Correio B

GASTRONOMIA

Todo dia é dia dele

A bebida mais consumida no País, depois da água, não precisa ser o único derivado da fruta do cafeeiro a fazer parte de sua rotina; conheça e aprenda a fazer novas delícias que o só o café pode proporcionar

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Sexta-feira, 14 de abril, foi o Dia Mundial do Café, como se a bebida (ou a fruta de sua origem) mais consumida no Brasil e em todo o planeta, depois da água, precisasse de um empurrãozinho para ser lembrada. A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) informa que a data foi criada para valorizar a indústria cafeeira.
Segundo a entidade, o produto é consumido por nove entre 10 pessoas com mais de 15 anos no País, sendo o Brasil, há décadas, o maior produtor e exportador da fruta no mundo. Na aventura do sabor de hoje, você poderá conhecer um pouco mais sobre o café e também aprender a preparar três deliciosas sobremesas com o produto: trufa de café com leite, bolo de chocolate com café e tiramisù.
Por muito tempo, costumava-se dizer que o brasileiro ficava sempre com a “borra”, uma alusão à baixa qualidade do café consumido em território nacional quando comparado com as valiosas sacas dos grãos de melhor qualidade que passariam longe das nossas xícaras. Mas o consumo do café por aqui vem passando por intensa sofisticação.

GRÃOS SENSORIAIS


Os grãos especiais não param de atrair atenção, conquistando, cada vez mais, novos bebedores ou ampliando a sua presença no paladar de quem já os consome. No intervalo de um ano, os chamados cafés premium tiveram um aumento de 20% em seu consumo.
As cafeterias e casas de degustação especializada se multiplicam, por exemplo, em diferentes regiões de Campo Grande – mesmo assim, tem gente que reclama por mais opções –, e as máquinas domésticas de expresso, bem como as cafeteiras italianas, tornaram-se objetos comuns nos lares.
O tipo de grão importa, sim. Mas, em termos bem genéricos, o café especial é aquele sem impureza. Ou seja, o produto precisa registrar pelo menos 80 pontos conforme o critério dos baristas, como se chamam os profissionais especializados em cafés de alta qualidade.
Os grãos precisam apresentar homogeneidade de tamanho e todo o processo, da colheita à xícara, deve ser submetido a um rígido controle. Todo esse manejo cuidadoso, que envolve, inclusive, a torra “consciente”, tem um único objetivo: a melhor experiência sensorial que a bebida pode proporcionar.

FAZ BEM, MAS CUIDADO!


De acordo com Lídia Tiggemann Prando, doutora em engenharia de alimentos, os principais benefícios do consumo de cafeína incluem o favorecimento da capacidade de concentração, a melhoria no desempenho de tarefas e exercícios físicos, a melhoria no funcionamento do intestino e em sintomas respiratórios, a diminuição do cansaço e da sonolência e até mesmo a redução dos riscos de Parkinson e de Alzheimer.
Porém, alerta a especialista, o consumo elevado da bebida pode ser prejudicial para pessoas que possuem úlcera, gastrite ou sofrem com ataques de pânico e de ansiedade. A receita de tiramisù desta página é assinada por Lídia, que diz o seguinte sobre a guloseima de origem italiana.
“O tiramisù é uma sobremesa clássica italiana que leva o café em sua composição. Geralmente utilizamos o café passado e preparado com um sabor intenso, mas em contraste com o queijo mascarpone, o café apenas ressalta os demais sabores”, afirma a expert em alimentação.

FELIZ CAFÉ


Então, estamos conversados. Tente o tiramisù e também a trufa de café com leite e o bolo de chocolate com café. De preferência, sempre acompanhados de um cafezinho, pois a bebida apura as nuances de sabor na degustação das três sobremesas. Saboreá-las, muitos garantem, garantirá três faces da felicidade. Seja feliz, portanto.
A trufa é a mais fácil de preparar. Você vai gastar apenas uns 40 minutos e, nas medidas da receita desta página, pode render até 15 unidades bem servidas. Agora, avental a postos. Ao trabalho e bom apetite!

Trufa de café com leite

Ingredientes:


> 200 gramas de leite condensado;
> 120 gramas de leite em pó;
> 15 gramas de café solúvel;
> 200 gramas de chocolate em pó.


