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13 DE JUNHO

Quem foi Santo Antônio e por que ele é padroeiro de Campo Grande?

Dia do santo, conhecido como casamenteiro, é comemorado em 13 de junho

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O Dia de Santo Antônio é comemorado em 13 de junho. Em Campo Grande, a data é considerada feriado, devido ao santo ser o padroeiro da cidade.

Neste ano, no entanto, excepcionalmente é dia útil devido ao feriado já ter sido antecipado.

Conforme os registros históricos, o nome de batismo de Santo Antônio era Fernando Antônio de Bulhões.

Nasciso em Portugal, ele era único herdeiro de uma família de nobres e resolveu seguir a vocação religiosa na adolescência e morreu aos 36 anos, em Pádua, na Itália.

Santificado por milagres realizados em Portugal, passou a ser conhecido como Santo Antônio de Pádua.

Santo Antônio também é conhecido como santo casamenteiro porque acredita-se que uma moça, em Nápoles, conseguiu, por intercessão dele, o dote necessário para que ela se casasse.

Por que Santo Antônio é o padroeiro de Campo Grande?

A história remonta à fundação da cidade. Segundo consta, o fundador de Campo Grande, José Antônio Pereira, era devoto de Santo Antônio.

No caminho, antes de chegar ao que seria Campo Grande, José Antônio Pereira e sua comitiva precisou parar no caminho, em Santana de Paranaíba, onde o povoado e os homens da caravana pioneira foram assolados por uma epidemia do que chamaram de "febre maligna".

Devoto, José Antônio Pereira pediu intercessão à Santo Antônio e prometeu que, caso conseguisse ajudar a curar a doença e não perdesse nenhum homem, construiria uma igreja para o santo assim que chegasse ao novo povoado.

Ele já levava uma imagem do santo junto à comitiva.

José antônio Pereira era tido na época como bom médico, com conhecimentos em farmácia e homeopatia, e a doença que assolou parte do povoado foi extinta após ele recorrer ao santo.

Já estabelecido em Campo Grande, José Antônio Pereira deu ao novo povoado o nome de Santo Antônio de Campo Grande.

Ele cumpriu a promessa e construiu uma capela, de pau-a-pique, que foi inaugurada em março de 1878.

A capela foi erguida nas imediações do Córrego Prosa, onde mais tarde seria a esquina da Avenida Calógeras com rua 15 de Novembro, atual Travessa Lídia Baís, sendo a primeira casa de orações da cidade.

Ao longo dos anos, a igreja foi demolida e reerguida por pelo menos três vezes, devido as condições de segurança da estrutura e até para mudança de local.

Atualmente, a igreja de Santo Antônio está localizada na Travessa Lydia Baís, na esquina com a Rua 15 de Novembro, região central da Capital.

A igreja foi constituída como catedral metropolitana em 1991, na ocasião da visita do Papa João Paulo II à Campo Grande.

A partir desta data, o templo, que era denominado Matriz de Santo Antônio, passou a ser chamado de "Paróquia de Santo Antônio - Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Abadia".

A imagem de Santo Antônio encontrada na igreja ainda é a original, trazida pelo fundador da cidade.

Leis

O dia 13 de junho foi instituído como dia do Padroeiro de Campo Grande, Santo Antônio de Pádua, pela Lei nº 3.901 de 29 de outubro de 2001, sendo, a partir de então, feriado municipal.

Conforme a justificativa do projeto apresentado na Câmara, a motivação é a forte ligação de Santo Antônio com a história da Capital.

Em dezembro de 2019, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) sancionou a Lei 5.458, que incluiu no anexo do Calendário Oficial de Eventos de Mato Grosso do Sul o Dia do Padroeiro do Município de Campo Grande, em comemoração ao Dia de Santo Antônio de Pádua.

No dia 13 de junho, quando reverencia-se o protetor da cidade, anualmente há procissões, missas especiais e festividades, como quermesses e o tradicional bolo de Santo Antônio, que é vendido com alianças escondidas e, diz a superstição, que quem encontra a joia, terá sorte no amor.

