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Quando o luxo entra em movimento - Balenciaga lança linha completa dedicada à prática esportiva

O verdadeiro luxo contemporâneo não é  apenas sobre as peças que usamos, mas a vida que elas representam.

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Durante muito tempo, o luxo esteve associado aos vestidos de alta-costura, às bolsas icônicas e às joias que atravessam gerações. Hoje, porém, ele parece encontrar um novo território: o corpo em movimento.

Depois de Dior e Burberry anunciarem suas primeiras coleções voltadas ao universo fitness, chegou a vez da Balenciaga lançar uma linha completa dedicada à prática esportiva.

A coleção reúne bodies, leggings, jaquetas, tênis e acessórios confeccionados com tecidos tecnológicos de secagem rápida, proteção UV e propriedades antibacterianas. Mas o lançamento vai muito além do vestuário.

A marca criou uma identidade visual exclusiva para essa nova fase, inaugurou uma pop-up durante a Semana de Moda Masculina de Paris, desenvolveu uma experiência com smoothies e barras de proteína e firmou parceria com uma rede internacional de academias premium para oferecer aulas e ativações especiais.Mais do que vender roupas, a Balenciaga passa a vender um estilo de vida. 

Quase ao mesmo tempo, outro desfile chamou atenção por seguir uma direção semelhante. Na coleção masculina da Louis Vuitton, apresentada em Paris sob direção criativa de Pharrell Williams, o surf tornou-se protagonista da narrativa.

A passarela foi transformada em um cenário inspirado no litoral, enquanto neoprenes reinterpretados, bermudas, tricôs de aspecto desgastado pelo sol, pranchas com o tradicional monograma da maison e uma alfaiataria descontraída celebravam a cultura das praias.

O surf apareceu não apenas como referência estética, mas como símbolo de liberdade, movimento e conexão com a natureza.

Embora cada marca utilize linguagens diferentes, ambas revelam uma mesma transformação. O luxo contemporâneo está deixando de vender apenas produtos para representar modos de viver.

Essa mudança acompanha uma tendência que já vinha sendo observada em marcas como a Lululemon, que transformou aulas de yoga, clubes de corrida e encontros esportivos em ferramentas para construir comunidade. O consumidor deixa de ser apenas cliente e passa a integrar um universo de valores compartilhados.

É justamente aí que reside uma das maiores mudanças do mercado de luxo. Se antes exclusividade significava possuir objetos raros, hoje ela também está relacionada ao acesso a experiências cuidadosamente construídas.

Participar de um treino especial, frequentar uma academia parceira, integrar um clube esportivo ou compartilhar momentos de bem-estar passa a comunicar pertencimento tanto quanto carregar uma bolsa de uma grande maison.

A roupa esportiva também ganha um novo significado. O chamado athleisure ultrapassou definitivamente os limites da academia e conquistou aeroportos, cafés, restaurantes e ambientes de trabalho mais descontraídos. Conforto, funcionalidade e sofisticação passam a coexistir, refletindo uma sociedade que valoriza saúde, equilíbrio e qualidade de vida.

Ontem, as grandes marcas inspiravam sonhos por meio da alta-costura. Hoje, elas constroem desejos em torno do bem-estar, da vitalidade e das experiências compartilhadas. O objeto continua importante, mas já não ocupa sozinho o centro da atenção. 

Se antes a moda,  ela comunicava status principalmente pelo que vestíamos, agora também revela como escolhemos viver, cuidar do corpo e construir relações.

Porque o verdadeiro luxo contemporâneo  não é  apenas sobre as peças que usamos, mas a vida que elas representam.

Balenciaga lança linha completa dedicada à prática esportiva - Divulgação

Cinco maneiras de incorporar essa tendência

1. Invista em experiências, não apenas em produtos.

Eventos esportivos, clubes de corrida e atividades coletivas fortalecem vínculos e transformam o autocuidado em um hábito prazeroso.

2. Escolha peças que unam tecnologia e elegância.

Tecidos de qualidade, conforto e funcionalidade mostram que desempenho e sofisticação podem caminhar juntos.

