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CULTURA VIVA

Sarau no Parque vai até dezembro e terá 400 participações culturais

Ação terá mais duas edições no Parque das Nações esse mês, antes de ir para o Jacques da Luz em agosto

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Esperadas um total de 25 edições, o Festival Sarau Cidadania e Cultura no Parque está com inscrições abertas até dezembro, mas já divulgou as atrações artísticas do próximo mês.  

Vale ressaltar que, para agosto, o Festival migra do Parque das Nações Indígenas para o Jacques da Luz, localizado na Vila Moreninha III.

Ainda esse mês o festival terá mais duas edições no Parque das Nações, realizadas sempre das 16h às 20h.  

Catarina Luz, grávida de seis meses, era uma entre as várias pessoas que aproveitaram para curtir a última edição, realizada no dia 17.  

“Achei tudo ótimo. O Lucas amou o ‘Batucando Histórias’ e o mágico [Mago Tom]. Eu já adoro o Grupo Sampri”, disse ela.  

Ainda ontem (21), o Diário Oficial do Estado trouxe a publicação das atrações artísticas das diversas áreas culturais habilitados para as apresentações das edições dos dias 07, 14, 21 e 28 de agosto.  

Importante frisar que essa lista é formada pelos selecionados: para apresentações no Palco Central (com Cachê); nos Stands (com Cachê) e instituições credenciadas para participação como Gastronomia e Venda (sem cachê).

Agora, divulgados os nomes, a curadoria entrará em contato com os artistas para confirmar a participação.  

Entre os selecionados estão Lili Black, que foi notícia nacional ao participar do reality musical produzido pela Budweiser, e demais nomes como Banda Spellmans, a artista circense Natália Maluf, entre outros.  

Ao todo, nessas 25 edições totais, estima-se 400 participações culturais dentro do Sarau no Parque. Interessados em se cadastrar podem acessar o formulário da Secretaria de Estado de Cidadania e Cultura.  

Informações pelo telefone (67) 3316-9321 ou e-mail, [email protected].

 

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Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com Fabiana Tchalian, destaque e inspiração no empreendedorismo feminino

"A Água na Caixa está aí para provar que se nós conseguimos inovar no mercado de água mineral, você pode inovar em qualquer mercado."

11/10/2026 14h00

Entrevista exclusiva com Fabiana Tchalian, destaque e inspiração no empreendedorismo feminino

Entrevista exclusiva com Fabiana Tchalian, destaque e inspiração no empreendedorismo feminino Foto: Divulgação

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Empreender é, antes de tudo, acreditar que é possível fazer diferente. É enxergar oportunidades onde muitos veem desafios, transformar ideias em atitudes e compreender que o sucesso de uma marca também pode ser medido pelo impacto positivo que ela deixa no mundo. Foi movida por essa visão que Fabiana Tchalian construiu sua trajetória no empreendedorismo e conquistou um lugar de destaque no cenário brasileiro, unindo inovação, propósito e sustentabilidade.

Com experiência em grandes empresas internacionais, como Procter & Gamble e Amazon, Fabiana percorreu os caminhos do marketing, dos negócios e do relacionamento com o consumidor antes de dar vida, em 2016, a um projeto que mudaria sua história profissional. Ao lado do primo e sócio Rodrigo Gedankien, fundou a ÁGUA NA CAIXA®, uma iniciativa que nasceu com a proposta de repensar um hábito tão essencial quanto beber água. Em 2021, a marca lançou o que apresenta como a primeira água mineral carbono neutro do Brasil, apostando em uma embalagem reutilizável, 88% renovável e 100% reciclável.

Mais do que criar uma alternativa para o consumo de água mineral fora de casa, Fabiana abraçou o desafio de mostrar que escolhas cotidianas podem abrir caminhos para um futuro mais consciente. Sua jornada revela a força de uma mulher que transformou visão de negócios em um movimento de mudança, provando que inovação e responsabilidade ambiental podem caminhar juntas. Afinal, grandes transformações nem sempre começam com gestos grandiosos: às vezes, nascem de uma ideia, da coragem de acreditar nela e da disposição de fazer diferente todos os dias.

