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TELEVISÃO

Senso crítico

Com fábrica de "hits", Iza estreia na função de jurada do "The Voice Brasil"

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Iza tem um antigo histórico com o “The Voice Brasil”. Antes de estourar com seus “hits” nas rádios e plataformas de “streaming”, ela chegou a ser convidada duas vezes para participar da disputa musical. Porém, sem cultivar uma personalidade competitiva, a cantora negou os convites na época. Hoje, aos 28 anos, Iza vê o programa cruzar sua trajetória novamente. No entanto, em uma posição de maior destaque. Pouco mais de um ano depois do lançamento de seu álbum de estreia, “Dona de Mim”, a cantora substitui Carlinhos Brown no time de jurados. O artista veterano ficará só na versão com crianças do “reality show”. “Me chamaram quando eu tinha canal no Youtube, mas não saberia lidar com essa competição. Fiquei com medo. Não saberia lidar psicologicamente com a situação de cantar para quatro cadeiras viradas. Ia ter medo de errar, tropeçar ou público não gostar, por exemplo. Admiro muito quem vem para cá”, afirma.

Mesmo com uma carreira recente e em construção, Iza se mostra segura para avaliar os candidatos da nova temporada do “reality show”. Gravando há algumas semanas, a cantora confessa que as primeiras apresentações geraram certo nervosismo. A fase de “Audições às Cegas” foi uma experiência totalmente inédita para Iza. “O primeiro candidato foi tenso. Mas estou achando superinteressante a experiência. Quando a gente acompanha um show, a gente presta atenção no gestual, na aparência, no sorriso e na energia. Aqui é só a voz, o timbre. É delicado. É um programa para cantar a verdade e não o que sabe cantar. Vou com meu coração. Me emociono bastante”, explica Iza, que trata com delicadeza os candidatos reprovados. “É doido dar um não para alguém. Não penso que estou mudando a vida de ninguém. A pessoa que pisa no palco, faz isso por ela. Faço parte da caminhada de cada um. A gente não sabe o que vai acontecer com a história de quem sai ou de quem ganha. Falo com todo carinho porque é um artista”, completa.

O “The Voice Brasil” não é a única participação de Iza na tevê. Pelo contrário, a cantora tem tido uma presença cada vez mais forte no vídeo. Ela comanda a atual temporada do “Música Boa Ao Vivo”, do Multishow, e, recentemente, esteve à frente do “Só Toca Top”, da Globo, ao lado de Toni Garrido. “O ‘The Voice’ é uma extensão do meu trabalho na música. Quando a gente faz o que gosta, não fica doloroso. Por enquanto, está dando para conciliar tudo”, aponta. Além das produções na tevê e da agenda de shows, Iza também se aventurou pela dublagem. Ela é a responsável pela voz da personagem Nala da versão “live-action” do clássico da Disney “O Rei Leão”. A produção original é dublada pela americana Beyoncé. “Foi um pânico e uma felicidade ao mesmo tempo. Nunca tinha dublado. É muito intenso. Precisa estar muito concentrado porque é interpretar dentro de uma caixa. Durante o processo, você ouve a voz original para reproduzir na mesma entonação, intensidade e tempo. Foi divertido. É um filme que marcou minha história”, valoriza.

Antes de ingressar profissionalmente na música, Iza se formou em Publicidade na PUC-Rio e chegou a trabalhar como editora de vídeo. Porém, após abrir um canal no Youtube com suas performances, a cantora carioca acabou despertando o interesse da Warner Music. Em novembro de 2016, ela lançou seu primeiro “single”, “Quem Sabe Sou Eu”, que integrou a trilha da novela “Rock Story”. De lá para cá, Iza teve um crescimento meteórico no meio musical, emplacando diversos “hits”, como “Pesadão” e “Ginga”. “Fico muito feliz com o que está acontecendo. Não digo que tudo está acontecendo rápido demais porque, quando a gente trabalha com arte, faz tudo desde muito novo. Canto no chuveiro desde os três anos. Me preparei a vida inteira para cantar. Mas não posso deixar de observar como Deus tem me abençoado e como as coisas têm acontecido de uma forma surpreendente”, vibra.

Diálogo

Os 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral vão... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna dessa sexta-feira (26)

26/06/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Tiago Mattos - Empreendedor brasileiro

"A produtividade não é sobre fazer mais, mas fazer o que realmente importa. Escolher bem no cotidiano é um superpoder”.

