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CINEMA

Wagner Moura lança filme sobre Marighella; guerrilheiro assassinado há exatamente 52 anos

Em entrevista, Wagner fala sobre sua estreia na direção, o trabalho em frente e atrás das câmeras e a vontade de conhecer Mato Grosso do Sul

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Oito anos depois de iniciar o projeto, o ator Wagner Moura finalmente estreia, hoje, em mais de 200 salas de todo o País, o seu primeiro longa-metragem como diretor, “Marighella”. 

O filme narra o cerco que levou à morte o político e guerrilheiro Carlos Marighella (1911-1969), baiano como o diretor, que, por enquanto, ainda é mais conhecido por estrelar sucessos do cinema, como “Tropa de Elite” e “Deus É Brasileiro”, da TV aberta, como a novela “Celebridade”, e do streaming, como a série “Narcos”.  

De olho na carreira internacional, Moura se mudou para Los Angeles em 2018, mas anuncia projetos que podem trazê-lo de volta ao Brasil no próximo ano. 

Por enquanto, ele está por aqui para a temporada de lançamento de “Marighella” e, depois de dois anos, para férias brasileiras com a família. Mas se mantém alerta. 

Além da crítica, às vésperas da estreia, Marighella ganha destaque também por ter se tornado um emblema de resistência ao atual governo federal.  

O ataque ao assentamento na Bahia, onde haverá uma sessão especial no sábado, e o vazamento do filme na internet aguçam ainda mais a polêmica. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista que o diretor concedeu ao Correio do Estado na terça-feira, em meio ao corre-corre de sua agenda em São Paulo.  

Correio do Estado – por que decidiu fazer o filme ao ler a biografia de Carlos Marighella?

Wagner Moura – eu era marighellista antes de o Mário [Magalhães, autor de “Marighella: O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo”] lançar o livro [em 2012]. O meu fascínio pelas histórias de resistência no Brasil e o ambiente universitário de esquerda e de DCE [Diretório Central dos Estudantes] me impregnavam. 

Marighella sempre foi um nome que permeou o meu imaginário como alguém que lutou por democracia e liberdade. E [a atriz] Maria Marighella, nossa contemporânea ali do lado na Escola de Teatro, era e é minha amiga. Eu convivia com a neta de Marighella. Quando Mário lançou o livro, foi a deixa para dar vazão ao nosso marighelismo. 

Só não achei que fosse dirigir um filme tão complicado. Certamente, se eu fosse parar para escrever um filme, teria escolhido um roteiro em que eu tivesse mais controle sobre os personagens, um valor de produção mais barato. Mas veio “Marighella”.

Lembro que, quando fez “Hamlet” no teatro, você se envolveu bastante com a etapa de adaptação e tradução do texto. Como foi essa etapa com “Marighella”?

A mais difícil de todas. Passamos muito tempo trabalhando o roteiro. “Marighella” é um filme que nasce da minha admiração pelos que resistiram na ditadura, mas a porta de entrada no filme são os personagens e as contradições dos personagens. Não fiz um filme cujos personagens são vetores para dizeres políticos. 

É um filme em que você se conecta com a luta de Marighella porque você se conecta com o drama dele, com quem ele é. Dar complexidade em personagens históricos, ter responsabilidade sobre o contexto real e, ao mesmo tempo, fazer com que aquilo funcione como cinema de ficção é muito difícil. 

Eu tinha sempre muito claro que eu não estava fazendo um documentário, mas ao mesmo tempo eu precisava ter responsabilidade, sobretudo com esse período, que é tão controverso na história do Brasil.

Para fazer um filme sobre resistência política você mergulhou em grandes referências do cinema que possuem alguma convergência, como o neorrealismo italiano?

Exatamente. O neorrealismo italiano é uma referência, o cinema que mais me diz, me norteia. Influenciou o cinema novo. Essa coisa do pós-guerra na Itália, de você fazer cinema em um campo destruído, em uma situação precária, distópica, de usar não atores, fazer cinema com pouco dinheiro. 