Nesta entrevista exclusiva ao Correio B+, Fabiana Tchalian fala sobre empreendedorismo, os desafios de construir uma marca com propósito, a importância da sustentabilidade nos negócios, família, escolhas, e a trajetória por trás da ÁGUA NA CAIXA®. Uma conversa sobre coragem, visão de futuro e a possibilidade de transformar o mercado — e a relação das pessoas com o planeta — a partir de escolhas que fazem a diferença.

Entrevista exclusiva com Fabiana Tchalian, destaque e inspiração no empreendedorismo femininoA empresária Fabiana Tchalian é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana 

CE - Fabiana, antes da empresária e CEO, quem é a mulher por trás dessa trajetória? Quais experiências de vida e pessoas foram fundamentais para formar a profissional e empreendedora que você é hoje?
FT -
 Antes de empresária e co-CEO, eu sou filha, eu sou irmã, eu sou neta, esposa e mãe. Eu sou tudo isso, antes do meu cargo. E em todas essas funções, eu vejo que existe um prazer muito grande em ser um bom exemplo, inspirar as pessoas. Inspirar as pessoas a serem boas filhas, boas irmãs, boas mães, boas empreendedoras e, principalmente, mostrar que é possível fazer tudo isso junto.

Não quer dizer que tudo isso vai acontecer perfeitamente ao mesmo tempo, mas que se esse for o seu sonho, você não deve desistir: Ah, eu sou mãe, então não vou conseguir empreender; ah, eu sou empreendedora, não vou conseguir casar agora'... Ou seja, é possível. Não é uma conta fácil, mas essa sou eu por trás dessa trajetória. Uma pessoa que adora ser um bom exemplo e que busca constantemente isso. Com muitas falhas ainda, mas sempre buscando ser um bom exemplo. É algo que eu aprendi em casa.

CE - Você construiu uma carreira em grandes empresas, como Procter & Gamble e Amazon. Em que momento percebeu que queria deixar o mundo corporativo para construir o seu próprio negócio? O que despertou esse desejo?
FT -
 Eu lembro que eu já estava há uns seis anos na P&G, eu namorava meu marido já na época, e eu, que sempre fui uma pessoa muito entusiasmada, cheia de coisas para contar, adorava compartilhar novidades sobre os meus projetos, sobre as questões da empresa, inovações, ativações e propagandas... De repente eu me peguei desanimada.

E eu até falei assim: 'Ah, acho que é um período, tal'. Voltei, me concentrei, e aí eu enxerguei: 'Não, não é temporário'. Ainda eu tentei mudar de empresa, eu fui para a Amazon e aí, depois de um tempo, realmente não era uma questão da empresa, porque eu mudei de empresa; era uma questão minha.

Ou seja, “dentro de mim”, um desânimo estava querendo me dizer que era tempo de colocar a minha energia em um novo projeto, na minha ideia da ÁGUA NA CAIXA®️, que já existia na época, mas que era hora de me dedicar 100% para a ÁGUA NA CAIXA®️.

O que me fez perceber foi eu deixar de ser como eu sempre fui: animada, entusiasmada, cheia de energia. Quando eu vi que eu já não estava mais conseguindo ser esse entusiasmo todo dentro do mercado corporativo, eu senti que era o momento de me dedicar 100% para a ÁGUA NA CAIXA®️.

CE -  Em 2016, você e Rodrigo Gedankien decidiram empreender e fundaram a ÁGUA NA CAIXA®️. De onde surgiu a ideia e o que fez você acreditar que aquele projeto poderia realmente se transformar em uma empresa?
FT -
 Em 2016 eu tive essa ideia em uma viagem para os Estados Unidos, na cidade de Salt Lake City, no estado de Utah. Fui tomar um café da manhã com o meu irmão, que hoje também trabalha com a gente na ÁGUA NA CAIXA®️. E lá eu tive, pela primeira vez, a oportunidade de ver uma água na caixa. Peguei uma água na caixa na mão e foi assim, instantânea a ideia, a possibilidade de fazer isso no Brasil.

Porque logo de cara, achei o produto muito bonito. Eu acho que esse aspecto de estética, de belo, de bonito, uma coisa assim de você olhar e falar: 'Cara, isso aqui dá vontade... não dá vontade de jogar fora, dá dó de jogar fora'.