Campo grande

Circo Balão Mágico estreia nesta quinta (30) com a presença de Simony

Ingressos custam R$ 10 para crianças e R$ 20 para adultos

29/04/2026 09h15

Montagem do circo está nos preparativos finais

Montagem do circo está nos preparativos finais MARCELO VICTOR

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Circo Balão Mágico, o circo da Simony, estreia nesta quinta-feira (30), às 20 horas, na avenida Duque de Caxias, esquina com a rua Manoel Ferreira, bairro Santo Antônio, próximo ao aeroporto, em Campo Grande.

A cantora Simony estará presente na estreia. As apresentações costumam durar cerca de 1 hora e 40 minutos.

Os ingressos custam R$ 10 para crianças e R$ 20 para adultos. Os bilhetes podem ser adquiridos neste site ou na hora do evento. O estacionamento é gratuito.

É a primeira vez que o circo se apresenta em Campo Grande. As atrações envolvem acrobatas, ginastas, palhaços, mágicos, malabaristas, globo da morte, trapezista, equilibrista, contorcionistas, mímicos, shows, entre outros.

O Correio do Estado esteve no local da atração, na manhã desta quarta-feira (29) e percebeu que a montagem está nos preparativos finais. Veja as fotos:

Simony, além de ser dona do circo, também é artista e canta sucessos de pop, música popular brasileira (MPB) e música infantil. É nacionalmente conhecida pela Turma do Balão Mágico, grupo musical infantil formado em 1982 por Simony, Tob e Mike.

O último circo sediado em Campo Grande foi o Maximus, em 3 de abril de 2024.

TEATRO

Estrelado por Débora Falabella, monólogo "Prima Facie" chega a Campo Grande em maio

Estrelado por Débora Falabella, monólogo é fenômeno nacional e internacional e aborda questões sensíveis como violência sexual, desigualdade de gênero e os limites do sistema judicial

29/04/2026 08h30

Reprodução

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Após conquistar plateias em todo o País e ultrapassar a marca de 150 mil espectadores em dois anos, o espetáculo “Prima Facie” desembarca em Campo Grande para três apresentações especiais, nos dias 15, 16 e 17 de maio, no Teatro Glauce Rocha.

A montagem, protagonizada por Débora Falabella e dirigida por Yara de Novaes, chega à capital sul-mato-grossense cercada de expectativas, após temporadas esgotadas e forte repercussão crítica.

Escrita pela dramaturga australiana Suzie Miller, a peça é considerada um dos textos mais impactantes do teatro contemporâneo.

Ao abordar questões sensíveis como violência sexual, desigualdade de gênero e os limites do sistema judicial, “Prima Facie” extrapola o entretenimento e se estabelece como uma experiência teatral que provoca reflexão e debate.

ASCENSÃO E QUEDA

No palco, Débora Falabella dá vida a Tessa, uma advogada criminalista de origem humilde que construiu uma carreira sólida defendendo homens acusados de agressão sexual.

Inteligente, pragmática e confiante, a personagem acredita no sistema jurídico e nas regras que o sustentam até que sua experiência pessoal coloca essas convicções em xeque.

Atuação intensa de Débora Falabella resultou em sessões esgotadas e temporadas prolongadas ao longo dos dois anos em que a peça está em cartaz - Foto: Reprodução

A partir de um episódio traumático, Tessa passa a enxergar o Direito sob outra perspectiva. O que antes parecia uma estrutura lógica e imparcial revela falhas profundas, especialmente no tratamento dado às vítimas de violência sexual.

A narrativa, conduzida em formato de monólogo, acompanha essa transformação interna com intensidade crescente, conduzindo o público por um percurso emocional que mistura indignação, empatia e questionamento.

O título da peça, expressão latina que significa “à primeira vista”, dialoga diretamente com o universo jurídico, no qual decisões muitas vezes se baseiam em evidências iniciais.