E, sobretudo, um cinema de esquerda, um cinema de esquerda que eu digo que quer olhar para as classes trabalhadoras. Eu acho que o cinema brasileiro bebeu muito disso, e influenciou também nós que fazemos cinema hoje no Brasil. 

Essa estética está no meu filme de forma muito clara. Engraçado você ter falado sobre neorrealismo porque ali está a base de tudo o que eu gosto no cinema que me levou até “Marighella”. 

Sobretudo o cinema novo, que é muito devedor do neorrealismo italiano. E eu vejo isso nos filmes políticos brasileiros, no “Tropa de Elite”, no “Cidade de Deus”. Talvez essa seja a matriz de uma corrente estética e ideológica da qual o meu filme é, de alguma maneira, devedor também.

Você se envolveu, especialmente, com algum dos departamentos criativos?

Como ator, sempre gostei muito de entender o que cada pessoa fazia no set. Como diretor, terminei aprendendo muito mais sobre figurino, arte, elétrica, maquinaria, fotografia, produção. Como é que tudo aquilo junto funciona no set. 

Mas uma coisa que eu sabia muito pouco e que me fascinou foi o som, o trabalho que eu fiz com o Alessandro Laroca na pós-produção do filme. O som é um departamento sempre visto como mais técnico e, na minha opinião, é um departamento artístico muito poderoso.

E quanto à escolha de Seu Jorge para viver o protagonista? A conhecida e esfuziante presença do cantor em cena não rouba algo na projeção do próprio personagem?

O que você está dizendo é que Seu Jorge tem muito carisma, ele tem, e isso é muito importante para o filme porque Marighella tinha muito carisma. Seu Jorge é movie star, mesmo, talentoso pacas. 

Uma presença em cena que você não consegue parar de olhar, isso é uma coisa importante para um protagonista. Ao assistir ao filme, você vê que rapidamente vai esquecer a persona e se conectar com o carisma de Seu Jorge, mas não com a figura pública. É aí que entra o meu trabalho como diretor.

Você foi se tornando persona non grata para o governo federal, por conta de seu posicionamento político-ideológico, e o filme sofreu boicotes da Ancine, além de anticampanha pública do presidente e seus familiares. Marighella já tem um vulto histórico cercado de polêmicas. Quem atrapalhou mais? O diretor ou o personagem retratado?

Os dois. É incrível como essa gente que hoje está no poder, que são saudosistas da ditadura, amantes de torturadores e de censores, tem medo de Marighella. 

Como o fantasma de Marighella apavora esses caras, hoje ainda mais do que, talvez, na época em que ele estava vivo. Todos esses ataques que aconteceram ao filme dizem muito mais sobre o estado das coisas no Brasil hoje do que o filme que eu fiz. 

Em qualquer país democrático, um filme está aí: você vai discute, debate, você não é obrigado a gostar de nada. Agora você ter o governo federal de um país tentando destruir um filme, isso tem muito mais a ver com o Brasil de hoje do que com Marighella e comigo.

Você tem dito que o filme mostra faces contraditórias de Marighella. Quais defeitos apontaria na figura mítica do guerrilheiro revolucionário?

Vários defeitos. Não me interesso pelo mítico. Me interesso pelo homem, e o homem que ele foi tinha vários defeitos. Não vou ficar aqui enumerando os defeitos nem as qualidades de Marighella. Não preciso defender Marighella. Ele não precisa de defesa. 

O que digo é que o meu filme mostra um Marighella contraditório, que toma tapa na cara e é colocado em cheque o tempo inteiro. Quem for assistir ao filme vai ver isso. Nem o personagem do Bruno Gagliasso [que faz o delegado Fleury, carrasco de Marighella] admiti que fosse monolítico.

E quanto aos novos projetos como ator, produtor, diretor?

