Correio B

INTEGRAÇÃO

Produtores Independentes anunciam o Circuito Cultural Guarani

Produtores independentes anunciam o Circuito Cultural Guarani, que realizará a sua primeira ação no País em 10 de junho, como parte da programação do 10° Bonito Blues & Jazz Festival

Plenária: encontro dos associados do Circuito Cultural Guarani, no Centro Cultural Manzana de la Rivera, em Assunção, no Paraguai, realizado entre 11 e 14 de maio, com a presença de representantes locais do país vizinho e de Mato Grosso do Sul, além de co

Plenária: encontro dos associados do Circuito Cultural Guarani, no Centro Cultural Manzana de la Rivera, em Assunção, no Paraguai, realizado entre 11 e 14 de maio, com a presença de representantes locais do país vizinho e de Mato Grosso do Sul, além de co - Foto: Pablo Reyes

Continue lendo...

Aumentar a circulação de artistas e a valorização da região guaranítica. É com esse propósito que uma parceria valiosa para os trabalhadores da cultura sul-mato-grossense está prestes a se firmar. 

No dia 10 de junho (sábado), será realizado o Circuito Cultural Guarani Conecta Mato Grosso do Sul, um encontro que vai inserir oficialmente o Estado no Circuito Cultural Guarani (CCG), um projeto que vem sendo gestado desde o início do ano e que vai promover o intercâmbio multidisciplinar entre instituições e produtores independentes de toda a região guaranítica.

Este território compreende o Paraguai, o litoral da Argentina, o Sul e o Centro-Oeste do Brasil e o Uruguai e ainda comporta países próximos, como Bolívia, Chile, Peru e Colômbia. 

O encontro para discutir e refletir sobre o desenvolvimento cultural, social e econômico e como conectar essas indústrias criativas vai ocorrer, a partir das 14h30min, no auditório Tetê Faria, na Câmara Municipal de Bonito (MS), com a participação de integrantes da associação internacional e de convidados.

“Queremos promover a região guaranítica por meio da circulação de ideias e de bens culturais. Um trabalho que vai unir gestores do circuito em vários países para uma triangulação com os governos de estado e a iniciativa privada”, afirma o paraguaio Oscar Mosqueira, diretor da associação. 

São esperados para o encontro Oscar Mosqueira (Assunção-PY), José Samaniego (Assunção-PY), Juan Pablo Suerte (Corrientes-ARG), Marcos Ramirez (Missiones-ARG) e Javier Lescano (Corrientes-ARG), fundadores e diretores da associação internacional.

Devem participar também autoridades internacionais, como os argentinos Joselo Schuap, ministro da Cultura de Missiones, e a professora Graciela Marechal, diretora de Ação Cultural do governo de Formosa, assim como foram convidados Marcelo Miranda, secretário de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania de MS, Max Freitas, diretor-presidente da Fundação de Cultura de MS, e Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de MS.

“NOVO MAPA”

“Queremos criar um novo mapa latino-americano e incluir a região guaranítica. Representantes da capital Assunção, de províncias da Argentina e estados do Brasil, como Mato Grosso do Sul e Paraná. Vamos investir e apoiar um ao outro, armar este bloco e trabalhar em conjunto, gerando outros intercâmbios culturais”, afirma José Samaniego, diretor tesoureiro e idealizador do CCG.

O encontro Circuito Cultural Guarani Conecta Mato Grosso do Sul será a primeira ação oficial do Circuito Cultural Guarani no Brasil e reforça a ligação de Mato Grosso do Sul com o projeto, que reúne produtores culturais de vários países latino-americanos.

O objetivo é fazer projetos multidisciplinares em parceria com as instituições governamentais e municipais do Estado, como a cidade de Bonito, que pode dar uma grande visibilidade para o projeto de intercâmbio latino-americano, dado o destaque que tem como grande polo de ecoturismo do Brasil.

Por isso, também foram convidados Juliane Salvadori, secretária de Turismo de Bonito, e Lelo Marchi, diretor de Cultura de Bonito, assim como o prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, o secretário de Governo de Bonito, Jary Souza, e todas as associações do trade turístico bonitense.

Com o intuito de criar uma rota cultural com vários países da América do Sul, que percorreria toda a região guaranítica, as cidades fronteiriças sul-mato-grossenses são importantes como elos naturais com o Paraguai.

O mesmo acontece com o vizinho estado de Mato Grosso, que ajuda a expandir esse novo mapa cultural proposto pelo Circuito Cultural Guarani. Com o propósito de ser palco para essa integração, a associação também convidou para fazer parte do debate Jandeivid Lourenço Moura, secretário adjunto de Cultura do Estado de Mato Grosso, e Eder Rubens, da Fundação de Cultura e Esporte de Ponta Porã, incorporando ao encontro autoridades governamentais como representantes desses locais estratégicos para a melhor abrangência do circuito.

