Correio B

AGENDA CULTURAL

Viva o Rock!

No fim de semana do Dia do Rock, a celebração vai além da data oficial, neste sábado, e já começa hoje, com Coquetel Blue e Leca Harper no novo endereço da Cervejaria Canalhas; samba, reggae e filme com Scarlett Johansson também são opções

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Tem festival, tem filme inédito e lançamento de videoclipe, tem exposição e tem bandas de diversos estilos do gênero na agenda da Capital para celebrar o Dia do Rock. A data oficial é amanhã, mas a sonzeira dos roqueiros já ocupa vários espaços de Campo Grande a partir de hoje.

Na Cervejaria Canalhas, por exemplo, são duas atrações nesta sexta-feira, marcando a estreia do novo endereço da casa especializada em cervejas artesanais.

A Canalhas passa a funcionar na Rua Oceano Atlântico, nº 99, Chácara Cachoeira, e recebe hoje os shows da banda Coquetel Blue e de Leca Harper, acompanhada da banda Cozinha Cabeluda, com entrada franca até as 20h. Leca também está lançando hoje o videoclipe da canção “Feriados”, que é produzido pela RedBurn e traz, na gravação da faixa, feras como Gabriel de Andrade, Zé Fiúza e Renan Nonato. Quem toca por lá amanhã é o grupo Codinome Winchester, com ingressos pelo Sympla.

METAL NA PLATAFORMA

Na Plataforma Cultural, a banda de thrash metal Katastrofe faz show grauito, amanhã, marcando o lançamento do média-metragem “Barulho do Mato”, de Lucas Arruda e Mariana Sena, com projeção no mesmo local, a partir das 19h.

O documentário investiga as origens do heavy metal em Campo Grande e traz preciosos depoimentos de membros de bandas pioneiras, como Alta Tensão, Necroterium e Sacrament, além do Kastastrofe.

Outra banda veterana do rock é tema de “Noites em Claro – Palavras do Bando do Velho Jack”, de Gabriela Dias. A pré-estreia para convidados é hoje, no Espaço Energia (Av. Afonso Pena, nº 3.901, Jardim dos Estados). Amanhã, o documentário será lançado para o público no Shopping Bosque dos Ipês, às 19h, com direito à exposição Rock Cine.

PEDRADA

Neste sábado também acontecerá o Pedrada Sunset Rock Festival, no Sunset Growler Station, nos Altos da Afonso Pena, com abertura dos portões ao meio-dia e participação de cinco bandas: Haiwanna (rock nacional); Ana & Mais (indie rock); Hellora, com um rock clássico “lado B”; Lowdown (grunge); e a paulista Manchester Oasis Cover, revisitando o grupo britânico do irmãos Liam e Noel Gallagher, extinto em 2009. Ingressos por R$ 55 no terceiro lote pelo Sympla.

DIOGO E TON

Com sua mistura de black music e MPB, que já o fez dividir o palco com Milton Nascimento e Marina Peralta, entre outros nomes, Ton Alves faz o show de abertura de mais uma edição do MS ao Vivo, neste domingo, no Parque das Nações Indígenas, a partir das 17h. O EP “Bad in House” (2021) e o single “Nada em Comum” (2019), que o artista divide com Marina, são alguns dos destaques do repertório de Ton, conhecido tanto pelo vozeirão quanto como instrumentista.

“Pé na Areia”, “Alma Boêmia”, “Clareou” e “Sou Eu”, do seu repertório autoral, somam-se a canções do samba de roda da Bahia e outras de Arlindo Cruz, Chico Buarque, Zeca Pagodinho e Tim Maia no show de Diogo Nogueira, que entra em cena após Ton Alves.

O sambista carioca rende, ainda, homenagens ao pai, com “Espelho” (João Nogueira e Paulo Cesar Pinheiro), Cassiano (“Primavera”, de Cassiano e Silvio Rochael), Beth Carvalho (“Andança”, de Danilo Caymmi, Paulinho Tapajós e Edmundo Souto) e Gilberto Gil (“Aquele Abraço”). Faixas de “Sagrado”, mais recente álbum de inéditas do cantor, também estão previstas para a apresentação, que terá uma superbanda de 11 músicos.

REGGAE

Em Três Lagoas, a música de origem jamaicana é o destaque neste sábado, com a festa Fóreggae na Casa do Vô João, que marca a inauguração do Hostel Loft 67 House (Rua João Carrato, nº 1.122) e terá atrações locais – a banda Resistência e o DJ Roots – e de Campo Grande – o reggaeman Sandim e o Rockers Sound System – das 16h21min às 23h.

