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Diálogo

Parlamentar que dificilmente aparecia cá por... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (7)

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Ronald Reagan - estadista americano

"O governo é como um bebê: um canal alimentar com um enorme apetite numa ponta e nenhum senso de responsabilidade na outra”.

FELPUDA 

Parlamentar que dificilmente aparecia cá por essas bandas, ao que parece “descobriu” geograficamente onde fica Mato Grosso do Sul e tornou-se figurinha carimbada nos últimos tempos. O dito-cujo não está perdendo a chance de atuar como “papagaio de pirata” nos eventos públicos, colocando-se, na maioria das vezes, como protagonista de ações que, na verdade, têm muitos outros participantes. Tudo indica não estar disposto em abrir mão dessa prática considerada, digamos assim, oportunista. Para quem conhece a figurinha, sabe que é um “especialista”  em ser raposa em pele de cordeiro. 

Primeira

A juíza da Vara da Infância, Adolescência e Idoso de Campo Grande, Katy Braun do Prado, assumiu a presidência da Associação Brasileira de Magistrados da Infância e da Juventude (Abraminj), que reúne juízes especializados.

Mais

A eleição é histórica: pela primeira vez, a entidade será comandada por uma mulher. A atuação é voltada ao fortalecimento institucional, aprimoramento técnico e incentivo a políticas públicas na área.

Foto: Divulgação / Sesc

Amanhã (8), a partir das 18h, acontecerá o Sexta no Sesc, tendo como atração o Forró Ipê de Serra. O grupo traz a mistura de ritmos nordestinos, como forró, xote e baião, com versões de clássicos da MPB. O repertório é influenciado por grandes nomes como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Alceu Valença, representando a tradição do forró e a diversidade da música popular brasileira. O evento terá como local o Sesc Sabor e Arte Camillo Boni (Avenida Afonso Pena, 3.469), e oferecerá também cardápio diferenciado, com pratos selecionados, porções e bebidas especiais.

Izabella TradIzabella Trad - Foto Arquivo Pessoal 
Dra. Letícia VoigtDra. Letícia Voigt - Foto: Arquivo Pessoal

Não passou

Quem teve prestação de contas reprovada pelo TCE-MS foi a ex-prefeita de Sidrolândia Vanda Camilo. A decisão ocorreu por unanimidade dos conselheiros e os motivos seriam divergência de R$ 4,6 milhões e ausência de extratos bancários referentes a 2021. Ela corre o risco de ficar inelegível por oito anos se a Câmara Municipal assim decidir com base neste parecer. A ex-gestora vai recorrer e alega que a questão é contábil, sem prejuízo ao erário.

Rejeitado

Mais da metade do número de vereadores de Campo Grande votou contra o projeto da prefeita Adriane Lopes de terceirizar duas unidades de saúde como fórmula experimental. O placar foi 17 a 11 e alguns dos partidos mostraram união quando da rejeição da proposta. Outros, porém, transpareceram divisão na escolha. O plenário esteve lotado de representantes dos diversos segmentos contrários ao que eles estão chamando de “privatização”.

Sem efeito

A diferença no placar da votação pela terceirização das unidades de saúde voltou aos comentários, nos bastidores, de que faltou melhor articulação política. Sabe-se que o secretário de Governo da prefeitura, Ulisses Rocha, esteve visitando vereadores, mas as conversações mostraram-se infrutíferas. Para se ter uma ideia, dois vereadores do partido de Adriane Lopes, o PP, votaram contrários, assim como três do União Brasil, que forma a federação União Progressista com o PP, além de dois do PL que integra o grupo político ligado à prefeita.

