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Semana do Artesão terá oficinas infantis de modelagem em biscuit

Oficinas acontecem nos dias 23 e 24 de março; saiba como se inscrever

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A criançada também será contemplada na programação da Semana do Artesão 2024. Serão ministradas duas oficinas infantis de modelagem em biscuit que estão com inscrições abertas e gratuitas. No dia 23 de março, sábado, acontece das 14h às 17h a oficina infantil de modelagem em biscuit, com Leslie Gaffuri.

A oficina infantil é um encontro de muitas criações e brincadeiras através da modelagem em biscuit. Haverá também outra oficina semelhante no dia 24 de março, domingo, também das 14h às 17h. As oficinas acontecem no Armazém Cultural/Feira Central durante a Semana do Artesão 2024.

A ministrante da oficina, Leslie Gaffuri, optou por apresentar para as crianças a modelagem do coelhinho da Páscoa. "Como nós estamos no período de Páscoa, eu tomei a decisão de dar o coelhinho da Páscoa, porque a oficina vai acontecer uma semana antes da Páscoa. Então nós vamos fazer uma cestinha, a gente explicando o período da quaresma, tudo em tom de brincadeira, e aí a eles vão fazer o coelhinho para esperar o ovinho chegar. É mais ou menos este o incentivo da oficina".

"Como são dois dias de oficina, se forem pessoas diferentes a gente vai trabalhar somente a parte dos coelhinhos, mas também nós temos um motivo que a gente vai dar o bichinho do Pantanal, para incentivar e mostrar a nossa identidade, é um começo para eles entenderem nosso Estado, a nossa história".

Para oficinas com crianças, a ministrante vai trabalhar com coordenação motora e movimentação das mãos.

"E as oficinas, quando envolve criança, a gente estimula, faz com que eles comecem a entender, a movimentar as mãos, coordenação, e elas contam uma história, com muita brincadeira, o coelhinho da Páscoa, e a gente vai dar o Tuiuiú, que também é o nosso símbolo, tem lá no aeroporto, quando se fala em Mato Grosso do Sul a gente se lembra dele".

Leslie Gaffuri trabalha há 20 anos com artesanato, é ceramista há mais de 15 anos e é presidente da Uneart (União Estadual dos Artesãos de Mato Grosso do Sul). "Vai ser muito gostoso lidar com crianças, eu estou com muita expectativa. Eu acredito que vai ser muito gostoso".

As inscrições para a oficina de sábado devem ser feitas pelo link:
https://www.sympla.com.br/oficina-de-modelagem-em-biscuit-para-criancas__2325108

Para oficina de domingo, pelo link:
https://www.sympla.com.br/oficina-de-modelagem-em-biscuit-para-criancas__2325120

16ª Semana do Artesão

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Cultura e em parceria com a Prefeitura de Campo Grande e o Sebrae/MS, realiza de 19 a 26 de março a 16ª Semana do Artesão em vários locais da Capital - Bioparque Pantanal, Armazém Cultural, escolas públicas, Morada dos Baís e Assembleia Legislativa.

Serão realizadas feiras de artesanato, noite cultural e homenagens, rodada de negócios, exposições de artesanato, oficinas de artesanato para crianças e adultos, palestras e apresentação de atrações culturais diversas de Mato Grosso do Sul.

Com uma programação extensa, a Semana terá abertura no Bioparque Pantanal em 19 de março. No Armazém Cultural e na Feira Central acontece a Feira de Artesanato Mãos que Criam, de 20 a 24 de março, e também as oficinas de artesanato para crianças e adultos.

No dia 21 acontece a Rodada de Negócios do Sebrae. Nas escolas públicas em Campo Grande, de 20 a 26 de março, acontecem oficinas de artesanato. Já na Morada dos Baís, no dia 23 de março, acontece o Café na Praça, aberto ao público em geral.

Na Assembleia Legislativa, em 26 de março, acontece a Sessão Solene Conceição dos Bugres, homenagem anual dos deputados aos artesãos de Mato Grosso do Sul. Na edição deste ano da Semana do Artesão, serão homenageados os artesãos Cleber Ferreira Brito, Claudia Castelão e Olinda Vergilio (in memoria).  

A Semana do Artesão objetiva fortalecer o artesanato do Estado e promover sua consolidação como setor econômico sustentável, que valoriza a identidade cultural de Mato Grosso do Sul através de ações de fomento, geração de renda, capacitação com foco no empreendedorismo, além de atividades que permitem a interação com o público.

O artesanato do Mato Grosso do Sul retrata costumes, tradições e demais referências culturais do Estado. É produzido, em grande parte, com matérias primas locais, manifestando a criatividade e a identidade cultural do povo sul-mato-grossense.

