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Estrutura Inédita

Para receber show histórico do Guns N' Roses, estrutura enorme foi montada no autódromo

Para receber show histórico do Guns N' Roses na Capital, estrutura enorme foi montada no meio da pista do Autódromo Internacional Orlando Moura

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A contagem regressiva para um dos maiores espetáculos internacionais já realizados em Campo Grande entra na reta final com números impressionantes e uma operação que mobiliza milhares de profissionais.

Para receber os mais de 35 mil espectadores durante a passagem do Guns N’ Roses pela capital sul-mato-grossense, foi feita uma operação logística e estrutural inédita.

A montagem do evento, finalizada na noite de ontem, envolveu uma verdadeira força-tarefa. Ao todo, são 842 toneladas de equipamentos técnicos, além de estruturas complementares, transportadas por 38 carretas vindas de fora e reforçadas por mais 28 unidades locais.

Para dar conta da montagem, cerca de 1.800 trabalhadores braçais foram mobilizados, somando um contingente que chega a aproximadamente 2.800 pessoas envolvidas direta e indiretamente na realização.

O resultado é uma cidade cenográfica temporária erguida dentro do Autódromo Internacional Orlando Moura, com um palco de aproximadamente 22 metros de altura – dimensão comparável à de um prédio de sete andares – equipado com um painel de LED de alta definição (P2) e um sistema de iluminação moderno, que promete impactar o público.

O som fica a cargo da Gabisom Audio Equipment, considerada a maior empresa de sonorização do Brasil e responsável por atender grandes eventos, como o Rock in Rio e o Carnaval do Rio de Janeiro.

No entanto, apesar do histórico de shows pirotécnicos da banda, Campo Grande não contará com fogos de artifício nesta apresentação.

A decisão foi tomada por questões de segurança, já que o terreno descampado do autódromo e os ventos fortes aumentam o risco de incêndios, especialmente em áreas de vegetação próximas.

“É muito perigoso usar esse tipo de efeito aqui e acabar provocando um acidente com a mata”, explica Eduardo Pedraza, produtor técnico do show.

ESTRUTURA ROBUSTA

A grandiosidade do evento não está apenas no palco. A estrutura foi planejada para oferecer conforto e fluidez ao público, com divisão clara de setores e serviços distribuídos estrategicamente. Serão 200 banheiros na área de pista (100 femininos e 100 masculinos) e outros 600 na área VIP, além de seis praças de alimentação e 12 ilhas de bares.

Os setores premium incluem ainda 72 bangalôs com capacidade para até 20 pessoas cada, além de camarotes tradicionais e uma área especial chamada Experience, considerada uma novidade para eventos desse porte na cidade.

O chão do espaço também passou por preparação especial: o solo foi nivelado e receberá estruturas como plywood e easyfloor para garantir mais conforto e segurança ao público.

Outro ponto importante é a ausência de passarela no palco, o que altera a dinâmica de interação da banda com o público, concentrando a performance na estrutura principal.

LOGÍSTICA COMPLEXA

Se montar a estrutura já é um desafio, organizar a chegada e saída de milhares de pessoas exige ainda mais planejamento. Segundo a produção, a logística do evento vem sendo trabalhada há mais de três meses, com apoio fundamental da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e outros órgãos de segurança.

Uma das principais estratégias foi a criação de um bolsão interno no autódromo, com capacidade para até 10 mil pessoas. Esse espaço funcionará como uma área de recepção antecipada, aberta ao público já na madrugada do dia anterior ao show.

A ideia é evitar aglomerações na rodovia e permitir que o público aguarde com conforto dentro do complexo, com acesso a bebidas e alimentação.

O evento principal abre os portões às 16h, mas a recomendação da organização é chegar cedo. “Quanto mais cedo as pessoas chegarem, menor será o impacto no trânsito. É uma rodovia estreita, então, o ideal é evitar a chegada em cima da hora”, orienta Valter Júnior, sócio e produtor local da Santo Show.

O estacionamento oficial terá capacidade para 3.000 carros, além de uma área específica para vans e ônibus fretados. Nesse sistema, os passageiros desembarcam próximo à entrada e os veículos seguem para um espaço reservado, evitando congestionamentos na frente do evento.

