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Diálogo

Os últimos acontecimentos políticos no País, que possibilitaram a retirada... Leia na coluna de hoje

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André Alvez - poeta de MS

Pode ser só o silvo do vento essas vozes que escuto. Mas há o som do moinho, um quintal de saudades e restos de melancolia. então me acalmo, abraço a certeza: tudo é poesia”

Felpuda

Os últimos acontecimentos políticos no País, que possibilitaram a retirada do balão de oxigênio da esquerda não teve somente iniciativa de vários segmentos interessados em se manter no controle do que aí está, conforme a maioria da direita. Experiente político cá dessas bandas, afirmou que a oposição em todos os níveis ao governo de Lula não marcha unida e sim, dividida. Lideranças da direita, segundo ele, baixaram guarda quando começaram a se solapar para tentar assumir o espólio político de Bolsonaro.

Sacudida

O deputado Gerson Claro, presidente da Assembleia Legislativa de MS, e que vem articulando para ser o indicado a uma das vagas ao Senado, deverá entrar 2026 com esforço renovado para mostrar o que anda fazendo pelos municípios.

Nos bastidores, conversa é que, para isso, terá que mudar seu modus operandi, deixando de divulgar apenas no conjunto de semáforos que levou para cidades do interior e apresentar à população obras de grande importância que foram implementadas com sua participação.

Felipa Araujo Coimbra e Edson d’Alcantara Rodrigues Coimbra, que comemoram 57 anos de casamento neste domingo

De ouro

O Jubileu de ouro da terceira Turma de Medicina da Universidade Estadual de Mato Grosso, hoje Federal de Mato Grosso do Sul, foi comemorado com jantar de confraternização no espaço Dedê Cesco, dia 21 de novembro. A turma de 1975 formou 48 médicos, que foram homenageados pela data em diversos espaços.

A Câmara de Deputados, por exemplo, realizou sessão solene pela data. Em qualquer circunstância, 50 anos é um longo tempo. Mas é muito mais significativo quando esse tempo inclui salvar vidas, mitigar a dor, corrigir defeitos ou melhorar a Saúde Pública.

ANIVERSARIANTES

SÁBADO (20)

  • Yara Maria Brum Penteado,
  • José Tadeu Boeira,
  • Corah Medeiros Fernandes de Almeida,
  • Rodrigo Knorst,
  • Francisco Cassundé Ferreira,
  • Mário Katsumi Okamoto,
  • Virgilio Gonçalves de Souza,
  • Roberto de Almeida Silva,
  • Juarez Kalife,
  • Jussara La Picinelli,
  • Hermas Renan Rodrigues,
  • Dalvir Pandolfo,
  • Lauana Taina Nunes da Silva,
  • Nathalia Oliveira Caetano,
  • Marcionil França Veloso,
  • Domiciana Galeano Hasimoto,
  • Vilmario Nogueira Carvalho,
  • Renan Ferreira Rodrigues,
  • Erson Giovaneti Sales,
  • Breno de Arruda Moraes Ribeiro,
  • Cirene Ribeiro da Costa Vanni,
  • Maria Antonia Ribeiro Gonçalves,
  • Rosemeri Lodi,
  • Rovena Ceccon,
  • Carla Simone Burdzinski,
  • Vicente Oliva Coelho,
  • Ana Marchitto Jacob,
  • Luis Alberto Maksoud Rahe,
  • Dr. Helder Aparecido Souto,
  • José Inácio Schwanz,
  • Armando Corrente de Souza,
  • Walter Almeida Santos,
  • Ronald de Almeida Cançado,
  • Horcino José de Lima,
  • Ubirajara Freitas de Souza,
  • Carlos Natalino Sandim,
  • Daril José de Oliveira,
  • Ana Lídia do Carmo Luna,
  • Romeu Gama do Carmo,
  • Francisco Ribeiro,
  • Paulo de Alvarenga Aguiar,
  • Rodrigo Franzini de Carvalho,
  • Sônia Regina Saab,
  • Aldecir Dutra de Araújo,
  • Ana Lúcia Martins Biffi,
  • Rônnia Martha Moreira,
  • Ival Coelho,
  • Vera Lucia dos Santos,
  • Nely Benevides,
  • Fabiana Ferreira Machado,
  • Nilva Maria de Souza,
  • José Alberto Chaves de Souza,
  • Aristóteles Ferreira Júnior,
  • Mário Cezar Machado  Domingos,
  • Viviane Kodjaoglanian Cardoso,
  • Dr. Mauro Natel de Oliveira,
  • Dr. Carlos Orlando Pinho,
  • Ana Rita Coimbra Motta,
  • Alci da Costa Leite,
  • João Sanches,
  • Anderson Patrik Bordão,
  • Aparecida Camargo Taborda,
  • Eliane Leiko Goto Bomfim,
  • Rogério Vasconcelos Caparelli,
  • Edson Mecchi,
  • Tatiana Baraldi Ferreira Pereira,
  • Stela Chaves Rocha Sales,
  • José Barbosa Ferreira,
  • Luciane Orlandi,
  • Patrícia Zanovello Roberto,
  • Elaine Yuri Ono,
  • Lauriene Latta Lima Molina,
  • Floria Niz Reichardt,
  • Andrea Rodrigues Muller,
  • José Gildasio Mattos Pissini Neto,
  • Elizete Lourdes Pupin,
  • Alcides José Falleiros,
  • Gustavo Costa Cação,
  • Luciene Shirado,
  • Terezinha Aparecida Lukenczuk.

