Economia

Fim da Concessão

ANTT encontra uma irregularidade a cada 430 metros da Malha Oeste

Relatório aponta mais de mil intercorrências entre Campo Grande e Corumbá, como invasões, furtos de trilhos e manutenção praticamente paralisada pela Rumo; fim da concessão acontece hoje

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Nos 464,8 quilômetros da Malha Oeste entre Campo Grande e Corumbá existem 1.071 pontos com irregularidades, o que corresponde a uma deficiência de manutenção a cada 430 metros, de acordo com a última Inspeção Técnica Programada de Via Permanente e Faixa de Domínio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), realizada entre os dias 16 e 20 de março deste ano. São passagens em nível ilegais, dormentes podres, invasão de prédios, ocupação da linha férrea, matagais, buracos, trilhos furtados, entre outros problemas. Há trechos em que o problema se estende por mais de 1 km.

Essas constatações resultaram em quatro novas autuações para a concessionária Rumo, que administra os 1.973 Km da linha de trem, entre Mairinque (SP) até Corumbá. 

As notificações foram expedidas no dia 19 do mês passado, após Inspeção Técnica no trecho Indubrasil – Corumbá e Ramal de Porto Esperança, com multas que podem variar entre advertência, 500 vezes e 10 mil vezes o valor básico unitário ou 10% do valor da renda mensal do arrendamento ou do valor do prejuízo causado, “o que for maior, a título de multa não compensatória, além de responder pelas perdas e danos.”

Além desta confirmação de irregularidade, o relatório da Coordenação Regional de Fiscalização Ferroviária de São Paulo (Cofer-SP), apresentado no dia 17 de abril, aponta novas irregularidades.

São 18 novas deficiências em 15 pontos, entre elas cinco invasões, nas estações de Camisão e de Palmeiras e em outros trechos; instalação de placas de publicidade na faixa de domínio; vagões abandonados avariados e sucateados; juntas dos trilhos aberta ou desligada; lixo sobre a via; dormentes podres; matagal sobre a linha férrea e pátio de manobra; queda de barreira; invasão de área de estacionamento e de manobra por caminhões; drenagem deficiente; lastro contaminado e alinhamento de trilhos que está precário.

INFRAESTRUTURA

No mesmo documento consta que “a Concessionária não zelou pela integridade da infraestrutura da via permanente, da faixa de domínio, e demais ativos ferroviários vinculados à concessão”, explicando que com o fim do transporte de minério de ferro entre Antônio Maria Coelho e Porto Esperança, em dezembro de 2025, não há mais circulação de comboios de carga em toda a Malha Oeste, com exceção de um curto segmento com cerca de 10 km operado pela Ferrovia Oriental da Bolívia entre o Terminal da Transaço e a Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul (Agesa). 

Em uma das notificações é afirmado que “ao mesmo tempo [da desativação], constatou-se um progressivo desmonte da já reduzida estrutura de pessoal e de equipamentos destinada à manutenção da via permanente, bem como o abandono da vigilância da faixa de domínio e ativos ferroviários”.

Os fiscais destacam que desde outubro de 2025 não circulam autos de linha entre o trecho de Palmeiras e Agente Inocêncio e que desde março deste ano também não circulam veículos ferroviários entre o Indubrasil (em Campo Grande) e a Estação Palmeiras, com isso, a vegetação está cobrindo “rapidamente a via permanente”.

Outra notificação foi emitida por causa de invasões na faixa de domínio que se intensificaram em razão da paralisação da operação por falta ou inexistência de vigilância patrimonial no trecho entre Corumbá e Ramal de Porto Esperança.

A equipe de fiscalização constatou uma invasão recente entre o km 849,750 e o Km 849,900 por barracos e construções precárias. 

Já sobre o ramal de Ladário, o documento afirma que permanece abandonado com segmentos sem trilhos e com invasões na faixa de domínio, inclusive por ruas asfaltadas. Muitas das passagens em nível estão com trilhos cobertos pelo asfalto.

O segmento entre os pátios de Albuquerque e Agente Inocêncio recebeu cerca de 4 mil metros de trilhos TR-45 retirados “ilegalmente pela própria concessionária”, segundo a autuação.

NOTIFICAÇÃO

Também do dia 19 de maio foi emitida outra notificação, na qual é afirmado que “a equipe de Fiscalização constatou que a Concessionária não realizou os serviços de regularização das Passagens em Nível (PNs).

Conforme o Anexo B do Relatório permanecem pendentes 214 PNs e 31 passagens em nível de pedestres (PNPs) deficientes/irregulares.

Também permanecem pendentes 750 pontos/segmentos com irregularidades relativas a deficiências na manutenção da via permanente.

Ademais, conforme item 4.8 do citado relatório, verifica-se que o número de acidentes por ano aumentou de dois para cinco entre 2024 e 2025, e que o volume transportado passou de 2.181.946 toneladas brutas em 2024 para 2.315.567 [toneladas brutas] em 2025, aumento de 6,12%”, informou a notificação.

Mesmo com as constantes autuações e multas nos últimos anos, os fiscais emitiram nova notificação porque desde 2014 a Rumo só resolveu 8 dos 1.079 pontos com irregularidade.

“Verifica-se, portanto, que apesar de a Concessionária ter sido reiteradamente notificada para a correção das irregularidades ainda pendentes, o porcentual de regularização é inexpressivo, o que demonstra o não atendimento das medidas de segurança exigidas pela ANTT”.