A recomendação é que grupos optem por transporte coletivo privado, como vans e ônibus fretados, ou aplicativos de transporte, reduzindo o número de veículos individuais.

SEGURANÇA E ATENDIMENTO MÉDICO

A segurança é outro ponto de destaque. Mais de 500 profissionais atuarão no evento, incluindo equipes uniformizadas e agentes à paisana. O esquema inclui monitoramento constante e estratégias específicas para diferentes áreas, como pista, setores premium e backstage.

A área reservada à banda conta com um sistema de segurança independente, separado da operação geral do evento.

Além disso, haverá diversos postos médicos distribuídos pelo espaço, com suporte de órgãos de saúde para atender possíveis emergências. A organização reforça que a estrutura foi planejada para suportar a capacidade máxima de público com segurança.

Entre os diversos itens proibidos para ampliar a segurança estão: armas de fogo, objetos cortantes, fogos de artifício, sinalizadores, correntes e itens pontiagudos; equipamentos profissionais, GoPro, tablets, drones, bastão de selfie e lasers; bebidas, garrafas, latas e recipientes rígidos; cartazes, bandeiras, camisetas de time, panfletos e fantasias volumosas; drogas, cigarros eletrônicos e medicamentos sem prescrição.

A entrada de água é permitida, desde que sem tampa, e alimentos apenas industrializados e lacrados para consumo próprio. O uso de power banks está liberado.

IMPACTO NO TURISMO

Para além da música, o show do Guns N’ Roses já movimenta o turismo em Mato Grosso do Sul. Com 70% do público vindo de fora do Estado, há relatos de fãs aproveitando a viagem para MS para conhecer destinos como Bonito e o Pantanal antes de seguir para Campo Grande.

A expectativa é de que o evento gere impacto positivo na economia local, desde hotéis e restaurantes até serviços de transporte e comércio.

Mesmo para quem está acostumado a grandes produções, a sensação é de que este evento marca um novo momento para a cidade.

“É mais um show, mas com uma emoção diferente, por ser em casa. Vai ser histórico. Daqui a muitos anos, as pessoas ainda vão falar sobre isso”, afirma Eduardo Pedraza.

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Aposentadoria rural: quem tem direito, como comprovar e o que fazer em caso de negativa do INSS

Especialista em Direito Previdenciário esclarece as principais dúvidas sobre a aposentadoria dos trabalhadores rurais

21/06/2026 10h30

Aposentadoria rural: quem tem direito, como comprovar e o que fazer em caso de negativa do INSS

Aposentadoria rural: quem tem direito, como comprovar e o que fazer em caso de negativa do INSS Foto: Divulgação

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Questões como a necessidade de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), formas de comprovação da atividade rural, direito de quem nunca teve carteira assinada e a possibilidade de somar tempo trabalhado no campo e na cidade são apenas algumas das principais dúvidas sobre o tema na hora de solicitar o benefício.

A Dra. Natália Donato, especialista em Direito Previdenciário e sócio-fundadora do escritório  Sampaio e Donato, esclarece essas e outras questões sobre o assunto, e orienta sobre os direitos e deveres da aposentadoria aos trabalhadores rurais.

O trabalhador rural precisa ter contribuído ao INSS para se aposentar?

“O direito ao benefício dos trabalhadores rurais não exige vínculo formal, especialmente para segurado especial. O ponto crucial não é a carteira assinada, mas sim provar o trabalho braçal no campo para a subsistência. Logo, não precisa ter contribuído ao INSS para se aposentar pois a sua contribuição é feita de forma indireta, sobre a comercialização da produção. Já os demais segurados rurais precisam contribuir, sim.”

Quem tem direito à aposentadoria rural no Brasil?

“Segurado especial: pequenos produtores rurais, agricultores familiares, pescadores artesanais e indígenas que trabalham individualmente ou em regime de economia familiar, sem empregados permanentes; empregado rural: trabalhadores contratados por empresas rurais ou proprietários de terras; e contribuinte individual rural: trabalhadores que prestam serviços de natureza rural, sem vínculo empregatício, como por exemplo, os chamados ‘boias-frias’.”

