão sobre a alta de feminicídios no Estado

Exposição reúne 14 artistas mulheres no Museu da Imagem e do Som e propõe reflexão urgente sobre a alta de feminicídios em Mato Grosso do Sul e no Brasil

05/03/2026 10h00

Divulgação

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Está aberta ao público, no Museu da Imagem e do Som (MIS), a exposição “O Grito que Ecoa”, mostra que coloca o feminicídio e as múltiplas violências contra mulheres no centro do debate artístico e social.

Com curadoria de Sara Welter (Syunoi), a exposição reúne obras de 14 artistas mulheres e articula pintura, arte têxtil, objetos, instalação, performance, música e poesia em um percurso que tensiona delicadeza e brutalidade, intimidade e política.

Participam da mostra Bejona, Marcia Lobo Crochê, Vitória Lorrayne, Syunoi, Veryruim, Letícia Maidana, Terrorzinho, Kami, Sabrina Lima, Thalya Veron e Maíra Espíndola, entre outras integrantes do coletivo.

A proposta é transformar experiências de silenciamento e apagamento em presença, linguagem e ocupação simbólica do espaço institucional.

Em um estado que registra índices alarmantes de violência contra mulheres, a exposição assume a arte como gesto de denúncia, memória e resistência.

“O Grito que Ecoa” foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc, com apoio da Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande (Fundac). Para Sara Welter, o financiamento público é essencial para viabilizar projetos dessa natureza.

“Com esses financiamentos muitos artistas têm portas abertas para fazer com que suas ideias saiam do papel e se tornem palpáveis. Essa exposição é uma dessas ideias que se tornou real. Conseguimos garantir infraestrutura adequada, produzir obras inéditas e desenvolver todas as etapas do projeto com qualidade”, afirma Sara.

ARTE QUE GRITA

Segundo a curadora, a ideia da mostra surgiu a partir de discussões com o Coletivo Dorcelina Folador.

“Observando que essa temática percorre desde o próprio coletivo, visto que Dorcelina Folador foi vítima de feminicídio em Mundo Novo, e vendo a necessidade de falarmos sobre isso e toda a repercussão com as tantas vítimas no Brasil e em Mato Grosso do Sul, chegamos à conclusão de que era necessário e urgente produzir essa exposição”, afirma.

Criado em 2020, o Coletivo Dorcelina Folador tem como objetivo romper padrões patriarcais e fortalecer a produção artística feminina. A história do grupo se constrói a partir da união de artistas mulheres que utilizam a arte para contar suas vivências e reivindicar espaços.

Atualmente, o coletivo reúne mais de dez artistas de MS, entre elas Bejona, Erika Pedraza, Leticia Maidana, Marcia Lobo Crochê, Thalya Veron, Veryruim, Terrorzinho, Maíra Espíndola, Cecilia Hanna, Sabrina Lima, Sara Welter (Syunoi), Thalita Nogueira, Suellen Rocha, Ester Rohr, Da Mata, Ana Deluck, Vitória Queiroz, Vitória Lorrayne e Kami.

A exposição integra a primeira etapa do projeto Nós Dissemos: Circuito de Arte Dorcelina Folador, que prevê ainda outras duas mostras em diferentes espaços culturais da cidade.

“A Via Crucis do Corpo”

“A Via Crucis do Corpo”, de Sara Welter - Foto: Divulgação

Entre as obras inéditas está “A Via Crucis do Corpo”, assinada por Sara Welter especialmente para a exposição. Produzida com nanquim, carvão e pastel seco, a obra representa o corpo feminino de forma ambígua e fantasmagórica.

“Esse corpo aparece em duas formas opostas, ora pendurado pela mão, ora pendurado pelo pé. As linhas se enrolam pelo corpo da figura, trazendo referência desde shibari até mesmo como cortes. Esse corpo sem cabeça, com sua face ocultada, é dilacerado, machucado e violentado. O que resta é apenas a impressão do crime no tecido”, explica a curadora.

A obra sintetiza o conceito da mostra: tornar visível aquilo que muitas vezes é reduzido a estatísticas e transformar o trauma em linguagem.

NÚMEROS

O Brasil registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, um aumento de 34% em relação a 2024, quando houve 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis (5,89) mulheres mortas por dia no País.

Os números são do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL).

O levantamento aponta que 75% dos casos ocorreram no âmbito íntimo – quando o agressor faz ou fez parte do círculo de intimidade da vítima, como companheiros, ex-companheiros ou pais de seus filhos.

A maioria das mulheres foi morta ou agredida em casa (38%) ou na residência do casal (21%). A faixa etária predominante das vítimas é de 25 a 34 anos (30%), com mediana de 33 anos. Ao menos 22% das vítimas já haviam denunciado o agressor antes do feminicídio.

O relatório revela ainda que 69% das vítimas, com dados conhecidos, tinham filhos ou dependentes. Ao todo, 101 mulheres estavam grávidas no momento da violência, e 1.653 crianças foram deixadas órfãs.

A idade média dos agressores é de 36 anos. Em 94% dos casos, o crime foi cometido por uma única pessoa, e quase metade (48%) envolveu arma branca, como faca ou canivete.

Em Mato Grosso do Sul, os dados do Monitor da Violência Contra a Mulher reforçam o cenário preocupante. Em 2025, o Estado registrou 39 vítimas de feminicídio e 22.087 casos de violência doméstica – número superior ao de 2024, quando foram contabilizados 21.151 casos de violência doméstica e 35 feminicídios.

Neste ano, até o momento, quatro mulheres já foram vítimas de feminicídio e 3.688 casos de violência doméstica foram registrados no Estado.

Os gráficos históricos indicam oscilações ao longo dos últimos anos, mas mantêm patamares elevados tanto em feminicídios quanto em ocorrências de violência doméstica, evidenciando a persistência estrutural do problema.

>> Serviço

A exposição “O Grito que Ecoa”

Segue em cartaz até o dia 6 no Museu da Imagem e do Som (MIS), localizado no 3º andar do Memorial da Cultura e da Cidadania, que fica na Avenida Fernando Corrêa da Costa, nº 559, no Centro, em Campo Grande.

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