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SAÚDE

Para especialistas, desenvolver hobbies na infância afasta das telas e melhora a cognição

Em meio ao excesso de telas e estímulos imediatos, psicopedagoga defende que hobbies na infância e na adolescência fortalecem o desenvolvimento cognitivo, emocional e social, ajudando na concentração, autoestima e até nas escolhas profissionais

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Com estímulos imediatos e recompensas instantâneas fornecidas pelo uso de telas, os hobbies na infância e na adolescência voltam ao centro do debate sobre desenvolvimento saudável.

Mais que um simples passatempo, atividades como esportes, música, leitura, artes e até culinária infantil desempenham papel fundamental na formação cognitiva, emocional e social de crianças e jovens.

Especialistas defendem que o envolvimento precoce com hobbies funciona como base para o bem-estar mental, atuando como válvula de escape do estresse e como terreno fértil para o desenvolvimento de habilidades que acompanham o indivíduo ao longo da vida.

Segundo a psicopedagoga Olívia Carromeu, os impactos são diretos e consistentes. “Os hobbies têm impacto direto nesse desenvolvimento cognitivo das crianças e dos adolescentes, porque eles estimulam habilidades como atenção, memória, raciocínio lógico e criatividade. E além disso, eles favorecem disciplina, persistência e autorregulação emocional. Então, quando a atividade é prazerosa, o aprendizado acontece de uma forma mais natural, fortalecendo essas competências que também se refletem no desempenho escolar e nas relações sociais”, explica.

BENEFÍCIOS 

Os benefícios dos hobbies podem ser observados em diferentes dimensões do desenvolvimento infantil.

Hobbies em grupo favorecem habilidades sociais como cooperação, comunicação e empatiaHobbies em grupo favorecem habilidades sociais como cooperação, comunicação e empatia - Foto: Freepik

No campo físico, atividades como correr, nadar, dançar, andar de patins ou praticar artes marciais contribuem para a saúde motora e mental. Além de fortalecerem o corpo, ajudam na liberação de energia acumulada e na regulação do humor.

No aspecto criativo e artístico, práticas como desenho, pintura, costura, modelagem e produção de artesanato promovem a livre expressão. A criança aprende a transformar emoções em criação, desenvolvendo imaginação e senso estético.

No desenvolvimento cognitivo e educativo, leitura, jogos de tabuleiro, xadrez, tocar instrumentos musicais – como o piano – ou até colecionar itens, como selos, ampliam repertório cultural e estimulam o raciocínio estratégico.

Há ainda a culinária infantil, que envolve aprendizado prático e sensorial. Ao participar do preparo de receitas, a criança trabalha coordenação motora, noção de medidas, organização e autonomia.

Para Olivia, o impacto dessas atividades chega diretamente à vida escolar. “Atividades como música, leitura e esportes estimulam funções cognitivas essenciais para o aprendizado. A música, por exemplo, favorece o ritmo, porque a música tem ritmo, tem disciplina e memória auditiva. A leitura amplia o vocabulário, interpretação e pensamento crítico, e os esportes contribuem para o foco, autocontrole, trabalho em equipe.

Além desse aspecto cognitivo, essas práticas também fortalecem a autoestima, regulação emocional, todos esses fatores que impactam positivamente no desempenho escolar”, pontua a psicopedagoga.

FOCO

Em tempos de dispersão constante, a concentração se tornou um dos maiores desafios na infância e adolescência. Nesse cenário, os hobbies funcionam como treino natural de foco.

“Os hobbies contribuem significativamente para esse desenvolvimento da atenção, concentração e da disciplina. Na prática, quando a criança ou adolescente se dedica a uma atividade de interesse, como hobby, como aprender um instrumento, praticar ou montar estratégias em jogos, ele precisa manter o foco por períodos prolongados, precisa seguir regras, respeitar etapas e lidar com os erros. Esse processo estimula a atenção sustentada, o controle da impulsividade e a persistência diante desses desafios”, afirma a psicopedagoga.

Ao aprender que o resultado depende de treino e continuidade, a criança internaliza valores como esforço e superação – competências essenciais também na vida adulta.

REGULADORES EMOCIONAIS

A saúde emocional é outro ponto fortemente impactado. De acordo com Olivia, os hobbies funcionam como importantes reguladores emocionais.