DOMINGO (21)

  • Emannuel Diniz Duim,
  • Carolina Prappas Salles,
  • Vera Lina Marques Vendramini,
  • Mário Carlos Testa,
  • Ângela Josefa Freitas,
  • Dr. Darci Cristiano de Oliveira,
  • Eliezer Costa Sobrinho,
  • Jose Carlos Jose da Silva,
  • Maria Deniz Lopes,
  • Ana Paula Fenelon Moraes,
  • Ana Claudia Heck,
  • Marcelo Rebuá dos Santos,
  • Érica Marisa Rodrigues Poncio,
  • Antonia Conceição Coelho,
  • Rosane Cipriano Roriz,
  • Héderson José Zafalon,
  • José Abdon Saturnino,
  • Ariel Guibu Alves,
  • Vinicius Guerreiro,
  • Ivone Lírio Ribas,
  • José Moacir Gonçalves,
  • Fernando Ramos,
  • Cláudio Roberto Monteiro Ayres,
  • Frederico Luiz de Freitas,
  • Kândia Luana Lovizon,
  • Marcos Aurelio Rodrigues Cordoba,
  • Marília Dibo Nacer Hindo,
  • Maria Mercedes Rubi Falco,
  • Viviane Guedes de Souza Silva,
  • Teiner Tôrres Tinoco,
  • Rosa Maria Vilanova,
  • Eulogio Vieira Pontes,
  • Marilza dos Santos,
  • Bruno Rosa Balbe,
  • Orivaldo Vasconcelos,
  • Carmen Silvia Almeida Garcia,
  • José Roberto Ferreira de Andrade,
  • Marcos Takeshita,
  • Reginaldo Santos Pereira,
  • Eliezer Custódio Alves,
  • Maria Alice Marcon Yotsui,
  • Renata Moreno Machado,
  • Gentil Vargas da Rosa,
  • Eiti Tamai,
  • Márcia Gamarra Reggiori,
  • Cícero Torres Baes,
  • Celba Martins da Silva,
  • Bruno Marques de Assis,
  • Eliane Jorge Haddad,
  • Erick Sander Pinto de Matos,
  • Adalgisa Fernandes Ferreira,
  • Wiliam Rodrigues,
  • Abadia Oliveira de Souza,
  • Paulino Rodrigues de Mello,
  • Cláudia Gasperin Andriguetto Rahe,
  • Michele Loureiro do Valle,
  • Domingos Albaneze Neto,
  • Dra. Ana Rosa Érnica Zeferino,
  • Zelia Tavares Figueira,
  • Renata Popi Cardilo,
  • Maria Helena Oliveira Moura,
  • José Maurílio Scapin Júnior,
  • Mara Raquel Maldonado,
  • Flora Marly Azevedo,
  • Cândida Moreira Marques,
  • Marco Antônio Rios,
  • Roberval Roncatti,
  • Esperidião Amim Helon Filho,
  • Maria Amabini Xavier,
  • Reinaldo Rodrigues,
  • Melgarejo Ferreira,
  • Heloisa Shimabokuro,
  • Nadia Rezende Loubet,
  • Suely Nogueira Strejevitch,
  • Augusto Winkler,
  • Paulo Roberto Martins Portugal,
  • Vânia de Oliveira Barcelos,
  • Tatiana Regina Takahashi Andreu.