O espaço conta com uma minirrampa de skate e patins e os ingressos – R$ 25 no primeiro lote – estão disponíveis pelo site www.diango.com.br.

Quem não tiver como pegar a estrada, pode ainda tentar uma vaga na “van oficial” da produção do evento, que sai de Campo Grande neste sábado: R$ 200 por pessoa, com direito a hospedagem, ingresso, café da manhã e retorno à Capital no domingo. Mais informações: (67) 99239-6078/99154-9029.

PRAÇA BOLÍVIA

No domingo, em mais uma edição do Praça Bolívia, também tem rock, com mais um show da Coquetel Blue, de Lua e os Cometas e de Os Walkírias, além de outras atrações musicais: bandas Canela, Barganhas, O Tal do Forró, Brisa do Mato, Beca e Gaia; a cantora Lucy; e a dança de Lisa Lima. Das 9h até as 14h. Na Vila Nova Ipanema, bairro Santa Fé, entre as ruas das Garças, Barão da Torre, Aníbal de Mendonça e Dias Ferreira. Grátis.

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Pet Correio B+

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Rotina cada vez mais indoor pode deixar renovação da pelagem diluída ao longo do ano; pólen e maior exposição solar exigem atenção na nova estação

19/09/2026 14h00

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera? Foto: Divulgação

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Mais pelos espalhados pela casa costumam anunciar a chegada de uma nova estação para quem tem animais em casa. Isso porque, com a aproximação da primavera, o aumento da luz solar e da temperatura influenciam o ciclo dos folículos, resultando na renovação da pelagem. 

No entanto, as temperaturas cada vez mais irregulares, com oscilações menos previsíveis, além das mudanças da rotina moderna – em que os pets passam boa parte do dia sob luz artificial e ar-condicionado – fazem com que a troca de pelos não acompanhe, necessariamente, a transição das estações.

“Podemos observar ciclos de troca menos definidos e uma renovação da pelagem mais distribuída ao longo do ano, mesmo em animais de raças com troca de pelos naturalmente mais sazonais. Porém, não podemos afirmar que as mudanças climáticas, isoladamente, sejam responsáveis por determinada alteração de pelagem”, explica a médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá Care.

Mesmo assim, a chegada da primavera não deixa de influenciar a pelagem. A forma como essa mudança aparece em cada animal depende de uma combinação de fatores, como raça, genética, tipo de pelo e ciclo folicular.

“Raças com pelagem dupla e subpelo abundante, por exemplo, tendem a apresentar uma troca sazonal mais evidente. Em outros tipos de pelagem, a renovação dos fios pode ocorrer de maneira menos concentrada”, completa Starek.

Nessas raças, como o spitz alemão, o subpelo e o pelo primário fazem parte do sistema natural de proteção da pele e são responsáveis pelo isolamento térmico. Por isso, a simples retirada dessa pelagem não deve ser encarada como solução para as altas temperaturas.

Mantê-la desembaraçada e retirar os fios mortos por meio de escovação são medidas que podem integrar a rotina durante o período de renovação intensa.

“A pelagem não é apenas estética. Ela funciona como uma barreira de proteção entre a pele do cão e o ambiente, participa da proteção física e térmica, e está em constante renovação. Primavera e verão modificam os estímulos ambientais, e os cuidados precisam acompanhar a fisiologia do animal. Também são essenciais a oferta de água, sombra, hidratação e proteção contra exposição excessiva ao calor”, avalia a CEO.

A retirada dos fios que já se desprenderam também merece atenção. A rotina de escovação feita em casa, com frequência e escova adequadas para cada raça, auxilia na retirada natural dos fios mortos. “Não é necessária a remoção mais intensa do subpelo para evitar o ‘abafamento’’ da pele ou simplesmente para diminuir a quantidade de pelos que o animal solta, pois a tração da remoção forçada pode retirar também fios saudáveis”, explica Nathália.

Brilho e tonalidade com o sol
Quando a troca sazonal acontece, a diferença percebida pelo tutor não se resume à quantidade de fios espalhados pela casa. A transição para os meses mais quentes provoca uma renovação fisiológica do ciclo folicular que pode alterar densidade, volume, textura e aparência do brilho da pelagem. 

Além disso, a radiação ultravioleta pode promover alterações oxidativas nas proteínas e nos pigmentos da haste, contribuindo para ressecamento, perda de brilho e até mudanças de tonalidade.

A atenção deve ser redobrada para animais de pelo branco ou claro. A menor presença de melanina no fio reduz a proteção pigmentar, tornando essas pelagens mais vulneráveis à combinação de sol, calor e ressecamento. “Não significa que os cães não possam tomar sol. A recomendação é evitar exposição excessiva, principalmente nos períodos de maior incidência de radiação”, aponta Starek.