“Eles oferecem prazer, sensação de competência e espaço de expressão, o que reduz níveis de estresse e ansiedade nos dias de hoje. Eles contribuem para a construção dessa autoestima e da identidade, principalmente desses adolescentes. Então, quando a criança ou jovem se sente capaz e é reconhecida em uma atividade que gosta, isso impacta diretamente nesse bem-estar social”, explica.

Essa função reguladora também se reflete na capacidade de lidar com frustrações. “Ter um hobby pode contribuir significativamente para o enfrentamento da ansiedade e da frustração. Essas atividades prazerosas ajudam a direcionar a energia para algo produtivo. Muitos desses hobbies envolvem desafios progressivos, o que ensina lidar com erros, esperar resultados e persistir diante das dificuldades. Esse processo fortalece a tolerância à frustração, autocontrole e a confiança, habilidades fundamentais para o equilíbrio emocional na infância e na adolescência”, destaca Olivia.

Na construção da autoestima, o reconhecimento do próprio progresso é determinante. “Os hobbies ajudam nessa construção da autoestima porque proporcionam experiências de competência e realização. Quando a criança ou adolescente percebe sua evolução em uma atividade que gosta, fortalece essa sensação de capacidade, de autoconfiança. O reconhecimento, seja da família, dos amigos ou do próprio progresso, reforça essa identidade e o sentimento de pertencimento, que nessa fase é vital para eles”, ressalta.

Ter um espaço onde o jovem se sente habilidoso e valorizado pode fazer toda a diferença na formação de uma identidade segura e positiva.

HABILIDADES SOCIAIS

As atividades extracurriculares também ampliam o repertório social.

“Em ambientes como esportes coletivos, música em grupo, teatro ou projetos culturais, crianças aprendem a cooperar, a respeitar as regras, a lidar com as diferenças e a trabalhar em equipe. Essas experiências favorecem a comunicação, a empatia e a resolução de conflitos”, afirma a psicopedagoga.

Mas Olivia alerta que os hobbies em grupo não são necessariamente melhores do que os individuais.

“Não necessariamente são mais benéficos. Na verdade eles são diferentes e complementares. Os hobbies em grupo favorecem habilidades sociais como cooperação, comunicação e empatia. Já as atividades individuais contribuem para autonomia, concentração, autoconhecimento e disciplina pessoal. O ideal é considerar o perfil dessa criança ou desse adolescente. O equilíbrio entre ambas costuma ser o cenário mais saudável”, defende.

ANALÓGICO X DIGITAL

Um dos maiores obstáculos atuais é equilibrar hobbies tradicionais com o uso de tecnologia.

“O equilíbrio entre hobbies tradicionais e uso de telas deve ser conduzido de forma educativa e estruturada, porque o excesso de telas pode impactar a atenção, a autorregulação e a tolerância à frustração, devido à lógica de recompensa imediata. Por isso, é fundamental estabelecer limites claros e previsíveis, organizar uma rotina com atividades off-line e considerar a função emocional desse uso da tecnologia. O envolvimento e o modelo familiar são determinantes nesse processo”, pontua Olivia.

Segundo a psicopedagoga, jogos digitais podem, sim, ser considerados hobbies – desde que com equilíbrio.

“Eles estimulam o raciocínio, a tomada de decisão e habilidades sociais, principalmente os jogos cooperativos. É fundamental que haja limite de tempo, conteúdo adequado à idade e equilíbrio com outras atividades. Tornam-se prejudiciais quando passam a gerar prejuízo escolar, social ou emocional”, alerta.

INCENTIVO

Para que o hobby se torne espaço de desenvolvimento, o envolvimento dos responsáveis é essencial. “Eles atuam como facilitadores, oferecem oportunidades, organizam a rotina, garantem acesso a atividades diversificadas. Além disso, funcionam como modelo. As crianças tendem a valorizar aquilo que observam nos adultos”, destaca Olívia.

No entanto, impor atividades pode gerar efeito contrário. “Pode ser prejudicial quando essa imposição desconsidera o perfil da criança. Quando a atividade é vivenciada como uma obrigação rígida, há maior risco de resistência, desmotivação e prejuízo na autoestima. O ideal é um equilíbrio: orientação dos pais, mas com espaço para que a criança participe da decisão e desenvolva autonomia”, pontua.