*Colaborou Tatyane Gameiro

TRATAMENTO MEDICINAL

Evento sobre cannabis medicinal reúne especialistas na UFMS

Projeto itinerante da Divina Flor em parceria com a Universidade Federal de Matro Grosso do Sul, "Divina na Estada" promove atualização científica sobre prescrição, pesquisas e regulamentação no estado

05/03/2026 17h43

Thiago Dragão

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Com o objetivo de ampliar o debate científico e a qualificação profissional sobre o uso terapêutico da cannabis, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) recebe, nesta sexta-feira (6), o projeto “Divina na Estrada – Cannabis Medicinal na Prática Clínica: Bases Científicas e Aplicações Terapêuticas”. O encontro será realizado das 8h às 17h, no Anfiteatro Multiuso 1, na Cidade Universitária, em Campo Grande.

A iniciativa é promovida pela Associação Divina Flor em parceria com a UFMS e marca o fortalecimento da colaboração entre a entidade e a universidade para o desenvolvimento de pesquisas e ações de extensão voltadas à cannabis medicinal. O projeto possui caráter itinerante e deve percorrer, ao longo do ano, municípios de Mato Grosso do Sul que possuem câmpus da universidade, levando capacitação técnica a profissionais da saúde, estudantes, pesquisadores, pacientes e demais interessados.

De acordo com a diretora da Associação Divina Flor, Fátima Carvalho, o crescimento da busca por tratamentos à base de cannabis no Brasil tem aumentado a demanda por atualização científica entre profissionais da saúde. Ainda assim, o tema segue cercado por lacunas de informação.

“Com o aumento da procura por terapias à base de cannabis, médicos e outros profissionais têm buscado compreender melhor o sistema endocanabinoide, as indicações clínicas e os aspectos regulatórios. Em Mato Grosso do Sul ainda existem muitas dúvidas sobre legislação e produção nacional de preparados, o que impacta diretamente o acesso dos pacientes a tratamentos seguros e baseados em evidências. Por isso queremos levar essa capacitação para diferentes regiões do Estado”, explica.

Além da formação clínica, o evento também está ligado a pesquisas desenvolvidas na UFMS que investigam o conteúdo de fitocanabinoides — substâncias presentes na Cannabis sativa — e analisam, em laboratório, as atividades biológicas de óleos e resíduos provenientes do processamento da planta para uso medicinal. O objetivo é ampliar o conhecimento científico sobre a composição química, qualidade e possíveis aplicações terapêuticas desses produtos.

PROGRAMAÇÃO MULTIDISCIPLINAR

A programação reúne especialistas de diferentes áreas do conhecimento, incluindo pesquisadores, médicos e profissionais que atuam diretamente com a temática da cannabis medicinal.

A diretora da Divina Flor, Fátima Carvalho, apresenta o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Saúde e Qualidade de Vida da associação. Já a química responsável da entidade, Talita Vilalva Freire, aborda aspectos técnicos relacionados ao cultivo, às análises laboratoriais, ao controle de qualidade e à produção nacional de preparados à base da planta.

A professora Nídia Yoshida, do Instituto de Química da UFMS, discute o cenário atual das pesquisas científicas sobre cannabis medicinal no Brasil. Segundo a pesquisadora, levar o debate para o ambiente universitário é fundamental para ampliar o conhecimento e reduzir desinformações sobre o tema.

“O principal objetivo do evento é apresentar e discutir as pesquisas científicas mais recentes sobre o uso terapêutico da cannabis em diferentes enfermidades, integrando evidências químicas, biológicas, clínicas e regulatórias. Diante do crescimento do interesse social e científico sobre o assunto, é essencial qualificar o debate com base em dados consistentes”, afirma.

Também participam da programação os médicos da família e prescritores Bárbara Rosa e José Ikeda Neto, que irão abordar o funcionamento do sistema endocanabinoide e as aplicações clínicas da cannabis em tratamentos de saúde.

As indicações terapêuticas na medicina humana e veterinária serão discutidas pelas professoras Cláudia Du Bocage, da Faculdade de Medicina da UFMS, e Bruna Fernanda Firmo, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia.

O coordenador jurídico da Divina Flor, Felipe Nechar, apresenta ainda um panorama sobre o papel das associações de pacientes no avanço da regulamentação da cannabis medicinal no Brasil, destacando o protagonismo dessas organizações na ampliação do acesso aos tratamentos.

ACESSO À INFORMAÇÃO

Para os organizadores, o projeto “Divina na Estrada” busca fortalecer o diálogo entre universidade e sociedade ao integrar pesquisa científica, prática clínica e as demandas reais da população que utiliza ou busca terapias com cannabis medicinal.

