Economia

do BNDES

Aprovada MP que aumenta limite de financiamento

Aprovada MP que aumenta limite de financiamento

agência brasil

29/05/2014 - 09h15
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O plenário do Senado aprovou hoje (28) a Medida Provisória 633/2013, que aumenta o limite de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e transfere para a Caixa Econômica Federal (CEF) a defesa das ações do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS).

O texto libera o governo para injetar mais R$ 30 bilhões na Caixa e aumentar em R$ 80 bilhões o limite de financiamentos concedidos pelo BNDES, com subvenção de juros da União. Com o aumento, o limite disponível para as subvenções do BNDES aumenta de R$ 322 bilhões para R$ 402 bilhões.

Na Câmara, o relator, deputado Fernando Francischini (SDD-PR), incluiu na medida a determinação de que os recursos sejam empregados nos setores ligados a exportações, tecnologia e produção de bens de capital, exclusivamente de empresas em território nacional.

Além do aumento no limite de financiamento, os deputados aprovaram a transferência da defesa das ações do FCVS das seguradoras para a Caixa, permitindo a intervenção da Advocacia-Geral da União. Segundo o texto da MP, as ações que tramitam na Justiça estadual serão transferidas para a Justiça federal. A justificativa foi de que a MP inclui medidas de proteção aos mutuários do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e a Caixa poderá fazer acordos com os mutuários para por fim às ações na Justiça, que cobram garantias do extinto seguro habitacional do SFH.

Essa alteração provocou protestos de alguns senadores no plenário, que tentaram apresentar requerimento para retirar o trecho do texto. No entanto, o requerimento foi rejeitado e a matéria foi aprovada conforme enviada pela Câmara dos Deputados. O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) disse que foi procurado por representantes de movimentos populares pedindo que esses artigos fossem suprimidos na MP, porque eles causariam efeitos sobre processos que já estão em andamento, prejudicando os mutuários.

“Há um pedido da Confederação Nacional das Associação de Moradores; há um pedido do Movimento Nacional de Luta pela Moradia; há um pedido do Movimento Nacional dos Sem Teto, que moram nas capitais brasileiras, que estão apelando para nós, e nós estamos dizendo que não vamos ouvi-los, com a crise urbana em que vive o país? Com as manifestações populares? Nós vamos rejeitá-los? Quem fez o levante popular no ano passado, que não as cidades? Não colocaram esse problema urbano na ordem do dia? O lema da 5ª Conferência Nacional das Cidades não foi “reforma urbana já”? E nós vamos dizer que não, que não aceitamos, que não admitimos, que não discutimos? Isso não é aceitável”, disse, na tentativa de convencer os pares a alterarem a MP, que retornaria para a Câmara.

Apesar disso, os requerimentos de destaque desses pontos foram rejeitados, e a matéria foi aprovada conforme enviada pelos deputados. Ela segue agora para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Economia

Malásia e México restringem produtos avícolas de MS após foco de Newcastle

Suspensões atingem exportações de todo o Brasil; outros três países limitaram as medidas a produtos de Santa Catarina

23/10/2026 16h45

Divulgação

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Produtos avícolas de Mato Grosso do Sul estão incluídos nas restrições temporárias impostas pela Malásia e pelo México às importações brasileiras após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Santa Catarina. As medidas variam conforme o país e o tipo de produto, segundo atualização divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 21 de outubro.

A Malásia suspendeu as importações de carne, produtos cárneos e miúdos de aves provenientes de todo o Brasil. A medida mexicana é mais abrangente e inclui aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis, pintinhos de até três dias, além de determinadas categorias de aves ornamentais e de companhia.

Outros três países adotaram restrições específicas para produtos originários de Santa Catarina. Arábia Saudita e China suspenderam as importações de carne e produtos cárneos de aves do estado. Já o Chile restringiu a entrada de diferentes produtos, entre eles carne fresca de aves, ovos para consumo humano e ovos férteis.