A escolha deve considerar três aspectos principais: interesses espontâneos, características do temperamento e habilidades predominantes. Observar como a criança reage a desafios e frustrações também ajuda.

“Oferecer experiências variadas e observar o nível de engajamento é essencial. A definição do hobby deve respeitar a individualidade e favorecer a autonomia”, orienta Olivia.

Na adolescência, é comum que antigos interesses sejam deixados para trás. “É uma fase comum para o abandono desses hobbies da infância. Trata-se de um período marcado por mudanças identitárias, busca por pertencimento e reorganização de interesses. É esperado que o adolescente revise preferências e experimente novas atividades”, afirma.

O foco, segundo a especialista, não deve ser manter o mesmo hobby, mas garantir que o jovem permaneça envolvido em alguma atividade significativa que contribua para seu desenvolvimento emocional, social e cognitivo.

A psicopedagoga ainda destaca que os hobbies também podem influenciar escolhas profissionais no futuro.

“Essas atividades realizadas por interesse e prazer costumam revelar inclinações, habilidades e valores pessoais. Ao longo do tempo, esses interesses podem se consolidar e orientar escolhas acadêmicas e profissionais. Contudo, é importante que o hobby seja visto como espaço de desenvolvimento e não como pressão precoce para definição de carreira”, destaca.

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EXPOSIÇÃO

Fotógrafo e documentarista que registrou mais de quatro décadas da história de MS é homenageado

Fotógrafo e documentarista que registrou mais de quatro décadas da história de Mato Grosso do Sul, Rachid Waqued é homenageado com exposição fotográfica no MIS

25/02/2026 08h10

Rachid Waqued, fotógrafo e documentarista

Rachid Waqued, fotógrafo e documentarista Divulgação

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O Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS) abre as portas amanhã, às 19h, para a exposição “Fotografia e Memória”, uma homenagem ao fotógrafo Rachid Waqued, reconhecido como um dos principais documentaristas da história sul-mato-grossense.

Com entrada gratuita e visitação aberta até 30 de abril, a mostra marca oficialmente o início do ciclo de celebrações pelos 50 anos de criação de Mato Grosso do Sul, que serão comemorados no dia 11 de outubro de 2027.

A exposição integra o projeto Rota Cine MS, iniciativa estratégica da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) voltada ao fortalecimento do audiovisual, à democratização do acesso à cultura, ao fomento da economia criativa e à valorização da diversidade regional.

“Essa exposição é um reconhecimento à importância da fotografia para a construção da memória e da identidade sul-mato-grossense. Valorizar os fotógrafos de Mato Grosso do Sul reforça nosso compromisso com a preservação e a difusão da cultura. Que esta imersão na obra de Waqued e de seus contemporâneos inspire a todos nós, fortalecendo o orgulho de pertencermos a este território e o desejo de continuarmos a construir, juntos, uma história de ainda mais realizações culturais e criativas”, frisa Eduardo Mendes Pinto, diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).

Com curadoria de Melly Senna, Cris Freire, Ligia Rocha, Pedro Ortale, Elis Regina e do próprio Rachid Waqued, a mostra reúne dezenas de registros fotográficos que atravessam mais de quatro décadas de história.

Para além da trajetória individual do fotógrafo, a exposição apresenta um recorte significativo de um dos mais importantes acervos visuais sobre a formação cultural, política, social e urbana de Mato Grosso do Sul.

Ao longo de sua carreira, Waqued consolidou-se como um cronista visual das transformações do Estado.

Seu trabalho acompanha desde o crescimento urbano de Campo Grande até manifestações culturais tradicionais, passando por obras de infraestrutura, retratos políticos e cenas cotidianas que hoje ajudam a compreender a identidade sul-mato-grossense.

A mostra propõe ao visitante não apenas contemplar imagens isoladas, mas percorrer uma narrativa que conecta passado e presente às vésperas do cinquentenário estadual.

Rachid Waqued, fotógrafo e documentaristaApós dois meses fechado para reforma, Museu da Imagem e do Som reabre para o público - Foto: Graciana Goedert

A EXPOSIÇÃO

O recorte curatorial evidencia o olhar documental e sensível do fotógrafo. As imagens estão organizadas em seis eixos temáticos: Cultura, Natureza, Indústrias e infraestrutura, Colaboradores de MS, Coordenadores de MS e Arquitetura urbana.