Então esse aspecto do design foi o que realmente me chamou mais atenção e que me deu convicção de falar assim: 'Cara, não tem uma água tão bonita assim no Brasil'.

E o ser humano gosta muito de coisa nova, de coisa bonita, descolada. Vivemos indo atrás de coisas que nos representem, produtos que nos representem. Através da beleza do produto, você se sente representado. A gente está o tempo todo comprando isso através de tênis, roupa, carro... Hoje em dia as pessoas estão indo em cafeterias tomar cafés, milk-shakes, sorvetes...

O tempo todo procurando no produto, na experiência, no serviço, algo que te represente em inovação, em ser algo bonito, descolado. Então, logo que eu vi a caixinha pela primeira vez em 2016, eu já tive essa certeza de que daria certo.

CE - Empreender como mulher ainda traz desafios particulares? Você já sentiu que precisou provar mais sua capacidade ou ocupar espaços de uma maneira diferente por ser mulher?
FT -
 Na minha experiência, eu não precisei me provar mais — a minha capacidade — ou ocupar espaços de uma maneira diferente por ser mulher.

Nisso eu tive muita sorte de ter investidores que são pais, avôs... Eu tive muita sorte de ter pessoas por perto que entendem e compreendem esse espaço da mulher empreendedora que também é casada e quer ter filhos. Então eu nunca tive desafios em relação a isso.

Mas eu tive, sim, um desafio enorme porque a gente lançou a ÁGUA NA CAIXA®️ em 2021; a Sofia, minha primeira filha, nasceu em 2020, o José em 2022 e a Bianca em 2024. Foi um desafio enorme que eu nem imaginava: empreender na ÁGUA NA CAIXA®️ e empreender no maior “empreendimento da minha vida”, que é criar a minha família. Acho que o grande desafio foi fazer os dois juntos!

CE - A ÁGUA NA CAIXA®️ nasceu com um propósito muito claro de unir consumo, praticidade e sustentabilidade. Como transformar uma preocupação ambiental em um produto que também conquiste emocionalmente o consumidor?
FT -
 A ÁGUA NA CAIXA®️ nasceu com um propósito muito claro de unir inovação, experiência e sustentabilidade. E o que conseguimos fazer até hoje é transformar sustentabilidade — que hoje é um tema que muitas vezes existe um preconceito de ser algo chato, boring, o caro que não é descolado — no nosso grande desafio: transformar algo sustentável em algo também muito bonito, muito atraente, muito desejado, descolado... Esse não só foi, como é o grande desafio da ÁGUA NA CAIXA®️. Usar do aspecto de design, de estética, de inovação e de experiência para tornar um produto sustentável e desejado também.

CE - Em 2021, a empresa lançou a primeira e única água mineral carbono neutro do Brasil. Qual foi o momento mais desafiador dessa jornada e aquele em que você pensou: “agora conseguimos”?
FT -
 Acho que toda empresa nova deve passar por esse desafio que a ÁGUA NA CAIXA®️ passou, que me fez pensar: 'será que agora vamos conseguir?', que eu acho que é o aspecto de caixa. Ou seja, você como uma empresa nova, uma marca nova, precisa investir muito. Por outro lado, eu e o Rodrigo sempre fomos muito pé no chão em relação a isso.

E teve momentos em que a falamos: 'Cara, a gente precisa investir mais, mas a gente quer também proteger o nosso caixa, a gente não quer gastar mais do que a gente pode', mas tinham oportunidades na mesa que exigiam investimento...

São todas essas dúvidas que naturalmente irão aparecer na mesa do empreendedor e que trouxeram esse sentimento de: 'será que a gente vai conseguir agora?'. E nós conseguimos, e, estamos conseguindo! Acho que é uma questão de ter esses dois lados bem balanceados: investir e o guardar.

Eu e o Rodrigo na ÁGUA NA CAIXA®️ temos muito essa composição, que é fundamental para um negócio de sucesso. Ou, se é um empreendedor único, dentro dele precisa ter esses dois lados: um corajoso de investir, de empreender, de dar um passo sem você ter todas as páginas do livro preenchidas, mas também precisa do outro lado alguém muito pé no chão, muito responsável, muito prudente, sempre querendo minimizar os riscos da empresa. E é essa composição que eu e o Rodrigo fizemos para trazer a ÁGUA NA CAIXA®️ até o dia de hoje.