Aniversariantes 

Leni Rocha Menegazzo;
Tiago Merlone;
Andressa Duarte;
Dr. Eduardo Henrique Curado Elias;
Glória Arévalo Dias;
Arlene de Almeida Martins;
Victor Dib Yazbek Filho;
Eliane Flamínio Rosa;
Márcia Jaqueline Casteletto Nahas;
Estanislau Ramos;
Marcelo Hitoshi Nakamiti;
Dr. Joaquim Alves Vieira;
José Cláudio Securato;
Ana Lucia Correa de Arruda;
Daiana Toniazzo;
Valcyr Mariano Serafim;
José Marcos Fagundes;
Sérgio Koshi Tsukumi;
Joelson Gonçalves Benevides;
Fernando Augusto Vieira Caneppele;
Eli Rangel;
Tarsilla Franccesca da Silva Aguero;
Dra. Mariza Orondjian Verardo;
Eliane Cristina Chaves Silveira de Oliveira;
Roberto Assad Pinheiro Machado;
Antonio Morais dos Santos Junior;
João Alexandre Filho;
Itamar Alves dos Santos;
Ricardo Nantes D’Avila;
Augusto Cesar Portella Malheiros;
Marildo da Silva Freitas;
Davi Moreira de Andrade;
Vani Urder de Andrade Aquino;
Jair Godoy;
Valdemir João Frederico;
Mário José Oliva;
Aparecida Gonçalves Moreira;
Marilza Romero de Aquino;
Arnaldo Alves de Almeida;
Juliana Medeiros Vieira;
Gilson Nunes dos Santos;
Edwirges Gomes de Sá;
Maurício Castro Ferreira;
Jayr Moreira Pinheiro;
Rebeca Azambuja Ujacow;
Oldiney Taborda Papa;
Maria Regina Belmont de Barros Ribeiro;
Ivone Almeida da Luz;
Carlos Roberto da Cruz Viana;
Theodulo de Castro Júnior;
Patricia de Carvalho Buchara;
José Gomes de Abreu;
Carlos Henrique Dias de Almeida;
José Inácio de Lima;
Júlio César Ribeiro;
Anderson Peralta Vilasante;
Dilma Martins de Souza Leal;
José Lourival Almeida Sabóia;
Madalena Rios Ossuna;
Paulo Roberto da Silva Santos;
Dilza de Souza Oliveira;
Alba Ninfa Pereira Vieira;
Magna Aureni Pinheiro;
Cinthia Vanessa Nogueira Diniz Gomes;
Solange Maria Castelão Stella;
Alexandre Gonçalves Franzoloso;
Elgo Ritter;
Wagner Miranda Rocha;
Marcos Aurelio da Silva Ribeiro;
Sebastião Rolon Júnior;
Jurema de Freitas;
Fernando Cosmo Greco;
Afonso Teixeira Gomes;
Erika Cristina Antunes Gondim Braus;
Carmen Regina Creto de Carvalho;
Ana Pires Bartolo;
Carlos César Constantino;
Rosanne Ribeiro Figueira;
Fábio Trad Filho;
Denir de Souza Nantes;
Joel Vicente dos Santos;
Eliane Menezes Moreira;
Valdir Alves Machado;
Flávio Antônio Gonçalves;
Ernesto José da Silva;
Marina Lucia de Andrade Monteiro;
Valéria Torales de Lima Giacomini;
Vinicius Smaniotto Gasparelli;
Luis Sergio Costa Lemos;
Dr. Ariolino Moreira dos Santos;
Elaine Marimeire Dona;
Vanessa Vivian Sordi;
Adherson Ribeiro Aquino;
Eliana Cândido Carneiro;
Eduardo Fialho de Almeida Braga;
Luciane Mitsu Nakamiti;
Fabíola Cavalieri Pontes;
Graziela Santiago Chaves;
Monica Cristina de Lima;
Cacildo Tadeu Gehlen;
Mara Neide Rocha Lacerda Arruda;
Cinthya Raffa Teixeira;
Maria Aparecida Onishi Marchi Fernandes;
Silvia Leiko Nomizo;
Konrad Kaue Ribeiro Campos Morais.

Colaborou Tatyane Gameiro

Felpuda

Irritado com prefeitos que, segundo ele, estariam... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (6)

06/05/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Roberto Campos - economista brasileiro

"A diferença entre a empresa privada e a empresa pública é que aquela é controlada pelo governo, e esta por ninguém”.

FELPUDA 

Irritado com prefeitos que, segundo ele, estariam “escondendo” quem foi o responsável por obras construídas com repasse de recursos federais, o deputado José Orcírio decidiu ser um “agente secreto”. Se autointitulando “013”, anunciou que vai percorrer os municípios para registrar tudo aquilo que ele imagina que foi o Lula que proporcionou. Alguns parlamentares consideraram a atitude hilária e sugeriram que o colega se utilize de “uma lupa” para encontrar algum benefício e lembraram que o “dinheiro não é do governo do PT” e sim proveniente dos impostos pagos pela população. Portanto...

