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Desenvolvimento e aprendizado

Mundial pode ajudar crianças a desenvolverem suas emoções e ensinar respeito

Tempo de qualidade em família em frente à TV é a oportunidade de transformar o futebol em uma ferramenta para ensinar respeito, limites e resiliência desde a infância

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Em anos de Copa do Mundo, o futebol deixa de ser apenas um esporte para se tornar um fenômeno social capaz de mobilizar milhões de pessoas. As ruas ganham bandeiras, as famílias se reúnem diante da televisão e as conversas do dia a dia passam a girar em torno de escalações, resultados e expectativas.

Para as crianças, esse envolvimento costuma ser ainda mais intenso. Elas escolhem seus jogadores favoritos, vestem camisas de seleções, reproduzem jogadas no quintal e acompanham cada partida como se também estivessem dentro de campo.

Em meio à emoção das competições, especialistas destacam que o esporte pode cumprir um papel importante no desenvolvimento infantil.

A Copa oferece oportunidades para ensinar valores que serão levados para toda a vida, como respeito às regras, convivência com diferenças, trabalho em equipe e capacidade de lidar com frustrações.

A cada jogo, crianças entram em contato com emoções complexas. A alegria de um gol decisivo pode ser seguida pela tristeza de uma eliminação inesperada. Em um mesmo campeonato, há espaço para a euforia, a ansiedade, a esperança e a decepção.

E é justamente nessa montanha-russa emocional que pais e educadores encontram uma oportunidade valiosa de aprendizado.

Segundo a psicóloga Maria Celina Ferreira Goedert, docente do curso de Psicologia da Estácio e representante da Psicologia do Esporte na Comissão de Saúde do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso do Sul (CRP14-MS), o esporte desperta sentimentos intensos não apenas nos atletas, mas também em quem acompanha as competições.

“Quando a gente é criança, esse pertencimento acontece de uma forma muito intensa. A criança não só assiste a um jogo, ela faz parte dele”, explica.

Essa identificação ocorre porque o universo esportivo ocupa um espaço importante no imaginário infantil. Assim como personagens de desenhos, filmes ou histórias em quadrinhos, os atletas tornam-se referências para muitas crianças.

Seus comportamentos, conquistas e até mesmo suas dificuldades são observados com admiração.

A diferença é que, ao contrário dos heróis fictícios, os jogadores são pessoas reais. Eles erram, perdem, sentem pressão e enfrentam derrotas. E é justamente essa característica que transforma o esporte em uma poderosa ferramenta educativa.

“O esporte é imprevisível. Diferentemente de um filme, em que existe um roteiro definido, ninguém sabe o que vai acontecer. Lidar com essa frustração dentro do futebol pode ajudar a criança a levar esse aprendizado para outras situações da vida”, afirma Maria Celina.

Aprender a perder

pexels pixabay 256657Foto: Pexels

Para muitos adultos, perder faz parte da rotina. Nem sempre um projeto dá certo, uma vaga de emprego é conquistada ou um objetivo é alcançado na primeira tentativa. No entanto, essa compreensão é construída ao longo do tempo. Na infância, derrotas costumam ser sentidas com mais intensidade.

Quando um time favorito perde uma partida decisiva, é comum que crianças chorem, fiquem irritadas ou demonstrem tristeza. Embora alguns pais tentem minimizar a situação dizendo frases como “é só um jogo”, especialistas alertam que o ideal é acolher os sentimentos da criança antes de tentar racionalizar o ocorrido.

Reconhecer a frustração não significa incentivar o sofrimento, mas ajudar a criança a compreender o que está sentindo. Esse processo favorece o desenvolvimento da inteligência emocional e contribui para que ela aprenda a enfrentar desafios futuros com mais equilíbrio.

Para Claudio Henrique Pereira Verão, mestre em Ciências do Movimento e coordenador do curso de Educação Física da Estácio, o futebol apresenta situações muito semelhantes às encontradas na vida adulta.

“O futebol ensina que nem sempre vamos ganhar e que, quando tivermos resultados diferentes do esperado, precisamos respeitar quem venceu”, destaca.

Essa compreensão é especialmente importante em uma sociedade marcada pela busca constante por desempenho e resultados.

Em muitos ambientes, crianças são estimuladas a competir desde cedo, seja na escola, nos esportes ou em atividades culturais. Aprender que o fracasso faz parte do processo de crescimento ajuda a desenvolver resiliência e persistência.

A derrota, nesse contexto, deixa de ser vista como um fim e passa a representar uma etapa do aprendizado. Ao observar um atleta que perde uma competição e retorna mais preparado na temporada seguinte, a criança compreende que o sucesso raramente acontece sem tentativas anteriores.