A primeira coisa que já fiz e que vai estrear é um filme chamado “The Grey Man”, da Netflix, dirigido pelos irmãos [Joe e Anthony] Russo. Faço uma participação, um personagem pontual na história, mas muito legal. Fiquei muito feliz de ter feito. E logo depois, ou antes talvez, uma série da Apple TV Plus, que protagonizei com Elizabeth Moss, chamada “Shining Girls”. 

Fazemos dois jornalistas que investigam um serial killer feito pelo Jamie Bell. São duas coisas que vão sair ano que vem. E vou filmar no Brasil com o Cléber Mendonça Filho, no segundo semestre, para a Amazon. No primeiro semestre, tem um projeto fora do País, mas ainda não posso falar nada sobre ele. 

E estou produzindo uma série para a Disney sobre Maria Bonita, escrita e dirigida por Sérgio Machado. Tem vários projetos que não têm ainda uma data, como um projeto com o Karin Ainouz.

Como anda a sua rotina em Los Angeles?

A pandemia teve momentos deliciosos e profundos, porque passei com os meus filhos e a minha mulher. Mas foi difícil porque a gente estava preso em uma cidade que não era nossa, sem poder sair de casa, sem poder trabalhar. 

Fiquei um ano sem trabalhar como ator, não tinha projeto, ficaram todos mais para frente. Foi um ano em que eu dirigi “Narcos”. É massa morar lá, mas não é a minha cidade. Quando o avião pousa em L.A., eu não digo “ah, estou chegando em casa”.  

Sente vontade de dizer algo para o público de Mato Grosso do Sul?

Acho uma pena eu não conhecer essa parte do Brasil. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de Santa Catarina, talvez sejam os três estados do Brasil que eu não conheço ainda. Isso é uma questão para mim, mesmo, porque é uma parte do País rica em diversidade. 

O Brasil do futuro é o Brasil que aliará a cultura à biodiversidade ambiental única do Brasil. Você não pode falar disso sem falar nesta região. Tenho muita curiosidade de conhecer a relação fronteiriça com outros países na região, quais são as influências culturais. 

O bioma que vocês têm aí é único no Brasil, e eu não conheço. Isso me dá muita pena. Preciso conhecer, preciso ir aí.

Por que temos tanta dificuldade em aceitar o ponto de vista ou a condição dos povos indígenas?

É cultural. Fomos adestrados. Eu estudei na minha escola coisas sobre os índios. Não temos informação nenhuma sobre os povos indígenas. A nossa informação é estigmatizada, e toda a forma de controle social começa com a estigmatização. 

Você estigmatiza um povo para controlá-lo. Mesmo que nós sejamos progressistas, a nossa construção cultural do que é o povo indígena é ridícula. É difícil. 

Mas acredito profundamente que a geração dos nossos filhos e dos que venham em diante se conectarão e aprenderão com os índios que eles têm um saber de relação com o meio ambiente, sobretudo, e de outras coisas que podem transformar e levar o Brasil a esse lugar de país do futuro.

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SAÚDE

Saiba quando fazer reposição hormonal se tiver hipogonadismo tardio

Entenda o que é o hipogonadismo tardio, sintomas, diagnóstico e quando reposição hormonal é indicada; queda da libido, cansaço persistente e perda de massa muscular podem estar ligados à condição

02/03/2026 08h30

Necessidade de reposição hormonal nos homens não necessariamente tem a ver com o envelhecimento

Necessidade de reposição hormonal nos homens não necessariamente tem a ver com o envelhecimento Freepik

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A ideia de que todo homem ao passar dos 50 anos inevitavelmente enfrentará uma andropausa semelhante à menopausa feminina é um dos mitos mais difundidos quando o assunto é saúde masculina. Embora a redução da testosterona possa ocorrer com o envelhecimento, o fenômeno não é abrupto nem universal e tampouco deve ser tratado como regra.