EM ASSUNÇÃO

A ideia é que toda essa mobilização incentive a formação de um “caminho internacional”, partindo do Centro-Oeste brasileiro e chegando até o extremo sul do continente sul-americano, “unindo artisticamente toda a região dos ervais naturais espalhados por Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai”.

Entre 11 e 14 de maio, a associação realizou um evento em Assunção, no Centro Cultural Manzana de la Rivera, durante a semana de comemoração da Independência do Paraguai. 

Estiveram presentes como representantes de Mato Grosso do Sul o produtor Demetrius Hernandes, da Feira da Música de Campão, o diretor do festival Bonito Blues & Jazz, Afonso Rodrigues Jr., e o jornalista e músico Rodrigo Teixeira.

Também participaram convidados de forma virtual, entre eles Claudia Pereira (Chile), Bernabé Cantlon (Argentina), Mauricio Galeano (Colômbia), José Rodriguez (Peru) e Julio Donis (Venezuela).
“Este encontro será importante para a comunidade artística, as autoridades governamentais e a iniciativa privada entenderem do que se trata esta associação, para poder propor parcerias e projetos em conjunto. Mato Grosso do Sul faz parte deste território guaranítico, e esta rota cultural é algo que se deseja há muito tempo”, ressalta Rodrigo Teixeira, diretor de comunicação e imprensa do CCG.

BLUES & JAZZ

A décima edição do Bonito Blues & Jazz Festival vai ocorrer entre os dias 8 e 10 de junho, no Selina Hotel. Serão nove atrações musicais de três países: Brasil, Argentina e Paraguai. No dia 9 de junho (sexta), toda a programação vai ser dedicada a artistas paraguaios (Band’Elaschica’, VPLBlues e Toti Morel Y Flia).

O baterista Toti Morel, de 70 anos, personagem lendário e ícone da música instrumental do Paraguai, será homenageado pelo festival por sua dedicação pioneira aos gêneros do jazz e do blues no continente sul-americano.

Dando continuidade ao intercâmbio cultural com os hermanos, o festival traz, no dia 10 de junho (sábado), o guitarrista de Missiones (Argentina) Rula Y Los De La Esquina. De São Paulo vai estar presente o saxofonista Walter Pinheiro. O representante de Curitiba é o Boldrini Quarteto, e do Rio de Janeiro vem o guitarrista Big Gilson. De Mato Grosso do Sul, estão o grupo El Trio e Luís Ávila & Friends, com o show “Mato Grosso do Blues”.

“A ideia do circuito tem a ver com o que a gente vinha pensando na formatação do festival, que era a integração com nossos países fronteiriços. Então, o nosso empenho agora é que esta integração, de fato, seja concretizada”, declara Afonso Rodrigues Jr., diretor do Bonito Blues & Jazz Festival. Mais informações pelo Instagram @bonito.blues.

Gastronomia Correio B+

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa

Quase unanimidade nas mesas brasileiras, o famoso pão de queijo ganha um recheio ainda mais saboroso

23/08/2026 09h30

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa Foto: Divulgação

Continue Lendo...

MINEIRINHO DE COSTELA

Ingredientes:

Massa

  • 2 xícaras de chá de polvilho azedo
  • ½ xícara de chá de leite
  • ¼ xícara de chá de óleo
  • 1 ovo
  • 1 xícara de chá de queijo meia-cura ralado
  • ½ colher de chá de sal

Recheio de costela

  • 250 gramas de costela bovina cozida e desfiada
  • ½ cebola pequena picada
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 2 colheres de sopa do caldo do cozimento da costela
  • 1 colher de sopa de cheiro-verde picado
  • Pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Comece aquecendo o leite com o óleo até levantar fervura. Coloque o polvilho em uma tigela e despeje a mistura quente, mexendo bem para escaldá-lo. Deixe amornar e acrescente o ovo, o sal e o queijo. Misture e amasse até obter uma massa homogênea e fácil de modelar.

Para o recheio, aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho. Acrescente a costela desfiada e um pouco do caldo do cozimento. Refogue até a carne ficar úmida e suculenta, mas sem excesso de líquido. Finalize com cheiro-verde e pimenta.

Montagem:

Pegue uma porção da massa, abra na palma da mão e coloque uma quantidade generosa de costela no centro. Feche cuidadosamente e modele no formato de pão de queijo.

Disponha as unidades em uma assadeira, deixando espaço entre elas. Asse em forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente 25 a 30 minutos, ou até os pães de queijo crescerem e ficarem dourados. Espere amornar e sirva.