Diálogo

Punição

A Justiça de Campo Grande condenou uma empresa  de transporte após uma passageira perder o velório e o sepultamento da mãe por atraso na viagem. A cliente sairia de madrugada rumo a Presidente Epitácio (SP), com chegada prevista antes das cerimônias. 

Mais

No entanto, o embarque atrasou cerca de 4 horas e ela não conseguiu chegar a tempo. E também não recebeu  resposta ao pedido de reembolso feito à empresa. A condenação foi o pagamento de R$ 5 mil por danos morais, além da restituição do valor da passagem.

DiálogoCamilla Muzzi Grinfelder Tófano e Elton Fabricio Tófano - Foto: Studio Vollkopf
 
 
DiálogoDra. Lorena Gargaro - Foto: Arquivo Pessoal

Preferência

O governador Eduardo Riedel  já teria conversado com lideranças da Fiems e dito, em alto e bom som, que a preferência para compor sua chapa majoritária à reeleição continua sendo o atual vice, José Carlos Barbosa, o Barbosinha. A possibilidade de haver uma “troca” por Jaime Verruck, ex-titular da Semadesc, seriam apenas especulações. Fontes afirmam que essa tentativa de impor nomes “goela abaixo” já ocorreu em outras oportunidades e “deu ruim”.

Eu, não!

O ex-secretário Jaime Verrick, pré-candidato a deputado federal, fez questão de esclarecer à imprensa que não colocou sua assinatura em convênio de R$ 7 milhões com a Federação das Indústrias de MS e que está dando o que falar. Ele explicou que foi exonerado no dia 1º de abril e a parceria entre o governo, via aquela secretaria, com a entidade, foi feita no dia 9 de abril. Ele deverá ser chamado na Assembleia para explicar nos mi-ní-mos detalhes.

Aniversariantes 

Teliane Alves Bisognin;
Henry Barcelos Ceolin;
Sandra Maria da Rosa Salomão;
Ludéverson Delmondes Simioli Cação;
Dra. Daniele Iunes Monteiro;
Andrea Moraes Coimbra Frandoloso;
Isamélia Saravy Soares;
Danilo Proença Brum;
Joaninha Asato;
Elizeu Fernandes Tabosa Filho;
João Silva de Oliveira;
Takashige Nakase;
Antonio Araujo Correia;
Giselle Queiroz dos Santos;
José Santos Urtado;
Rechelina Geremia Gasparetto;
Jeanete Vieira de Carvalho;
Dr. Rui Spínola Barbosa;
Luis Eduardo Longobardi;
Alexandre Osorio Pastorello;
João Pereira da Silva;
Andréa de Souza Ferrão;
Ana Cristina Cestari Sanches;
Egydio Paro Luiz Wilson;
Eric Palko Burigato;
Otalino José de Farias;
Ubirajara Cecilio Garcia;
Gustavo Trindade Correa;
Renato dos Santos Lima;
Carolina Fontana de Oliveira;
Maria Carmem Pedra;
Paloma Nayara Gomes da Silva;
Ana Paula Ajul de Menezes;
Virgínia Alves Barbosa;
Mario Turino Fieburger;
Vilson Bernardes Melo;
Ana Lúcia Rôa;
Rochele Tôrres Serejo;
Maria da Glória da Cruz Rocha;
Júlia Hiromi Iguma;
Alvina de Almeida e Castro;
Sonia Regina Cesar;
Antônio Castro de Souza;
Marinete Soares da Silva;
Heilaine da Costa Castro;
Marcilio Alves Chianea;
Roberto Mota Filho;
José Eduardo Sodré;
Maria Inez Marques Soares;
Alda Regina Rondon Pontes;
Marlene Silva Souza;
Fátima Dutra dos Santos;
Maria Aparecida de Oliveira;
Francelina Barbosa;
Cláudio da Rocha Maciel;
João Francisco Alves;
Maria Teresa Menezes;
Glória Maria da Silva;
Paloma de Souza Nunes;
Keila Lopes;
Leila Oliveira Pereira;
Viviane Gonçalves Leite;
Maria Auxiliadora Barbosa Costa;
Lucila Rodrigues Ribeiro;
Maria Lúcia Grimaldi;
Florípedes Açucena Lopes;
Aroldo Flôres da Rocha;
Jorge Tetsuo Taira;
Geraldo Humberto Ferreira;
Marcio Cândido Alves;
Eulina Vieira Andrade;
Aroldo Pereira da Silva;
Josemir da Silva;
Eder Rosa de Campos;
José Carlos Lopes;
Herivelto Carvalho Pereira;
João Bosco Martins de Barros;
Marco Antônio Vieira;
Sebastião da Silva;
José Mendes Rocha;
Mauro Fialho;
Aires Xarão de Souza;
José Antonio Vieira;
Alaide Aparecida Ricardo Rodrigues;
Maria de Lourdes Osório;
Olentino Garcia Queiroz;
Jefferson Eduardo Pessoa;
Fabiano Cação Cesco;
Roberto Carlos Correa Rinaldi;
Sandro Luiz Mongenot Santana;
Moacir Antonio de Oliveira Lima;
Antonio Adelar Silva Landfeldt;
Marleide Gonçalves Puig;
Gustavo Bottos de Paula;
Cassiano Alcântara;
Mara Maria Ballatore Holland Lins;
Eduardo Borges de Amaral;
Maria Auxiliadora Toledo Vilalva Freire;
Alexandra Loro Urio;
Clayton Alves Martins;
Joice de Souza Barbosa Garcia;
Raphael Suzini de Paula;
Eduardo Cassiano de Lima Mãnica;
Célia de Souza Vieira Moreira;
Lilia Porfiria Rivero Cordova Valdes;
Antonio Carlos Jorge Leite;
Arnaldo Puccini Medeiros;
Eder Luiz Redó. 