Segundo o urologista Flávio Faria, o termo mais adequado para descrever essa condição é deficiência androgênica do envelhecimento masculino, também chamada de hipogonadismo tardio.

“Andropausa é uma expressão popular, mas imprecisa. Diferentemente da menopausa, o homem não sofre uma queda hormonal abrupta e universal. A redução é lenta, variável e nem todos desenvolvem a deficiência”, explica.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) adota o termo hipogonadismo masculino quando há sintomas associados à testosterona baixa comprovada em exames, ou seja, não basta envelhecer para receber o diagnóstico.

MUDANÇAS HORMONAIS

De forma geral, a partir dos 35 anos ou 40 anos pode ocorrer uma redução média anual discreta da testosterona. No entanto, essa queda não atinge todos os homens da mesma maneira.

“Muitos envelhecem com níveis hormonais adequados”, afirma o médico. Segundo ele, fatores como obesidade, sedentarismo, estresse crônico e má qualidade do sono impactam muito mais os níveis hormonais do que a idade isoladamente.

Isso significa que envelhecer não é sinônimo de precisar de reposição hormonal e o estilo de vida desempenha papel central na manutenção da saúde endócrina masculina.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

Os sintomas do hipogonadismo tardio podem ser sutis e progressivos. Entre os mais comuns estão: queda da libido; redução das ereções matinais; cansaço persistente; perda de massa muscular; aumento de gordura abdominal; e desânimo e irritabilidade.

É importante destacar que sintomas isolados não confirmam o diagnóstico. A American Urological Association (AUA) reforça que apenas a presença de queixas, sem exame comprovando testosterona baixa, não define deficiência hormonal.

Muitos desses sinais podem estar relacionados a outras condições, como depressão, distúrbios do sono, síndrome metabólica ou problemas cardiovasculares. Por isso, a avaliação médica é indispensável.

Além do exame de sangue para a confirmação do diagnóstico, há dois critérios fundamentais que devem ser avaliados: presença de sintomas clínicos e duas dosagens matinais de testosterona baixa.

Segundo a AUA, valores abaixo de 300 ng/dL são sugestivos de deficiência quando associados a sintomas. Tratar apenas um número no exame sem considerar o quadro clínico é considerado um erro.

A testosterona apresenta variação ao longo do dia, sendo mais alta no período da manhã. Por isso, a coleta deve ser feita preferencialmente nesse horário, em dias diferentes, para confirmação diagnóstica.

Uma consequência causada pelo hipogonadismo pode ser também a disfunção erétil, especialmente pela queda da libido, já que a testosterona está diretamente ligada ao desejo sexual.

No entanto, a ereção não depende exclusivamente do hormônio. “A ereção envolve circulação sanguínea adequada, saúde metabólica e fatores emocionais”, explica o urologista.

Assim, nem toda disfunção erétil é hormonal. Diabetes, hipertensão, tabagismo e ansiedade, por exemplo, também estão entre as principais causas. Esse é um ponto relevante, pois muitos homens procuram reposição hormonal acreditando que ela resolverá automaticamente problemas de ereção, o que nem sempre ocorre.

REPOSIÇÃO DE TESTOSTERONA

A reposição de testosterona só deve ser considerada em situações específicas, quando há sintomas claros, com testosterona comprovadamente baixa e avaliação médica adequada.

A European Association of Urology (EAU) é categórica ao afirmar que a testosterona não deve ser utilizada como “fórmula de rejuvenescimento” ou para ganho estético. “É tratamento médico, não estratégia de performance”, reforça Flávio Faria.

Necessidade de reposição hormonal nos homens não necessariamente tem a ver com o envelhecimentoReposição hormonal é indicada apenas em casos específicos e a utilização para fins puramente estéticos não é recomendada - Foto: Freepik

Nos últimos anos, a popularização de clínicas que prometem disposição, ganho muscular e melhora do desempenho sexual impulsionou o uso indiscriminado do hormônio. No entanto, especialistas alertam que essa prática pode trazer riscos, especialmente quando feita sem indicação precisa e acompanhamento regular.