Entrevista exclusiva com Fabiana Tchalian, destaque e inspiração no empreendedorismo femininoA empresária Fabiana Tchalian é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana 

CE - Qual foi o maior erro ou aprendizado da sua trajetória como empreendedora? Existe alguma decisão difícil que, olhando hoje, acabou sendo essencial para o crescimento da empresa?
FT -
 Eu acho que o maior erro — mas que é muito difícil você chamar de erro —, é muitas vezes pelo medo de errar... Olha que interessante: pelo medo de errar, você acaba demorando para tomar decisões importantes para a empresa. Com o passar do tempo, essa demora causada pelo medo de errar se torna um erro que a gente gostaria de não ter errado.

Mas é uma equação muito complexa, muito difícil. Eu acho que a tomada de decisão rápida é o maior acerto de uma empresa. Eu gosto de falar sempre no positivo, não gosto de falar do negativo, do erro, do não. E qual foi o maior acerto que tivemos na ÁGUA NA CAIXA®️? Foi sempre que conseguimos tomar decisões importantes, conscientes e rápidas.

CE - Você está à frente de uma empresa, mas também de uma marca que carrega um propósito. Como conciliar liderança, resultados, inovação e, ao mesmo tempo, manter os valores que deram origem ao negócio?
FT -
 Essa pergunta é muito boa, é sobre como conciliar e como alcançar altos níveis de liderança, altos níveis de resultados positivos, de inovação e, ao mesmo tempo, manter os valores do negócio. Minha resposta é muito simples: se eu quero ir rápido, eu vou sozinha; se eu quero ir longe, eu preciso ir junto.

A única forma de eu conseguir manter o meu negócio com altos níveis de inovação, com uma boa liderança, com uma boa gestão, é só pedindo ajuda. E aqui, pedindo ajuda é: para o fundo que investiu na ÁGUA NA CAIXA®️, para os investidores que investiram na ÁGUA NA CAIXA®️, para os funcionários da ÁGUA NA CAIXA®️, para a minha rede de apoio,  — porque sem ela eu também não consigo dar o meu melhor para a ÁGUA NA CAIXA®️ — para os meus amigos que têm experiências de empreendedorismo e que podem colaborar comigo, para pessoas que trabalharam comigo na P&G ou na Amazon e que podem me ajudar nessa jornada...

Então, a única forma que eu acredito que pode dar certo nessa jornada empreendedora de segurar vários pratinhos lá em cima é só pedindo e contando com a ajuda da sua rede — você pode chamar de networking, amigos, família, funcionários e tudo mais. Só pedindo ajuda.

CE - Que conselho você daria para uma mulher que tem uma ideia, um sonho de empreender, mas ainda sente medo de dar o primeiro passo? O que você gostaria de ter ouvido quando começou?
FT -
 Essa pergunta é superdifícil de responder, que conselho daria para uma mulher que tem uma ideia, um sonho, porque foram muitos aspectos que juntos me deram condições de conseguir seguir o meu sonho de empreender. Mas eu vou focar naquele que dependeu só de mim.

Primeiro: não desistir. Porque se você tem um sonho de empreender, não desista. E o segundo é: faça tudo, faça tudo da melhor maneira possível, dê o seu melhor! Não faça pela metade, não faça uma conversa com meia energia, não assine um contrato que está 'meio bom'... Tente fazer, dê o seu máximo para fazer tudo da melhor maneira possível.

E não se compare! Ou seja: 'Ah, porque o fulano de tal está fazendo outra coisa que é melhor que o meu'. Não se compare. Você está fazendo o seu máximo, então segue em frente.

Resumindo: não desista e dê o seu melhor em todos os pequenos aspectos desse trabalho, desse empreendimento, dessa relação. Em conversas importantíssimas com grandes empresas ou em conversas simples com fornecedores, com pessoas com quem você se encontra, com clientes com quem você tem relacionamento: dê o seu melhor! Esse é o conselho que eu daria.