As peças artesanais trazem à tona temas referentes ao Pantanal, às populações indígenas, ao intercâmbio cultural favorecido pelas divisas, pelas fronteiras com Paraguai e Bolívia, além do movimento migratório oriundo de várias partes do país e do planeta.

Por meio da Gerência de Desenvolvimento de Atividades Artesanais da Fundação de Cultura, desenvolvem-se políticas públicas para fomentar ações de valorização do produto e do fazer artesanal, proporcionando a geração de emprego e renda, a inclusão social e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Cinema Correio B+

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína

Rio de Sangue marca a entrada da atriz no thriller de ação com uma personagem que não busca agradar

18/04/2026 14h00

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína Foto: Divulgação

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Ao longo de mais de duas décadas de carreira, Giovanna Antonelli construiu uma trajetória rara no audiovisual brasileiro. Entre novelas de grande alcance, como O Clone, e séries que atravessam diferentes registros, sua presença sempre esteve associada a personagens de forte identificação popular: mulheres que, de alguma forma, organizam a narrativa ao seu redor.

No cinema, essa relação também se consolidou em produções voltadas ao grande público, como S.O.S. Mulheres ao Mar, que reforçaram sua conexão com histórias mais leves e acessíveis. É justamente por isso que Rio de Sangue marca um deslocamento interessante dentro de sua carreira. Ao assumir uma protagonista em um thriller físico, marcado por tensão constante e exigência corporal, Antonelli entra em um território que, embora próximo em intensidade emocional, raramente havia sido explorado por ela dessa forma.

Mas o que chama mais atenção não é apenas a mudança de registro. Em vez de se apoiar na ideia de força que costuma acompanhar personagens femininas em narrativas de ação, Rio de Sangue apresenta uma mulher que não nos conquista desde o início. Patrícia não é construída para agradar o espectador. Ela entra na história em queda, tentando reorganizar a própria identidade ao mesmo tempo em que precisa reagir a uma situação limite.

É a partir desse ponto que o filme se estrutura e é também desse lugar que Giovanna Antonelli fala com o CORREIO B+ sobre a personagem: não como uma heroína, mas como alguém em sobrevivência. O que a atrai não é a força da personagem, mas justamente o contrário: o fato de que ela não tenta agradar, não busca empatia imediata e se apresenta, desde o início, como alguém em sobrevivência.
Uma Giovanna bem diferente das que estamos acostumados a ver.

CORREIO DO ESTADO: Como esse projeto chegou até você e o que te fez escolher esse papel?

Giovanna Antonelli: Eu recebi o roteiro do Gustavo Bonafé, nunca tinha trabalhado com ele antes. A gente conversou e ele me disse: “Giovanna, eu tenho um personagem, você pode ler?”. Eu li e me apaixonei, porque adoro thrillers de ação. Quando vi, pensei: “Como vão filmar isso em cinco semanas?”. É um filme muito rico em ação.

E ele ainda falou que queria que me vissem de um jeito que nunca tinham visto na minha carreira. Aquilo me provocou. Foi a oportunidade de sair de uma caixinha, de fazer minha estreia no gênero com duas mulheres protagonizando esse tipo de história, com esse pano de fundo de amor entre mãe e filha.

CORREIO DO ESTADO: A Patrícia não é apresentada como uma heroína tradicional. Como você construiu essa personagem?

Giovanna Antonelli: O que mais me atraiu nela é que ela é apresentada com erro. É uma anti-heroína. Ela não faz esforço para agradar o público. E isso é raro, porque muitos personagens são construídos para conquistar o espectador. Aqui não. Ela está em sobrevivência.

É uma mulher que ruiu e precisa se reinventar. A relação com a filha também não é rasa — são duas pessoas muito diferentes, que não tentam se agradar. Precisaram de um evento extremo para se reconectarem. Eu gosto dessa imperfeição, porque torna tudo mais humano e mais identificável.

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroínaGiovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína - Divulgação

CORREIO DO ESTADO: Existe uma tensão entre força e vulnerabilidade o tempo todo. Como você trabalhou esse equilíbrio?

Giovanna Antonelli: A sobrevivência está na frente. É uma mulher que, quando tudo desmorona, precisa se reconstruir. Então não tem muito espaço para pensar em como ela é vista. Ela está reagindo ao que está acontecendo, tentando se reorganizar emocionalmente enquanto tudo acontece ao mesmo tempo.

CORREIO DO ESTADO: A relação entre mãe e filha é o eixo emocional do filme. O que te interessou nessa dinâmica?