Quando bem indicada e monitorada, a reposição hormonal é considerada segura. Porém, pode provocar efeitos adversos como aumento do hematócrito (espessamento do sangue), acne, retenção de líquido e redução da fertilidade.

O aumento do hematócrito pode elevar o risco cardiovascular, se não houver controle adequado. Já a redução da fertilidade ocorre porque a testosterona exógena pode inibir a produção natural do hormônio e dos espermatozoides. Por isso, o acompanhamento periódico com exames laboratoriais e avaliação clínica é obrigatório.

Conforme explica Flávio Faria, uma das dúvidas mais frequentes nos consultórios urológicos em relação à reposição hormonal de testosterona é se ela aumenta os riscos de desenvolvimento do câncer de próstata. 

Durante décadas, acreditou-se que a reposição poderia estimular o desenvolvimento de câncer de próstata. No entanto, evidências científicas mais recentes não confirmam essa relação causal.

De acordo com a SBU, não há comprovação de que a reposição cause câncer de próstata. O tratamento é contraindicado apenas em pacientes com câncer de próstata ativo.

Ainda assim, a avaliação urológica antes de iniciar o tratamento é indispensável, incluindo exame clínico e, quando indicado, dosagem do antígeno prostático específico (PSA).

ESTILO DE VIDA

Necessidade de reposição hormonal nos homens não necessariamente tem a ver com o envelhecimentoAtividades físicas, em especial a musculação, podem ajudar a elevar os níveis de testosterona - Foto: Freepik

Antes de pensar em hormônios, é fundamental olhar para os hábitos diários. Exercício físico regular – especialmente musculação – pode aumentar naturalmente os níveis de testosterona. A redução da gordura abdominal também contribui, já que o tecido adiposo interfere no metabolismo hormonal.

Sono adequado é outro fator determinante. A privação crônica reduz significativamente a produção hormonal. O controle de doenças metabólicas, como diabetes e hipertensão, também influencia positivamente.

“Em muitos casos, ajustar hábitos evita a necessidade de reposição”, afirma Flávio Faria.

MITOS

Diversas informações equivocadas sobre a andropausa circulam nas redes sociais e em campanhas publicitárias. Entre os mitos mais comuns estão:

“Todo homem acima de 50 anos precisa repor”. Falso. A reposição só é indicada quando há deficiência comprovada;

“Testosterona causa câncer”. Não há evidência de causalidade. O acompanhamento médico é o que garante segurança;

“Reposição é para ganhar músculo”. Incorreto. O objetivo é restaurar níveis hormonais normais, não promover ganhos estéticos;

“É só envelhecimento, não tem o que fazer”. Equívoco. Qualidade de vida importa em qualquer idade e sintomas não devem ser ignorados.

TABU

Historicamente, os homens procuram menos os serviços de saúde e demoram mais para relatar sintomas. A discussão sobre hipogonadismo tardio também ajuda a ampliar o debate sobre saúde mental, sexual e metabólica masculina.

Sentimentos como desânimo, irritabilidade e queda de energia muitas vezes são atribuídos apenas ao estresse cotidiano, quando na verdade podem ter múltiplas causas, incluindo alterações hormonais.

Ao mesmo tempo, a medicalização excessiva do envelhecimento também merece cautela. Nem toda mudança faz parte de uma doença nem todo cansaço é falta de testosterona.

O equilíbrio está na avaliação individualizada, já que envelhecimento masculino é um processo gradual, que envolve mudanças físicas e emocionais.

Quando os sintomas comprometem a qualidade de vida, a investigação é válida, mas o tratamento deve ser baseado em evidência científica, não em promessas de juventude eterna.