O exemplo arrasta

Embora o futebol ofereça inúmeras oportunidades de aprendizado, esses ensinamentos não acontecem automaticamente. A forma como pais, familiares e educadores reagem aos acontecimentos esportivos influencia diretamente a interpretação que as crianças farão dessas experiências.

Quando um adulto demonstra agressividade diante de uma derrota, faz ofensas a jogadores ou trata adversários como inimigos, a criança tende a incorporar esse comportamento como algo aceitável.

Por outro lado, quando observa respeito, diálogo e equilíbrio emocional, ela recebe referências mais saudáveis para lidar com suas próprias emoções.

Maria Celina destaca que ninguém nasce sabendo lidar com vitórias e derrotas. “Às vezes, a gente acha que crianças e adultos nascem sabendo lidar com vitória e derrota, mas ninguém aprende isso sozinho. É uma construção feita com apoio, convivência e bons exemplos”, pontua.

Isso significa que momentos aparentemente simples, como assistir a uma partida em família, podem se transformar em verdadeiras aulas sobre convivência.

Ao conversar sobre um erro cometido por um jogador, por exemplo, os pais podem explicar que todos falham em algum momento. Da mesma forma, ao comentar uma vitória, é possível destacar a importância do esforço coletivo, da dedicação e da disciplina para alcançar resultados.

Respeito às regras

Outro aspecto importante do esporte está relacionado com o entendimento das regras. Toda competição esportiva funciona a partir de normas previamente estabelecidas. Existem limites, critérios, punições e responsabilidades que precisam ser respeitados por todos os participantes.

Para Claudio Verão, esse é um dos grandes ensinamentos que o futebol pode oferecer às crianças.

As competições mostram que pessoas com diferentes origens, culturas e formas de pensar conseguem conviver dentro de um mesmo ambiente porque seguem regras comuns. Essa lógica também se aplica à vida em sociedade.

Ao observar uma partida, a criança percebe que existe um árbitro responsável por garantir o cumprimento das normas e que determinadas atitudes geram consequências. Quando uma falta é cometida, há uma punição. Quando uma regra é desrespeitada, existe uma sanção.

Esse entendimento contribui para o desenvolvimento do senso de responsabilidade e para a compreensão de que direitos e deveres caminham juntos.

Além disso, grandes competições internacionais como a Copa do Mundo permitem que crianças tenham contato com diferentes culturas. Elas observam idiomas, costumes, bandeiras e formas distintas de torcer, ampliando sua visão de mundo e aprendendo sobre diversidade.

Inspiração

A admiração por atletas também pode ser aproveitada de forma positiva. Muitos jogadores se tornam exemplos de dedicação, superação e disciplina, características que podem inspirar crianças em diferentes áreas da vida.

Histórias de atletas que enfrentaram dificuldades financeiras, lesões ou obstáculos pessoais para alcançar o sucesso costumam despertar identificação e admiração. Esses relatos ajudam a mostrar que resultados são construídos com esforço contínuo e não surgem de forma instantânea.

No entanto, especialistas lembram que é importante apresentar uma visão equilibrada dos ídolos esportivos. Afinal, eles também erram, enfrentam momentos difíceis e nem sempre vencem.

Mostrar esse lado humano permite que a criança desenvolva expectativas mais realistas e compreenda que ninguém é perfeito. Essa percepção reduz a pressão por resultados impecáveis e contribui para uma relação mais saudável com o próprio desempenho.

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COMIDA

Famosa avenida de Campo Grande recebe 1º Festival Gastronômico

Evento reúne mais de 50 restaurantes Bom Pastor e conta com descontos exclusivos

15/09/2026 09h30

Avenida Bom Pastor, em Campo Grande

Avenida Bom Pastor, em Campo Grande Gerson Oliveira

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Na noite desta segunda-feira (14), Campo Grande deu início ao 1º Festival Gastronômico da Avenida Bom Pastor, famosa rua gastronômica da Capital sul-mato-grossense. O evento segue até o domingo (20) e conta com a participação de mais de 50 restaurantes. A realização é da União dos Empreendedores e Comércio de Mato Grosso do Sul (UNECOM-MS). 

Avenida Bom Pastor, em Campo Grande


A avenida gastronômica tem uma grande variedade de comida, para todos os tipos, entre elas estão: hambúrguer, pizza, sushi, espetinho, açaí, sorvete e muito mais.