Obs importante: Tempo de preparo: 45 minutos (Considerando a costela já cozida)
Fonte Água Doce Cachaçaria 

Moda Correio B+

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália?

A pergunta parece uma provocação sobre preço, mas fala de algo muito maior: como atribuímos valor às coisas que vestimos?

22/08/2026 17h30

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália?

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália? Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Uma sandália preta, de linhas mínimas, que deixa praticamente todo o pé à mostra e cobre apenas o calcanhar. A história muda quando descobrimos que ela é Chanel e custa cerca de R$ 8 mil? 

Recentemente, Margaret Qualley apareceu usando o modelo e a imagem circulou pelas redes sociais. Mas, olhando para aquele sapato, fiquei pensando: se retirássemos a etiqueta Chanel, quanto estaríamos dispostos a pagar por ele?

A pergunta parece uma provocação sobre preço, mas fala de algo muito maior: como atribuímos valor às coisas que vestimos? Se encontrássemos exatamente aquela sandália sem identificação em uma pequena loja, talvez passássemos por ela sem prestar muita atenção.

Coloque o nome de uma das maisons mais desejadas do mundo e, de repente, o objeto ganha história, desejo, exclusividade e alguns milhares de reais no preço.

É claro que seria simplista dizer que uma peça de luxo vale apenas por causa da etiqueta. Quando compramos Chanel, não estamos comprando somente couro, salto e algumas tiras.

Existe por trás daquele nome mais de um século de história, savoir-faire, construção de imagem, desfiles, campanhas e uma influência enorme sobre a maneira como mulheres se vestiram ao longo de gerações. Tudo isso também compõe o valor de um produto.

Mas quanto desse valor conseguimos enxergar no objeto e quanto enxergamos porque sabemos quem o assinou?

Durante muito tempo, riqueza precisava parecer riqueza. Tecidos preciosos, bordados, joias, detalhes elaborados e peças que denunciavam imediatamente seu valor. Hoje, parte do luxo parece brincar justamente com o contrário. Uma camiseta branca pode custar milhares, um tênis pode chegar à loja com aparência de usado. Uma bolsa pode parecer propositalmente desgastada e uma sandália pode ser reduzida a quase nada.

Há nisso também uma espécie de código cultural. Quem conhece moda reconhece a peça, a coleção, a assinatura, a referência. 

A pergunta que não quer calar é: Será que desejamos determinadas peças porque realmente as consideramos bonitas e especiais ou aprendemos a desejá-las depois que descobrimos quem as criou? A moda sempre viveu de símbolos. Uma bolsa nunca foi apenas uma bolsa, assim como um relógio de luxo nunca serviu apenas para mostrar as horas. Vestir também é comunicar pertencimento, repertório, aspiração e identidade.

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália?

Não vejo problema em desejar uma Chanel. Muito pelo contrário: a moda também é feita de sonho, história e emoção. Mas talvez seja saudável, de vez em quando, retirar mentalmente a etiqueta daquilo que desejamos. Olhar apenas para o objeto e perguntar: eu ainda gostaria disso se não soubesse a marca?

Antes de pagar pela etiqueta: 5 perguntas para fazer a si mesma

1. Eu compraria se não soubesse a marca?

Faça o exercício de retirar mentalmente o logo e a etiqueta. Você ainda acha a peça bonita e especial? Se a resposta for sim, há grandes chances de existir um desejo genuíno pelo design.

2. Estou pagando por qualidade ou principalmente por desejo?

No luxo, o preço não é determinado apenas pelo material e pela fabricação. História, exclusividade, marketing e prestígio também entram nessa conta. Entender isso ajuda a fazer uma escolha mais consciente.

3. Essa peça conversa com o meu estilo?

Uma tendência pode desaparecer e uma it-piece pode perder relevância rapidamente. Antes de investir, pense em quantas vezes e de quantas maneiras aquela peça realmente entraria no seu guarda-roupa.

4. O custo por uso faz sentido?

Uma bolsa cara usada durante dez anos pode representar um investimento mais coerente do que uma peça mais barata usada uma única vez. Divida mentalmente o preço pela quantidade de vezes que imagina usá-la.

5. Eu quero a peça ou quero o que ela representa?

Talvez seja a pergunta mais difícil. Às vezes desejamos um objeto; outras vezes, desejamos pertencimento, status ou a imagem associada a ele. Nenhuma dessas respostas precisa ser julgada, mas vale saber qual delas está guiando a compra.

No fim, na minha opinião é fundamental conhecer suficientemente o próprio estilo para decidir quando uma etiqueta importa e quando ela não importa.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).