Modo de Preparo:


Em um recipiente, misture o leite condensado e o café solúvel até homogeneizar. Acrescente o leite em pó até obter uma consistência de enrolar. Faça bolinhas e passe no chocolate em pó. Coloque em forminhas e sirva. Acrescente um grão de café para decorar e sirva.

Bolo de chocolate com café

Ingredientes:


> 2 xícaras de farinha 
de trigo;
> 1 xícara de leite;
> 8 colheres (sopa) de óleo;
> 3 colheres (chá) de 
fermento químico;
> 1 xícara de açúcar 
mascavo;
> 1 xícara de açúcar 
refinado;
> 1 xícara de cacau 
em pó 70%;
> 1 pitada de sal;
> 200 ml de café pronto frio
> Papel-manteiga para 
a forma.

Modo de Preparo:
Prepare uma forma redonda sem fundo removível. Passe manteiga na forma, coloque papel-manteiga no fundo da forma e depois polvilhe com farinha de trigo. Para a massa do bolo, em uma tigela, peneire os ingredientes secos sem o fermento e misture. Adicione o óleo e o leite e mexa bem. Em seguida, coloque o fermento, misture e coloque a massa do bolo na forma. Em cima do bolo, despeje o café frio e leve para assar por cerca de 30 a 40 minutos em forno médio. Verifique o ponto, retire do forno e espere esfriar um pouco antes de servir.

Tiramisù

Ingredientes:

> 25 ml de vinho marsala seco;
> 250 gramas de biscoito savoiardi;
> 35 gramas de cacau em pó;
> 40 gramas de café em pó torrado e moído;
> 400 gramas de mascarpone;
> 60 gramas de açúcar refinado;
> 4 ovos.

Modo de Preparo:
Separe as claras das gemas de ovo. Bata as claras em neve firme. Em uma tigela, bata as gemas com o açúcar até que o composto resulte claro, espumoso e liso. Junte o mascarpone com as gemas e, por último, as claras em neve. Faça um café bem forte e, quando frio, acrescente o vinho marsala. Mergulhe neste líquido as bolachas, duas a duas. O tempo de imersão depende do tipo de biscoito e do quanto se deseja molhar. Disponha os biscoitos em um refratário, um ao lado do outro. Terminada a primeira camada, cubra com o creme de mascarpone e prossiga fazendo camadas alternadas (por tradição, nunca mais que três) até o fim de todos os ingredientes. Leve à geladeira por algumas horas. Antes de servir, pulverize com cacau em pó.

Gastronomia Correio B+

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa

Quase unanimidade nas mesas brasileiras, o famoso pão de queijo ganha um recheio ainda mais saboroso

23/08/2026 09h30

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa Foto: Divulgação

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MINEIRINHO DE COSTELA

Ingredientes:

Massa

  • 2 xícaras de chá de polvilho azedo
  • ½ xícara de chá de leite
  • ¼ xícara de chá de óleo
  • 1 ovo
  • 1 xícara de chá de queijo meia-cura ralado
  • ½ colher de chá de sal

Recheio de costela

  • 250 gramas de costela bovina cozida e desfiada
  • ½ cebola pequena picada
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 2 colheres de sopa do caldo do cozimento da costela
  • 1 colher de sopa de cheiro-verde picado
  • Pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Comece aquecendo o leite com o óleo até levantar fervura. Coloque o polvilho em uma tigela e despeje a mistura quente, mexendo bem para escaldá-lo. Deixe amornar e acrescente o ovo, o sal e o queijo. Misture e amasse até obter uma massa homogênea e fácil de modelar.

Para o recheio, aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho. Acrescente a costela desfiada e um pouco do caldo do cozimento. Refogue até a carne ficar úmida e suculenta, mas sem excesso de líquido. Finalize com cheiro-verde e pimenta.

Montagem:

Pegue uma porção da massa, abra na palma da mão e coloque uma quantidade generosa de costela no centro. Feche cuidadosamente e modele no formato de pão de queijo.

Disponha as unidades em uma assadeira, deixando espaço entre elas. Asse em forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente 25 a 30 minutos, ou até os pães de queijo crescerem e ficarem dourados. Espere amornar e sirva.

Obs importante: Tempo de preparo: 45 minutos (Considerando a costela já cozida)
Fonte Água Doce Cachaçaria 

Moda Correio B+

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália?

A pergunta parece uma provocação sobre preço, mas fala de algo muito maior: como atribuímos valor às coisas que vestimos?