Quais são os pré-requisitos para o direito à aposentadoria por idade rural?

“A  idade mínima é de 55 anos para mulheres e 60 anos para homens. Em caso de carência por tempo de atividade, são exigidos 180 meses (15 anos) de trabalho comprovado no meio rural. Inclusive, só tem direito a aposentadoria rural com redução da idade o trabalhador rural que permanece trabalhando na terra até cumprir a idade ou comprove no momento que cumpre os requisitos do benefício. As demais comprovações do trabalho rural servem para aumentar tempo de contribuição e somar com o período urbano para aposentadoria por idade híbrida.”

É possível somar tempo rural antigo para aumentar o tempo de contribuição?

“Sim, é possível somar tempo de trabalho rural ‘antigo’ (anterior a novembro de 1991) para aumentar o tempo de contribuição no INSS, mesmo sem ter feito recolhimentos previdenciários na época. Esse período pode ser usado para antecipar a aposentadoria ou aumentar o valor do benefício, exigindo apenas a comprovação da atividade rural.”

Quem trabalhou parte da vida no campo e parte da vida na cidade pode se aposentar como rural?

“Pode. Existe uma modalidade chamada de ‘aposentadoria por idade híbrida’ onde é possível somar o tempo rural e urbano, e a idade é da regra geral.”

Agricultor familiar também pode pedir aposentadoria rural? E como funciona a aposentadoria rural para pescadores artesanais e extrativistas?

“O agricultor familiar é considerado segurado especial desde que trabalhe em regime de economia familiar e não tenha empregados permanentes. Já os pescadores artenasanais e extrativistas também são considerados segurados especiais no INSS, desde que exerçam sua atividade de forma artesanal e seja o principal meio de subsistência.”

Qual a diferença entre segurado especial e trabalhador rural empregado na hora de se aposentar?

“A principal diferença está na forma de comprovação e contribuição. O segurado especial, seja o pequeno produtor ou familiar, não precisa pagar contribuições mensais comprovando o trabalho, enquanto o trabalhador rural empregado tem carteira assinada e contribuições feitas pelo patrão. Ambos têm direito à aposentadoria rural com idade reduzida, sendo 55 anos para mulher e 60 anos para homem.”

Quais documentos servem para comprovar a atividade rural?

“A Autodeclaração do Segurado Especial Rural é obrigatória no INSS. E os principais documentos são bloco de notas do produtor rural, notas fiscais de compra de insumos (sementes, ferramentas), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) - o antigo DAP -, Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) do INCRA, contratos de parceria, meação ou arrendamento rural, comprovantes de entrega de produção a cooperativas, certidão de nascimento, casamento ou óbito, histórico escolar do próprio trabalhador ou dos filhos, certificado de alistamento ou quitação militar, carteira de vacinação dos filhos e cadastro no INCRA ou sindicato rural.”

Quem trabalhou em terras da família sem registro pode conseguir aposentadoria rural?

“Sim. O INSS reconhece essa modalidade como ‘Segurado especial’, focando na comprovação da atividade rural e não na formalidade da carteira assinada.”

A Dra. Natália Donato conclui explicando ainda que o INSS pode exigir testemunhas para comprovação da atividade rural, e orienta sobre o que fazer caso o benefício seja negado: “Quando há insuficiência ou ausência de documentos formais, a prova testemunhal é usada para confirmar o trabalho no campo alegado pelo segurado e é frequentemente realizada via Justificação Administrativa (JA) no INSS. Se ainda assim o direito à aposentadoria for negado, o contribuinte pode entrar com recurso administrativo no INSS ou propor ação judicial.”

Gastronomia Correio B+

Inverno pede aconchego: nutricionista destaca benefícios e versatilidade dos caldos na estação

Além de aquecer nos dias frios, preparações podem ser nutritivas, equilibradas e adaptadas a diferentes perfis de consumo

21/06/2026 09h00

Inverno pede aconchego: nutricionista destaca benefícios e versatilidade dos caldos na estação

Inverno pede aconchego: nutricionista destaca benefícios e versatilidade dos caldos na estação Foto: Divulgação IA

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Com a chegada das temperaturas mais baixas e a proximidade do inverno, os caldos ganham espaço à mesa dos brasileiros. Práticos, saborosos e reconfortantes, eles são uma opção versátil para as refeições e podem reunir ingredientes capazes de contribuir para uma alimentação equilibrada.