Entrevista exclusiva com Fabiana Tchalian, destaque e inspiração no empreendedorismo femininoA empresária Fabiana Tchalian - Divulgação

CE - Como é conciliar vida pessoal e profissional? E como elas te inspiram?
FT -
 Conciliar a vida pessoal e profissional é um grande mestrado em gestão. Essa é a minha conclusão. Uma mãe de três filhos que também está empreendendo e tem um negócio bem-sucedido, ela tem um mestrado e pós-doutorado em gestão, pode ter certeza absoluta. Ela talvez pode não ter a expertise financeira muito específica, mas que ela consegue resolver qualquer problema que aparecer na frente dela, disso você pode ter certeza absoluta.

Minha frase aqui é: conciliar a vida pessoal e profissional tem sido um mestrado e um pós-doutorado em gestão. Gestão de pessoas, gestão de recursos, gestão de inteligência emocional...  Tem sido uma grande formação em gestão e isso me deixa muito feliz, porque eu tenho certeza absoluta que a ÁGUA NA CAIXA®️ é só o meu primeiro negócio, eu vou fazer muitos outros...

CE - Para terminar, olhando para tudo o que já construiu, qual é o seu grande sonho daqui para frente — para a ÁGUA NA CAIXA®️, para o empreendedorismo feminino e para a Fabiana como mulher?
FT -
O meu sonho daqui para frente é: primeiro, que meus filhos sintam orgulho de mim da mesma, da maneira como eu sinto orgulho da minha mãe, da minha avó. E eu sei que a minha mãe também sente orgulho da mãe dela. Isso é primordial para mim!

Que eu e meu marido sigamos muito felizes nesse nosso sonho de empreender dentro da nossa família! E que eu, como empreendedora, me torne investidora. Eu não vejo a hora de investir em outros empreendedores e empreendedoras, em outras ideias, e que eu possa colaborar como mentora, como conselheira — coisa que eu já comecei a fazer — para outras ideias que também me apaixonam.

E que, junto com tudo isso, eu também possa dar vazão a outras ideias que eu também já tenho e que estou guardando para o momento certo para poder me dedicar mais a esses novos negócios.

Entrevista exclusiva com Fabiana Tchalian, destaque e inspiração no empreendedorismo femininoFabiana ao lado do primo e sócio Rodrigo Gedankien - Divulgação

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 12 e 18 de outubro. Inteligência sem abrir mão da honestidade

O Sete de Espadas pede cautela diante de situações pouco transparentes. Observe atitudes, questione promessas duvidosas e evite decisões precipitadas. Use a inteligência estratégica para contornar obstáculos sem abrir mão da honestidade.

11/10/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 12 e 18 de outubro. Inteligência sem abrir mão da honestidade

A energia do Tarô da semana entre 12 e 18 de outubro. Inteligência sem abrir mão da honestidade Foto: Divulgação

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A arte de enxergar além das aparências

O Sete de Espadas acende o sinal de alerta para a falsidade, a dissimulação e os interesses ocultos. Pode simbolizar alguém que aparenta amizade, mas age pelas costas, ou pessoas que tentam tirar proveito de uma situação em benefício próprio.

Fofocas, intrigas, manipulações, mentiras e possíveis perdas também fazem parte de seu simbolismo. Portanto, observe as atitudes, desconfie de promessas duvidosas e aja com astúcia nos próximos dias. Prudência nunca é demais.

Este é um arcano que nos convida a olhar além das aparências. Nem sempre as palavras correspondem às intenções, e nem todos aqueles que demonstram proximidade estão genuinamente ao nosso lado.

Por trás de uma atitude aparentemente inofensiva, pode haver conveniência, rivalidade ou o desejo de obter alguma vantagem. A carta pede atenção às contradições, aos comportamentos evasivos e àquilo que parece não se encaixar no discurso de alguém.

Mas o Sete de Espadas também traz uma questão delicada: quem está agindo com falsidade? Somos nós que escondemos nossas verdadeiras intenções ou estamos sendo vítimas da dissimulação alheia?

Afinal, esse arcano tanto pode revelar alguém tentando nos enganar quanto denunciar nossas próprias estratégias para escapar de uma situação ou conseguir o que desejamos.

Tradicionalmente associado aos segredos, à astúcia e à dissimulação, o Sete de Espadas nos leva a refletir sobre a tênue fronteira entre a discrição e a desonestidade.