Nesse contexto, as universidades públicas desempenham papel estratégico na produção de conhecimento qualificado e na orientação técnica da sociedade e de órgãos reguladores, contribuindo para decisões fundamentadas em evidências científicas e responsabilidade social.

A iniciativa também destaca a importância das associações de pacientes na disseminação de informação de qualidade, na redução de estigmas históricos associados à planta e na construção de políticas públicas baseadas em dados científicos.

Ao ampliar o debate sobre os potenciais usos terapêuticos da cannabis, o projeto pretende estimular uma compreensão mais ampla sobre o tema e fortalecer a formação de uma comunidade mais informada, crítica e preparada para discutir os impactos da cannabis medicinal na saúde pública.

O “Divina na Estrada” integra uma agenda estadual que deverá percorrer diferentes municípios sul-mato-grossenses ao longo de 2026.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

8h – 8h30 – RECEPÇÃO
8h30 – 8h45 – ABERTURA
8h45 – 9h – Fátima Carvalho – Diretora da Associação Divina Flor: “O trabalho da Divina Flor no Núcleo de Saúde e Qualidade de Vida.” 
9h - 10h30 - Dra. Talita Vilalva Freire – Química responsável Associação Divina Flor: “Laboratório e Cultivo: Bases Técnicas, Controle de Qualidade e Produção Nacional”;
10h30 – 10h45 - INTERVALO CAFÉ
10h45 – 11h30 – Profa. Nídia Yoshida – Instituto de Química – INQUI/UFMS/Campo Grande: “Pesquisa com Cannabis Medicinal no Brasil: Perspectivas, Desafios e a Contribuição das Instituições de Ensino e Pesquisa”
11h30 - 13h – ALMOÇO
13h - 13h45 – Dra. Dra. Bárbara Rosa – Médica da Família e prescritora / Dr. José Ikeda Neto - Médico da Família e prescritor: “Introdução ao Sistema Endocanabinoide e aplicações clínicas da cannabis”;
13h45 - 14h15 – Profa. Cláudia Du Bocage - Faculdade de Medicina – FAMED/ UFMS/Campo Grande: “Aspectos relacionados à utilização de cannabis medicinal por pacientes da Associação Divina Flor, Campo Grande – MS”
14h15 – 15h15 – Profa. Bruna Fernanda Firmo – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – FAMEZ/UFMS/Campo Grande: “Terapia canabinoide na Medicina Veterinária: indicações terapêuticas”
15h15 - 15h30 - INTERVALO CAFÉ
15h30 – 16h30 – Dr. Felipe Nechar – Coordenador Jurídico Divina Flor: "O Protagonismo das Associações de pacientes na regulamentação da Cannabis no Brasil"   
 

ARTE

Exposição reúne artistas mulheres e propõe reflexão sobre a alta de feminicídios no Estado

Exposição reúne 14 artistas mulheres no Museu da Imagem e do Som e propõe reflexão urgente sobre a alta de feminicídios em Mato Grosso do Sul e no Brasil

05/03/2026 10h00

Divulgação

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Está aberta ao público, no Museu da Imagem e do Som (MIS), a exposição “O Grito que Ecoa”, mostra que coloca o feminicídio e as múltiplas violências contra mulheres no centro do debate artístico e social.

Com curadoria de Sara Welter (Syunoi), a exposição reúne obras de 14 artistas mulheres e articula pintura, arte têxtil, objetos, instalação, performance, música e poesia em um percurso que tensiona delicadeza e brutalidade, intimidade e política.

Participam da mostra Bejona, Marcia Lobo Crochê, Vitória Lorrayne, Syunoi, Veryruim, Letícia Maidana, Terrorzinho, Kami, Sabrina Lima, Thalya Veron e Maíra Espíndola, entre outras integrantes do coletivo.

A proposta é transformar experiências de silenciamento e apagamento em presença, linguagem e ocupação simbólica do espaço institucional.

Em um estado que registra índices alarmantes de violência contra mulheres, a exposição assume a arte como gesto de denúncia, memória e resistência.

“O Grito que Ecoa” foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc, com apoio da Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande (Fundac). Para Sara Welter, o financiamento público é essencial para viabilizar projetos dessa natureza.

“Com esses financiamentos muitos artistas têm portas abertas para fazer com que suas ideias saiam do papel e se tornem palpáveis. Essa exposição é uma dessas ideias que se tornou real. Conseguimos garantir infraestrutura adequada, produzir obras inéditas e desenvolver todas as etapas do projeto com qualidade”, afirma Sara.