3. Adote o athleisure com equilíbrio.

Misturar peças esportivas com alfaiataria ou acessórios clássicos cria produções contemporâneas e versáteis.

4. Busque comunidades alinhadas aos seus valores.

O novo luxo está menos no logotipo e mais no sentimento de pertencimento e nas conexões que construímos.

5. Lembre-se de que a imagem começa pelo estilo de vida.

Saúde, bem-estar e autenticidade comunicam tanto quanto qualquer marca de prestígio.

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Prevenção de Quedas: 39% dos idosos caem duas ou mais vezes por ano

Ortopedista dá dicas de prevenção, reabilitação e cuidados domiciliares

27/06/2026 17h30

Prevenção de Quedas: 39% dos idosos caem duas ou mais vezes por ano

Prevenção de Quedas: 39% dos idosos caem duas ou mais vezes por ano Foto: Divulgação

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As quedas resultam na hospitalização de mais de 100 mil idosos (+ 60) por ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Esse tipo de acidente é o principal fator de internações por traumas nessa faixa etária. 

De acordo com o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz em conjunto com a Universidade Federal de Minas Gerais, 39% dos idosos tiveram duas ou mais quedas em 12 meses (dados coletados entre 2023-2024).

O ortopedista, cirurgião de pé e de tornozelo, Bruno Arnaldo Bonacin Moura, consultor médico da Neoortho, um dos principais fabricantes de implantes ortopédicos do país, explica que as quedas representam uma das principais causas de internação, perda de autonomia e mortalidade na população idosa. Além do impacto individual, geram grande custo ao sistema de saúde devido a fraturas, cirurgias e reabilitação prolongada.

“As lesões mais comuns são fraturas do fêmur proximal (colo e região trocantérica), fraturas de punho, úmero proximal e, em casos mais graves, traumatismos cranianos”, comenta Moura.

Confira dicas de como prevenir as quedas, cuidados em casa e como ter uma reabilitação tranquila. 

1. Prática de atividade física como aliada 

Nesta fase da vida, aumentam os casos de fraqueza muscular (sarcopenia), perda de equilíbrio, osteoporose, uso de múltiplas medicações (principalmente sedativos e anti-hipertensivos) e alterações visuais que contribuem para os casos de quedas.

O ortopedista explica que a inclusão de exercícios de fortalecimento muscular e treino de equilíbrio no dia-a-dia reduzem significativamente o risco de quedas, pois melhoram a estabilidade postural, coordenação e velocidade de reação.

Ideal os exercícios serem orientados por pessoas qualificadas como educadores físicos e fisioterapeutas, para adequar a intensidade às necessidades de cada indivíduo. 

2. Cuidados em casa

Os ambientes domésticos inadequados, como por exemplo, tapetes soltos e iluminação insuficiente contribuem para os acidentes. Segundo Moura, uma boa iluminação, com luzes que acendem com sensor de presença, por exemplo, remoção de tapetes soltos, uso de calçados adequados, caminhos livres sem a necessidade de desviar as mobílias e adaptação de banheiros, com barras para apoio durante o banho e para saída do vaso, auxiliam no dia-a-dia dos idosos e podem prevenir acidentes. Importante também supervisionar o uso de medicamentos e observar sinais de instabilidade ou tontura.

3. Recuperação e evolução da medicina

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE-2023) revelaram que há mais idosos do que jovens no Brasil, o percentual da população idosa é de 15,6% e ultrapassa os 14,8% dos que têm entre 15 e 24 anos. Para Moura, o envelhecimento ativo está contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias que aumentam a qualidade de vida e em muitos casos podem preservar o movimento das pessoas.

“A ortopedia moderna não busca apenas tratar fraturas, mas preservar funcionalidade, permitindo que o idoso mantenha autonomia e participação social.  Os implantes modernos permitem fixações mais estáveis, cirurgias menos invasivas e reabilitação precoce, o que reduz complicações como imobilidade prolongada e trombose. A cirurgia de fratura de fêmur, por exemplo, permite apoio imediato, pois o paciente deve sentar e se movimentar o mais breve possível, a fim de evitar complicações secundárias”, comenta o médico.