No contexto da obra, no entanto, a expressão ganha novas camadas de significado, ao expor as limitações de um sistema que exige provas irrefutáveis em situações marcadas pela subjetividade e o trauma.

Ao questionar o funcionamento do sistema judicial e dar voz às experiências de vítimas de violência, o espetáculo convida o público a repensar conceitos de verdade, prova e justiça.

A força do monólogo, sustentado exclusivamente pela presença de Débora Falabella em cena, intensifica essa proposta. Sem distrações, o público é colocado frente a frente com a narrativa, em uma experiência que muitas vezes provoca desconforto, mas também empatia e consciência.

RECONHECIMENTO GLOBAL

A trajetória de “Prima Facie” começou em 2019, na Austrália, mas foi em 2022, com sua montagem no West End londrino, que a peça alcançou projeção internacional. Protagonizada por Jodie Comer, a produção foi aclamada pela crítica e venceu importantes prêmios, incluindo o Laurence Olivier de Melhor Nova Peça.

O sucesso se repetiu na Broadway, em Nova York, onde a obra também recebeu críticas majoritariamente positivas e consolidou sua relevância no cenário teatral global.

Desde então, o texto de Suzie Miller vem sendo encenado em diversos países, como Alemanha, Estados Unidos, Turquia e Nova Zelândia, além de ganhar adaptações em diferentes idiomas e contextos culturais.

Mas o impacto da peça vai além dos palcos. A autora foi convidada a participar de debates internacionais, incluindo uma assembleia da ONU sobre violência contra a mulher. Em alguns países, a repercussão chegou a influenciar discussões sobre mudanças na legislação relacionada a crimes sexuais.

MONTAGEM BRASILEIRA

No Brasil, a estreia de “Prima Facie” ocorreu em abril de 2024, no Rio de Janeiro, e rapidamente se transformou em um fenômeno de público.

A combinação de um texto potente com a atuação intensa de Débora Falabella resultou em sessões esgotadas, temporadas prolongadas e uma série de debates realizados após as apresentações.

Em Brasília, por exemplo, a peça reuniu importantes nomes do Judiciário, como a ministra do STF Cármen Lúcia, o ex-ministro Ayres Britto e a subprocuradora-geral Raquel Dodge.

As conversas abordaram temas como a dificuldade de comprovação em casos de violência sexual, a revitimização de mulheres nos tribunais e a necessidade de maior representatividade feminina no sistema de Justiça.

A montagem também passou por cidades como Belo Horizonte, Salvador e Curitiba, além de uma longa temporada em São Paulo, onde permaneceu em cartaz por oito meses com ingressos esgotados. O sucesso consolidou o espetáculo como um dos principais acontecimentos teatrais do País nos últimos anos.

PREMIAÇÕES

O trabalho de Débora Falabella em “Prima Facie” foi amplamente reconhecido por premiações importantes.

A atriz venceu o Prêmio Shell de Melhor Atriz, o Prêmio APCA e o Prêmio Bibi Ferreira, além de receber o Prêmio Arcanjo de Melhor Solo.

A montagem também se destacou no Prêmio APTR, conquistando cinco troféus, incluindo Melhor Atriz, Direção, Cenografia, Iluminação e Figurino. Esses reconhecimentos evidenciam a qualidade artística do espetáculo, que combina uma atuação visceral com uma encenação cuidadosamente construída.

Elementos técnicos desempenham papel fundamental na experiência cênica. O cenário de André Cortez, a iluminação de Wagner Antonio e o figurino de Fabio Namatame contribuem para criar uma atmosfera que acompanha a jornada emocional da protagonista, reforçando a imersão do público.

>> Serviço

“Prima Facie” em Campo Grande

Datas: 15, 16 e 17 de maio.
Horários: às 20h (sexta e sábado) e às 18h (domingo).
Local: Teatro Glauce Rocha.
Ingressos pelo Sympla.

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