ARTE QUE GRITA

Segundo a curadora, a ideia da mostra surgiu a partir de discussões com o Coletivo Dorcelina Folador.

“Observando que essa temática percorre desde o próprio coletivo, visto que Dorcelina Folador foi vítima de feminicídio em Mundo Novo, e vendo a necessidade de falarmos sobre isso e toda a repercussão com as tantas vítimas no Brasil e em Mato Grosso do Sul, chegamos à conclusão de que era necessário e urgente produzir essa exposição”, afirma.

Criado em 2020, o Coletivo Dorcelina Folador tem como objetivo romper padrões patriarcais e fortalecer a produção artística feminina. A história do grupo se constrói a partir da união de artistas mulheres que utilizam a arte para contar suas vivências e reivindicar espaços.

Atualmente, o coletivo reúne mais de dez artistas de MS, entre elas Bejona, Erika Pedraza, Leticia Maidana, Marcia Lobo Crochê, Thalya Veron, Veryruim, Terrorzinho, Maíra Espíndola, Cecilia Hanna, Sabrina Lima, Sara Welter (Syunoi), Thalita Nogueira, Suellen Rocha, Ester Rohr, Da Mata, Ana Deluck, Vitória Queiroz, Vitória Lorrayne e Kami.

A exposição integra a primeira etapa do projeto Nós Dissemos: Circuito de Arte Dorcelina Folador, que prevê ainda outras duas mostras em diferentes espaços culturais da cidade.

“A Via Crucis do Corpo”

“A Via Crucis do Corpo”, de Sara Welter - Foto: Divulgação

Entre as obras inéditas está “A Via Crucis do Corpo”, assinada por Sara Welter especialmente para a exposição. Produzida com nanquim, carvão e pastel seco, a obra representa o corpo feminino de forma ambígua e fantasmagórica.

“Esse corpo aparece em duas formas opostas, ora pendurado pela mão, ora pendurado pelo pé. As linhas se enrolam pelo corpo da figura, trazendo referência desde shibari até mesmo como cortes. Esse corpo sem cabeça, com sua face ocultada, é dilacerado, machucado e violentado. O que resta é apenas a impressão do crime no tecido”, explica a curadora.

A obra sintetiza o conceito da mostra: tornar visível aquilo que muitas vezes é reduzido a estatísticas e transformar o trauma em linguagem.

NÚMEROS

O Brasil registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, um aumento de 34% em relação a 2024, quando houve 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis (5,89) mulheres mortas por dia no País.

Os números são do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL).

O levantamento aponta que 75% dos casos ocorreram no âmbito íntimo – quando o agressor faz ou fez parte do círculo de intimidade da vítima, como companheiros, ex-companheiros ou pais de seus filhos.

A maioria das mulheres foi morta ou agredida em casa (38%) ou na residência do casal (21%). A faixa etária predominante das vítimas é de 25 a 34 anos (30%), com mediana de 33 anos. Ao menos 22% das vítimas já haviam denunciado o agressor antes do feminicídio.

O relatório revela ainda que 69% das vítimas, com dados conhecidos, tinham filhos ou dependentes. Ao todo, 101 mulheres estavam grávidas no momento da violência, e 1.653 crianças foram deixadas órfãs.

A idade média dos agressores é de 36 anos. Em 94% dos casos, o crime foi cometido por uma única pessoa, e quase metade (48%) envolveu arma branca, como faca ou canivete.

Em Mato Grosso do Sul, os dados do Monitor da Violência Contra a Mulher reforçam o cenário preocupante. Em 2025, o Estado registrou 39 vítimas de feminicídio e 22.087 casos de violência doméstica – número superior ao de 2024, quando foram contabilizados 21.151 casos de violência doméstica e 35 feminicídios.

Neste ano, até o momento, quatro mulheres já foram vítimas de feminicídio e 3.688 casos de violência doméstica foram registrados no Estado.

Os gráficos históricos indicam oscilações ao longo dos últimos anos, mas mantêm patamares elevados tanto em feminicídios quanto em ocorrências de violência doméstica, evidenciando a persistência estrutural do problema.

>> Serviço

A exposição “O Grito que Ecoa”

Segue em cartaz até o dia 6 no Museu da Imagem e do Som (MIS), localizado no 3º andar do Memorial da Cultura e da Cidadania, que fica na Avenida Fernando Corrêa da Costa, nº 559, no Centro, em Campo Grande.

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