22/08/2026 17h30

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália?

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália? Foto: Divulgação

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Uma sandália preta, de linhas mínimas, que deixa praticamente todo o pé à mostra e cobre apenas o calcanhar. A história muda quando descobrimos que ela é Chanel e custa cerca de R$ 8 mil? 

Recentemente, Margaret Qualley apareceu usando o modelo e a imagem circulou pelas redes sociais. Mas, olhando para aquele sapato, fiquei pensando: se retirássemos a etiqueta Chanel, quanto estaríamos dispostos a pagar por ele?

A pergunta parece uma provocação sobre preço, mas fala de algo muito maior: como atribuímos valor às coisas que vestimos? Se encontrássemos exatamente aquela sandália sem identificação em uma pequena loja, talvez passássemos por ela sem prestar muita atenção.

Coloque o nome de uma das maisons mais desejadas do mundo e, de repente, o objeto ganha história, desejo, exclusividade e alguns milhares de reais no preço.

É claro que seria simplista dizer que uma peça de luxo vale apenas por causa da etiqueta. Quando compramos Chanel, não estamos comprando somente couro, salto e algumas tiras.

Existe por trás daquele nome mais de um século de história, savoir-faire, construção de imagem, desfiles, campanhas e uma influência enorme sobre a maneira como mulheres se vestiram ao longo de gerações. Tudo isso também compõe o valor de um produto.

Mas quanto desse valor conseguimos enxergar no objeto e quanto enxergamos porque sabemos quem o assinou?

Durante muito tempo, riqueza precisava parecer riqueza. Tecidos preciosos, bordados, joias, detalhes elaborados e peças que denunciavam imediatamente seu valor. Hoje, parte do luxo parece brincar justamente com o contrário. Uma camiseta branca pode custar milhares, um tênis pode chegar à loja com aparência de usado. Uma bolsa pode parecer propositalmente desgastada e uma sandália pode ser reduzida a quase nada.

Há nisso também uma espécie de código cultural. Quem conhece moda reconhece a peça, a coleção, a assinatura, a referência. 

A pergunta que não quer calar é: Será que desejamos determinadas peças porque realmente as consideramos bonitas e especiais ou aprendemos a desejá-las depois que descobrimos quem as criou? A moda sempre viveu de símbolos. Uma bolsa nunca foi apenas uma bolsa, assim como um relógio de luxo nunca serviu apenas para mostrar as horas. Vestir também é comunicar pertencimento, repertório, aspiração e identidade.

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália?

Não vejo problema em desejar uma Chanel. Muito pelo contrário: a moda também é feita de sonho, história e emoção. Mas talvez seja saudável, de vez em quando, retirar mentalmente a etiqueta daquilo que desejamos. Olhar apenas para o objeto e perguntar: eu ainda gostaria disso se não soubesse a marca?

Antes de pagar pela etiqueta: 5 perguntas para fazer a si mesma

1. Eu compraria se não soubesse a marca?

Faça o exercício de retirar mentalmente o logo e a etiqueta. Você ainda acha a peça bonita e especial? Se a resposta for sim, há grandes chances de existir um desejo genuíno pelo design.

2. Estou pagando por qualidade ou principalmente por desejo?

No luxo, o preço não é determinado apenas pelo material e pela fabricação. História, exclusividade, marketing e prestígio também entram nessa conta. Entender isso ajuda a fazer uma escolha mais consciente.

3. Essa peça conversa com o meu estilo?

Uma tendência pode desaparecer e uma it-piece pode perder relevância rapidamente. Antes de investir, pense em quantas vezes e de quantas maneiras aquela peça realmente entraria no seu guarda-roupa.

4. O custo por uso faz sentido?

Uma bolsa cara usada durante dez anos pode representar um investimento mais coerente do que uma peça mais barata usada uma única vez. Divida mentalmente o preço pela quantidade de vezes que imagina usá-la.

5. Eu quero a peça ou quero o que ela representa?

Talvez seja a pergunta mais difícil. Às vezes desejamos um objeto; outras vezes, desejamos pertencimento, status ou a imagem associada a ele. Nenhuma dessas respostas precisa ser julgada, mas vale saber qual delas está guiando a compra.

No fim, na minha opinião é fundamental conhecer suficientemente o próprio estilo para decidir quando uma etiqueta importa e quando ela não importa.

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