Giovanna Antonelli: Essa história não fica no raso. São duas pessoas completamente diferentes, com discursos diferentes, que não tentam se agradar. Existe uma distância ali, um espaço de ar entre elas. E elas precisaram de um evento extremo para se reconectarem. Talvez, de outra forma, isso não acontecesse.

CORREIO DO ESTADO: As cenas de ação impressionam. Como foi trabalhar tecnicamente esse lado do filme?

Giovanna Antonelli: É importante dizer que as armas eram descarregadas. Tudo foi inserido na pós-produção. Então você precisa interpretar sem o som real, reagindo a comandos. Exige muita concentração e coordenação. Se você se distrai, perde o tempo da cena. É difícil, mas é uma delícia. A gente se diverte muito.

CORREIO DO ESTADO: Sair do ambiente urbano e filmar na Amazônia muda a percepção do trabalho?

Giovanna Antonelli: Nada disso seria possível sem a paixão pelo que fazemos. Estar ali é um privilégio. O que poderia ser visto como dificuldade, para a gente era um presente. Fazer cinema também é uma ferramenta social. E quando você está apaixonado pelo que faz, tudo ganha outro sentido.

CORREIO DO ESTADO: E o contato com outras culturas durante as filmagens?

Giovanna Antonelli: Eu sempre tive paixão por conhecer culturas. Desde O Clone, isso me atravessa. Estar ali foi uma conexão espiritual. Eu tenho uma relação forte com a natureza — planto árvores há mais de 20 anos, tenho meliponário.

Esse filme entrou e saiu da minha vida várias vezes, e em determinado momento eu entendi que era porque eu precisava estar ali. Eu acredito muito nisso: estar onde preciso estar.

CORREIO DO ESTADO: O que você leva dessa experiência?

Giovanna Antonelli: Conexão — com o todo e com as pessoas.

CORREIO DO ESTADO: E uma continuação?

Giovanna Antonelli: Claro. Para onde? Quando?

CAMPO GRANDE

'Aniversário' dos 126 anos expõe catálogo original de Lídia Baís

Próxima quarta-feira (22) marca a abertura do projeto "Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos", com exposição aberta até o dia 23 de maio

18/04/2026 12h00

Reprodução/Divulgação

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Data que marca o nascimento da artista pioneira campo-grandense dos ramos da arte e da música, Lídia Baís, o próximo dia 22 de abril trará para a Capital uma exposição do catálogo original de uma das mais importantes figuras femininas locais. 

Essa exposição faz parte da programação especial da Semana Nacional dos Museus, sendo realizada na chamada Casa Amarela , que fica na região central de Campo Grande (MS), na rua dos Ferroviários, número 118. 

A próxima quarta-feira (22) marca a abertura do projeto “Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos”, com exposição aberta até o dia 23 de maio.

Na abertura, à partir das 18h, haverá apresentação pública do catálogo original da única exposição feita por Lídia Baís ainda em vida, como bem esclarece a idealizadora do projeto, Tatiana De Conto.

Esse documento é considerado raro, sem ter sequer uma data precisa, mas que estima-se ter sido produzido entre as décadas de 1930 e 1935. 

"Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período", diz. 

Mês de atividades

No decorrer do mês de maio, dias 6,13 e 22, essa programação irá contar oficinas de arteterapia que serão ministradas por Tatiana De Conto, baseadas em seu livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo”, lançado em 2023.

Ela explica que essa oficina utiliza processos criativos como uma forma de escuta e elaboração emocional.

"Nas oficinas, trabalhamos a partir da vida e da obra de Lídia para acessar questões internas, memória e identidade. São experiências que convidam à criação e ao encontro consigo e com o outro", complementa Tatiana.

Toda essa programação conversa com a Semana Nacional dos Museus, que acontece oficialmente em todo o Brasil entre os dias 18 e 24 de maio, ganhando uma dimensão ampliada na Casa Amarela. 

“Antecipamos o início das atividades para abril e estendemos a Semana dos Museus – de 22 de abril a 23 de maio – porque entendemos que uma semana seria pouco para trabalhar a potência da obra de Lídia e a importância dessa data”, aponta o artista Guido Drummond. 

Serviço: 

22 de abril (quarta-feira)

Abertura exposição – Catálogo de obras de Lídia Baís (18h)
Sarau “Unindo Mundos” – Dia do Arteterapeuta

6, 13 e 20 de maio (quartas-feiras)

Oficina “Tempos do feminino – pontes em Lídia Baís”

23 de maio (sábado)

Documentários – Projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário
**(Com assessoria)


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