FELPUDA 

Os 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral vão dividir uma bolada nada desprezível de quase R$ 5 bilhões do Fundo Eleitoral nas eleições de 2026. Formado por recursos públicos, o que evidencia a participação do ilustre contribuinte, o tal fundo financia campanhas eleitorais desde que empresas foram proibidas de fazer doações. A distribuição considera o tamanho das bancadas no Congresso Nacional. Pelo que tem sido visto por aí, pode-se dizer que em muitos casos é o famoso meu, seu, nosso suado dinheirinho jogado fora. Dá licença!

Diálogo

De olho

Mato Grosso do Sul acaba de ganhar um verdadeiro “Big Brother do Mato”. A nova plataforma criada pela Aprosoja para monitorar javalis, javaporcos, catetos e queixadas permitirá acompanhar, em tempo real, por onde andam os “visitantes” que tanto preocupam produtores.

Mais

Com mapas, registros e geotecnologia será possível identificar áreas de risco e planejar ações de controle. A iniciativa é importante, porque os bichos se multiplicam com eficiência que muitos partidos políticos até invejariam. Assim sendo...

Diálogo Ana Lúcia de Arruda Pereira e Emerson Belaus Pereira - Foto: Studio Vollkopf

 

Diálogo Sophie Charlotte - Foto: BRUNO RYFER

Sem fim

Depois de meses sacolejando pelas ruas de Campo Grande, alguns vereadores finalmente “descobriram” que existem buracos espalhados pelas ruas da cidade. A “novidade” foi levada ao secretário André Brandão, que mal completou 20 dias no cargo e já se deparou com um verdadeiro campo minado administrativo. Enquanto os parlamentares apresentavam a “descoberta”, o secretário fazia as contas de passivo milionário e de demanda que parece não ter fim. Há “pepinos” que vêm com manual; este veio com crateras.

Troca

A Assembleia de MS aprovou projeto que troca a tradicional placa do idoso curvado por uma figura ereta acompanhada da legenda “60+”. A mudança pode parecer apenas estética, mas carrega recado oportuno: idade avançada não é sinônimo de invalidez. Em tempos em que muita gente passa dos 60 correndo, trabalhando, viajando e até disputando eleição, o velhinho encurvado da placa já estava precisando de aposentadoria. Pelo menos da sinalização pública.

Nova cor

O vereador Marcos Trad trocou o vermelho do PDT pelo verde do PV, de olho em uma vaga na Câmara Federal. Diz contar com a bênção da cúpula nacional e com a simpatia dos aliados da federação. O problema  é que, por estas bandas, alguns pedetistas parecem enxergar sustentabilidade política de outra forma. A mudança pode até ter sido tranquila em Brasília, mas em MS, dizem, há quem já esteja se preparando para disputa judicial.

