Economia

IMPOSTO

Após promessa, é publicado decreto que mantém a redução das alíquotas de IPVA em MS

A alíquota do IPVA deste ano foi de 3% para automóveis, o que significa uma redução de 40% do que é previsto em lei

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Nesta sexta-feira (18), o Governo do Estado publicou o decreto que mantém a redução das alíquotas do IPVA (Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores) de 2022 para o ano que vem. A decisão foi revelada ontem (17) pelo governador Reinaldo Azambuja, durante anúncio da equipe de transição.

Conforme já veiculado pelo Correio do Estado, a decisão é uma das primeiras ações que refletem a futura gestão, de Eduardo Riedel. 

"Foi uma decisão tomada pelo Eduardo com a sua equipe para que a gente mantivesse, e nós vamos estar publicando o decreto com essas alíquotas mantendo o mesmo valor", afirmou Azambuja em coletiva de imprensa de ontem. 

De acordo com a Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda), a alíquota do IPVA deste ano foi de 3% para automóveis, o que significa uma redução de 40% do que é previsto em lei, que é de 5%.

Já para caminhão, ônibus e micro-ônibus a alíquota fica em 1,5%. Ela também teve uma redução de 50% na cobrança, já que antes era 3%. 

Outra redução mantida será para os "motorhomes", que neste ano teve alíquota de 1,5%, porque teve redução de 50% (antes era 3%).

Os automóveis com capacidade de até oito pessoas, excluído o condutor, que utilizem motores acionados a óleo diesel a alíquota é de 4,5%, o que significa uma redução de 25%. Já para as motocicletas a alíquota continua em 2%.

A lei n° 1.810 de 22 de dezembro de 1997 é que rege a cobrança de IPVA em Mato Grosso do Sul. Ela define inclusive as alíquotas de cada veículo. O Governo do Estado promoveu redução nos valores para contribuir com os motoristas.

IPVA  

No pagamento à vista do IPVA 2023 (parcela única) o desconto será de 15% no valor dos veículos usados. 

Ele pode ser efetuado até o dia 31 de janeiro. Outra opção é o pagamento em cinco parcelas nos meses de janeiro, fevereiro, março, abril e maio. 

Cada parcela não pode ser inferior a R$ 30,00 no caso das motocicletas e R$ 55,00 em relação aos demais veículos.

 

15%

Gilmar Mendes valida reajuste do Bolsa Família

Ministro entendeu que aumento não afronta lei eleitoral

18/09/2026 19h00

Divulgação

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18) reconhecer a validade do decreto que permite o reajuste para os benefícios do programa Bolsa Família.

Mendes atendeu ao pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). 

Para o ministro, o reajuste não afronta as regras eleitorais e representa medida legal para atualizar o piso familiar do programa.

“A medida não importa criação de novo benefício, alteração dos critérios de elegibilidade ou ampliação do universo de beneficiários. Trata-se apenas de atualização dos valores das prestações integrantes de programa social já existente, mediante critério objetivo de correção monetária”, afirmou Mendes.

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o reconhecimento da legalidade do decreto. O reajuste foi anunciado nesta quinta-feira (17) pelo governo federal. O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%, a partir de 1° de outubro.

O valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.

Na petição enviada ao Supremo, a AGU sustenta que o reajuste também está de acordo com a legislação eleitoral e não representa benefício novo.

ibge

Renda de PCDs é 20,1% menor do que a de pessoas sem deficiência em MS

Das cerca de 167 mil pessoas com deficiência em idade de trabalhar, 54 mil estão no mercado de trabalho

18/09/2026 17h00

Pessoas com deficiência ganham menos do que pessoas sem deficiência em MS

Pessoas com deficiência ganham menos do que pessoas sem deficiência em MS Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

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O rendimento médio do trabalhador com deficiência é de R$ 1.456,00 em Mato Grosso do Sul. enquanto o das pessoas sem deficiência é de R$ 1.749,00, uma diferença de R$ 293, que aponta que a pessoa com deficiência (PCD) recebe 20,1% a menos.

Dados são a publicação Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais no Brasil, divulgada nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados do Censo 2022.

Na análise por sexo, os valores ficaram próximos entre as PcDs. O rendimento domiciliar per capita médio foi de R$ 1.471,00 entre os homens e de R$ 1.444,00 entre as mulheres.

Apesar de ganharem mais, entre as pessoas sem deficiência também não houve muita variação por sexo: os homens registraram rendimento médio de R$ 1.787,00, enquanto, entre as mulheres, o valor foi de R$ 1.712,00.

Na perspectiva de cor ou raça, o rendimento domiciliar médio das pessoas com deficiência brancas foi de R$ 1.707,00, enquanto, entre as pessoas pretas ou pardas, o valor ficou em R$ 1.410,00.

A diferença de R$ 297,00 representa um rendimento 17,4% menor entre as PcD pretas ou pardas em comparação às brancas.

Nesse indicador, Mato Grosso do Sul apresentou a 9ª menor diferença proporcional entre os estados. O Rio de Janeiro registrou a maior diferença, com 31,5% de rendimento médio inferior entre PcD pretas ou pardas em relação às PcD brancas.

Mercado de trabalho

Em Mato Grosso do Sul, em 2022, a população de PcD em idade de trabalhar (14 anos ou mais) era de aproximadamente 167 mil pessoas. Desse total, 54 mil estavam ocupadas, o que corresponde a 32,1% dessa população.

Essa proporção colocou o estado na 5ª colocação entre unidades da federação quanto à participação de pessoas com deficiência ocupadas, atrás do Amapá, que apresentou a maior proporção (40,3%), e acima da Paraíba, que registrou a menor taxa (22%).

Quando comparada à população sem deficiência, há uma diferença na participação no mercado de trabalho.

Entre as pessoas sem deficiência em idade de trabalhar, 60,9% estavam ocupadas, enquanto entre as pessoas com deficiência esse percentual era de 32,1%, uma diferença de 28,8 pontos percentuais.

No grupo sem deficiência, de um total aproximado de 2,022 milhões de pessoas em idade de trabalhar, 1,231 milhão estavam ocupadas.

Do total de PcD ocupadas, aproximadamente 32 mil contribuíam para a previdência social, o que representa 60,3% desse grupo.

Entre as pessoas ocupadas sem deficiência, 858 mil realizavam contribuições previdenciárias, correspondendo a 69,7% desse segmento.

Pessoas com deficiência

Conforme o IBGE, em 2022, Mato Grosso do Sul registrou uma população de 2.682.037 pessoas com 2 anos ou mais de idade. Desse total, 6,5% declararam possuir algum tipo de deficiência, o que deixa o Estado na sexta posição com a menor proporção de população com deficiência do País.

No cenário nacional, Alagoas apresentou a maior proporção de pessoas com deficiência, com 9,6%, enquanto Mato Grosso registrou a menor taxa, com 5,7%.

A maior proporção de pessoas com deficiência foi observada entre mulheres pretas ou pardas, com 7,4%, seguidas pelas mulheres brancas, com 7%. Entre os homens, a proporção foi de 6% para os brancos e de 5,9% para os pretos ou pardos.



 

 

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