Cada núcleo revela uma camada distinta da construção histórica de Mato Grosso do Sul e, juntos, compõem um panorama das transformações sociais, políticas e econômicas do território.

No eixo Cultura, o público encontra registros de manifestações que ajudaram a moldar a identidade regional, como celebrações religiosas, expressões populares e personagens marcantes da vida artística e social.

Entre os destaques estão imagens ligadas às tradições pantaneiras, às raízes árabes presentes em Campo Grande e a momentos simbólicos de fé e pertencimento, como a entrega da Bandeira do Divino em Coxim.

São fotografias que capturam gestos, rituais e rostos que traduzem o sentimento de pertencimento a um território plural.

Ao avançar para o núcleo Natureza, o olhar se amplia para paisagens emblemáticas, como o Pantanal do Rio Negro. A força ambiental que sustenta o imaginário sul-mato-grossense aparece registrada com rigor documental e sensibilidade estética.

A natureza não surge apenas como cenário, mas como elemento estruturante da identidade do Estado, dialogando com modos de vida, tradições e processos econômicos.

Em Indústrias e infraestrutura, Waqued documenta a expansão da malha ferroviária e outras obras que impulsionaram o crescimento econômico. As imagens revelam trilhos, estações, construções e estruturas que conectaram territórios e consolidaram o desenvolvimento estadual.

O registro dessas transformações permite compreender como o espaço físico foi moldado ao longo das décadas.

Já em Arquitetura urbana, o visitante encontra fotografias de edifícios, praças e transformações na paisagem de Campo Grande. A capital é retratada em diferentes momentos de sua expansão, compondo uma narrativa visual que evidencia mudanças no traçado urbano, no perfil arquitetônico e na dinâmica social da cidade.

O eixo Colaboradores de MS valoriza trabalhadores, cidadãos comuns e cenas cotidianas. São fragmentos de uma história construída coletivamente, em que o protagonismo é compartilhado por homens e mulheres anônimos que, com seu trabalho e sua presença, ajudaram a erguer o Estado.

Por fim, o núcleo Coordenadores de MS reúne retratos de todos os governadores do Estado, formando um painel político que atravessa diferentes gestões e momentos decisivos da trajetória sul-mato-grossense.

“Ao longo do tempo, meu trabalho foi credenciando meu nome como alguém com vocação para documentar. Sempre atuei com seriedade, compromisso com a história e pesquisa para descobrir e registrar as coisas, ajudando a divulgar o nosso Estado. Sou um documentarista do meu tempo. Minhas fotos são documentos visuais que acompanham as transformações do espaço urbano e das pessoas na nossa região. Eu fotografo Campo Grande há décadas justamente para registrar essas mudanças. Por isso é tão emocionante receber essa homenagem ainda em plena atividade, e se torna ainda mais especial por integrar as celebrações dos 50 anos de Mato Grosso do Sul, em 2027. Eu acompanhei essa trajetória de perto, fui testemunha ocular desse movimento e dessa construção histórica”, frisa Rachid Waqued.

Além das obras do homenageado, a exposição apresenta um painel com trabalhos de outros 14 fotógrafos e fotógrafas sul-mato-grossenses: André Bittar, Alexis Prappas, Bolivar Porto, Denilson Secreta Nantes, Elis Regina Nogueira, Gabriel Gabino, Luiz Felipe Mendes, Marithê do Céu, Marycleide Vasques, Saul Schramm, Sebastião Guimarães, Vânia Jucá, Wagner Guimarães e Melina Moraes.

Pensada para alcançar públicos diversos, a exposição incorpora recursos de acessibilidade, como piso tátil, intérprete de Libras no vídeo depoimento do homenageado e áudio-descrição das obras.

QUEM É RACHID WAQUED?

Fotógrafo, documentarista e pesquisador, Rachid Waqued nasceu em Campo Grande, em 1953, filho de pai libanês e mãe corumbaense, filha de sírios.

Formado em Engenharia Civil, História e Artes Visuais, construiu ao longo de mais de quatro décadas uma trajetória marcada pelo compromisso com o registro das transformações sociais, políticas e econômicas de Mato Grosso do Sul.

Foi pioneiro na introdução da tecnologia digital na fotografia no Estado e acompanhou momentos decisivos da consolidação sul-mato-grossense.