ANIVERSARIANTES 

Ana Ruas;
Adriane Barbosa Nogueira Lopes;
Marcello Naglis Barbosa;
Carolina Alves de Oliveira Dolzan;
Lara Selem;
Marlon Soares Garcia;
Paulo Cesar Margato;
Vespasiano Kojun Yamaura;
Adriana de Barros Sitta;
José Francisco de Paula;
Plinio Soken;
Maria Dilma Sousa Tavares;
Maria Eulina Rocha dos Santos;
Lurdes Mendes Amaral;
Dr. Zeno Vieira Schwengber;
Lea Dias Teixeira;
Verenna Cabalero;
Vânia Gonçalves Maia;
Jaqueline Pereira;
Guilherme Faustino de Farias;
Telmo Delfino Sobrinho;
Joselayne Aparecida Paticu da Silva;
Ludimar Godoy Novais;
Maria Auxiliadora de Castro Arcângelo;
Dr. Jorge Razanauskas Neto;
Wilson Costa Mendes;
Ademir Antunes Mendonca;
Vanderlei Edson Moro;
Dr. Paulo Roberto Gomes;
Ivete Galeano;
Wilson Oliveira Carvalho;
Mariah Prado;
Heitor Simabuco;
Gabrielly Rezende Coelho;
Alexandre Maluf Barcelos;
Jazira Teresinha Sffair Generoso;
Luiz Ferreira Viana;
Rosana Aparecida Silva;
Nelson Machado;
Carlos Eduardo Marques;
Daniele Rezek Ferreira;
José Roberto Corrêa;
Sônia Cristina Corrêa;
Stella Jardim Cury;
Anézio Alves;
Rosana Pedrossian;
Dra. Maristela Vargas Peixoto;
Dr. Pedro Espíndola de Camargo;
Antônio Oliveira Flôres;
Raul Portella;
Onofre Tadeu Lins Vasconcelos;
Leda Couto Nince;
Maria do Carmo Neri Cândia;
Renato Garcia Lemes;
Cid Barbosa;
Gedy Flôres Portocarrero;
Maria de Freitas Elias;
Linda Maria Miyahira Falcão;
Darci Fátima de Souza;
Jean Cleto Nepomuceno Cavalcante;
Luiz Carlos de Oliveira;
Ecy Rodrigues de Almeida;
Olivia Maria de Souza;
César Eduardo Ventura Fernandes;
Vânia Maria Teixeira;
Abgair Galharte Guimarães;
Neuza de Sales;
Odilon Nacasato;
José Henrique Junqueira;
Maria Helena Moreira;
Pirilena Conde Nogueira;
Alair Fernando das Neves;
Décio Pio de Oliveira;
Luiz Carlos Balbino dos Santos;
Marcílio Teixeira Arante;
Walter Freire;
Enir Monteiro Nunes Rondão;
Elvira Pinto de Araujo Alarcon;
Dulce Aparecida Ribeiro Itokage;
Edvandro Cesar da Silva Dorisbor;
Thomas Andréas Eidt;
Lucianne Pitzschk Alves;
Silvana Ferreira Arantes;
Terezinha Lacerda;
Vitor Hugo Zamban;
Henrique Franco Cândia;
Jhonatan Rodrigo Dias Bezerra;
Mauricio Guimarães Claudiano;
Ricardo Encina;
Janaína Garcia da Silva;
Rodrigo Naglis Ferzeli;
Sérgio Tsutida;
Carmen Regina Coldebella;
Jonathas Soares de Camargo;
Roberto Marsola Faria da Costa;
Celina Maria de Jesus;
Marizete Deparis;
Joana Ferreira do Nascimento;
João Adalberto Ayub Ferraz;
Paulo Ângelo de Souza;
Paulo Mazzei de Campos;
José Arguello Filho;
Luciwaldo da Silva Althoff;
Regiane Schio;
Antônio Minari Neto;
Douglas Yano Moreira do Canto;
Janaina Dominato Santeli;
Maria Aparecida Marangoni;
Pedro Paulo Centurião;
Ana Maria Moreira Midon.

Colaborou com Tatyane Gameiro

História

Quando um "fantasma" assustou a redação do Diário da Serra

Uma confusão envolvendo tecnologia, silêncio e imaginação transformou-se em uma das histórias mais curiosas dos bastidores do jornal que marcou época em Mato Grosso do Sul

25/06/2026 09h00

O Telex funcionava a partir de duas máquinas; à esquerda, um tipo de máquina de escrever recebia e escrevia as notícias e informes das centrais de informação, e à direita, outra máquina imprimia o texto

O Telex funcionava a partir de duas máquinas; à esquerda, um tipo de máquina de escrever recebia e escrevia as notícias e informes das centrais de informação, e à direita, outra máquina imprimia o texto Arquivo

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Antes da era dos computadores, as redações jornalísticas eram ambientes dominados pelo som constante das máquinas de escrever, telefones tocando, jornalistas correndo contra o relógio e editores revisando textos poucos minutos antes do fechamento.

Durante boa parte das décadas de 1970, 1980 e 1990, esse cenário fez parte da rotina do Diário da Serra, um dos jornais mais importantes da história de Mato Grosso do Sul.

Fundado em maio de 1968 pelos Diários Associados, grupo criado por Assis Chateaubriand, o jornal acompanhou alguns dos momentos mais importantes da região, incluindo a criação do Estado em 1977.

Ao longo de 30 anos de circulação, tornou-se uma verdadeira escola de jornalismo, formando profissionais que ajudaram a construir a imprensa sul-mato-grossense.

Mas, nem só de manchetes históricas viveu o Diário da Serra. Entre os corredores da redação também nasceram histórias que passaram por gerações e se transformaram em parte do folclore do jornal.

A mais famosa delas envolve um vigilante, uma madrugada silenciosa e uma máquina que parecia ter vida própria.

PAIXÃO PELO JORNALISMO

Na época em que a história aconteceu, o Diário da Serra vivia uma fase de intensa competição com o Correio do Estado. A rivalidade era conhecida entre jornalistas, leitores e fontes. Conseguir uma informação exclusiva significava prestígio para a redação e, muitas vezes, uma vantagem importante sobre o concorrente.

A busca pelo chamado furo mobilizava repórteres diariamente. Havia orgulho em ver a própria reportagem estampada na capa do dia seguinte e também a curiosidade de conferir como o outro jornal havia tratado sobre o mesmo assunto.

Esse ambiente competitivo impulsionava a qualidade da cobertura jornalística. As equipes buscavam novas abordagens, entrevistados exclusivos e informações que pudessem diferenciar suas publicações.