De acordo com Claudia Mulero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, este tipo de receita pode ser preparada com diferentes combinações de legumes, verduras, proteínas e grãos, oferecendo nutrientes importantes para o organismo.

“Quando elaborados com ingredientes naturais e variados, os caldos são excelentes alternativas para aquecer o corpo e fornecer energia, vitaminas, minerais e fibras”, explica.

Entre as opções mais tradicionais está o caldo verde, preparado com batatas, couve, alho, cebola e, em algumas receitas, linguiça ou carnes magras. A batata é fonte de carboidratos que fornecem energia ao organismo, enquanto a couve contribui com fibras, vitaminas A, C e K, além de minerais importantes para a saúde. Quando preparado com proteínas magras, o prato se torna ainda mais completo e nutritivo.

Uma alternativa bastante popular é o caldo de legumes, elaborado com ingredientes como cenoura, chuchu, abobrinha, batata, cebola e ervas frescas. Algumas pessoas também adicionam macarrão para incorporar a receita.

Rico em vitaminas, minerais e antioxidantes, esse tipo de preparo auxilia na hidratação e permite uma grande variedade de combinações, sendo uma opção leve e nutritiva para diferentes públicos, inclusive para bebês e crianças.

O tradicional caldo de feijão, feito com o grão, alho, cebola e temperos naturais, também se destaca entre as escolhas para os dias frios. Rico em proteínas vegetais, fibras, ferro e vitaminas do complexo B, ele promove maior saciedade e contribui para o bom funcionamento do organismo.

“O feijão é um alimento muito presente na cultura alimentar brasileira e seu caldo é uma excelente escolha para o inverno”, comenta a especialista.

Para quem prefere opções mais cremosas, o caldo de mandioca é uma excelente pedida. Preparado com mandioca, carne bovina ou frango desfiado, alho, cebola e cheiro-verde, o prato fornece carboidratos complexos que garantem energia de forma gradual, além de fibras que favorecem a saciedade. Quando combinado com proteínas, transforma-se em uma refeição completa e bastante nutritiva.

Já os preparos à base de mandioquinha conquistam pelo sabor suave e pela textura aveludada. A raiz é rica em carboidratos, vitaminas do complexo B e minerais como potássio e fósforo, que auxiliam no metabolismo energético e no funcionamento muscular. Quando associada a ingredientes como frango desfiado ou legumes, resulta em uma refeição equilibrada e reconfortante.

Outra opção para quem deseja diversificar é o caldo de abóbora, que geralmente leva abóbora, alho, cebola e pode ser complementado com carne seca, frango ou legumes.

O alimento é fonte de betacaroteno, composto antioxidante que o organismo converte em vitamina A, importante para a saúde da pele, da visão e da imunidade. A textura cremosa e sabor adocicado tornam o prato uma das escolhas preferidas da estação.

Já a sopa de ervilha, preparada com ervilha seca, alho, cebola, caldo de legumes e, em algumas versões, carnes magras, também reúne diversos benefícios nutricionais. Rica em proteínas vegetais, fibras, vitaminas do complexo B e minerais como ferro, magnésio e potássio, ela contribui para a saciedade e para o equilíbrio alimentar, além de ser uma alternativa versátil para compor o cardápio de inverno.

Claudia Mulero recomenda atenção ao preparo para garantir refeições saudáveis e saborosas. O ideal é reduzir o uso de temperos industrializados e excesso de sal, priorizando alho, cebola, ervas frescas e especiarias naturais.

“Pequenas escolhas fazem diferença tanto no sabor quanto no valor nutricional da receita. Além de aquecer o corpo, os caldos ajudam a criar momentos de convivência e conforto durante os meses mais frios do ano. Assim, o inverno combina com preparações que trazem bem-estar. Neste caso, os caldos são versáteis, permitem inúmeras combinações e podem agradar diferentes paladares, sempre com muito sabor”, conclui a nutricionista.

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