O especialista em Regulação da ANTT, Celso Katahira, afirmou nas autuações que “identificou-se que a concessionária fiscalizada não cumpriu disposições legais, regulamentares ou contratuais pertinentes, o que enseja a instauração de Processo Administrativo para apuração de infração”, solicitando “providências cabíveis”.

Mesmo com esta fiscalização, a ANTT tem programado uma nova vistoria na linha férrea em virtude do encerramento do contrato de concessão, que acontece hoje.

O objetivo é levantar a real situação para definir o valor de indenização, a ser pago ou a receber da concessionária.

Estudos prévios da autarquia apontam que o valor a ser desembolsado pela Rumo pode chegar a R$ 8,1 bilhões.

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ECONOMIA

Preço da gasolina deve cair 12 e do etanol 19 centavos em MS

Com fim da vigência da MP para mitigar efeitos do conflito no Oriente Médio, foi publicado hoje (10) novo decreto que reduz alíquotas do Pis/Pasep e Cofins sobre importação de gasolina

10/09/2026 10h12

"Como tem a mistura do etanol em 32%, se confirmada ficará em 0,12 centavos", indica o  gerente-executivo do Sinpetro, Edson Lazaroto.  Marcelo Victor/Correio do Estado

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No final da novela dos informes da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), que fez um primeiro anúncio de valores mas chegou a recuar ainda durante a madrugada, o preço da gasolina deve ficar 12 e do etanol 19 centavos mais barato no bolso do sul-mato-grossense.

Toda essa mudança no preço dos combustíveis, como bem esclarece a própria Petrobras, se dá por dois fatores distintos: o encerramento de uma medida provisória instituída ainda em maio e o início de uma nova subvenção econômica por parte do Governo Federal. 

Essa medida provisória, cabe lembrar, teve origem no Executivo autorizando a concessão de desconto aos produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo.

Toda essa medida tinha por objetivo mitigar os possíveis impactos econômicos diante de um choque no mercado internacional de energia, causado nesse caso por um contexto de conflito no Oriente Médio. 

Iniciada em 28 de fevereiro, a Guerra do Irã influenciou os valores de combustíveis em diversos municípios brasileiros, o que fez a Capital do Mato Grosso do Sul cair do posto de gasolina mais barata do Brasil para a 6ª posição do ranking ainda em março deste ano.

Desde o início do conflito esse combustível chegou a ficar R$0,52 mais caro e só deu o primeiro sinal de queda no início de maio, como bem acompanhado pelo Correio do Estado, conforme os balanços divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Com o encerramento da vigência desta MP, foi publicado hoje (10) em edição do Diário Oficial da União um novo decreto (n.13.116), que basicamente reduz as alíquotas que incidem sobre a "importação e a comercialização no mercado interno de gasolina e suas correntes", os populares: Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep); e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). 

Combustível mais barato

Ou seja, com a redução do PIS e do Cofins, sobre o etanol, por exemplo, a expectativa é que o sul-mato-grossense sinta no bolso uma redução média de R$0,19 no preço do etanol, um impacto médio estimado, tendo em vista que cada distribuidora opta por sua própria política comercial. 

Conforme o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro), há também um barateamento de pouco mais de dez centavos com relação à gasolina. 

"Como tem a mistura do etanol em 32%, se confirmada ficará em 0,12 centavos", indica o gerente-executivo do Sinpetro, Edson Lazaroto. 

Como bem frisa o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, "a redução de tributos não significa aumento da margem do revendedor", sendo importante manter a correta precificação conforme o cumprimento da legislação, apesar das próprias políticas comerciais. 

"Como tem a mistura do etanol em 32%, se confirmada ficará em 0,12 centavos", indica o  gerente-executivo do Sinpetro, Edson Lazaroto. 

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LOTERIAS

Resultado da Super Sete de ontem, concurso 896, quarta-feira (09/09): veja o rateio

A Super Sete tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

10/09/2026 08h38

Confira o rateio da Super Sete

Confira o rateio da Super Sete Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 896 da Super Sete na noite desta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 7 milhões.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 1 aposta ganhadora (R$ 66.781,46)
  • 5 acertos - 86 apostas ganhadoras (R$ 1.109,32)
  • 4 acertos - 1.354 apostas ganhadoras (R$ 70,45)
  • 3 acertos - 11.585 apostas ganhadoras (R$ 6,00)

Confira o resultado da Super Sete de ontem!

Os números da Super Sete 896 são:

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

  • Coluna 1: 3
  • Coluna 2: 8
  • Coluna 3: 5
  • Coluna 4: 2
  • Coluna 5: 8
  • Coluna 6: 4
  • Coluna 7: 5

O sorteio da Dupla Sena é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Super Sete 897

Como a Super Sete tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na sexta-feira, 11 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 897. O valor da premiação está estimado em R$ 7,7 milhões.

Para participar dos sorteios da Super Sete é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

Como jogar na Super Sete

Os sorteios da Super Sete são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O Super Sete é a loteria de prognósticos numéricos cujo volante contém 7 colunas com 10 números (de 0 a 9) em cada uma, de forma que o apostador deverá escolher um número por coluna.

Caso opte por fazer apostas múltiplas, poderá escolher até mais 14 números (totalizando 21 números no máximo), sendo no mínimo 1 e no máximo 2 números por coluna com 8 a 14 números marcados e no mínimo 2 e no máximo 3 números por coluna com 15 a 21 números marcados.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6,  9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

O valor da aposta é R$ 3,00.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas sete dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 158.730, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 21 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 280, ainda segundo a Caixa.

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