Enquanto a tecnologia gráfica avançava, grande parte da produção de texto ainda dependia das tradicionais máquinas de escrever. O som das teclas era característico e quando a redação estava cheia, o barulho era constante. Quando ficava vazia, o silêncio era quase absoluto.

E foi justamente esse contraste que deu origem à história.

UMA LONGA NOITE

Recém-contratado para fazer a segurança do prédio durante a madrugada, Adelson ainda se adaptava à nova rotina quando presenciou algo que jamais esperava encontrar.

Durante as primeiras horas do turno, ele observou a movimentação intensa da redação. Jornalistas escreviam reportagens, fotógrafos chegavam de pautas externas e editores organizavam as páginas que seriam impressas.

Pouco a pouco, porém, o prédio foi esvaziando.

As luzes foram apagadas.

As conversas cessaram.

O som das máquinas desapareceu.

Restou apenas o silêncio.

Para quem passava a madrugada sozinho em um prédio grande, a mudança de ambiente era impressionante.

Em uma das rondas realizadas durante a noite, Adelson decidiu atravessar a redação. O local que algumas horas antes estava tomado pelo movimento agora parecia completamente diferente.

Foi então que ouviu um som inesperado.

Primeiro vieram alguns estalos.

Depois, uma sequência rápida de batidas metálicas.

Em seguida, o ruído ficou inconfundível: parecia uma máquina de escrever funcionando.

Instintivamente, ele procurou alguém no ambiente.

Não encontrou ninguém.

O som, no entanto, continuava.

Para quem não conhecia o funcionamento dos equipamentos instalados no jornal, a cena parecia impossível.

Uma máquina produzia texto sem operador.

Assustado, Adelson deixou a redação e retornou para a guarita até o raiar do dia.

Quando o expediente terminou, ele já havia se decidido a nunca mais voltar ao local.

A justificativa apresentada à empresa de segurança logo virou assunto entre os funcionários do jornal.

Segundo o vigilante, algo sobrenatural aconteceu durante a noite no prédio.

A história se espalhou rapidamente pelos corredores e provocou reações que variavam entre surpresa e gargalhadas.

O motivo do mal-entendido era bem mais simples e racional do que parecia.

O equipamento responsável pelo susto era um Telex, tecnologia que representava uma grande inovação para a época.

Conectado a redes de comunicação de diversas partes do País, o aparelho recebia automaticamente notícias, informes e mensagens transmitidas por centrais de informação. Sempre que um conteúdo chegava, o sistema entrava em funcionamento sem necessidade de intervenção humana.

Para jornalistas acostumados com a tecnologia, aquilo era rotina.

Para alguém que nunca havia visto o equipamento operando, a impressão podia ser bastante diferente.

MEMÓRIAS DO PASSADO

O episódio nunca virou manchete, mas conquistou um lugar permanente na memória de quem trabalhou no Diário da Serra.

Décadas depois, ex-funcionários ainda lembram da história como um retrato de uma época em que o jornalismo passava por profundas transformações tecnológicas. Era o período em que equipamentos modernos começavam a dividir espaço com métodos tradicionais de produção.

Também era uma fase em que as redações funcionavam como verdadeiras comunidades. Histórias curiosas circulavam entre repórteres, fotógrafos, diagramadores e gráficos, tornando-se parte da identidade dos veículos.

Encerrado no dia 15 de novembro de 1998, o Diário da Serra deixou de circular, mas continua presente na memória de quem viveu seus bastidores.

Agora, com a digitalização de seu acervo histórico, novas gerações terão acesso às reportagens que ajudaram a contar a história de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul.

Talvez não encontrem registros sobre fantasmas entre as páginas digitalizadas.

Mas certamente descobrirão o cotidiano de um jornal que acompanhou a construção do Estado e que, entre uma manchete e outra, também produziu histórias capazes de atravessar o tempo e que marcaram a vida de diversos profissionais da comunicação.

TELEX

Historicamente, o Telex (abreviação de Teleprinter Exchange Service) foi uma rede global de teleimpressores (máquinas de escrever conectadas por linhas telegráficas ou telefônicas) usada para transmitir mensagens de texto.

Criado na década de 1930, permitia enviar e receber mensagens impressas em tempo real. Cada empresa ou órgão governamental tinha um número de Telex específico e recebia uma confirmação automática de que o texto havia sido entregue.

Foi o principal meio de comunicação corporativa internacional até ser substituído por aparelhos de fax na década de 1980 e, posteriormente, pelo e-mail e pela internet.

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