Pólen de ‘carona’
Se dentro de casa as condições ambientais podem suavizar os sinais da mudança de estação, do lado de fora a primavera traz um elemento importante para a saúde da pele: o aumento da presença de pólen e outras partículas ambientais. A pelagem funciona como uma barreira para que essas partículas não entrem em contato com a pele, mas elas ainda podem ficar aderidas aos fios.

“Em cães predispostos a alergias ambientais, isso pode representar maior exposição aos alérgenos. É importante reforçar que isso não quer dizer que ele precise, necessariamente, ser tosado ou tomar mais banhos, pois a pele possui uma barreira natural e uma microbiota próprias, que também podem ser prejudicadas por procedimentos excessivos ou pelo uso inadequado de produtos”, afirma a especialista.

Cinema Correio B+

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês

A série de espionagem deixou de ser um segredo e chega à sexta temporada consagrada pelo Emmy

19/09/2026 13h00

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês Foto: Divulgação

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Durante muito tempo, Slow Horses foi uma das melhores séries que pouca gente parecia assistir. Quem descobria se apaixonava, indicava para os amigos e passava a esperar ansiosamente pela temporada seguinte, mas ela ainda permanecia em uma espécie de excelente nicho.

Isso mudou. A produção britânica foi crescendo a cada ano, conquistou espaço no Emmy e chega à sexta temporada como uma das séries mais respeitadas da televisão.

Os novos episódios estreiam em 16 de setembro na Apple TV, com lançamento semanal até 21 de outubro. Serão apenas seis, como já virou tradição, mas Slow Horses nunca precisou de muito tempo para contar suas histórias. O roteiro é econômico, os diálogos são brilhantes e cada temporada funciona quase como um filme de espionagem dividido em capítulos.

Baseada nos livros de Mick Herron, a série acompanha um grupo de agentes do serviço secreto britânico enviados para a Slough House, o departamento para onde o MI5 manda aqueles que cometeram erros graves e não podem ser oficialmente demitidos.

São espiões humilhados, esquecidos e tratados como inúteis, liderados pelo malvestido, grosseiro, aparentemente bêbado e invariavelmente brilhante Jackson Lamb, interpretado por Gary Oldman.

É praticamente uma série anti-James Bond. Não há glamour, carros luxuosos ou agentes impecáveis pedindo martíni. Há escritórios imundos, documentos burocráticos, operações que dão errado e profissionais que carregam traumas, ressentimentos e fracassos.

Mesmo assim, ou justamente por isso, quando o perigo aparece são aqueles rejeitados que quase sempre precisam salvar o dia.

A sexta temporada adapta Joe Country e Slough House, sexto e sétimo livros da série literária. Desta vez, Diana Taverner, vivida por Kristin Scott Thomas, envolve os cavalos lentos em um jogo de retaliação e vingança que coloca toda a equipe em fuga.

A grande surpresa é o retorno de Sid Baker, personagem de Olivia Cooke, cuja história ficou em aberto desde o início da série. No universo de Mick Herron, aliás, ninguém está realmente protegido. Personagens importantes morrem, desaparecem ou retornam quando menos esperamos, e essa permanente sensação de risco é parte de sua força.

O crescimento de Slow Horses também pode ser medido pelo Emmy. Depois de passar quase despercebida em suas primeiras temporadas, recebeu nove indicações em 2024, venceu pelo roteiro de Will Smith e entrou pela primeira vez na disputa de Melhor Série Dramática.

Em 2025, voltou à categoria principal e ganhou o prêmio de direção com Adam Randall. Neste ano, chegou novamente a nove indicações, completando três nomeações consecutivas como Melhor Drama, além de reconhecer Gary Oldman, Jack Lowden e Jonathan Pryce.

É significativo porque o Emmy finalmente alcançou uma série que o público vinha descobrindo sozinho. Oldman é extraordinário como Lamb, mas Jack Lowden cresceu diante dos nossos olhos como River Cartwright e hoje consegue trabalhar ombro a ombro com ele, o que não é pouca coisa. Em torno dos dois, há um dos melhores elencos da televisão, sem personagens decorativos ou atuações no automático.

Com humor britânico, suspense, política, traições e uma completa falta de reverência pelo mundo dos espiões, Slow Horses consegue melhorar sem abandonar a própria identidade.

É inteligente sem ser pedante, engraçada sem virar comédia e tensa sem depender apenas de explosões. Se você ainda não entrou na Slough House, setembro é o momento perfeito. Para quem já faz parte dessa crescente nação de fãs, a melhor série de espionagem da televisão está finalmente voltando.

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