Ao reduzir complicações, acelerar recuperação e preservar a mobilidade, a tecnologia médica impacta diretamente a qualidade de vida e independência funcional. 

Saúde Correio B+

Você sofre com dores no frio? Entenda porque seu corpo reclama quando a temperatura cai

Ortopedista explica os reais motivos dessa sensação e como diminuir o desconforto nessa época

27/06/2026 16h30

Você sofre com dores no frio? Entenda porque seu corpo reclama quando a temperatura cai

Você sofre com dores no frio? Entenda porque seu corpo reclama quando a temperatura cai Foto: Divulgação

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Basta os termômetros anunciarem a chegada do frio para muitas pessoas relatarem que o corpo começa a reclamar: dores articulares, musculares e até aquela sensação de que está "tudo travado". O mais comum é que regiões do pescoço, costas, joelhos e mãos sejam afetadas pelo desconforto.

Quem já convive com doenças como artrose, lesões, doenças reumatológicas ou idosos, costuma perceber essa mudança de forma ainda mais intensa. O médico ortopedista e docente do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Dr. Marcos Paulo Sales, diz que essa sensação não é mito, é uma reação esperada nessa época.

"Quando a temperatura cai os vasos sanguíneos se contraem, reduzindo a circulação em algumas regiões do corpo, principalmente nas extremidades. Além disso, o líquido sinovial, responsável por lubrificar as articulações, pode se tornar mais viscoso em temperaturas mais baixas", explica.

Esses dois fatores são os pilares da dor e desconforto, principalmente em idosos, que por consequência da idade geralmente apresentam problemas de circulação. No decorrer dos anos, os vasos sanguíneos e linfáticos passam pelo processo de envelhecimento, o que compromete a elasticidade e eficiência deles.

"No frio, os vasos sanguíneos se contraem para manter o calor em seu funcionamento normal. Mas, no caso dos idosos, esse sistema de contração e vasodilatação para manter ou dissipar o calor, não funciona mais tão perfeitamente, pois os vasos vão perdendo a elasticidade", esclarece o médico.

Outro fator importante é que, no frio, tendemos a nos movimentar menos e a ficar com a postura encolhida. A redução da atividade física favorece a rigidez muscular e articular, o que contribui para o desconforto e a má postura pode aumentar o risco de torcicolos e dores nas costas.

Como aliviar os sintomas

A atividade física, mesmo em dias mais frios, ajuda a aquecer o corpo e melhorar a circulação e os alongamentos aliviam a rigidez muscular.

"Também é importante não ficar muito tempo na mesma posição, o que é bastante comum nessa época. O uso de roupas adequadas para ajudar a manter o calor é fundamental, mesmo durante a prática de exercícios", alerta o ortopedista da UniMAX.

Uma dica simples, que pode fazer a diferença é o velho e bom escalda-pés.  Uma bacia com água quente ajuda a aquecer as extremidades e a relaxar a musculatura, trazendo conforto. "Esse recurso pode ser muito interessante, mas deve ser feito sempre com o intuito de aquecer e manter a temperatura, ou seja, quando a pessoa estiver já em casa, ou antes de dormir.

Hoje também temos aquecedores e até colchões e cobertores com sistema de aquecimento, que podem trazer bem-estar para idosos e pessoas acamadas", pontua Sales.

E algo que não se pode esquecer é a hidratação, que também afeta a circulação. Nessa época, aproveitar para incluir na dieta sopas e caldos, pode ser uma boa medida para aumentar a ingestão de líquidos e aquecer o corpo.

Para o ortopedista, o segredo para evitar as dores é a disciplina e pequenos ajustes: "Passar pela estação mais fria do ano com conforto e sem dores exigem estratégias simples que podem ser incluídas em todas as rotinas", conclui.

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