Parte significativa de sua produção é dedicada à cultura pantaneira e à documentação da malha ferroviária, pesquisa que resultou na obra “Paralelas de Aço: o caminho ferroviário para o Oeste”, referência para estudiosos da história regional.

Waqued também desenvolveu projetos voltados ao resgate dos antigos fotógrafos “lambe-lambe”, contribuindo para a valorização e preservação do patrimônio visual.

Ao se definir como um “contador de histórias visuais”, sintetiza uma carreira construída com rigor técnico, espírito investigativo e paixão pelo ofício.

Atualmente, amplia sua atuação por meio de produções audiovisuais em plataformas digitais, mantendo ativo o trabalho documental e reafirmando seu papel como guardião da memória cultural sul-mato-grossense.

O ROTA CINE MS

A programação do Rota Cine MS terá continuidade ao longo do ano no MIS. Entre maio, junho e julho, o foco será o audiovisual. Já entre agosto, setembro e outubro, a temática será a música, ampliando o escopo do projeto e fortalecendo o museu como espaço permanente de difusão cultural.

A execução do Rota Cine MS é objeto do Termo de Fomento (nº 5499/2025) celebrado entre o governo do Estado, a Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), a FCMS e o Instituto Curumins, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab).

>> Serviço

Exposição “Fotografia e Memória”

Abertura: amanhã, às 19h.
Visitação: até o dia 30 de abril.
Local: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Av. Fernando Corrêa da Costa, nº 559, Vila Carvalho.
Entrada: gratuita.

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Felpuda

A ironia política está célere que só nos bastidores, diante da posição...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/02/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Umberto eco - escritor italiano

"Nem todas as verdades são para todos os ouvidos, nem todas as mentiras podem ser reconhecidas como tais”.

 

FELPUDA

A ironia política está célere que só nos bastidores, diante da posição de figurinha que se diz um dos muitos pretendentes a vaga ao Senado. Por conta de sua manifestação, há quem esteja dizendo que seu slogan de campanha poderia ser “Comigo no Senado”, lembrando que ele acredita que basta apenas colocar a culpa nos “fenômenos climáticos” para continuar lépido e fagueiro com o sonho de ser “ungido” pelo seu partido. Só que sua pretensão, afirmam, está caindo no “buraco negro”... Afinal...

Diálogo

 Cadeira

Jaime Verruck, secretário da abrangente Semadesc, deverá deixar a administração estadual para disputar as próximas eleições. Ele é filiado no PSD, porém, tudo indica que deixará o partido – que está se “esvaziando” em MS –, migrando possivelmente para o PP.

Mais

Até então, ele também vinha falando em tentar ser indicado para a disputa ao Senado, mas isso não deverá acontecer e ele deverá disputar cadeira na Câmara. Conversa que circula por aí é de que ele teria apoio da direção da Federação das Indústrias de MS.

DiálogoDaniel Azevedo, que hoje comemora troca de idade 
DiálogoDra. Liliane Oppermann

 Parceria

O PT deverá ter a senadora Soraya T hronicke como futura parceira. Ela está negociando a saída do Podemos para se abrigar no PSB e disputar a reeleição. Em 2018, ela se elegeu pelo PSL – que depois se uniu ao DEM e virou União Brasil –, usando como slogan “a senadora do Bolsonaro”, obtendo 373.712 votos e desbancando outros candidatos, inclusive o hoje deputado estadual petista José Orcírio dos Santos. Mal iniciou seu mandato e rompeu com Bolsonaro.

Inimiga

Em 2022, Soraya Thronicke disputou a Presidência da República pelo União Brasil e, durante os debates, atacou o então presidente Jair Bolsonaro, que tentava a reeleição. Ele revelou, “olhos nos olhos”, o motivo que a levou a se tornar inimiga de sua administração: desejo por cargos. Desgastada diante do eleitorado por ser considerada “traidora”, obteve apenas 8.082 votos para presidente em MS. Em Campo Grande, contou só com 3.564 votos.

Defesa

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados hoje realiza reunião para ouvir o deputado Coronel Meira na condição de testemunha de defesa do deputado Marcos Pollon e o próprio parlamentar. Ele é alvo de representação que pede sua suspensão por declarações ofensivas ao presidente da Câmara durante ato público realizado em Campo Grande, em agosto de 2025. A reunião, às 14h, integra o andamento do processo e subsidia a deliberação do colegiado sobre o caso.