Colaborou TATYANE GAMEIRO

Arte

Hotel Gaspar reabre as portas para performance de Halisson Nunes, com espetáculo gratuito

Performance de Halisson Nunes, "Corpo Sobre Penas", ocupa o histórico hotel e convida o público a desacelerar propondo reflexão sobre tempo, escassez e resistência na vida contemporânea

05/05/2026 08h30

Obra propõe uma experiência sensorial que passa pela dança, as artes visuais e a literatura para investigar corpos em transformação

Obra propõe uma experiência sensorial que passa pela dança, as artes visuais e a literatura para investigar corpos em transformação Lunar Fotografia

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Entre a aridez e a permanência, entre o que falta e aquilo que insiste em existir, um corpo se movimenta – lento, fragmentado, em constante reconstrução. É nesse território de tensões que nasce o espetáculo de dança “Corpo Sobre Penas”, nova criação do artista sul-mato-grossense Halisson Nunes, que estreia nesta sexta-feira e sábado, às 19h30min, no Hotel Gaspar, em Campo Grande.

Com entrada gratuita (mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível ou item de higiene para a Central Única das Favelas) a performance convida o público a uma experiência sensorial que passa pela dança, a literatura e as artes visuais, propondo uma reflexão sobre a seca, a lentidão e os modos de existência na contemporaneidade.

REFERÊNCIAS

Inspirado em obras clássicas como o livro Vidas Secas, a pintura “Retirantes” e a figura do monstro de Frankenstein, o espetáculo busca capturar a essência estética e simbólica que essas histórias carregam.

“A inspiração não vem como dramaturgia, mas na plasticidade em si. Aqui a proposta não é reproduzir a figura de cada obra, mas a força e a ideia de movimento e de tempo que as imagens carregam”, explica Halisson.

Com cerca de 40 minutos de duração e classificação livre, “Corpo Sobre Penas” constrói uma poética em que o corpo não representa personagens ou situações específicas – ele se transforma em campo de forças, marcado por ausência, resistência e reinvenção.

CORPO COMO TERRITÓRIO

Partindo do projeto “Corpo Fantasma – Protótipo A”, a performance investiga um corpo que passa por excessos e faltas, que busca se reorganizar diante das pressões do mundo contemporâneo. Em cena, o movimento surge como resposta à escassez, mas também como tentativa de permanência.

“É um corpo que se constrói no espaço, atravessando estímulos sensoriais e propondo a lentidão como gesto de resistência e diálogo com a plateia”, afirma o artista.

Essa escolha pela lentidão se destaca como contraponto ao ritmo acelerado da vida atual. Ao desacelerar, o espetáculo abre espaço para a percepção, para o detalhe e para o encontro, tanto entre corpo e ambiente quanto entre artista e público.

TRILHA SONORA

A criação é assinada em parceria com o artista paulista Fernando Martins, responsável pela trilha sonora e direção artística. Com quase quatro décadas de trajetória na dança, Fernando desenvolve pesquisas que articulam movimento, música e dramaturgia.