A proposta é transformar a avenida em um grande ponto de encontro para famílias, amigos e amantes da boa gastronomia, com incentivo ao público para conhecer novos sabores e prestigiar os restaurantes e empreendedores que movimentam a região.

Além da experiência, o festival também busca fortalecer o comércio local e destacar a importância da Avenida Bom Pastor para a economia e para a cultura gastronômica de Campo Grande.

Entre os restaurantes que se destacam na Avenida Bom Pastor estão: Pedaço da Pizza, Bom Parmê, Vila Gastronômica Pira, Mínimo's, Oshent Sushi, Vera's Bar, Poiá e a gelateria Sésamo.

Confira algumas promoções do festival:

  • Bom Parmê - 10% de desconto no parmê de filé mignon
  • Oshent Sushi - rodízio completo para casal no valor de R$ 249,90
  • Sésamo Gelato e Café - na compra de um copinho com dois ou três sabores ou de um cascão com dois sabores e mais R$ 1, o cliente ganha um mini cone recheado, nas opções de ninho trufado e chocolate belga
  • Burger Oceanic - combo de hambúrguer de siri, batata frita e refrigerante no valor de R$ 39,90
  • Traíra's Bar e Restaurante - a primeira opção contém seis long necks (das marcas participantes) e mais uma porção de mandioca spice no valor de R$ 65; na segunda alternativa, o cliente compra uma porção de peixe frito e ganha três long necks.
  • Vera's Bar - chopp por R$ 7,99

O corredor gastronômico, cultural e turístico da Avenida Bom Pastor é um dos locais mais tradicionais em Campo Grande, onde são encontrados sabores regionais e de várias partes do mundo.

A rua conta com uma variedade de bares, restaurantes, conveniências e food trucks ideais para quem quer curtir a noite com os amigos, família ou mesmo sozinho.

 

DANÇA

Festival do Chamamé reúne participantes de Brasil, Paraguai e Argentina em Mato Grosso do Sul

8ª edição do evento começa na quinta-feira e terá quatro dias de música, dança, gastronomia, artesanato e concurso de dança na Capital

15/09/2026 08h30

Festival reúne artistas dos três países em shows, apresentações de dança, feira gastronômica, feira de artesanato e concurso

Festival reúne artistas dos três países em shows, apresentações de dança, feira gastronômica, feira de artesanato e concurso Divulgação

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A partir desta quinta-feira, começa a 8ª edição do Festival Cultural do Chamamé, da Polca Paraguaia e da Guarânia. Até domingo, a programação reúne artistas dos três países em shows, apresentações de dança, feira gastronômica e de artesanato e um concurso dedicado à dança de salão no estilo chamamé.

A abertura será realizada na quinta-feira, às 19h, no Centro Cultural José Octávio Guizzo. A entrada é gratuita mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível.

Entre as atrações estão a Pareja Oficial do festival, Enzo e Bianca Alarcon, de Corrientes, na Argentina; o instrumentista brasileiro Marcelo Loureiro; o Ballet Folclórico da Municipalidad de Capiatá, do Paraguai; o harpista paraguaio César D’Apollo; a cantora paraguaia Miriam Beatriz e a dupla Verônica Benitez y Nicolás Gaona, que apresenta a tradicional Danza das Botellas.

A noite termina com o espetáculo “Brasil, meu Brasil brasileiro – Laços de Amor e Amizade”, com produção e direção de Rebecca D’Albine.

Para o produtor geral do festival, presidente do Instituto Cultural Chamamé MS e apresentador do programa A Hora do Chamamé, Orivaldo Mengual, a integração entre diferentes comunidades é o principal sentido do evento.

“A integração entre as culturas é o pilar que sustenta todo o nosso trabalho. Não estamos falando só de entretenimento, mas de políticas públicas de cultura que conectam histórias. Ver o intercâmbio cultural acontecer em tempo real, com artistas de diferentes países dividindo o mesmo palco, é a prova viva que Chamamé é a língua que falamos sem sotaque, unindo brasileiros, argentinos e paraguaios”, afirma.

RITMO QUE APROXIMA

A programação segue na sexta-feira, desta vez na Colônia Paraguaia, no Bairro Pioneiros, das 19h à 1h30min. A noite será marcada por apresentações de artistas e grupos de Mato Grosso do Sul, Argentina e Paraguai.

Voltam ao palco Enzo e Bianca Alarcon, além do harpista Fábio Kaida, do Ballet Folclórico de la Municipalidad de Capiatá, Lito Delgado y Conjunto Folclórico e Los Caminantes del Chamamé. O encerramento fica por conta do Baile Pantaneiro, com o Grupo Surungo Bueno, de Dourados.