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FELPUDA

"Sujeiras que estavam debaixo de tapetes começam a aparecer..." Leia mais na íntegra

Leia a Coluna Diálogo desta segunda-feira, 2 de março de 2026

02/03/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo

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Quando as pessoas temem o governo, isso é tirania. Quando o governo teme as pessoas, isso é liberdade”.

- Thomas Jefferson, estadista americano

FELPUDA

Sujeiras que estavam debaixo de tapetes começam  a aparecer, inclusive algumas de antigas campanhas eleitorais, numa clara definição de que “quem vê cara, não vê coração”. As armações são as mais diferentes possíveis para  se locupletarem, em forma de propinas, de maços de dinheiro que “voam” no espaço do cambalacho. Detalhe: até as eleições, muita coisa ainda será “espanada” em um mutirão de faxinas. 
Em alguns casos, até quem ajudou a esconder as tralhas  está ajudando a mostrar o que havia sido “guardado”. Afinal,  como diz o dito popular: “A ocasião faz o ladrão”. Assim, sendo...

Coluna Diálogo

Primeiro

A Agência Estadual de Regulação (Agems) formalizou convênio com a Prefeitura de Corumbá Para fiscalização dos serviços de iluminação. Segundo o órgão, é o primeiro contrato no Brasil em que uma agência faz esse tipo de trabalho.

Mais

A parceria, segundo o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis, marca uma nova etapa na gestão do serviço naquela cidade, ao delegar a responsabilidade pela regulação e fiscalização do contrato de concessão.

Coluna Diálogo Mônica Fernandes Cullmann. Foto: Reprodução/Instagram
Coluna Diálogo Leticia Chodraui Rivalta de Barros. Foto: Reprodução/Instagram

 Voos

Os vereadores do Republicanos na Câmara Municipal da Capital, Herculano Borges e Neto Santos estariam pensando em voos mais altos. Nos planos de ambos, a Assembleia Legislativa de MS e a Câmara Federal. Nos bastidores, comentários são de que eles gostariam mesmo de legislar em Brasília, porém, apenas um deles iria. Assim, dizem, Herculano deverá ser o escolhido pela sua experiência, enquanto Neto Santos 
exerce o seu primeiro mandato e ainda, dizem, estaria “meio cru”.

Sem sucesso

A senadora Soraya Thronicke votou contra a quebra de sigilos bancário e fiscal de Lulinha, na CPMI 
que investiga o roubo do INSS. O PT tinha intenções de barrar todos os requerimentos dos acusados e de outros envolvidos, incluindo o filho de Lula. Os governistas acabaram levando uma “tunda” da oposição, incluindo aí a senadora, que está prestes a deixar o atual partido, a fim de tentar a reeleição.

Narrativa

Um detalhe interessante é que a parlamentar rapidamente adotou a narrativa do PT de que teria havido “fraude” e “golpe” na votação. O fato é que a esquerda pediu votação em bloco dos 87 requerimentos de convocação dos envolvidos no roubo dos aposentados. A oposição foi vitoriosa, deixando os petistas 
“sem rumo”. Para tentar arrumar uma desculpa plausível para a “sova” levada, petistas inventaram isso e estão tentando reverter a situação com o presidente do Congresso Nacional, o senador David Alcolumbre.