Segundo ele, o som não atua apenas como acompanhamento, mas como força ativa na construção da cena. “O som não acompanha a cena, ele interfere. Afeta decisões, ritmo e presença”, afirma.

O processo criativo ocorreu ao longo de meses, em um intercâmbio entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, combinando encontros presenciais e investigações à distância. Para os artistas, o trabalho agora atinge um momento de maturidade.

“Hoje o trabalho está em um estado mais fino de lapidação. Não buscamos mais o que fazer, mas como sustentar o que emergiu”, completa Fernando.

PESQUISA CORPORAL

De forma sutil, a performance também passa por duas pesquisas desenvolvidas por Fernando Martins: “Brain Diving” e “Dieta Aranha”. Essas práticas investigam o corpo como um campo sensível, capaz de captar, organizar e responder às forças que o atravessam.

Enquanto o “Brain Diving” propõe um mergulho nas camadas musculares e articulares – ativando respiração, impulsos e microdinâmicas internas – a “Dieta Aranha” explora relações de percepção e composição com o ambiente, apostando na suspensão do tempo, no alongamento do movimento e na atenção ao entorno.

Esses elementos não aparecem de forma explícita, mas influenciam diretamente a qualidade do movimento em cena. “Conhecer o trabalho do Fernando amplia o campo de criação. Existe algo dessa pesquisa que atravessa a performance de maneira sensível, mesmo que não seja explícito”, comenta Halisson.

HOTEL GASPAR

Mais do que um simples cenário, o Hotel Gaspar é parte fundamental da narrativa. Inaugurado na década de 1950, o local foi um dos principais pontos de chegada e partida da cidade, funcionando inclusive como a primeira rodoviária de Campo Grande.

Obra propõe uma experiência sensorial que passa pela dança, as artes visuais e a literatura para investigar corpos em transformaçãoHotel Gaspar - Foto: Arquivo / Divulgação

Conhecido como o “pai dos viajantes”, o espaço testemunhou histórias de encontros, despedidas e recomeços – elementos que dialogam diretamente com o conceito de deslocamento presente no espetáculo.

Atualmente desativado, o hotel reabre de forma pontual para receber o projeto, reforçando sua vocação como espaço de memória e transformação.

Para a proprietária, Chris Gaspar, a ocupação artística também carrega um significado afetivo. “O Halisson chegou com muito cuidado e respeito pela história do lugar. Isso fez toda a diferença”, afirma.

Ela destaca ainda que este será seu último evento à frente do espaço e manifesta o desejo de que o local seja preservado como equipamento cultural. “que o poder público pudesse manter este legado, abrindo o hotel como espaço para cultura da cidade, com eventos, saraus, biblioteca”, completa.

FORMAÇÃO

Além das apresentações, o projeto promove uma roda de conversa no domingo, às 10h, com café da manhã para os participantes. O encontro busca ampliar o diálogo sobre o processo criativo e aproximar o público das reflexões que sustentam a obra.

Halisson Nunes é acadêmico do curso de Dança – Licenciatura na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e desenvolve, há mais de dois anos, uma pesquisa no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).

Seu trabalho investiga imagens e textos como dispositivos de criação cênica, com foco em territórios e patrimônios históricos de Campo Grande.

Integrante do grupo de pesquisa Gpped – Corpo, Leitura e Memória – o artista utiliza referências como “Retirantes” e “Vidas Secas” para pensar a relação entre corpo, memória e espaço urbano, dando origem ao projeto Corpo Fantasma.

Já Fernando Martins atua há 39 anos na dança, com passagens por companhias nacionais e internacionais, como Galili Dance, Quasar e Balé da Cidade de São Paulo. Atualmente, vive em Piracaia (SP), onde conduz processos criativos e residências artísticas, mantendo forte colaboração com artistas de Mato Grosso do Sul.

>> Serviço

Projeto Corpo Fantasma – Espetáculo “Corpo Sobre Penas”

Local: Hotel Gaspar;
Endereço: Av. Mato Grosso, nº 2, no Centro.

Apresentações:
Datas: Sexta-feira e sábado;
Horário: 19h30min;
Entrada gratuita (doação de 1 kg de alimento ou item de higiene).

Roda de conversa – Processo criativo
Data:
Domingo;
Horário: 10h (com café da manhã).

Para acompanhar mais sobre o projeto, o público pode acessar o Instagram 
do artista: @umcorposobrepenas.

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