Aniversariantes

Daniel Azevedo,
Dr. José Eduardo Silveira dos Santos,
Renata de Rezende Kroetz,
Rosana Maria Orro Razuk,
Ester Quintanilha Nogueira,
Miriam Eliza Schupp Lescano,
José Andrade de Moraes,
Artur Mory Miyashiro,
Anne Yurie Monteiro Oshiro,
Eduardo Shiguenori Yura,
Esther de Arruda Zurutuza,
Evanir Midon Ramos,
Marcelino Henrique da Costa,
Matias dos Santos Miranda,
Kátia Antonn,
Gomercindo Anes Neto,
Sylvio Ribeiro Ferreira,
Emerson Ramos de Moraes,
Nelson Bruno,
Gilberto Smozinski,
Nilma Brito da Silva,
Alice Ferraz Fortes,
Mônica Essir Simioli,
Dr. Marcelo Muniz da Silva,
Dra. Rosane Afonso Borges,
Vergilia Barbosa Mateus,
Nádia Nadalon Viana,
Beatriz Domingues Xavier,
Thaynara de Oliveira Viana,
Carlos Wilhelms,
Achilles Parma Neto,
Kelly Regina de Souza Oshiro,
Dr. Sérgio Willian Anibal,
Daisy Conto,
Daise Barbosa Rodrigues Durães,
Dênis Barbosa Rodrigues,
Devid Barbosa Rodrigues,
Dirce Saab Palmeira,
Sérgio de Souza,
Cleyton Almeida de Olindo,
José Geraldo Loureiro,
Sidney Fernandes de Souza Júnior,
Neli Soares,
João Pedro Pereira Wesner,
Auro Cézar Rigotti,
Dr. Sandro Fabi,
Mirelle dos Santos Ottoni,
Yuki Tobaru Neto,
Edilson Toshio Nakao,
Antônio Cunha Lacerda Leite,
Leonilda Martines Ludvig,
Nely da Cunha Rosa,
Ronny Machado de Moraes,
Julia Botelho Souto,
Juliene Botelho Souto,
Paulo Afonso Aragão Leite,
Armando Oliveira Rodrigues,
Marinaldo Alves da Silva,
Mauro Cezar Ovando,
João Theodoro do Nascimento,
Fábio Alexandre Marques,
Jair Batista de Araujo,
Jolise Saad Leite,
Darci Silva,
Carlos Alberto do Valle Milanez,
Antônio Tadeu Dantas Santos,
Sérgio Murilo Marques,
Laércio Pereira dos Santos,
Leda Henrique Abes,
Celso Katayama,
Dra. Andréa Rodrigues Cantalice,
Gustavo Torraca de Oliveira,
Vander Tornaciole de Oliveira,
Luciano Silva Nunes,
Glaucos da Costa Marques,
Daniel Zequi Araujo,
Beatriz de Barros Figueiredo,
Paulo Mazeti Esteves,
Renata Cristina de Sales da Silva,
Tânia Christina Marchesi de Freitas,
Walter Watanabe,
Aline Prieto Fávaro Pisarro,
Anita Terezinha Nunes Borba,
Manoel Ferro e Silva Junior,
Osmir Fellipi,
Nínivi Zileine Pereira Carneiro,
Joiner Ribeiro Message,
Edson Domingos da Rocha,
Fabiane Brito Lemes,
Paula Francisca da Silva,
Anésio Petelin,
Dr. Joel de Brito Daroz,
Sérgio Caputti de Lima,
Natalino Tsuguio Sakita,
Elisa Maria Girardi Ascenço,
Graziele Christina Ghiraldi Gonçalves,
Luiz do Amaral,
Maria Victória Rivarola Esquivel Martins,
Karen Souza Cardoso,
Elton Lopes Novaes,
Augusto Raimundo Alessio,
Iara Sonia Marchioretto,
Nadia Cristina Hermann,
Giuliani Rosa de Souza,
Valter Antunes Marinho,
Alexandra Brehm de Oliveira Fontoura,
Roberto Sá e Silva,
Clair de Carli,
Maria Auxiliadora Menezes.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

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