A escolha de Campo Grande para sediar o encontro também dialoga com a presença do chamamé na identidade cultural sul-mato-grossense.

O gênero, associado especialmente à região de Corrientes, na Argentina, estabeleceu relações com manifestações musicais e culturais presentes em Mato Grosso do Sul, território marcado pela proximidade geográfica e histórica com o Paraguai.

Festival reúne artistas dos três países em shows, apresentações de dança, feira gastronômica, feira de artesanato e concursoFoto: Divulgação

DANÇA OCUPA A PISTA

No sábado, além das apresentações musicais, o destaque será o Concurso de Dança Chamamé, marcado para as 15h, na Colônia Paraguaia. As inscrições podem ser feitas somente até hoje e são gratuitas.

A competição será dividida em duas categorias: Livre, destinada a casais com mais de 18 anos, e 60+. A iniciativa procura reunir diferentes gerações em torno da dança e valorizar tanto quem está começando quanto aqueles que mantêm a tradição há mais tempo.

Cada dupla terá entre três e quatro minutos de apresentação, utilizando como trilha sonora “Campo Grande Chamamezeiro”, do artista Santhyago Rios. A música será a mesma para todos os participantes, deixando a avaliação concentrada na interpretação de cada casal.

Um júri técnico formado por até cinco avaliadores atribuirá notas de 5 a 10. Serão analisados ritmo, sincronismo, expressão, diversificação de passos e vestimentas. Vence a dupla que alcançar a maior soma de pontos.

Em caso de empate, o primeiro critério de desempate será a nota de ritmo. Depois, serão considerados diversificação de passos e sincronismo. Se a igualdade permanecer, os casais empatados passarão por uma terceira etapa, com outra música no estilo chamamé.

A roupa também faz parte da avaliação. Para as mulheres, a orientação é utilizar saia rodada ou vestido longo e amplo, que favoreça os movimentos dos giros, além de blusa ou camisete discreto.

Para os homens, a recomendação é bombacha ou calça tradicional, larga nos quadris e ajustada no tornozelo, acompanhada de camisa de botão.

A organização e curadoria do concurso estão sob responsabilidade dos professores Michele Veruska e Fernando Quadros.

As inscrições devem ser feitas pelo WhatsApp (67) 99102-3717, com envio do nome completo dos dois participantes, datas de nascimento, cidade, CPF e telefone para contato.

Depois do envio, a organização encaminha a ficha de inscrição, que precisa ser preenchida e devolvida para confirmar a participação. As vagas são limitadas.

FEIRA

Ainda no sábado, a programação começa às 12h, com a abertura da Feira Gastronômica e da Feira de Artesanato e das atividades em comemoração ao Dia Estadual do Chamamé.

Ao longo do dia, o público poderá acompanhar apresentações de representantes de diferentes regiões e países. Entre os nomes previstos estão Pajarito Silvestri y Grupo Enramada, Lito Delgado y Conjunto Folclórico, o Ballet Folclórico de Capiatá, Simon Morales e Fuelles Correntinos.

A programação termina com outro Baile Pantaneiro, desta vez comandado por Danilo da Gaita e Grupo.

ENCHAMIGADA

O encerramento acontecerá no domingo, a partir das 10h, com a tradicional Enchamigada Chamamezeira. A programação reúne feira de artesanato e gastronomia e almoço com comida de comitiva. O convite para o almoço poderá ser adquirido na portaria da Colônia Paraguaia.

A agenda musical começa às 11h, com Simon Morales, da Argentina, seguido pelo Grupo Chama Campeira, de Camapuã.

Danilo da Gaita, de Campo Grande, sobe ao palco às 14h. Às 16h, a programação recebe Desidério Souza, de São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul. Às 18h, será a vez do Grupo Fama, de Campo Grande. O encerramento do festival está previsto para às 20h.

O evento é realizado pelo Instituto Cultural do Chamamé MS e pelo programa A Hora do Chamamé e conta com apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), Governo da Cidade de Assunção, ASU Cultura e Turismo, Dirección de Acción Cultural e Comunitária, TV Educativa MS e FM 104.7.

>> SERVIÇO

8º Festival Cultural do Chamamé, da Polca Paraguaia e da Guarânia de MS

Data: quinta-feira a domingo.
Local: Centro Cultural José Octávio Guizzo e Colônia Paraguaia.

Concurso de Dança Chamamé

Data: Sábado.
Horário: às 15h.
Local: Colônia Paraguaia.
Inscrições: até hoje pelo WhatsApp (67) 99102-3717

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