Preservar a intimidade e manter certos planos em sigilo é legítimo; manipular, mentir ou omitir informações importantes para obter vantagens é outra coisa. A carta nos desafia a reconhecer essa diferença, tanto nas atitudes dos outros quanto nas nossas.

Sob sua influência simbólica, convém observar com mais cuidado as relações e as circunstâncias ao nosso redor. Promessas vagas, versões contraditórias, explicações evasivas e atitudes que não correspondem às palavras merecem atenção. Isso não significa desconfiar de todos ou transformar qualquer silêncio em prova de mentira, mas evitar que a ingenuidade ou o desejo de acreditar impeçam uma avaliação lúcida dos fatos.

Ao mesmo tempo, o Sete de Espadas representa inteligência estratégica e a capacidade de encontrar saídas quando uma situação parece desfavorável. Diante de um ambiente marcado por intrigas ou interesses ocultos, nem sempre o confronto direto é a melhor resposta. Observar, reunir informações e escolher cuidadosamente como agir pode ser mais eficaz do que reagir por impulso.

A principal advertência dessa carta é não confundir aparência com verdade, palavras com atitudes ou esperteza com integridade.

O Sete de Espadas nos ensina a preservar o discernimento, reconhecer possíveis armadilhas e compreender que a verdadeira inteligência não está em enganar ou levar vantagem a qualquer custo, mas em perceber o que se esconde por trás das aparências sem perder a consciência dos próprios valores.

A entrada do Sol em Escorpião no sábado, 23, acrescenta uma camada simbólica interessante à leitura do Sete de Espadas. Na astrologia, Escorpião está associado à profundidade emocional, à transformação, aos vínculos de confiança e à investigação daquilo que se encontra sob a superfície.

Se o Sete de Espadas nos ensina a observar antes de agir, Escorpião nos convida a aprofundar o olhar. A combinação sugere um período favorável para rever acordos, investigar motivações e reconhecer aspectos de uma situação que talvez tenhamos evitado encarar.

Nem sempre a primeira impressão revela o quadro completo; às vezes, é preciso olhar com mais atenção para compreender o que realmente está em jogo.

Essa energia também nos leva a refletir sobre o valor da discrição. Em uma época marcada pela exposição constante, preservar determinados planos e sentimentos pode ser uma maneira de proteger aquilo que ainda está em construção. Nem toda decisão precisa ser compartilhada, assim como nem toda transformação necessita de testemunhas.

Escorpião, porém, não representa apenas mistérios. Seu simbolismo também envolve a capacidade de atravessar crises e abandonar padrões que perderam o sentido.

Sob essa perspectiva, o Sete de Espadas pode indicar a necessidade de rever uma estratégia, reconhecer um erro ou deixar para trás uma situação que já não oferece possibilidades reais de crescimento.

Essa aproximação entre Tarô e astrologia é simbólica, não uma previsão inevitável. Seu valor está nas perguntas que desperta: que aspecto de uma situação ainda precisamos compreender? Estamos agindo com prudência ou evitando uma verdade desconfortável? O que precisa mudar para que possamos seguir adiante com mais consciência?

Na representação tradicional do Tarô Rider-Waite-Smith, um homem se afasta de um acampamento carregando cinco espadas, enquanto outras duas permanecem fincadas no chão.

Ele olha para trás, como se verificasse se alguém percebeu sua movimentação. Ao fundo, tendas e figuras humanas compõem uma cena que sugere uma ação realizada à margem da atenção coletiva.

As cinco espadas carregadas podem representar informações, recursos, ideias ou vantagens que alguém procura obter ou preservar. As duas deixadas para trás lembram que toda escolha envolve renúncias e que nem sempre é possível resolver todas as questões de uma só vez.

O olhar lançado para trás revela a tensão entre o desejo de avançar e a preocupação com aquilo que ficou para trás. O personagem demonstra cautela, mas sua atitude também levanta uma dúvida: ele está encontrando uma saída ou tentando escapar das consequências de suas ações?