ANIVERSARIANTES

  • Karine Cortez,
  • Janete Izabel Zimmermann Teixeira (Janet Zimmermann),
  • Dr. Wilson de Barros Cantero,
  • Patrícia Decenzo,
  • Loretti do Amaral Gonçalves,
  • Wellington Coelho de Souza Júnior,
  • André Pereira Lima,
  • Agostinho Ribeiro,
  • Gilson Freire da Silva,
  • Sérgio Rego Miranda,
  • Atair Donizete de Almeida,
  • Celso Serafim de Souza,
  • Patricia Francalino Melo,
  • Eliane Aparecida Lima de Souza,
  • João Sebastião da Silva,
  • Trindadi Zarate de Souza,
  • Luiz Carlos Rosso,
  • José Carlos de Freitas,
  • Carlos Eduardo Bruno Marietto,
  • Flavio Garcia de Andrade,
  • Dayane da Silva Santos,
  • Marcelo Alves Rodrigues,
  • Ludeney Simioli de Lima,
  • Karen Mânica Amaral Duarte, Rausemberg Barreto de Souza Bonfim,
  • Suzely Furlan,
  • Dayana Miranda de Oliveira,
  • Mariana Caramori Mura,
  • Maria Cristina Pereira,
  • Lúcio Carlos Neves,
  • Anselmo Paulino dos Santos,
  • Rubens Armando Varella,
  • Delmir da Costa Felipe,
  • Girlane Almeida Bondan,
  • Carla Cristina Zurutuza,
  • Marcos Rodrigues,
  • Paulo Roberto Pegolo dos Santos,
  • Leonídio Pereira Mendes,
  • João Octavio de Castro Bertelli,
  • Naura Rodrigues de França,
  • Cleber Rosas de Azevedo,
  • Humberto Teixeira,
  • Hédipo Aparecido Castilho
  • de Oliveira,
  • Alberto Orondjian,
  • Dr. Dúlcio José Ferreira,
  • Lúcia Cristina Mansini,
  • Lucélia Gonçalves Cavalcante,
  • Milton José Duim,
  • Jussara de Souza Martins Novais,
  • Marinalva Wassouf Candéa
  • de Freitas,
  • Celso Zachert,
  • Nabor Barbosa Filho,
  • Nilce Coutinho,
  • Paulo Miyahira,
  • Vera Lúcia Espíndola,
  • Frederico Moraes,
  • Dalva da Silva Dib,
  • Sônia Freire de Oliveira,
  • Márcia Maria Prates da Fonseca Soares,
  • Sebastião Paulo do Canto,
  • Meire Lúcia Macedo,
  • Carolina Pereira Nunes,
  • Andréa Moreira Lima,
  • Célia Maria de Almeida,
  • Marcelo Brun Bucker,
  • Jorge Luiz Ferreira,
  • Alice Correa Braga,
  • Maria Auxiliadora Oliveira,
  • Abimael Oliveira Diniz,
  • Maurício Soares Moreira,
  • Aline Cogo,
  • Norberto Carlos de Carvalho,
  • Ataliba Ferreira,
  • Paulo Rodrigues de Medeiros,
  • Darci Yumiko Nakamatsu,
  • João Tadeu Souza de Lima,
  • Simone da Silva Ferreira de Barros,
  • Euclides Wohlenberg,
  • Erosmari Bortotto Garcia Lopes,
  • Marcos Marques,
  • Antonia Jaqueline Gonçalves Costa,
  • Maria Barão,
  • Fernando Cesar Gonçalves,
  • Adão Lemes de Oliveira,
  • Cristina Cibele de Souza Serenza,
  • Olimpio Arce Samaniego,
  • Olívia Marques Pereira,
  • Rosana Mara Scaff Pereira,
  • Sueli Aparecida Pereira Camilo,
  • Enio Nunes Leite,
  • Rosalina Nascimento Martins,
  • Valquiria Joice Corvalã dos Santos,
  • Anna Maura Schulz Alonso Flores,
  • Luiz Guilherme Roque dos Santos,
  • Wilson Alves da Silva,
  • Benedita Ramos de Souza,
  • Claudia Patricia Gonçalves,
  • Marcos Rogério Lima,
  • Cleide Jucelina de Matos Pedroso,
  • Fermino Bogarim,
  • Marilda Bittencourt de Marco,
  • Caroline Dussel de Oliveira,
  • Luiz Augusto Guirão,
  • Ademir Mendes Martin,
  • Maria Emília Borges Fialho,
  • Aline Medeiros Pache,
  • Paulo Henrique Maluf Alves.

 * Colaborou Tatyane Gameiro

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