O foco da doença foi confirmado em 18 de outubro, em um estabelecimento de criação comercial de perus de corte localizado em Nova Itaberaba, no oeste catarinense. De acordo com o Mapa, as aves permaneceram na propriedade e não foram destinadas à produção de carne para consumo.

Após a confirmação, o estabelecimento foi interditado e teve a movimentação de aves suspensa. O ministério também declarou emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba e nos municípios catarinenses de Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.

Em atualização divulgada em 22 de outubro, o Mapa informou que o descarte sanitário das aves havia sido concluído e que os procedimentos de limpeza e desinfecção estavam em andamento. As equipes também mantêm a vigilância epidemiológica e o monitoramento de propriedades próximas ao local do foco.

O ministério informou que mantém negociações com as autoridades sanitárias dos países importadores para prestar esclarecimentos e buscar a retomada do comércio conforme os requisitos de cada mercado.

Consumo

Apesar das restrições comerciais, o Mapa reforça que o consumo de carne de aves e de outros produtos avícolas provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária oficial permanece seguro, sem contraindicações.

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. A ocorrência exige medidas de controle sanitário para evitar a disseminação do vírus e preservar a condição sanitária da produção avícola.

A situação dos demais mercados importadores continua sob monitoramento do ministério, que informou que divulgará novas atualizações quando houver mudanças confirmadas nas restrições.

Rendimento Médio

Renda em MS chega a R$ 3,7 mil e extrema pobreza cai a 1,6%

Rendimento cresceu 64% entre 2021 e 2025, segundo o IBGE; Estado também registrou 1,46 milhão de pessoas ocupadas no ano passado

23/10/2026 15h06

Reprodução/Álvaro Rezende/Secom-MS

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O rendimento médio mensal em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 3.727 em 2025, alta nominal de 64% em relação a 2021, quando era de R$ 2.265. No mesmo período, o mercado de trabalho alcançou 1,46 milhão de pessoas ocupadas, enquanto a proporção da população em situação de extrema pobreza caiu de 4% para 1,6% entre 2021 e 2024, segundo dados divulgados pelo governo estadual com base em indicadores do IBGE.

O rendimento médio sul-mato-grossense ficou acima da média nacional, de R$ 3.406. O Estado também aparece na terceira posição entre as unidades da Federação com menor desigualdade de renda, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP).

Apesar da evolução dos indicadores, o crescimento nominal da renda não representa necessariamente o mesmo aumento no poder de compra, já que os valores precisam ser considerados em relação à inflação acumulada no período.

Emprego formal

Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com saldo positivo de 19.756 empregos formais, segundo dados do Novo Caged compilados pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). O estoque chegou a 689.951 vínculos ativos, crescimento de 2,91% em relação ao ano anterior.

A construção civil liderou o crescimento percentual do estoque de empregos entre dezembro de 2020 e dezembro de 2025, com avanço de 49,41%. Já o setor de serviços registrou o maior aumento absoluto, com 49.681 vínculos a mais no período.

Em 2026, o Estado acumulou saldo positivo de 20.456 empregos formais entre janeiro e agosto, conforme os dados apresentados pelo governo estadual. Serviços, com 8.644 vagas, e construção, com 7.392, tiveram os maiores saldos no período.

Extrema pobreza

A proporção de pessoas em situação de extrema pobreza caiu de 4% em 2021 para 1,6% em 2024, redução de 60%, de acordo com os dados divulgados. A mudança corresponde à saída de mais de 70,5 mil pessoas dessa condição.

O indicador considera a renda domiciliar per capita inferior a US$ 2,15 por dia, conforme a linha internacional de extrema pobreza utilizada na série citada. No Brasil, a taxa era de 3,5%, segundo o levantamento.

Outro indicador mencionado pelo governo estadual é o de mobilidade social, no qual MS aparece na primeira posição nacional, com índice de 2,90%.

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