As espadas simbolizam o elemento Ar, associado à razão, à linguagem, ao pensamento e ao discernimento. Por isso, a carta não se limita à ideia de roubo ou engano. Pode representar planos mantidos em sigilo, negociações delicadas e decisões que exigem discrição. O sentido depende das intenções envolvidas e dos efeitos que essas escolhas produzem.

Há também uma interpretação mais favorável para a cena. O personagem pode estar se afastando de um ambiente hostil, preservando recursos ou deixando para trás uma situação da qual precisa se libertar.

Nem todo afastamento é covardia, assim como nem toda reserva significa desonestidade. Às vezes, estabelecer limites e deixar de participar de conflitos improdutivos é a atitude mais sensata.

A imagem nos convida, portanto, a avaliar o contexto antes de julgar. A mesma astúcia que permite superar uma dificuldade pode ser usada para manipular; a mesma discrição que protege um projeto pode servir para esconder uma verdade. Cabe a nós reconhecer a diferença.

No amor, o Sete de Espadas pede atenção a segredos, omissões e possíveis atitudes desonestas, sem presumir que uma traição esteja acontecendo. Nas relações, comportamentos ambíguos e a dificuldade de enfrentar conversas necessárias podem minar a confiança.

Para quem está só, vale observar se as atitudes correspondem às palavras e se há clareza nas intenções. A carta também alerta para a autossabotagem: por medo, insegurança ou tentativa de evitar a verdade, podemos comprometer justamente aquilo que desejamos preservar.

Reconhecer esses padrões é o primeiro passo para construir vínculos mais honestos e consistentes. O que precisa vir à luz para que suas relações sejam mais verdadeiras?

No campo financeiro, o Sete de Espadas aconselha prudência diante de investimentos arriscados e promessas de lucro fácil. Examine contratos, verifique as condições dos acordos e investigue possíveis custos ocultos antes de tomar decisões.

Em momentos de dificuldade, use o pensamento estratégico para encontrar soluções criativas, sem recorrer a atalhos que possam comprometer sua segurança financeira. Planejamento, análise crítica e boa administração dos recursos ajudam a evitar prejuízos e a construir resultados duradouros.

No campo profissional, o Sete de Espadas recomenda estratégia, discrição e atenção às intenções de quem está ao seu redor. Rever métodos, encontrar soluções criativas e demonstrar suas competências com clareza pode favorecer o reconhecimento.

Por outro lado, a carta alerta para fofocas, intrigas, disputas desleais e apropriação de ideias. Pode haver alguém agindo como adversário nos bastidores, por isso convém observar o ambiente sem alimentar suspeitas precipitadas. Diante de conflitos ou mudanças, avalie os fatos e planeje os próximos passos com cautela. O verdadeiro avanço combina inteligência estratégica, ética e clareza de objetivos.

A sabedoria de saber quando avançar

Em sua face desafiadora, o Sete de Espadas alerta para mentiras, traições, omissões e tentativas de obter vantagens desonestas. Convida também a reconhecer possíveis interesses ocultos e a ouvir a intuição diante de situações que despertam desconfiança.

Por outro lado, ensina que a inteligência estratégica consiste em estabelecer prioridades, encontrar alternativas e preservar a própria energia. Nem todo obstáculo precisa ser enfrentado pelos meios habituais, mas fugir das responsabilidades ou adiar decisões importantes pode agravar os problemas. A sabedoria está em saber quando agir com discrição, quando mudar de rumo e quando encarar a verdade.

A verdadeira astúcia começa pelo autoconhecimento. Ao compreender nossos desejos, medos e motivações, tornamo-nos menos vulneráveis à manipulação e menos propensos a comprometer nossos valores para alcançar o que queremos. É possível preservar a intimidade sem abrir mão da honestidade e buscar soluções sem ignorar suas consequências.

Que o Sete de Espadas nos ensine a reconhecer os sinais sem alimentar suspeitas infundadas, a proteger o que importa sem confundir discrição com dissimulação e a perceber quando é hora de seguir por outra direção.

Afinal, nem sempre podemos remover os obstáculos do caminho, mas podemos ampliar nossa perspectiva, descobrir novas possibilidades e avançar sem perder de vista nossos valores e aquilo que dá sentido às nossas escolhas.

“Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo não será derrotado em cem batalhas.” Sun Tzu, A Arte da Guerra

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

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